Categoria: 2a Crônicas

O Segundo Livro das Crônicas
Introdução
O Segundo Livro das Crônicas, que é a continuação do Primeiro Livro das Crônicas, começa com a narração dos acontecimentos do reinado de Salomão em Israel e Judá. Depois da morte do rei Salomão, a nação se dividiu em dois reinos, o do Norte e o do Sul (cap. 10). Daí em diante, conta-se a história de Judá, o Reino do Sul, até a queda de Jerusalém no ano 586 a.C., quando os judeus foram levados cativos para a Babilônia. O livro termina falando sobre o decreto de Ciro, rei da Pérsia, que permitiu que os judeus voltassem para Jerusalém e reconstruíssem o templo.
Esquema do conteúdo
1. O reinado de Salomão (1.1—9.31)
a. Os primeiros anos (1.1-17)
b. A construção do templo (2.1—7.10)
c. Os últimos anos (7.11—9.31)
2. A revolta das tribos do Norte (10.1-19)
3. Os reis de Judá (11.1—36.12)
4. A queda de Jerusalém (36.13-23)

  • 2a Crônicas, 36

    O REI JEOACAZ
    2-3 Jeoacaz tinha 23 anos de idade quando começou a reinar. Reinou três meses em Jerusalém. O rei do Egito o depôs e obrigou o país a pagar três toneladas e meia de prata e trinta e cinco quilos de ouro como imposto.

    O REI JEOAQUIM
    4 Neco, rei do Egito, constituiu Eliaquim, irmão de Jeoacaz, rei sobre Judá e Jerusalém e também mudou o nome dele para Jeoaquim. Depois, levou Jeoacaz para o Egito.

    5 Jeoaquim tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno.

    6-7 Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez guerra contra ele, amarrou-o com correntes de bronze e o levou para a Babilônia. Nabucodonosor também levou objetos do templo do Eterno para enfeitar o palácio real.

    8 O restante da história de Jeoaquim, o sacrilégio abominável que cometeu e as consequências dos seus atos, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel e de Judá. Seu filho Joaquim o sucedeu.

    O REI JOAQUIM
    9-10 Joaquim tinha 18 anos de idade quando começou a reinar, mas reinou apenas três meses e dez dias em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno. Na primavera, o rei Nabucodonosor mandou que o levassem para a Babilônia com o restante dos objetos de valor do templo do Eterno e constituiu seu tio Zedequias rei sobre Judá e Jerusalém.

    O REI ZEDEQUIAS
    11-13 Zedequias tinha 21 anos de idade quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno, como os outros reis. Quando o profeta Jeremias o confrontou com a palavra do Eterno, ele não se arrependeu. Rebelou-se contra o rei Nabucodonosor, que o tinha feito jurar lealdade no nome de Deus. Obstinado, não recorreu ao Eterno nem passou pela sua mente arrepender-se.

    14 Sua maldade contagiou os líderes, os sacerdotes e todo o povo: a corrupção era generalizada. Eles repetiam todas as práticas abomináveis dos pagãos, profanando o templo do Eterno, recém-consagrado em Jerusalém.

    15-17 O Eterno, o Deus de seus antepassados, enviou repetidas advertências contra eles. Deus concedeu a eles várias oportunidades de arrependimento, por compaixão do povo e do templo. Mas eles não quiseram saber: zombavam dos mensageiros do Eterno, desprezavam a mensagem e ridicularizavam os profetas. A ira do Eterno foi crescendo, até chegar a um ponto sem volta. O Eterno convocou Nabucodonosor, rei da Babilônia, que invadiu a nação e massacrou a população sem dó, até dentro do templo. Foi uma verdadeira carnificina que não poupou ninguém: jovens, moças, adultos e idosos. Todos foram tratados da mesma maneira.

    18-20 Em seguida, ele se apossou de tudo que havia no templo, todos os objetos de valor. Não deixou nada para trás. Ele esvaziou também os tesouros do templo do Eterno e o tesouro do rei e dos oficiais. Depois, transportou tudo para a Babilônia, as pessoas e os objetos de valor. Ele incendiou o templo do Eterno, deixando-o em ruínas. Destruiu os muros de Jerusalém e incendiou todas as construções. A cidade inteira foi queimada. Os sobreviventes foram levados cativos para a Babilônia e se tornaram escravos de Nabucodonosor e de sua família. O exílio e a escravidão prolongaram-se até que o reino da Pérsia conquistou a Babilônia.

    21 Foi justamente esta a mensagem do Eterno por meio da pregação de Jeremias: a terra desolada teve o seu descanso sabático, um descanso de setenta anos, como compensação pelos sábados não respeitados.

    O REI CIRO
    22-23 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, em cumprimento à palavra do Eterno anunciada por Jeremias, o Eterno inspirou Ciro, rei da Pérsia, a decretar em todo o seu reino as seguintes palavras: “Decreto de Ciro, rei da Pérsia. O Eterno, o Deus dos céus, entregou-me todos os reinos da terra. Ele também me encarregou de construir um templo de adoração a ele em Jerusalém de Judá. Todos os que pertencem ao povo do Eterno sintam-se convocados, e que o Eterno, o seu Deus, esteja com vocês! Avante!”

  • 2a Crônicas, 35

    1-4 Josias celebrou a Páscoa do Eterno em Jerusalém. Depois de abaterem o cordeiro da Páscoa, no dia 14 do primeiro mês, ele deu instruções detalhadas aos sacerdotes e encorajou-os no trabalho de condução do serviço no templo do Eterno. Também disse aos levitas encarregados de ensinar e orientar Israel com respeito a tudo que estava relacionado ao culto (eles tinham sido especialmente consagrados para essa tarefa): “Ponham a arca sagrada no templo construído por Salomão, filho de Davi, rei de Israel. Vocês não precisarão carregá-la sobre os ombros de um lugar para outro! Sirvam ao Eterno e a Israel, o povo de Deus. Organizem-se de acordo com suas famílias para as respectivas tarefas, segundo as instruções deixadas por Davi, rei de lsrael, e por seu filho Salomão.

    5-6 “Permaneçam em seus lugares no santuário, um grupo de levitas para cada grupo de moradores. Vocês abaterão o cordeiro da Páscoa. Depois, consagrem-se e preparem o cordeiro, para que todos possam celebrar a Páscoa, exatamente como o Eterno ordenou por meio de Moisés.”

    7-9 Josias doou, pessoalmente, trinta mil ovelhas, cordeiros e cabritos e três mil bois. Tudo que era preciso para a celebração da Páscoa foi providenciado. Seus oficiais também colaboraram com o povo. Ajudaram até mesmo os sacerdotes e os levitas. Hilquias, Zacarias e Jeiel, administradores do templo de Deus, deram dois mil e seiscentos cordeiros e trezentos bois para os sacerdotes para o sacrifício da Páscoa. Conanias, seus irmãos Semaías e Natanael e os chefes dos levitas Hasabias, Jeiel e Jozabade doaram cinco mil cordeiros e cinco mil bois para os levitas para o sacrifício da Páscoa.

    10-13 Todos os preparativos para o sacrifício ficaram prontos. Os sacerdotes assumiram suas funções, e os levitas ocuparam suas posições conforme a instrução do rei. Abatiam os cordeiros para a Páscoa, e os sacerdotes aspergiam o sangue dos cordeiros, enquanto os levitas tiravam as peles dos animais. Eles separaram as ofertas queimadas a serem oferecidas pelos grupos de famílias, para que todos pudessem oferecer ao Eterno, segundo as instruções do livro de Moisés. Fizeram o mesmo com o gado. Assaram o cordeiro da Páscoa de acordo com as instruções e cozinharam as ofertas consagradas em panelas, potes e caldeirões e serviram ao povo.

    14 Depois de o povo comer a refeição sagrada, os levitas se serviram e serviram aos sacerdotes descendentes de Arão, pois os sacerdotes ficaram trabalhando até tarde da noite, oferecendo os sacrifícios sobre o altar.

    15 Os músicos descendentes de Asafe estavam todos em seus lugares de acordo com as instruções de Davi e de Asafe, Hemã e Jedutum, vidente do rei. Os guardas vigiavam as portas. Os levitas também lhes serviram, pois eles não podiam deixar os seus lugares.

    16-19 Assim, naquele dia, tudo foi realizado a serviço do Eterno, para a celebração da Páscoa e o sacrifício das ofertas queimadas sobre o altar do Eterno, conforme as ordens de Josias. Durante sete dias, os israelitas celebraram a Páscoa, também conhecida como festa dos Pães sem Fermento. A Páscoa não havia sido celebrada dessa maneira desde os dias do profeta Samuel. Nenhum dos reis a havia celebrado. Mas Josias, os sacerdotes, os levitas, todo o povo de Judá e de Israel que compareceram naquela semana, além dos moradores de Jerusalém, todos eles a celebraram. Essa Páscoa foi celebrada no décimo oitavo ano do reinado do rei Josias.

    20 Algum tempo depois de Josias ter concluído a reforma no templo, Neco, rei do Egito, marchou para a guerra até Carquemis, às margens do rio Eufrates. Josias saiu para enfrentá-lo.

    21 Neco enviou mensageiros a Josias, dizendo: “Qual o problema entre nós, rei de Judá? Não vim atacar você, mas outra nação contra quem estou em guerra. Deus mandou que eu me apressasse; por isso, não me atrapalhe, pois você estará impedindo o próprio Deus, que está do meu lado, e ele destruirá você.”

    22-23 Mas Josias não voltou atrás nem acreditou nas palavras de Neco (entretanto, era Deus quem estava falando). Apesar de o rei Josias ter se disfarçado para enfrentá-lo nas planícies de Megido, os flecheiros o atingiram. O rei disse a seus oficiais: “Tirem-me daqui! Estou ferido!”

    24-25 Os soldados tiraram o rei do carro dele e o puseram em outro, que o transportou de volta a Jerusalém. Ali ele morreu e foi sepultado no cemitério da família. Todos em Judá e em Jerusalém compareceram ao funeral. Jeremias compôs um hino de lamento por Josias. O hino é cantado até hoje pelos coros de Israel. O hino está registrado nos Lamentos.

    26-1 O restante da história de Josias, sua vida exemplar e dedicada, de acordo com a Revelação de Deus, do início ao fim, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel e de Judá. O povo escolheu Jeoacaz, filho de Josias, rei em Jerusalém, para suceder seu pai.

  • 2a Crônicas, 34

    O REI JOSIAS
    1-2 Josias tinha 8 anos de idade quando começou a reinar. Reinou trinta e um anos em Jerusalém. Ele agiu corretamente diante do Eterno e seguiu os passos de seu antepassado Davi, sem se desviar para a direita nem para a esquerda.

    3-7 No oitavo ano do seu reinado, ainda adolescente, ele começou a buscar o Deus de Davi, seu antepassado. Quatro anos depois, o décimo segundo do seu reinado, ele começou a eliminar de Judá os altares ligados às orgias religiosas e a destruir os postes sagrados de Aserá e as imagens, esculpidas e fundidas, dos deuses e das deusas. Demoliu os altares de Baal, derrubou qualquer altar relacionado aos ídolos e jogou o entulho e as cinzas sobre o túmulo dos que haviam cultuado esses deuses. Queimou os ossos dos sacerdotes sobre os mesmos altares em que ofereciam sacrifícios enquanto estavam vivos. Assim, purificou completamente Judá e Jerusalém. A limpeza abrangeu as cidades de Manassés, Efraim, Simeão e suas redondezas, chegando a Naftali. Demoliu todos os altares e os postes de Aserá por todo o Israel, destruiu as imagens das deusas e dos deuses e queimou os altares locais. Depois de Israel ter sido purificado, voltou para Jerusalém.

    8-13 Certo dia, no décimo oitavo ano do seu reinado, depois de completar a purificação do país e do templo, o rei Josias incumbiu Safã, filho de Azalias, Maaseias, governador da cidade, e Joá, filho de Joacaz, o arquivista do palácio, de restaurar o templo do Eterno. A primeira providência foi entregar todo o dinheiro arrecadado pelos guardas levitas de Manassés, de Efraim e do restante de Israel, de Judá, de Benjamim e dos moradores de Jerusalém nas mãos dos encarregados da obra do templo do Eterno. Com esses recursos, eles podiam pagar os trabalhadores que faziam os reparos no templo: os carpinteiros, os construtores e os pedreiros. Assim, eles puderam comprar madeira e pedras lavradas para reforçar os alicerces que os reis de Judá haviam deixado deteriorar. Os trabalhadores eram dedicados e honestos. Eram supervisionados por Jaate e Obadias, levitas descendentes de Merari, e por Zacarias e Mesulão, descendentes de Coate, administradores da obra. Outros levitas, que também eram músicos habilidosos, ficaram encarregados dos operários e supervisionavam os trabalhadores nas diversas funções. Os levitas ainda eram encarregados de fazer os serviços de contador, administrador e guardas de segurança.

    14-17 Enquanto recebiam o dinheiro ofertado ao templo do Eterno, o sacerdote principal Hilquias encontrou uma cópia da Revelação de Moisés. Ele contou ao secretário Safã: “Acabei de encontrar o livro da Revelação do Eterno, que ensina os caminhos de Deus! Foi encontrado no templo.” Ele o entregou a Safã que, por sua vez, o entregou ao rei. Com o livro, mandou o seguinte relatório: “Os trabalhos estão encerrados, está tudo em ordem. Todo o dinheiro arrecadado no templo do Eterno foi usado para pagar os administradores e os trabalhadores”

    18 Safã disse ainda ao rei: “O sacerdote Hilquias entregou-me um livro.” Então, leu partes do livro ao rei.

    19-21 Quando o rei ouviu o que estava escrito na Revelação do Eterno, rasgou a própria roupa e deu esta ordem ao sacerdote Hilquias, a Aicam, filho se Safã, a Acbor, filho de Micaías, ao próprio Safã e a Asaías, assistente do rei: “Intercedam ao Eterno por mim e por todo o povo de Judá. Procurem saber o que fazer a respeito do que está escrito no livro que foi encontrado. O Eterno deve estar furioso conosco, pois nossos antepassados não obedeceram ao que está escrito nesse livro nem seguiram as instruções dele.”

    22-25 O sacerdote Hilquias e aqueles a quem o rei designou procuraram a profetiza Hulda. Ela era mulher de Salum, filho de Ticvá e neto de Haras, encarregado do guarda-roupa do palácio. Ela morava na parte mais nova de Jerusalém. Eles a consultaram, e ela respondeu: “Assim diz o Eterno, o Deus de Israel: Digam ao homem que enviou vocês que estou para castigar este lugar e essa gente. Todas as palavras escritas no livro que o rei de Judá acabou de ler serão cumpridas. Por quê? Porque esse povo me abandonou e adorou outros deuses. Eles provocaram a minha ira quando começaram a fabricar ídolos. A minha ira se acendeu contra este lugar, e ninguém a extinguirá.

    26-28 “Digam também ao rei de Judá, já que mandou vocês consultarem o Eterno: ‘Assim diz o Eterno sobre o livro que você leu: Já que você levou a sério as ameaças de castigo contra este lugar e essa gente e já que você se humilhou, arrependido, rasgando a própria roupa e chorando diante de mim, também darei ouvidos a você’. Assim diz o Eterno: ‘Vou cuidar de você. Você morrerá tranquilo e será sepultado em paz. Não verá o castigo que trarei a este lugar’.” Os homens levaram a mensagem ao rei.

    29-31 O rei convocou imediatamente todas as autoridades de Judá e de Jerusalém. Subiu ao templo do Eterno acompanhado de todos os homens de Judá, de todos os moradores de Jerusalém, desde os nobres até os mais simples, dos sacerdotes e dos profetas. Depois, leu publicamente tudo que estava escrito no Livro da Aliança encontrado no templo do Eterno. O rei ficou de pé, ao lado da coluna e, diante do Eterno, fez um juramento, comprometendo-se a seguir o Eterno, a confiar nele e a obedecer a ele. Prometeu acatar de corpo e alma as suas instruções com respeito ao que deveriam crer e fazer, também prometeu praticar tudo que estava prescrito na aliança, todas as coisas escritas no livro.

    32 O rei obrigou todos os moradores de Jerusalém e de Benjamim a fazer parte da aliança. Eles aceitaram e se comprometeram com a aliança do Eterno, o Deus de seus antepassados.

    33 Josias fez uma limpeza completa, eliminando a profanação espalhada pelo território de Israel, e fez que todos se renovassem, servissem e adorassem ao Eterno. Durante toda a vida de Josias, o povo manteve uma conduta correta e seguiu fielmente o Eterno, o Deus de seus antepassados.

  • 2a Crônicas, 33

    O REI MANASSÉS
    1-6 Manassés tinha 12 anos de idade quando começou a reinar. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hefzibá. Ele agiu mal diante do Eterno. Reintroduziu todas as práticas imorais e perversas dos povos que o Eterno havia expulsado de diante dos israelitas. Reconstruiu os altares de prostituição que seu pai, Ezequias, destruíra. Construiu altares e postes sagrados para o deus da fertilidade, Baal, e para a deusa da prostituição, Aserá, como Acabe, rei de Israel, tinha feito. Adorou todo tipo de astros. Construiu altares pagãos até dentro do templo de Jerusalém, dedicado exclusivamente por decreto do Eterno: “Em Jerusalém, estabelecerei o meu nome.” Construiu, ainda, altares a todo tipo de astros e os colocou nos dois pátios do templo do Eterno. Ofereceu o próprio filho em sacrifício. Praticou magia e feitiçaria; consultou espíritos dos mortos. Enfim, provocou a ira do Eterno, cometendo todo tipo de profanação.

    7-8 A gota d’água foi pôr a imagem da deusa da prostituição Aserá dentro do templo do Eterno, uma afronta flagrante à declaração do Eterno a Davi e a Salomão: “Neste templo e na cidade de Jerusalém, que escolhi entre todas as tribos de Israel, estabelecerei o meu nome para sempre. Nunca mais deixarei meu povo Israel andar errante fora da terra que dei a seus antepassados, contanto que obedeçam a tudo que ordenei por meio do meu servo Moisés.”

    9-10 Manassés fez o povo se desviar e conseguiu ser pior que as nações pagãs que o Eterno havia destruído. Assim, quando o Eterno falou a Manassés e ao povo, eles simplesmente o ignoraram.

    11-13 Por isso, o Eterno induziu os comandantes das tropas do rei da Assíria a prender Manassés. Eles puseram um gancho no nariz e correntes nos pés do rei de Judá e o levaram para a Babilônia. Apavorado, ele se ajoelhou e, arrependido, pediu a ajuda do Deus de seus antepassados. Enquanto orava, Deus se comoveu, atendeu ao seu pedido, trouxe-o de volta a Jerusalém e lhe devolveu o reinado. Assim, Manassés reconheceu que o Eterno estava no comando.

    14-17 Depois disso, Manassés reconstruiu e elevou o muro externo de defesa da Cidade de Davi, a oeste da fonte de Giom, no vale. Prosseguiu até a Porta do Peixe e contornou a colina de Ofel. Fortaleceu o sistema de defesa, enviando comandantes militares a todas as cidades fortificadas de Judá. Fez uma grande limpeza no templo, retirando todos os ídolos pagãos e as imagens das deusas. Retirou e jogou num lugar fora da cidade todos os altares que ele mesmo tinha posto na colina do templo e os que tinha espalhado por Jerusalém. Restaurou o altar do Eterno e reiniciou o sacrifício, apresentando ofertas de paz e de ações de graças. Ele decretou que todo o povo servisse e adorasse apenas ao Eterno, o Deus de Israel. Mas o povo não o levou a sério. Eles usavam o nome do Eterno, mas continuavam a sacrificar nos altares locais e insistiam nas antigas práticas pecaminosas.

    18-19 O restante da história de Manassés, sua oração ao seu Deus, as mensagens que os profetas transmitiram pessoalmente pela autoridade do Eterno, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de lsrael.Sua oração e como Deus se compadeceu dele, a relação de todos os seus pecados e suas práticas, a construção dos altares pagãos, dos locais de adoração à deusa da prostituição Aserá e das imagens que ele adorava antes da sua conversão estão descritos no registro dos profetas.

    20 Manassés morreu e foi sepultado no jardim do palácio. Seu filho Amom o sucedeu.

    O REI AMOM
    21-23 Amom tinha 22 anos de idade quando começou a reinar. Reinou dois anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno, como seu pai Manassés, mas nunca se humilhou perante o Eterno, como o fez Manassés. Pelo contrário, foi se tornando cada dia pior.

    24-25 Os servos de Amom se revoltaram e o assassinaram. Eles o mataram dentro do próprio palácio. Mas o povo matou os assassinos e coroou Josias, filho dele, rei em seu lugar.

  • 2a Crônicas, 32

    1 Depois desses fatos e desses exemplos de fidelidade, Senaqueribe, rei da Assíria, declarou guerra a Judá. Ele sitiou as cidades fortificadas e estava determinado a invadi-las.

    2-4 Ezequias, quando percebeu a estratégia de Senaqueribe para tomar Jerusalém, foi consultar conselheiros e líderes militares sobre um assunto em particular: o abastecimento de água fora da cidade. Todos concordaram com a ideia do rei, e um verdadeiro mutirão foi realizado para entupir as fontes e destruir o canal que atravessava a terra. Eles diziam: “Por que deixar que os reis da Assíria se abasteçam com essa água?.”

    5-6 Ezequias também decidiu fazer reparos em todas as brechas do muro da cidade, construir torres de defesa, erguer outro muro, mais distante, e reforçar a rampa de defesa (o Milo) da antiga Cidade de Davi. Também construiu um grande depósito de armas, para guardar lanças e escudos. Em seguida, nomeou oficiais militares para comandarem o povo e convocou toda a população a se reunir na praça central, em frente da porta da cidade.

    6-8 Reunido o povo, Ezequias disse: “Sejam fortes e corajosos! Não tenham medo do rei da Assíria e seu exército. Estamos em grande número, enquanto eles não passam de meia dúzia de gatos-pingados. E ainda temos o Eterno do nosso lado, para nos ajudar e lutar por nós!” Animados com as palavras de Ezequias, o povo criou coragem.

    9-15 Passado um tempo, Senaqueribe, que tinha montado acampamento em torno de Láquis, enviou mensageiros a Jerusalém com a seguinte mensagem ao povo de Judá e a Ezequias: “Senaqueribe, rei da Assíria mandou dizer: ‘Vocês acham que estão seguros nessa fortaleza chamada Jerusalém? Que ingenuidade! Acham que Ezequias vai defendê-los? Não se enganem. Ezequias está iludindo vocês quando diz: O Eterno, o nosso Deus, nos defenderá contra o poder do rei da Assíria. Todos vocês morrerão. Não foi esse Ezequias que eliminou todos os altares locais e determinou um único local de adoração? Vocês sabem o que eu e meus antepassados fizemos a todas as nações vizinhas? Por acaso, um único deus, em algum lugar, conseguiu me resistir? Vocês conhecem algum deus, de alguma nação conquistada por mim ou por meus antepassados, que tenha conseguido algo contra mim? O que os faz acreditar que a ajuda do seu deus será suficiente? Não deixem que Ezequias leve vocês na conversa. Não deixem que ele os engane com essas mentiras deslavadas. Não confiem nele. Nenhum deus, de nenhuma nação ou reino, pôde ajudar seu povo contra mim e contra meus antepassados. O deus de vocês não tem nenhuma chance contra mim.

    16 Os próprios mensageiros também faziam comentários irônicos sobre o Eterno e o rei Ezequias.

    17 Senaqueribe continuou mandando cartas e, em todas, insultava o Eterno, o Deus de Israel: “Os deuses das nações não tiveram forças para ajudar nenhuma delas. O deus de Ezequias não é melhor que eles, talvez seja até mais fraco.”

    18-19 Os mensageiros chegavam até o muro de Jerusalém e falavam bem alto para quem estivesse sobre o muro. Gritavam em hebraico, na tentativa de amedrontá-los e convencê-los a se render. Eles insistiam em confundir o Deus de Jerusalém com os deuses dos povos feitos por mãos humanas.

    20-21 O rei Ezequias, junto com o profeta Isaías, filho de Amoz, foram orar e clamar ao céu. O Eterno respondeu, enviando um anjo, que destruiu todos os que estavam no acampamento dos assírios, soldados e oficiais. Senaqueribe foi forçado a voltar para casa, envergonhado e humilhado. Quando ele entrou no templo do seu deus, foi morto pelo próprio filho.

    22-23 O Eterno livrou Ezequias e os moradores de Jerusalém de Senaqueribe, rei da Assíria, e dos demais inimigos e continuou cuidando do povo. Pessoas surgiam de todos os lugares, trazendo ofertas ao Eterno e presentes valiosos a Ezequias, rei de Judá. As nações vizinhas ficaram admiradas, enquanto Ezequias ganhava popularidade.

    24 Passado um tempo, Ezequias ficou gravemente enfermo e quase morreu. Ele orou ao Eterno, que respondeu com um milagre.

    25-26 Mas, em vez de ser grato, Ezequias se tornou arrogante, o que despertou a ira do Eterno contra ele, contra Judá e contra Jerusalém. Mais tarde, Ezequias e o povo de Jerusalém reconheceram sua arrogância. Por isso, o Eterno conteve sua ira enquanto Ezequias viveu.

    27-31 Ezequias enriqueceu e era muito respeitado. Ele teve de construir depósitos para guardar a grande quantidade de prata, ouro, pedras preciosas, especiarias, escudos e objetos de valor. Ele também construiu armazéns para os cereais, o vinho e o azeite e currais para o gado e as ovelhas. Fundou cidades para uso próprio e criou enormes rebanhos de ovelhas e bois. Deus concedeu a ele muitas riquezas. Ezequias também foi responsável por desviar a saída superior da fonte de Giom para o lado oeste da Cidade de Davi. Ezequias foi bem-sucedido em tudo que se propôs realizar. Mas, quando os governantes da Babilônia enviaram mensageiros para saber a respeito do milagre que havia acontecido, Deus o deixou por conta própria, para ver o que ele faria, pois queria testar sua fidelidade.

    32-33 O restante da história de Ezequias e de sua fiel dedicação, você pode ler por você mesmo: está escrito na visão do profeta Isaías, filho de Amoz, nos Anais dos Reis de Judá e de Israel. Ezequias morreu e foi sepultado na parte superior do cemitério do rei Davi. Todos, em Judá e Jerusalém, foram ao funeral. Ele teve um funeral com todas as honras. Seu filho Manassés o sucedeu.

  • 2a Crônicas, 31

    1 Depois da celebração da Páscoa, todos retornaram às suas cidades em Judá. Ao chegar, destruíram os monumentos de pedra, demoliram os postes sagrados e os altares das divindades ligadas às orgias religiosas e aos ídolos locais. E não pararam até terem percorrido os territórios de Judá, Benjamim, Efraim e Manassés. Só então, voltaram para casa e retomaram suas atividades.

    2 Ezequias organizou os grupos de sacerdotes e de levitas e dividiu as tarefas, distribuindo as funções na condução do ministério de oferecer os sacrifícios, para garantir a apresentação das diversas ofertas e o louvor e ações de graças ao Eterno em todos os cultos.

    3 Também definiu sua contribuição pessoal para as ofertas queimadas das adorações da manhã e da tarde, dos sábados, das festas da Lua Nova e de outros dias sagrados, como prescrevia a Revelação do Eterno.

    4 Pediu ainda que a população de Jerusalém assumisse o sustento dos sacerdotes e dos levitas, para que eles pudessem se dedicar inteiramente à Revelação do Eterno, sem interrupções ou distrações.

    5-7 Assim que a solicitação de Ezequias foi divulgada, os israelitas corresponderam generosamente: ofereceram o melhor da colheita de trigo, do vinho, do azeite, do mel — enfim, de tudo que se produz no campo. Não economizaram em nada. Também trouxeram o dízimo de tudo: do gado, das ovelhas e de tudo que possuíam e que havia sido dedicado ao Eterno. Tudo foi organizado e estocado. Esse trabalho começou no terceiro mês e só foi concluído no sétimo mês.

    8-9 Quando Ezequias e seus oficiais viram a quantidade de ofertas empilhadas, louvaram ao Eterno e elogiaram o povo de Israel. Depois, Ezequias perguntou aos sacerdotes e aos levitas o que fazer com tantas ofertas.

    10 Azarias, o sacerdote principal da família de Zadoque, respondeu: “Depois que o povo começou a trazer as ofertas para o templo do Eterno, há mais que o suficiente para todos comerem à vontade e ainda sobra. O Eterno abençoou seu povo, e essa é a prova.”

    11-18 Ezequias mandou que limpassem e arrumassem as despensas do templo do Eterno. Quando ficaram prontas, armazenaram ali todos os dízimos e ofertas consagradas. O levita Conanias foi designado para esse trabalho, auxiliado por seu irmão Simei. Jeiel, Azazias, Naate, Asael, Jeremote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaia eram supervisores, sob as ordens de Conanias e Simei, que, por sua vez, estavam subordinados às determinações do rei Ezequias e de Azarias, o sacerdote principal do templo de Deus. Coré, filho do levita Imna, guarda da porta leste, ficou encarregado das ofertas voluntárias e tinha a responsabilidade de distribuir as ofertas consagradas e as coisas dedicadas a Deus. Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amarias e Secanias eram leais ao seu chefe na distribuição das ofertas nas cidades dos sacerdotes. Eram honestos na divisão dos suprimentos entre seus companheiros sacerdotes, jovens ou idosos, e entre todos os homens de 30 anos de idade ou mais que ministravam diariamente no templo do Eterno, de acordo com seus turnos e tarefas. Os turnos eram formados pelos sacerdotes oficialmente registrados, de acordo com a família a que pertenciam, e os levitas de 20 anos de idade ou mais, conforme a função que exerciam. O registro genealógico oficial incluía todos da congregação: crianças, mulheres, filhos e filhas. Todos demonstravam grande dedicação no ato de ofertar e na consagração pessoal. Ninguém ficou de fora.

    19 Os descendentes de Arão, os sacerdotes que viviam nos campos, mas que pertenciam às cidades dos sacerdotes, contavam com homens respeitáveis, prontos para a distribuição da porção de cada sacerdote registrado na genealogia oficial dos levitas.

    20-21 Ezequias começou e deu continuidade a essa obra em todo o território de Judá. Ele foi correto perante o Eterno. Sempre que assumia uma tarefa, fosse relacionada ao templo de Deus, fosse concernente à obediência à Lei e aos mandamentos, ele buscava a orientação de Deus e se dedicava de corpo e alma à sua execução. Por isso, ele era muito bem-sucedido em tudo que fazia.

  • 2a Crônicas, 30

    1-5 Ezequias convocou todo o Israel e Judá, enviando, também, carta para Efraim e Manassés, a se reunirem no templo do Eterno em Jerusalém, a fim de celebrar a Páscoa do Eterno, o Deus de Israel. O rei, seus oficiais e toda a comunidade de Jerusalém decidiram celebrar a Páscoa no segundo mês. Eles não puderam celebrar na data prevista, pois não havia sacerdotes suficientes preparados e o povo não teve tempo de se reunir em Jerusalém. Diante dessa situação, o rei e o povo combinaram outra data e, depois, mandaram convites a toda a nação, desde Berseba, no sul, até Dã, no norte. O texto dizia, em essência: “Venham celebrar a Páscoa do Deus de Israel em Jerusalém.” Dos que estavam vivos, ninguém em Israel e Judá havia celebrado a Páscoa como deveria.

    6-9 O rei deu as ordens, e os mensageiros distribuíram os convites assinados pelo rei e por seus oficiais a todo o Israel e Judá. O convite dizia: “Ó israelitas! Voltem-se ao Eterno, o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, a fim de que ele se volte a vocês, vocês que sobreviveram às investidas do rei da Assíria. Não repitam o pecado de seus antepassados, que abandonaram o Eterno e, por isso, foram destruídos. Vocês mesmos são testemunhas da destruição que provocaram. Não sejam obstinados como eles. Confiem no Eterno. Venham ao templo que ele consagrou para sempre. Sirvam ao Eterno, o seu Deus. Assim, vocês não serão mais objetos de sua ira. Se vocês se voltarem ao Eterno, seus parentes e os descendentes levados cativos serão tratados com compaixão e mandados de volta para sua terra. O Eterno é bondoso e compassivo, ele não rejeitará vocês. Voltem, e ele os receberá de braços abertos!.”

    10-12 Os mensageiros foram de cidade em cidade, percorrendo todo o território de Efraim e Manassés, até Zebulom. Mas o povo não os levou a sério e zombava deles. Bem, nem todos. Alguns dos que moravam em Aser, Manassés e Zebulom não se constrangeram em aceitar o convite e ir a Jerusalém. Em Judá, os mensageiros foram mais bem recebidos. Deus agiu poderosamente entre eles, fazendo que se unissem e acatassem as ordens do rei e dos seus oficiais, conforme a palavra do Eterno.

    13-17 Na data marcada do segundo mês, uma imensa multidão se reuniu para celebrar a Páscoa, às vezes, chamada festa dos Pães sem Fermento. Antes de tudo, decidiram eliminar os altares pagãos que ainda restavam em Jerusalém. Eles os removeram e jogaram todos no vale do Cedrom. Depois, no dia 14 do segundo mês, abateram os cordeiros da Páscoa. Antes, os sacerdotes e os levitas não estavam preparados, mas, depois, envergonhados por sua morosidade, eles se consagraram e ofereceram ofertas queimadas no templo do Eterno. Ocuparam seus postos conforme estava prescrito na Revelação de Moisés, o homem de Deus. Os sacerdotes aspergiam o sangue que os levitas passavam para eles. Muitos na congregação não haviam se consagrado de acordo com o exigido e, por isso, não estavam preparados para oferecer sacrifícios. Assim, os levitas tiveram de oferecer os cordeiros da Páscoa no lugar deles, para que todos pudessem apresentá-los ao Eterno.

    18-19 Muita gente, principalmente de Efraim, Manassés, Issacar e Zebulom, não pôde participar da refeição da Páscoa porque não havia se consagrado adequadamente. Ezequias intercedeu por eles: “Que o Eterno, conhecido por sua bondade, perdoe todos os que desejam buscar com sinceridade o Deus de seus antepassados, o Eterno, mesmo — ou principalmente — a esses que não atendem às exigências de acesso ao templo.

    20 O Eterno respondeu à oração de Ezequias e restaurou todo o povo.

    21-22 Todos os israelitas que estavam em Jerusalém celebraram a Páscoa (a festa dos Pães sem Fermento) durante sete dias, e com grande entusiasmo. Os levitas e os sacerdotes louvavam o Eterno todos os dias, fazendo soar bem alto os instrumentos musicais ao Eterno. Ezequias elogiou os levitas pela maneira em que conduziram o povo à adoração do Eterno.

    22-23 Depois de sete dias celebrando, comendo das ofertas de paz e louvando ao Eterno, o Deus de seus antepassados, o povo resolveu estender a festa por mais sete dias! E continuaram a festejar.

    24-26 Ezequias, rei de Judá, forneceu mil bois e sete mil ovelhas para a congregação. Os oficiais forneceram mil bois também e dez mil ovelhas. Havia muitos sacerdotes consagrados e preparados. Toda a congregação de Judá, os sacerdotes, os levitas, os que vieram de Israel e os estrangeiros de Israel e de Judá uniram-se para a celebração. Jerusalém era uma alegria só. Desde a cerimônia da dedicação do templo, construído por Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não se havia testemunhado nada igual na cidade.

    27 Os sacerdotes e os levitas encerraram com a bênção sobre o povo. Deus ouviu a oração deles, que subiu ao céu, sua habitação sacra.

  • 2a Crônicas, 29

    O REI EZEQUIAS
    1-2 O rei Ezequias tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Abias, filha de Zacarias. Ele agiu corretamente diante do Eterno, como seu antepassado Davi.

    3-9 No primeiro mês do primeiro ano do seu reinado, depois de restaurar as portas do templo do Eterno, Ezequias abriu o templo ao público. Ele reuniu os sacerdotes e levitas no pátio leste e disse: “Ouçam, levitas! Consagrem-se e consagrem o templo do Eterno. Façam uma boa limpeza nele. Nossos antepassados erraram e viveram em pecado diante do Eterno. Eles o desprezaram, deixaram de frequentar o templo, o lugar de encontro com o Eterno, e o abandonaram. Fecharam as portas, apagaram as lâmpadas e cancelaram todos os sacrifícios e ofertas queimadas no santuário do Deus de Israel. Por causa disso, o Eterno ficou furioso conosco e expôs nosso povo à zombaria e ao desprezo, como vocês estão vendo! Foi por isso que nossos antepassados foram mortos, e é por isso que nossas mulheres, nossos filhos e nossas filhas foram levados cativos e se tornaram escravos.

    10-11 “Portanto, decidi fazer uma aliança com o Deus de Israel, para que a ira do Eterno seja retirada de cima de nós. Filhos meus, não sejam negligentes. O Eterno escolheu vocês para que permaneçam em sua presença e o sirvam, conduzindo e dirigindo os sacrifícios. Essa é a vida de vocês. Sejam cuidadosos e dedicados em tudo que fizerem.”

    12-17 Os levitas atenderam ao apelo. Entre os coatitas estavam: Maate, filho de Amasai, e Joel, filho de Azarias; entre os meraritas: Quis, filho de Abdi, e Azarias, filho de Jealelel; entre os gersonitas: Joá, filho de Zima, e Éden, filho de Joá; entre os descendentes de Elisafã: Sinri e Jeuel; entre os descendentes de Asafe: Zacarias e Matanias; entre os descendentes de Hemã: Jeuel e Simei; entre os descendentes de Jedutum: Semaías e Uziel. Eles se apresentaram com seus irmãos, consagraram-se e começaram o trabalho de limpeza do templo do Eterno, de acordo com as instruções do rei e em obediência às ordens do Eterno. Os sacerdotes começaram a limpeza de dentro para fora: retiraram todo tipo de entulho pagão acumulado ali, que não pertencia ao santuário e jogaram tudo no vale do Cedrom. A purificação do templo começou no primeiro dia do primeiro mês. No dia 8, chegaram ao pórtico. Levaram mais oito dias para purificar o templo propriamente e mais oito dias para o restante das dependências do edifício.

    18-19 Depois, relataram ao rei Ezequias: “Já purificamos todo o templo do Eterno, até mesmo o altar das ofertas queimadas, a mesa da presença e todos os seus utensílios. Purificamos e consagramos todos os utensílios que o rei Acaz retirou por causa de sua infidelidade. Estão todos diante do altar do Eterno outra vez.”

    20-24 O rei Ezequias começou a trabalhar cedo no dia seguinte. Convocou todos os líderes da cidade, e eles foram para o templo do Eterno. Trouxeram sete bois, sete carneiros, sete cordeiros e sete bodes como oferta de perdão a favor da família real, do santuário e de toda a população de Judá. O rei ordenou que os sacerdotes descendentes de Arão oferecessem o sacrifício no altar do Eterno. Os sacerdotes abateram os bois, derramaram o sangue sobre o altar e, depois, fizeram o mesmo com os carneiros e os cordeiros. Por fim, apresentaram os bodes. O rei e toda a comunidade impuseram as mãos sobre eles. Os sacerdotes os abateram e ofereceram como oferta de perdão, derramando o sangue sobre o altar, para perdão do pecado de todo o Israel. O rei determinou que a oferta queimada e a oferta de perdão fossem oferecidas a favor de todo o Israel.

    25-26 O rei mandou os levitas ocuparem suas funções no templo do Eterno com os instrumentos musicais: címbalos, harpas e liras, segundo as instruções de Davi, de Gade, vidente do rei, e do profeta Natã. Isso foi ordenado pelo Eterno por meio dos seus profetas. Os levitas formaram a orquestra de Davi, enquanto os sacerdotes ficaram responsáveis pelas trombetas.

    27-30 Então, Ezequias deu o sinal para o início: a oferta queimada foi oferecida sobre o altar. Ao mesmo tempo, o coral começou a cantar ao som das trombetas e da orquestra de Davi, enquanto toda a congregação louvava. Durante todo o tempo que era oferecida a oferta queimada, os cantores louvavam e as trombetas soavam. Após os sacrifícios, o rei e todos os presentes se ajoelharam, curvaram-se com o rosto em terra e adoraram. Depois, o rei Ezequias e os líderes mandaram os levitas encerrar aquela parte da cerimônia com cânticos de louvor, usando as composições de Davi e do vidente Asafe. Eles cantaram louvores com alegria e reverência, curvando-se em adoração.

    31-35 Ezequias declarou: “Agora terminou a consagração: todos estão consagrados ao Eterno. Vocês estão prontos para trazer sacrifícios e ofertas de gratidão ao templo do Eterno.” Assim, toda a congregação trouxe sacrifícios e ofertas de gratidão voluntariamente. Também trouxeram, generosamente, setenta bois, cem carneiros e duzentos cordeiros, tudo como oferta queimada ao Eterno. Ao todo, naquele dia, foram consagrados para o sacrifício seiscentos bois e três mil ovelhas. Não havia sacerdotes qualificados suficientes para abater todas as ofertas queimadas; por isso, seus parentes, os levitas, vieram ajudar, enquanto os outros sacerdotes se consagravam para o serviço. No fim, os levitas foram mais criteriosos ao se consagrar que os outros sacerdotes. Além da grande quantidade de ofertas queimadas, havia a gordura das ofertas de paz e as ofertas de bebida que acompanhavam as ofertas queimadas. O culto no templo do Eterno foi restaurado!

    36 Ezequias e toda a congregação celebraram: Deus estabeleceu uma base firme para a vida do povo e fez isso tão r damente!

  • 2a Crônicas, 28

    O REI ACAZ
    1-4 Acaz tinha 20 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno e não foi como seu antepassado Davi. Pelo contrário, seguiu o exemplo de Israel a ponto de fundir imagens para servir aos deuses pagãos de Baal. Queimou incenso proibido no vale de Ben-Hinom e chegou a ponto de oferecer o próprio filho em sacrifício, prática abominável copiada dos povos pagãos que o Eterno havia expulsado da terra. Ele também participou das celebrações às divindades ligadas às orgias religiosas que estavam espalhadas por toda parte.

    5-8 O Eterno o entregou nas mãos do rei da Síria, que o atacou com muita violência e o derrotou, levando muitos prisioneiros para Damasco. Aproveitando a situação, Israel também impôs a ele uma grande derrota. Peca, filho de Remalias, matou, num só dia, cento e vinte mil soldados valentes, porque eles abandonaram o Eterno, o Deus de seus antepassados. Além disso, Zicri, herói efraimita, matou Maaseias, filho do rei, Azricão, encarregado do palácio, e Elcana, o segundo em comando abaixo do rei. E não parou por aí. Os israelitas capturaram duzentos mil homens, mulheres e crianças, além de grande quantidade de despojos, que levaram para Samaria.

    9-11 Odede, profeta do Eterno, estava ali por perto. Ele encontrou o exército quando este entrava em Samaria e disse: “Parem onde estão e ouçam-me! O Eterno, o Deus de seus antepassados, aborreceu-se contra Judá e usou vocês para castigá-lo, mas vocês abusaram: exageraram na força e escravizaram seus irmãos de Judá e de Jerusalém. Não percebem que cometeram um grande pecado contra o Eterno, o seu Deus? Agora prestem atenção. Façam o que vou dizer. Mandem todos os prisioneiros de volta. Se não o fizerem, vocês experimentarão o fogo da ira do Eterno.”

    12-13 Alguns líderes efraimitas — Azarias, filho de Joanã, Berequias, filho de Mesilemote, Jeizquias, filho de Salum, e Amasa, filho de Hadlai — também não concordavam com aquela decisão e disseram aos que voltavam da guerra: “Não tragam esses prisioneiros para cá! Já cometemos um pecado contra o Eterno e, agora, seremos culpados de outro. Com isso, acumulamos culpa o bastante para detonar uma explosão da ira divina.”

    14-15 Então, os soldados entregaram os prisioneiros e os despojos aos líderes e ao povo. Alguns homens especialmente designados reuniram os cativos, vestiram os que estavam nus com roupas encontradas nos despojos e puseram sandálias nos pés deles. Também providenciaram uma boa refeição, trataram os feridos, puseram os mais fracos sobre jumentos e, depois, os conduziram a Jericó, a cidade das Palmeiras, devolvendo-os a seus familiares. Só então, voltaram para Samaria.

    16-21 Na mesma época, o rei Acaz pediu ajuda ao rei da Assíria. Os edomitas voltaram a atacar Judá e levaram muitos prisioneiros. Para piorar, os filisteus invadiram as cidades das planícies até o oeste e o deserto sul e capturaram e ocuparam Bete-Semes, Aijalom e Gederote, além de Socó, Timna e Ginzo, com as aldeias vizinhas. O rei Acaz, numa atitude arrogante, achando que não precisava do Eterno, permitiu que Judá caísse na depravação; por isso, a nação foi humilhada pelo Eterno e teve de buscar ajuda. Mas Tiglate-Pileser, rei da Assíria, não quis ajudá-los. Em vez disso, humilhou Acaz mais ainda, atacando-o e zombando dele. Desesperado, Acaz saqueou o templo do Eterno, o palácio e todo lugar de onde era possível tirar alguma coisa de valor e entregou tudo ao rei da Assíria. Mas não adiantou.

    22-25 O rei Acaz não aprendeu a lição. O mundo inteiro estava contra ele, mas ele insistia em se rebelar contra o Eterno! Oferecia sacrifícios aos deuses de Damasco, porque, depois de ser derrotado por Damasco, pensou: “Se eu servir os deuses que ajudaram Damasco, talvez eles me ajudem também.” Mas a situação só piorava: primeiro, Acaz foi arruinado; depois, toda a nação. Ele retirou todos os objetos de valor e fechou as portas do templo do Eterno. Em seguida, espalhou santuários pagãos para uso pessoal por toda a Jerusalém e pelo território de Judá. Eram altares destinados à adoração de qualquer deus. O Eterno ficou furioso com ele.

    26-27 O restante da vida de Acaz, tudo que fez, do início ao fim, está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá e de Israel Quando Acaz morreu, foi sepultado em Jerusalém, mas não foi honrado com um sepultamento no cemitério dos reis. Seu filho Ezequias foi seu sucessor.

  • 2a Crônicas, 27

    O REI JOTÃO
    1-2 Jotão tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jerusa e era filha de Zadoque. Ele agiu corretamente diante do Eterno, seguindo os passos de seu pai, Uzias. Mas, ao contrário de seu pai, ele não profanou o templo do Eterno. No entanto, o povo continuou vivendo em pecado.

    3-6 Jotão reconstruiu a porta superior do templo do Eterno, aumentou consideravelmente o muro de Ofel e edificou cidades nos planaltos de Judá, bem como fortalezas e torres nos bosques. Ele lutou e derrotou o rei dos amonitas. Naquele ano, os amonitas pagaram a ele três toneladas e meia de prata, cerca de dez mil barris de trigo e dez mil de cevada. O tributo foi repetido nos dois anos seguintes. A força de Jotão estava na sua firmeza e determinação em viver em obediência ao Eterno.

    7-9 O restante da vida de Jotão, suas guerras e conquistas, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel e de Judá. Ele tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Jotão morreu e foi sepultado na Cidade de Davi. Seu filho Acaz foi seu sucessor.