Categoria: 2a Crônicas

O Segundo Livro das Crônicas
Introdução
O Segundo Livro das Crônicas, que é a continuação do Primeiro Livro das Crônicas, começa com a narração dos acontecimentos do reinado de Salomão em Israel e Judá. Depois da morte do rei Salomão, a nação se dividiu em dois reinos, o do Norte e o do Sul (cap. 10). Daí em diante, conta-se a história de Judá, o Reino do Sul, até a queda de Jerusalém no ano 586 a.C., quando os judeus foram levados cativos para a Babilônia. O livro termina falando sobre o decreto de Ciro, rei da Pérsia, que permitiu que os judeus voltassem para Jerusalém e reconstruíssem o templo.
Esquema do conteúdo
1. O reinado de Salomão (1.1—9.31)
a. Os primeiros anos (1.1-17)
b. A construção do templo (2.1—7.10)
c. Os últimos anos (7.11—9.31)
2. A revolta das tribos do Norte (10.1-19)
3. Os reis de Judá (11.1—36.12)
4. A queda de Jerusalém (36.13-23)

  • 2a Crônicas, 16

    1 Mas, no trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, atacou. Ele tinha construído uma fortaleza em Ramá e fechado a fronteira entre Israel e Judá, impedindo que Asa, rei de Judá, saísse ou entrasse.

    2-3 Asa tomou uma decisão: enviou a prata e o ouro do tesouro do templo do Eterno e do palácio para Ben-Hadade, rei da Síria, que morava em Damasco. Mandou dizer: “Façamos um acordo, como meu pai e seu pai fizeram. Ofereço esta prata e este ouro para que você confie em mim. Quebre o acordo que você tem com Baasa, rei de Israel, para que ele saia do meu território.”

    4-5 Ben-Hadade uniu-se ao rei Asa e mandou tropas contra as cidades de Israel. Eles atacaram Ijom, Dã, Abel-Maim e todas as cidades-armazém de Naftali. Quando Baasa soube disso, interrompeu a construção de Ramá.

    6 O rei Asa ordenou a todos os moradores de Judá que carregassem a madeira e as pedras que Baasa havia utilizado para construir a fortaleza de Ramá e as levassem para fortificar Geba e Mispá.

    7-9 Logo depois, o vidente Hanani apresentou-se ao rei Asa de Judá e disse: “Já que você foi procurar a ajuda do rei da Síria e não confiou no Eterno, o exército do rei da Síria conseguiu fugir. Os etíopes e os líbios não eram muito mais numerosos e mais fortes, com os seus carros e cavaleiros? Mas, naquela ocasião, você buscou a ajuda do Eterno, e ele deu a vitória a você. O Eterno está sempre atento, buscando pessoas inteiramente comprometidas com ele. Você errou, procurando ajuda humana quando podia contar com Deus. Agora, terá de enfrentar uma guerra atrás da outra.”

    10 Com isso, Asa perdeu a cabeça. Furioso, mandou prender o vidente Hanani. Também começou a oprimir parte do povo.

    11-14 O restante dos acontecimentos da vida de Asa está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. No trigésimo nono ano do seu reinado, Asa teve uma grave enfermidade no pé. Mesmo assim, não buscou ao Eterno, antes recorreu aos médicos. Asa morreu no ano quadragésimo primeiro do seu reinado. Ele foi sepultado no túmulo que mandou construir na Cidade de Davi. Puseram-no num leito coberto de perfumes e especiarias e fizeram uma enorme fogueira em sua homenagem.

  • 2a Crônicas, 15

    1-6 Azarias, filho de Odede, movido pelo Espírito de Deus, foi entregar uma mensagem ao rei Asa: “Ouçam com atenção, Asa e todo o povo de Judá e de Benjamim. O Eterno permanecerá do lado de vocês, desde que vocês permaneçam nele. Se o buscarem, ele deixará que o encontrem; mas, se o abandonarem, ele os abandonará. Por muito tempo, Israel não teve o verdadeiro Deus, nem mesmo um sacerdote para ensinar a lei. Mas, quando estavam em apuros e decidiram buscar ao Eterno, o Deus de Israel, ele se deixou encontrar. Naquela época, era muito perigoso viajar. Todos os moradores corriam risco de vida. Uma nação se voltava contra a outra, uma cidade atacava a outra. Deus permitiu todo tipo de problemas entre eles.

    7 “Mas agora com vocês é diferente. Sejam fortes! Animem-se! Vocês serão recompensados!”

    8-9 Asa ouviu a profecia de Azarias, filho de Odede, respirou fundo, arregaçou as mangas e começou a agir. Lançou fora todos os altares profanos e obscenos do território de Judá e de Benjamim e das cidades que havia conquistado na região montanhosa de Efraim. Restaurou o altar do Eterno, que ficava no pátio diante do templo. Depois, convocou todo o povo de Judá e de Benjamim e, também, os de Efraim, Manassés e Simeão que viviam entre eles, pois muitos moradores de Israel tinham deixado suas casas e se unido ao rei Asa quando viram que o Eterno estava do lado dele.

    10-15 No terceiro mês do décimo quinto ano do reinado de Asa, os convocados chegaram a Jerusalém para uma grande celebração. Sacrificaram setecentos bois e sete mil ovelhas do despojo que haviam tomado na batalha. Eles concordaram em buscar o Eterno, o Deus de seus antepassados, de todo o coração. Combinaram assim: Quem se recusasse a buscar ao Eterno, o Deus de Israel, deveria ser morto, jovem ou idoso, homem ou mulher. Proclamaram esse juramento ao Eterno em voz alta ao som de cornetas e trombetas. A nação inteira ficou contente com o juramento, pois o fez com alegria e de todo o coração. Eles buscaram a Deus, e ele deixou que o encontrassem. Deus garantiu a paz em todo o território deles, fazendo que todo o reino desfrutasse tranquilidade.

    16-19 Enquanto eliminava os ídolos da nação, Asa chegou a depor Maaca, a rainha-mãe, do seu trono, que havia construído um vergonhoso altar à deusa da prostituição Aserá. Asa destruiu e queimou o altar no vale do Cedrom. Infelizmente, ele não se livrou dos altares dos ídolos adorados nas orgias religiosas. Mas ele bem que tentou. O seu coração era leal ao Eterno. Todos os utensílios e objetos de ouro e de prata que ele e seu pai haviam consagrado ao sacrifício foram levados para o templo de Deus. Não houve nem sinal de guerra até o trigésimo quinto ano do reinado de Asa.

  • 2a Crônicas, 14

    REI ASA
    1 Abias morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Asa foi seu sucessor. O país esteve em paz nos primeiros dez anos do reinado de Asa.

    2-6 Asa foi um bom rei. Ele agiu corretamente diante do Eterno e promoveu uma verdadeira limpeza: retirou os altares pagãos, destruiu as colunas de pedra, derrubou os postes da deusa da prostituição Aserá. Determinou que todos em Judá buscassem ao Eterno, o Deus de seus antepassados, e seguissem a sua lei e obedecessem aos seus mandamentos. Houve paz durante seu reinado, porque ele eliminou todos os altares idólatras das cidades de Judá. Como não houve guerra, e a nação estava em paz, o rei pôde construir um bom sistema de defesa em Judá. O Eterno deu a ele muita tranquilidade.

    7 Asa disse ao povo: “Enquanto pudermos e a terra estiver em paz, vamos construir um sistema de defesa, fortificando as nossas cidades com muros, torres, portões e trancas. A terra está em paz, porque estamos buscando ao Eterno, o nosso Deus. Ele tem nos dado descanso de todos os problemas.” Assim, eles construíam e prosperavam.

    8 Asa formou um exército de trezentos mil homens de Judá, equipados com escudos e lanças, e outros duzentos e oitenta mil benjamitas, que eram escudeiros e flecheiros, todos combatentes corajosos.

    9-11 Zerá, o etíope, saiu para atacar Asa com um exército de um milhão de soldados e trezentos carros de guerra e chegou a Maressa. Asa saiu para enfrentá-lo e se organizou para a batalha no vale de Zetatá, perto de Maressa. Ali, ele orou ao Eterno, o seu Deus: “Ó Eterno, quando queres ajudar, não importa para ti se estás ajudando o forte ou o fraco. Então, ajuda-nos, ó Eterno! Viemos enfrentar esse poderoso exército em teu nome porque confiamos em ti. Não permitas que meros mortais resistam a ti!.”

    12-15 O Eterno derrotou os etíopes diante de Asa e de Judá. Os inimigos foram postos em fuga. Asa e seus soldados os perseguiram até Gerar. Morreram tantos etíopes que eles não conseguiram mais lutar. Foram massacrados diante do Eterno e de suas tropas. Judá os saqueou, levando tudo que eles tinham de valor. Em seguida, destruiu todas as cidades ao redor de Gerar, cuja população estava aterrorizada por causa do Eterno, e elas também foram saqueadas. Depois, atacaram os acampamentos dos criadores de gado e levaram ovelhas e camelos para Jerusalém.

  • 2a Crônicas, 13

    REI ABIAS
    1-2 No décimo oitavo ano do reinado do rei Jeroboão, Abias começou a reinar em Judá. Reinou em Jerusalém três anos. Sua mãe chamava-se Maaca, filha de Uriel de Gibeá.

    2-3 Houve guerra entre Abias e Jeroboão. Abias partiu com quatrocentos mil dos seus melhores soldados. Jeroboão saiu para enfrentá-lo com oitocentos mil dos seus melhores soldados.

    4-7 Abias posicionou-se num lugar estratégico, no monte Zemaraim, na região montanhosa de Efraim, e anunciou: “Ouçam-me, Jeroboão e todo o Israel! Vocês não sabem que o Eterno, o Deus de Israel, estabeleceu Davi e seus descendentes como soberanos em Israel para sempre, por meio de uma aliança permanente? E o que aconteceu? Jeroboão, filho de Nebate, servo de Salomão, rebelou-se contra o seu senhor. Alguns homens de má índole juntaram-se a ele e o apoiaram contra Roboão, o legítimo herdeiro de Salomão. Roboão era ainda inexperiente e não teve força contra eles.

    8-9 “Aproveitando-se dessa fraqueza, vocês estão insistindo em fazer oposição ao reinado do Eterno, que está confiado aos descendentes de Davi. Vocês estão pensando que esse enorme exército e a bênção dos bezerros de ouro fabricados por Jeroboão são garantia de alguma coisa! Mas vejam o que estão fazendo: expulsaram os sacerdotes do Eterno, os filhos de Arão, e os levitas, e contrataram sacerdotes desqualificados, como fazem as demais nações. Qualquer um que tiver um pouco mais de posses pode se tornar sacerdote! Um sacerdote de um falso deus!

    10-11 “Mas o restante de nós, em Judá, continua fiel ao Eterno, o nosso Deus. Não o trocamos por outro. Temos ainda os sacerdotes, descendentes de Arão, que são nossos intermediários diante do Eterno, e os levitas, que apresentam as ofertas queimadas e os incensos aromáticos a Deus toda manhã e toda tarde, põem pão fresco consagrado sobre uma mesa purificada e acendem as lâmpadas do candelabro de ouro toda noite. Continuamos guardando os ensinamentos do Eterno, o nosso Deus, mas vocês o abandonaram.

    12 “Será que não percebem? Deus está do nosso lado. É ele quem nos comanda. Seus sacerdotes com suas trombetas estão todos prontos para dar o toque de guerra contra vocês. Ó Israel, não lute contra o Eterno, o Deus de seus antepassados! Vocês não vencerão!.”

    13-18 Enquanto Abias falava, Jeroboão mandou que seus soldados dessem a volta por trás para pegá-los de surpresa. Jeroboão estava diante do exército de Judá, e seus soldados armaram uma emboscada por trás. Quando o exército de Judá olhou para trás e viu que estava sendo atacado pela frente e por trás, clamou ao Eterno. Os sacerdotes tocaram as trombetas, e os soldados de Judá deram o grito de guerra. Ao som do grito de guerra, Deus derrotou Jeroboão e todo o exército de Israel diante de Abias e de Judá. O exército de Israel se dispersou diante de Judá. Deus concedeu a vitória a Judá. Abias e suas tropas feriram e mataram quinhentos mil dos melhores combatentes de Israel. O exército de Israel foi vergonhosamente derrotado. O exército de Judá foi vitorioso porque confiou no Eterno, o Deus dos seus antepassados.

    19-21 Depois da vitória, Abias perseguiu Jeroboão e conquistou as cidades de Betel, Jesana e Efrom e seus arredores. Enquanto Abias viveu, Jeroboão nunca mais se recuperou dessa derrota, até que ele morreu, ferido pelo Eterno. Nesse mesmo período, Abias se fortaleceu. Ele teve catorze mulheres e teve vinte e dois filhos e dezesseis filhas.

    22 O restante da história de Abias, o que fez e o que disse, está tudo registrado nos escritos do profeta Ido.

  • 2a Crônicas, 12

    1 Depois que consolidou seu reino e se fortaleceu, Roboão abandonou Deus e seus caminhos, e todo o Israel seguiu pelo mesmo caminho.

    2-4 Por causa da infidelidade dele e do povo para com o Eterno, no quinto ano de Roboão, Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém com mil e duzentos carros de guerra e sessenta mil cavaleiros. Ele veio do Egito com um enorme exército de líbios, suquitas e etíopes, que conquistaram as cidades fortificadas de Judá e chegaram a Jerusalém.

    5 O profeta Semaías, acompanhado dos líderes de Judá que haviam se refugiado em Jerusalém antes de Sisaque chegar, apresentou-se a Roboão e disse: “Assim diz o Eterno: ‘Vocês me abandonaram; por isso, estou deixando vocês nas mãos de Sisaque.”

    6 Os líderes de Israel e o rei se humilharam e disseram: “O Eterno é justo.”

    7-8 Quando o Eterno viu que eles estavam arrependidos e tinham se humilhado, enviou outra mensagem por meio de Semaías: “Já que eles se humilharam, não os destruirei. Minha ajuda virá em breve. Não vou mais usar Sisaque como instrumento da minha ira contra Jerusalém. Mas eles serão subjugados a Sisaque, para que saibam a diferença entre servir a mim e servir a reis humanos.”

    9 Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém. Ele saqueou o tesouro do templo do Eterno e os tesouros do palácio. Levou tudo que encontrou, até os escudos de ouro que Salomão tinha feito.

    10-11 O rei Roboão os substituiu por escudos de bronze, para uso dos guardas que ficavam na entrada do palácio. Quando o rei ia ao templo do Eterno, os guardas o seguiam, carregando os escudos, mas, depois, os devolviam à sala dos guardas.

    12 Pelo fato de Roboão ter se humilhado, a ira do Eterno se desviou, e a destruição foi evitada. Afinal, ainda havia coisas boas em Judá.

    13-14 O rei Roboão reestruturou seu governo em Jerusalém. Ele tinha 41 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezessete anos em Jerusalém, cidade que o Eterno escolheu entre todas as tribos de Israel para manifestar a presença do seu nome. Sua mãe chamava-se Naamá e era amonita. Ele agiu mal diante do Eterno, pois não se propôs a buscá-lo com sinceridade.

    15-16 A história de Roboão, do início ao fim, está escrita no registro histórico do profeta Semaías e do vidente Ido, que contém os registros genealógicos. Houve guerra entre Roboão e Jeroboão durante todo o seu reinado. Roboão morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Abias foi seu sucessor.

  • 2a Crônicas, 11

    1 Depois de voltar a Jerusalém, Roboão convocou todos os homens de Judá e da tribo de Benjamim, cento e oitenta mil dos melhores soldados, para atacar Israel e recuperar o reino para Roboão, filho de Salomão.

    2-4 Nessa ocasião, veio a palavra de Deus a Semaías, homem de Deus: “Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, a todos os moradores de Judá e de Benjamim e a todos que estiverem com eles: ‘O Eterno diz: “Não marchem para atacar seus irmãos, os israelitas. Voltem todos para casa. Eu sou responsável por essa situação”’.” Eles obedeceram à ordem do Eterno e voltaram para casa.

    5-12 Roboão continuou morando em Jerusalém e fortificou as cidades de Judá: Belém, Etã, Tecoa, Bete-Zur, Socó, Adulão, Gate, Maressa, Zife, Adoraim, Láquis, Azeca, Zorá, Aijalom e Hebrom. Essas cidades formavam o sistema de defesa de Judá c Benjamim. Ele as fortaleceu, nomeou comandantes e abasteceu-as com suprimentos de alimento, azeite e vinho. Armazenou escudos grandes e lanças em todas as cidades fortificadas, deixando-as bem protegidas. Assim, Judá e Benjamim ficaram protegidos sob seu domínio.

    13-17 Os sacerdotes e os levitas de todas as regiões de Israel vieram declarar seu apoio a Roboão. Os levitas deixaram seus campos e propriedades porque Jeroboão e seus filhos os dispensaram do sacerdócio do Eterno e os substituíram por sacerdotes próprios, que serviam nos lugares de sacrifício nos quais o rei havia posto ídolos em forma de bode e de bezerro. De todas as tribos de Israel, os que estavam determinados a buscar o Eterno, o Deus de Israel, foram com os sacerdotes e os levitas para Jerusalém oferecer sacrifícios ao Deus dos seus antepassados. Com esse apoio, o reino de Judá se fortaleceu. Eles foram leais a Roboão, filho de Salomão, por três anos, pois seguiram os passos de Davi e de Salomão nesse período.

    18-21 Roboão casou-se com Maalate, filha de Jeremote, filho de Davi. Sua mãe era Abiail, filha de Eliabe, filho de Jessé. Maalate teve três filhos: Jeús, Semarias e Zaão. Depois, ele se casou com Maaca, filha de Absalão, e ela teve Abias, Atai, Ziza e Selomite. Maaca era a esposa preferida de Roboão: ele a amou mais que as outras mulheres e concubinas juntas. Ele teve dezoito mulheres e sessenta concubinas, que deram a ele vinte e oito filhos e sessenta filhas!

    22-23 Roboão escolheu Abias, filho de Maaca, para ser o chefe de seus irmãos, pois a intenção era que ele fosse seu sucessor. Ele teve a sensatez de distribuir seus filhos entre as cidades que formavam seu sistema de defesa em Judá e Benjamim. Ele os mantinha satisfeitos com um farto suprimento de comida e de mulheres.

  • 2a Crônicas, 10

    O REI ROBOÃO
    1-2 Roboão foi para Siquém, onde todo o Israel tinha se reunido para coroá-lo rei. Jeroboão estava no Egito, onde tinha se exilado por causa de Salomão. Mas, quando soube da morte de Salomão, ele voltou.

    3-4 Roboão reuniu-se com Jeroboão e todo o povo. Disseram a Roboão: “Seu pai foi muito severo conosco. Sempre tivemos de trabalhar pesado, sem descanso. Alivie a nossa carga de trabalho e o peso das obrigações, e nos submetermos ao senhor de bom grado.”

    5 “Peço que me deem três dias para pensar e, então, dou a resposta a vocês”, propôs Roboão.

    6 O rei Roboão perguntou aos que haviam sido conselheiros de seu pai, Salomão: “O que me dizem? O que me aconselham responder a esse povo?”

    7 Eles responderam: “Se o senhor quiser servir ao povo, procure entender as necessidades deles e tenha compaixão. Se o senhor fizer o que estão pedindo, não há dúvida de que eles farão qualquer coisa pelo senhor.”

    8-9 Mas Roboão fez pouco caso do conselho daqueles homens experientes e perguntou aos jovens com quem ele tinha crescido e que agora tinham interesse em ajudá-lo: “O que acham? O que devo dizer a esse povo, que está pedindo: ‘Alivie a carga pesada de trabalho que seu pai impôs a nós?”

    10-11 Seus jovens amigos responderam: “Diga a esse povo que está reclamando que seu pai foi muito severo com eles: ‘Meu dedo mínimo é mais grosso que a cintura do meu pai. Se vocês acham que a vida estava difícil no reinado de meu pai, ainda não viram nada. Meu pai castigou vocês com chicotes, mas eu vou castigá-los com correntes!’.”

    12-14 Três dias depois, Jeroboão e o povo voltaram, como Roboão os havia instruído: “Peço que me deem três dias para pensar; depois, voltem.” A resposta do rei foi curta e grossa. Ele desprezou o conselho dos oficiais experientes. Preferiu seguir o conselho dos jovens amigos: “Se vocês achavam que a vida no reinado de meu pai era difícil, ainda não viram nada. Meu pai castigou vocês com chicotes, mas eu vou castigá-los com correntes!.”

    15 Roboão não quis ouvir o povo. O Eterno estava por trás disso, confirmando a mensagem que ele tinha dado a Jeroboão, filho de Nebate, por intermédio de Aías, de Siló.

    16-17 Quando Israel percebeu que o rei não estava disposto a atender às suas reivindicações, gritaram palavras de ordem: “Já chega de Davi! Não queremos mais saber do filho de Jessé! Vamos embora, Israel! Vamos depressa! De agora em diante, Davi que vá cuidar da sua própria vida.” Com isso, o povo foi embora. Mas Roboão continuou governando sobre os habitantes das cidades de Judá.

    18-19 O rei Roboão pediu que Adonirão, encarregado dos trabalhos forçados, fosse falar com os israelitas, mas eles o apedrejaram, e ele morreu. O rei Roboão subiu no seu carro e fugiu para Jerusalém, sem perda de tempo. Assim os israelitas se rebelam contra a dinastia de Davi e permanecem assim até hoje.

  • 2a Crônicas, 9

    1-4 A rainha de Sabá ouviu falar de Salomão e veio a Jerusalém para testá-lo com perguntas difíceis. Chegou em grande estilo, trazendo uma comitiva com camelos carregados de especiarias e grande quantidade de ouro e de pedras preciosas. Ela abriu seu coração a Salomão e falou sobre todos os assuntos que eram do seu interesse. Salomão respondeu a todas as suas dúvidas. Não hesitou em nada. Depois que ouviu em primeira mão a sabedoria dele e viu com os próprios olhos o palácio que ele tinha construído, as refeições que foram servidas, as acomodações dos seus oficiais, a dedicação dos criados, os trajes dos funcionários e dos copeiros e a generosa oferta queimada que oferecia no templo do Eterno, a rainha de Sabá ficou extasiada.

    5-8 Ela disse ao rei: “Tudo que ouvi a seu respeito é verdade! A reputação de suas realizações e de sua sabedoria, que chegou ao meu país, se confirmou. Eu não teria acreditado se eu mesma não tivesse visto. Não foi exagero o que ouvi! Sabedoria e elegância muito além do que eu poderia imaginar. Felizes são os homens e mulheres que trabalham para você, pois têm o privilégio de estar perto de você todo dia e ouvir as suas sábias palavras! Bendito seja o Eterno, o seu Deus, que se agradou de você e o constituiu rei! Sem dúvida, o amor do Eterno para com Israel está por trás disso tudo. Ele constituiu você rei para manter a ordem e a justiça.”

    9-11 Ela deu de presente ao rei mais de quatro toneladas de ouro e grande quantidade de especiarias e pedras preciosas. Nunca se viu tantas especiarias juntas quanto as que a rainha de Sabá trouxe para Salomão. Os navios de Hirão também importavam ouro de Ofir e grandes quantidades de madeira de sândalo e pedras preciosas. Da madeira de sândalo, o rei fez os corrimãos do templo do Eterno e do palácio real. Também a utilizou para fabricar harpas e liras para os músicos. Nunca mais foi recebida uma carga de madeira de sândalo como aquela.

    12 Salomão, em troca, deu à rainha de Sabá tudo que ela desejou e pediu, além dos generosos presentes que ela já havia recebido dele. Satisfeita com o que viu, ela voltou para seu país com sua comitiva.

    13-14 Salomão recebia, todos os anos, vinte e cinco toneladas de ouro, sem contar o que recebia de impostos e de lucro do comércio com mercadores e diversos reis e governadores.

    15-16 O rei Salomão mandou fazer duzentos escudos grandes de ouro batido. Cada escudo pesava três quilos e seiscentos gramas. Fez também trezentos escudos menores, de um quilo e oitocentos gramas de ouro batido cada um. Ele guardou os escudos no Palácio da Floresta do Líbano.

    17-19 O rei construiu um imenso trono de marfim revestido de ouro puro. O trono tinha seis degraus, e seu encosto era arredondado. Ao lado de cada braço do trono havia um leão. Na ponta de cada degrau também havia um leão. Não havia um trono parecido com esse nos reinos ao redor.

    20 Todas as taças do rei Salomão eram feitas de ouro puro, assim como todos os utensílios do Palácio da Floresta do Líbano. Na época, não se fazia nada de prata, pois era material barato e muito comum.

    21 O rei tinha uma frota de navios que viajava junto com os navios de Hirão. A cada três anos, a frota trazia uma carga de ouro, prata, marfim, macacos e pavões.

    22-24 O rei Salomão era o mais sábio e rico de todos os reis da terra. Ele superava todos eles. Gente de todos os cantos da terra vinha conhecer Salomão e sorver um pouco da sabedoria que Deus tinha dado a ele. Todo ano, os visitantes chegavam em grandes levas, e todos traziam presentes: artigos de ouro e de prata, roupas, armas modernas, especiarias exóticas, cavalos e mulas.

    25-28 Salomão juntou carros e cavalos. Tinha quatro mil estábulos para os cavalos e carros e doze mil cavalos! Ele os deixava em cidades especialmente preparadas para eles e também em Jerusalém. Ele dominava sobre todos os reis desde o rio Eufrates, a leste, até o território dos filisteus e até a fronteira do Egito. O rei fez que a prata fosse tão comum quanto as pedras; e o cedro, como as figueiras das planícies. Ele importava cavalos do Egito e de outros países.

    29-31 O restante da vida e do governo de Salomão, desde o início até o fim, pode ser lido no registro histórico do profeta Natã, na profecia de Aías de Siló e nas visões do vidente Ido acerca de Jeroboão, filho de Nebate. Salomão reinou quarenta anos em Jerusalém sobre todo o Israel. Salomão morreu e foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai. Seu filho Roboão foi seu sucessor.

  • 2a Crônicas, 8

    OUTRAS OBRAS DE SALOMÃO
    1-6 Depois de vinte anos, Salomão realizou muitas obras: a construção do templo do Eterno e o palácio real; a reconstrução das cidades que Hirão tinha dado a ele, que povoou com israelitas; a conquista de Hamate-Zobá; a fortificação de Tadmor, no deserto, e de todas as cidades-armazém que ele havia estabelecido em Hamate; a construção das cidades fortificadas de Bete-Horom Alta e Bete-Horom Baixa, com muros, portões e trancas; a construção de Baalate e das suas cidades-armazém; a construção das cidades nas quais ficavam seus cavalos. Salomão era um construtor impulsivo e extravagante. Em Jerusalém e no Líbano, onde e quando desejasse, ele construía.

    7-10 Salomão reuniu o remanescente dos antigos moradores da terra (os hititas, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus — todos os não israelitas), sobreviventes das guerras e submeteu-os a trabalhos forçados. Continuam até hoje nesse trabalho. Mas os israelitas não eram tratados assim: eram convocados para o exército e para a administração; eram líderes do governo e comandantes de carros e de cavaleiros. Também eram encarregados dos projetos das construções de Salomão. Havia duzentos e cinquenta supervisores responsáveis pelas equipes de trabalhos forçados.

    11 Salomão levou a filha do faraó da Cidade de Davi para o palácio que ele construiu para ela, pois disse: “Minha mulher não pode morar na casa de Davi, o rei de Israel, porque o lugar em que a arca do Eterno esteve é sagrado.”

    12-13 Depois, Salomão apresentou ofertas queimadas ao Eterno sobre o altar que havia construído no pátio do templo. Ele seguiu as prescrições de Moisés para os sacrifícios: os sábados, as luas novas, as três festas anuais, as festas dos Pães sem Fermento (a Páscoa), das semanas (Pentecoste) e das Cabanas.

    14-15 Ele adotou a prática de seu pai, Davi, e formou grupos de sacerdotes para realizar o serviço da adoração. Designou os levitas para cuidar do louvor e para ajudar os sacerdotes nas tarefas diárias. Nomeou guardas para cada entrada, conforme a determinação de Davi, o homem de Deus. As instruções do rei aos sacerdotes e aos levitas foram seguidas à risca, até mesmo com respeito aos tesouros.

    16 Tudo que Salomão resolveu fazer, desde a fundação do templo do Eterno até o seu acabamento, foi concluído.

    17-18 Depois, Salomão foi para Eziom-Geber e Elate, no litoral de Edom. Hirão enviou a ele navios com marinheiros experientes. Os marinheiros de Salomão se uniram a eles, e todos navegaram para Ofir (no leste da África). Ali carregaram quinze mil e setecentos quilos de ouro e os trouxeram para o rei Salomão.

  • 2a Crônicas, 7

    A DEDICAÇÃO DO TEMPLO
    1-3 Logo que Salomão terminou de orar, desceu do céu fogo e queimou a oferta queimada e os sacrifícios, e a glória do Eterno encheu o templo. A glória se manifestou de maneira tão intensa que os sacerdotes não puderam entrar no templo. Depois que Deus entrou não havia espaço para os sacerdotes! Quando todo o povo de Israel viu o fogo descendo do céu e a glória do Eterno encher o templo, eles se ajoelharam, curvaram a cabeça, adoraram e deram graças ao Eterno: “Sim! Deus é bom! Seu amor leal dura para sempre!”

    4-6 Depois, o rei e todo o Israel ofereceram sacrifícios ao Eterno. O rei Salomão ofereceu vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas para a dedicação do templo. Todos os sacerdotes estavam trabalhando. O coral e a orquestra dos levitas que Davi tinha organizado para cantar e tocar louvores ao amor do Eterno estavam ali. Do outro lado do pátio, os sacerdotes tocavam as trombetas. Todos os israelitas estavam de pé. 7-10 Salomão consagrou a parte central do pátio, na frente do templo do Eterno, e ali apresentou a oferta queimada, as ofertas de cereais e a gordura das ofertas de paz. O altar de bronze era pequeno demais para tanta oferta. Foi assim que Salomão celebrou a grande festa de outono, a festa das Cabanas. Durante sete dias, multidões vinham desde a região nordeste (de Lebo-Hamate) até a região sudoeste (do ribeiro do Egito). Eles celebraram a primeira semana; depois, prolongaram a festa por mais uma semana. Levaram uma semana para dedicar o altar e outra para a festa propriamente. Foram duas semanas de festa! No dia

    23 do sétimo mês, Salomão despediu o povo. Todos saíram felizes e animados por todas as coisas boas que o Eterno tinha feito a Davi, a Salomão e ao seu povo Israel.

    A CONFIRMAÇÃO DE DEUS
    11 Salomão terminou a construção do templo do Eterno e do palácio real, cumprindo tudo que havia proposto fazer. Foi um sucesso, e ele ficou muito satisfeito!

    12-18 O Eterno apareceu a Salomão naquela mesma noite e disse: “Ouvi sua oração e escolhi este lugar como templo para sacrifícios, como local de adoração. Mas, se eu fizer cessar a chuva do céu, mandar gafanhotos devorarem suas lavouras ou enviar uma praga contra o meu povo, e o meu povo, que se chama pelo meu nome, reagir com humildade, orar e buscar a minha presença e abandonar os seus maus caminhos, estarei pronto para atendê-los. Do céu, ouvirei e perdoarei os seus pecados. Restaurarei o bem da terra. De agora em diante, estou atento, dia e noite, às orações feitas nesse lugar. Tenha certeza de que escolhi e santifiquei o templo que você construiu: o meu nome estará aqui para sempre. Meus olhos estão abertos, minha atenção será total e contínua. Quanto a você, se viver da maneira que desejo, como seu pai, Davi, com o coração puro e atitudes corretas, fazendo tudo que mandei, obedecendo à minha orientação e acatando as minhas decisões, sustentarei o seu governo sobre Israel. Vou mantê-lo firme no trono. A aliança que fiz com seu pai Davi faço com você: sempre haverá um descendente seu sobre o trono de Israel.

    19-22 “Mas, se você ou seus filhos me abandonarem, desprezarem a minha orientação e as minhas decisões, fabricando e adorando outros deuses, então não me comprometo: Riscarei Israel do mapa e rejeitarei o templo que acabei de santificar para a honra do meu nome. Israel será alvo de zombaria entre as nações. Esse templo, majestoso como é, será objeto de desprezo. Todos os que passarem diante dele irão balançar a cabeça e dizer: ‘O que aconteceu aqui? Como aconteceu isso?’ Então, alguém dirá: ‘O povo que vivia aqui abandonou o Eterno, o Deus que tirou seus antepassados do Egito. Foram servir e adorar outros deuses, por isso toda essa devastação’”