2a Reis, 19

1-3 Quando Ezequias ouviu a mensagem, rasgou a própria roupa e vestiu pano de saco. Depois, foi para o templo do Eterno. Mandou que Eliaquim, o administrador do palácio, o secretário Sebna e os principais sacerdotes, todos vestidos de pano de saco, chamassem Isaías, filho de Amoz, e lhe disseram: “Assim diz Ezequias: ‘Hoje é dia de luto, repreensão e vergonha! É como uma mulher que está para dar à luz, mas não tem forças para o parto.

4 “‘Talvez o Eterno, o seu Deus, tenha ouvido as afrontas de Rabsaqué, enviado pelo rei da Assíria, o seu senhor, para humilhar o Deus vivo. Talvez o Eterno, o seu Deus, o repreenda por isso. Talvez você interceda pelo remanescente do povo’”.

5 Foi essa a mensagem que os oficiais do rei Ezequias levaram a Isaías.

6-7 Isaías respondeu: “Digam ao seu senhor: ‘Assim diz o Eterno: Não se preocupe com as provocações que você ouviu dos mensageiros do rei da Assíria. Vou fazer o seguinte: ele ficará confuso, pois receberá notícias que o deixarão apavorado e o farão voltar para o seu país. Lá, farei que ele seja morto.’”

8-13 Rabsaqué soube que o rei da Assíria saíra de Láquis e estava atacando Libna. Senaqueribe ouviu que Tiraca, o rei etíope, estava se aproximando para atacá-lo. Então, mandou outro mensageiro dizer a Ezequias, rei de Judá: “Não seja enganado por esse Deus em quem você confia quando ele promete: ‘Jerusalém jamais cairá nas mãos do rei da Assíria.’ Isso é mentira! Você conhece a reputação do rei da Assíria. Várias nações já foram destruídas. E o que faz você pensar que Jerusalém será uma exceção? Preste atenção a essas nações destruídas, que foram devastadas pelos meus antecessores. Por acaso, os deuses delas serviram para alguma coisa? Olhe para Gozã, para Harã, para Rezefe, para o povo de Éden, em Telassar. Viraram ruínas. O que restou do rei de Hamate, do rei de Arpade, do rei de Sefarvaim, de Hena e de Iva? Nada.”

14-15 Ezequias recebeu a carta do mensageiro e a leu. Foi para o templo, depositou-a diante do Eterno e orou: “Oh Eterno, Deus de Israel, assentado em majestade sobre o trono, entre os querubins. És o único Deus, soberano sobre todos os reinos da terra, Criador do céu e da terra.

16 Abre os ouvidos, ó Eterno, e ouve; abre os olhos e vê. Olha para esta carta de Senaqueribe, que afronta o Deus vivo!

17 Na verdade, ó Eterno, os reis da Assíria destruíram nações e reinos.

18 Queimaram seus deuses e destruíram seus ídolos, que não passavam de obras de pau e pedra.

19 Mas, agora, ó Eterno, nosso Deus, livra-nos das mãos da Assíria, Para que todos os reinos da terra reconheçam que és o único Deus.”

20-21 Não demorou muito, e Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: “Assim diz o Eterno: ‘Você orou a mim com respeito a Senaqueribe, rei da Assíria. Pois ouvi sua oração. Esta é a resposta do Eterno: A virgem, Filha Sião, zomba de você; A filha de Jerusalém está balançando a cabeça em desprezo.

22 A quem você ofendeu? A quem você está afrontando? Diante de quem você se vangloria? Diante do Santo de Israel!

23 Você mandou seus servos humilharem o meu Senhor. Você se orgulhou, dizendo: Com os meus carros de guerra subo aos montes mais altos, até mesmo aos picos nevados dos montes do Líbano! Derrubei seus enormes cedros, cortei as melhores árvores. Percorri todo o mundo, visitei as melhores florestas.

24 Construí cisternas em lugares muito distantes e bebi de suas águas. Caminhei e espirrei água com os pés descalços nos rios do Egito.

25 Acaso você não percebeu que sou eu quem está por trás de tudo isso? Há muito, muito tempo, planejei isso e agora estou pondo em prática. Você é o instrumento que escolhi para reduzir fortalezas a pó,

26 Para deixar seu povo desamparado, cabisbaixo e desanimado. Ficaram como o c m, frágeis como o mato, inconstantes como ervas agitadas pelo vento.

27 Sei quando você se deita, quando chega e quando sai. Também me lembro de todos os seus acessos de raiva contra mim.

28 Justamente, por causa da sua fúria e do seu atrevimento É que estou fisgando você pelo nariz e pondo um freio em sua boca Para levá-lo de volta ao lugar de onde saiu.

29 Ezequias, este será o sinal de confirmação: Neste ano, vocês comerão do que cresce naturalmente; no próximo ano, o que conseguirem apanhar, emprestar ou roubar. Mas, no terceiro ano, vocês plantarão e colherão, plantarão vinhas e comerão suas uvas.

30 Um remanescente da família de Judá ainda firmará suas raízes e produzirá frutos.

31 O remanescente voltará de Jerusalém, os sobreviventes, do monte Sião. O Zelo do Eterno fará isso acontecer.

32 Para resumir, assim diz o Eterno com respeito ao rei da Assíria: Ele não invadirá esta cidade, não lançará uma única flecha contra ela. Não exibirá seu escudo, nem lançará o ataque contra ela.

33 Ele voltará para casa pelo caminho por onde veio: não invadirá a cidade, diz o Eterno!

34 Eu protegerei a cidade, eu a livrarei, pelo meu nome e por amor a Davi’”.

35 Naquela mesma noite, um anjo do Eterno massacrou cento e oitenta e cinco mil assírios. Quando os habitantes de Jerusalém acordaram, no dia seguinte, havia cadáveres por toda parte!

36-37 Senaqueribe, rei da Assíria, saiu dali, voltou direto para casa, em Nínive, e ficou lá. Certo dia, quando estava adorando no templo do seu deus, Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer o assassinaram e fugiram para a terra de Ararate. Seu filho Esar-Hadom o sucedeu.

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