Autor: clodh

  • 2a Reis, 9

    JEÚ DE ISRAEL
    1-3 Certo dia, o profeta Eliseu ordenou a um dos discípulos dos profetas: “Ar-rume-se, pegue este frasco de azeite e vá a Ramote-Gileade. Procure Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi. Quando o encontrar, leve-o para uma sala reservada, longe da vista dos seus companheiros. Pegue o frasco de azeite, derrame o óleo sobre a cabeça dele e diga: ‘Assim diz o Eterno: Eu o estou ungindo rei sobre lsrael.’ Depois, abra a porta e saia correndo. Não perca tempo, corra o mais rápido que puder.”

    4-5 O jovem profeta foi a Ramote-Gileade. Quando chegou lá, encontrou os oficiais do exército todos reunidos. Ele disse: “Tenho um assunto para tratar com o oficial.” Jeú perguntou: “Com qual de nós?” Ele respondeu: “O senhor mesmo, comandante!”

    6-10 Ele se levantou e entrou na casa. O jovem profeta derramou o óleo sobre a cabeça dele e disse: “Assim diz o Eterno, o Deus de Israel: ‘Eu estou ungindo você rei sobre o povo do Eterno, o povo de Israel. Estou dando a você a incumbência de atacar as forças de Acabe, seu senhor. Vou me vingar do sangue dos meus servos, os profetas — todos os profetas do Eterno que Jezabel massacrou. Toda a descendência de Acabe está destinada à destruição. Vou eliminar todos eles. Vou fazer que a família de Acabe tenha o mesmo fim que a família de Jeroboão, filho de Nebate, e a família de Baasa, filho de Aías. Quanto a Jezabel, os cães comerão seu corpo nos campos de Jezreel. Ela nem será sepultada!.’” Depois de dizer isso, o profeta disparou porta afora.

    11 Quando Jeú retornou para a reunião dos oficiais do rei, eles perguntaram: “Está tudo bem? O que aquele maluco queria com você?” Jeú respondeu: “Vocês conhecem esse tipo de gente. Só conversa fiada.”

    12 Eles insistiram: “Não, não é verdade! Conte o que está acontecendo.” Ele respondeu: “Ele me disse: ‘Assim diz o Eterno: Eu estou ungindo você rei sobre lsrael!’

    13 No mesmo instante, eles se levantaram, estenderam capas nos degraus, improvisaram um trono, soaram a trombeta e proclamaram: “Jeú é rei!”

    14-15 Esse fato deu início à conspiração de Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi, contra Jorão. Enquanto isso, Jorão e todo o seu exército estavam defendendo Ramote-Gileade contra Hazael, rei da Síria. Jorão estava em Jezreel, recuperando-se dos ferimentos da batalha contra o rei da Síria. Jeú disse: “Se vocês, de fato, me querem como rei, não deixem ninguém sair da cidade para levar a notícia a Jezreel.”

    16 Em seguida, Jeú preparou um carro e foi até Jezreel, onde Jorão se recuperava na cama. O rei Acazias, de Judá, estava ali, visitando Jorão.

    17 Uma sentinela que estava na torre em Jezreel viu a comitiva de Jeú chegando e disse: “Estou vendo um grupo de homens.” Jorão disse: “Mande um cavaleiro sair ao encontro deles e perguntar: ‘Está tudo bem?.’”

    18 O cavaleiro saiu ao encontro de Jeú e disse: “O rei quer saber se está tudo bem.” Jeú disse: “O que isso importa a você? Vá lá para trás!” A sentinela disse: “O mensageiro chegou lá, mas não está voltando.”

    19 O rei mandou outro cavaleiro. Quando chegou, disse a mesma coisa: “O rei quer saber se está tudo bem.” Jeú disse: “O que isso importa a você? Vá lá para trás!”

    20 A sentinela disse: “O mensageiro chegou lá, mas não está voltando. Pelo jeito de dirigir o carro, parece ser Jeú, filho de Ninsi. Ele dirige como louco!”

    21 Jorão ordenou: “Preparem-me um carro!” O carro foi preparado, e Jorão, rei de lsrael, e Acazias, rei de Judá, saíram, cada um no seu carro, ao encontro de Jeú. Eles se encontraram no campo de Nabote, de Jezreel.

    22 Quando Jorão viu Jeú, gritou: “Está tudo bem, Jeú?” Jeú respondeu: “Como poderia estar tudo bem, se a idolatria e a feitiçaria da sua mãe, Jezabel, continuam poluindo a nação?.”

    23 Jorão deu a volta no carro e fugiu, gritando para Acazias: “É uma armadilha, Acazias!.”

    24 Jeú armou seu arco e disparou uma flecha, que atingiu Jorão nas costas. A flecha perfurou o coração dele, e ele caiu do carro, morto.

    25-26 Jeú ordenou a Bidcar, seu oficial: “Depressa! Jogue-o no campo de Nabote, de Jezreel. Lembra-se de quando estávamos no carro atrás de Acabe, seu pai? Foi naquele momento que o Eterno anunciou a destruição dele, dizendo: ‘Assim como eu vi o sangue de Nabote e dos seus filhos ontem, você pagará por isso, exatamente no mesmo local’ Por isso, jogue-o naquele campo, conforme a instrução do Eterno.”

    27 Acazias, rei de Judá, presenciou tudo e fugiu na direção de Bete-Hagã. Jeú o perseguiu, gritando: “Peguem-no também!.” As tropas de Jeú atiraram contra ele e o feriram no carro, na subida para Gur, perto de Ibleã. Ele conseguiu chegar a Megido e morreu ali.

    28 Seus ajudantes o levaram para Jerusalém e o sepultaram no túmulo da família, na Cidade de Davi.

    29 Acazias tinha começado a reinar em Judá no décimo primeiro ano do reinado de Jorão, filho de Acabe.

    30-31 Quando Jezabel ouviu que Jeú tinha chegado a Jezreel, ela se pintou, arrumou o cabelo e ficou na janela do palácio. Quando Jeú chegou à cidade, ela gritou: “Como vai, ‘Zinri’, seu assassino de reis?.”

    32 Jeú olhou para cima e disse: “Alguém vai me apoiar?.” Uns dois ou três eunucos do palácio olharam pela janela.

    33 Jeú disse: “Joguem-na para baixo!” Eles jogaram Jezabel pela janela. O sangue dela espirrou na parede e nos cavalos, e Jeú a atropelou.

    34 Depois, Jeú entrou no palácio e se alimentou. Durante a refeição, deu esta ordem: “Cuidem daquela mulher. Deem a ela um enterro decente. Atinai, era filha de um rei.”

    35-36 Alguns homens saíram para cumprir a ordem, mas encontraram apenas o crânio, os pés e as mãos. Eles voltaram e relataram o fato a Jeú. Ele disse: “Cumpriu-se a palavra do Eterno anunciada por Elias, o tesbita: No campo de Jezreel, os cães devorarão Jezabel;

    37 O corpo de Jezabel será espalhado por cães nos campos de Jezreel. Velhos amigos e admiradores dirão: ‘Será que esta é Jezabel?’

  • 2a Reis, 8

    1-3 Anos antes, Eliseu tinha dito à mulher cujo filho ele havia ressuscitado: “Você e sua família devem ir morar em outro lugar. O Eterno mandará fome sobre a terra, e ela vai durar sete anos.” A mulher fez o que o homem de Deus recomendou e mudou-se dali. Ela e sua família viveram sete anos na terra dos filisteus. Depois desse tempo, a mulher e sua família voltaram. Ela solicitou uma audiência com o rei e pediu de volta sua terra e sua casa.

    4-5 O rei conversava com Geazi, ajudante do homem de Deus, e pediu: “Conte-me alguns casos de milagres de Eliseu.” Justamente quando ele contava ao rei a história do menino morto que foi ressuscitado, a mãe do menino apareceu, pedindo sua terra e sua casa. Geazi disse: “Ó rei, meu senhor, esta é a mulher! E este é o filho dela que Eliseu ressuscitou!”

    6 O rei quis saber a história toda, e ela contou. O rei designou um oficial para acompanhá-la e disse: “Devolva tudo que pertencia a ela e todo o lucro da terra dela durante o tempo em que esteve ausente.”

    7 Eliseu tinha ido a Damasco, e Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente. Alguém disse ao rei: “O homem de Deus está na cidade.”

    8 O rei deu ordens a Hazael: “Leve um presente e vá se encontrar com o homem de Deus. Consulte o Eterno por intermédio dele para saber se vou sarar desta enfermidade.”

    9 Hazael foi falar com Eliseu, levando consigo o que havia de melhor em Damasco: quarenta camelos carregados de mercadorias! Quando chegou, apresentou-se a Eliseu e disse: “Seu filho, Ben-Hadade, rei da Síria, mandou-me aqui para perguntar: ‘Vou sarar desta enfermidade?’

    10-11 Eliseu respondeu: “Volte e diga a ele: ‘Não se preocupe. Você vai sarar.’ Na verdade, o Eterno me mostrou que, mesmo assim, ele morrerá.” Depois de dizer isso, fixou os olhos em Hazael até ele ficar constrangido. Então, o homem de Deus começou a chorar.

    12 Hazael perguntou: “Por que está chorando?.” Eliseu respondeu: “Porque sei o que você fará aos filhos de Israel: incendiará suas fortalezas, matarás seus jovens, massacrará seus bebês, rasgará a barriga das grávidas.”

    13 Hazael disse: “Você está achando que sou um cão raivoso para cometer essas atrocidades?.” Eliseu disse: “O Eterno me mostrou que você será o rei da Síria.”

    14 Hazael deixou Eliseu e voltou para seu senhor. “Então, o que disse Eliseu?” perguntou o rei. Hazael respondeu: “Ele disse: ‘Não se preocupe! Você viverá!.’”

    15 Mas, no dia seguinte, ele molhou um cobertor pesado e cobriu com ele o rosto do rei, que morreu sufocado. Hazael tornou-se rei.

    JEORÃO DE JUDÁ
    16-19 No quinto ano do reinado de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá, começou a reinar. Ele tinha 32 anos de idade quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém. Ele seguiu o caminho dos reis de Israel, casando-se com descendentes de Acabe e dando continuidade aos pecados daquele rei. Aos olhos de Deus, cometeu muitos erros. Apesar disso, por causa do seu servo Davi, o Eterno não quis destruir Judá. Ele tinha prometido manter uma chama acesa entre os descendentes de Davi.

    20-21 Durante o reinado de Jeorão, Edom se revoltou contra o domínio de Judá e estabeleceu um rei para si. Jeorão reagiu, mandando seus carros de guerra para Zair. Edom o cercou, mas, durante a noite, Jeorão e os seus comandantes de carros atacaram Edom com violência e romperam o cerco. Mas o exército de Judá acabou desertando.

    22 Até hoje, Edom se rebela contra Judá. Até Libna havia se rebelado na época.

    23-24 O restante da vida e dos acontecimentos do reinado de Jeorão está escrito nas Crônicas dos Reis de Judá. Jeorão morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi. Seu filho Acazias o sucedeu como rei.

    ACAZIAS DE JUDÁ
    25-27 No décimo segundo ano do reinado de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, começou a reinar. Acazias tinha 22 anos de idade quando começou a reinar e reinou apenas um ano em Jerusalém. Sua mãe era neta de Onri, rei de Israel, e chamava-se Atalia. Ele viveu e reinou nos moldes da família de Acabe, ou seja, repetiu os erros deles perante o Eterno e casou-se com uma mulher da família de Acabe.

    28-29 Acazias aliou-se a Jorão, filho de Acabe, rei de Judá, na guerra contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade. Os flecheiros feriram Jorão, e ele foi para Jezreel, a fim de se recuperar dos ferimentos da guerra contra Hazael, rei da Síria. Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, foi visitar Jorão, filho de Acabe, que estava enfermo em Jezreel.

  • 2a Reis, 7

    1 Eliseu disse: “Ouçam o que diz o Eterno: ‘A fome acabou. Amanhã, a esta hora, haverá comida em abundância. Uma medida de farinha ou duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de prata no mercado, na entrada de Samaria’”.

    2 O ajudante pessoal do rei disse ao homem de Deus: “Você espera que acreditemos nisso? O Eterno vai abrir as comportas do céu e fazer chover alimento?” Eliseu respondeu: “Você mesmo o verá, mas não comerá nem um bocado.”

    3-4 Havia quatro leprosos sentados do lado de fora dos portões da cidade. Eles disseram uns aos outros: “O que estamos fazendo parados aqui? Aguardando a morte? Se entrarmos na cidade, onde há tome, morreremos. Se ficarmos aqui, morreremos. Então, vamos arriscar, entrar no acampamento arameu e nos entregar nas mãos deles. Se eles nos receberem, estaremos salvos, se nos matarem, morreremos. Não temos nada a perder.”

    5-8 Assim, depois do pôr do sol, eles foram para o acampamento dos arameus. Quando chegaram perto, ficaram surpresos! Não havia ninguém ali! O Senhor tinha enganado o exército dos arameus com o barulho de cavalos e de um poderoso exército. Eles disseram uns aos outros: “O rei de lsrael contratou os hititas e os egípcios para nos atacar!” Em pânico, fugiram à noite, deixando para trás tendas, cavalos, jumentos e tudo que havia no acampamento. Os quatro leprosos entraram numa tenda e comeram e beberam à vontade. Depois, apanharam prata, ouro e roupas e os esconderam. Voltaram e entraram em outra tenda. Carregaram o que puderam e levaram para seu esconderijo.

    9 Até que disseram uns aos outros: “Isto não está certo! Hoje é dia de vitória, e estamos desfrutando isso sozinhos! Se aguardarmos até de manhã, seremos descobertos e castigados. Vamos levar a notícia ao palácio do rei!”

    10 Eles foram até a porta da cidade e anunciaram o que aconteceu: “Fomos ao acampamento dos arameus e, para nossa surpresa, estava abandonado. Não havia ninguém, não se ouvia nenhum barulho! Os cavalos e os jumentos estão amarrados, e as tendas estão abandonadas.”

    11-12 Os porteiros mandaram a informação ao palácio real. O rei se levantou no meio da noite e disse aos seus oficiais: “Vou dizer a vocês o que os arameus estão tramando: eles sabem que estamos passando fome, abandonaram o acampamento e se esconderam no campo, pensando: ‘Eles vão sair, aí nós invadiremos e tomaremos a cidade deles.”

    13 Um dos conselheiros disse: “Mande alguns homens em cinco cavalos, dos que ainda restam na cidade, para descobrir o que aconteceu. O destino deles aqui será o mesmo de todos que ficarem na cidade.”

    14 Eles prepararam dois carros com cavalos. O rei os mandou atrás do exército da Síria com a seguinte ordem: “Procurem saber o que aconteceu.”

    15 Eles os seguiram até o Jordão. Por todo o caminho, havia roupas e equipamentos que os arameus abandonaram enquanto fugiam apavorados. Os homens voltaram e relataram ao rei o que tinham visto.

    16 Então, o povo saqueou o acampamento dos arameus. O preço dos alimentos despencou da noite para o dia. Uma medida de farinha ou duas medidas de cevada passaram a custar uma peça de prata, conforme a palavra do Eterno.

    17 O rei mandou seu ajudante pessoal cuidar da porta da cidade, mas o povo saiu numa correria desenfreada, e ele morreu pisoteado. Aconteceu exatamente o que o homem de Deus tinha predito na ocasião em que o rei tinha ido falar com o profeta.

    18-20 Tudo que o homem de Deus anunciou aconteceu. Ele tinha predito que uma medida de farinha ou duas medidas de cevada custariam, no dia seguinte, na porta da cidade, uma peça de prata. Ao ajudante do rei, que tinha afrontado com sarcasmo o homem de Deus, dizendo: “Você espera que acreditemos nisso? O Eterno vai abrir as comportas do céu e fazer chover alimento?”, Eliseu tinha dito: “Você mesmo o verá, mas não comerá nem um bocado.” Foi o que aconteceu. Ele morreu pisoteado pelo povo na entrada da cidade.

  • 2a Reis, 6

    1-2 Certo dia, os discípulos dos profetas procuraram Eliseu e disseram: “Como você sabe, o lugar em que estamos está ficando muito pequeno para todos nós. Deixe-nos ir até o Jordão, de onde cada um de nós poderá trazer um tronco para construir um lugar mais espaçoso.” Eliseu disse: “Podem ir.”

    3 Um deles disse: “Não quer ir conosco?” Eliseu prontificou-se: “Por que não?”

    4-5 Ele os acompanhou. Chegaram ao Jordão e começaram a cortar as árvores. Um deles cortava a madeira, quando o machado escapou do cabo e caiu no rio. Ele exclamou: “Ah, meu senhor! Justo o machado que era emprestado!”

    6 O homem de Deus disse: “Onde ele afundou?.” O moço mostrou o lugar. Eliseu cortou um galho e atirou no local em que o ferro tinha afundado. O machado flutuou.

    7 Eliseu disse: “Pode pegar.” O moço retirou o machado da água.

    8 Certa vez, quando o rei da Síria atacava Israel, depois de consultar seus oficiais, ele contou seu plano: “Quero armar uma emboscada em tal lugar.”

    9 Mas o homem de Deus mandou dizer ao rei de Israel: “Cuidado quando você passar por tal lugar, porque os arameus armaram emboscada ali.”

    10 O rei de Israel enviou uma mensagem alertando sobre o lugar do qual o homem de Deus tinha falado. Essas coisas aconteciam o tempo todo.

    11 O rei da Síria ficou furioso com tudo isso. Chamou seus oficiais e perguntou: “Quem está passando informações para o rei de Israel? Quem é o espião?.”

    12 Um dos seus oficiais disse: “Ninguém, meu senhor. É Eliseu, o profeta de Israel. Ele conta ao rei de Israel tudo que o senhor diz, até o que o senhor fala em segredo no seu quarto.”

    13 O rei ordenou: “Descubram onde ele está. Vou mandar prendê-lo.” O rei foi informado de que ele estava em Dotã.

    14 Mais que depressa, o rei da Síria enviou cavalos, carros e um exército muito bem armado. Eles chegaram à noite e cercaram a cidade.

    15 De manhã cedo, um ajudante do homem de Deus levantou-se e foi para a rua. Surpreso, viu cavalos e carros cercando a cidade. O moço exclamou: “Ah, meu senhor! O que vamos fazer?”

    16 Ele disse: “Não se preocupe. Estamos em maior número que eles.”

    17 Eliseu orou: “Ó Eterno, abre os olhos dele, para que veja.” Os olhos do moço se abriram, e ele pode ver. Ele ficou maravilhado: toda a encosta da montanha estava ocupada por cavalos e carros de fogo em torno da casa de Eliseu!

    18 Quando os arameus atacaram, Eliseu orou ao Eterno: “Faz que esses homens fiquem cegos!” Eles ficaram cegos, como Eliseu pediu.

    19 O homem de Deus gritou para eles: “Vocês vieram ao lugar errado! Não é esta a cidade que procuram! Venham, vou levá-los ao homem que estão procurando!” E os levou para Samaria.

    20 Quando entravam na cidade, Eliseu orou: “Ó Eterno, abra os olhos deles, para que vejam onde estão.” O Eterno abriu os olhos deles, e, quando eles olharam, perceberam que estavam dentro de Samaria.

    21 Quando o rei de Israel os viu ali, perguntou a Eliseu: “Meu pai, devo massacrá-los?”

    22 Eliseu respondeu: “Não! Por acaso, você fere aqueles que captura? Não mesmo. Dê comida a eles e mande-os de volta para o rei deles.”

    23 O rei mandou preparar um banquete para eles. Depois de comerem e beberem o suficiente, mandou-os embora. Eles voltaram para o seu senhor. Depois desse incidente, as tropas da Síria não perturbaram mais Israel.

    24-25 Algum tempo depois, Ben-Hadade, rei da Síria, reuniu seu exército e cercou Samaria, o que provocou uma fome terrível na cidade. O preço dos alimentos subiu astronomicamente. Uma cabeça de jumento custava oitenta peças de prata! Por uma tigela de vegetais, pagavam-se cinco peças de prata!

    26 Certo dia, o rei de Israel percorria o muro da cidade. Uma mulher gritava: “Socorro, majestade!”

    27 Ele respondeu: “Se o Eterno não a socorrer, como eu vou poder? Por acaso tenho trigo ou vinho?”

    28-29 Mas o rei perguntou: “Qual é o seu problema?” Ela respondeu: “Esta mulher me propôs: ‘Dê seu filho hoje, para o comermos, e, amanhã, comeremos o meu. Então, cozinhamos meu filho e comemos. No dia seguinte, eu disse: ‘É a sua vez. Traga seu filho.’ Mas ela tinha escondido o filho.”

    30-31 Quando o rei ouviu a história da mulher, rasgou a própria roupa. Como estava andando sobre o muro, todos viram que ele vestia pano de saco por baixo. Então, ele exclamou: “Deus me castigue se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, continuar sobre o pescoço dele até o fim do dia!.”

    32 Eliseu estava em casa, reunido com as autoridades de Israel. O rei já tinha enviado alguém para matá-lo, mas, antes de o executor chegar, Eliseu disse às autoridades: “Vocês sabem que aquele assassino acabou de enviar alguém para cortar a minha cabeça? Prestem atenção, quando o executor chegar, tranquem a porta. Vocês não estão ouvindo os passos do seu senhor atrás dele?.”

    33 Enquanto falava, o rei apareceu, acusando: “Esta calamidade vem do Eterno. O que mais eu poderia esperar do Eterno?”

  • 2a Reis, 5

    1-3 Naamã era comandante do exército do rei da Síria. Era muito respeitado e estimado pelo seu senhor, pois, por meio dele, o Eterno tinha concedido vitórias à Síria. Ele era valente, mas sofria de uma grave doença de pele. Certa vez, quando a Síria atacou Israel, uma jovem foi levada cativa e passou a servir a mulher de Naamã. Um dia, ela disse à sua senhora: “Ah, se meu senhor pudesse ir ver o profeta de Samaria! Ele seria curado dessa doença.”

    4 Naamã foi falar com o rei sobre o que a moça israelita tinha dito.

    5 O rei da Síria disse: “Você deve ir. Mandarei uma carta de apresentação ao rei de Israel.” E Naamã foi, levando consigo trezentos e cinquenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez trocas de roupas finas.

    6 Naamã entregou a carta ao rei de Israel. Ela dizia: “Quando você receber esta carta, saberá que estou enviando pessoalmente meu oficial Naamã, para que você o cure de sua doença.”

    7 Quando o rei de Israel leu a carta, ficou angustiado e rasgou a própria roupa. Dizia: “Por acaso, sou algum deus, com poder de tirar ou dar a vida ou de receber esse tipo de pedido? O que está acontecendo? O rei está querendo arrumar briga, isto sim!”

    8 Eliseu, o homem de Deus, ficou sabendo que o rei de Israel estava tão angustiado que tinha rasgado a própria roupa e mandou perguntar a ele: “Por que você está tão perturbado, a ponto de rasgar a própria roupa? Envie o oficial a mim, para que ele saiba que existe um profeta em Israel.”

    9 Naamã, com seus cavalos e carros, chegou com toda a pompa e parou diante da casa de Eliseu.

    10 Eliseu mandou um ajudante recebê-lo com esta mensagem: “Vá ao rio Jordão e mergulhe ali sete vezes. Sua pele será curada e renovada.”

    11-12 Naamã ficou irritado e saiu resmungando: “Pensei que ele sairia para me receber pessoalmente, invocar o nome do Eterno, o seu Deus, tocar na pele enferma e eliminar a doença. Os rios Abana e Farfar, em Damasco, são muito mais limpos que os rios de Israel. Por que eu não poderia mergulhar neles? Pelo menos, sairia limpo.” E foi embora furioso.

    13 Mas os seus acompanhantes disseram: “Meu pai, se o profeta tivesse pedido algo difícil, que exigisse coragem, o senhor não o faria? Por que não acatar essa simples instrução de mergulhar e se lavar?”

    14 E foi o que ele fez. Desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes no rio, de acordo com a ordem do homem de Deus. A pele dele foi restaurada. Ficou tão saudável quanto a pele de um bebê.

    15 Ele voltou à casa do homem de Deus com sua comitiva, parou diante dele e disse: “Agora tenho certeza de que não há Deus em nenhum outro lugar além de Israel.” Agradecido, ele quis dar um presente a Eliseu.

    16 Mas o profeta disse: “Assim como vive o Eterno, a quem sirvo, não receberei nada de você.” Naamã insistiu, mas ele não aceitou.

    17-18 Naamã disse: “Já que você não aceita nada, deixe-me levar dois burros carregados com a terra daqui, porque não vou mais oferecer sacrifício a nenhum outro deus, senão ao Eterno. Só peço que ele me perdoe uma única coisa: Quando o meu senhor, o rei, apoiado em meu braço, quiser entrar no santuário de Rimom para adorá-lo, e eu tiver que me curvar diante dele, que o Eterno me perdoe por isso.”

    19-21 Eliseu disse: “Tudo ficará bem. Vá em paz.” Naamã não estava muito longe, quando Geazi, ajudante de Eliseu, pensou: “Meu senhor deixou Naamã, aquele arameu, ir embora e não aceitou nenhuma gratificação. Assim como vive o Eterno, vou atrás dele para receber alguma coisa!” E correu para alcançá-lo. Naamã o viu correndo e desceu do carro para cumprimentá-lo: “Alguma coisa errada?.”

    22 Geazi respondeu: “Não há nada errado, mas aconteceu um imprevisto. Meu senhor me mandou dizer: ‘Dois moços dos discípulos dos profetas acabaram de chegar das montanhas de Efraim. Ajude-os com trinta e cinco quilos de prata e duas trocas de roupas finas.”

    23 Naamã disse: “Certamente! Pode ser setenta quilos?” Naamã insistiu. Pôs o dinheiro em dois sacos e entregou as duas trocas de roupas. Chegou a oferecer dois homens para ajudá-lo a carregar os presentes.

    24 Quando chegaram à colina onde morava, Geazi pegou os presentes, guardou-os dentro de casa e despediu-se dos homens de Naamã.

    25 Depois disso, voltou para a casa do seu senhor. Eliseu disse: “Então, o que você andou inventando, Geazi?.” Respondeu: “Nada, senhor.”

    26-27 Eliseu disse: “Você não sabia que eu estava presente em espírito com você quando aquele homem desceu do carro para cumprimentá-lo? Acha que é hora de você se preocupar com você mesmo, enchendo-se de presentes? A doença de pele de Naamã contaminará você e sua família para sempre.” Geazi foi embora e, quando saiu, sua pele já estava branca e escamosa.

  • 2a Reis, 4

    1 Certo dia, a mulher de um dos discípulos dos profetas mandou chamar Eliseu e disse: “Seu servo, meu marido, morreu. O senhor sabe como ele era dedicado ao Eterno. Agora, o homem que tinha emprestado dinheiro a ele está cobrando a dívida e quer levar meus dois filhos como escravos.”

    2 Eliseu disse: “Como posso ajudá-la? O que você tem em casa?.” Ela respondeu: “Nada! Apenas um pouco de azeite.”

    3-4 Eliseu disse: “Faça o seguinte: percorra sua rua e peça emprestadas vasilhas e tigelas de suas vizinhas. Não traga poucas, mas todas que você conseguir. Depois, volte para casa, feche a porta, só você e seus filhos na casa. Derrame o azeite em cada vasilha até encher e deixe-a de lado.”

    5-6 Ela fez o que ele mandou. Trancou-se em casa com os filhos, e, à medida que eles traziam as vasilhas, ela as enchia de azeite. Quando todas as vasilhas e tigelas estavam cheias, ela disse a um dos filhos: “Tragam mais vasilhas.” Mas ele respondeu: “Acabaram. Não temos mais nenhuma vasilha.” Então, o azeite cessou.

    7 Ela foi contar ao homem de Deus o que tinha acontecido. Ele disse: “Venda o azeite e pague a sua dívida. Você e seus filhos poderão viver com o que sobrar.”

    8 Certa vez, Eliseu passou por Suném. Ali, uma mulher rica insistiu em que ele ficasse para comer. Isso acabou virando um costume. Toda vez que ele passava por lá, parava para uma refeição.

    9-10 A mulher disse ao marido: “Tenho certeza de que esse homem que nos visita é um santo homem de Deus. Por que não construímos um pequeno quarto de hóspede em cima da casa e colocamos uma cama, uma mesa, cadeiras e uma lâmpada, para que, quando ele vier, possa também se hospedar aqui?.”

    11 Quando Eliseu apareceu de novo, já pôde descansar no quarto.

    12 Ele disse ao seu ajudante, Geazi: “Chame essa sunamita. Quero conversar com ela.” Ele a chamou, e ela veio.

    13 Por meio de Geazi, Eliseu disse a ela: “Você tem feito muito para nos acolher e cuidar de nós. O que podemos fazer por você? Existe alguma coisa que você gostaria que pedíssemos ao rei ou ao comandante do exército?” Ela respondeu: “Não há nada. Estou satisfeita e feliz com minha família.”

    14 Eliseu conversou com Geazi: “Precisamos fazer alguma coisa por ela, mas o quê?” Geazi disse: “Veja, ela não tem filhos, e seu marido é idoso.”

    15 Eliseu disse: “Chame-a aqui.” Ele a chamou, ela veio e ficou de pé na entrada do quarto.

    16 Eliseu disse a ela: “A essa hora, daqui um ano, você estará amamentando um filho.” Ela exclamou: “Ó, meu senhor, homem de Deus! Não dê falsas esperanças à sua serva!”

    17 Mas a mulher concebeu e, um ano depois, teve um filho, como Eliseu tinha predito.

    18-19 O menino cresceu. Certo dia, ele acompanhou seu pai, que estava trabalhando na colheita. De repente, o menino gritou: “Ai, minha cabeça! Ai, minha cabeça!” O pai ordenou a seu escravo: “Leve o menino de volta para a mãe dele.”

    20 O escravo carregou o menino nos braços e o levou para a mãe. Ele ficou nos braços dela até o meio-dia e morreu.

    21 Ela o levou para cima e o deitou na cama do homem de Deus, fechou a porta e deixou o corpo ali.

    22 Em seguida, chamou o marido e disse: “Mande um dos escravos trazer uma jumenta, para que eu vá me encontrar com o homem de Deus. Volto assim que puder.”

    23 O marido estranhou: “Mas por que agora? Hoje não é dia sagrado, nem lua nova, nem sábado!” Ela respondeu: “Não faça perguntas. Eu preciso ir agora. Confie em mim.”

    24-25 Ela selou a jumenta e disse ao escravo: “Vá na frente, o mais rápido que puder. Se estiver muito rápido, eu aviso.” Assim, ela foi e encontrou o homem de Deus no monte Carmelo.

    25-26 Quando o homem de Deus a viu de longe, disse a Geazi: “Veja lá! É a sunamita! Vá depressa e pergunte: ‘O que aconteceu? Está tudo bem? Como está seu marido? E seu filho?’ Ela respondeu: “Está tudo bem.”

    27 Mas, quando chegou diante do homem de Deus no monte, ela se jogou ao chão e agarrou os pés dele. Geazi veio para tirá-la dali, mas o homem de Deus disse: “Tudo bem. Deixe-a! Não vê que ela está aflita? Mas o Eterno não me mostrou o motivo da sua angústia.”

    28 Ela perguntou: “Por acaso, eu pedi um filho ao meu senhor? Eu não disse: ‘Não dê falsas esperanças à sua serva?.”

    29 Ele ordenou a Geazi: “Não perca tempo. Pegue meu cajado e corra o mais depressa que puder. Se encontrar alguém, nem se preocupe em cumprimentar. Se alguém cumprimentar você, não responda. Ponha o meu cajado sobre o rosto do menino.”

    30 A mãe do menino disse: “Assim como vive o Eterno e como você vive, você não me deixará para trás.” Então, Geazi permitiu que ela fosse à frente e a seguiu.

    31 Mas Geazi chegou primeiro e pôs o cajado sobre o rosto do menino. No entanto, ele não deu sinal de vida. Geazi voltou a Eliseu e disse: “O menino nem se mexeu.”

    32-35 Eliseu entrou na casa e encontrou o menino estirado, morto sobre a cama. Ele entrou e fechou a porta, ficando só os dois no quarto. Eliseu orou ao Eterno e deitou na cama sobre o menino, boca com boca, olho com olho, mãos com mãos. Com ele deitado assim, o corpo do menino começou a se aquecer. Eliseu levantou-se e começou a andar pelo quarto. Depois, voltou a se deitar sobre o menino. O menino começou a espirrar. Espirrou sete vezes e abriu os olhos!

    36 Eliseu chamou Geazi e disse: “Traga a sunamita aqui!.” Ele a chamou e a trouxe para dentro do quarto. Eliseu disse: “Abrace seu filho!”

    37 Ela se prostrou aos pés de Eliseu com o rosto em terra, num misto de reverência e espanto. Depois, abraçou seu filho e saiu com ele.

    38 Eliseu partiu e foi para Gilgal. Havia fome ali. Enquanto conversava com os discípulos dos profetas, disse a seu ajudante: “Ponha uma panela grande no fogo e prepare um ensopado para os profetas.”

    39-40 Um deles saiu ao campo para apanhar algumas ervas. Ele encontrou uma trepadeira de frutas silvestres, apanhou alguns frutos e encheu a capa com eles. Voltou, cortou-os e os misturou no ensopado, mesmo que ninguém soubesse que tipo de planta era. Quando ficou pronto, o ensopado foi servido para os profetas. Eles começaram a comer, mas gritaram: “A comida está contaminada, ó homem de Deus!.” Ninguém mais pôde comer. Eliseu pediu: “Deem-me um pouco de farinha.” Ele jogou a farinha no ensopado.

    41 Em seguida, ordenou: “Agora sirvam aos homens.” Eles comeram e passaram bem. Não havia mais problema algum com o ensopado!

    42 Certo dia, um homem chegou de Baal-Salisa. Estava trazendo vinte pães frescos assados com grãos do início da colheita e algumas maçãs para o homem de Deus. Eliseu disse: “Distribua a comida para estas pessoas.”

    43 Seu ajudante disse: “Para cem homens? Não é o suficiente!.” Eliseu respondeu: “Faça assim mesmo. O Eterno diz que, será suficiente.”

    44 De fato, foi o bastante. Ele serviu a comida, eles comeram e ainda sobrou.

  • 2a Reis, 3

    JORÃO DE ISRAEL
    1-3 Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Josafá, rei de Judá. Reinou doze anos. Aos olhos do Eterno, ele foi um rei mau. Mas não tão mau quanto seu pai e sua mãe. Afinal, ele destruiu os postes sagrados de Baal que seu pai e sua mãe tinham feito. Mas deu continuidade às práticas detestáveis de Jeroboão, filho de Nebate, que corromperam Israel por tanto tempo. Ele não se afastou daquelas práticas.

    4-7 O rei Messa, de Moabe, criava ovelhas. Ele era forçado a entregar ao rei de Israel cem mil cordeiros e a lã de cem mil carneiros. Quando Acabe morreu, o rei de Moabe se rebelou contra o rei de Israel. Por isso, o rei Jorão partiu de Samaria e passou em revista o exército. A primeira coisa que fez foi mandar um recado a Josafá, rei de Judá: “O rei de Moabe se rebelou contra mim. Você me ajuda a atacá-lo?”

    7-8 Josafá respondeu: “Estou com você. As minhas tropas são as suas tropas, e os meus cavalos, os seus cavalos. Por onde começamos?.” Jorão respondeu: “Pelo deserto de Edom.”

    9 O rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom partiram e, depois de sete dias, estavam sem água para as tropas e os animais.

    10 O rei de Israel perguntou: “E agora? O Eterno nos trouxe aqui, os três reis, para nos entregar nas mãos de Moabe!”

    11 Mas Josafá disse: “Não há algum profeta do Eterno por aqui, para que possamos consultar o Eterno por meio dele?” Um dos oficiais do rei de Israel disse: “Eliseu, filho de Safate, o braço direito de Elias, mora em algum lugar aqui perto.”

    12 Josafá disse: “Ótimo! Nele nós podemos confiar!” E os três reis — o rei de Israel, Josafá e o rei de Edom — foram vê-lo.

    13 Eliseu disse ao rei de Israel: “O que eu e você temos em comum? Vá consultar um dos profetas de seu pai e de sua mãe.” O rei de Israel respondeu: “Nunca! Foi o Eterno que nos uniu, três reis, para nos entregar nas mãos de Moabe.”

    14-15 Eliseu respondeu: “Assim como vive o Senhor dos Exércitos de Anjos, a quem sirvo, não fosse pelo respeito que tenho por Josafá, rei de Judá, não perderia tempo com vocês. Mas tragam-me um harpista.” Enquanto o harpista tocava, o poder do Eterno veio sobre Eliseu.

    16-19 Ele profetizou: “Assim diz o Eterno: ‘Façam covas em todo esse vale. Vocês não ouvirão o vento nem verão chuva, mas o vale se encherá de água, para que suas tropas e seus animais bebam à vontade. Isso é fácil para o Eterno. Ele também entregará Moabe em suas mãos. Vocês devastarão a terra dele: destruirão as fortificações, arruinarão as cidades, derrubarão os pomares, entupirão as nascentes e destruirão as lavouras com pedras.”

    20 De manhã, na hora do sacrifício, a água já tinha chegado, e vinha do oeste, de Edom, como enxurrada, inundando o vale.

    21-22 A essa altura, todos em Moabe souberam que os três reis tinham se unido para atacá-los. Todos os homens capazes de manusear a espada foram convoca dos para lutar e se puseram na fronteira. Eles estavam prontos logo cedo, quando a luz do Sol brilhou sobre a água. De onde os moabitas estavam, o reflexo da luz solar na água parecia sangue.

    23 Eles gritaram: “Sangue! Vejam, é sangue! Os reis devem ter lutado um contra o outro. Deve ter sido um massacre! Vamos saqueá-los, pessoal!”

    24-25 Quando Moabe entrou no acampamento de lsrael, os israelitas estavam preparados e começaram a matar os moabitas, que tentaram fugir, mas os israelitas corriam atrás deles e os eliminavam. Israel arrasou as cidades, destruiu as lavouras com pedras, entupiu as nascentes e derrubou os pomares. Só Quir-Haresete, a c tal, ficou intacta, mas não por muito tempo. Os israelitas a sitiaram e a atacaram com pedras.

    26-27 Quando o rei de Moabe percebeu que não tinha chances, chamou setecentos homens que lutavam com espada para atingir o rei de Edom, mas eles não conseguiram. Depois, ele pegou seu filho mais velho, que seria seu sucessor, e o sacrificou sobre o muro da cidade. Com isso, os moradores ficaram revoltados com os israelitas, e Israel retrocedeu e voltou para casa.

  • 2a Reis, 2

    1-2 Pouco antes de o Eterno levar Elias ao céu num redemoinho, Elias e Eliseu saíram numa caminhada partindo de Gilgal. Elias disse a Eliseu: “Fique aqui. O Eterno me mandou tratar de um assunto em Betel.” Eliseu disse: “Assim como vive o Eterno, não perderei você de vista!” E os dois foram para Betel.

    3 Em Betel, os discípulos dos profetas viram Eliseu e disseram: “Você sabe que hoje o Eterno vai levar seu mestre embora?.” Ele respondeu: “Sim, eu sei. Mas não quero falar disso.”

    4 Depois, Elias disse a Eliseu: “Fique aqui! O Eterno me mandou tratar de um assunto em Jericó.” Eliseu respondeu: “Assim como vive o Eterno, não perderei você de vista!” E os dois foram para Jericó.

    5 Em Jericó, os discípulos dos profetas disseram a Eliseu: “Você sabe que hoje o Eterno vai levar seu mestre embora?.” Ele respondeu: “Sim, eu sei. Mas não quero falar disso.”

    6 Depois, Elias disse a Eliseu: “Fique aqui. O Eterno me mandou tratar de um assunto no Jordão.” Eliseu respondeu: “Assim como vive o Eterno, não perderei você de vista!” E os dois seguiram juntos.

    7 Cinquenta discípulos dos profetas ficaram observando de longe quando os dois pararam na margem do Jordão.

    8 Elias pegou sua capa, enrolou-a e bateu na água. O rio dividiu-se, e os dois atravessaram sobre chão seco.

    9 Quando chegaram ao outro lado, Elias disse a Eliseu: “O que posso fazer por você antes de eu ser levado embora? Peça o que quiser.” Eliseu disse: “Quero a sua vida duplicada na minha. Quero ser um homem de Deus igual a você.”

    10 Elias disse: “É um pedido difícil. Mas, se você vir quando eu for levado embora, receberá o que pediu. Mas fique observando.”

    11-14 Foi o que aconteceu. Eles estavam andando e conversando. De repente, uma carruagem de fogo, com cavalos também de fogo, ficou entre eles, e Elias subiu no meio de um redemoinho para o céu. Eliseu viu a cena toda e exclamou: “Meu pai, meu pai! Você era como os carros e a cavalaria de lsrael!” Quando não havia mais o que ver, ele rasgou sua capa em pedaços. Depois, pegou a capa de Elias, que tinha caído, voltou para a margem do Jordão e ficou ali. Segurando a capa de Elias, a única coisa que tinha ficado dele, bateu na água e disse: “Onde está agora o Eterno, o Deus de Elias?” Quando a capa tocou a água, o rio dividiu-se, e Eliseu o atravessou.

    15 Os discípulos dos profetas de Jericó também viram a cena de certa distância e comentaram: “O espírito de Elias está em Eliseu!” Por isso, eles o acolheram e o respeitavam como profeta.

    16 Eles disseram a Eliseu: “Estamos a seu serviço. Temos cinquenta homens de confiança e podemos enviá-los para procurar seu mestre. Talvez o Espírito do Eterno o tenha levado a uma montanha ou deixado em algum vale remoto.” Eliseu disse: “Não se preocupem com isso.”

    17 Mas eles insistiram tanto que ele acabou cedendo: “Tudo bem. Podem enviá-los.” Eles mandaram os cinquenta homens, que passaram três dias procurando o profeta em tudo que era canto, pelas montanhas e pelos vales, mas nem sinal dele.

    18 Finalmente, voltaram para Jericó, onde estava Eliseu. Ele disse: “Não falei? Agora vocês acreditam!.”

    19 Certo dia, os líderes da cidade disseram a Eliseu: “Mestre, você mesmo pode ver como nossa cidade está bem localizada. Mas a água está poluída; por isso, a vegetação não cresce.”

    20 Ele disse: “Tragam-me um balde novo com um pouco de sal dentro dele.” Eles trouxeram o balde.

    21-22 Ele foi até a nascente, jogou o sal ali e profetizou: “Assim diz o Eterno: ‘Purifiquei esta água. Nunca mais ela matará vocês nem contaminará a terra.” De fato, a água foi purificada e continua limpa até hoje, como disse Eliseu.

    23 Em outra ocasião, Eliseu estava a caminho de Betel, e alguns meninos saíram da cidade e começaram a zombar dele: “Você aí, careca! Vá embora daqui!”

    24 Eliseu virou-se, olhou para eles e os amaldiçoou no nome do Eterno. Dois ursos saíram da mata e os atacaram: quarenta e dois meninos foram despedaçados!

    25 Eliseu subiu ao monte Carmelo e, depois, voltou para Samaria.

  • 2a Reis, 1

    1 Depois da morte de Acabe, Moabe se rebelou contra Israel.

    2 Certo dia, Acazias caiu da sacada do quarto do seu palácio em Samaria e ficou gravemente ferido. Por isso, enviou mensageiros para consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom: “Vou me recuperar deste acidente?.”

    3-4 Então, o anjo do Eterno disse a Elias, o tesbita: “Levante-se! Vá encontrar-se com os mensageiros do rei de Samaria e diga a eles: ‘Por acaso não há Deus em Israel, para vocês irem consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Pois assim diz o Eterno: Você não sairá dessa cama: ficará aí, como se estivesse morto.’” Elias entregou a mensagem e foi embora.

    5 Os mensageiros voltaram, e o rei perguntou: “Por que voltaram tão rápido? O que aconteceu?”

    6 Eles responderam: “Encontramos um homem que nos disse: ‘Voltem ao rei que enviou vocês e digam a ele: Assim diz o Eterno: Por acaso não há Deus em Israel para vocês irem consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Por isso, não se preocupe: você não sairá dessa cama — você é um homem morto’

    7 O rei perguntou: “Falem mais sobre esse homem que vocês encontraram. Como ele era?.”

    8 Eles disseram: “Usava roupa de pelo e um cinto de couro.” O rei disse: “Deve ser Elias, o tesbita!.”

    9 O rei mandou um c tão com cinquenta homens buscar Elias, que estava sentado tranquilo sobre uma colina. O c tão chegou e disse: “Homem de Deus! Por ordem do rei, desça daí!”

    10 Elias respondeu ao c tão: “Se sou mesmo homem de Deus, que um raio caia sobre você e seus cinquenta soldados!” De repente, um raio saiu do nada e consumiu o c tão e os cinquenta soldados.

    11 O rei mandou outro c tão com cinquenta soldados. Eles também disseram: “Homem de Deus! Por ordem do rei, desça daí!”

    12 Elias respondeu: “Se sou mesmo homem de Deus, que um raio caia sobre você e seus cinquenta soldados!.” Imediatamente, um raio caiu do céu e consumiu o c tão e seus soldados.

    13-14 O rei mandou um terceiro c tão com cinquenta soldados. Pela terceira vez, um c tão e cinquenta soldados se aproximaram de Elias. O c tão se ajoelhou e suplicou: “Ó homem de Deus! Tenha consideração para com a minha vida e a vida destes cinquenta soldados! Já duas vezes um raio atingiu e destruiu um c tão e seus cinquenta soldados. Por favor, tenha misericórdia!.”

    15 O anjo do Eterno disse a Elias: “Não tenha medo! Desça com ele.” Elias se levantou, desceu e o acompanhou até a presença do rei.

    16 Elias disse ao rei: “Assim diz o Eterno: ‘Como você mandou consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom como se não houvesse Deus em Israel, você não sairá vivo dessa cama. Você é um homem morto’”.

    17 E ele morreu, exatamente como o Eterno anunciou por meio de Elias. Como Acazias não teve filhos, seu irmão, Jorão, o sucedeu no trono, no segundo ano do reinado de Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá.

    18 O restante da vida de Acazias está registrado nas Crônicas dos Reis de lsrael.

  • 1a Crônicas, 29

    PREPARAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO
    1-5 Em seguida, o rei Davi, dirigindo-se a toda a comunidade, disse: “Meu filho Salomão foi separado e escolhido por Deus para essa obra. No entanto, ele é jovem e inexperiente, e o trabalho é desafiador. Não estamos falando de um simples local de encontro entre pessoas, mas de uma casa que será ponto de encontro com o Eterno. Eu me esforcei, de modo que tudo está preparado para a construção do templo ao meu Deus, todo o material necessário: o ouro, a prata, o bronze, o ferro, a madeira, as pedras preciosas e ornamentais, as pedras para o alicerce e para as paredes, tudo em grande quantidade. Além do mais, como tenho o coração nessa obra, além de tudo que preparei, estou entregando a minha fortuna pessoal de ouro e de prata para tornar essa casa um lugar de adoração ao meu Deus: cento e cinco toneladas de ouro puro de Ofir e duzentas e quarenta e cinco toneladas de prata refinada para o revestimento das paredes do templo, para o trabalho em ouro e prata dos artesões e artífices. “E quanto a vocês? Quem está disposto a contribuir para o Eterno?”

    6-8 Os chefes das famílias, os líderes das tribos de Israel, os comandantes e c tães do exército e os gerentes dos negócios do rei apresentaram-se, de bom grado, e contribuíram generosamente. Ofertaram para a construção do templo de Deus cento e setenta e cinco toneladas de ouro, dez mil moedas de ouro, trezentas e cinquenta toneladas de prata, seiscentas e trinta toneladas de bronze e três mil e quinhentas toneladas de ferro. Quem possuía pedras preciosas, entregou-as para o tesouro do templo do Eterno, que estava a cargo de Jeiel, o gersonita.

    9 O povo se alegrou com as ofertas voluntárias, pois todos contribuíram espontânea e generosamente! O rei Davi ficou muito feliz.

    10-13 Davi louvou o Eterno diante de toda a comunidade: “Bendito sejas, ó Eterno, Deus de Israel, nosso pai, desde muito tempo e para sempre. A ti, ó Eterno, pertencem a grandeza, o poder, a glória, a vitória, a majestade e o esplendor, Tudo que há no céu e na terra. O reino, ó Eterno, é todo teu! Estás acima de tudo. Riqueza e glória vêm de ti, e reinas sobre todas as coisas. Na palma das tuas mãos estão a força e o poder, para engrandecer e fortalecer todos. Aqui estamos, ó nosso Deus, para te agradecer e para louvar teu precioso nome.

    14-19 “Mas quem sou eu e quem é o meu povo para que tenhamos a ousadia de dar alguma coisa a ti? Tudo vem de ti. Estamos apenas devolvendo o que tu mesmo nos deste generosamente. Diante de ti, somos estrangeiros, peregrinos como nossos antepassados. Nossa vida é como uma sombra, insignificante. Ó Eterno, nosso Deus, toda essa abundância de material para a construção de uma casa para adorar ao teu nome vem de ti mesmo! Tudo veio de ti! Eu sei, ó Deus, que não te impressionas com o exterior. O que desejas é sinceridade. Por isso, contribuí de coração, honesta e voluntariamente, e me alegro ao ver todo o povo fazendo o mesmo, contribuindo espontaneamente. Ó Eterno, Deus de nossos antepassados Abraão, Isaque e Israel, mantém esse espírito voluntário para sempre neste povo. Que o coração de todos esteja arraigado em ti! Dá a meu filho Salomão um coração íntegro para obedecer aos teus mandamentos, seguir tuas instruções e teus conselhos e executar o plano da construção do templo.”

    20 Mais uma vez, Davi se dirigiu a toda a comunidade: “Louvem o Eterno, seu Deus.” Todos louvaram o Eterno, o Deus dos seus antepassados, e lhe adoraram com toda a reverência na presença do rei.

    21-22 No dia seguinte, mataram animais para o sacrifício e ofereceram ao Eterno mil bois, mil carneiros e mil ovelhas, com ofertas de bebida e muitos outros sacrifícios. Celebraram o dia inteiro, comendo e bebendo diante do Eterno com grande alegria.

    22-25 Depois disso, repetiram solenemente a coroação de Salomão, o filho de Davi, ungindo-o rei diante do Eterno. Zadoque foi ungido sacerdote. Salomão assentou-se no trono do Eterno como rei, no lugar do seu pai Davi. Tudo caminhou bem, e todo o Israel se subordinou a ele. Todos os líderes do povo, até mesmo os outros filhos do rei Davi, o aceitaram como seu rei e prometeram ser leais a ele. O Eterno fez que Salomão fosse aclamado pelo povo. Concedeu a ele poder e honra, como a nenhum outro rei de Israel.

    26-30 Davi, filho de Jessé, reinou sobre todo o Israel quarenta anos. Reinou sete anos em Hebrom e trinta e três anos em Jerusalém. Ele morreu em idade bastante avançada, com muita riqueza e glória. Seu filho Salomão foi seu sucessor. A história de Davi, desde o início até o fim, está registrada nas crônicas do vidente Samuel, do profeta Natã e do vidente Gade. Elas contêm detalhes do seu reinado, do seu heroísmo e de todos os acontecimentos relacionados a ele, ao povo de Israel e aos reinos ao redor.