Autor: clodh

  • 2a Crônicas, 24

    O REI JOÁS
    1 Joás tinha 7 anos de idade quando começou a reinar e reinou quarenta anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Zíbia (Gazela). Ela vinha de Berseba.

    2-3 Educado e ensinado pelo sacerdote Joiada, Joás agiu corretamente diante do Eterno durante a vida de Joiada. Joiada escolheu duas mulheres para ele, e Joás teve filhos e filhas.

    4-6 Depois de um tempo, Joás decidiu fazer reformas no templo do Eterno. Reuniu os sacerdotes e levitas e ordenou: “Vão às cidades de Judá todo ano e arrecadem o imposto da população para a reforma do templo do seu Deus. Esse trabalho será responsabilidade de vocês.” Mas os levitas não se esforçaram e não fizeram nada.

    7 Então, o rei mandou chamar Joiada, o sacerdote principal, e perguntou: “Por que você não mandou os levitas trazerem de Judá e de Jerusalém o imposto que Moisés, servo do Eterno, e a comunidade de Israel determinaram para a manutenção do lugar de adoração? Veja em que condições está o templo! Atalia, aquela mulher perversa, e seus filhos deixaram o templo de Deus em ruínas e levaram os objetos consagrados para cultuar Baal.”

    8-9 Seguindo as ordens do rei, eles fizeram uma urna e a puseram na entrada do templo do Eterno. Depois, mandaram anunciar em todo o território de Judá e Jerusalém o pagamento obrigatório do imposto que Moisés havia instituído quando Israel ainda estava no deserto.

    10 A população e os líderes ficaram felizes com a resolução e contribuíram com alegria até encher a urna.

    11-14 Sempre que os sacerdotes levavam a urna para os fiscais do rei e eles constatavam que estava cheia, o contador real e o oficial do sacerdote principal retiravam o dinheiro, e a urna era levada de volta. Eles faziam isso regularmente e conseguiram arrecadar muito dinheiro. O rei e o sacerdote Joiada entregavam o dinheiro aos encarregados do templo, que, por sua vez, pagavam os pedreiros e carpinteiros responsáveis pelos reparos no templo do Eterno. Eles trabalharam sem interrupção até a reforma ser concluída. O templo ficou como novo! Terminada a obra, devolveram o dinheiro que havia sobrado ao rei e a Joiada. Esses recursos foram utilizados para a confecção de utensílios para o templo e para os sacrifícios diários e ofertas queimadas, vasilhas e outros objetos de ouro e de prata para uso litúrgico.

    14-16 Enquanto Joiada estava vivo, as ofertas queimadas eram oferecidas regularmente no templo do Eterno. Joiada morreu em idade avançada, tinha 130 anos! Foi sepultado no cemitério real porque tinha se destacado muito em seu serviço a Israel, a Deus e ao seu templo.

    17-19 Depois da morte de Joiada, a situação mudou — para pior. Os dirigentes de Judá tiveram uma audiência com o rei, e ele atendeu ao pedido deles. Assim, abandonaram o templo do Eterno e passaram a servir à deusa da prostituição. Por causa desse pecado, Deus ficou furioso com Judá e Jerusalém. O Eterno enviou profetas para adverti-los das consequências daquele pecado, mas ninguém dava atenção a eles.

    20 O Espírito de Deus despertou Zacarias, filho do sacerdote Joiada, para dizer: “Assim diz o Eterno: ‘Por que vocês se afastaram deliberadamente dos mandamentos do Eterno? Vocês não podem continuar assim! Se abandonarem o Eterno, ele os abandonara”

    21-22 Mas alguns tramaram contra Zacarias e, com a cumplicidade do rei — na verdade, por ordem dele —, o apedrejaram até a morte dentro do pátio do templo do Eterno. Foi assim que o rei Joás retribuiu a lealdade do sacerdote que o havia proclamado rei: assassinou o filho de Joiada. As últimas palavras de Zacarias foram: “Veja isto, ó Eterno! Que eles paguem por isto!.”

    23-24 Cerca de um ano depois, as tropas dos arameus atacaram Joás. Invadiram Judá e Jerusalém, massacraram os líderes e mandaram todo o despojo para o rei em Damasco. O exército arameu era bem pequeno, mas o Eterno o usou para derrotar o grande exército de Joás, porque eles abandonaram o Eterno, o Deus de seus antepassados. Os sírios foram instrumentos do castigo de Deus contra Joás.

    25-27 Joás foi gravemente ferido na batalha, e os próprios oficiais do rei o mataram, numa conspiração tramada na corte como vingança pelo assassinato do filho do sacerdote Joiada. Ele foi morto na própria cama e sepultado na Cidade de Davi, mas não teve o privilégio de um túmulo no cemitério real. Os que conspiraram contra ele foram: Zabade, filho da amonita Simeate, Jeozabade, filho da moabita Sinrite. Quanto a seus filhos, às muitas sentenças proferidas contra Joás e à história da restauração do templo de Deus, está tudo registrado nas anotações sobre os reis. Amazias, filho de Joás, o sucedeu.

  • 2a Crônicas, 23

    1-3 Passados sete anos, o sacerdote Joiada decidiu pôr em prática seu plano, com a ajuda de alguns oficiais influentes do exército. Ele escolheu Azarias, filho de Jeroão, Ismael, filho de Joanã, Azarias, filho de Obede, Maaseias, filho de Adaías, e Elisafate, filho de Zicri. Eles percorreram todo o território e todas as cidades de Judá para convocar os levitas e todos os chefes de famílias. Reuniram-se em Jerusalém, no templo de Deus, e firmaram um acordo.

    3-7 O sacerdote Joiada apresentou a eles o jovem príncipe e disse: “Aqui está o filho do rei. Ele vai assumir o trono, como o Eterno prometeu a respeito dos descendentes de Davi. Então, prestem atenção ao que vocês irão fazer. Um terço de vocês, que entra de serviço no sábado, deverá permanecer na guarda dos portões. Outro terço guardará o palácio, e o outro cuidará da Porta do Alicerce. Todo o povo será convocado para se reunir nos pátios do templo do Eterno. Ninguém poderá entrar no templo, exceto os sacerdotes e os levitas que estiverem de serviço. Eles têm permissão porque foram consagrados, mas os demais devem fazer o que lhes foi ordenado. Os levitas rodearão o jovem rei com armas em punho. Matem qualquer um que tentar se aproximar ou romper o cerco. Vocês ficarão com o rei o tempo todo e em todo lugar.”

    8-10 Todos os levitas e oficiais acataram as ordens do sacerdote Joiada. Cada um deu ordens a seus subordinados, tanto os que entravam no serviço no sábado quanto os que saíam do serviço no sábado, pois o sacerdote Joiada não dispensou ninguém. Depois, o sacerdote equipou os oficiais com lanças e escudos, pequenos e grandes, que pertenceram a Davi e estavam guardados no templo do Eterno. Armados, os guardas se posicionaram de acordo com as instruções para proteger o rei, de uma extremidade do templo à outra, em torno do altar e do edifício.

    11 Então, o sacerdote apresentou em público o príncipe, pôs a coroa em sua cabeça, entregou a ele o Livro da Aliança de Deus e o proclamou rei. Enquanto Joiada e seus filhos o ungiam, o povo gritava: “Viva o rei!”

    12-13 Ao ouvir o barulho da correria do povo e da aclamação ao rei, Atalia foi ao templo para ver o que estava acontecendo. Assustada, viu o jovem rei de pé, na entrada, rodeado pelos c tães e tocadores de trombetas. Todos, com alegria, cantavam, as trombetas eram tocadas, e os cantores e os músicos dirigiam o louvor. Desesperada, ela rasgou a própria roupa e gritou: “Traição! Traição!”

    14-15 O sacerdote Joiada deu ordens aos oficiais da guarda: “Levem-na para fora e matem qualquer um que fizer menção de segui-la.” (O sacerdote tinha ordenado que não a matassem no interior do templo.) Eles a arrastaram até a estrebaria do palácio e a mataram ali.

    16 Joiada fez uma aliança entre o Eterno, o rei e o povo, para que eles fossem o povo do Eterno.

    17 O povo entrou no templo de Baal e o destruiu, derrubando os altares e os ídolos. Na frente do altar, mataram Matã, sacerdote de Baal.

    18-21 Joiada entregou o serviço do templo do Eterno aos sacerdotes e aos levitas, conforme as determinações de Davi. Eles deveriam oferecer ofertas queimadas ao Eterno de acordo com o que prescrevia a Revelação de Moisés, com cânticos e louvores, e conforme a orientação de Davi. Ele também designou guardas para cuidar da entrada do templo do Eterno, de modo que quem não estivesse devidamente preparado não pudesse entrar. Reuniu todos os oficiais, os nobres, os governadores e todo o povo para conduzir o rei do templo do Eterno, passando pela porta superior, até o trono real. Todos celebravam com entusiasmo. Finalmente, a cidade ficou segura e tranquila, pois Atalia estava morta.

  • 2a Crônicas, 22

    O REI ACAZIAS
    1-6 O povo de Jerusalém proclamou Acazias, filho mais novo de Jeorão, rei em seu lugar, porque os invasores que vieram do deserto com os árabes haviam matado todos os outros filhos. Assim, Acazias, filho do rei Jeorão, rei de Judá, foi proclamado rei. Acazias tinha 22 anos de idade quando começou a reinar, mas reinou apenas um ano em Jerusalém. Sua mãe se chamava Atalia e era neta de Onri. Ele viveu e governou nos moldes da dinastia de Acabe. Sua mãe dava a ele os piores conselhos. Ele agiu mal diante do Eterno, pois tinha afinidade com a família de Acabe, tanto por casamento quanto pelas práticas pecaminosas. Depois da morte de seu pai, ele passou a seguir os conselhos da família de Acabe e fazia o que eles ensinavam. Aliou-se a Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, para lutar contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade. Ferido pelos arameus, Jorão voltou para Jezreel, a fim de se recuperar dos ferimentos sofridos em Ramá, na guerra contra o rei da Síria. Acazias foi visitar Jorão em Jezreel.

    7-9 A visita de Acazias a Jorão serviu para a sua ruína, de acordo com a vontade de Deus. Quando Acazias chegou a Jezreel, ele e Jorão se encontraram com Jeú, filho de Ninsi, a quem o Eterno já tinha autorizado destruir a dinastia de Acabe. Jeú, que já tinha começado a eliminar a dinastia de Acabe, encontrou os c tães de Judá e os sobrinhos de Acazias, que faziam parte da delegação do rei, e os executou sumariamente. Depois, mandou seus oficiais à procura de Acazias. Eles o encontraram escondido em Samaria. Ele foi capturado e levado de volta a Jeú, que o matou. Mas seu corpo não foi abandonado. Por respeito a seu avô, Josafá, conhecido por ter buscado ao Eterno com sinceridade, deram-lhe um enterro digno. Mas não ficou ninguém da família de Acazias que pudesse sucedê-lo no trono.

    A RAINHA ATALIA
    10-12 Quando Atalia, mãe de Acazias, soube que seu filho havia morrido, ela assumiu o comando. Para início de conversa, mandou matar toda a família real. Jeoseba, filha do rei Jeorão, escondeu Joás, um dos filhos de Acazias marcados para morrer. Ela o escondeu — junto com sua ama — da rainha Atalia num quarto secreto. Jeoseba, filha do rei Jeorão, irmã de Acazias e mulher do sacerdote Joiada, poupou a vida de Joás do massacre de Atalia. Ele ficou com ela seis anos no templo de Deus. Enquanto isso, sem saber de nada, Atalia governava a nação.

  • 2a Crônicas, 21

    1 Josafá morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi. Seu filho Jeorão o sucedeu.

    O REI JEORÃO
    2-4 Os irmãos de Jeorão foram Azarias, Jeiel, Zacarias, Azarias, Micael e Sefatias, filhos de Josafá, rei de Judá. Seu pai lhes deu muitos presentes: prata, ouro, objetos de valor e cidades fortificadas em Judá. Mas Jeorão era o filho mais velho; por isso, Josafá lhe deu o reino de Judá. Quando sucedeu seu pai e assumiu o controle do reino, Jeorão mandou matar todos os irmãos e alguns oficiais do governo.

    5-7 Jeorão tinha 32 anos de idade quando começou a reinar e reinou em Jerusalém oito anos. Ele seguiu os passos dos reis de Israel e se associou, por casamento, à dinastia de Acabe. Ele agiu mal diante do Eterno. Apesar disso, por causa da aliança com Davi, o Eterno não se dispôs a destruir os descendentes de Davi. Afinal, ele tinha prometido manter uma chama acesa para Davi e seus descendentes.

    8-9 Durante o reinado de Jeorão, Edom se rebelou contra o domínio de Judá e proclamou seu próprio rei. Jeorão reagiu imediatamente, partindo com seus oficiais e carros de guerra. Os edomitas os cercaram, mas, durante a noite, Jeorão os atacou com seus carros de guerra e os derrotou.

    10-11 Até hoje, Edom se revolta contra Judá. Na época, até mesmo Libna se rebelou. A razão disso era clara: Jeorão havia abandonado o Eterno, o Deus de seus antepassados. Jeorão chegou a ponto de construir altares a deuses pagãos nos montes de Judá e levou o povo de Jerusalém a se desviar de Deus, bem como toda a população de Judá.

    12-15 Certo dia, Jeorão recebeu uma carta do profeta Elias, em que se lia: “Do Eterno, o Deus do seu antepassado Davi, uma mensagem: ‘Já que você não seguiu os caminhos de seu pai, Josafá, e de seu avô, Asa, reis de Judá, mas preferiu imitar os reis de Israel, ao norte, fazendo Jerusalém e Judá se desviarem de Deus e seguirem a idolatria de Acabe e sua família e matando seus irmãos, todos eles melhores que você, o Eterno castigará seu povo com uma terrível peste, que também atingirá suas mulheres, seus filhos e suas posses. Você ficará gravemente enfermo: terá uma doença no intestino, dolorosa e humilhante’.”

    16-20 O castigo começou com uma invasão. O Eterno incitou os filisteus e os árabes, que moravam perto dos etíopes, a atacar Jeorão. Eles chegaram até a fronteira de Judá, invadiram o território e saquearam todos os bens do palácio. Levaram até mesmo as mulheres e as crianças. Mas Acazias, um dos filhos, foi deixado. Depois, Jeorão ficou gravemente enfermo. Passados dois anos, sua incontinência era total, e ele morreu atormentado por dores terríveis. O povo não fez nenhuma fogueira em sua homenagem, como era costume. Ele tinha 32 anos de idade quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém. Ninguém derramou uma lágrima sequer por causa da morte dele. Foi, na verdade, um alívio para todos. Ele foi sepultado na Cidade de Davi, mas não no cemitério dos reis.

  • 2a Crônicas, 20

    1-2 Passado um tempo, os moabitas, os amonitas e os meunitas se uniram para lutar contra Josafá. Ele recebeu esta informação: “Há um enorme exército se aproximando, vindo do outro lado do mar Morto para atacá-lo. Não temos tempo a perder. Eles já estão em Hazazom-Tamar, o oásis de En-Gedi!”

    3-4 Assustado, Josafá orou. Buscou a ajuda do Eterno e decretou um jejum nacional. Todo o povo, de todas as cidades de Judá, se uniu para pedir a ajuda do Eterno.

    5-9 Diante da assembleia do povo de Judá e de Jerusalém, no templo do Eterno, na frente do pátio novo, Josafá orou assim: “Ó Eterno, Deus dos nossos antepassados, não és tu o Deus que estás no céu e o soberano sobre todos os reinos? Tu és forte e poderoso, ninguém tem a menor chance diante do teu poder! Tu mesmo expulsaste os moradores desta terra quando trouxeste o teu povo e entregaste a terra deles a Israel, os descendentes do teu amigo Abraão. Eles habitaram nesta terra e construíram um santuário em honra a teu nome, dizendo: ‘Quando acontecer alguma desgraça, como guerra, enchente, epidemia ou fome, entraremos no templo, pois sabemos que estás pessoalmente presente nele, e clamaremos em meio ao sofrimento e à angústia, e tu nos ouvirás e nos livrarás’.

    10-12 “Pois é o que está acontecendo agora: os amonitas, os moabitas e os moradores do monte Seir estão nos ameaçando. Quando o teu povo, Israel, veio do Egito, não permitiste que ele entrasse no território deles. Nós contornamos a terra deles e não os atacamos. Agora, eles estão vindo para nos expulsar da terra que tu nos deste, Ó Deus, não irás fazer nada? Não temos força para enfrentar esse enorme bando de vândalos, que vão chegar dispostos a tudo. Não sabemos o que fazer; por isso, recorremos a ti.”

    13 Todos os moradores de Judá estavam ali, com mulheres e filhos — até as crianças de colo, todos atentos diante do Eterno.

    14-17 Então, Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Matanias, levita da descendência de Asafe, movido pelo Espírito do Eterno, falou à congregação: “Ouçam, todos vocês de Judá, todos os moradores de Jerusalém e você, rei Josafá. Assim diz o Eterno: ‘Não fiquem com medo. Não se preocupem com esses vândalos. Esta guerra é de Deus, não de vocês. Amanhã vocês irão atrás deles, que já estão subindo a encosta de Ziz. Vocês os encontrarão no fim do vale, nas proximidades do deserto de Jeruel, mas nem terão o trabalho de erguer as mãos para lutar. Apenas fiquem ali, parados, ó Judá, ó Jerusalém. Vocês verão o livramento do Eterno. Não tenham medo nem desanimem. Saiam para enfrentá-los amanhã. O Eterno estará com vocês’.”

    18-19 Então, Josafá se ajoelhou e prostrou-se com o rosto em terra. Todos os moradores de Judá e de Jerusalém também se prostraram e adoraram ao Eterno. Os levitas, tanto os coatitas quanto os coreítas, ficaram de pé para louvar ao Eterno, o Deus de Israel, um louvor cantado em voz alta!

    20 No dia seguinte, todos se levantaram cedo, preparados para marchar até o deserto de Tecoa. Na hora de sair, Josafá pôs-se de pé e disse: “Ouçam, Judá e Jerusalém! Prestem atenção no que vou dizer. Confiem no Eterno, o seu Deus, e não serão derrotados! Acreditem também em seus profetas e terão vitória.”

    21 Depois de conversar com o povo, Josafá formou um coro para louvar ao Eterno. Com vestimentas litúrgicas, eles marchavam à frente das tropas cantando: “Deem graças ao Eterno, o seu amor leal não tem fim.”

    22-23 Assim que começaram a cantar louvores, o Eterno armou uma emboscada contra os amonitas, os moabitas e os moradores do monte Seir que tinham vindo atacar Judá, e eles foram todos derrotados. Os amonitas e os moabitas atacaram por engano os moradores do monte Seir e os massacraram. Depois, na confusão, atacaram uns aos outros, matando-se a si mesmos.

    24 Quando Judá subiu a colina para observar os vândalos no deserto, viram cadáveres espalhados por toda parte: não havia um único sobrevivente.

    25-26 Josafá e o povo foram saquear os cadáveres e encontraram mais coisas do que conseguiam carregar: equipamentos, roupas e objetos de valor. Eles levaram três dias para recolher tudo. No quarto dia, reuniram-se no vale da Bênção (Beraca) e louvaram ao Eterno —; por isso, o lugar recebeu o nome de vale da Bênção.

    27-28 Em seguida, Josafá levou todos os homens de Judá de volta para Jerusalém, numa grande festa, pois todos estavam alegres. O Eterno tinha concedido uma vitória espetacular sobre os inimigos. Assim que entraram em Jerusalém, foram ao templo do Eterno, ao som de toda espécie de instrumentos.

    29-30 Quando os povos vizinhos souberam que o Eterno tinha derrotado os inimigos de Israel, ficaram aterrorizados. Durante o restante do reinado de Josafá, não se ouviu mais falar deles, e a nação viveu em paz. 31-33 Assim foi o reinado de Josafá. Ele tinha

    35 anos de idade quando começou a reinar e reinou em Jerusalém durante vinte e cinco anos. Sua mãe se chamava Azuba e era filha de Sili. Ele seguiu os passos de seu pai Asa, sem se desviar, e agradou ao Eterno. Contudo, não eliminou os altares ligados às orgias religiosas. O povo também não se dedicou inteiramente ao Deus de seus antepassados.

    34 O restante da vida de Josafá, desde a infância até a velhice, está tudo registrado nas memórias de Jeú, filho de Hanani, que foram incluídas nas Crônicas dos Reis de Israel.

    36-37 No final da sua vida, Josafá cometeu um grande erro: Fez um acordo comercial com Acazias, rei de Israel. Associou-se com ele para a construção de navios em Eziom-Geber e o comércio com Társis. Eliézer, filho de Dodava de Maressa, profetizou contra Josafá: “Por ter se aliado a Acazias, o Eterno destruirá o seu trabalho.” Assim, os navios naufragaram e não puderam dar continuidade ao comércio com Társis.

  • 2a Crônicas, 19

    1-3 Mas Josafá, rei de Judá voltou em segurança para casa em Jerusalém. O vidente Jeú, filho de Hanani, repreendeu Josafá: “Você não tem nada que ajudar o perverso nem se unir com aqueles que aborrecem o Eterno. Por causa disso, o Eterno está aborrecido com você. Mas nem tudo está perdido. Você fez um ótimo trabalho, eliminando os altares de orgia religiosa da nação, e se dedicou ao Eterno.”

    4 Josafá continuou morando em Jerusalém, mas visitava regularmente o povo, desde Berseba, no sul, até o monte Efraim, no norte, para que não se esquecessem do Eterno, o Deus de seus antepassados.

    5-7 Ele nomeou juízes em cada uma das cidades fortificadas e os instruiu: “Façam seu trabalho com seriedade e responsabilidade, pois não se trata apenas de julgar as questões humanas: vocês representam a justiça e as decisões do Eterno. Vivam no temor do Eterno, sejam criteriosos, pois o Eterno não tolera desonestidade, nem parcialidade, nem suborno.”

    8-10 Josafá também nomeou em Jerusalém levitas, sacerdotes e chefes de famílias para decidir questões relacionadas à adoração e para serem mediadores em conflitos pessoais. Ele os instruiu: “Façam o seu trabalho com o temor do Eterno. Sejam confiáveis e honestos. Quando trouxerem uma causa envolvendo um compatriota, seja um assassinato, seja a interpretação de leis, vocês devem alertá-lo de que estão perante o Eterno. Deixem isso bem claro, do contrário, vocês e eles sofrerão as consequências da ira do Eterno. Trabalhem de forma correta, para que não sejam acusados de nada.

    11 “Amarias, o sacerdote principal, ficará encarregado das questões relativas ao culto do Eterno; Zebadias, filho de Ismael, líder da tribo de Judá, ficará responsável por todas as questões civis; os levitas manterão a ordem no tribunal. Sejam corajosos e dedicados. O Eterno estará com vocês se derem o seu melhor.”

  • 2a Crônicas, 18

    1-3 Josafá era dono de uma grande fortuna e muito respeitado, mas se aliou com Acabe de Israel por laços de casamento. Certo dia, ele foi visitar Acabe em Samaria. Acabe o recebeu com uma grande festa. Matou ovelhas e bois e serviu ao rei e à sua comitiva — comeram à vontade. Mas Acabe tinha um plano. Queria que Josafá o apoiasse no ataque a Ramote-Gileade. Portanto, foi direto ao assunto: “Você irá me acompanhar na luta para recapturar Ramote-Gileade?.” Josafá respondeu: “Sem dúvida. Estou com você para qualquer empreitada. As minhas tropas são as suas tropas; e os meus cavalos, os seus cavalos.”

    4 Mas ele fez uma ressalva: “Antes de qualquer coisa, consulte o Eterno a respeito do assunto.”

    5 O rei de Israel reuniu cerca de quatrocentos profetas e lançou a pergunta: “Devemos ir atacar Ramote-Gileade ou não?”

    6 Mas Josafá insistiu: “Há mais algum profeta do Eterno aqui, a quem possamos consultar?”

    7 O rei de Israel disse a Josafá: “Na verdade, há mais um. Mas não gosto dele. Ele nunca diz nada de bom a meu respeito, só prevê destruição e calamidade. É Micaías, filho de Inlá.” Josafá disse: “O rei não deve falar assim de um profeta.”

    8 Então, o rei de Israel ordenou a um dos seus oficiais: “Vá buscar Micaías, filho de Inlá.”

    9-11 Enquanto aguardavam, o rei de Israel e Josafá estavam sentados no trono, vestidos em trajes reais diante dos portões da cidade de Samaria. Todos os profetas profetizavam diante deles. Zedequias, filho de Quenaaná, havia feito um par de chifres de ferro e anunciava: “Assim diz o Eterno: ‘Com esses chifres, você ferirá os arameus até não sobrar nada!’.” Todos os profetas clamavam: “Amém! Ataque Ramote-Gileade! É vitória na certa! O Eterno a entregará em suas mãos.”

    12 O mensageiro que foi chamar Micaías disse ao profeta: “Todos os profetas estão apoiando o rei. É bom que você também diga ‘sim’ a ele.”

    13 Mas Micaías disse: “Assim como vive o Eterno, direi o que o Eterno disser.”

    14 Quando Micaías se apresentou, o rei perguntou ao profeta: “Então, Micaías, devemos atacar Ramote-Gileade, ou não?” Ele respondeu: “Vá em frente! É vitória na certa. O Eterno a entregará em suas mãos!.”

    15 O rei disse: “Quantas vezes já pedi a você que falasse apenas a verdade para mim?.”

    16 Micaías disse: “Então, está bem. Já que insiste, lá vai: “Vi todo o Israel espalhado sobre os montes como ovelhas sem pastor. Ouvi o Eterno dizer: ‘Esses não têm quem diga a eles o que fazer. Voltem para casa e façam o melhor que puderem por vocês mesmos.”

    17 O rei de Israel virou para Josafá e disse: “Você viu! Eu não disse que ele nunca fala nada de bom a meu respeito, só me dá notícia ruim?.”

    18-21 Micaías continuou: “Não terminei ainda. Ouça a palavra do Eterno: “Vi o Eterno em seu trono e todos os anjos do exército celestial Ao seu redor, à direita e à esquerda. O Eterno perguntou: ‘Como poderemos enganar Acabe para atacar Ramote-Gileade?’. Alguns diziam uma coisa, outros diziam outra. Até que um anjo deu um passo à frente, pôs-se diante do Eterno e disse: ‘Eu o enganarei’. O Eterno perguntou: ‘De que maneira você o enganará?’. O anjo respondeu: ‘É fácil. Farei que todos os profetas mintam’. O Eterno disse: ‘Se você acha que consegue enganá-los, vá em frente e seduza-o!’.

    22 “E foi o que aconteceu. O Eterno pôs um espírito mentiroso na boca de todos estes profetas. Mas foi o Eterno que decretou esta calamidade.”

    23 No mesmo instante, Zedequias, filho de Quenaaná, deu um murro no nariz de Micaías e disse: “Desde quando o Espírito do Eterno me abandonou e se apossou de você?.”

    24 Micaías disse: “Você logo saberá. Você descobrirá quando estiver apavorado, procurando um lugar para se esconder.”

    25-26 O rei de Israel disse: “Levem Micaías daqui! Entreguem-no a Amom, juiz da cidade, e a Joás, filho do rei, com este recado: ‘O rei mandou pôr este homem na cadeia. Ele deve ser tratado a pão e água até que eu volte em paz’.”

    27 Micaías disse: “Se você voltar inteiro, é porque não sou profeta do Eterno.” Disse ainda: “Quando acontecer tudo isso, ó povo, lembrem-se de quem vocês ouviram isto!.”

    28-29 O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, atacaram Ramote-Gileade. O rei de Israel disse a Josafá: “Use seu traje real. Eu vou me disfarçar e entrar na guerra.” E o rei de Israel entrou disfarçado na guerra.

    30 O rei da Síria havia ordenado aos trinta e dois comandantes dos carros de guerra: “Não se preocupem com os soldados, sejam eles fortes, sejam fracos. O alvo de vocês é o rei de Israel.”

    31-32 Quando os comandantes dos carros viram Josafá, disseram: “Ali está ele! O rei de lsrael!.” E foram atrás dele, mas Josafá gritou, e os comandantes perceberam que estavam perseguindo o homem errado. Desistiram de persegui-lo, porque não era o rei de Israel.

    33 Naquele momento, um soldado, lançou uma flecha sem alvo específico contra o exército, e ela atingiu o rei de Israel nas juntas de sua armadura. O rei disse ao condutor do carro: “Dê meia-volta! Tire-me daqui, porque estou ferido.”

    34 A batalha foi intensa o dia inteiro. O rei observava o combate escorado no seu carro. Ele morreu naquela noite.

  • 2a Crônicas, 17

    JOSAFÁ DE JUDÁ
    1-6 Josafá, filho Asa, foi seu sucessor. Ele fortaleceu o sistema de defesa contra Israel. Designou tropas para todas as cidades fortificadas de Judá e posicionou forças de combate em todo o território de Judá e nas cidades de Efraim que seu pai, Asa, havia conquistado. O Eterno estava com Josafá porque ele foi como seu pai no início do reinado. Não se envolveu com a religião popular de Baal, mas buscava e seguia o Deus de seu pai e era obediente a ele. Não imitou as práticas de Israel; por isso, o Eterno confirmou seu governo. Todos em Jerusalém tinham admiração por ele. Por isso, ele recebeu muitos presentes. Conquistou riqueza e respeito e seguia o Eterno com ousada determinação, eliminando todos os altares ligados às orgias religiosas.

    7-9 No terceiro ano do seu reinado, enviou seus melhores oficiais, Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Natanael e Micaías, numa missão de instrução a todas as cidades de Judá. Eles foram acompanhados pelos levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobe-Adonias. Os sacerdotes Elisama e Jeorão também foram. Percorreram as cidades de Judá ensinando o povo a utilizar o Livro da Revelação do Eterno.

    10-12 Houve um forte sentimento de temor do Eterno entre os reinos próximos de Judá; por isso, nenhum deles teve coragem de enfrentar Josafá. Alguns filisteus até trouxeram presentes e grande quantidade de prata para ele. Os beduínos do deserto trouxeram sete mil e setecentos carneiros e sete mil e setecentos bodes dos seus rebanhos. Josafá se fortalecia cada vez mais, construindo mais cidades fortificadas e armazéns. Foi um tempo de muita prosperidade em Judá!

    13-19 Ele também tinha combatentes excepcionais em Jerusalém. Os c tães das unidades militares de Judá foram organizados de acordo com suas famílias: o c tão Adna com trezentos mil soldados; Joanã com duzentos e oitenta mil soldados; Amasias, filho de Zicri, um voluntário a serviço do Eterno, com duzentos mil soldados. De Benjamim, Eliada, um valente guerreiro, comandava duzentos mil soldados muito bem equipados com arcos e escudos; Jozabade com cento e oitenta mil combatentes prontos para o ataque. Todos eles estavam sob o comando direto do rei, além das tropas enviadas às cidades fortificadas de todo Judá.

  • 2a Crônicas, 16

    1 Mas, no trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, atacou. Ele tinha construído uma fortaleza em Ramá e fechado a fronteira entre Israel e Judá, impedindo que Asa, rei de Judá, saísse ou entrasse.

    2-3 Asa tomou uma decisão: enviou a prata e o ouro do tesouro do templo do Eterno e do palácio para Ben-Hadade, rei da Síria, que morava em Damasco. Mandou dizer: “Façamos um acordo, como meu pai e seu pai fizeram. Ofereço esta prata e este ouro para que você confie em mim. Quebre o acordo que você tem com Baasa, rei de Israel, para que ele saia do meu território.”

    4-5 Ben-Hadade uniu-se ao rei Asa e mandou tropas contra as cidades de Israel. Eles atacaram Ijom, Dã, Abel-Maim e todas as cidades-armazém de Naftali. Quando Baasa soube disso, interrompeu a construção de Ramá.

    6 O rei Asa ordenou a todos os moradores de Judá que carregassem a madeira e as pedras que Baasa havia utilizado para construir a fortaleza de Ramá e as levassem para fortificar Geba e Mispá.

    7-9 Logo depois, o vidente Hanani apresentou-se ao rei Asa de Judá e disse: “Já que você foi procurar a ajuda do rei da Síria e não confiou no Eterno, o exército do rei da Síria conseguiu fugir. Os etíopes e os líbios não eram muito mais numerosos e mais fortes, com os seus carros e cavaleiros? Mas, naquela ocasião, você buscou a ajuda do Eterno, e ele deu a vitória a você. O Eterno está sempre atento, buscando pessoas inteiramente comprometidas com ele. Você errou, procurando ajuda humana quando podia contar com Deus. Agora, terá de enfrentar uma guerra atrás da outra.”

    10 Com isso, Asa perdeu a cabeça. Furioso, mandou prender o vidente Hanani. Também começou a oprimir parte do povo.

    11-14 O restante dos acontecimentos da vida de Asa está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. No trigésimo nono ano do seu reinado, Asa teve uma grave enfermidade no pé. Mesmo assim, não buscou ao Eterno, antes recorreu aos médicos. Asa morreu no ano quadragésimo primeiro do seu reinado. Ele foi sepultado no túmulo que mandou construir na Cidade de Davi. Puseram-no num leito coberto de perfumes e especiarias e fizeram uma enorme fogueira em sua homenagem.

  • 2a Crônicas, 15

    1-6 Azarias, filho de Odede, movido pelo Espírito de Deus, foi entregar uma mensagem ao rei Asa: “Ouçam com atenção, Asa e todo o povo de Judá e de Benjamim. O Eterno permanecerá do lado de vocês, desde que vocês permaneçam nele. Se o buscarem, ele deixará que o encontrem; mas, se o abandonarem, ele os abandonará. Por muito tempo, Israel não teve o verdadeiro Deus, nem mesmo um sacerdote para ensinar a lei. Mas, quando estavam em apuros e decidiram buscar ao Eterno, o Deus de Israel, ele se deixou encontrar. Naquela época, era muito perigoso viajar. Todos os moradores corriam risco de vida. Uma nação se voltava contra a outra, uma cidade atacava a outra. Deus permitiu todo tipo de problemas entre eles.

    7 “Mas agora com vocês é diferente. Sejam fortes! Animem-se! Vocês serão recompensados!”

    8-9 Asa ouviu a profecia de Azarias, filho de Odede, respirou fundo, arregaçou as mangas e começou a agir. Lançou fora todos os altares profanos e obscenos do território de Judá e de Benjamim e das cidades que havia conquistado na região montanhosa de Efraim. Restaurou o altar do Eterno, que ficava no pátio diante do templo. Depois, convocou todo o povo de Judá e de Benjamim e, também, os de Efraim, Manassés e Simeão que viviam entre eles, pois muitos moradores de Israel tinham deixado suas casas e se unido ao rei Asa quando viram que o Eterno estava do lado dele.

    10-15 No terceiro mês do décimo quinto ano do reinado de Asa, os convocados chegaram a Jerusalém para uma grande celebração. Sacrificaram setecentos bois e sete mil ovelhas do despojo que haviam tomado na batalha. Eles concordaram em buscar o Eterno, o Deus de seus antepassados, de todo o coração. Combinaram assim: Quem se recusasse a buscar ao Eterno, o Deus de Israel, deveria ser morto, jovem ou idoso, homem ou mulher. Proclamaram esse juramento ao Eterno em voz alta ao som de cornetas e trombetas. A nação inteira ficou contente com o juramento, pois o fez com alegria e de todo o coração. Eles buscaram a Deus, e ele deixou que o encontrassem. Deus garantiu a paz em todo o território deles, fazendo que todo o reino desfrutasse tranquilidade.

    16-19 Enquanto eliminava os ídolos da nação, Asa chegou a depor Maaca, a rainha-mãe, do seu trono, que havia construído um vergonhoso altar à deusa da prostituição Aserá. Asa destruiu e queimou o altar no vale do Cedrom. Infelizmente, ele não se livrou dos altares dos ídolos adorados nas orgias religiosas. Mas ele bem que tentou. O seu coração era leal ao Eterno. Todos os utensílios e objetos de ouro e de prata que ele e seu pai haviam consagrado ao sacrifício foram levados para o templo de Deus. Não houve nem sinal de guerra até o trigésimo quinto ano do reinado de Asa.