Categoria: 1a Crônicas

O Primeiro Livro das Crônicas
Introdução
Os Livros de 1 e 2 Crônicas contam novamente os acontecimentos já registrados nos Livros de Samuel e de Reis, mas de um ponto de vista diferente. A história dos reis israelitas, como aparece nos Livros das Crônicas, tem dois propósitos principais:
1. Mostrar que, embora tivessem caído desgraças sobre os reinos de Israel e de Judá, Deus mantinha as promessas que havia feito à nação e continuava a realizar o seu plano para o seu povo através das pessoas que moravam em Judá. Como base para essa afirmação, o escritor conta as conquistas de Davi e Salomão, as reformas de Josafá, Ezequias e Josias e fala sobre o povo que continuou fiel a Deus.
2. Descrever o início da adoração a Deus no templo de Jerusalém e especialmente a organização do trabalho dos sacerdotes e dos levitas, que eram os encarregados do culto. Davi é apresentado como aquele que planejou o templo e o culto, embora tivesse sido Salomão quem construiu o templo.
Esquema do conteúdo
1. Genealogias de Adão até Davi (1.1—9.44)
2. A morte de Saul (10.1-14)
3. O reinado de Davi (11.1—29.30)
a. Problemas e conquistas (11.1—21.30)
b. Preparativos para a construção do templo (22.1—29.30)

  • 1a Crônicas, 19

    1-2 Passado algum tempo, Naás, rei dos amonitas, morreu, e seu filho o sucedeu. Davi disse: “Quero demonstrar bondade para Hanum, filho de Naás, e tratá-lo bem, como seu pai me tratou.” Assim, enviou mensageiros para dar as condolências a Hanum pela morte do pai.

    2-3 Mas, quando os oficiais de Davi chegaram ao território amonita, os líderes da nação alertaram Hanum: “O senhor acha que Davi veio dar as condolências por seu pai? Não sabe que ele enviou esses emissários para espionar a cidade, para fazer reconhecimento, a fim de conquistá-la?”

    4 Convencido disso, Hanum prendeu os mensageiros de Davi, rapou o cabelo e rasgou a roupa deles pela metade, à altura das nádegas, e os mandou embora.

    5 Quando contaram a Davi o que tinha acontecido, ele mandou alguém ao encontro dos mensageiros, pois tinham sido muito humilhados. O rei mandou dizer a eles: “Fiquem em Jericó até que a barba cresça. Depois, voltem para cá.”

    6-7 Quando os amonitas perceberam que Davi agora os odiava, contrataram, por trinta e cinco toneladas de prata, carros de guerra e cavaleiros da Mesopotâmia, de Maaca e de Zobá: trinta e dois mil carros e condutores. Veio também o rei de Maaca com as suas tropas e acamparam perto de Medeba. Os amonitas também se mobilizaram em suas cidades e se prepararam para a guerra.

    8 Ao saber disso, Davi mandou Joabe com os soldados mais bem preparados para atacá-los.

    9-13 Os amonitas saíram e se prepararam para a batalha na entrada da cidade. Os reis aliados posicionaram-se em campo aberto. Quando Joabe viu que tinha de lutar em duas frentes, por trás e pela frente, escolheu os melhores soldados de Israel e os designou para enfrentar os arameus. O restante do exército ele pôs sob o comando do seu irmão Abisai, para enfrentar os amonitas. Este foi o combinado: “Se os arameus forem muito numerosos para mim, venha me ajudar. Se os amonitas forem muito numerosos para você, eu vou ajudar. Agora, coragem! Lutaremos com força e poder pelo nosso povo e por todas as cidades do nosso Deus! O Eterno fará o que for preciso!”

    14-15 Mas, quando Joabe e seus soldados começaram a luta, os arameus fugiram. Os amonitas, vendo os arameus fugindo, também abandonaram o confronto com Abisai e correram de volta para dentro da cidade. Então, Joabe desistiu de lutar contra os amonitas e voltou para Jerusalém.

    16 Depois que foram derrotados por Israel, os arameus se reorganizaram. Mandaram chamar os arameus que estavam do outro lado do rio, que voltaram sob a liderança de Sofaque, comandante do exército de Hadadezer.

    17-19 Ao saber dessa movimentação, Davi reuniu todo o Israel, atravessou o Jordão e se preparou para a guerra. Os arameus se prepararam para enfrentar Davi, e o combate se intensificou. Mas os arameus foram dispersados outra vez diante de Israel. Davi matou setecentos condutores de carros e quarenta mil cavaleiros. Matou também Sofaque, comandante do exército. Os reis vassalos de Hadadezer reconheceram a derrota diante de Israel, fizeram as pazes com Davi e se sujeitaram a ele. Os arameus não tiveram coragem de ajudar outra vez os amonitas.

  • 1a Crônicas, 18

    AS BATALHAS DE DAVI
    1 Depois disso, Davi atacou os filisteus e os subjugou. Capturou Gate e assumiu o controle sobre a região ao redor.

    2 Também atacou e derrotou Moabe. Os moabitas foram submetidos ao domínio de Davi e passaram a pagar impostos a ele.

    3-4 Quando Hadadezer, rei de Zobá, saiu para retomar o controle da região do rio Eufrates, Davi o derrotou perto de Hamate e capturou mil carros de guerra, sete mil cavaleiros e vinte mil soldados de infantaria. Levou cem cavalos dos que puxavam os carros de guerra e aleijou o restante.

    5-6 Quando os arameus de Damasco vieram ajudar Hadadezer, rei de Zobá, Davi matou vinte e dois mil deles. Ele os subjugou e controlou os arameus de Damasco, forçando-os a pagar impostos a ele. O Eterno dava vitória a Davi onde quer que ele fosse.

    7-8 Davi confiscou os escudos de ouro que pertenciam aos oficiais de Hadadezer e os levou para Jerusalém. Tomou de Tebá e Cum, cidades que pertenciam a Hadadezer, grande quantidade de bronze, que Salomão, mais tarde, utilizou para fazer o tanque de bronze, os pilares e os utensílios de bronze para o templo.

    9-11 Quando Toú, rei de Hamate, soube que Davi tinha derrotado o exército de Hadadezer, rei de Zobá, mandou seu filho Adorão saudá-lo e dar os parabéns pela vitória na guerra contra Hadadezer. Toú e Hadadezer eram inimigos de longa data. Adorão trouxe como presente para Davi objetos de prata, de ouro e de bronze. O rei Davi consagrou todos eles com a prata e o ouro que tinha saqueado de outras nações: de Edom, de Moabe, dos amonitas, dos filisteus e dos amalequitas.

    12-13 Abisai, filho de Zeruia, atacou e derrotou os dezoito mil edomitas no vale do Sal. Ele estabeleceu controle militar sobre Edom e subjugou os edomitas a Davi. O Eterno dava vitória a Davi onde quer que ele fosse.

    14-17 Foi assim que Davi reinou sobre todo o Israel. Ele era correto e imparcial em todos os seus negócios e relacionamentos. Joabe, filho de Zeruia, era comandante do exército; Josafá, filho de Ailude, estava a cargo dos registros e arquivos públicos; Zadoque, filho de Aitube, e Abimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes; Sausa era o secretário; Benaia, filho de Joiada, comandava as forças especiais dos queretitas e dos peletitas; os filhos de Davi ocupavam cargos de confiança como assessores do rei.

  • 1a Crônicas, 17

    DAVI SE HUMILHA E ORA
    1 Depois de acomodado em seu palácio, Davi disse ao profeta Natã: “Veja isto: estou confortável aqui, neste luxuoso palácio de cedro, enquanto a arca da aliança do Eterno continua dentro de uma tenda!”

    2 Natã disse a Davi: “Faça o que estiver no seu coração. Deus está com você!”

    3-6 Mas, à noite, Deus falou a Natã: “Vá dizer ao meu servo Davi: ‘Assim diz o Eterno: Você não construirá uma casa para eu morar. Desde que tirei o meu povo Israel da terra do Egito até hoje, nunca morei numa casa. Sempre fui de uma tenda para outra, de um tabernáculo para outro. Em todas as minhas jornadas com Israel, nunca pedi aos líderes que designei para conduzir Israel que construíssem uma casa de cedro para mim’.

    7-10 “Diga, também, ao meu servo Davi: ‘Assim diz o Senhor dos Exércitos de Anjos: Eu tirei você do campo no qual cuidava de ovelhas e o constituí chefe do meu povo Israel. Eu o acompanhei por todos os lugares e destruí seus inimigos diante de você. Agora, seu nome será importante, e você será famoso em toda a terra. Vou separar um lugar para o meu povo Israel e o estabelecerei ali, para que o povo tenha a sua terra e não seja levado de um lugar para outro, para que as poderosas nações não o aflijam, como sempre fizeram, mesmo na época dos juízes do meu povo Israel. Por fim, derrotarei todos os seus inimigos.

    10-14 “‘Saiba também isto: O Eterno é que construirá para você uma casa! Quando sua vida chegar ao fim, e você for sepultado com seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para sucedê-lo e firmarei o reino dele. Ele construirá uma casa em minha honra, e eu preservarei o seu domínio para sempre. Eu serei como pai para ele, e ele, como filho para mim. Não retirarei dele meu amor, como fiz com Saul, antes de você. Eu o firmarei sobre a minha casa e sobre o meu reino para sempre. Seu trono subsistirá para sempre.”

    15 Natã contou tudo a Davi, conforme revelado pelo Eterno.

    16-27 O rei Davi foi ao tabernáculo, pôs-se diante do Eterno e orou: “Quem sou eu, ó Eterno Deus? Quem é minha família para que me tenhas feito chegar até aqui? Mas isso ainda não é tudo, pois mencionaste acontecimentos futuros em minha família e me tratas como pessoa de grande importância, ó Eterno. O que mais Davi poderia dizer diante de tudo isso que concedeste ao teu servo? Tu me conheces bem. Ó Eterno, por amor de teu servo e por tua decisão, fizeste essa grande obra e mostraste a tua grandeza. Não há outro igual a ti, não há outro Deus além de ti. Nada se compara ao que ouvimos com os nossos ouvidos. Quem é semelhante ao teu povo, Israel, uma nação sem igual na terra, a quem tu, ó Deus, foste resgatar para ser teu povo, ficando famoso por isso? Tu realizaste façanhas extraordinárias, expulsando nações e seus deuses de todos os lados quando libertaste o teu povo do Egito. Formaste para ti um povo, o povo de lsrael, para sempre. E tu, ó Eterno, agora és o Deus deles. “Agora, ó Eterno, que a promessa que fizeste a mim e a minha família se confirme para sempre. Faz conforme prometeste! Assim, tua fama será confirmada e se espalhará, e todos vão comentar: ‘O Senhor dos Exércitos de Anjos, o Deus de Israel, é Deus para lsrael!’ E a casa do teu servo Davi permanecerá sólida sob a tua presença protetora. Tu, meu Deus, me disseste, com todas as letras: ‘Vou construir uma dinastia para você’. Por isso, encontrei coragem para orar a ti. Ó Eterno, sendo o Deus que és, prometeste todas essas maravilhas para mim. E, como se não bastasse, abençoaste minha família, para que ela continuasse na tua presença para sempre. Visto que tu a abençoaste, ela é realmente abençoada — abençoada para sempre!.”

  • 1a Crônicas, 16

    1-3 Trouxeram a arca de Deus, puseram-na no centro da tenda que Davi tinha montado e ofereceram ofertas queimadas e ofertas de paz ao Eterno. Depois de oferecer os sacrifícios, Davi abençoou o povo em nome do Eterno e distribuiu para cada pessoa um pão, um pedaço de carne e um bolo de passas.

    4-6 Davi nomeou alguns levitas para ministrar diante da arca do Eterno, intercedendo, dando graças e louvando o Eterno, o Deus de Israel. Asafe era o chefe; Zacarias, o vice; depois, vinham Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaia, Obede-Edom e Jeiel. Eles tocavam instrumentos, e Asafe era responsável pela percussão. Os sacerdotes Benaia e Jaaziel tocavam trombetas diante da arca da aliança de Deus, na hora determinada, todos os dias.

    7 Foi naquele dia que Davi inaugurou o culto regular de louvor a Deus, conduzido por Asafe e seus companheiros.

    8-19 Deem graças ao Eterno! Invoquem seu nome! Anunciem entre todas as terras o que ele tem feito. Cantem para ele! Cantem louvores! Divulguem as suas maravilhas. Gloriem-se em seu santo nome, Alegrem-se os que buscam o Eterno! Procurem a ajuda do Eterno e de seu poder, Busquem a sua presença continuamente. Lembrem-se de todas as maravilhas que fez, Os milagres e as ordenanças que saíram da sua boca. Ó descendentes de Israel, servo dele! Filhos de Jacó, seu escolhido! Ele é o Eterno, o nosso Deus; Onde vocês estiverem, encontrarão os seus ensinamentos. Ele honra a sua palavra por milhares de gerações E guarda a aliança que fez com Abraão, O juramento a Isaque, Confirmado por decreto a Jacó Em aliança eterna a Israel: “Darei a vocês a terra de Canaã por herança, Ainda que vocês sejam poucos, Um pequeno grupo de estrangeiros.”

    20-22 Eles percorreram várias terras, Montaram acampamento num país e noutro; Mas ele não deixou ninguém expulsá-los, Sempre esteve ao lado deles contra os reis que os afrontavam, dizendo: “Não ousem maltratar os meus ungidos, Não toquem nos meus profetas.”

    23-27 Cantem ao Eterno, todas as terras! Anunciem a sua salvação todos os dias! Proclamem a sua glória entre as nações pagãs, As suas maravilhas a todas as raças e religiões. Por quê? Porque o Eterno é grande, digno do nosso louvor! Nenhum deus é comparável a ele. Os deuses dos povos não são nada, Mas o Eterno criou o Universo! Esplendor e majestade estão diante dele, Força e alegria enchem o seu santuário.

    28-29 Louvem o Eterno, todos os povos, Deem glória ao Eterno, honrem o seu poder! Deem ao Eterno a glória que ele merece! Tragam ofertas e entrem na sua presença. Curvem-se diante do Eterno conforme o esplendor de sua majestade.

    30-33 Levem Deus a sério, todos os povos. Ele estabeleceu o mundo, que não será abalado. Alegre-se o céu, e a terra cante de alegria. Anunciem entre as nações: “O Eterno reina!” Ruja o mar e todas as criaturas que nele estão, Os campos e todos os animais se alegrem. Então, as árvores da floresta acrescentarão o seu aplauso a todos que estão alegres e diante do Eterno, Pois ele vem julgar a terra!

    34-36 Deem graças ao Eterno, pois ele é bom, O seu amor dura para sempre. Digam: “Salva-nos, Deus da nossa salvação. Reúne-nos e nos livra das nações pagãs, Para que rendamos graças ao teu santo nome E tenhamos prazer no teu louvor.” Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel De eternidade a eternidade! Então, todos responderam: “Amém! Louvem o Eterno!”

    37-42 Davi deixou Asafe e seus companheiros encarregados da arca da aliança do Eterno e de ministrar os sacrifícios continuamente, conforme as determinações de cada dia. Também nomeou Obede-Edom e seus sessenta e oito parentes para ajudá-lo. Obede-Edom, filho de Jedutum, e Hosa ficaram responsáveis pela segurança. O sacerdote Zadoque e seus parentes sacerdotes foram designados para ministrar na tenda do Eterno numa colina de Gibeom e manter continuamente os sacrifícios da manhã e da tarde ao Eterno, apresentando ofertas no altar das ofertas queimadas, como prescreve a lei do Eterno, que ele determinou a Israel. Com eles, estavam Hemã, Jedutum e outros especificamente nomeados, que tinham a atribuição de clamar: “Deem graças ao Eterno, porque seu amor dura para sempre!” Hemã e Jedutum também eram responsáveis pelas trombetas, pelos címbalos e por outros instrumentos para o acompanhamento dos cânticos. Os filhos de Jedutum foram nomeados guardas.

    43 Depois de tudo organizado, o povo voltou para casa. Davi também foi para casa e abençoou sua família.

  • 1a Crônicas, 15

    A ADORAÇÃO DE DAVI
    1-2 Depois de construir seu palácio na Cidade de Davi, ele preparou um lugar para pôr a arca e armou uma tenda. Em seguida, deu esta ordem: “Somente os levitas carregarão a arca de Deus, pois o Eterno os designou para carregar a arca de Deus e estar à disposição para esse serviço em tempo integral.”

    3-10 Davi convocou toda a população de Israel em Jerusalém para trazer a arca do Eterno ao lugar especialmente preparado para ela. Davi também convocou os descendentes de Arão e os levitas. Dos descendentes de Coate, Uriel liderava cento e vinte parentes. Dos descendentes de Merari, Asaías liderava duzentos e vinte parentes. Dos descendentes de Gérson, Joel liderava cento e trinta parentes. Dos descendentes de Elisafã, Semaías liderava duzentos parentes. Dos descendentes de Hebrom, Eliel liderava oitenta parentes. Dos descendentes de Uziel, Aminadabe liderava cento e doze parentes.

    11-13 Depois, Davi chamou os sacerdotes Zadoque e Abiatar, e os levitas Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe e lhes disse: “Vocês são os líderes das famílias dos levitas. Agora, vocês e seus parentes se consagrem para trazer a arca do Eterno, o Deus de Israel, até o lugar que preparei. Na primeira vez que tentamos fazer isso, não foram vocês, os levitas, que a conduziram, e, por isso, a ira do Eterno, o nosso Deus, irrompeu contra nós, pois não o consultamos sobre como trazer a arca.”

    14-15 Assim, os sacerdotes e os levitas se consagraram para trazer a arca do Eterno, o Deus de Israel. Os levitas carregaram a arca de Deus exatamente como Moisés ensinara, conforme a ordem do Eterno: pondo os varais sobre os ombros, tomando todo o cuidado para não encostar nela.

    16 Davi determinou que os líderes levitas designassem seus parentes para entoar cânticos, acompanhados de uma banda composta de todo tipo de instrumento, como liras, harpas e címbalos, com cânticos alegres.

    17-18 Os levitas escolheram Hemã, filho de Joel, e seu parente Asafe, filho de Berequias, Etã, filho de Cuxaías, dos descendentes de Merari. Atrás deles, no segundo escalão, iam seus parentes Zacarias, Jaaziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Benaia, Maaseias, Matitias, Elifeleu, Micneias e os guardas Obede-Edom e Jeiel.

    19-22 Os músicos da banda: Hemã, Asafe e Etã, que tocavam címbalos de bronze; Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Benaia, Maaseias, que tocavam a melodia com lira; Matitias, Elifeleu, Micneias, Obede-Edom, Jeiel e Azarias, que tocavam harpa, conduzindo o canto; o levita Quenanias, músico muito habilidoso, era responsável pelos cânticos e dirigente dos músicos.

    23-24 Berequias e Elcana eram porteiros designados para guardar a arca. Os sacerdotes Sebanias, Josafá, Natanael, Amasai, Zacarias, Benaia e Eliézer iam à frente da arca de Deus, tocando trombetas. Obede-Edom e Jeías também eram porteiros e vigiavam a arca.

    25-28 Estava tudo pronto. Davi, os líderes de Israel e os comandantes dos batalhões de mil saíram para buscar a arca da aliança do Eterno que estava na casa de Obede-Edom. Todos estavam alegres. Como Deus tinha dado forças aos levitas para carregar a arca da aliança do Eterno, eles pararam para sacrificar sete bois e sete carneiros. Todos estavam vestidos de linho: Davi, os levitas que carregavam a arca, os músicos, os instrumentistas e Quenanias, dirigente dos músicos. Davi vestia também um colete sacerdotal de linho. Todo o Israel marchava, trazendo a arca da aliança do Eterno. Eles cantavam e gritavam de alegria, ao som de címbalos, instrumentos de percussão e de cordas.

    29 Quando a arca da aliança do Eterno entrou na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, olhava da janela. Vendo o rei Davi dançando em êxtase, ficou decepcionada com ele.

  • 1a Crônicas, 14

    DAVI CONSTRÓI O PALÁCIO
    1-7 Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, levando madeira de cedro, pedreiros e carpinteiros com a missão de construir um palácio para ele. Com isso, Davi reconheceu que o Eterno havia confirmado o seu reinado sobre Israel e fazia crescer a reputação do seu reino por amor do seu povo, Israel. Davi teve outras mulheres e filhos em Jerusalém. Os filhos nascidos em Jerusalém foram: Samua, Sobabe, Natã, Salomão, Ibar, Elisua, Elpalete, Nogá, Nefegue, Jafia, Elisama, Beeliada e Elifelete.

    8-9 Assim que os filisteus souberam que Davi tinha sido proclamado rei sobre todo o Israel, saíram dispostos a capturá-lo. Davi foi informado desse fato e saiu também para enfrentá-los. No caminho, os filisteus pararam para saquear os moradores do vale de Refaim.

    10 Davi perguntou a Deus: “Devo atacar os filisteus? Serei vitorioso?” O Eterno respondeu: “Ataque-os. Vou dar a vitória a você.”

    11-12 Davi os atacou em Baal-Perazim, matando todos eles. Davi disse: “Deus destruiu meus inimigos, assim como as águas da enchente causam destruição.” Por isso, aquele lugar foi chamado de Baal-Perazim (O Senhor que Destrói). Os filisteus deixaram seus deuses para trás, e Davi mandou queimar todos eles.

    13-15 Passado um tempo, os filisteus voltaram a saquear os moradores do vale. Outra vez, Davi orou a Deus, e Deus respondeu: “Não os ataque de frente. Dê a volta por trás e ataque-os a partir do bosque das amoreiras. Quando você ouvir um estrondo de uma tropa em marcha, vindo do topo das amoreiras, avance, porque Deus saiu na sua frente para derrotar os filisteus.”

    16 Davi fez exatamente o que Deus ordenou e derrotou os filisteus desde Gibeom até Gezer.

    17 A fama de Davi se espalhava por toda parte, e o Eterno fez que as nações pagãs o temessem.

  • 1a Crônicas, 13

    DAVI VAI BUSCAR A ARCA DE DEUS
    1-14 Davi consultou todos os seus comandantes de pelotões de mil e de cem e se dirigiu a toda a congregação de Israel: “Se vocês concordam e se for a vontade do Eterno, vamos convocar todos os nossos parentes, onde quer que estejam em Israel, com seus familiares, incluindo os sacerdotes e levitas que moram em suas cidades e nos arredores, para irem conosco buscar a arca do nosso Deus de volta, que esteve esquecida durante o reinado de Saul.” Toda a congregação de Israel concordou que seria a melhor coisa a fazer, e Davi reuniu todo o Israel, desde o rio Sior, no Egito, a sudoeste, até Lebo-Hamate, a nordeste, para buscar a arca de Deus de Quiriate-Jearim. Em seguida, Davi e todo o Israel foram para Baalá (Quiriate-Jearim), em Judá, para trazer de volta a arca de Deus, o Eterno, que está entronizado entre os querubins, de onde se invoca o nome do Eterno. A arca de Deus veio carregada num carro novo da casa de Abinadabe. Uzá e Aiô vinham conduzindo a arca. Davi e todo o Israel cantavam e dançavam com todo o vigor, acompanhados por uma banda composta por toda espécie de instrumento, enquanto seguiam a arca. Quando chegaram à eira de Quidom, o boi tropeçou, e Uzá segurou a arca, para que ela não caísse no chão. Mas ele morreu fulminado na presença de Deus. Davi ficou furioso porque o Eterno se irou contra Uzá. Até hoje, aquele lugar é conhecido pelo nome de Perez-Uzá (Destruição de Uzá). Davi teve medo de Deus e disse: “Como vou continuar com este cortejo com a arca de Deus?.” Assim, ele desistiu de trazer a arca para a Cidade de Davi. Ela foi deixada na casa de Obede-Edom, de Gate, e ficou ali três meses. Por isso, o Eterno abençoou a família de Obede-Edom e tudo que ele possuía.

  • 1a Crônicas, 12

    1-2 Estes foram os que se juntaram a Davi em Ziclague quando ele se escondia de Saul, filho de Quis. Eles pertenciam ao grupo de combatentes. Estavam armados com arcos e sabiam lançar pedras e flechas tanto com a mão direita quanto com a esquerda. Eram parentes de Saul, da tribo de Benjamim.

    3-7 O primeiro era Aiezer. Os outros: Joás, filho de Semaá, de Gibeá; Jeziel e Pelete, filhos de Azmavete; Beraca; Jeú de Anatote; Ismaías, de Gibeom, guerreiro do pelotão dos Trinta e chefe deles; Jeremias, Jaaziel, Joanã, Jozabade, de Gederate, Eluzai, Jerimote, Bealias, Semarias, Sefatias, de Harufe, os coreítas Elcana, Issias, Azareel, Joezer e Jasobeão, e ainda Joela e Zebadias, filhos de Jeroão de Gedor.

    8-15 Da tribo de Gade, alguns se aliaram a Davi na fortaleza no deserto. Eram guerreiros corajosos, aptos em manusear o escudo e a lança. Eram brutos como leões na aparência, mas ágeis como a gazela que corre na montanha. Ezer era o primeiro; depois, Obadias, Eliabe, Mismana, Jeremias, Atai, Eliel, Joanã, Elzabade, Jeremias e Macbanai, onze ao todo. Esses homens de Gade eram a elite. O menor deles valia por cem, e o maior, por mil. Foram eles que atravessaram o Jordão no primeiro mês do ano, na época da cheia, e puseram para correr todos os moradores do vale, da margem leste e da margem oeste.

    16-17 Alguns homens das tribos de Benjamim e de Judá também se aliaram a Davi na fortaleza no deserto. Davi se encontrou com eles e disse: “Se vocês vêm em paz para me ajudar, são bem-vindos, mas, se estão vindo para me entregar aos meus inimigos, sendo eu inocente, que o Deus dos nossos antepassados esteja atento e castigue vocês.”

    18 Imediatamente, o Espírito de Deus veio sobre Amasai, o chefe dos Trinta, e ele disse: “Estamos do seu lado, Davi! Somos leais, filho de Jessé. A paz esteja aqui, sim, a paz esteja com o senhor E com todos que o ajudarem. Sim, pois o seu Deus o ajudou e o ajudará.” Então, Davi os recebeu e nomeou chefes de tropas de ataque.

    19 Alguns homens da tribo de Manassés também se aliaram a Davi quando ele se juntou aos filisteus para lutar contra Saul. Mas não puderam lutar porque os líderes filisteus os mandaram para casa, dizendo: “Não podemos confiar neles. Eles nos trairão e nos entregarão ao senhor deles, Saul.”

    20-22 Os homens de Manassés que se juntaram a Davi em Ziclague foram: Adna, Jozabade, Jediael, Micael, Jozabade, Eliú e Ziletai, todos chefes de pelotões de mil da tribo de Manassés. Eles ajudaram Davi contra os grupos de ataque no deserto. Eram todos guerreiros corajosos e líderes eficientes dos pelotões. Iodos os dias, apareciam homens querendo ajudar Davi. Em pouco tempo, seu exército ficou tão numeroso quanto o próprio exército de Deus!

    23-37 Esta é a relação dos guerreiros corajosos que vieram do norte para se aliar a Davi em Hebrom e conquistar o reino de Saul, como o Eterno tinha prometido: de Judá, armados para a guerra com escudo e lança, seis mil e oitocentos; de Simeão, sete mil e cem guerreiros valentes; de Levi, quatro mil e seiscentos, incluindo Joiada, líder da família de Arão, e três mil e setecentos homens, e Zadoque, guerreiro jovem e valente, com vinte e dois líderes de sua família; de Benjamim, a família de Saul, três mil, pois a maioria deles se mantinha fiel à família de Saul; de Efraim, vinte mil e oitocentos guerreiros ousados e famosos em suas cidades; da meia tribo de Manassés, dezoito mil escolhidos para proclamar Davi rei; de Issacar, duzentos estrategistas de Israel, chefes de famílias; de Zebulom, cinquenta mil guerreiros experientes e bem equipados e leais; de Naftali, mil chefes, que comandavam trinta e sete mil soldados bem armados; de Dã, vinte e oito mil e seiscentos homens prontos para o combate; de Aser, quarenta mil soldados experientes, prontos para o combate; do leste do Jordão, de Rúben, de Gade e da meia tribo de Manassés, cento e vinte mil homens equipados.

    38-40 Todos esses soldados se aliaram a Davi, em Hebrom, dispostos a lutar quando necessário. Estavam unidos e determinados a proclamar Davi rei sobre todo o Israel. Todos em Israel tinham o mesmo pensamento: proclamar Davi rei! Eles estiveram com Davi durante três dias, celebrando, comendo e bebendo o que as próprias famílias providenciaram. Pessoas vieram do norte, desde Issacar, Zebulom e Naftali, trazendo jumentos, camelos, mulas e bois carregados de comida para a festa: farinha, bolos de figo, bolos de passas, vinho, azeite, gado e ovelha. Havia grande alegria em Israel!

  • 1a Crônicas, 11

    O REI DAVI
    1-3 Todo o Israel se reuniu diante de Davi em Hebrom e disse: “Somos do seu sangue e da sua carne. No passado, quando Saul ainda era rei, era o senhor quem liderava Israel. O Eterno, o seu Deus, disse: ‘Você apascentará o meu povo Israel; você será o dirigente do meu povo’” Quando todos os líderes de Israel vieram ao rei em Hebrom, Davi fez uma aliança com eles na presença do Eterno, em Hebrom. Davi foi ungido rei sobre Israel ali mesmo, como o Eterno tinha ordenado por meio de Samuel.

    4-6 Davi e todo o Israel foram para Jerusalém, antes chamada Jebus, onde os jebuseus moravam. Os moradores de Jebus disseram a Davi: “Você está proibido de entrar aqui.” Mas Davi entrou e conquistou a fortaleza de Sião, a Cidade de Davi. Ele tinha feito uma promessa: “O primeiro que matar um jebuseu será comandante do exército.” Joabe, filho de Zeruia, foi o primeiro; por isso, se tornou o comandante.

    7-9 Davi se estabeleceu na fortaleza, e, por esse motivo, ela recebeu o nome de Cidade de Davi. Ele fortificou a cidade por todos os lados, tanto as defesas de Milo quanto os muros externos. Joabe restaurou o restante da cidade. O domínio de Davi se fortalecia e se consolidava, porque o Senhor dos Exércitos de Anjos o apoiava.

    OS GUERREIROS DE DAVI
    10-11 Estes foram os poderosos guerreiros de Davi, os que se aliaram a ele na tomada do reino, contando ainda com o apoio de todo o Israel para torná-lo rei, como o Eterno tinha prometido. Esta é a lista dos principais guerreiros de Davi: Jasobeão, hacmonita, chefe dos Trinta. Ele matou, sozinho, trezentos homens na mesma batalha.

    12-14 Em seguida, Eleazar, filho de Dodô, de Aoí, um dos três principais guerreiros. Ele esteve com Davi em Pas-Damim, onde os filisteus se preparavam para a guerra. Nesse local, havia uma plantação de cevada. O exército começou a fugir dos filisteus, mas, quando chegou a esse campo, organizou-se e voltou a atacar os filisteus, que foram massacrados. O Eterno deu a eles uma importante vitória.

    15-19 Certa vez, uma companhia dos filisteus estava acampada no vale de Refaim, e os três chefes do pelotão dos Trinta desceram até a caverna de Adulão, para se encontrar com Davi, que estava escondido na caverna. Enquanto isso, os filisteus se preparavam para a batalha, em Belém. De repente, Davi teve um desejo muito forte e suspirou: “Como eu gostaria de beber um pouco de água do poço que fica na entrada de Belém!” Os três chefes entraram no acampamento dos filisteus, tiraram água do poço da entrada de Belém e a trouxeram a Davi. Mas Davi não quis beber a água! Ele a derramou como oferta ao Eterno, justificando: “Prefiro ser castigado por Deus a tomar esta água! Seria como beber o sangue desses homens, que arriscaram a própria vida.” Por isso, não bebeu a água. Eram coisas como essas que os três chefes dos poderosos guerreiros faziam.

    20-21 Abisai, irmão de Joabe, era chefe dos Trinta. Ele lutou sozinho contra trezentos homens e os matou, mas nunca fez parte dos três chefes. Foi muito honrado e respeitado pelos Trinta e se tornou chefe deles, mas não se igualou aos três principais guerreiros.

    22-25 Benaia, filho de Joiada, era um guerreiro valente de Cabzeel que também tinha uma bela ficha de conquistas: ele matou dois moabitas famosos; entrou numa cova, no meio da neve, e matou um leão; matou um egípcio de dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. (O egípcio tinha uma lança parecida com uma lançadeira de tecelão, enquanto Benaia tinha apenas um cajado. Ele arrancou a lança da mão do egípcio e o matou com ela.) Esses foram alguns dos feitos de Benaia, filho de Joiada. Ele nunca foi incluído entre os três chefes. Era muito respeitado entre os Trinta, mas não se igualou aos três principais guerreiros. Davi o nomeou chefe de sua guarda pessoal.

    26-47 Os demais guerreiros corajosos do exército eram Asael, irmão de Joabe; Elanã, filho de Dodô, de Belém; Samote, de Haror; Helez, de Pelom; Ira, filho de Iques, de Tecoa; Abiezer, de Anatote; Sibecai, de Husate; Ilai, de Aoí; Maarai, de Netofate; Itai, filho de Ribai, de Gibeá de Benjamim; Benaia, de Piratom; Hurai, dos ribeiros de Gaás; Abiel, de Arbate; Azmavete, de Baurim; Eliaba, de Saalbom; os filhos de Hasém, de Gizom; Jônatas, filho de Sage, de Arar; Aião, filho de Sacar, de Harar; Elifal, filho de Ur; Héfer, de Mequerate; Aías de Pelom; Hezro, de Carmelo; Naarai, filho de Ezbai; Joel, irmão de Natã; Mibar, filho de Hagri; Zeleque, o amonita; Naarai, de Beerote, escudeiro de Joabe, filho de Zeruia; Ira e Garebe, de Jatir; Urias, o hitita; Zabade, filho de Alai; Adina, filho de Siza, de Rúben, chefe dos rubenitas e do pelotão dos Trinta; Hanã, filho de Maaca; Josafá, de Mitene; Uzias, de Astarote, Sama e Jeiel, filhos de Hotão, de Aroer; Jediael, filho de Sinri; Joá, seu irmão, de Tiz; Eliel, de Maave; Jeribai e Josavias, filhos de Elnaão; Itma, um moabita; Eliel, Obede e Jaasiel, de Mezoba.

  • 1a Crônicas, 10

    1-5 Os filisteus saíram para atacar Israel. Os israelitas fugiram dos filisteus, mas foram derrotados no monte Gilboa. Os filisteus perseguiram Saul e seus filhos e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua. A batalha intensificou-se contra Saul até que os flecheiros o alcançaram e feriram. Saul disse a seu escudeiro: “Pegue sua espada e me mate antes que esses pagãos profanos me humilhem.” Mas seu escudeiro, por medo e respeito, não o matou. Então, Saul pegou a própria espada e se suicidou. O escudeiro, apavorado com a morte de Saul, suicidou-se também.

    6-7 Foi assim que os quatro, Saul e seus três filhos, morreram. Quando os israelitas que viviam no vale viram que o exército tinha fugido e que Saul e seus filhos estavam mortos, eles abandonaram suas cidades e fugiram. Os filisteus, então, ocuparam as cidades.

    8-10 No dia seguinte, os filisteus foram saquear os derrotados e encontraram Saul e seus filhos mortos no monte Gilboa. Eles recolheram tudo que era de Saul, cortaram sua cabeça e levaram sua armadura. Percorreram toda a terra dos filisteus, exibindo e anunciando a vitória entre seus ídolos e o povo. Puseram a armadura de Saul no templo dos seus deuses e sua cabeça como troféu no templo do seu deus Dagom.

    11-12 Quando o povo de Jabes-Gileade soube o que os filisteus fizeram com Saul, convocaram todos os homens aptos para o combate, resgataram os quatro corpos, de Saul e de seus filhos, e os trouxeram para Jabes. Deram a eles um sepultamento digno sob o carvalho de Jabes e decretaram sete dias de luto oficial.

    13-14 Saul morreu por ser desobediente ao Eterno. Ele não obedeceu às ordens do Eterno. Pelo contrário, em vez de buscar ao Eterno, procurou o conselho de uma médium. Por isso, o Eterno tirou a sua vida e entregou o reino a Davi, filho de Jessé.