1-5Passados alguns dias, Jesus voltou para Cafarnaum, e a notícia de que ele havia voltado logo se espalhou. Uma multidão se formou, bloqueando a entrada da casa, de modo que ninguém podia entrar ou sair. Ele estava ensinando a Palavra, quando quatro homens apareceram, carregando um paralítico. Eles não conseguiram entrar por causa da multidão, por isso removeram parte do telhado e desceram o paralítico em sua maca. Impressionado com tanta fé, Jesus disse ao paralítico: “Filho, eu perdoo seus pecados”.
6-7Alguns líderes religiosos que estavam presentes começaram a cochichar entre si: “Ele não pode falar assim. Que blasfêmia! Só Deus pode perdoar pecados!”
8-12Jesus sabia o que eles estavam pensando e perguntou: “Por que se mostram céticos? O que acham que é mais fácil: dizer ‘Eu perdoo seus pecados’ ou ‘Levante-se, pegue sua maca e comece a andar’? Pois bem, para que fique claro que sou o Filho do Homem e estou autorizado a fazer uma coisa e outra — voltou-se para o paralítico e ordenou: —, “Levante-se! Pegue sua maca e vá para casa!”. E o homem assim fez — levantou-se, pegou sua maca e saiu andando diante de todos. Eles esfregaram os olhos, custando a acreditar no que viam, mas, então, louvaram a Deus: “Nunca vimos nada igual!”.
O COBRADOR DE IMPOSTOS
13-14Jesus foi uma vez mais caminhar à beira-mar, e, de novo, uma multidão foi atrás dele, para ouvir seu ensino. Caminhando, ele viu Levi, filho de Alfeu, que era cobrador de impostos. Jesus convidou: “Venha comigo”. Ele se levantou e passou a segui-lo.
15-16Mais tarde, Jesus e os discípulos estavam jantando na casa de Levi, e seus convidados eram pessoas de má reputação. Surpreendentemente, alguns deles se tornaram seguidores de Jesus. Os líderes religiosos e os fariseus, vendo Jesus na companhia daquela gente, foram tomar satisfação com os discípulos: “Que exemplo ele está dando, andando com essa gente desonesta e essa ralé?”.
17Jesus escutou a crítica e reagiu: “Quem precisa de médico: quem é saudável ou quem é doente? Estou aqui para dar atenção aos de fora, não para mimar os da casa, que se acham justos”.
FESTEJAR OU JEJUAR
18Os discípulos de João e os discípulos dos fariseus tinham o costume de jejuar, por isso alguns foram perguntar a Jesus: “Por que os seguidores de João e os fariseus adotam a disciplina do jejum, mas os seus seguidores não?”.
19-20Jesus respondeu: “Numa festa de casamento, vocês não economizam no bolo nem no vinho, porque estão festejando. Depois, poderão até precisar economizar, mas não durante a festa. Enquanto o noivo e a noiva estão com vocês, é tudo alegria. Depois que os noivos forem embora, o jejum pode começar. Ninguém joga água fria na fogueira enquanto tem gente em volta. Essa é a vinda do Reino!”.
21-22Ele continuou: “Ninguém corta um cachecol de seda para remendar uma roupa velha. Usa-se um remendo que combine. Ninguém guarda vinho em garrafas rachadas”
23-24Num sábado, Jesus atravessava uma plantação de cereal. Enquanto caminhavam, os discípulos descascaram algumas espigas. Os fariseus reclamaram com Jesus: “Seus discípulos estão quebrando as regras do sábado!”.
25-28Jesus reagiu: “É mesmo? Vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam com fome? Ele entrou no santuário e comeu o pão fresco do altar, na frente do sacerdote principal Abiatar — o pão santo, que ninguém podia comer, senão os sacerdotes —, e o repartiu com os companheiros”. Jesus acrescentou: “O sábado foi feito para o nosso benefício; não somos escravos do sábado. O Filho do Homem não é escravo do sábado: é o Senhor dele!”.
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1-3 As boas notícias acerca de Jesus Cristo — a Mensagem! — começam aqui; seguindo ao pé da letra o livro do profeta Isaías: Observem com atenção: Enviei meu mensageiro adiante de vocês; Ele preparará a estrada para vocês. Trovão no deserto! Preparem-se para a chegada de Deus! Tornem o caminho plano e reto!
4-6 João, o Batista, apareceu no deserto pregando um batismo de mudança de vida que leva ao perdão dos pecados. As pessoas se atropelavam para ir a ele, desde a Judeia e Jerusalém e, enquanto confessavam seus pecados, eram batizadas por ele no rio Jordão, como sinal de uma vida transformada. João vestia uma túnica de pelo de camelo, amarrada à cintura por um cinto de couro. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.
7-8 Sua pregação era esta: “O mais importante está por vir: O protagonista deste drama, perante o qual sou um simples figurante, mudará a vida de vocês. Eu os batizo aqui no rio, mudando a velha vida de vocês pela vida no Reino. O batismo dele — com o Espírito Santo — irá mudá-los de dentro para fora”.
9-11 Nessa época, Jesus de Nazaré apareceu na Galiléia e foi batizado por João no Jordão. Assim que saiu da água, Jesus viu o céu aberto e o Espírito de Deus, à semelhança de uma pomba, descendo sobre ele. Com a visão do Espírito, ouviu-se uma voz: “Você é o meu Filho, escolhido e marcado pelo meu amor, a alegria da minha vida”.
O REINO DE DEUS ESTÁ AQUI
12-13 Imediatamente, o Espírito guiou Jesus ao deserto. Durante quarenta dias e noites ele foi testado por Satanás. Animais selvagens eram sua companhia, e os anjos tomavam conta dele.
14-15 Depois que João foi preso, Jesus mudou-se para a Galiléia e ali pregava: “O tempo é agora! O Reino de Deus está aqui. Mudem de vida e creiam na Mensagem”.
16-18 Caminhando pela praia do mar da Galiléia, Jesus avistou Simão e seu irmão André pescando com redes. Era nisso que trabalhavam. Jesus convidou-os: “Venham comigo! Vou fazer de vocês um novo tipo de pescadores. Vou mostrar como pescar pessoas, em vez de peixes”. Sem fazer uma pergunta, eles simplesmente largaram as redes e foram com ele.
19-20 Alguns metros adiante, perto da praia, ele viu os irmãos Tiago e João, filhos de Zebedeu, que estavam no barco, consertando as redes. Jesus fez aos dois a mesma proposta. Imediatamente, eles deixaram seu pai, Zebedeu, o barco e os empregados, e o acompanharam.
ENSINO COM AUTORIDADE
21-22 Eles entraram em Cafarnaum. Quando o sábado chegou, Jesus logo foi para a sinagoga e passou o dia lá, ensinando. O povo ficou admirado com seu ensino objetivo e confiante, sem os sofismas e as citações usados pelos líderes religiosos.
23-24 De repente, estando ele ainda na sinagoga, a reunião foi interrompida por um homem extremamente perturbado, que gritava: “O que você veio fazer aqui conosco, Jesus? Sei o que você veio fazer aqui, Nazareno. Você é o Santo de Deus, e veio aqui para nos destruir”.
25-26 Jesus ordenou: “Quieto! Saia dele!” O espírito perturbador agitou o homem, protestou em voz alta — e saiu.
27-28 Os ouvintes, impressionados, cochichavam entre si: “O que está acontecendo aqui? Um novo ensinamento, com demonstração prática? Ele consegue calar espíritos demoníacos imundos e ainda os expulsa!” A notícia correu rapidamente, e todos na Galiléia ficaram sabendo do incidente.
29-31 Jesus saiu da sinagoga e foi para a casa de Simão e André, acompanhado por Tiago e João. A sogra de Simão estava de cama, ardendo em febre. Informado disso, Jesus foi até onde ela estava, pegou-a pela mão e a fez levantar-se. Tão logo a febre a deixou, ela foi preparar o jantar para eles.
32-34 Ao anoitecer, depois do pôr do sol, foram trazidas a ele pessoas doentes e afligidas por espíritos malignos. A cidade inteira fez fila na porta da casa! Ele curou os corpos doentes e as almas atormentadas. Os demônios conheciam sua verdadeira identidade, mas ele não permitia que se pronunciassem.
O LEPROSO
35-37 Ainda não havia amanhecido, quando ele se levantou e retirou-se para orar num lugar isolado. Simão e os que estavam com ele foram procurá-lo. Eles o encontraram e disseram: “Todos estão à tua procura”.
38-39 Jesus decidiu: “Vamos a outras cidades para que eu possa pregar ali também. Faz parte da minha missão”. Assim, por toda a Galiléia ele visitou sinagogas, que era um lugar de reunião, pregando e expulsando demônios.
40 Um leproso aproximou-se dele, ajoelhou-se e implorou: “Se o senhor quiser, pode me purificar”.
41-45Emocionado, Jesus estendeu a mão, tocou o leproso e disse: “Quero! Fique limpo!” A lepra desapareceu na hora. A pele do homem ficou lisa e saudável. Jesus o despediu com ordens estritas: “Não diga nada a ninguém. Apenas se apresente ao sacerdote e leve a oferta de purificação, como Moisés prescreveu, para validar a cura diante da comunidade”. Mas, assim que se afastou de Jesus, o homem saiu contando a cura que recebera, espalhando a notícia por toda a cidade. Jesus, então, passou a entrar na cidade de modo mais discreto, pois já não podia fazer isso publicamente. No entanto, ele logo foi encontrado, e o povo corria para ele, vindo de todos os lugares.
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1-4 Depois do sábado, assim que brilhou a primeira luz da nova semana, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar a tumba. De repente, a terra tremeu debaixo dos pés das duas mulheres. Nesse momento, um anjo de Deus desceu do céu e foi ao encontro delas. Ele rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Raios de luz emanavam dele. Suas roupas eram brancas como a neve e brilhavam. Os guardas da tumba estavam tão aterrorizados que não conseguiam se mover.
5-6 O anjo disse às mulheres: “Não há o que temer. Sei que vocês estão procurando Jesus, aquele que foi crucificado. Ele não está mais aqui. Já ressuscitou, como tinha dito. Venham e vejam onde ele foi posto.
7 “Agora, corram e contem aos discípulos dele: ‘Ele ressuscitou dos mortos. Ele está indo à frente de vocês para a Galiléia. Vocês o verão lá. Essa é a mensagem”.
8-10 As mulheres, maravilhadas e eufóricas, não perderam tempo: correram para contar a novidade aos discípulos. No caminho, Jesus as encontrou. “Paz seja com vocês!”, ele disse. Elas se ajoelharam, abraçaram seus pés e o adoraram. Jesus disse: “Calma! Vocês estão me segurando assim, temendo pela vida de vocês. Não tenham medo. Vão dizer aos meus irmãos que eles devem ir para a Galiléia, pois vou me encontrar lá com eles”.
11-15 Enquanto isso, os guardas fugiram, mas alguns foram para a cidade e contaram aos principais sacerdotes o que acontecera. Eles convocaram uma reunião dos líderes religiosos e elaboraram um plano. Subornaram os guardas com uma grande soma de dinheiro para que dissessem: “Os discípulos de Jesus vieram de noite e roubaram o corpo enquanto estávamos dormindo”. Os religiosos os tranquilizaram: “Se o governador descobrir que vocês dormiram em serviço, damos um jeito para que não sejam condenados”. Os soldados aceitaram o suborno e fizeram como lhes fora dito. Essa versão, forjada no Concílio judaico, ainda está em circulação.
16-17 Enquanto isso, os onze discípulos foram para a Galileia, até a montanha que Jesus havia indicado para o encontro. Assim que o viram, eles o adoraram. Todavia, alguns se mantiveram afastados, pois não tinham certeza se deviam adorá-lo e não queiram se arriscar.
18-20 Resoluto, Jesus os instruiu: “Deus me autorizou a comissionar vocês: vão e ensinem a todos os que encontrarem, de perto e de longe, sobre este estilo de vida, marcando-os pelo batismo no nome tríplice: Pai, Filho e Espírito Santo. Vocês devem ensiná-los a praticar tudo que tenho ordenado a vocês. Eu estarei com vocês enquanto procederem assim, dia após dia após dia, até o fim dos tempos”.
1-2 À primeira luz do dia, os principais sacerdotes e líderes religiosos reuniram-se para finalizar o plano de matar Jesus. Eles o amarraram e foram levá-lo a Pilatos, o governador.
3-4 Então, Judas, que o traiu, viu que Jesus fora condenado. Cheio de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos sacerdotes e declarou: “Pequei! Traí um homem inocente”. Eles disseram: “E nós com isso? Problema seu”.
5 Judas jogou as moedas no templo e saiu. Pouco depois, enforcou-se.
6-10 Os sacerdotes pegaram de volta as moedas, mas não sabiam o que fazer com elas. “Não é certo dar o pagamento por um assassinato como oferta no templo”, concluíram. O dinheiro, então, foi usado na compra do campo do Oleiro, que seria usado como cemitério de indigentes. É por isso que aquele campo ficou conhecido como planície do Assassino, nome que permanece até hoje. Cumpriram-se aqui as palavras de Jeremias: Eles tomaram trinta moedas de prata, O preço daquele que foi avaliado por alguns dos filhos de Israel, E adquiriram o campo do oleiro. Inconscientemente, eles seguiram as instruções divinas ao pé da letra.
PERANTE PILATOS
11 Jesus foi posto diante do governador, que perguntou: “Você é o ‘Rei dos judeus’?”. Jesus disse: “Se você diz”.
12-14 Mas, quando as acusações choveram da parte dos principais sacerdotes e líderes religiosos, ele não disse nada. Pilatos perguntou: “Você não escuta a longa lista de acusações? Você não vai dizer nada?”. Jesus continuou em silêncio. Nenhuma palavra saiu de sua boca. O governador estava impressionado.
15-18 Segundo um velho costume, durante a Páscoa o governador libertava um único prisioneiro, escolhido pelo povo. Na ocasião, o infame Barrabás estava na prisão. Dirigindo-se ao povo, Pilatos perguntou: “Qual prisioneiro vocês querem que eu perdoe: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?”. Ele sabia que as acusações contra Jesus eram pura inveja.
19 Enquanto o tribunal ainda estava em sessão, a esposa de Pilatos enviou-lhe uma mensagem: “Não se envolva no julgamento desse nobre homem. Tive uma noite longa e difícil por causa de um sonho com ele”.
20 Enquanto isso, os sacerdotes e líderes religiosos tentavam convencer a multidão a pedir o perdão de Barrabás e a execução de Jesus.
21 O governador perguntou: “Qual dos dois vocês querem que eu liberte?”. Eles disseram: “Barrabás”.
22 “Então, o que farei com Jesus, chamado Cristo?”, insistiu. Todos gritaram: “Crucifique-o!”.
23 Ele fez objeção: “Mas por qual crime?”. Mas eles gritaram ainda mais alto: “Crucifique-o”.
24 Quando Pilatos viu que não estava indo a lugar algum e que o tumulto era iminente, pegou uma bacia com água e lavou as mãos perante a multidão, declarando: “Lavo minhas mãos da responsabilidade pela morte desse homem. De agora em diante, a responsabilidade é de vocês. Vocês são o juiz e o júri”.
25 A multidão respondeu: “Assumimos a responsabilidade, nós e nossos filhos”.
26 Então, Pilatos libertou Barrabás e ordenou que Jesus fosse chicoteado; depois o entregou para a crucificação.
A CRUCIFICAÇÃO
27-31 Os soldados designados pelo governador levaram Jesus ao pátio e reuniram toda a tropa para se divertirem à custa dele. Eles tiraram a roupa de Jesus e vestiram-no com um manto vermelho. Fizeram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele. Puseram-lhe um bastão na mão direita, como se fosse um cetro. Depois se ajoelharam diante dele, com zombaria: “Viva o Rei dos judeus! Viva!”, gritavam. Então, cuspiam nele e batiam-lhe na cabeça com o bastão. Quando cansaram das chacotas, tiraram-lhe o manto e o vestiram de novo com suas roupas. Em seguida, levaram-no para crucificá-lo.
32-34 No caminho, vinha um homem de Cirene, chamado Simão. Eles o obrigaram a carregar a cruz. Chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa “colina da Caveira”, ofereceram a Jesus vinho misturado com fel, para aliviar a dor, mas, quando ele o provou, recusou-se a beber.
35-40 Assim que o pregaram na cruz, ficaram esperando sua morte. Passavam o tempo jogando dados e apostando as roupas do condenado. Acima da cabeça dele, escreveram os termos da acusação: Este é Jesus, o Rei dos judeus. Com ele, crucificaram também dois criminosos, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam caçoavam, sacudindo a cabeça e ironizando: “Você alegou que poderia destruir o templo e reconstruí-lo em três dias — mostre agora seu poder. Salve-se! Se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz!”.
41-44 Os principais sacerdotes, os mestres da lei e outros líderes religiosos estavam ali, misturados ao povo, divertindo-se e zombando de Jesus: “Ele salvou os outros, mas não pode se salvar! Você é o Rei de Israel? Então, desça da cruz, e todos nós acreditaremos em você. Ele estava tão confiante em Deus! Bem, que Deus resgate seu ‘Filho’ agora! Ele não alegava ser Filho de Deus?”. Até os dois criminosos crucificados com ele participaram da zombaria.
45-46 Então, do meio-dia às três da tarde, toda a terra ficou na escuridão. Cerca de três horas da tarde, Jesus gritou bem alto:Eli, Eli, lamá sabactâni, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.
47-49 Alguns dos que viram aquilo o ouviram e disseram: “Ele está chamando Elias”. Um deles correu, pegou uma esponja mergulhada em vinagre e ergueu-a numa haste e deu de beber a Jesus. Os outros brincaram: “Vamos ver se Elias vem salvá-lo”.
50 E, depois de outro grito de dor, Jesus deu seu ultimo suspiro.
51-53 Naquele instante, a cortina do templo rasgou-se ao meio, de alto a baixo. Houve um terremoto, e pedras se despedaçaram. Além disso, túmulos se abriram, e muitos que haviam sido fiéis a Deus foram ressuscitados. (Depois da ressurreição de Jesus, eles deixaram os túmulos, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos.)
54 Quando viram o terremoto e os outros fenômenos, o capitão da guarda e os que estavam com ele ficaram morrendo de medo. Eles disseram: “É o Filho de Deus, só pode ser!”.
55-56 Havia ali também algumas mulheres, que observavam a certa distância. Elas haviam seguido Jesus desde a Galiléia para servi-lo. Entre elas, estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e José, e a mãe dos irmãos Zebedeu.
O TÚMULO
57-61 Mais tarde, chegou um homem rico de Arimatéia, discípulo de Jesus. Seu nome era José. Ele pediu o corpo de Jesus a Pilatos, e o governador atendeu ao seu pedido. José tomou o corpo, envolveu-o em linho limpo, depositou-o no próprio túmulo, um túmulo novo, havia pouco escavado na rocha, e pôs uma grande pedra à entrada. Então, foi para casa. Maria Madalena e a outra Maria, porém, sentaram-se num lugar de onde podiam ver o túmulo.
62-64 Depois do pôr do sol, os principais sacerdotes e os fariseus pediram uma audiência com Pilatos. Eles disseram: “Senhor, nós nos lembramos do que aquele mentiroso anunciou quando estava vivo: ‘Após três dias, eu ressuscitarei’. Precisamos manter o túmulo selado até o terceiro dia. Há uma boa chance de que os discípulos dele roubem o corpo e saiam por aí dizendo que ele ressuscitou. Então, estaremos em péssima situação: o último engano será pior que o primeiro”.
65-66 Pilatos concordou: “Vocês terão uma guarda. Vigiem o túmulo da melhor maneira que puderem”. Em seguida, eles saíram, puseram guardas no túmulo e selaram a pedra.
1-2 Depois dessas explicações, Jesus disse aos discípulos: “Vocês sabem que a Páscoa é depois de amanhã, dia em que o Filho do Homem será traído e entregue à crucificação”.
3-5 Naquele mesmo instante, o partido dos sacerdotes e líderes religiosos estava reunido na sala do sacerdote principal, chamado Caifás, conspirando para prender Jesus com discrição e matá-lo. Eles decidiram não agir durante a semana da Páscoa. “Não queremos ser responsabilizados por um tumulto”, disseram.
6-9 Jesus estava em Betânia, como convidado de Simão, o Leproso. Enquanto jantava, uma mulher apareceu com um frasco de perfume muito caro e o derramou sobre a cabeça de Jesus. Ao ver a cena, os discípulos ficaram indignados, “Que desperdício! Esse perfume poderia ser vendido por um bom preço, e o dinheiro, distribuído entre os pobres”.
10-13 Jesus percebeu o que estava acontecendo e interferiu: “Por que vocês a incomodam? Ela acaba de fazer algo tão maravilhoso para mim. Os pobres estarão sempre aí, todos os dias, mas eu não. Quando ela derramou o perfume sobre meu corpo, estava na verdade me ungindo para meu sepultamento. Tenham certeza de uma coisa: em qualquer lugar do mundo em que a Mensagem for pregada, o que ela fez aqui será lembrado e admirado”.
14-16 Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, participou da conspiração dos sacerdotes. “Quanto vou ganhar para entregá-lo?” quis saber. Combinaram trinta moedas de prata, e ele ficou esperando o momento certo para fazê-lo.
O TRAIDOR
17 No primeiro dia da festa dos Pães sem Fermento, os discípulos vieram a Jesus e perguntaram: “Onde queres que preparemos a ceia da Páscoa?”
18-19 Ele disse: “Entrem na cidade. Vão a certo homem e digam: ‘O Mestre diz: Minha hora está próxima. Eu e meus discípulos planejamos celebrar a ceia da Páscoa em sua casa’”. Os discípulos seguiram as instruções de Jesus ao pé da letra e prepararam a ceia da Páscoa.
20-21 Depois do pôr do sol, ele e os Doze estavam à mesa. Durante a ceia, ele disse: “Tenho algo difícil, mas importante, para dizer. Um de vocês me trairá”.
22 Chocados, eles começaram a dizer, um após o outro: “Eu não! Senhor”.
23-24 Jesus respondeu: “Serei traído por alguém que come sempre comigo. O Filho do Homem sofrerá a dor da traição, já prevista nas Escrituras. Até aí, nenhuma surpresa! Mas ai do traidor do Filho do Homem. Melhor seria que ele nunca tivesse nascido!”
25 Então, Judas, o traidor, afirmou: “Eu é que não sou!”. Jesus disse: “Você sabe que é você, Judas”.
O PÃO E O CÁLICE
26-29 Durante a refeição, depois de tomar o pão e abençoá-lo, Jesus o partiu e deu-o aos discípulos, dizendo: “Tomem, comam. Isto é meu corpo”. Tomando o cálice e dando graças a Deus, entregou-o a eles também e disse: “Bebam todos vocês. Isto é meu sangue, A nova aliança de Deus, Derramado em favor de muitos, para o perdão de pecados. “Não beberei vinho outra vez até o dia em que beberei com vocês no Reino do meu Pai”.
30 Então, eles cantaram um hino e foram para o monte das Oliveiras.
NO GETSÊMANI
31-32 Jesus alertou-os: “Antes que a noite termine, vocês irão se dispersar, por causa do que vai me acontecer. Isso é para cumprir um texto das Escrituras que diz: Vou ferir o pastor, e as ovelhas ficarão desorientadas.
33 Mas Pedro, todo afoito, afirmou: “Ainda que todo mundo fuja, eu nunca fugirei”.
34 Jesus respondeu: “Não tenha tanta certeza. Ainda esta noite, antes que o galo cante, você me negará três vezes”.
35 Pedro protestou, falando sem pensar: “Ainda que eu tenha de morrer contigo, jamais te negarei”. Todos os outros disseram o mesmo.
36-38 Então, eles foram para um jardim chamado Getsêmani. Jesus disse aos discípulos: “Fiquem aqui enquanto vou orar mais adiante”. Levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, ele mergulhou numa tristeza agonizante e declarou: “A tristeza que sinto é uma tristeza de morte. Fiquem aqui e vigiem comigo”.
39 Indo um pouco adiante, prostrou-se no chão, orando: “Meu Pai, se há algum meio, livra-me! Afasta este cálice de mim. Mas, por favor, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres”.
40-41 Quando voltou aos discípulos, encontrou os três dormindo e disse a Pedro: “Vocês não podem aguentar nem por uma hora?” Fiquem atentos. Orem sempre para que não caiam em tentação antes mesmo de perceber o perigo. Uma parte de vocês está disposta a fazer qualquer coisa por Deus, mas a outra parte simplesmente não reage”.
42 Deixou-os segunda vez e de novo orou: “Pai, se não há outro jeito a não ser beber este cálice até o fim, estou pronto. Seja feita a tua vontade”.
43-44 Quando regressou, encontrou de novo os discípulos dormindo. Eles simplesmente não conseguiam manter os olhos abertos. Dessa vez, deixou-os dormindo e pela terceira vez foi orar, repetindo as mesmas palavras.
45-46 Ao voltar para junto deles outra vez, disse: “Vocês vão dormir a noite toda? Minha hora chegou. O Filho do Homem está prestes a ser traído e entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se, vamos! O traidor chegou”.
UM BANDO DE MAUS ELEMENTOS
4748 Ele mal acabou de falar, e Judas, do grupo dos Doze, apareceu, acompanhado por um bando de maus elementos enviados pelos principais sacerdotes e demais líderes. Eles traziam espadas e paus. O traidor havia combinado um sinal com eles: “Aquele a quem eu beijar é o procurado. Prendam-no!” Ele foi direto a Jesus e o beijou, dizendo: “Como vai, Rabi?”
50-51 Jesus disse: “Amigo, por que a encenação?” Então, eles se aproximaram e o prenderam com muita brutalidade. Mas um dos que estavam com Jesus desembainhou a espada e atacou o servo do sacerdote principal, cortando-lhe a orelha.
52-54Jesus, porém, reagiu: “Não! Ponha a espada de volta na bainha! Quem faz uso da espada por ela será morto. Não entendem que eu poderia agora mesmo clamar a meu Pai, e doze exércitos de anjos — até mais, se eu quisesse — viriam combater a meu favor? Mas, se eu fizesse isso, como se cumpririam as Escrituras? Elas dizem que tem de ser assim”.
55-56 Jesus, então, se dirigiu a eles: “O que é isto? Vieram me buscar com espadas e paus, como se eu fosse um bandido perigoso? Estive ensinando no templo, dia após dia, e vocês nunca moveram um dedo contra mim. Vocês acabam de confirmar os escritos proféticos”. Nessa hora, todos os discípulos já haviam fugido.
FALSAS ACUSAÇÕES
57-58 O grupo que prendeu Jesus levou-o perante Caifás, o sacerdote principal, ao local em que os líderes do povo e os líderes religiosos estavam reunidos. Pedro os seguira a uma distância segura. Quando chegaram ao pátio do sacerdote principal, ele se esgueirou e misturou-se com os servos, para ver o que ia acontecer.
59-60 Os principais sacerdotes, conspirando com o Concílio judaico, tentavam forjar acusações contra Jesus para condená-lo à morte. Mas, ainda que tentassem uma acusação falsa após a outra, nenhuma era convincente.
60-61 Finalmente, dois homens apareceram com este depoimento: “Ele disse: ‘Posso derrubar o templo de Deus e reconstruí-lo em três dias’
62-63 O sacerdote principal levantou-se e perguntou a Jesus: “O que você tem a dizer dessa acusação?”. Jesus manteve silêncio. Então, o sacerdote principal declarou: “Ordeno, pela autoridade do Deus vivo, que me diga se você é o Messias, o Filho de Deus”.
64 Jesus foi direto: “Você mesmo o disse. E isso não é tudo. Logo você verá por você mesmo: O Filho do Homem assentado à direita do Poderoso, Vindo nas nuvens do céu”.
65-66 Nessa hora, o sacerdote principal perdeu a compostura. Rasgando a própria roupa, gritou: “Ele blasfemou! Vocês vão ficar parados diante desta blasfêmia?!”. Todos gritaram: “Morte! Ele merece sentença de morte”.
67-68 Os homens começaram a cuspir e a bater nele. Enquanto o esbofeteavam, faziam piada: “Profetize, Messias! Diga quem foi que bateu agora!”.
PEDRO NEGA JESUS
69 Durante todo esse tempo, Pedro estava assentado lá fora, no pátio. Uma empregada encarou-o e disse: “Você estava com Jesus, o Galileu!”.
70 Na frente de todos, ele o negou: “Nem sei do que você está falando!”.
71 Enquanto ele caminhava na direção do portão, alguém disse às pessoas que ali estavam: “Este homem estava com Jesus, o Nazareno!”.
72 Mais uma vez, ele o negou, reafirmando a negativa com um juramento: “Juro que nunca vi esse homem!”
73 Pouco depois, alguns dos que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram: “Você é um deles. Seu sotaque o denuncia”.
74-75 Então, Pedro ficou muito nervoso e começou a esbravejar, jurando: “Nunca vi esse homem!” Nesse instante, um galo cantou. Pedro lembrou-se do que Jesus dissera: “Antes que o galo cante, você vai me negar três vezes”. Então, ele saiu dali e chorou muito.
1-5 “O Reino de Deus é como dez moças virgens que, com lamparinas na mão, saíram para saudar o noivo. Cinco eram tolas, e cinco eram prudentes. As tolas não levaram óleo de reserva para reabastecer as lamparinas. As prudentes, pensando nisso, carregavam vasilhames com óleo. O noivo demorou um pouco, e todas dormiram.
6 “No meio da noite, alguém gritou: ‘Ele está aqui! O noivo está aqui! Saiam para recebê-lo!’.
7-8“As dez virgens saíram com suas lamparinas. As virgens tolas disseram às prudentes: ‘Nossas lamparinas estão se apagando; emprestem-nos um pouco de óleo’.
9 “As virgens prudentes responderam: ‘Não há o bastante para todas. Se querem óleo, vão comprar’.
10 “Elas assim fizeram, mas ainda estavam fora, comprando óleo, quando o noivo chegou. As virgens que estavam a postos para saudá-lo foram para a festa, e a porta foi fechada.
11 “Mais tarde, as virgens tolas apareceram e bateram à porta, suplicando: ‘Estamos aqui. Deixe-nos entrar!’.
13 “Portanto, fiquem atentos. Vocês não sabem quando o Noivo vai chegar”.
A HISTÓRIA DO INVESTIMENTO
14-18 “O Reino de Deus é também como um homem que saiu para uma longa viagem. Antes de partir, chamou seus empregados e lhes delegou responsabilidades. Ao primeiro deu cinco mil moedas, ao segundo duas mil e ao terceiro mil, conforme a capacidade deles. Feito isso, partiu. Imediatamente, o primeiro empregado começou a trabalhar e duplicou o investimento do patrão. O segundo fez o mesmo. Mas o homem que recebera mil moedas preferiu guardá-las num cofre.
19-21 “Depois de uma longa ausência, o patrão deles voltou e foi acertar as contas com os três empregados. O que havia recebido cinco mil moedas relatou que duplicara o investimento. O patrão elogiou-o: ‘Bom trabalho! Você soube negociar! De hoje em diante, será meu sócio!’.
22-23 “O empregado que recebera duas mil moedas também conseguiu duplicar o investimento do patrão, e este o elogiou: ‘Bom trabalho! Você soube negociar! De hoje em diante, será meu sócio!’.
24-25 “O empregado que recebera mil moedas declarou: ‘Patrão, sei que o senhor tem padrões elevados e detesta as coisas mal feitas, que é exigente ao extremo e não admite erros. Fiquei com medo de desapontá-lo, por isso guardei seu dinheiro num cofre bem seguro. Aqui está seu dinheiro, são e salvo, até o último centavo’.
26-27 “O patrão ficou furioso. ‘Odeio essa filosofia de vida, que não aceita correr riscos. Se você sabe que sou exigente, por que não fez o mínimo que se podia esperar? O mínimo seria aplicar o dinheiro num banco. Haveria pelo menos um pequeno rendimento’.
28-30 “Ele ordenou: ‘Pegue as mil moedas e as entregue ao que arriscou mais. E tirem o sr. Garantia daqui. Lancem-no fora, nas trevas exteriores’
AS OVELHAS E OS BODES
31-33 “Quando finalmente vier, numa aura de resplendor, e seus anjos com ele, o Filho do Homem irá assentar-se em seu trono glorioso. Todas as nações estarão diante dele, e ele irá separar o povo, como o pastor separa as ovelhas e os bodes — aquelas à sua direita, estes à sua esquerda.
34-36 “O Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Entrem, vocês que são abençoados por meu Pai! Tomem posse do que está reservado para vocês no Reino desde a fundação do mundo. E esta é a razão: Eu estava com fome, e vocês me alimentaram; Eu estava com sede, e vocês me deram de beber; Eu estava sem casa, e vocês me deram um quarto; Eu estava com frio, e vocês me deram agasalho; Eu estava doente, e vocês me visitaram; Eu estava preso, e vocês vieram me ver’.
37-40 “Então, as ovelhas’ vão dizer: ‘Mestre, do que estás falando? Quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, sedento e te demos de beber? E quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’. O Rei dirá: ‘Afirmo esta verdade solene: toda vez que vocês fizeram essas coisas a algum marginalizado ou excluído, aquele era eu — estavam ajudando a mim.
41-43 “Depois ele se voltará para os ‘bodes’, à sua esquerda, e dirá: ‘Saiam, seus inúteis! Vocês não prestam para nada, a não ser para o fogo do inferno. E sabem por quê? Porque — Eu estava com fome, e vocês não me deram comida; Eu estava com sede, e vocês não me deram de beber; Eu estava sem casa, e vocês não me deram uma cama; Eu estava com frio, e vocês não me agasalharam; Eu estava doente e preso, e vocês nunca me visitaram.
44 “Os ‘bodes’, então, dirão: ‘Mestre, do que estás falando? Quando foi que te vimos com fome, com sede, sem teto, com frio, doente ou na cadeia e não te ajudamos?’.
45 “Ele responderá: ‘Afirmo esta verdade solene: toda vez que vocês deixaram de fazer uma dessas coisas a algum marginalizado ou excluído, aquele era eu — deixaram de ajudar a mim.
46 “Então, os ‘bodes’ serão conduzidos à condenação eterna, mas as ‘ovelhas’ à recompensa eterna”.
1-2 Após esse discurso, Jesus deixou o templo. Enquanto se afastava, os discípulos elogiavam a imponente arquitetura daquela casa de adoração. Jesus disse: “Não fiquem tão impressionados com o tamanho”. Tudo isso será um monte de ruínas, até a última pedra.
3 Mais tarde, no monte das Oliveiras, ele sentou-se para descansar, e os discípulos perguntaram: “Quando essas coisas vão acontecer? Qual será o sinal de que chegou a hora da tua vinda e do desfecho de tudo?”.
4-8 Jesus explicou: “Cuidado com os falsos profetas do fim dos tempos. Muitos líderes, com identidade falsa, alegarão: ‘Eu sou Cristo, o Messias’. Eles vão enganar muita gente. Quando ouvirem falar de guerras e ameaças de guerras, não entrem em pânico. Serão notícias comuns, não um sinal do fim. Haverá cada vez mais guerras entre as nações e conflitos entre os líderes. Em vários lugares haverá terremotos e fome. Mas tudo isso é nada, comparado com o que está por vir.
9-10 “Eles virão para lançar vocês aos lobos, para matá-los. Todos odiarão vocês por causa do meu nome. Tudo irá de mal a pior. Será o reino do mal, um destruindo o outro, todo mundo odiando todo mundo.
11-12 “Para aumentar a confusão, falsos pregadores irão enganar muita gente. Para muitos, a proliferação da maldade será fatal. Do amor que possuíam, restará apenas cinzas.
13-14 “Mas fiquem firmes, pois isso é o que Deus quer. Resistam até o fim. Vocês não vão se decepcionar e serão salvos. Durante esse tempo, a Mensagem do Reino será pregada por todo o mundo, um testemunho a cada nação. Então, virá o fim”.
A BESTA DA PROFANAÇÃO
15-20 “Estejam preparados para fugir quando virem a besta da profanação instalar-se no santuário do templo. Quem lê as profecias de Daniel, sabe do que estou falando. Quando isso acontecer, se vocês estiverem na Judeia, corram para as colinas; se estiverem trabalhando no quintal, não voltem para buscar nada em casa. Se estiverem no campo, não voltem para buscar agasalho. As grávidas e as que amamentam sofrerão mais. Orem para que isso não aconteça no inverno ou num sábado.
21-22 “Serão dias difíceis. Nada parecido aconteceu desde que Deus fez o mundo, nem haverá depois. Se esses dias de aflição seguissem o curso normal, ninguém suportaria. Mas, por causa dos escolhidos de Deus, a aflição será encurtada”.
A VINDA DO FILHO DO HOMEM
23-25 “Se alguém anunciar: ‘Aqui está o Messias!’, ou apontar: ‘Lá está ele!’, não caiam nessa. Falsos messias e pregadores mentirosos surgirão aos montes. Suas credenciais e seus espetáculos impressionantes, se possível, iludiriam até os escolhidos de Deus. Fiquem atentos, pois eu os avisei com antecedência.
26-28 “Se disserem: ‘Corram para o interior, pois o Messias estará ali!’, ou: ‘Rápido, ele vai estar no centro da cidade!’, não deem crédito. A vinda do Filho do Homem não é algo para ver. Ele virá como um relâmpago! Onde quer que virem esses grupos reunidos, pensem em urubus voando em círculos, planando sobre carcaças em decomposição. Estejam certos de que não foi o Filho do Homem quem convocou aquelas multidões.
29 “Após aqueles tempos difíceis, O Sol perderá o seu brilho, a Lua ficará nublada As estrelas cairão do céu, e os poderes cósmicos sofrerão abalo.
30-31 “Então, ocorrerá a vinda do Filho do Homem em grande estilo! Seu esplendor encherá os céus — ninguém deixará de ver! Pessoas desprevenidas de todo o mundo começarão a chorar diante do esplendor do Filho do Homem no céu. Ao mesmo tempo, ele enviará seus anjos, que, com um toque de trombeta, convocarão os escolhidos de Deus espalhados pelos quatro cantos da terra, desde os lugares mais distantes.
32-35 “Aprendam a lição da figueira. Quando percebem que ela começou a florescer e verdejar, vocês sabem que o verão está chegando. O mesmo acontecerá com vocês. Quando virem os sinais, saberão que não demorará muito. Levem isso a sério. Não estou me dirigindo apenas a gerações futuras, mas a vocês também. Esta era continua até que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra vão desaparecer, mas as minhas palavras jamais.
36 “Quem sabe o dia e a hora? A verdade é que ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem mesmo o Filho. Só o Pai!
37-39 “A vinda do Filho do Homem acontecerá numa época parecida com a de Noé. Antes do dilúvio, o mundo vivia como sempre viveu: se divertindo, até o dia em que Noé entrou na arca: Eles não perceberam nada — até que o dilúvio destruiu tudo.
39-44 “A vinda do Filho do Homem será assim: Dois homens estarão trabalhando na roça. Um será levado, e o outro, deixado. Duas mulheres estarão trabalhando no moinho. Uma será levada, e a outra, deixada. Portanto, fiquem atentos. Vocês não têm como saber o dia em que seu Senhor aparecerá, mas entendam que, se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, iria esperá-lo para impedir o assalto. Então, vigiem. Vocês não têm como saber quando seu Senhor irá se manifestar.
45-47 “Quem aqui se qualifica para o emprego de chef de cozinha, uma pessoa a quem o patrão possa encarregar da alimentação diária dos trabalhadores, na hora certa? Essa pessoa deve ser alguém que o patrão, mesmo aparecendo sem aviso, encontre sempre fazendo seu trabalho. Tal pessoa, afirmo, tem a bênção de Deus. Logo será promovida.
48-51 “Mas, se essa pessoa é egoísta e quando o patrão está longe faz apenas o que quer — maltrata os empregados e passa o tempo jogando e se embebedando com os amigos —, um dia será apanhada em flagrante, e o patrão a castigará. A carreira dela terminará por baixo, com os hipócritas, lá fora, no frio, tremendo e rangendo os dentes”
1-3 Jesus dirigiu-se outra vez aos seus discípulos e à multidão que se reunira em torno dele. “Os líderes religiosos e os fariseus são professores competentes na Lei de Deus. Vocês não erram quando seguem os ensinos deles a respeito de Moisés. Mas sejam cuidadosos quanto a segui-los. Eles têm um belo discurso, mas não o vivem. Não o guardam no coração e o desmentem com seu comportamento. É tudo aparência.
4-7 “Em vez de dar a vocês a Lei de Deus como se fosse comida e bebida, com as quais vocês poderiam se banquetear no Senhor, eles a amarram em pesados fardos de regras, transformando vocês em animais de carga. Eles parecem ter prazer em vê-los cambalear sob o peso e não movem um dedo para ajudar. A vida deles são contínuos shows de moda, orações enfeitadas com mantas num dia e preces floreadas no outro. Eles fazem questão de sentar-se à cabeceira da mesa nos jantares, primam por posições de destaque, enfeitam-se com o brilho da bajulação pública, colecionam títulos honoríficos e querem ser tratados por ‘Doutor’ e ‘Reverendo’.
8-10 “Não permitam que eles também ponham vocês nesse pedestal. Porque há um único Mestre, e todos vocês são alunos. Não elejam especialistas na vida de vocês, permitindo que lhes digam o que fazer. Reservem essa autoridade apenas para Deus. Deixem que ele diga a vocês o que fazer. Ninguém mais deve ter o título de ‘Pai’. Vocês só têm um Pai, e ele está no céu. Não se deixem manipular por certas pessoas, a ponto de se sentirem responsáveis por eles. Há somente um Guia para a vida de vocês e para a vida deles — Cristo.
11-12 “Quer se destacar? Humilhe-se. Seja um servo. Se ficar inflado de orgulho, será arrastado pelo vento. Mas, se estiver satisfeito em simplesmente ser você mesmo, você terá vida plena”.
IMPOSTORES
13 “Não aguento mais vocês, líderes religiosos e fariseus. Vocês são um caso perdido. Impostores! A vida de vocês é uma enorme barreira para o Reino de Deus. Vocês se recusam a entrar e não permitem que outros entrem.’
15 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Viajam meio mundo para fazer um convertido e depois que conseguem o transformam numa réplica de vocês mesmos, duplamente condenado.
16-22“Vocês são um caso perdido, um poço de estupidez e arrogância! Vocês dizem: ‘Se alguém faz uma promessa com os dedos cruzados, ela não vale nada, mas, se jurar com a mão sobre a Bíblia, então é sério’. Quanta ignorância! O couro da Bíblia é mais importante que a pele das suas mãos? Que tal esta bobagem: ‘Se você aperta a mão de alguém quando faz uma promessa, a promessa não tem valor, mas, se levanta as mãos, tomando Deus por testemunha, então ela é válida’? Que disparate! Que diferença faz apertar ou levantar as mãos? Promessa é promessa. Que diferença faz se ela foi feita dentro ou fora de uma casa de adoração? Promessa é promessa: Deus está presente, observando tudo, e chamará vocês à responsabilidade.
23-24 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Mantêm registros contábeis meticulosos, dão dízimo de cada centavo que ganham, mas, no essencial da Lei de Deus, coisas como justiça, compaixão e compromisso — absolutamente básicas! —vocês deixam de lado, sem nenhum remorso. A atitude cuidadosa tem o seu valor, mas o essencial é indispensável. Vocês não imaginam quão tolos parecem, escrevendo uma história de vida equivocada do princípio ao fim, nessa preocupação com pontos e vírgulas?
25-26 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Vocês dão polimento ao exterior de suas taças e vasilhas, para que possam brilhar ao sol, enquanto o interior está sujo com sua cobiça e glutonaria. Fariseus tolos! Esfreguem o interior, e, então, o exterior brilhante fará algum sentido.
27-28 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Vocês são como as lápides das sepulturas: bem feitas, grama aparada e flores à volta, mas sete palmos abaixo o que existe são ossos podres e carne comida por vermes. Para quem olha, vocês parecem santos, mas, por baixo desse verniz, são uma fraude.
29-32 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Vocês constroem túmulos de granito para os profetas e monumentos de mármore para os santos. Dizem que, se tivessem vivido no tempo dos seus antepassados, não teriam sangue nas mãos. Conversa! Vocês e aqueles assassinos são farinha do mesmo saco, e cada dia acrescentam homicídios à sua ficha criminal.
33-34 “Serpentes! Répteis traiçoeiros! Pensam que vão ficar sem castigo? Acham que vão sair sem pagar? É por causa de pessoas como vocês que envio profetas, guias sábios e mestres, geração após geração — e geração após geração vocês os tratam como lixo, incitando linchamentos e abusos contra eles.
35-36 “Há uma coisa que vocês não podem evitar: cada gota de sangue justo derramada na terra, começando pelo sangue de Abel, um homem bom, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, assassinado por vocês enquanto orava, está sobre a cabeça de vocês. Afirmo que tudo isso será cobrado desta geração.
37-39 “Jerusalém! Jerusalém! Assassina de profetas! Matadora dos mensageiros de Deus! Quantas vezes desejei abraçar seus filhos como a galinha recolhe seus pintinhos debaixo das asas, mas você não quis. Agora está desolada, não passa de uma cidade-fantasma. O que mais posso dizer? Apenas isto: estou de saída. Da próxima vez que me virem vocês irão dizer: ‘Oh! Ele é um bendito do Senhor e está vindo para instituir o governo de Deus!’”.
1-3 Jesus continuou contando histórias. “O Reino de Deus”, disse, “é como um rei que promoveu um banquete de casamento para seu filho. Ele enviou os mensageiros para chamar os convidados, porém eles não vieram!
4 “Mandou outro grupo, com a seguinte mensagem: ‘Já está tudo na mesa; a carne está pronta para assar. Venham para a festa!’.
5-7 “Entretanto, eles deram de ombros. Um foi cultivar seu jardim, outro foi trabalhar em seu comércio. O restante, sem nada melhor para fazer, espancou e matou os mensageiros. O rei ficou furioso e enviou seus soldados para eliminar aquela corja e destruir a cidade deles.
8-10 “Então, ele disse aos seus serviçais: ‘Temos um banquete de casamento preparado, mas não temos convidados. As pessoas que convidei não vieram. Vão para as esquinas mais movimentadas da cidade e convidem para o banquete qualquer um que encontrarem. Eles saíram às ruas, convocando qualquer um que achassem, sem distinguir os bons dos maus. Na hora do banquete, todos os lugares estavam preenchidos.
11-13 “Quando o rei entrou na sala, observou que um homem não estava com a roupa apropriada e perguntou-lhe: ‘Amigo, como ousou entrar na festa vestido assim?’. O homem ficou sem fala. Então, o rei disse aos seus servos: ‘Tirem-no daqui, rápido! Amarrem esse sujeito e mandem-no para o inferno. Certifiquem-se de que ele não vai voltar’.
14 “É isso que quero dizer quando afirmo: ‘Muitos são convidados, mas poucos participam’”.
PAGANDO IMPOSTOS A CÉSAR
15-17 A essa altura, os fariseus haviam preparado uma armadilha para Jesus, certos de que o iriam incriminá-lo. Para isso, enviaram seus próprios discípulos e alguns partidários de Herodes, com esta pergunta: “Mestre, conhecemos a sua integridade, sabemos que o senhor ensina o caminho de Deus com muito zelo, não se importa com a opinião popular e não explora seus discípulos. Diga-nos com toda a honestidade: é correto pagar impostos a César?”.
18-19 Jesus percebeu de imediato as segundas intenções e disse: “Qual a razão desse joguinho? Por que tentam me pegar com essas armadilhas? Vocês têm uma moeda? Deixem-me vê-la”. Eles lhe entregaram uma moeda de prata.
20-21 “Quem é este que aparece na moeda? Que nome está gravado nela?”. “César”, disseram. Jesus concluiu: “Deem a César o que pertence a ele e deem a Deus o que lhe é devido”.
22 Os fariseus ficaram sem resposta e foram embora atordoados.
CASAMENTO E RESSURREIÇÃO
23-28 Naquele mesmo dia, os saduceus, o grupo que nega a ressurreição, se aproximaram de Jesus e perguntaram: “Mestre, Moisés disse que, se um homem morre sem filhos, o irmão dele é obrigado a casar-se com a viúva e ter filhos com ela. Pois bem, havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos, e sua esposa passou para o irmão dele. O segundo irmão também a deixou sem filhos, igualmente o terceiro e assim todos os sete. Por fim, a mulher morreu. Queremos saber o seguinte: na ressurreição, de quem ela será esposa? Afinal, ela foi casada com cada um deles”.
29-33 Jesus respondeu: “Vocês estão raciocinando errado, e vou dizer por quê: Primeiro, não conhecem as Escrituras; segundo, não sabem como Deus atua. Depois da ressurreição, o casamento já não mais existirá. Assim como os anjos, toda a nossa atenção estará em Deus. Com respeito à ressurreição dos mortos, vocês nunca leram as Escrituras? A gramática é clara. Deus diz: ‘Eu sou — não eu era — o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó’ O Deus vivo é o Deus dos vivos, não dos mortos”. A multidão ficou impressionada ao ouvir esse diálogo.
O MANDAMENTO MAIS IMPORTANTE
34-36 Quando souberam que Jesus levara a melhor sobre os saduceus, os fariseus uniram forças para outro ataque. Um dos líderes religiosos, falando pelo grupo, apresentou uma questão que, na opinião deles, iria desmascarar Jesus: “Mestre, qual o mandamento mais importante na lei de Deus?”.
37-40 Jesus respondeu: “‘Ame o Senhor seu Deus com toda a paixão, toda a fé e toda a inteligência’. Esse é o mais importante, o primeiro de qualquer lista. Mas há um segundo, ligado a esse: ‘Ame o próximo como a você mesmo’. Esses dois mandamentos são como elos de uma corrente: tudo que está na Lei de Deus e nos Profetas deriva deles”.
MESTRE E FILHO DE DAVI
41-42 Enquanto os fariseus se reorganizavam, Jesus desequilibrou-os com esta pergunta: “O que vocês pensam a respeito do Cristo? De quem ele é filho?”. Eles responderam: “De Davi”.
43-45 Jesus prosseguiu: “Bem, se o Cristo é filho de Davi, como vocês explicam que Davi, inspirado, disse que o Cristo era seu ‘Senhor’? Deus disse ao meu Senhor: ‘Assente-se aqui ao meu lado direito até que eu faça dos seus inimigos um descanso para os pés’. “Se Davi o chama ‘Senhor’, como pode ele, ao mesmo tempo, ser seu filho?”.
46 Isso deixou os fariseus aturdidos, literalistas que eram. Não querendo arriscar nova humilhação num debate público, desistiram de lhe fazer perguntas.
1-3 Quando se aproximaram de Jerusalém, à altura de Betfagé, próximo ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos com estas instruções: “Vão à aldeia que está adiante. Ali encontrarão uma jumenta amarrada com seu filhote. Desamarrem-nos e tragam-nos a mim. Se alguém perguntar o que vocês estão fazendo, digam: ‘O Senhor precisa deles, mas vai devolvê-los’
4-5 Essa história já havia sido contada pelo profeta: Digam à filha de Sião: “Vejam, o seu rei está a caminho, elegante e preparado, montado Em um jumento, em um jumentinho cria de um animal de carga”.
6-9 Os discípulos fizeram exatamente o que Jesus ordenara. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram seus mantos sobre eles, e Jesus o montou. A multidão estendia seus mantos pela estrada, dando a Jesus uma recepção de rei. Alguns cortaram ramos de árvores e os espalharam ao chão como um tapete de boas-vindas. Havia muita gente por todo lado, gritando: “Hosana ao Filho de Davi!”; “Bendito é o que vem em nome de Deus!”; “Hosana nos altos céus!”.
10 Quando ele entrou em Jerusalém, houve comoção na cidade. As pessoas, irritadas, perguntavam: “O que está acontecendo aqui? Quem é esse?”
11 A multidão respondeu: “É o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.
JESUS DERRUBA AS MESAS
12-14 Jesus foi direto ao templo e expulsou todos os que faziam comércio ali. Ele derrubou as mesas dos agiotas e as bancas dos vendedores de pombas, citando este texto: Minha casa foi designada casa de oração; Mas vocês a transformaram em ponto de encontro de ladrões. Agora havia espaço para os cegos e aleijados se reunirem. Eles vieram a Jesus, e ele os curou.
15-16 Os líderes religiosos, vendo os atos chocantes de Jesus e que as crianças corriam e gritavam pelo templo: “Hosana ao Filho de Davi!”, foram repreendê-lo: “Está ouvindo o que essas crianças estão dizendo?”. Jesus respondeu: “Sim, eu as ouço. E vocês nunca leram na Palavra de Deus: ‘Da boca das crianças e bebês vou preparar um lugar de louvor’?”.
17 Aborrecido, Jesus saiu dali e foi para a cidade de Betânia, onde passou a noite.
A FIGUEIRA QUE SECOU
18-20 Cedo, na manhã seguinte, Jesus voltava para a cidade, Ele sentiu fome e, ao avistar uma figueira à beira da estrada, aproximou-se dela, para encontrar figos, mas nada encontrou além de folhas. Então, disse: “Nunca mais haja figos nesta árvore!” A figueira secou no mesmo instante, completamente. Os discípulos, que presenciavam a cena, esfregavam os olhos e diziam, perplexos: “Será que vimos isso mesmo? Uma árvore cheia de folhas ficou completamente seca num minuto?”
21-22 Jesus foi direto: “Sim! E, se vocês abraçarem a vida do Reino e não duvidarem de Deus, conseguirão fazer não apenas coisas pequenas, como fiz à figueira, mas também vencerão grandes obstáculos. Aquela montanha, por exemplo. Bastar ordenar: ‘Pule no mar, e ela obedecerá. Absolutamente tudo, do pedido menor ao maior, que vocês incluírem na oração, será atendido, se vocês de fato confiarem em Deus”.
AS CREDENCIAIS DE JESUS
23 Logo depois, ele estava de volta no templo, ensinando. Então, os principais sacerdotes e os líderes do povo exigiram: “Mostre-nos suas credenciais. Quem deu a você autoridade para falar e agir desse modo?”.
24-25 Jesus respondeu: “Primeiro, respondam a uma pergunta. Se a responderem, também responderei à sua. No caso do batismo de João, quem o autorizou: Deus, ou os homens?”
25-27 Eles ficaram numa situação difícil e sabiam disso. Confusos, cochichavam entre si: “Se dissermos: ‘Deus’, ele vai perguntar por que não acreditamos nele. Se dissermos: ‘Os homens’, estamos em apuros, porque o povo tinha João na conta de profeta’. Decidiram, então, dar a vitória a Jesus dessa vez. “Não sabemos”, responderam. Jesus concluiu: “Então, também não vou responder à pergunta de vocês”.
A HISTÓRIA DOS DOIS FILHOS
28-29 “Digam-me o que pensam da minha história: um homem tinha dois filhos. Ele se dirigiu ao primeiro e disse: ‘Filho, vá trabalhar na minha vinha. “O filho respondeu: ‘Não quero’. Mais tarde, pensou melhor e foi.
30 “O pai deu a mesma ordem ao segundo filho. Ele respondeu: ‘Mas é claro, com prazer’. Mas nunca foi.
31-32 “Qual dos dois filhos fez o que o pai pediu?”. Eles disseram: “O primeiro”. Jesus disse: “Sim, e digo a vocês que os malandros e as prostitutas entrarão antes de vocês no Reino de Deus. João veio mostrando o caminho certo. Vocês viraram as costas para ele, mas os malandros e as prostitutas creram nele. Mesmo quando vocês viram a vida deles transformada, não quiseram mudar a de vocês também e crer nele”.
A HISTÓRIA DA VINHA
33-34 “Vou contar outra história. Ouçam com atenção. Havia um homem, um rico fazendeiro, que plantou uma vinha. Cercou-a, fez um tanque de espremer as uvas, construiu uma torre de vigilância, arrendou-a aos lavradores e saiu em viagem. Quando chegou a época da colheita, ele enviou seus empregados para receber sua parte nos lucros.
35-37 “Os lavradores agarraram o primeiro empregado e o espancaram. O segundo foi assassinado. Eles apedrejaram o terceiro. O fazendeiro enviou outros empregados, mas eles receberam o mesmo tratamento. Já quase sem esperanças, decidiu enviar seu filho, pensando: ‘Meu filho eles vão respeitar’.
38-39 “Mas, quando os lavradores viram o filho do fazendeiro, esfregaram as mãos, cheios de cobiça, e disseram: ‘Esse é o herdeiro! Vamos matá-lo e ficar com a vinha. Então o agarraram e o mataram ali mesmo.
40 “Digam-me, quando o fazendeiro da vinha voltar, o que acham que ele vai fazer com os lavradores?”.
41 “Vai matá-los. Vai se livrar dessa gente. Depois arrendará a vinha a outros, que irão dividir os lucros com ele quando chegar a hora”.
42-44 Jesus respondeu: “E vocês podem confirmar nas Escrituras: A pedra que os pedreiros rejeitaram é agora a principal. Isso é obra de Deus. Nós esfregamos os olhos, custando a crer nisso! “Assim é com vocês. O Reino de Deus será tirado de vocês e entregue a pessoas que viverão plenamente a vida do Reino. Quem tropeçar nessa Pedra será despedaçado, e aquele sobre quem a Pedra cair ficará esmagado”.
45-46 Quando os líderes religiosos ouviram a história, entenderam que o recado era para eles. Por isso, queriam prender Jesus, mas, receosos da opinião pública, recuaram, pois muitos o consideravam um profeta de Deus.