Categoria: 2a Reis

O Segundo Livro dos Reis
Introdução
O Segundo Livro dos Reis é a continuação da história dos dois reinos israelitas. Este livro começa onde a história parou em 1Reis. O Livro de 2Reis pode ser dividido em duas partes: 1) A história dos dois reinos, desde o ano 850 a.C. até a queda de Samaria e o fim do Reino do Norte (Israel), em 721 a.C. 2) A história do Reino do Sul (Judá), desde a queda do Reino de Israel até a conquista e destruição de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia, em 586 a.C. O livro termina com a história de Gedalias como governador de Judá e conta como o rei Joaquim foi libertado da prisão na Babilônia.
A queda dos reinos de Israel e de Judá acontece porque os reis e o povo foram infiéis ao Eterno. A destruição de Jerusalém e a ida de grande parte do povo de Judá para o cativeiro marcam um momento decisivo na história israelita.

  • 2a Reis, 25

    1-7 A revolta de Zedequias começou no décimo mês do nono ano do seu reinado. Nabucodonosor e todo o seu exército rumaram para Jerusalém. Montaram acampamento, cercaram a cidade e preparam rampas de ataque. A cidade ficou dezenove meses sob o cerco, até o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias. No quarto mês do décimo primeiro ano do reinado de Zedequias, a fome se agravou: não havia nem migalhas para o povo comer. Mas foi percebida uma brecha nas linhas inimigas, e, à noite, todo o exército fugiu pela passagem entre os dois muros próximos ao jardim do rei. Passaram pelos babilônios que estavam em volta da cidade e foram na direção do Jordão, no vale da Arabá. Mas os babilônios saíram em perseguição do rei e o alcançaram nas campinas de Jericó. O exército de Zedequias tinha desertado e estava espalhado por todos os lugares. Os babilônios prenderam Zedequias e o levaram ao rei da Babilônia, que estava em Ribla. Ali mesmo o julgaram e o sentenciaram. Os filhos de Zedequias foram executados na presença dele. Foi a última coisa que ele viu, porque, depois disso, eles furaram os olhos dele. Em seguida, levaram-no algemado para a Babilônia.

    8-12 No nono ano do reinado de Nabucodonosor da Babilônia, no dia 7 do quinto mês, Nebuzaradã, chefe da guarda do rei da Babilônia, chegou a Jerusalém. Ele incendiou o templo do Eterno, depois, destruiu o palácio real, as casas e todas as construções de Jerusalém. As tropas babilônicas que o acompanhavam derrubaram os muros da cidade. Por fim, reuniu todos os que ainda estavam na cidade e os que tinham desertado e os entregou ao rei da Babilônia e os levou para o exílio. Mas deixou alguns pobres agricultores cuidando do que tinha sobrado das vinhas e das lavouras.

    13-15 Os babilônios derrubaram as colunas de bronze, os suportes de bronze e o tanque de bronze que estavam no templo do Eterno. Eles levaram todo o bronze para a Babilônia. Também levaram todos os utensílios de bronze usados para o sacrifício no templo, os incensários e as bacias de aspersão de ouro e de prata. Não ficou nada, todo o metal precioso que encontraram foi levado.

    16-17 A quantidade de bronze tirada das duas colunas, do tanque e dos suportes que Salomão tinha feito para o templo do Eterno era tanta que não se podia medir. Cada coluna tinha oito metros e dez centímetros de altura, fora o c tel no alto da coluna, que tinha um metro e trinta e cinco centímetros de altura e era enfeitado ao redor com uma fileira de romãs de bronze.

    18-21 O comandante da guarda levou prisioneiros o sacerdote principal Seraías, o sacerdote auxiliar Sofonias, três guardas do templo, o oficial que era comandante do exército, cinco conselheiros do rei, o tesoureiro, o chefe do alistamento militar e sessenta homens que ainda restavam do povo. Nebuzaradã, comandante da guarda do rei, conduziu-os em marcha até Ribla, onde estava o rei da Babilônia. Em Ribla, na terra de Hamate, o rei da Babilônia os matou a sangue-frio. Judá foi para o exílio, para longe da sua terra.

    22-23 Nabucodonosor, rei da Babilônia, nomeou Gedalias, filho de Aicam, filho de Safã, governador sobre os que restaram em Judá. Quando Ismael, filho de Netanias, Joanã, filho de Careá, Seraías, filho de Tanumete, o netofatita, e Jezanias, filho de um maacatita, todos oficiais do exército, souberam que Nabucodonosor tinha nomeado Gedalias, foram conversar com ele em Mispá.

    24 Gedalias tranquilizou os oficiais e seus soldados, dizendo: “Não fiquem com medo dos oficiais babilônios. Voltem para suas terras e suas famílias e respeitem o rei da Babilônia. Não se preocupem, tudo ficará bem.”

    25 Passado um tempo, no sétimo mês, Ismael, filho de Netanias, filho de Elisama, da linhagem real, retornou com dez homens e matou Gedalias, bem como os judeus e os oficiais babilônios que estavam com ele em Mispá.

    26 Mas, com medo da retaliação dos babilônios, eles fugiram para o Egito, levando os líderes e o povo, desde as crianças até os velhos.

    27-30 No trigésimo sétimo ano do exílio de Joaquim, rei de Judá, Evil-Merodaque começou a reinar na Babilônia e libertou Joaquim da prisão. Foi no dia

    27 do décimo segundo mês. O rei o tratou com cortesia e dispensou a ele um tratamento especial, diferente do que se fazia aos outros prisioneiros políticos da Babilônia. Joaquim pôde deixar de lado a roupa de prisioneiro e comeu na companhia do rei pelo resto de sua vida. O rei providenciou tudo de que ele precisava para uma vida tranquila.

  • 2a Reis, 24

    1 Durante seu reinado, Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu Judá. Jeoaquim passou a servi-lo. Mas, depois de três anos, se rebelou.

    2-4 O Eterno enviou vários exércitos contra ele: babilônios, arameus, moabitas e amonitas. O objetivo era destruir Judá, para se cumprir o que o Eterno tinha anunciado por meio dos profetas. Nada aconteceu sem um propósito. O Eterno estava castigando Judá por causa dos pecados de Manassés, pelo derramamento de sangue inocente que tinha inundado as ruas de Jerusalém. O Eterno não estava disposto a perdoar esses crimes.

    5-6 O restante da vida e dos feitos de Jeoaquim está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Jeoaquim morreu e foi sepultado com seus antepassados. Seu filho Joaquim foi seu sucessor.

    7 O Egito não era mais uma ameaça, pois deixou de sair com seu exército para invadir outros países. O rei da Babilônia tinha conquistado todas as terras entre o ribeiro do Egito e o rio Eufrates, que antes eram controladas pelo rei do Egito.

    JOAQUIM DE JUDÁ
    8-9 Joaquim tinha 18 anos de idade quando começou a reinar. Reinou apenas três anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Neusta, filha de Elnatã. Ela era de Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno, como seu pai tinha feito.

    10-12 Certo dia, os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacaram Jerusalém e montaram um cerco em torno dela. Enquanto os seus oficiais montavam o cerco em voltada cidade, Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez uma visita pessoal a Jerusalém. E Joaquim, rei de Judá, com sua mãe, seus oficiais, seus conselheiros e os líderes do governo renderam-se a ele.

    12-14 No oitavo ano do seu reinado, Joaquim foi levado cativo pelo rei da Babilônia. Nabucodonosor retirou todos os tesouros do templo do Eterno e do palácio real e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha feito para o templo do Eterno. Não era de admirar, pois o Eterno já tinha anunciado que isso aconteceria. Depois, levou para o exílio todo o povo de Jerusalém, os líderes, os soldados, todos os artesões e os ferreiros — cerca de dez mil pessoas. Apenas os mais pobres ficaram.

    15-16 Nabucodonosor também levou Joaquim cativo para a Babilônia. Joaquim foi acompanhado de sua mãe, suas mulheres, seus principais oficiais e líderes. Foram deportados para a Babilônia sete mil soldados de combate e mais de mil ferreiros e artesões.

    17 O rei da Babilônia nomeou Matanias, tio de Joaquim, rei sobre Judá e mudou seu nome para Zedequias.

    ZEDEQUIAS DE JUDÁ
    18 Zedequias tinha 21 anos de idade quando começou a reinar. Reinou em Jerusalém onze anos. Sua mãe chamava-se Hamutal, filha de Jeremias. Ela era de Libna.

    19 Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos de Jeoaquim.

    20 Tudo isso aconteceu a Jerusalém e a Judá por causa da ira do Eterno. Finalmente, ele os expulsou da sua presença. Depois, Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia.

  • 2a Reis, 23

    1-3 O rei convocou imediatamente todas as autoridades de Judá e de Jerusalém. Subiu ao templo do Eterno acompanhado de todos os homens de Judá, de todos os moradores de Jerusalém, desde os nobres até os mais simples, dos sacerdotes e dos profetas. Depois, leu publicamente tudo que estava escrito no Livro da Aliança encontrado no templo do Eterno. O rei ficou de pé, ao lado da coluna e, diante do Eterno, fez um juramento, comprometendo-se a seguir ao Eterno, a confiar nele e a obedecer a ele. Prometeu acatar de corpo e alma as suas instruções com respeito ao que deveriam crer e fazer e praticar tudo que estava prescrito na aliança, todas as coisas escritas no livro. O povo ficou de pé, em sinal de concordância e todos se comprometeram também, unanimemente.

    4-9 O rei ordenou ao sacerdote principal Hilquias, aos sacerdotes auxiliares e à guarda do templo que tirassem do templo do Eterno tudo que estivesse ligado à adoração a Baal, a Aserá e aos poderes cósmicos e que o limpassem. Depois, determinou que tudo fosse queimado fora de Jerusalém nos campos do Cedrom, jogando as cinzas em Betel. Ele despediu os sacerdotes pagãos que os reis de Judá tinham contratado para supervisionar os altares das divindades ligadas às orgias religiosas nas cidades de Judá e nos arredores de Jerusalém. Limpou a nação da poluição do incenso contínuo oferecido a Baal, ao Sol, à Lua, aos astros e a todos os poderes cósmicos. Retirou o poste sagrado de Aserá do templo do Eterno e o levou para o vale do Cedrom, fora de Jerusalém, onde o queimou. Depois, espalhou as cinzas no cemitério. Derrubou os aposentos dos prostitutos cultuais, que tinham sido construídos no templo do Eterno, que as mulheres também usavam para tecer tendas para os postes de Aserá. Eliminou das cidades de Judá os sacerdotes pagãos e derrubou os altares às divindades ligadas às orgias religiosas, nos quais esses sacerdotes ofereciam incenso, desde Geba até Berseba. Derrubou também os altares da entrada de Josué, governador da cidade, os altares que ficavam do lado esquerdo de quem entra. Apesar de esses sacerdotes não terem profanado o altar do Eterno em Jerusalém, eles comiam com seus colegas sacerdotes; por isso, também foram eliminados.

    10-11 Depois, Josias destruiu Tofete, no vale de Ben-Hinom, para que não mais sacrificassem seus filhos a Moloque. Demoliu as estátuas de cavalos que os reis de Judá tinham posto na entrada do templo em honra do deus-sol. Eles ficavam no pátio, perto da sala do oficial Natã-Meleque. Ele queimou os carros consagrados ao Sol.

    12-15 O rei esmigalhou os altares do terraço de Acaz, os altares erguidos pelos reis de Judá e os altares de Manassés espalhados pelo pátio do templo. Retirou todo o entulho deles e jogou no vale do Cedrom. O rei também retirou todos os altares das divindades ligadas às orgias religiosas espalhados a leste de Jerusalém, na encosta sul da colina da Destruição, os que o rei Salomão tinha construído para a deusa -prostituta Aserá, dos sidônios, para Camos, o ídolo dos moabitas, e para Moloque, o deus abominável dos amonitas. Quebrou os altares, reduziu a nada os postes sagrados de Aserá e espalhou ossos humanos sobre eles. Depois, foi a vez do altar de Betel que Jeroboão, filho de Nebate, tinha construído, o mesmo Jeroboão que levou Israel a viver em pecado. Quebrou o altar, queimou o santuário, reduzindo tudo a cinzas. Depois, queimou também o poste sagrado de Aserá.

    16 Josias olhou ao redor e viu os túmulos no alto da colina. Ele mandou que se retirassem os ossos e os cremassem sobre as ruínas dos altares, para profanar os altares pagãos. Assim, cumpriu-se a palavra do Eterno dita pelo homem de Deus muito tempo antes, quando Jeroboão se pusera ao lado do altar na santa convocação.

    17 Então, o rei perguntou: “Que monumento é este?.” Os homens da cidade disseram: “É o túmulo do homem de Deus que profetizou contra o altar de Betel, que você acabou de cumprir.”

    18 Josias disse: “Deixem os ossos dele em paz.” Então, deixaram os ossos dele, com os ossos do profeta de Samaria.

    19-20 Mas Josias não parou por aí. Ele percorreu todas as cidades de Samaria em que os reis de Israel tinham edificado altares para as divindades ligadas às orgias religiosas e que provocaram a ira do Eterno. Matou todos os sacerdotes responsáveis pelos sacrifícios e cremou-os sobre os próprios altares, profanando-os. Depois disso, Josias voltou para Jerusalém.

    21 Em seguida, o rei ordenou ao povo: “Celebrem a Páscoa do Eterno, o seu Deus, exatamente como está escrito no Livro da Aliança.”

    22-23 A Páscoa não era celebrada desde os dias dos juízes de Israel. Nenhum dos reis de Judá ou de Israel a tinha celebrado. Mas, no décimo oitavo ano do reinado de Josias, foi celebrada a Páscoa perante o Eterno, em Jerusalém.

    24 Josias limpou a terra eliminando os que consultavam espíritos, os ídolos domésticos e as imagens esculpidas, todo tipo de relíquias e imagens obscenas e profanas espalhadas por todos os cantos de Judá e Jerusalém. Josias fez isso para cumprir as palavras da Revelação do Eterno registradas no livro que o sacerdote Hilquias encontrou no templo do Eterno.

    25 Não houve, antes nem depois, outro rei comparável a Josias, que se mostrasse de corpo e alma obediente ao Eterno, em seguir as instruções reveladas e registradas por Moisés. Nunca mais se viu um rei como Josias.

    26-27 Mas, apesar de Josias, a ira do Eterno não se extinguiu por causa de tudo que Manassés tinha feito para provocar sua ira. Por isso, o Eterno disse: “Eliminarei Judá da minha presença, da mesma forma em que eliminei Israel. Virarei as costas para a cidade de Jerusalém, que escolhi, e também para o templo, a respeito do qual eu disse: ‘Meu nome habitará aqui para sempre

    28-30 O restante da vida e dos feitos de Josias está escrito nas Crônicas dos Reis de Judá. Josias morreu quando o faraó Neco, rei do Egito, aliou-se ao rei da Assíria, na região do rio Eufrates. Josias tentou resistir em Megido, mas Neco o matou ali. Os servos de Josias levaram seu corpo num carro de volta para Jerusalém, onde o sepultaram no seu túmulo. O povo escolheu Jeoacaz, filho de Josias e o ungiu rei para suceder seu pai.

    JEOACAZ DE JUDÁ
    31 Jeoacaz tinha 23 anos de idade quando começou a reinar. Reinou apenas três meses em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hamutal, filha de Jeremias. Ela era de Libna.

    32 Ele agiu mal perante o Eterno, seguindo os caminhos dos seus antecessores.

    33-34 O faraó Neco capturou Jeoacaz em Ribla, na região de Hamate, e o prendeu, não deixando que ele reinasse em Jerusalém. Exigiu que Judá pagasse tributo de três toneladas e meia de prata e trinta e cinco quilos de ouro. Depois, o faraó Neco designou Eliaquim, filho de Josias, rei no lugar dele e mudou seu nome para Jeoaquim. Jeoacaz foi levado para o Egito e morreu ali.

    35 Enquanto isso, Jeoaquim, como serviçal exemplar, pagava os tributos de ouro e prata exigidos pelo faraó. Ele arrecadava o ouro e a prata na forma de imposto cobrado do povo, para poder cumprir seus compromissos.

    JEOAQUIM DE JUDÁ
    36-37 Jeoaquim tinha 25 anos de idade quando começou a reinar. Reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Zebida, filha de Pedaías. Ela era de Ruma. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os caminhos dos seus antepassados.

  • 2a Reis, 22

    JOSIAS DE JUDÁ
    1-2 Josias tinha 8 anos de idade quando começou a reinar. Ele reinou trinta e um anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jedida, filha de Adaías. Ela era de Bozcate. Ele agiu corretamente diante do Eterno e seguiu os passos de seu antepassado Davi, sem se desviar para a direita nem para a esquerda.

    3-7 No décimo oitavo ano do seu reinado, o rei Josias mandou o secretário do palácio, Safã, filho de Azalias e neto de Mesulão, ao templo do Eterno com a tar o dinheiro do templo do Eterno que o porteiro arrecadou do povo. Peça que ele entregue tudo ao superintendente da obra do templo do Eterno para pagar os que estão trabalhando na reforma do templo: os carpinteiros, os construtores e os pedreiros. Dê a ele autorização para comprar madeira e pedras lavradas para os reparos. Não precisa exigir recibo do dinheiro que você entregar, porque eles são pessoas honestas.”

    8 O sacerdote principal Hilquias relatou a Safã, secretário do palácio: “Acabei de encontrar o Livro da Revelação do Eterno que contém as instruções do Eterno para nós! Encontrei-o no templo.” Ele o entregou a Safã, e este o leu.

    9 O secretário do palácio voltou ao rei e deu este relatório: “Seus servos contaram o dinheiro que foi entregue no templo e o entregaram para o superintendente dos que estão trabalhando na reforma.”

    10 Depois, Safã disse ao rei: “O sacerdote principal Hilquias também me entregou um livro.” O secretário do palácio leu o livro para o rei.

    11-13 Quando o rei ouviu o que estava escrito na Revelação do Eterno, rasgou a própria roupa e deu esta ordem ao sacerdote Hilquias, a Aicam, filho se Safã, a Acbor, filho de Micaías, ao próprio Safã e a Asaías, assistente do rei: “Intercedam ao Eterno por mim e por todo o povo de Judá. Procurem saber o que fazer a respeito do que está escrito no livro que foi encontrado. O Eterno deve estar furioso conosco, pois nossos antepassados não obedeceram ao que está escrito neste livro nem seguiram as instruções dele.”

    14-17 O sacerdote Hilquias, Aicam, Acbor, Safã e Asaías procuraram a profetiza Hulda, mulher de Salum, filho de Ticvá, filho de Haras, encarregada do guarda-roupa do palácio. Ela morava na parte mais nova de Jerusalém. Eles a consultaram, e ela respondeu: “Assim diz o Eterno, o Deus de Israel: Digam ao homem que enviou vocês que estou para castigar este lugar e esta gente. Todas as palavras escritas no livro que o rei de Judá acabou de ler serão cumpridas. Por quê? Porque este povo me abandonou e adorou outros deuses. Eles provocaram a minha ira quando começaram a fabricar ídolos. A minha ira se acendeu contra este lugar, e ninguém a extinguirá.

    18-20 “No entanto, já que o rei de Judá mandou vocês consultarem o Eterno, digam também a ele: ‘Assim diz o Eterno sobre o livro que você leu: Já que você levou a sério as ameaças de castigo contra este lugar e esta gente e já que você se humilhou, arrependido, rasgando a própria roupa e chorando diante de mim, também vou levar você a sério. Assim diz o Eterno: Vou cuidar de você. Você morrerá tranquilo e será sepultado em paz. Não verá o castigo que trarei a este lugar.’” Os homens levaram a mensagem ao rei.

  • 2a Reis, 21

    MANASSÉS DE JUDÁ
    1-6 Manassés tinha 12 anos de idade quando começou a reinar. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hefzibá. Ele agiu mal diante do Eterno. Reintroduziu todas as práticas imorais e perversas dos povos que o Eterno tinha expulsado de diante dos israelitas. Reconstruiu os altares de prostituição que seu pai, Ezequias, destruíra. Construiu altares e postes sagrados para o deus da fertilidade, Baal, e para a deusa da prostituição, Aserá, como Acabe, rei de Israel, tinha feito. Adorou todo tipo de astros. Construiu altares pagãos até dentro do templo de Jerusalém, dedicado exclusivamente por decreto do Eterno: “Em Jerusalém, estabelecerei o meu nome.” Construiu, ainda, altares a todo tipo de astros e os colocou nos dois pátios do templo do Eterno. Ofereceu o próprio filho em sacrifício. Praticou magia e feitiçaria; consultou espíritos dos mortos. Enfim, provocou a ira do Eterno, cometendo todo tipo de profanação.

    7-8 A gota d’água foi pôr a imagem da deusa da prostituição Aserá dentro do templo do Eterno, uma afronta flagrante à declaração do Eterno a Davi e a Salomão: “Neste templo e na cidade de Jerusalém, que escolhi entre todas as tribos de lsrael, estabelecerei o meu nome para sempre. Nunca mais deixarei o meu povo Israel andar errante fora da terra que dei aos seus antepassados, contanto que obedeçam a tudo que ordenei por meio de meu servo Moisés.”

    9 Mas o povo não deu ouvidos. Manassés fez o povo se desviar e conseguiu ser pior que as nações pagãs que o Eterno tinha destruído.

    10-12 O Eterno disse, por meio dos seus servos, os profetas: “Já que Manassés, rei de Judá, cometeu tamanho pecado, superando até os pecados dos amorreus que o antecederam, tornando Judá uma nação de pecadores com ídolos falsos, assim diz o Eterno, o Deus de Israel: ‘Causarei desgraça sobre Jerusalém e Judá. Será tão terrível que, quando as pessoas ouvirem as notícias, não acreditarão.

    13-15 “‘Repetirei em Jerusalém o que fiz em Samaria: darei o mesmo destino que a descendência de Acabe. Limparei a sujeira de Jerusalém como se limpa um prato, jogando fora os restos e deixando secar. Eliminarei o que resta de minha herança, lançando-os sobre seus inimigos. Se os inimigos quiserem se aproveitar de alguma coisa, poderão fazê-lo. Esse povo só me causa desgosto, desde o dia em que seus antepassados saíram do Egito. Cheguei ao limite: não aceitarei mais suas práticas profanas.’”

    16 Além de todos os pecados que levou o povo a cometer, Manassés também matava indiscriminadamente. Encheu Jerusalém com o sangue inocente de suas vítimas e transformou o povo numa nação de pecadores.

    17-18 O restante da vida e dos feitos de Manassés, tudo que realizou e a lista dos seus pecados, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Manassés morreu e descansou com seus antepassados. Foi sepultado no jardim do palácio, no jardim de Uzá. Seu filho Amom foi seu sucessor.

    AMOM DE JUDÁ
    19-22 Amom tinha 22 anos de idade quando começou a reinar. Reinou apenas dois anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Mesulemete, filha de Haruz. Ela era de Jotbá. Ele agiu mal diante do Eterno, como seu pai Manassés. Seguiu os passos de seu pai, servindo e adorando ídolos falsos que seu pai servia. Ele abandonou os caminhos do Eterno.

    23-24 Os servos de Amom se revoltaram e o assassinaram. Eles o mataram dentro do próprio palácio. Mas o povo matou os assassinos e coroou Josias, filho de Amom, rei sobre Judá.

    25-26 O restante da vida e dos feitos de Amom está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Eles o sepultaram no túmulo do jardim de Uzá. Seu filho Josias o sucedeu.

  • 2a Reis, 20

    1 Depois de um tempo, Ezequias adoeceu e quase morreu. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e disse: “Assim diz o Eterno: ‘Deixe em ordem os seus negócios. Você não tem muito tempo de vida

    2-3 Ezequias virou o rosto, dirigiu-se ao Eterno e orou: “Lembra-te, ó Eterno, de quem eu sou e do que realizei! Tenho vivido honestamente diante de ti, O meu coração tem sido íntegro e constante, Vivi para te agradar e fazer o que desejavas.” Ezequias chorou amargamente.

    4-6 Isaías estava saindo, mas, antes de deixar o pátio interior, veio a ele a palavra do Eterno, dizendo: “Volte e diga a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o Eterno, o Deus do seu antepassado Davi: Eu ouvi sua oração e vi suas lágrimas. Vou curar você. Daqui três dias, você irá andando por conta própria ao templo do Eterno. Acrescentei quinze anos à sua vida. Estou livrando você do rei da Assíria e protegendo esta cidade com meu escudo, por causa do meu nome e por amor a Davi.’”

    7 Isaías disse ainda: “Preparem uma pasta de figo.” Prepararam a pasta e a aplicaram na úlcera. Logo depois, Ezequias começou a se recuperar.

    8 Ezequias disse a Isaías: “Como saberei que isso vem do Eterno? Qual é o sinal de que o Eterno está me curando e, daqui três dias, irei andando por conta própria ao templo do Eterno?.”

    9 Isaías respondeu: “Este é o sinal de que o Eterno cumprirá o que prometeu: você escolhe se quer que a sombra avance ou recue dez graus.”

    10 Ezequias respondeu: “Seria fácil fazer a sombra do Sol avançar dez graus. Então, prefiro que recue dez graus.”

    11 Então, Isaías orou ao Eterno, e a sombra recuou dez graus no relógio de Acaz.

    12-13 Logo depois, Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, ouviu a respeito da enfermidade de Ezequias e mandou uma carta e um presente ao rei. Ezequias ficou contente e apresentou aos mensageiros o palácio e lhes mostrou toda a prata, o ouro, as especiarias, os perfumes e todo o estoque de armas. Mostrou todas as suas posses valiosas. Ezequias não deixou de mostrar a eles nada do seu palácio e do seu reino.

    14 Mais tarde, o profeta Isaías perguntou ao rei: “Quem eram aqueles homens? De onde vieram e o que estavam fazendo aqui?” Ezequias respondeu: “Vieram de uma terra distante, da Babilônia.”

    15 O profeta perguntou: “O que eles viram em seu palácio?” Ezequias respondeu: “Tudo. Mostrei tudo, não escondi nada.”

    16-18 Isaías disse a Ezequias: “Ouça o que o Eterno tem a dizer: ‘Virá o dia em que tudo quanto pertence a você e tudo que seus antepassados deixaram como herança será levado para a Babilônia: não restará nada. É o Eterno quem está dizendo. Pior ainda, alguns dos seus descendentes serão levados para servir de eunucos no palácio do rei da Babilônia.”

    19 Ezequias disse a Isaías: “Se essa palavra vem do Eterno, é boa.” Mas ele pensava: “Isso não vai acontecer enquanto eu estiver vivo. Terei paz e segurança enquanto viver.”

    20-21 O restante da vida e dos feitos de Ezequias, seus projetos e principalmente a obra do tanque superior e a maneira em que abasteceu a cidade com água, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Ezequias morreu e foi sepultado com seus antepassados. Seu filho Manassés foi seu sucessor.

  • 2a Reis, 19

    1-3 Quando Ezequias ouviu a mensagem, rasgou a própria roupa e vestiu pano de saco. Depois, foi para o templo do Eterno. Mandou que Eliaquim, o administrador do palácio, o secretário Sebna e os principais sacerdotes, todos vestidos de pano de saco, chamassem Isaías, filho de Amoz, e lhe disseram: “Assim diz Ezequias: ‘Hoje é dia de luto, repreensão e vergonha! É como uma mulher que está para dar à luz, mas não tem forças para o parto.

    4 “‘Talvez o Eterno, o seu Deus, tenha ouvido as afrontas de Rabsaqué, enviado pelo rei da Assíria, o seu senhor, para humilhar o Deus vivo. Talvez o Eterno, o seu Deus, o repreenda por isso. Talvez você interceda pelo remanescente do povo’”.

    5 Foi essa a mensagem que os oficiais do rei Ezequias levaram a Isaías.

    6-7 Isaías respondeu: “Digam ao seu senhor: ‘Assim diz o Eterno: Não se preocupe com as provocações que você ouviu dos mensageiros do rei da Assíria. Vou fazer o seguinte: ele ficará confuso, pois receberá notícias que o deixarão apavorado e o farão voltar para o seu país. Lá, farei que ele seja morto.’”

    8-13 Rabsaqué soube que o rei da Assíria saíra de Láquis e estava atacando Libna. Senaqueribe ouviu que Tiraca, o rei etíope, estava se aproximando para atacá-lo. Então, mandou outro mensageiro dizer a Ezequias, rei de Judá: “Não seja enganado por esse Deus em quem você confia quando ele promete: ‘Jerusalém jamais cairá nas mãos do rei da Assíria.’ Isso é mentira! Você conhece a reputação do rei da Assíria. Várias nações já foram destruídas. E o que faz você pensar que Jerusalém será uma exceção? Preste atenção a essas nações destruídas, que foram devastadas pelos meus antecessores. Por acaso, os deuses delas serviram para alguma coisa? Olhe para Gozã, para Harã, para Rezefe, para o povo de Éden, em Telassar. Viraram ruínas. O que restou do rei de Hamate, do rei de Arpade, do rei de Sefarvaim, de Hena e de Iva? Nada.”

    14-15 Ezequias recebeu a carta do mensageiro e a leu. Foi para o templo, depositou-a diante do Eterno e orou: “Oh Eterno, Deus de Israel, assentado em majestade sobre o trono, entre os querubins. És o único Deus, soberano sobre todos os reinos da terra, Criador do céu e da terra.

    16 Abre os ouvidos, ó Eterno, e ouve; abre os olhos e vê. Olha para esta carta de Senaqueribe, que afronta o Deus vivo!

    17 Na verdade, ó Eterno, os reis da Assíria destruíram nações e reinos.

    18 Queimaram seus deuses e destruíram seus ídolos, que não passavam de obras de pau e pedra.

    19 Mas, agora, ó Eterno, nosso Deus, livra-nos das mãos da Assíria, Para que todos os reinos da terra reconheçam que és o único Deus.”

    20-21 Não demorou muito, e Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: “Assim diz o Eterno: ‘Você orou a mim com respeito a Senaqueribe, rei da Assíria. Pois ouvi sua oração. Esta é a resposta do Eterno: A virgem, Filha Sião, zomba de você; A filha de Jerusalém está balançando a cabeça em desprezo.

    22 A quem você ofendeu? A quem você está afrontando? Diante de quem você se vangloria? Diante do Santo de Israel!

    23 Você mandou seus servos humilharem o meu Senhor. Você se orgulhou, dizendo: Com os meus carros de guerra subo aos montes mais altos, até mesmo aos picos nevados dos montes do Líbano! Derrubei seus enormes cedros, cortei as melhores árvores. Percorri todo o mundo, visitei as melhores florestas.

    24 Construí cisternas em lugares muito distantes e bebi de suas águas. Caminhei e espirrei água com os pés descalços nos rios do Egito.

    25 Acaso você não percebeu que sou eu quem está por trás de tudo isso? Há muito, muito tempo, planejei isso e agora estou pondo em prática. Você é o instrumento que escolhi para reduzir fortalezas a pó,

    26 Para deixar seu povo desamparado, cabisbaixo e desanimado. Ficaram como o c m, frágeis como o mato, inconstantes como ervas agitadas pelo vento.

    27 Sei quando você se deita, quando chega e quando sai. Também me lembro de todos os seus acessos de raiva contra mim.

    28 Justamente, por causa da sua fúria e do seu atrevimento É que estou fisgando você pelo nariz e pondo um freio em sua boca Para levá-lo de volta ao lugar de onde saiu.

    29 Ezequias, este será o sinal de confirmação: Neste ano, vocês comerão do que cresce naturalmente; no próximo ano, o que conseguirem apanhar, emprestar ou roubar. Mas, no terceiro ano, vocês plantarão e colherão, plantarão vinhas e comerão suas uvas.

    30 Um remanescente da família de Judá ainda firmará suas raízes e produzirá frutos.

    31 O remanescente voltará de Jerusalém, os sobreviventes, do monte Sião. O Zelo do Eterno fará isso acontecer.

    32 Para resumir, assim diz o Eterno com respeito ao rei da Assíria: Ele não invadirá esta cidade, não lançará uma única flecha contra ela. Não exibirá seu escudo, nem lançará o ataque contra ela.

    33 Ele voltará para casa pelo caminho por onde veio: não invadirá a cidade, diz o Eterno!

    34 Eu protegerei a cidade, eu a livrarei, pelo meu nome e por amor a Davi’”.

    35 Naquela mesma noite, um anjo do Eterno massacrou cento e oitenta e cinco mil assírios. Quando os habitantes de Jerusalém acordaram, no dia seguinte, havia cadáveres por toda parte!

    36-37 Senaqueribe, rei da Assíria, saiu dali, voltou direto para casa, em Nínive, e ficou lá. Certo dia, quando estava adorando no templo do seu deus, Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer o assassinaram e fugiram para a terra de Ararate. Seu filho Esar-Hadom o sucedeu.

  • 2a Reis, 18

    EZEQUIAS DE JUDÁ
    1-4 No terceiro ano de Oseias, filho de Ela, rei de Israel, Ezequias, filho de Acaz, começou a reinar sobre Judá. Tinha 25 anos de idade e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Abia, filha de Zacarias. Ele foi um bom rei aos olhos do Eterno, pois seguiu os passos de Davi, seu antecessor. Eliminou os altares dos ídolos da fertilidade, derrubou os postes sagrados e destruiu os altares da deusa da prostituição Aserá. Além disso, despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito. Na época, os israelitas adotaram a prática de oferecer sacrifício em honra à serpente. Tinham até dado um nome a ela: Neustã (A Antiga Serpente).

    5-6 Ezequias confiava plenamente no Eterno, o Deus de Israel. Não houve outro rei igual a ele, nem antes nem depois. Ele foi leal ao Eterno, não deixou de segui-lo e obedeceu à risca tudo que foi ordenado a Moisés. Já o Eterno estava com ele em tudo que realizava.

    7-8 Ele se revoltou contra o rei da Assíria e não quis servir mais a ele. Também expulsou os filisteus, desde as torres de sentinela até as cidades fortificadas e até Gaza e suas fronteiras.

    9-11 No quarto ano de Ezequias e no sétimo ano de Oseias, filho de Ela, rei de Israel, Salmaneser, rei da Assíria, atacou Samaria. Sitiou a cidade e a tomou depois de três anos. No sexto ano de Ezequias e no nono ano de Oseias, Samaria foi dominada pela Assíria. O rei da Assíria levou os israelitas cativos e estabeleceu-os em Hala, em Gozã, junto ao rio Habor, e nas cidades dos medos.

    12 Tudo isso aconteceu porque os israelitas não obedeceram à voz do Eterno e desprezaram a aliança de Deus. Não quiseram ouvir nem praticar o que Moisés, servo do Eterno, tinha ordenado.

    13-14 No décimo quarto ano do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou todas as cidades fortificadas de Judá e as conquistou. O rei Ezequias mandou dizer ao rei da Assíria, em Láquis: “Reconheço que errei. Retire seu exército daqui, e pagarei o que você exigir.”

    14-16 O rei da Assíria exigiu que Ezequias, rei de Judá, pagasse dez toneladas e meia de prata e mil e cinquenta quilos de ouro. Ezequias entregou a ele toda a prata que encontrou no templo do Eterno e nos cofres do palácio. Ezequias tirou o ouro das portas do templo do Eterno e dos batentes, que ele tinha revestido de ouro, e entregou-o ao rei da Assíria.

    17 O rei da Assíria mandou, de Láquis, seus principais oficiais militares, Tartã, Rabe-Saris e Rabsaqué, com tropas fortemente armadas para Jerusalém, onde estava o rei Ezequias. Ao chegar a Jerusalém, pararam diante do aqueduto do tanque superior, na estrada para o campo do Lavandeiro.

    18 Eles gritaram, chamando o rei. O administrador do palácio, Eliaquim, filho de Hilquias, o secretário Sebna e o historiador Joá, filho de Asafe, saíram ao encontro deles.

    19-22 Rabsaqué disse: “Levem a Ezequias esta mensagem do grande rei, o rei da Assíria: ‘Você vive num mundo de faz de conta. Acha que meras palavras substituem ações militares efetivas? Agora que você se revoltou contra mim, quem vai ajudá-lo? Você pensava que o Egito o socorreria, mas o Egito é um caniço quebrado. Quem se apoia nele espeta e fura a mão. O faraó, rei do Egito, não é de confiança. Você vai me dizer: Nós confiamos no Eterno? Mas Ezequias acabou de eliminar todos os altares, dizendo a Judá e a Jerusalém: Vocês só poderão adorar no santuário de Jerusalém.

    23-24 “‘Pense bem. Faça um acordo com o seu senhor, o rei da Assíria. Darei a você dois mil cavalos se você providenciar cavaleiros para montá-los. Se não tiver condições, como pensa que poderá derrotar o menor guerreiro das tropas do meu senhor? Até quando você vai ficar confiando nos carros e nos cavalos dos egípcios?

    25 “‘Por acaso, subi aqui para destruir esta terra sem a aprovação do Eterno? O fato é que o Eterno mesmo me ordenou: Ataque e destrua esta terra!’”.

    26 Eliaquim, filho de Hilquias, Sebna e Joá disseram a Rabsaqué: “Por favor, fale em aramaico. Nós entendemos aramaico. Não fale em hebraico, porque a multidão que está no muro da cidade vai entender.”

    27 Mas Rabsaqué disse: “Não fomos enviados com uma mensagem confidencial a vocês. O que estamos dizendo é para conhecimento público, uma mensagem para todos. Afinal, diz respeito a eles também. Se vocês não concordarem, eles estarão comendo as próprias fezes e bebendo a própria urina junto com vocês.”

    28-32 Dito isso, ele se levantou e falou bem alto, em hebraico, para que todos pudessem ouvir: “Ouçam atentamente às palavras do grande rei, o rei da Assíria: ‘Não deixem Ezequias enganar vocês. Ele não tem condições de livrá-los. Não acreditem nessa conversa de Ezequias de confiar no Eterno quando ele diz: O Eterno nos livrará. Esta cidade nunca será entregue nas mãos do rei da Assíria. Não prestem atenção a Ezequias. Ele não sabe do que está falando. Ouçam o rei da Assíria. Façam as pazes comigo e fiquem tranquilos. Cada um de vocês terá sua terra e sua fonte! Eu levarei vocês para uma terra muito melhor do que esta, com fartura de cereais, vinho, pão, videiras, oliveiras e mel. Vocês vivem apenas uma vez; por isso, escolham viver bem!

    32-35 “‘Não deem atenção a Ezequias. Não acreditem em suas mentiras quando diz: “O Eterno nos livrará.” Vocês já ouviram que algum deus, em algum lugar, tenha livrado seu povo do rei da Assíria? Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim, de Hena e de Iva? E Samaria, por acaso os deuses deles os livraram? Repito: Vocês se lembram de algum deus que tenha livrado alguém do rei da Assíria? Então, por que acham que o Eterno livrará Jerusalém das minhas mãos?’”.

    36 O povo ficou calado. Ninguém disse nada, pois o rei tinha determinado: “Vocês estão proibidos de dizer qualquer coisa!”

    37 Então, o administrador do palácio, Eliaquim, o secretário Sebna e o historiador Joá voltaram a Ezequias. Eles tinham rasgado a própria roupa em sinal de desespero. Eles repetiram tudo que Rabsaqué tinha dito.

  • 2a Reis, 17

    OSEIAS DE ISRAEL
    1-2 No décimo segundo ano de Acaz, rei de Judá, Oseias, filho de Ela, começou a reinar sobre Israel. Reinou nove anos em Samaria. Ele agiu mal diante do Eterno, mas não foi tão ruim quanto seus antecessores.

    3-5 Salmaneser, rei da Assíria, atacou Oseias e fez dele seu súdito, obrigando-o a pagar impostos. Mas Oseias, agindo pelas costas do rei da Assíria, buscou o apoio do rei Sô, do Egito, e suspendeu o pagamento dos impostos. Salmaneser, rei da Assíria, descobriu a trama e mandou prendê-lo. Depois, invadiu o país, atacou Samaria e a sitiou por três anos.

    6 No nono ano do reinado de Oseias, Salmaneser conquistou Samaria e levou o povo cativo para a Assíria. Ele estabeleceu os exilados em Hala, no território de Gozã, às margens do rio Habor, e nas cidades dos medos.

    7-12 Eles foram exilados porque os filhos de Israel pecaram contra o Eterno, o seu Deus, que os havia livrado do Egito e da cruel escravidão do faraó. Eles adoraram outros deuses, seguiram o caminho das nações pagãs que o Eterno tinha expulsado e adotaram as práticas introduzidas pelos reis de Israel. Praticaram, às ocultas, coisas ofensivas ao Eterno e, depois, construíram publicamente altares que instigavam a prostituição em toda parte. Puseram símbolos e colunas sagradas em toda esquina. Para onde se olhasse, havia incenso oferecido às divindades pagãs, as mesmas ofertas apresentadas pelas nações pagãs que o Eterno tinha expulsado. Eles cometeram muitos pecados e provocaram a ira do Eterno, apesar de ele os ter advertido: “Não façam isso!.”

    13 O Eterno tinha avisado Israel e Judá inúmeras vezes por meio dos seus profetas e videntes, dizendo: “Desviem-se do pecado. Façam o que eu ensino e o que ordenei na Revelação entregue a seus antepassados. Tenho lembrado vocês daquela palavras por meio dos meus servos, os profetas.”

    14-15 Mas eles não quiseram ouvir. Pelo contrário, foram mais obstinados que as gerações anteriores. Desprezaram as instruções do Eterno, o seu Deus. Rejeitaram a aliança com seus antepassados e fizeram pouco caso das advertências. Seguiram deuses inúteis e viveram vidas inúteis, como as nações pagãs ao seu redor. O Eterno tinha advertido claramente: “Não as imitem!” Mas não adiantou.

    16-17 Eles ignoraram as instruções do Eterno, o seu Deus, e fizeram dois ídolos de metal em forma de bezerro e um poste sagrado em honra a Aserá, a deusa da prostituição. Adoraram forças cósmicas, como os deuses e deusas dos astros, frequentavam os altares das divindades de Baal ligadas às orgias religiosas. Chegaram a ponto de oferecer os próprios filhos em sacrifício. Praticaram ocultismo e magia. Prostituíram-se com todo tipo de abominação, provocando a ira do Eterno.

    18-20 O Eterno ficou furioso e se livrou deles. Ele os expulsou da terra, deixando apenas uma tribo: Judá. Na verdade, Judá não era muito melhor, pois também deixou de guardar os mandamentos do Eterno e adotou as mesmas práticas introduzidas por Israel. O Eterno rejeitou todo o povo de Israel. Ele os castigou e os entregou nas mãos de saqueadores. Finalmente, ele os expulsou da sua presença.

    21-23 Quando o Eterno separou os israelitas da dinastia de Davi, eles proclamaram rei um homem chamado Jeroboão, filho de Nebate. Jeroboão fez Israel se desviar do Eterno e viver em pecado. Os filhos de Israel transigiam com todos os pecados de Jeroboão sem nunca se opor. Por fim, o Eterno disse: “Basta!” e se virou contra eles. Ele já os tinha advertido muitas vezes por intermédio dos profetas. Depois, mandou Israel para o exílio, na terra da Assíria, onde permanece até hoje.

    24-25 O rei da Assíria levou gente da Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim para povoar as cidades de Samaria, em substituição aos israelitas. Eles ocuparam as cidades como se fossem proprietários. Para os novos habitantes, o Eterno era apenas outro deus, os assírios não o conheciam nem o adoravam. Por isso, o Eterno enviou leões para o meio deles, e muitos foram atacados e mortos por esses animais.

    26 Mandaram dizer ao rei da Assíria: “Esses povos que você trouxe para morar nas cidades da Samaria não sabiam o que o Deus da terra esperava deles; por isso, ele mandou leões que estão matando as pessoas. Ninguém sabe o que o Deus da terra está exigindo delas.”

    27 O rei da Assíria mandou dizer: “Levem de volta alguns sacerdotes que estão no exílio. Eles poderão voltar e viver em Samaria para instruir o povo a respeito do que o Deus da terra espera deles.”

    28 Um dos sacerdotes exilados de Samaria voltou para morar em Betel. Ele os ensinou a honrar e a adorar ao Eterno.

    29-31 Mas cada povo trazido pela Assíria continuava cultuando seus ídolos nos altares pagãos espalhados pela terra que os moradores de Samaria tinha deixado. Cada povo fez o seu: os da Babilônia fizeram Sucote-Benote; os de Cuta, Nergal; os de Hamate, Asima; os de Ava, Nibaz e Tartaque; os de Sefarvaim, Adrameleque e Anameleque, deuses a quem o povo oferecia seus filhos em sacrifício.

    32-33 Eles adoraram ao Eterno, mas não exclusivamente. Também nomearam todo tipo de pessoa, mesmo sem qualificação sacerdotal, para conduzir os rituais nos altares idólatras. Eles adoravam ao Eterno, mas também mantiveram a devoção aos deuses de onde eles vieram.

    34-39 Eles continuam até hoje nessas práticas antigas. Não adoram ao Eterno e não seguem às instruções nem às ordenanças que o Eterno deixou para os filhos de Jacó, a quem ele deu o nome de Israel. Porque o Eterno fez aliança com seu povo e ordenou: “Não adorem outros deuses; não se prostrem diante deles; não sirvam nem ofereçam sacrifícios a eles. Adorem ao Eterno, o Deus que tirou vocês da terra do Egito, manifestando seu grande poder. Respeitem e temam a ele. Adorem a ele. Ofereçam sacrifícios a ele somente. Tudo que ele deixou escrito para vocês, instruindo-os a como viver e se conduzir — ora, pratiquem tudo isso enquanto viverem. De maneira alguma, vocês deverão adorar outros deuses! Não se esqueçam das suas obrigações na aliança que ele fez com vocês. Não adorem outros deuses. Adorem apenas ao Eterno. É ele quem livrará vocês de toda a opressão.”

    40-41 Mas eles não deram atenção. Continuaram fazendo o que sempre fizeram, já aqueles povos adoravam ao Eterno, mas também prestavam culto aos ídolos pagãos. Até hoje fazem isso: seus filhos e netos repetem as práticas de seus antepassados.

  • 2a Reis, 16

    ACAZ DE JUDÁ
    1-4 No décimo sétimo ano de Peca, filho de Remalias, Acaz, filho de Jotão, começou a reinar em Judá. Acaz tinha 20 anos de idade e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno, o seu Deus. Não foi como seu antepassado Davi. Pelo contrário, seguiu os passos dos reis de Israel. Ele até ofereceu seu filho em sacrifício, prática abominável que copiou dos pagãos que o Eterno tinha expulsado da terra. Também oferecia sacrifícios sobre altares das divindades ligadas às orgias religiosas e debaixo de árvores frondosas espalhadas por todos os lugares.

    5 Depois, Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, se uniram contra Jerusalém e sitiaram a cidade, mas não puderam vencer Acaz.

    6 Na época, o rei de Edom recuperou o porto de Elate e expulsou os homens de Judá. Os edomitas ocuparam Elate e estão lá até hoje.

    7-8 Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: “Sou seu servo e seu filho. Venha livrar-me das investidas do rei da Síria e do rei de Israel. Eles estão me atacando.” Acaz mandou o ouro e a prata dos cofres do palácio e do templo do Eterno como presente para o rei da Assíria.

    9 O rei da Assíria o acudiu. Atacou e conquistou Damasco, deportou o povo para Quir e matou Rezim.

    10-11 O rei Acaz foi encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria, em Damasco. Ficou impressionado com o altar de Damasco e, quando voltou, mandou ao sacerdote Urias um desenho e a planta do altar. O sacerdote Urias construiu o altar de acordo com as especificações que o rei Acaz tinha enviado de Damasco. Quando o rei chegou de Damasco, Urias já tinha concluído o altar.

    12-14 Assim que o rei viu o altar, aproximou-se em reverência e programou um sacrifício com todo tipo de oferta: ofertas queimadas, ofertas de cereal e ofertas de bebida, e aspergiu sangue sobre as ofertas de paz. Mas ele retirou do centro o antigo altar de bronze, que representava a presença do Eterno, e o deixou num canto.

    15 Em seguida, o rei Acaz deu ordens ao sacerdote Urias: “De agora em diante, todos os sacrifícios serão oferecidos no novo altar, o grande altar: as ofertas queimadas da manhã, as ofertas de cereal da tarde, as ofertas queimadas e as ofertas de cereal do rei, as ofertas queimadas, as ofertas de cereal do povo e todas as ofertas de bebidas. Derrame todo o sangue das ofertas queimadas e dos sacrifícios sobre esse altar. O antigo altar de bronze será para meu uso particular.”

    16 O sacerdote Urias seguiu à risca as instruções do rei Acaz.

    17-18 O rei Acaz tirou do templo todo o material de bronze. Tirou os painéis laterais, as pias dos suportes móveis, o tanque e os quatro bois de bronze que o sustentavam. Pôs o tanque sobre uma base de pedra e, finalmente, retirou todas as figuras que pudessem ser ofensivas ao rei da Assíria.

    19-20 O restante da vida e dos feitos de Acaz está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Acaz morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Ezequias foi seu sucessor.