Categoria: 1a Samuel

O Primeiro Livro de Samuel
Introdução
O Primeiro Livro de Samuel registra a passagem do período dos juízes para o período dos reis. Essa mudança na vida nacional de Israel gira principalmente em torno de três nomes: Samuel, Saul e Davi. Samuel foi o último dos juízes. Saul foi o primeiro rei de Israel, e Davi, o segundo.
Da leitura deste livro, bem como da dos outros livros históricos do Antigo Testamento, aprendemos que a fé em Deus traz bênçãos, enquanto a desobediência leva à desgraça. Essa verdade foi dita pelo próprio Deus ao sacerdote Eli: “aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos” (2.30).
No princípio, o povo de Israel não entendeu bem o que significava ter um rei. Deus era considerado o verdadeiro rei de Israel, mas, em resposta ao pedido do povo, ele escolheu um rei para eles. Tanto o rei como o povo viviam debaixo da autoridade e do julgamento de Deus (2.7-10). Os direitos de todo o povo, ricos e pobres, eram garantidos pelas leis de Deus.
Esquema do conteúdo
1. Samuel, profeta e juiz sobre Israel (1.1—7.17)
2. Israel pede um rei (8.1-22)
3. Saul se torna rei (9.1—10.27)
4. Os primeiros anos do reinado de Saul (11.1—15.35)
5. Davi a Saul (16.1—30.31)
6. A morte de Saul e de seus filhos (31.1-13)

  • 1a Samuel, 21

    DAVI FINGE-SE DE LOUCO
    1 Davi seguiu seu caminho, e Jônatas voltou para a cidade, Davi procurou o sacerdote Aimeleque em Nobe. Aimeleque saiu para cumprimentar Davi e ficou alarmado: “O que você está fazendo aqui sozinho, sem ninguém com você?”

    2-3 Davi respondeu ao sacerdote: “O rei me enviou numa missão e me instruiu: ‘Este é um assunto confidencial. Não diga nada a ninguém’. Combinei de me encontrar com meus homens num determinado lugar. Agora, o que você pode me oferecer para comer? Tem aí uns cinco pães? Veja o que pode conseguir!”

    4 O sacerdote respondeu: “Não tenho pão comum, apenas o pão consagrado. Se seus homens não tiveram relação com mulher recentemente, os pães são seus.”

    5 Davi respondeu: “Nenhum de nós tocou em mulher. Sempre fazemos isso quando estamos em missão. Os meus soldados se abstêm do sexo. Se fazemos isso numa missão comum, quanto mais numa missão sagrada.”

    6 O sacerdote entregou a ele os pães consagrados, os únicos que ele tinha: os pães da presença, que foram retirados da presença do Eterno e substituídos por pães quentes no mesmo dia.

    7 Naquele dia, um dos oficiais de Saul estava ali, cumprindo um voto diante do Eterno. Seu nome era Doegue, e ele era edomita, chefe dos pastores de Saul.

    8 Davi perguntou a Aimeleque: “Você tem uma lança ou alguma espada por aqui? Não tive tempo de apanhar minhas armas. O rei exigiu urgência, e eu saí com pressa.”

    9 O sacerdote respondeu: “A espada de Golias, o filisteu que você matou no vale de Ela, está aqui! Ela está enrolada num pano atrás do colete sacerdotal. Se quiser, pode levá-la. É a única arma que tenho aqui.”

    10-11 Davi exclamou: “Ah! Não poderia ser melhor! Passe-a para cá!” Depois disso, Davi sumiu, fugindo de Saul. Ele procurou Aquis, rei de Gate. Quando as autoridades de Aquis o viram, disseram: “Seria este Davi, o famoso Davi? É a respeito dele que o povo canta em suas danças: ‘Saul mata milhares; Davi, dezenas de milhares!’?”

    12-15 Quando Davi percebeu que o tinham reconhecido, entrou em pânico e temeu pelo pior da parte de Aquis, rei de Gate. Vendo que todos olhavam para ele, Davi fingiu estar louco, batendo com a cabeça na porta da cidade e espumando pela boca, enquanto a saliva escorria pela barba. Aquis olhou para ele e disse àqueles líderes: “Não estão vendo que ele está louco? Por que o deixaram entrar? Já tenho loucos suficientes aqui, e vocês me trazem mais um! Tirem-no daqui!”

  • 1a Samuel, 20

    UM PACTO DE AMIZADE
    1 Davi saiu vivo de Naiote, em Ramá, foi procurar Jônatas e perguntou ao amigo: “O que faço agora? O que fiz contra seu pai para ele estar tão determinado a me matar?”

    2 Jônatas respondeu: “Nada. Você não fez nada errado e não morrerá, esteja certo disso! Meu pai me conta tudo. Ele não faz nada de importante ou mesmo de insignificante sem confidenciar a mim. Por que faria isso sem eu saber?”

    3 Mas Davi estava em dúvida: “Seu pai sabe que somos bons amigos e vai pensar: ‘Jônatas não pode saber disso. Se souber, vai defender Davi’. A verdade é que ele está determinado a me matar. Isso é tão certo quanto vive o Eterno e quanto você está vivo aqui, diante de mim.”

    4 Jônatas disse: “Conte-me o que você está pensando. Farei qualquer coisa por você.”

    5-8 Davi disse: “Amanhã é festa de lua nova. Eu deveria jantar com o rei, mas, em vez disso, vou me esconder no campo até a terceira noite. Caso seu pai perceba minha falta, diga: ‘Davi pediu para ir a Belém, sua terra natal, para o sacrifício anual com a família. Se ele disser: ‘Tudo bem!’ então, estou seguro. Mas, se ele ficar bravo, é porque está determinado a me matar. Por favor, ajude-me nisso! Lembre-se: você fez um pacto comigo em nome do Eterno! Se eu estiver errado, mate-me logo. Por que aguardar para me entregar a seu pai?”

    9 Jônatas exclamou: “Ora, eu jamais faria isso! Se perceber que meu pai está mesmo obcecado por matá-lo, direi a você.”

    10 Davi perguntou: “Quem você enviará para me contar sobre a reação de seu pai?”

    11-17 Jônatas respondeu: “Vamos até o campo.” Quando os dois estavam no campo, Jônatas disse: “O Eterno, o Deus de Israel, é minha testemunha de que, a esta hora amanhã, vou saber do meu pai o que ele pensa de você. Então, mandarei dizer a você o que descobri. Que o Eterno me castigue se eu abandonar você! Se meu pai insistir em matá-lo, eu o informarei disso e o ajudarei a escapar. Que o Eterno esteja com você como esteve com meu pai! Se, depois disso, eu continuar vivo, nosso pacto continua valendo. Se eu morrer, você terá responsabilidade para com minha família, para sempre! E seja leal a mim depois que o Eterno finalmente eliminar da terra os inimigos de Davi!” Jônatas reafirmou sua promessa de lealdade e amizade com Davi. Era tão leal a Davi que arriscava a vida por ele.

    18-23 Jônatas revelou seu plano: “Amanhã é festa da Lua Nova, e perceberão sua ausência à mesa. Depois de amanhã, quando já tiverem desistido de aguardá-lo, volte para aquele seu esconderijo e fique esperando perto da pedra de Ezel. Vou disparar três flechas na direção da pedra e mandarei meu ajudante apanhá-las. Se eu gritar para o ajudante: ‘As flechas estão para cá. Pegue-as!’ esse será o sinal de que você pode voltar em segurança. Assim como vive o Eterno, não tenha medo! Mas, se eu gritar: As flechas estão mais adiante!’, corra, porque o Eterno quer você longe daqui! Quanto ao nosso acordo, lembre-se: o Eterno está conosco até o fim!”

    24-26 Davi se escondeu no campo. No dia da lua nova, o rei estava à mesa para comer. Ele se sentou no lugar de costume, encostado à parede, Jônatas à sua frente e Abner ao seu lado. Mas o lugar de Davi ficou vazio. Saul não comentou nada, pensando: “Algo aconteceu com ele que o tornou impuro. Talvez esteja ritualmente impuro para a refeição sagrada.”

    27 Mas, no segundo dia da festa, o lugar de Davi continuava desocupado. Saul perguntou a Jônatas: “Onde está aquele filho de Jessé? Ele não comeu conosco nem ontem nem hoje.”

    28-29 Jônatas respondeu: “Davi me pediu permissão para ir a Belém, dizendo: ‘Deixe-me ir para casa. Quero estar com minha família. Meus irmãos pediram que eu fosse. Se não for problema para você, deixe-me ir’. Por isso, ele não está à mesa.”

    30-31 Saul ficou furioso com Jônatas: “Seu filho de uma vagabunda! Acha que não sei que você e o filho de Jessé fizeram um pacto, para sua desgraça e de sua mãe? Juro que, enquanto o filho de Jessé estiver solto nessa terra, seu futuro no reino estará em jogo. Vá buscá-lo! A partir de agora, ele pode se considerar um homem morto!”

    32 Jônatas enfrentou o pai: “Por que morto? O que ele fez de errado?”

    33 Saul, descontrolado, arremessou sua lança contra o filho. Foi o suficiente para Jônatas se convencer de que seu pai estava determinado a matar Davi.

    34 Jônatas saiu furioso da mesa e não comeu mais nada o dia todo. Ele estava aborrecido por causa de Davi e irritado pela humilhação que seu pai o tinha feito passar à mesa.

    35-39 Na manhã seguinte, Jônatas foi para o campo, conforme o combinado com Davi. Seu ajudante o acompanhava, e Jônatas disse a ele: “Corra para buscar as flechas que eu atirar.” O rapaz começou a correr e Jônatas atirou uma flecha adiante dele. O rapaz chegou perto do local em que a flecha parecia ter caído, e Jônatas gritou: “A flecha não está mais adiante?” E gritou outra vez: “Vamos! Corra! Não fique aí parado!” O ajudante de Jônatas apanhou as flechas e as trouxe de volta. O rapaz, naturalmente, não fazia ideia do que estava acontecendo. Só Jônatas e Davi sabiam do combinado.

    4041 Jônatas entregou suas armas ao rapaz e o mandou de volta para a cidade. Depois que o ajudante foi embora, Davi saiu do seu esconderijo, que ficava perto da pedra e se prostrou com o rosto em terra três vezes. Eles beijaram um ao outro e choraram muito. Davi estava muito mais emocionado.

    42 Jônatas disse ao amigo: “Vá em paz! Nosso pacto de amizade foi feito em nome do Eterno, e ele será testemunha entre nós e entre meus descendentes e seus descendentes para sempre.”

  • 1a Samuel, 19

    O COMPORTAMENTO SOMBRIO DE SAUL
    1-3 Saul se reuniu com seu filho Jônatas e outros homens e deu a eles ordem para matar Davi. Jônatas admirava Davi; por isso, foi avisá-lo: “Meu pai está procurando uma maneira de matar você. Vamos fazer assim: Amanhã cedo, fique escondido. Vou sair com meu pai ao campo, perto de onde você estiver escondido. Vou conversar com ele a respeito de você, para descobrir suas intenções. Depois, contarei a você o que ele disser.”

    4-5 Jônatas falou com seu pai a respeito de Davi, elogiou o amigo e pediu: “Por favor, não faça nada contra Davi. Ele não fez nada de errado contra; você. Veja quanta coisa boa ele realizou! Ele arriscou apropria vida, matando o filisteu. Que vitória o Eterno concedeu a Israel naquele dia! Você estava lá. Você viu e o aplaudiu com os demais. Por isso, qual a razão para atacar um inocente, para matar Davi sem motivo algum?”

    6 Saul ouviu com atenção e reconheceu: “Você está certo. Tão certo quanto vive o Eterno, Davi continuará vivo. Ele não será morto.”

    7 Jônatas mandou chamar Davi e relatou a ele a conversa que tinha tido com seu pai. Depois, levou Davi de volta para Saul, e tudo voltou a ser como antes.

    8 Mais uma vez, houve guerra, e Davi foi lutar contra os filisteus. Ele os enfrentou com bravura, e os inimigos fugiram.

    9-10 Mas um espírito atormentador da parte do Eterno veio sobre Saul e tomou conta dele. Certo dia, ele estava sentado em casa, com sua lança na mão, enquanto Davi dedilhava sua harpa. De repente, Saul tentou encravar Davi com a lança, mas ele se desviou. A lança ficou encravada na-parede e Davi escapou. Era noite.

    11-14 Saul enviou alguns homens à casa de Davi. Eles deveriam vigiá-lo e matá-lo logo cedo. Mas a mulher de Davi, Mical, contou ao marido o que estava acontecendo: “Vamos, não perca tempo. Fuja hoje mesmo, ou estará morto pela manhã!” Ela o ajudou a escapar por uma janela. Depois, foi buscar um ídolo doméstico e o deitou na cama. Ajeitou um pelo de cabra sobre a cabeça do ídolo e pôs uma coberta por cima. Quando os homens de Saul chegaram para capturar Davi, ela disse: “Ele está na cama, doente.”

    15-16 Saul mandou os seus homens de volta com a seguinte ordem: “Tragam-no aqui, com cama e tudo, para que eu mesmo o mate.” Mas, quando os homens entraram no quarto, encontraram apenas o ídolo doméstico com a peruca de pelos de cabra!

    17 Saul ficou furioso com Mical e disse: “Como você faz uma coisa dessas? Você está do lado do meu inimigo! Você o ajudou a fugir!”

    18 Mical respondeu: “Ele me ameaçou: Ajude-me a escapar daqui ou mato você’”. Davi conseguiu escapar, foi à procura de Samuel, em Ramá, e contou ao profeta o que Saul tinha feito contra ele. Ele e Samuel foram para Naiote.

    19-20 Alguém deu a informação a Saul: “Davi está em Naiote, em Ramá.” Imediatamente, Saul mandou que seus soldados fossem buscá-lo. Eles encontraram um grupo de profetas profetizando sob a direção de Samuel, e, quando menos esperavam, o Espírito de Deus veio sobre eles também. Os soldados começaram a profetizar no meio dos profetas!

    21 A notícia chegou a Saul, e ele enviou outros homens. Eles também começaram a profetizar. Saul tentou mais uma vez: enviou o terceiro grupo de homens, mas eles também começaram a profetizar.

    22 Finalmente, o próprio Saul foi para Ramá. Chegou até a grande cisterna em Seco e indagou o povo para saber onde estavam Samuel e Davi. Alguém disse: “Eles estão em Naiote, em Ramá.”

    23-24 Enquanto seguia para Naiote, em Ramá, o Espírito de Deus também veio sobre Saul. Ele percorreu todo o caminho em transe até chegar a Naiote! Ele tirou a própria roupa e permaneceu em transe diante de Samuel um dia e uma noite. Depois, ainda nu, ficou estirado ao solo. O povo comentava: “Saul está entre os profetas! Quem diria?”

  • 1a Samuel, 18

    JÔNATAS E DAVI, AMIGOS DE CORAÇÃO
    1 Depois que Davi terminou de falar com Saul, Jônatas ficou profundamente impressionado com Davi. Um laço muito forte de amizade se desenvolveu entre eles. Jônatas se comprometeu totalmente com essa amizade com Davi e, desde então, passou a ser seu principal defensor e melhor amigo.

    2 Saul acolheu Davi em sua casa, para que ele não retornasse mais à casa de seu pai.

    34 Jônatas, pela forte amizade que tinha com Davi, fez um acordo com ele. Ele o formalizou com uma dádiva: entregou a ele a sua vestimenta real e suas armas: armadura, espada, arco e cinturão.

    5 Tudo que Saul mandava Davi fazer, ele fazia, e fazia bem-feito. Ele era tão bem-sucedido que Saul o encarregou das operações militares. Tanto o povo quanto os membros da corte de Saul aprovavam e admiravam a liderança de Davi.

    DAVI NA BOCA DO POVO
    6-9 Quando o exército voltava para casa, depois de Davi ter matado o filisteu, as mulheres saíram de todos os vilarejos de Israel, cantando e dançando, recepcionando o rei Saul com tamborins, cânticos festivos e gritos de vitória. As mulheres cantavam com alegria: “Saul matou milhares; Davi, dezenas de milhares!” Saul ficou muito incomodado com aquilo. Tomou o refrão como um insulto pessoal e disse: “Deram crédito a Davi por dezenas de milhares e a mim somente por milhares. Quando menos se esperar, entregarão o reino a ele!” Daquele momento em diante, Saul teve inveja de Davi e ficou de olho nele.

    10-11 No dia seguinte, um espírito perturbador enviado por Deus afligiu Saul, que ficou transtornado. Davi dedilhava sua harpa, como era costume nessas situações. Saul tinha na mão uma lança. De repente, Saul arremessou a lança contra Davi. Seu pensamento era: “Vou cravar Davi na parede.” Mas Davi se desviou da lança. Isso aconteceu duas vezes.

    12-16 Saul tinha medo de Davi, pois estava claro que o Eterno abençoava Davi e tinha abandonado Saul. Por isso, Saul afastou Davi de sua presença, designando-o oficial do exército. Davi estava sempre na frente de combate e era bem-sucedido em tudo que fazia, pois o Eterno estava com ele. Diante do sucesso de Davi, Saul ficou ainda mais preocupado. Mas todos em Israel e em Judá gostavam de Davi. E todos gostavam de ver Davi em batalha.

    17 Certo dia, Saul disse a Davi: “Aqui está Merabe, minha filha mais velha, Quero dá-la em casamento a você. Mas preciso que você mostre sua coragem para mim, que lute as batalhas do Eterno!” Saul estava pensando: “Os filisteus o matarão por mim. Não precisarei levantar a minha mão contra ele.”

    18 Constrangido, Davi respondeu: “Você fala sério? Sou de uma família humilde, não posso ser genro do rei!”

    19 O casamento de Merabe e Davi foi acertado, mas, perto da data marcada, Saul voltou atrás e entregou sua filha a Adriel, de Meolá.

    20-21 Nesse meio-tempo, a outra filha de Saul, Mical, se apaixonou por Davi. Quando Saul soube disso, ficou contente e pensou: “Tenho outra chance. Mical será a armadilha, o pretexto para mandar Davi a uma guerra em que os filisteus com certeza acabarão com ele.” Assim, ele prometeu outra vez a Davi: “Você será meu genro.”

    22 Saul ordenou aos membros da corte: “Digam a Davi em particular: ‘O rei está muito contente com você, e todos na corte gostam muito de você. Não perca tempo. Aceite a proposta de ser genro do rei!’

    23 Eles se esforçaram para convencer Davi, mas ele estava relutante; “O que vocês estão pensando? Não posso fazer isso. Não sou nada. Não tenho nada a oferecer.”

    24-25 Quando eles informaram a Saul a resposta de Davi, ele mandou outro recado a Davi: “O rei não está exigindo de você nenhum pagamento, apenas quer que mate cem filisteus e traga provas de sua vingança a favor do rei. A ordem é que você se vingue dos inimigos do rei.” (Saul esperava que Davi fosse morto em combate).

    26-27 Ao saber disso, Davi ficou contente, pois ali estava algo que ele podia fazer para ter o direito de ser genro do rei! Por isso, não perdeu tempo, foi logo ao que importava. Ele e seus homens mataram os cem filisteus, trouxeram as provas dentro de um saco e as contaram na presença do rei. Missão cumprida! E Saul deu sua filha Mical a Davi em casamento.

    28-29 Saul, percebendo que a bênção do Eterno sobre Davi era cada vez mais evidente e que sua filha Mical o amava, ficou ainda mais preocupado e passou a odiá-lo.

    30 Sempre que os comandantes filisteus saíam para a guerra, Davi estava lá para enfrentá-los, ofuscando, com suas ações, os soldados de Saul. O nome de Davi estava na boca do povo.

  • 1a Samuel, 17

    GOLIAS
    1-3 Os filisteus reuniram suas tropas para a batalha. Eles se prepararam para o combate em Socó, de Judá, e acamparam em Efes-Damim, entre Socó e Azeca. Saul e os israelitas acamparam no vale de Ela. As tropas já estavam em formação de batalha contra os filisteus. Os filisteus ficaram numa montanha, e os israelitas, na outra encosta, tendo um vale entre eles.

    4-7 De repente, surgiu das fileiras dos filisteus um gigante de quase três metros de altura chamado Golias, de Gate. Tinha na cabeça um capacete de bronze e usava uma armadura que pesava quase sessenta quilos! Usava também caneleiras de bronze e carregava uma espada de bronze. Sua lança parecia uma viga. Só a ponta da lança pesava sete quilos e duzentos gramas. Seu escudeiro ia à frente dele.

    8-10 Golias, de sua posição, desafiava os israelitas: “Por que incomodar todo o exército? Não sou eu um filisteu, e vocês, súditos de Saul? Escolham o seu melhor guerreiro e tragam-no a mim. Se ele tiver sorte e me matar, os filisteus serão seus escravos. Mas, se eu tiver sorte e matá-lo, vocês serão nossos escravos e passarão a nos servir. Estou desafiando as tropas de Israel. Tragam-me um homem que possa duelar comigo.”

    11 Quando Saul e as suas tropas ouviram o desafio do filisteu, ficaram aterrorizados e perderam a esperança.

    12-15 Nesse meio-tempo, Davi chegou ao campo de batalha. Ele era filho de Jessé, o efrateu de Belém de Judá. Jessé, pai de oito filhos, já estava muito idoso para lutar no exército de Saul, mas os três filhos mais velhos de Jessé foram com Saul para a guerra. Os nomes dos filhos que se alistaram no exército eram Eliabe, o primogênito, Abinadabe e o terceiro, Samá. Davi era o caçula. Enquanto os três irmãos mais velhos estavam no campo de batalha, Davi ficou dividido entre ajudar Saul e cuidar das ovelhas de seu pai em Belém.

    16 Toda manhã e toda tarde, durante quarenta dias, Golias se posicionava e desafiava os israelitas.

    17-19 Certo dia, Jessé disse a Davi: “Pegue este saco de trigo tostado e dez pães e leve a seus irmãos que estão no acampamento. Leve estes dez queijos para o c tão da divisão. Veja como estão passando seus irmãos e volte para me dizer como estão Saul, seus irmãos e todos os israelitas na batalha contra os filisteus, no vale de Ela.”

    20-23 Davi se levantou de madrugada, deixou alguém encarregado de cuidar das ovelhas e foi levar a comida, de acordo com as instruções de Jessé. Ele chegou ao acampamento numa hora em que o exército estava se preparando para a batalha com gritos de guerra. Israel e os filisteus estavam posicionados um de frente para o outro, preparados para o combate. Davi deixou os suprimentos aos cuidados do guarda, correu para a linha de combate e saudou seus irmãos. Enquanto conversavam, o guerreiro filisteu, Golias de Gate, saiu e se pôs à frente das suas fileiras, desafiando os israelitas, como de costume. Davi ouviu o que ele disse.

    24-25 Os israelitas, com medo do gigante, se dispersaram por todos os lados. No meio das tropas, o comentário era este: “Você já viu alguma coisa assim? Esse homem provoca Israel abertamente. Quem conseguir matá-lo está feito! O rei dará uma generosa recompensa, oferecerá sua filha por mulher e isentará toda a sua família de impostos.”

    CINCO PEDRAS
    26 Davi, conversando com o homem que estava a seu lado, perguntou: “Qual será a recompensa para quem matar o filisteu e livrar Israel dessa desonra? Afinal, quem esse incircunciso filisteu pensa que é para insultar o exército do Deus vivo?”

    27 Repetiram a ele o que todos comentavam sobre o que o rei daria a quem matasse o filisteu.

    28 Eliabe, seu irmão mais velho, ouviu Davi conversando com os soldados e perdeu a paciência: “O que você está fazendo aqui? Por que não está cuidando daquelas ovelhas magricelas? Eu sei qual é sua intenção. Você veio para assistir à batalha de camarote.”

    29-30 Davi respondeu: “Qual o problema? Só fiz uma pergunta.” Ignorando o irmão, voltou-se para outro soldado e fez a mesma pergunta, recebendo a mesma resposta.

    31 Alguém contou a Saul o que Davi estava conversando, e o rei mandou chamá-lo.

    32 Davi disse: “Senhor, não perca a esperança. Estou pronto para enfrentar esse filisteu.”

    33 Saul respondeu a Davi: “Você não tem condições de lutar contra esse filisteu: é muito jovem e inexperiente. O filisteu tem mais tempo nas guerras que você de vida.”

    34-37 Davi retrucou: “Sou pastor e cuido das ovelhas do meu pai. Quando um leão ou urso atacava um cordeiro do rebanho, eu saía atrás, matava-o e resgatava o cordeiro. Se o animal quisesse me atacar, eu o agarrava, torcia seu pescoço e o matava. Leão ou urso, qualquer um deles eu matava. Por isso, farei a mesma coisa com esse filisteu incircunciso que está afrontando o exército do Deus vivo. O Eterno que me livrou das garras do leão e das garras do urso também me livrará das mãos desse filisteu.” Saul concordou: “Tudo bem, pode ir. Que o Eterno ajude você!”

    38-39 O rei equipou Davi com uma armadura. Pôs na cabeça dele seu capacete de bronze e prendeu sua espada à cintura. Davi tentou andar, mas nem conseguia se mexer. Davi disse a Saul: “Mal consigo me movimentar com toda esta parafernália. Não estou acostumado a isto.” Em seguida, tirou tudo aquilo.

    40 Davi pegou seu cajado de pastor, escolheu cinco pedras lisas de um riacho, guardou-as no seu alforje de pastor e, com seu estilingue, se aproximou de Golias.

    4142 O filisteu, que andava de lá para cá, atrás de seu escudeiro, viu Davi se aproximando. Ele olhou para baixo e, zombando, disse: “Vejam só, um jovem ruivo e arrumadinho.”

    43 Golias ridicularizou Davi: “Acaso sou um cachorro para você vir me enxotar com um pedaço de pau?” E amaldiçoava Davi, invocando os seus deuses.

    44 O filisteu esbravejou: “Venha! Vou atropelar você e deixar seu corpo para os corvos. Será um prato cheio para os animais do campo.”

    4547 Davi respondeu: “Você vem contra mim com espada, lança e dardos, mas eu venho em nome do Senhor dos Exércitos de Anjos, o Deus dos exércitos de Israel, de quem você zomba e a quem amaldiçoa. Hoje mesmo o Eterno entregará você nas minhas mãos. Estou prestes a matá-lo, cortar sua cabeça e entregar seu corpo e também o corpo de todos os seus companheiros filisteus aos corvos e animais selvagens. Toda a terra saberá que há um Deus extraordinário em Israel. Todos aqui ficarão sabendo que o Eterno salva sem depender da espada ou da lança. A batalha pertence ao Eterno. Ele entregará vocês em nossas mãos!”

    48-49 As palavra do jovem mexeram com o filisteu, e ele começou a vir na direção de Davi, que, deixando as fileiras israelitas atrás de si, saiu correndo na direção do filisteu. Davi pegou uma pedra do alforje, lançou-a com o estilingue e atingiu o filisteu na testa. A pedra ficou cravada em sua fronte, e o gigante caiu com o rosto em terra.

    50 Foi com um estilingue e uma pedra que Davi derrotou o filisteu. Ele o atingiu e o matou. Davi nem carregava espada!

    51 Depois que o filisteu caiu, Davi correu e ficou de pé sobre ele, puxou a espada do gigante da bainha e terminou o serviço, cortando a cabeça dele. Os filisteus, vendo que o seu grande herói estava morto, fugiram para se salvar.

    52-54 Os homens de Israel e Judá foram atrás deles, gritando, e perseguiram os filisteus até os arredores de Gate e a entrada de Ecrom. Ao longo de toda a estrada de Saaraim, até Gate e Ecrom, havia filisteus caídos. Depois de os perseguirem, os israelitas voltaram e saquearam o acampamento. Davi levou a cabeça do filisteu para Jerusalém, mas deixou em sua tenda as armas do gigante.

    55 Quando Saul viu Davi saindo para enfrentar o filisteu, disse a Abner, o comandante do exército: “Conte-me sobre a família desse jovem.” Abner respondeu: “Juro por minha vida, ó rei, que não a conheço.”

    56 O rei ordenou: “Pois descubra a que família esse jovem pertence.”

    57 Assim que Davi regressou, depois de matar o filisteu, Abner trouxe a cabeça do filisteu, que ainda estava com Davi, e a entregou a Saul.

    58 O rei perguntou: “Jovem, quem é seu pai?” Davi respondeu: “Sou filho de seu servo Jessé, que vive em Belém.”

  • 1a Samuel, 16

    O ETERNO VÊ O CORAÇÃO
    1 O Eterno disse a Samuel: “Até quando você vai ficar lastimando por causa de Saul? Você sabe que o rejeitei como rei de Israel. Agora encha seu frasco de óleo e vá a Belém, à casa de Jessé. Encontrei, entre os filhos dele, o rei de que preciso.”

    2-3 Samuel disse: “Não posso fazer isso. Saul ficará sabendo e me matará.” O Eterno respondeu: “Leve um novilho com você e diga que vai adorar ao Eterno e sacrificar o novilho. Não deixe de convidar Jessé. Depois, direi o que você deve fazer e mostrarei quem você deverá ungir.”

    4 Samuel seguiu as instruções do Eterno. Quando chegou a Belém, os anciãos da cidade o cumprimentaram, mas estavam apreensivos e perguntaram: “O que está acontecendo?”

    5 “Não há nada errado. Vim oferecer este novilho em sacrifício e conduzir vocês na adoração ao Eterno. Preparem-se, consagrem-se e venham comigo para adorar.” Ele fez que Jessé e seus filhos também se consagrassem e os convidou para a adoração.

    6 Quando chegaram, Samuel ficou observando Eliabe e pensava: “Deve ser esse o ungido do Eterno!”

    7 Mas o Eterno disse a Samuel: “Não olhe para o exterior. Não fique impressionado com sua aparência e estatura. Eu já descartei esse. O Eterno não julga as pessoas pelos padrões humanos. Os homens e as mulheres olham para a aparência, mas o Eterno vê o coração.”

    8 Em seguida, Jessé chamou Abinadabe e o apresentou a Samuel. Ele disse: “Esse também não é o escolhido do Eterno.”

    9 Depois, Jessé apresentou Samá. Samuel disse: “Não, também não é esse.”

    10 Jessé apresentou seus sete filhos a Samuel. O profeta foi ríspido: “O Eterno não escolheu a nenhum desses.”

    11 Ele perguntou a Jessé: “São só esses? Você não tem outros filhos?” “Tenho ainda o caçula. Mas ele está cuidando das ovelhas.” Samuel disse a Jessé: “Mande chamá-lo. Não sairemos daqui até que ele venha.”

    12 Jessé mandou chamá-lo, e o rapaz foi trazido. Era saudável, tinha olhos claros e boa aparência. O Eterno disse: “É esse que você deve ungir! Foi ele a quem escolhi.”

    13 Samuel tomou seu frasco de óleo e o ungiu à vista de seus irmãos. O Espírito do Eterno veio sobre Davi como uma rajada de vento, apoderando-se dele para o resto da vida. Samuel voltou para sua casa em Ramá.

    DAVI, UM MÚSICO EXCELENTE
    14 Naquele mesmo instante, o Espírito do Eterno deixou Saul e, em seu lugar, um terrível espírito enviado por Deus veio sobre ele. Ele ficou atormentado.

    15-16 Os conselheiros de Saul disseram: “Essa depressão, vinda de Deus, está atormentando sua vida, senhor. Deixe-nos ajudar. Vamos procurar alguém que toque a harpa. Quando o espírito terrível enviado por Deus se manifestar, essa pessoa tocará uma música, para que o senhor se sinta melhor.”

    17 Saul disse a eles: “Vão. Encontrem alguém que seja bom tocador de harpa e tragam-no aqui.”

    18 Um dos jovens disse: “Conheço alguém assina. Eu mesmo o vi tocar: o filho de Jessé de Belém é excelente músico. Ele também é corajoso, maduro, fala bem, tem boa aparência, e o Eterno está com ele.”

    19 Saul enviou mensageiros a Jessé, pedindo para que ele mandasse seu filho Davi, aquele que cuidava das ovelhas.

    20-21 Jessé carregou um jumento com alguns pães, uma garrafa de vinho e um cabrito e enviou tudo como presente a Saul, com seu filho Davi. O jovem apresentou-se a Saul, e o rei gostou dele imediatamente, tanto que fez de Davi seu braço direito.

    22 Saul mandou dizer a Jessé: “Muito obrigado. Davi ficará aqui. É ele que eu estava procurando. Estou muito contente com a vinda dele.”

    23 Depois disso, sempre que a terrível depressão de Deus atormentava Saul, Davi dedilhava sua harpa para ele. Saul se acalmava e ficava por um tempo livre de seu mau humor.

  • 1a Samuel, 15

    1-2 Samuel disse a Saul: “O Eterno me enviou para ungir você rei sobre o seu povo, Israel. Agora, escute o que o Senhor dos Exércitos de Anjos diz:

    2-3 “‘Vou me vingar dos amalequitas, pelo que fizeram contra Israel quando saía do Egito. Portanto, ataque os amalequitas. Submeta todos os pertences dos amalequitas à santa condenação. Sem exceção! Você deve destruir tudo: homens e mulheres, crianças, bebês, gado e ovelha, camelos e jumentos.’”

    4-5- Saul convocou o exército, que se reuniu em Telaim. Ele os equipou para a guerra — duzentos mil homens de infantaria de Israel e dez mil de Judá. Saul marchou até a cidade de Amaleque e armou uma emboscada no vale.

    6 O rei mandou dizer aos queneus: “Saiam daí enquanto podem. Deixem a cidade imediatamente, do contrário, serão confundidos com os amalequitas. Estou dando esta chance porque vocês trataram bem os israelitas quando saíram do Egito.” Os queneus abandonaram a cidade.

    7-9 Saul atacou os amalequitas desde Havilá até Sur, perto da fronteira do Egito. Ele capturou vivo Agague e exterminou todo o povo, como determinava a santa condenação. Saul e o exército mantiveram vivos apenas Agague e os melhores espécimes das ovelhas e do gado. Eles não os submeteram à santa condenação. O restante, que ninguém queria mesmo, foi destruído de acordo com a determinação divina.

    10-11 Mas o Eterno disse a Samuel: “Lamento ter constituído Saul rei. Ele me abandonou e se recusa a seguir as minhas instruções.”

    11-12 Quando ouviu isso, Samuel ficou muito triste e clamou a noite toda ao Eterno. Levantou-se bem cedo para se encontrar com Saul, mas alguém o informou: “Saul foi embora. Foi para o Carmelo inaugurar um monumento em honra a ele próprio. Dali seguirá para Gilgal.” Quando Samuel finalmente o encontrou, Saul tinha acabado de oferecer ofertas queimadas ao Eterno com os animais dos amalequitas.

    13 Samuel se aproximou, e Saul disse: “O Eterno abençoe você! Segui à risca as instruções do Eterno!”

    14 Samuel perguntou: “Então, o que é isso que estou ouvindo, esse balido de ovelhas e o mugido de bois?”

    15 Saul respondeu: “São apenas alguns despojos. Os soldados ficaram com alguns dos melhores bois e ovelhas para oferecer em sacrifício ao Eterno. Mas destruímos o restante, em cumprimento da santa condenação.”

    16 Samuel o interrompeu: “Chega! Vou contar a você o que o Eterno me disse esta noite.” Saul respondeu: “Vá em frente. Conte-me!”

    17-19 Samuel disse: “Você não era nada quando foi escolhido, e sabe disso! O Eterno o constituiu líder, e você se tornou rei sobre todo o Israel. Depois, o Eterno enviou você para cumprir essa missão, com a seguinte ordem: ‘Vá e submeta esses pecadores amalequitas à santa condenação. Ataque-os até que tenha exterminado todos eles’. Agora, me diga: por que você não obedeceu ao Eterno? Por que tomou todos esses despojos? Por que cometeu esse erro, sabendo que o Eterno está sempre observando você?”

    20-21 Saul se defendeu: “Do que você está falando? Eu obedeci ao Eterno! Fiz tudo que ele me mandou. Capturei o rei Agague e destruí os amalequitas nos termos da santa condenação. Os soldados apenas pouparam os melhores bois e ovelhas para oferecer ao Eterno em Gilgal. Qual o problema nisso?”

    22-23 Samuel respondeu: “Você acha que o Eterno quer apenas sacrifícios, meros rituais externos? Ele quer que você o escute! Obedecer a ele é melhor que qualquer aparato religioso. Desobedecer ao Eterno é pior que praticar ocultismo. A presunção perante o Eterno é pior que idolatrar os ancestrais. Já que você rejeitou a ordem do Eterno, ele rejeitou seu reinado.”

    24-25 Saul finalmente confessou: “Eu pequei! Fiz pouco caso das ordens do Eterno e das suas instruções. Fiquei mais preocupado em agradar ao povo. Fui influenciado pelos outros. Peço que você perdoe meu pecado! Segure a minha mão e me conduza até o altar, para que eu possa adorar ao Eterno!”

    26 Mas Samuel disse: “Não. Não posso ajudar você nisso. Você rejeitou a ordem do Eterno. Agora, o Eterno o rejeitou como rei de Israel.”

    27-29 Quando Samuel fez menção de sair, Saul agarrou-se à roupa dele, à sua vestimenta sacerdotal, rasgando um pedaço. Samuel disse: “O Eterno rasgou de você o reino e o entregou ao seu próximo, um homem mais qualificado que você. O Deus de Glória de Israel não mente nem vacila. Ele cumpre tudo que diz.”

    30 Saul insistiu: “Reconheço que pequei. Mas não me abandone! Ajude-me com a sua presença diante dos líderes e do povo. Volte comigo para adorar ao Eterno.”

    31 Samuel voltou com ele. Saul prostrou-se diante do Eterno e o adorou.

    32 Samuel ordenou: “Tragam-me Agague, rei dos amalequitas.” Agague foi trazido arrastando o pé e resmungando que preferia estar morto.

    33 Samuel disse: “Assim como a sua espada fez que muitas mães perdessem seus filhos, hoje também sua mãe será como uma daquelas mulheres sem filhos!” E despedaçou Agague na presença do Eterno em Gilgal!

    34-35 Samuel deixou Ramá imediatamente, e Saul voltou para sua casa em Gilgal. Dali em diante, Samuel não teve mais contato com Saul, mas tinha muita pena dele. O Eterno lamentou ter constituído Saul rei sobre Israel.

  • 1a Samuel, 14

    1-3 Certo dia, Jônatas disse a seu escudeiro: “Vamos até a guarnição dos filisteus, do outro lado da encosta.” Mas ele não contou o plano a seu pai. Enquanto isso, Saul continuava acampado debaixo de uma romãzeira, na fronteira de Gibeá, em Migrom. Havia cerca de seiscentos homens com ele. Entre eles, estava Aías, que carregava o colete sacerdotal (ele era filho de Aitube, irmão de Icabode, filho de Fineias, neto de Eli, sacerdote do Eterno em Siló). Ninguém sabia que Jônatas tinha se ausentado.

    4-5 A encosta que Jônatas precisava atravessar para chegar à guarnição dos filisteus tinha um penhasco íngreme dos dois lados, um se chamava Bozez, e o outro, Sené. O penhasco ao norte ficava na direção de Micmás, e o penhasco ao sul, na direção de Gibeá.

    6 Jônatas disse ao seu escudeiro: “Vamos até a guarnição desses incircuncisos. Talvez o Eterno nos favoreça. O Eterno não depende de um grande exército para nos livrar. Quando o Eterno resolve salvar, ninguém tem poder para impedi-lo.”

    7 O escudeiro disse: “Vamos em frente. Faça o que achar melhor. Estou com você.”

    8-10 Jônatas disse: “Faremos o seguinte: atravessaremos a encosta e deixaremos que eles nos vejam. Se disserem: ‘Parem! Não se mexam até que revistemos vocês’, ficaremos parados ali. Não subiremos. Mas, se disserem: ‘Venham para cá!’, subiremos, porque significa que o Eterno os entregou em nossas mãos. Esse será o sinal para nós.”

    11 Foi isso que os dois fizeram. Foram para um lugar no qual podiam ser vistos pela guarnição dos filisteus. Os filisteus gritaram: “Vejam lá! Os hebreus estão saindo dos esconderijos!”

    12 Eles gritaram para Jônatas e seu escudeiro: “Subam para cá! Queremos mostrar uma coisa a vocês!”

    13 Jônatas gritou para o escudeiro: “Vamos! Siga-me! O Eterno os entregou nas mãos de lsrael!” Jônatas subia engatinhando, e seu escudeiro vinha logo atrás. Quando os filisteus se aproximavam deles, Jônatas os derrubava, e o escudeiro, logo atrás, os matava, esmagando a cabeça deles com pedras.

    14-15 Nesse primeiro confronto, Jônatas e seu escudeiro mataram cerca de vinte homens. Isso provocou tumulto no acampamento e no campo de batalha, tanto entre os soldados do destacamento quanto entre as tropas de ataque. O alvoroço foi grande, como nunca visto antes!

    DIRETO À BATALHA
    16-18 As sentinelas de Saul em Gibeá de Benjamim perceberam o tumulto no acampamento dos filisteus. Saul deu ordens: “Formem os pelotões! Contem os soldados! Vejam quem está faltando!” Depois de contar os soldados, verificaram que Jônatas e seu escudeiro estavam faltando.

    18-19 Saul deu ordens a Aías: “Traga o colete sacerdotal. Vejamos o que Deus tem a dizer.” (Naquele tempo, Aías era responsável pelo colete sacerdotal.) Enquanto conversava com o sacerdote, a confusão entre os filisteus se intensificou, e Saul disse a Aias: “Deixe de lado o colete.”

    20-23 Imediatamente, Saul convocou seu exército, e partiram para o ataque. Quando se aproximaram, viram que os filisteus estavam desnorteados: chegavam a matar uns aos outros com suas espadas! Os hebreus que tinham desertado para o exército filisteu retornaram. Eles voltaram a se unir aos israelitas sob o comando de Saul e Jônatas. Além disso, quando todos os israelitas que estavam escondidos nas regiões remotas de Efraim souberam que os filisteus estavam fugindo, saíram dos seus esconderijos e se juntaram à perseguição. O Eterno livrou Israel naquele dia! A batalha avançou até Bete-Áven. Todo o exército seguia a Saul — dez mil homens valentes! A batalha se espalhou por toda a região das montanhas de Efraim.

    24 Saul cometeu uma grande tolice naquele dia. Ele disse a todo o exército: “Maldito aquele que comer qualquer coisa antes do anoitecer, antes de eu me vingar dos meus inimigos!” E ninguém comeu nada o dia todo.

    25-27 Havia mel por toda parte, mas ninguém sequer experimentava o mel, pois temiam a maldição. Acontece que Jônatas não sabia do juramento que seu pai tinha imposto ao exército. Assim, de passagem, ele pegou um pouco de mel com a ponta de sua vara e comeu. Seus olhos brilharam revigorados.

    28 Um dos soldados o informou: “Seu pai impôs um juramento solene a todo o exército: ‘Maldito aquele que comer qualquer coisa antes do anoitecer!’. É por isso que os soldados estão esgotados!”

    29-30 Jônatas retrucou: “Meu pai arranjou um problema desnecessário para o povo. Vejam como renovei minhas forças depois que comi o mel! Seria muito melhor se os soldados pudessem ter comido de tudo que tiraram do inimigo. Quem sabe os teríamos derrotado de vez!”

    31-32 Naquele dia, eles mataram filisteus desde Micmás até Aijalom, mas os soldados cansaram de lutar e partiram para os despojos. Tomavam tudo que viam: ovelhas, bois, bezerros. Eles os mataram ali mesmo e, assim, se entupiram de carne, com sangue e tudo.

    33-34 Alguém avisou Saul: “Faça alguma coisa! Os soldados pecaram contra o Eterno. Eles estão comendo carne com sangue!” Saul respondeu: “Vocês estão agindo errado! Tragam-me uma grande pedra!” Ele continuou: “Vão para o meio deles e anunciem: ‘Tragam seu boi e sua ovelha para mim e matem-nos aqui, da maneira correta. Depois, podem comer à vontade. Não pequem contra o Eterno, comendo carne com sangue.’” Todos obedeceram. Naquela noite, cada soldado trouxe seu animal para ser abatido.

    35 Foi assim que Saul edificou um altar ao Eterno — o primeiro altar que ele construiu para Deus.

    DESCOBRINDO O QUE O ETERNO PENSA
    36 Saul disse: “Vamos perseguir os filisteus à noite! Passaremos a noite saqueando e não vamos deixar um único filisteu com vida!” As tropas disseram: “Parece uma boa ideia. Vamos!” Mas o sacerdote os deteve: “Vamos descobrir o que Deus pensa sobre o assunto.”

    37 E Saul perguntou a Deus: “Devemos atacar os filisteus? Tu os entregarás nas mãos dos israelitas?” Mas Deus, naquele dia, não respondeu.

    38-39 Saul disse: “Compareçam aqui todos os oficiais do exército. Algum pecado foi cometido hoje. Vamos descobrir o que foi e quem o cometeu! Tão certo como vive o Eterno, Salvador de Israel, quem pecou será morto, mesmo que seja meu filho Jônatas!” Ninguém disse nada.

    40 Saul disse aos israelitas: “Fiquem vocês desse lado, e eu e meu filho Jônatas ficaremos deste lado.” Os oficiais concordaram: ‘Faça o que bem entender.”

    41 Então, Saul orou ao Eterno: “Ó Deus de Israel, por que não me respondeste hoje? Mostra-me a verdade. Se o pecado for meu ou de Jônatas, responde, ó Deus, por meio do Urim. Mas, se o pecado for do exército de Israel, responde por meio do Tumim.” O Urim indicou Saul e Jônatas. O exército ficou livre.

    42 Saul disse: “Lancem sortes entre mim e Jônatas. Quem o Eterno indicar será morto.” Os soldados protestaram: “Não! Isso não está certo! Pare com isso!” Mas Saul insistiu. Lançaram sortes, e Jônatas foi indicado.

    43 Saul interrogou Jônatas: “O que você fez? Diga-me!” Jônatas respondeu: “Experimentei um pouco de mel na ponta da vara que eu carregava. Só isso. Mas devo morrer por causa disso?”

    44 Saul respondeu: “Sim, Jônatas, você morrerá. Está em minhas mãos. Não me ponha contra Deus.”

    45 Mas os soldados não aceitaram aquela decisão: “O quê?! Jônatas vai morrer? Nunca! Foi ele o responsável por esse maravilhoso livramento. Tão certo como vive o Eterno, nem um fio de cabelo cairá da sua cabeça. Ele tem agido com o auxílio de Deus o tempo todo!” Os soldados protegeram Jônatas; por isso, ele não morreu.

    46 Saul desistiu de perseguir os filisteus, e eles se dispersaram e voltaram para casa.

    47-48 Saul ampliou seu domínio, conquistando reinos vizinhos. Lutou contra os inimigos de todos os lados: moabitas, amonitas, edomitas, o rei de Zobá e os filisteus. Aonde quer que fosse, era vitorioso. Ele era imbatível e massacrou os amalequitas, livrando Israel dos que exploravam sua nação.

    49-51 Os filhos de Saul eram Jônatas, Isvi e Malquisua. Saul teve duas filhas, a primogênita, Merabe, e a mais nova, Mical. Sua mulher era Ainoã, filha de Aimaás. Abner, filho de Ner, era o comandante do exército de Saul. (Ner era tio de Saul). Quis, pai de Saul, e Ner, pai de Abner, eram filhos de Abiel.

    52 Durante toda a vida de Saul, houve guerra feroz e implacável contra os filisteus. Saul recrutava todo guerreiro e todo homem valente que encontrasse.

  • 1a Samuel, 13

    O ETERNO PROCURA UM SUBSTITUTO PARA SAUL
    1-2 Saul era jovem quando se tornou rei e reinou muitos anos sobre Israel. Ele recrutou três mil homens, mantendo dois mil sob seu comando, em Micmás e nas montanhas de Betel. Os outros ficaram sob o comando de Jônatas, em Gibeá de Benjamim. O restante foi mandado de volta para casa.

    3-4 Jônatas atacou e matou o comandante dos filisteus em Gibeá. Quando os filisteus souberam disso, mandaram dizer: “Os hebreus estão se rebelando!” Saul mandou tocar as trombetas no território inteiro, e a notícia correu por todo o Israel: “Saul matou o comandante filisteu. Os filisteus estão agitados e furiosos!” O exército foi convocado e se apresentou a Saul em Gilgal.

    5 Os filisteus juntaram forças para atacar Israel: três mil carros de guerra, seis mil cavaleiros e tantos soldados de infantaria que pareciam areia na praia. Eles subiram aos montes e acamparam em Micmás, a leste de Bete-Áven.

    6-7 Quando os israelitas perceberam que estavam em desvantagem, correram para se esconder em cavernas, buracos, penhascos, poços e cisternas. Alguns atravessaram o rio Jordão para se refugiar em Gade e em Gileade. Mas Saul manteve sua posição em Gilgal. Os soldados continuavam com ele, apesar de estarem morrendo de medo.

    8 Ele aguardou sete dias, conforme o combinado, mas Samuel não chegava, e os soldados começaram a desertar, indo para todo canto.

    9-10 Por fim, Saul deu esta ordem: “Tragam-me a oferta queimada e as ofertas de paz!” Ele sacrificou a oferta queimada. Assim que acabou de sacrificar, Samuel chegou! Saul foi cumprimentá-lo.

    11-12 Samuel perguntou: “O que você está fazendo?” Saul respondeu: “Quando vi que estava perdendo o meu exército e que você não chegava, conforme o combinado, e que os filisteus estavam reunidos em Micmás, pensei: ‘Os filisteus estão prontos para me atacar em Gilgal, mas ainda não busquei a ajuda do Eterno. Por isso, tomei a iniciativa e sacrifiquei a oferta queimada.”

    13-14 Samuel disse a Saul: “Você cometeu um grande erro. Se tivesse obedecido à ordem do Eterno, o seu Deus, ele teria confirmado hoje o seu reinado sobre Israel. Mas agora o seu reinado está desmoronando. O Eterno já está procurando um substituto para você. Desta vez, é ele que fará a escolha. Quando ele o encontrar, vai designá-lo o novo líder do seu povo. Tudo porque você não se ateve ao que foi combinado com o Eterno!”

    15 Depois disso, Samuel deixou Gilgal e foi para Gibeá de Benjamim. Saul contou os soldados que ficaram com ele. Havia apenas seiscentos homens!

    JÔNATAS E SEU ESCUDEIRO
    16-18 Saul, seu filho Jônatas e os soldados que restaram acamparam em Gibeá de Benjamim. Os filisteus estavam acampados em Micmás. Três pelotões de ataque partiram do acampamento dos filisteus. O primeiro foi para Ofra, na estrada para a região de Sual. O segundo foi designado para a estrada de Bete-Horom. O terceiro foi para a fronteira do vale de Zeboim, na direção do deserto.

    19-22 Em Israel, não havia nenhum ferreiro, pois os filisteus haviam proibido os hebreus de fabricar espadas e lanças. Por isso, os israelitas tinham de descer ao território dos filisteus para afiar suas ferramentas: arados, enxadas, machados e foices. Eles cobravam oito gramas de prata para afiar os arados e as enxadas e quatro gramas para as demais ferramentas. Assim, quando começou a guerra de Micmás, não havia em Israel nenhuma espada ou lança, exceto a de Saul e a de Jônatas; estes dois estavam bem armados.

    23 Um pelotão dos filisteus posicionou-se na encosta de Micmás.

  • 1a Samuel, 12

    NÃO SIGAM DEUSES DE MENTIRA
    1-3 Samuel dirigiu-se a todo o povo de Israel, dizendo: “Atendi a tudo que me pediram, ouvi atentamente tudo que me disseram e concedi um rei a vocês. Agora, vejam vocês mesmos: O seu rei está liderando vocês! Mas prestem atenção: estou velho e de cabelos brancos, e meus descendentes estão no meio de vocês. Fui um líder fiel desde a juventude até hoje. Olhem para mim! Vocês têm alguma queixa para apresentar perante o Eterno e seu ungido? Alguma vez tirei vantagem de alguém ou explorei vocês? Alguma vez recebi dinheiro para burlar a lei? Apresentem sua queixa, e os compensarei por tudo.”

    4 Eles responderam: “De forma alguma! Você nunca fez nada disso. Você nunca se aproveitou de ninguém e nunca tomou dinheiro de nós.”

    5 Samuel disse: “Então, está resolvido. O Eterno é testemunha, e o seu ungido também, de que vocês não têm nada contra mim — nenhuma falta e nenhuma queixa.”

    6-8 O povo respondeu: “Ele é testemunha.” Samuel continuou: “Esse é o Eterno que designou Moisés e Arão líderes de vocês e que tirou seus antepassados do Egito. Agora, permaneçam aqui, para que eu apresente a causa de vocês diante do Eterno, à luz de todos os atos de justiça realizados diante de vocês e dos seus antepassados. Quando os filhos de Jacó entraram no Egito, os egípcios os oprimiram, e eles pediram socorro ao Eterno. O Eterno enviou Moisés e Arão, que tiraram seus ancestrais do Egito e os trouxeram para cá.

    9 “Mas não demorou, e eles se esqueceram do Eterno; por isso, ele os entregou a Sísera, comandante do exército de Hazor. Depois, os entregou à opressão dos filisteus e, então, ao rei de Moabe. Eles tiveram de lutar para salvar a pele.

    10 “Por fim, pediram socorro ao Eterno e confessaram: ‘Pecamos! Abandonamos o Eterno para adorar os deuses da fertilidade e as deusas de Canaã. Ah! Livra-nos da crueldade dos nossos inimigos, e serviremos apenas a ti’.

    11 “Foi quando o Eterno enviou Jerubaal (Gideão), Bedã (Baraque), Jefté e Samuel. Ele os livrou da opressão dos inimigos ao redor, e vocês puderam viver em paz.

    12 “Mas, quando viram Naás, rei dos amonitas, preparando-se para atacar, vocês me disseram: ‘Estamos cansados disso. Queremos um rei!’, embora vocês já tivessem o Eterno como rei!

    13-15 “Portanto, aqui está o rei a quem vocês escolheram, aquele que vocês pediram. O Eterno atendeu ao desejo de vocês e concedeu um rei a Israel. Se vocês temerem, servirem e obedecerem ao Eterno, sem se rebelar contra o que ele disser; se vocês e o rei a quem escolheram seguirem o Eterno, vocês viverão bem. O Eterno protegerá vocês. Mas, se não obedecerem a ele e se rebelarem contra o que ele disser, a situação de vocês será pior que a dos seus antepassados.

    16-17 “Prestem atenção! Vejam o milagre que o Eterno fará diante de vocês! Estamos no verão, como vocês sabem, e o tempo das chuvas acabou. Mas vou orar ao Eterno, e ele vai mandar trovões e chuva como sinal, para convencê-los do grande erro que cometeram contra Deus quando pediram um rei.”

    18 Assim, Samuel clamou ao Eterno, e Deus enviou trovões e chuva naquele mesmo dia. O povo ficou com muito medo do Eterno e de Samuel.

    19 Então, todo o povo implorou a Samuel: “Interceda ao Eterno por nós, os seus servos. Suplique para que não morramos! Além de todos os nossos pecados, acrescentamos o de pedir um rei!”

    20-22 Samuel os tranquilizou: “Não temam. De fato, vocês fizeram algo muito errado, mas não deem as costas ao Eterno. Adorem a ele com todo o seu coração e com toda a sua força! Não sigam esses deuses de mentira. Eles não servem para nada. São arremedos de divindades: nunca vão ajudar vocês. Já o Eterno, sendo quem ele é, não vai abandonar seu povo. O Eterno terá prazer em tê-los como seu povo.

    23-25 “Eu também não vou abandonar vocês, porque estaria pecando contra o Eterno! Continuarei aqui, em meu lugar, intercedendo por vocês e ensinando a maneira de viver que agrada a Deus. Peço apenas que temam o Eterno e que o sirvam com honestidade, de todo o coração. Todos sabem quanto ele tem feito por vocês! Mas tomem cuidado: se continuarem agindo mal, vocês e seu rei serão rejeitados.”