Categoria: 2a Crônicas

O Segundo Livro das Crônicas
Introdução
O Segundo Livro das Crônicas, que é a continuação do Primeiro Livro das Crônicas, começa com a narração dos acontecimentos do reinado de Salomão em Israel e Judá. Depois da morte do rei Salomão, a nação se dividiu em dois reinos, o do Norte e o do Sul (cap. 10). Daí em diante, conta-se a história de Judá, o Reino do Sul, até a queda de Jerusalém no ano 586 a.C., quando os judeus foram levados cativos para a Babilônia. O livro termina falando sobre o decreto de Ciro, rei da Pérsia, que permitiu que os judeus voltassem para Jerusalém e reconstruíssem o templo.
Esquema do conteúdo
1. O reinado de Salomão (1.1—9.31)
a. Os primeiros anos (1.1-17)
b. A construção do templo (2.1—7.10)
c. Os últimos anos (7.11—9.31)
2. A revolta das tribos do Norte (10.1-19)
3. Os reis de Judá (11.1—36.12)
4. A queda de Jerusalém (36.13-23)

  • 2a Crônicas, 6

    A ORAÇÃO DE DEDICAÇÃO DO TEMPLO
    1-2 Salomão orou assim: “O Eterno disse que habitaria numa nuvem, Mas eu construí um templo majestoso, um lugar para a tua habitação perpétua.”

    3 Em seguida, o rei voltou-se para o povo que estava reunido ali e o abençoou:

    4-6 “Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, que falou pessoalmente com meu pai Davi. Agora ele cumpriu o que havia prometido quando declarou: ‘Desde que tirei o meu povo Israel do Egito, não havia separado nenhuma tribo entre todas as tribos de Israel para construir um templo em honra do meu nome, nem escolhido uma pessoa para ser líder. Mas agora escolhi uma cidade e uma pessoa: Jerusalém para a honra do meu nome e Davi para liderar o meu povo Israel’.

    7-9 “Meu pai, Davi, queria muito construir um templo em honra do nome do Eterno, o Deus de Israel, mas o Eterno não permitiu: ‘É bom que você queira construir um templo em minha homenagem! Mas não será você que o fará. Seu filho, que dará continuidade à sua dinastia, construirá o templo para o meu nome’.

    10-11 “Agora a promessa se cumpriu. O Eterno fez o que disse que faria. Sou o sucessor de meu pai, Davi, e agora governo Israel. Construí um templo em honra ao Eterno, o Deus de Israel, e preparei um lugar para a arca, que guarda a aliança do Eterno, aliança que ele fez com o povo de Israel.”

    12-16 Diante de toda a congregação de Israel, Salomão pôs-se diante do altar do Eterno e estendeu a mão. Salomão tinha feito uma plataforma de bronze de dois metros e vinte e cinco centímetros de comprimento e de um metro e trinta e cinco centímetros de altura. Ela estava no meio do pátio. Ele se ajoelhou diante de todo o povo, com as mãos estendidas para o céu, e orou: “Ó Eterno, Deus de Israel, não há Deus como tu nos céus ou na terra, pois guardas a aliança com os teus servos e amas incessantemente os que obedecem de coração. Cumpriste a promessa feita a meu pai, Davi. Fizeste exatamente conforme a tua promessa. Prova disso é o que está diante de nós hoje! Agora, Eterno, Deus de Israel, cumpre também a promessa que fizeste a meu pai, Davi, quando disseste: ‘Você sempre terá um descendente sobre o trono de Israel para representar o meu governo, desde que seus descendentes sejam como você, obedientes na minha presença.

    17 Ó Deus de Israel, que isso aconteça; confirma e concretiza essas promessas.

    18-21 Mas será que Deus viria morar perto de nós? Nem o Universo é suficiente para conter seu ser, muito menos este templo que construí. Mesmo assim, ouso pedir: Atenta para minha intercessão, para minha súplica, ó Eterno, Deus meu. Ouve a insistente oração que faço diante de ti. Olha para este templo, dia e noite, este lugar que prometeste honrar com o teu nome. Ouve a oração que faço neste lugar. Ouve teu povo Israel quando ele orar neste lugar. Ouve da tua habitação no céu e, quando ouvir, perdoa.

    22 Quando alguém ofender seu próximo e decidir corrigir o erro, vindo diante do teu altar neste templo e orar,

    23 Ouve do céu e age; julga teus servos, fazendo que o ofensor pague pela ofensa, E livra o ofendido de toda acusação.

    24-25 Quando o teu povo, lsrael, for derrotado pelo inimigo por ter pecado contra ti e voltar-se para ti neste templo, reconhecendo o teu domínio em súplica e fervor, Ouve da tua habitação no céu; perdoa o pecado do teu povo, Israel, traze-o de volta para a terra que deste aos seus antepassados.

    26-27 Quando o céu retiver a água e não houver chuva porque teu povo pecou contra ti e o povo vier aqui para orar, reconhecendo o teu domínio e abandonando o seu pecado por causa do castigo que sofreu, Ouve da tua habitação no céu, perdoa os pecados dos teus servos, teu povo, Israel. Depois, renova sobre eles o teu cuidado: ensina-os a viver corretamente; Envia chuva sobre a terra que deste ao teu povo por herança.

    28-31 Quando houver calamidades, fomes ou catástrofes, fracasso ou doença na lavoura, invasão de gafanhotos e larvas, ou quando um inimigo atacar, toda oração que qualquer pessoa do teu povo, Israel, fizer, reconhecendo sinceramente as consequências do seu erro, e estender as mãos na direção deste templo, suplicando por tua ajuda, Ouve da tua habitação no céu, perdoa-os e recompensa-os: dá a cada um aquilo que merece, Pois conheces o coração de cada um (só tu tens o conhecimento do coração humano), Para que cada um possa viver diante de ti em constante reverência e obediência, nesta terra que deste aos nossos antepassados.

    32 Não te esqueças do estrangeiro, que não faz parte do teu povo, Israel, mas veio de um país longínquo por causa da tua fama. Pessoas de todos os povos virão para cá por causa do teu grande nome, por causa das maravilhas do teu poder, pessoas que virão orar neste templo.

    33 Ouve da tua habitação no céu e honra as orações do estrangeiro, Para que os povos em todo o mundo saibam quem és e como és E vivam em reverente obediência a ti, como o teu povo, Israel; Para que saibam que tu mesmo fazes deste templo que construí o que ele é.

    34-35 Quando teu povo sair para a guerra contra o inimigo a um lugar e hora que determinares e orar ao Eterno, voltado para a cidade que escolheste e para este templo que construí para a honra do teu nome, Ouve do céu a oração e a súplica do teu povo e defende a causa deles.

    36-39 Quando o teu povo pecar contra ti, e por certo pecará, pois não há ninguém que não peque, e, na tua ira, o entregares ao inimigo para ser levado prisioneiro à terra dele, seja próxima, seja distante, mas se arrepender na terra do cativeiro e orar do exílio com sinceridade de coração: ‘Nós pecamos. Cometemos um grande erro. Agimos com perversidade, mudarem seu coração com determinação na terra do inimigo que os conquistou e orarem a ti, voltados para esta terra, a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para este templo que construí para honrar teu nome, Ouve da tua habitação no céu as orações persistentes e fervorosas. Faz o que for melhor para eles. Perdoa o teu povo que pecou contra ti.

    40 E agora, ó Deus, dá ouvidos às orações feitas neste lugar.

    41-42 Levanta-te, ó Eterno Deus! Desfruta o novo lugar do teu descanso, tu e a arca do teu poder. Que os teus sacerdotes se revistam com vestimentas de salvação e que o teu povo santo celebre a bondade! Eterno Deus, não rejeites o teu ungido! Lembra-te da fidelidade prometida ao teu servo Davi.”

  • 2a Crônicas, 5

    1 Assim, completou-se a obra que o rei Salomão fez para o templo do Eterno. Depois disso, ele trouxe as ofertas sagradas de seu pai Davi: a prata, o ouro e os utensílios. Ele guardou tudo no tesouro do templo de Deus.

    A ARCA É LEVADA PARA O TEMPLO
    2-3 Para terminar, Salomão reuniu todos os líderes de Jerusalém, todos os líderes das tribos e os chefes de famílias para levar a arca da aliança do Eterno de Sião para o templo. Todos os homens de Israel compareceram perante o rei por ocasião da festa do sétimo mês, a festa das Cabanas.

    4-6 Quando todos os líderes de Israel estavam prontos, os levitas levaram a arca. Ela foi carregada com a Tenda do Encontro e todos os objetos consagrados para o serviço. Os sacerdotes, todos levitas, foram os responsáveis pelo transporte. O rei Salomão e toda a congregação de Israel estavam diante da arca, louvando e sacrificando muitas ovelhas e bois. Eram tantos que não dava para contar.

    7-10 Os sacerdotes levaram a arca da aliança do Eterno para o seu lugar no santuário interior, o Lugar Santíssimo, sob as asas dos querubins. As asas abertas dos querubins formavam uma cobertura sobre a arca e suas varas. As varas eram tão compridas que as pontas ficavam para fora da entrada do santuário interior, mas não eram vistas de longe. Estão lá até hoje. Dentro da arca, estavam apenas as duas tábuas que Moisés tinha guardado quando estava no Horebe, onde o Eterno fez aliança com Israel depois de tirá-lo do Egito.

    11-13 Os sacerdotes saíram do Lugar Santo. Todos os sacerdotes que estavam ali foram consagrados, sem distinção de cargo ou de função. Todos os levitas que eram músicos estavam ali com vestimentas litúrgicas: Asafe, Hemã, Jedutum e seus filhos e parentes. O coral e a orquestra se reuniram no lado leste do altar com cento e vinte sacerdotes que tocavam trombetas. O coral e as trombetas se uniram em louvor e ações de graças ao Eterno. A orquestra e o coral cantavam e tocavam ao Eterno em perfeita harmonia: Sim! Deus é bom! O seu amor leal dura para sempre!

    13-14 Então, uma nuvem encheu o templo do Eterno. Os sacerdotes não puderam terminar seu serviço por causa da nuvem. A glória do Eterno encheu o templo de Deus.

  • 2a Crônicas, 4

    OS UTENSÍLIOS DO TEMPLO
    1 Salomão fez o altar de bronze de nove metros de comprimento, nove metros de largura e quatro metros e meio de altura.

    2-5 Fez o tanque, um enorme recipiente redondo de metal fundido de quatro metros e meio de diâmetro e dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. Sua circunferência era de treze metros e meio. Abaixo da borda e ao redor, havia duas faixas paralelas com figuras de touros a cada cinco centímetros, fundidos numa só peça com o tanque. O tanque estava assentado sobre doze touros, três voltados para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste. Todos os touros tinham o rosto para fora e sustentavam o tanque sobre sua parte traseira. O tanque tinha quatro dedos de espessura, e a borda era como a de um cálice. Tinha capacidade para sessenta mil litros.

    6 Fez dez pias, cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo. Eram utilizadas para lavar tudo que era usado nas ofertas queimadas. Os sacerdotes se lavavam no tanque.

    7 Fez dez candelabros, de acordo com o modelo prescrito. Pôs cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo.

    8 Fez dez mesas e pôs cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo. Também fez cem tigelas de ouro.

    9 Construiu um pátio especialmente para os sacerdotes e o pátio principal com suas portas. As portas foram revestidas de bronze.

    10 Pôs o tanque ao lado direito do templo, no canto sudeste.

    11-16 Fez também baldes, pás e bacias. Assim, Hurão completou o trabalho para o qual tinha sido contratado pelo rei Salomão: duas colunas; dois c téis em forma de taça em cima das colunas; duas correntes para enfeitar os c téis; quatrocentas romãs para as correntes dos c téis (duas fileiras de romãs para cada conjunto de correntes); dez suportes com suas pias; um tanque e os doze touros que ficavam debaixo dele; diversas bacias, garfos, pás e tigelas.

    16-18 Todos esses utensílios que Hurão-Abi fez para o rei Salomão e para o templo do Eterno eram de bronze polido. O rei mandou fundi-los em moldes de barro na planície do Jordão, entre Sucote e Zeredá. Esses utensílios nunca foram pesados. Era muito bronze. Ninguém soube quanto bronze foi utilizado.

    19-22 Salomão também mandou fazer os móveis e demais utensílios do templo de Deus: o altar de ouro; as mesas sobre as quais ficava o pão da presença; os candelabros de ouro puro com suas lâmpadas, que eram acesas diante do santuário interior, o Lugar Santíssimo; as flores, as lâmpadas e as tenazes de ouro maciço; os cortadores de pavio, as bacias, as tigelas e os incensários de ouro; as portas de ouro do templo, as portas do Lugar Santíssimo e as portas do santuário principal.

  • 2a Crônicas, 3

    1-4 Finalmente, Salomão começou a construir a casa para o Eterno em Jerusalém, sobre o monte Moriá, no qual o Eterno tinha aparecido a Davi, seu pai. O local foi o que Davi tinha determinado: na eira de Araúna, o jebuseu. Ele começou a construção no segundo dia do segundo mês do quarto ano do seu reinado. Este era o tamanho da casa de Deus que Salomão estava construindo: vinte e sete metros de comprimento por nove metros de largura, conforme o padrão antigo de medida. O pórtico da entrada tinha nove metros de altura, e a largura da construção era a mesma: nove metros.

    4-7 O interior era revestido de ouro puro. Salomão revestiu a entrada principal com cipreste folheado a ouro puro com desenhos entalhados de palmeiras e correntes. Ornamentou o prédio com pedras preciosas e ouro de Parvaim. Revestiu tudo com ouro: as vigas, os batentes, as paredes e as portas. Nas paredes, foram entalhadas figuras de querubins.

    8-9 Fez o Lugar Santíssimo de nove metros de largura, nove metros de comprimento e nove metros de altura. Revestiu seu interior com vinte e uma toneladas de ouro. Os pregos também eram de ouro e pesavam seiscentos gramas. As salas superiores também foram revestidas de ouro.

    10-13 Esculpiu para o Lugar Santíssimo e revestiu de ouro dois querubins, enormes figuras com aparência de anjos. Os dois juntos, com as asas abertas, mediam nove metros. Cada asa media dois metros e vinte e cinco centímetros, e elas se estendiam de uma parede a outra. Eles ficavam de pé, de frente para o pátio principal.

    14 Decorou a cortina de azul, roxo, vermelho e linho fino. Desenhou nela querubins.

    15-17 Levantou duas enormes colunas de dezesseis metros cada uma. Em cima delas, havia um c tel de dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. O topo de cada coluna foi enfeitado com correntes, em forma de colar, e nelas estavam penduradas duzentas romãs. Pôs as colunas na entrada do templo, uma do lado direito e outra do lado esquerdo. A da direita recebeu o nome de Jaquim (Segurança), e a da esquerda, de Boaz (Estabilidade).

  • 2a Crônicas, 2

    A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO
    1 Salomão determinou que se começasse a construção da casa de adoração em homenagem ao Eterno e de um palácio para si.

    2 Salomão nomeou setenta mil carregadores, oitenta mil cortadores de pedra nas montanhas e três mil e seiscentos encarregados da obra.

    3-4 Em seguida, Salomão mandou esta mensagem a Hirão, rei de Tiro: “Mande-me cedros, como você enviou ao meu pai Davi quando ele construiu um palácio. Estou me preparando para construir uma casa de adoração em homenagem ao Eterno, o meu Deus, um santuário para queimar incenso aromático, apresentar o pão consagrado, oferecer ofertas queimadas de manhã e à tarde, nos sábados, na lua nova e nas festas sagradas. Essa é a obrigação de Israel para sempre.

    5-10 “A casa que estou construindo deve ser grande, pois o nosso Deus é maior que todos os deuses. Mas quem é capaz de construir uma estrutura assim? Pois nem o céu nem mesmo o Universo são capazes de contê-lo. E quem sou eu para construir uma casa adequada para Deus, a não ser para queimar incenso diante dele? Assim, preciso de sua ajuda: Mande-me um artífice que saiba trabalhar com ouro, prata, bronze, ferro e tecidos roxo, vermelho e azul e que saiba entalhar, para supervisionar os artesões de Judá e de Jerusalém que meu pai treinou. Mande também madeira de cedro, cipreste e sândalo do Líbano. Sei que seus lenhadores têm muita experiência em tirar madeira das matas do Líbano. Eu mandarei funcionários para ajudar seus trabalhadores a cortar bastante madeira. Vou precisar de muita madeira, pois a casa que estou construindo será majestosa. A alimentação dos seus lenhadores fica por minha conta. Mandarei vinte mil tonéis de trigo, vinte mil tonéis de cevada, dois mil barris de vinho e dois mil barris de azeite.”

    11 Hirão, rei de Tiro, respondeu por escrito a Salomão: “Está claro que o Eterno ama seu povo; por isso, constituiu você rei sobre ele.”

    12-14 A carta continuava: “Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, Criador do céu e da terra, que deu ao rei Davi um filho tão sábio, inteligente e com tanto discernimento para construir um templo para o Eterno e um palácio para você. Já estou enviando Hurão-Abi, um construtor muito competente. A mãe dele é de Dã, e seu pai, de Tiro. Ele tem muita habilidade para trabalhar com ouro, prata, bronze, ferro, pedra, madeira e tecido roxo, azul e vermelho. Também trabalha muito bem com entalhes. É competente para fazer os desenhos com seus desenhistas e arquitetos e com os de seu pai Davi, meu senhor.

    15-16 “Mande o trigo, a cevada, o azeite e o vinho para meus trabalhadores como você falou. Tiraremos a madeira necessária das matas do Líbano, e vou providenciar para que ela flutue até Jope. De lá, você a levará para Jerusalém.”

    17-18 Salomão fez um levantamento de todos os estrangeiros que moravam em Israel, como seu pai tinha feito. Eram cento e cinquenta e três mil e seiscentos estrangeiros. Ele nomeou setenta mil carregadores, oitenta mil cortadores de pedras nas montanhas e três mil e seiscentos encarregados das equipes de trabalho.

  • 2a Crônicas, 1

    O REI SALOMÃO
    1-6 Salomão, filho de Davi, conseguiu se firmar em seu reino. O Eterno estava com ele e o ajudou muito. Salomão falou a todo o Israel, os comandantes, os c tães, os juízes, os líderes e os chefes de família. Salomão e todo o povo foram para Gibeom, onde estava a Tenda do Encontro que Moisés, o servo do Eterno, tinha feito no deserto. Mas a arca de Deus estava em Jerusalém. Davi tinha levado a arca de Quiriate-Jearim para o lugar especialmente preparado para ela, a uma tenda em Jerusalém. Já o altar de bronze que Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, tinha feito, estava em Gibeom, diante do Tabernáculo do Eterno. Salomão e toda a congregação consultaram o Eterno. Salomão ofereceu sacrifício ao Eterno sobre o altar de bronze que estava diante da Tenda do Encontro. Ele ofereceu mil ofertas queimadas sobre o altar.

    7 Naquela noite, Deus apareceu a Salomão e disse: “O que você quer de mim? É só pedir.”

    8-10 Salomão respondeu: “Foste muito generoso para com meu pai Davi e ainda me fizeste rei neste lugar. Agora, cumpre as promessas feitas ao meu pai, pois me constituíste rei sobre um povo tão numeroso quanto o pó da terra. Por isso, dá-me sabedoria e conhecimento em tudo que eu fizer com relação ao povo, pois quem seria capaz de governar sozinho essa gente tão numerosa?”

    11-12 Deus respondeu a Salomão: “Já que é isso que você quer e já que não pediu riqueza, bens, fama ou a destruição dos inimigos, nem mesmo pediu longevidade, mas apenas sabedoria e conhecimento para governar bem o meu povo, sobre o qual eu o constituí rei; então, receberá o que pediu: sabedoria e conhecimento. Mas também acrescentarei riqueza, fama e bens, mais que qualquer outro rei antes e depois de você já teve.”

    13 Salomão voltou de Gibeom, onde ficava a Tenda do Encontro, para Jerusalém e começou a governar sobre Israel.

    14-17 Salomão adquiriu muitos carros e cavalos: tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavalos. Ele os mantinha em estábulos distribuídos entre várias cidades e também perto do rei, em Jerusalém. O rei fez que a prata e o ouro fossem tão comuns em Jerusalém quanto as pedras, e os cedros, como as figueiras das planícies. Seus cavalos eram trazidos do Egito e da Cilicia, especialmente importados pelos agentes do rei. Cada carro do Egito custava sete quilos e duzentos gramas de prata, e um cavalo, um quilo e oitocentos gramas. Salomão os exportava para os reis dos hititas e dos arameus.