MUDEM A MANEIRA DE VIVER
1No começo do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, esta Mensagem veio do Eterno a Jeremias:
2-3 “Mensagem do Eterno: vá ao pátio do templo do Eterno e pregue ao povo que chega de todo o território de Judá para adorar. Diga tudo que eu ordenar. Não esconda nada. Talvez eles ouçam e se arrependam de seus maus caminhos e eu reconsidere o desastre que planejo contra eles por causa da má conduta deles.
4-6 “Diga a eles: Esta é a Mensagem do Eterno: Se vocês se recusarem a me ouvir e a viver segundo minhas ordens, que de forma tão clara expliquei a vocês, e se continuarem a ignorar as advertências dos meus servos, os profetas, que não me canso de enviar a vocês — ainda que não tenham dado a mínima —, vou transformar este templo num monte de ruínas, como Siló, e fazer desta cidade um motivo de ridículo para os povos.”
7-9 Todos — sacerdotes, profetas e o povo — ouviram Jeremias pregar a Mensagem no templo do Eterno. Quando Jeremias terminou de falar, depois de dizer tudo que Deus havia ordenado, os sacerdotes, os profetas e o povo o agarraram, gritando: “Morte! Você vai morrer por isso! Como ousa falar desse jeito — e ainda usando o nome de Deus —, dizendo que este templo vai se transformar num monte de entulho, como Siló, e que esta cidade será varrida do mapa, sem que sobre uma alma viva?.” E todo o povo se amotinou em volta de Jeremias, ali mesmo, no recinto do templo.
10 Os oficiais da corte real de Judá foram informados disso. Eles deixaram o palácio imediatamente e vieram ao templo do Eterno para investigar. Instauraram um tribunal ali mesmo, na Porta Nova do templo.
11 Os profetas e sacerdotes falaram primeiro, dirigindo-se aos oficiais, mas também ao povo: “Este homem precisa morrer! Ele não merece nada menos que a morte! Ele pregou contra esta cidade, vocês mesmo ouviram.”
12-13 Jeremias falou em seguida, dirigindo-se aos oficiais, diante do povo: “Deus me enviou para pregar contra este templo e contra a cidade tudo aquilo que falei a vocês. Então, tomem uma atitude! Mudem a maneira de viver, mudem a má conduta. Ouçam com o coração obediente a Mensagem do Eterno. Talvez ele reconsidere o desastre com que ameaçou vocês.
14-15 “Quanto a mim, estou nas mãos de vocês, façam o que acharem melhor. Mas ouçam esta advertência: se vocês me matarem, estarão matando um inocente, e vocês, a cidade e o povo que mora nela, serão responsáveis por isso. Não falei nada por minha conta. O Eterno me enviou e me disse o que falar. Vocês ouviram o Eterno falar, não Jeremias.”
16 Os oficiais da corte, apoiados pelo povo, anunciaram a sentença aos sacerdotes e profetas: “Absolvido. Este homem não merece a sentença de morte. Ele falou a nós com a autoridade do Eterno.”
17-18 Então, alguns das autoridades de maior respeito se levantaram e se dirigiram ao povo, dizendo: “No reinado de Ezequias, rei de Judá, Miqueias de Moresete pregou ao povo de Judá o seguinte: Esta é a Mensagem do Senhor dos Exércitos de Anjos para vocês: “Por causa de gente como vocês, Sião será transformada em terra arada, Jerusalém será um monte de entulho. E, no lugar do templo, no monte, só restará mato.
19 “Será que o rei Ezequias ou qualquer outra pessoa em Judá matou Miqueias de Moresete por causa disso? Ezequias não o honrou e orou pela misericórdia do Eterno? E o Eterno não cancelou o desastre com que havia ameaçado o povo? “Amigos, estamos prestes a trazer uma terrível desgraça sobre nós.”
20-23 (Em outra época, houve um homem, Urias, filho de Semaías, de Quiriate-Jearim, que pregou coisas semelhantes em nome do Eterno. Ele pregou contra esta mesma cidade e país, como fez Jeremias. Quando o rei Jeoaquim e os membros da corte o ouviram, decidiram matá-lo. Urias, com medo de perder a vida, fugiu para se esconder no Egito. O rei Jeoaquim enviou Elnatã, filho de Acbor, com um destacamento armado atrás dele. Eles o trouxeram de volta do Egito e o levaram ao rei. E o rei o mandou matar. Eles jogaram seu corpo fora da cidade, sem dar a ele um funeral decente.
24 Mas, no caso de Jeremias, Aicam, filho de Safã, adiantou-se e o defendeu, impedindo que a multidão o linchasse.)
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