Categoria: 2a Reis

O Segundo Livro dos Reis
Introdução
O Segundo Livro dos Reis é a continuação da história dos dois reinos israelitas. Este livro começa onde a história parou em 1Reis. O Livro de 2Reis pode ser dividido em duas partes: 1) A história dos dois reinos, desde o ano 850 a.C. até a queda de Samaria e o fim do Reino do Norte (Israel), em 721 a.C. 2) A história do Reino do Sul (Judá), desde a queda do Reino de Israel até a conquista e destruição de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia, em 586 a.C. O livro termina com a história de Gedalias como governador de Judá e conta como o rei Joaquim foi libertado da prisão na Babilônia.
A queda dos reinos de Israel e de Judá acontece porque os reis e o povo foram infiéis ao Eterno. A destruição de Jerusalém e a ida de grande parte do povo de Judá para o cativeiro marcam um momento decisivo na história israelita.

  • 2a Reis, 15

    AZARIAS (UZIAS) DE JUDÁ
    1-5 No vigésimo sétimo ano do reinado de Jeroboão, de Israel, Azarias, filho de Amazias, começou a reinar em Judá. Ele tinha 16 anos de idade quando começou a reinar e reinou cinquenta e dois anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jecolias e era de Jerusalém. Ele fez o que era certo perante o Eterno, seguindo os passos de seu pai Amazias. Mas ele também não conseguiu eliminar os altares das divindades que promoviam orgias religiosas. O povo continuou oferecendo sacrifícios naqueles altares. O Eterno feriu o rei com uma severa doença de pele, que permaneceu até sua morte. Ele vivia no palácio, mas não governava. Seu filho Jotão é que administrava a nação.

    6-7 O restante da vida e dos feitos de Azarias, tudo que realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Azarias morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Jotão foi seu sucessor.

    ZACARIAS DE ISRAEL
    8-9 No trigésimo oitavo ano de Azarias, rei de Judá, Zacarias, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, e reinou apenas seis meses. Ele agiu mal perante o Eterno: não foi diferente dos seus antecessores, pois continuou nos passos de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a pecar.

    10 Salum, filho de Jabes, conspirou contra Zacarias e o assassinou em público. Depois, tomou o poder.

    11-12 O restante da vida e dos feitos de Zacarias está registrado nas Crônicas dos Reis de lsrael. Com isso, cumpriu-se a palavra do Eterno, dada a Jeú: “Durante quatro gerações, seus descendentes ocuparão o trono de Israel.” Zacarias foi a quarta geração.

    SALUM DE ISRAEL
    13 Salum, filho de Jabes, começou a reinar no trigésimo nono ano de Azarias, rei de Judá. Ele reinou em Samaria apenas um mês.

    14 Menaém, filho de Gadi, veio de Tirza para Samaria. Ele atacou Salum e o matou. Depois, assumiu o poder.

    15 O restante da vida e dos feitos de Salum e o relato sobre a conspiração estão registrados nas Crônicas dos Reis de Israel.

    MENAÉM DE ISRAEL
    16 A partir de Tirza, Menaém começou a atacar Tifsa, destruindo tanto a cidade quanto os arredores, porque os cidadãos não o acolheram. Ele rasgou cruelmente a barriga das grávidas.

    17-18 No trigésimo nono ano de Azarias, rei de Judá, Menaém, filho de Gadi, começou a reinar sobre Israel. Ele reinou em Samaria dez anos e agiu mal diante do Eterno. Ele repetiu todos os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a pecar.

    19-20 Depois, Tiglate-Pileser III, rei da Assíria, atacou a nação. Mas Menaém fez um trato com ele: entregou a ele trinta e cinco toneladas de prata em troca de seu apoio e da permanência no trono. Ele obrigou cada proprietário de terra de Israel a pagar seiscentos gramas de prata para o rei da Assíria. O rei da Assíria se contentou com isso e os deixou em paz.

    21-22 O restante da vida e dos feitos de Menaém, com as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel. Menaém morreu e se uniu a seus antepassados. Seu filho Pecaías foi seu sucessor.

    PECAÍAS DE ISRAEL
    23-24 No quinquagésimo ano de Azarias, rei de Judá, Pecaías, filho de Menaém, começou a reinar sobre Israel. Reinou em Samaria dois anos. Ele agiu mal diante do Eterno, pois continuou nos antigos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, que fez Israel viver em pecado.

    25 Peca, filho de Remalias, seu principal comandante militar, conspirou contra ele, acompanhado de cinquenta homens de Gileade. Eles o mataram a sangue-frio dentro do recinto privativo do palácio real de Samaria. Ele também matou Argobe e Arié. Depois do assassinato, Peca assumiu o poder.

    26 O restante da vida e dos feitos de Pecaías, tudo que realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.

    PECA DE ISRAEL
    27-28 No quinquagésimo segundo ano de Azarias, rei de Judá, Peca, filho de Remalias, começou a reinar sobre Israel, em Samaria. Reinou vinte anos e agiu mal diante do Eterno. Não se desviou dos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a viver em pecado.

    29 Durante o reinado de Peca, rei de Israel, Tiglate-Pileser III, rei da Assíria, invadiu o país. Ele conquistou Ijom, Abel-Bete-Maaca, Janoa, Quedes, Hazor, Gileade, a Galiléia e todo o território de Naftali. Levou ainda todos os moradores cativos.

    30 Mas Oseias, filho de Ela, conspirou contra Peca, filho de Remalias. Ele o assassinou e assumiu o poder. Isso aconteceu no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.

    31 O restante da vida e dos feitos de Peca, tudo que realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.

    JOTÃO DE JUDÁ
    32-35 No segundo ano de Peca, filho de Remalias, rei de Israel, Jotão, filho de Uzias, começou a reinar em Judá. Ele tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jerusa, filha de Zadoque. Ele agiu corretamente diante do Eterno, seguindo os passos de seu pai Uzias. Mas não impediu o aumento dos altares das divindades ligadas às orgias religiosas. O povo continuava oferecendo sacrifícios nesses altares. Um dos destaques do seu reinado foi a construção da porta superior do templo do Eterno.

    36-38 O restante da vida e dos feitos de Jotão, todas as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Nessa época, o Eterno instigou Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, a fazer guerra contra Judá. Jotão morreu e descansou com seus antepassados. Foi sepultado no cemitério da família, na Cidade de Davi. Seu filho Acaz foi seu sucessor.

  • 2a Reis, 14

    AMAZIAS DE JUDÁ
    1-2 No segundo ano do reinado de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, Amazias, filho de Joás, começou a reinar em Judá. Ele tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jeoadã e era de Jerusalém.

    3-4 Ele fez o que agradava ao Eterno e agia corretamente. Mas não alcançou o exemplo de Davi: foi mais parecido com seu avô, Joás. Ele não derrubou os altares das divindades ligadas às orgias religiosas, e o povo continuava oferecendo sacrifícios ali.

    5-6 Quando assumiu o controle sobre todos os negócios do reino, mandou matar a guarda do palácio, que tinha assassinado seu pai. Mas não mandou matar os filhos dos assassinos. Ele foi obediente ao mandamento do Eterno, escrito na palavra revelada a Moisés, segundo o qual os pais não devem ser executados por causa dos crimes dos filhos, nem os filhos por conta dos pais. Cada um deve responder pelos próprios atos.

    7 Amazias derrotou dez mil edomitas no vale do Sal. Em outra batalha, conquistou Selá e mudou o seu nome para Jocteel, que permanece até hoje.

    8 Certo dia, Amazias mandou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, para desafiá-lo a lutar: “Se tiver coragem, venha se encontrar comigo. Vamos medir forças!.”

    9-10 Jeoás, rei de Israel, respondeu a Amazias, rei de Judá: “Certa vez, um espinheiro do Líbano mandou dizer a um cedro do Líbano: ‘Dê sua filha em casamento a meu filho.’ Mas, depois, um animal selvagem do Líbano passou, pisou no espinheiro e o esmagou. Só porque você derrotou os edomitas na batalha, agora está pensando que é mais forte que todos. Pode se orgulhar, mas fique aí no seu canto. Por que arriscar a sorte? Por que amargar uma derrota para você mesmo e para Judá?.”

    11 Mas Amazias não desistiu. Então, Jeoás, rei de Israel, cedeu e concordou em enfrentar Amazias, rei de Judá. Eles se encontraram em Bete-Semes, uma cidade de Judá.

    12 Judá sofreu uma humilhante derrota para Israel. Todos os soldados fugiram para casa.

    13-14 Jeoás, rei de Israel, capturou Amazias, rei de Judá, filho de Joás, filho de Acazias, em Bete-Semes. Mas Jeoás não parou por aí. Prosseguiu para atacar Jerusalém. Demoliu os muros da cidade desde o Portão de Efraim até o Portão da Esquina, cerca de cento e oitenta metros. Saqueou o ouro, a prata e todos os utensílios de valor do palácio e do templo do Eterno. Também fez vários reféns e voltou para Samaria.

    15-16 O restante da vida e dos feitos de Jeoás, suas grandes realizações e a guerra contra Amazias, rei de Judá, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel. Jeoás morreu e foi sepultado em Samaria, no cemitério dos reis de Israel. Seu filho Jeroboão foi seu sucessor.

    17-18 Amazias, filho de Joás, rei de Judá, reinou mais quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel. O restante da vida e dos feitos de Amazias está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá.

    19-20 Por fim, houve uma conspiração contra Amazias em Jerusalém, e ele teve de fugir para Láquis. Mas foi perseguido e morto naquela cidade. Trouxeram-no sobre um cavalo e o sepultaram em Jerusalém, com seus antepassados, na Cidade de Davi.

    21-22 Azarias tinha apenas 16 anos de idade na época, mas foi escolhido por unanimidade pelo povo de Judá para suceder seu pai, o rei Amazias. Depois da morte de seu pai, ele recuperou e reconstruiu Elate para Judá.

    JEROBOÃO II DE ISRAEL
    23-25 No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, Jeroboão, filho de Jeoás, começou a reinar sobre Israel em Samaria. Reinou quarenta e um anos. Aos olhos do Eterno, ele agiu mal, pois nunca se desviou dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, fez Israel praticar. Mas ele conseguiu restaurar as fronteiras de Israel desde Lebo-Hamate até o mar Morto, ao norte, conforme o Eterno, o Deus de Israel, tinha predito por intermédio do seu servo Jonas, filho de Amitai, profeta de Gate-Héfer.

    26-27 O Eterno estava atento aos sofrimentos de Israel. Ele via quanto padeciam. Nenhum deles, escravo ou livre, tinha a quem recorrer. O Eterno não estava pronto para eliminar o nome de Israel da história; por isso, usou Jeroboão, filho de Jeoás, para livrá-lo.

    28-29 O restante da vida de Jeroboão, suas vitórias na guerra e como recuperou Damasco e Hamate, que pertenciam a Judá, para Israel, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de lsrael. Jeroboão morreu e foi sepultado com seus antepassados no cemitério real. Seu filho Zacarias o sucedeu.

  • 2a Reis, 13

    JEOACAZ DE ISRAEL
    1-3 No vigésimo terceiro ano de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, Jeoacaz, filho de Jeú, começou a reinar sobre Israel, em Samaria. Reinou dezessete anos. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a uma vida de pecado. Ele não se desviou desses pecados. Por isso, o Eterno se enfureceu contra Israel e o entregou a Hazael, rei da Síria, e a Ben-Hadade, filho de Hazael. Israel ficou sob o domínio deles durante muito tempo.

    4-6 Um dia, Jeoacaz orou ao Eterno, e ele respondeu. O Eterno viu que Israel sofria sob a opressão do rei da Síria. O Eterno designou um libertador em Israel, que o livrou da opressão da Síria. Os filhos de Israel puderam viver novamente em paz em suas casas. Mas isso não fez diferença: eles não mudaram de vida, não se afastaram dos pecados que Jeroboão tinha introduzido em Israel. Os altares da deusa da prostituição Aserá continuaram ditando a religião em Samaria.

    7 Depois da opressão de Hazael, não restou quase nada do exército de Jeoacaz, exceto cinquenta cavaleiros, dez carros de guerra e dez mil soldados de infantaria. O rei da Síria tinha destruído o exército, reduzindo a pó o que restou.

    8-9 O restante da vida e dos feitos de Jeoacaz, com as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel Jeoacaz morreu e foi sepultado com seus antepassados em Samaria. Seu filho Jeoás foi seu sucessor.

    JEOÁS DE ISRAEL
    10-11 No trigésimo sétimo ano de Joás, rei de Judá, Jeoás, filho de Jeoacaz, começou a reinar sobre Israel, em Samaria. Reinou dezesseis anos. Ele agiu mal diante do Eterno, pois não se desviou em nada dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, fez Israel cometer. Ele seguiu os passos de Jeroboão.

    12-13 O restante da vida e dos feitos de Jeoás, com as suas realizações e a guerra contra Amazias, rei de Judá, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel. Jeoás morreu e descansou com seus antepassados. Jeroboão foi seu sucessor. Jeoás foi sepultado em Samaria, no cemitério reaL

    14 Eliseu sofria de uma doença incurável, e Jeoás, rei de Israel, foi visitá-lo. Quando o rei viu Eliseu, começou a chorar: “Meu pai! Meu Pai! Você é a força, os carros e os cavalos de lsrael!”

    15 Eliseu lhe disse: “Vá buscar um arco e algumas flechas.” O rei trouxe o arco e as flechas.

    16 Ele disse ao rei: “Pegue o arco.” Ele pôs as mãos no arco, e Eliseu pôs suas mãos sobre a mão do rei.

    17 Eliseu disse: “Agora, abra a janela que dá para o leste.” Ele a abriu. O profeta disse: “Atire!.” Ele atirou. Eliseu exclamou: “Essa é a flecha da vitória do Eterno! A flecha da libertação da Síria! Você lutará contra a Síria até não restar nada daquele reino.”

    18 Disse Eliseu: “Agora, pegue as outras flechas.” Ele as apanhou. Eliseu disse ao rei de Israel: “Bata no chão.” O rei bateu no chão três vezes e parou.

    19 O homem de Deus ficou zangado com ele: “Por que não bateu cinco ou seis vezes? Se tivesse feito isso, você eliminaria a Síria de vez. Mas desse jeito você a derrotará apenas três vezes.”

    20-21 Depois disso, Eliseu morreu e foi sepultado. Passado um tempo, as hordas moabitas invadiram o país, como costumavam fazer todos os anos. Certo dia, alguns homens estavam sepultando um morto e viram um desses bandos. Eles jogaram o morto no túmulo de Eliseu e saíram correndo. Quando tocou os ossos de Eliseu, o morto ressuscitou, levantou-se e saiu andando.

    22-24 Hazael, rei da Síria, atormentou e oprimiu Israel durante todo o reinado de Jeoacaz. Mas o Eterno teve compaixão do povo. Foi leal para com eles por causa da aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó. Ele nunca desistiu deles e nunca quis destruí-los. Hazael, rei da Síria, morreu. Ben-Hadade foi seu sucessor.

    25 Jeoás conseguiu retomar as cidades que Ben-Hadade, filho de Hazael, tinha capturado de seu pai Jeoacaz. Jeoás foi à guerra três vezes e conseguiu recuperar as cidades de Israel.

  • 2a Reis, 12

    JOÁS DE JUDÁ
    1 No sétimo ano de Jeú, Joás começou a reinar. Ele reinou quarenta anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Zíbia e era de Berseba.

    2-3 Ensinado e preparado pelo sacerdote Joiada, Joás agradou o Eterno durante toda sua vida, mas não eliminou os altares ao deus da fertilidade. O povo continuava oferecendo sacrifícios e incenso nesses altares.

    4-5 Joás disse ao sacerdote: “Pegue o dinheiro que foi trazido como oferta ao templo do Eterno, tanto das ofertas obrigatórias quanto das voluntárias. Faça que os sacerdotes mantenham um registro dos valores e usem esse dinheiro para os reparos do templo.”

    6 Mas, até o vigésimo terceiro ano do reinado de Joás, os sacerdotes não haviam feito nada, e o templo do Eterno estava se deteriorando.

    7 O rei Joás chamou o sacerdote Joiada e o grupo de sacerdotes e perguntou: “Por que vocês não fizeram os reparos do templo? Vocês estão proibidos de ficar com o dinheiro para os reparos do templo. De agora em diante, entreguem tudo que recolherem.”

    8 Os sacerdotes concordaram em não pegar o dinheiro e em transferir a responsabilidade pelos reparos do templo.

    9-16 Joiada pegou uma caixa, fez uma abertura na parte de cima. A caixa foi posta do lado direito da entrada principal do templo do Eterno. Todas as ofertas trazidas ao templo eram depositadas na caixa pelos sacerdotes que guardavam a entrada. Quando percebiam que já havia uma boa quantidade de dinheiro na caixa, o secretário do rei e o sacerdote principal abriam a caixa e contavam o dinheiro. Eles entregavam o dinheiro para os responsáveis pelos projetos do templo, que, então, pagavam carpinteiros, construtores, pedreiros e cortadores de pedras. Também compravam madeira e pedras lavradas para os reparos e reformas do templo do Eterno. Aplicavam tudo na manutenção do templo. Nenhuma oferta trazida ao templo do Eterno era utilizada para as despesas do culto, como bacias de prata, cortadores de pavios, trombetas e demais utensílios de ouro e prata. Todo o dinheiro era entregue aos responsáveis pela manutenção do templo, e nem era preciso fiscalizar os responsáveis pelo dinheiro destinado a essa obra, porque todos eram muito honestos. Já as ofertas de reparação e de perdão não eram destinadas à manutenção nem à reforma do templo: elas ficavam com os sacerdotes.

    17-18 Nesse meio-tempo, Hazael, rei da Síria, atacou a cidade de Gate e a conquistou. Depois, quis atacar Jerusalém. Diante da ameaça, Joás, rei de Judá, reuniu todos os objetos consagrados, que haviam sido dedicados por seus antecessores Josafá, Jeorão e Acazias, reis de Judá, mais os objetos por ele mesmo dedicados e todo o ouro que pôde encontrar nos cofres do palácio e enviou tudo para Hazael, rei da Síria. Com isso, Hazael não incomodou mais Jerusalém.

    19-21 O restante da vida e dos feitos de Joás, todas as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. For fim, os oficiais do palácio conspiraram contra ele e o assassinaram quando ele descia a rampa da fortaleza, pelo lado de fora do muro da cidade. Os assassinos foram Jozabade, filho de Simeate, e Jeozabade, filho de Somer. Joás morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi. Seu filho Amazias o sucedeu como rei.

  • 2a Reis, 11

    ATALIA DE JUDÁ
    1-3 Quando Atalia, mãe de Acazias, soube que ele estava morto, mandou matar toda a família reaL Mas Jeoseba, filha do rei Jeorão e irmã de Acazias, pegou Joás, um dos filhos de Acazias marcados para morrer, e o escondeu junto com sua ama num quarto, para que Atalia não o encontrasse. Por isso, ele não foi morto. Ficou escondido seis anos no templo do Eterno. Enquanto isso, Atalia reinou sobre a nação.

    4 No sétimo ano, Joiada mandou chamar os c tães da guarda e os seguranças do palácio. Eles se encontraram no templo do Eterno. Ele fez um acordo com eles depois que juraram não dizer nada e, então, apresentou o príncipe a eles.

    5-8 Em seguida, disse: “Vocês vão fazer o seguinte: os que entrarem de serviço no sábado guardarão o palácio; os que saírem do serviço no sábado montarão guarda no templo do Eterno. Vocês devem se unir na hora da troca da guarda e, armados, protegerão o rei. Matem qualquer um que se aproximar da barreira que vocês vão formar. Não desgrudem do rei nem por um segundo. Acompanhem-no aonde ele for.”

    9-11 Os c tães obedeceram às ordens do sacerdote Joiada. Cada um reuniu seus subordinados. Os que entraram de serviço no sábado e os que saíram de serviço no mesmo dia se apresentaram ao sacerdote Joiada. O sacerdote armou os oficiais com lanças e escudos que haviam pertencido ao rei Davi e estavam guardados no templo do Eterno. Preparados e armados, os guardas assumiram suas posições para proteger o rei de uma extremidade a outra do edifício, rodeando o altar e o templo.

    12 Depois, o sacerdote apresentou o príncipe, pôs sobre a cabeça dele uma coroa, entregou a ele uma cópia da aliança de Deus e o empossou como rei. Enquanto o sacerdote o ungia, todos aplaudiam e clamavam: “Viva o rei!.”

    13-14 Atalia ouviu a gritaria dos guardas e do povo e foi espiar a multidão no templo do Eterno. Ficou surpresa de ver o rei de pé ao lado da coluna, na qual costumavam ficar os reis, rodeado de c tães e oficiais, apoiado com entusiasmo por todos ao redor, ao som das trombetas. Atalia rasgou a própria roupa e gritou: “Traição! Traição!.”

    15-16 O sacerdote Joiada deu ordens aos oficiais da guarda: “Levem-na para fora e matem qualquer um que fizer menção de segui-la.” (O sacerdote tinha ordenado que não a matassem no interior do templo.) Eles a arrastaram até a estrebaria do palácio e a mataram ali.

    17 Joiada fez uma aliança entre o Eterno, o rei e o povo, para que fossem o povo do Eterno. Também fez uma aliança entre o rei e o povo.

    18-20 O povo entrou no templo de Baal e o destruiu, derrubando os altares e os ídolos. Na frente do altar, mataram Matã, sacerdote de Baal. Joiada pôs guardas no templo do Eterno. Organizou os oficiais da guarda pessoal e da segurança do palácio no meio do povo para escoltar o rei do templo do Eterno, passando pela porta da guarda, para dentro do palácio. Ali, ele sentou no trono. Todos festejaram. A cidade ficou segura e sem tumulto. Atalia foi morta com a espada real. 21 Joás tinha 7 anos de idade quando começou a reinar.

  • 2a Reis, 10

    1-2 Havia ainda setenta descendentes de Acabe morando em Samaria. Jeú escreveu uma carta aos oficiais de Jezreel, às autoridades da cidade e aos responsáveis pelos descendentes de Acabe e a enviou a Samaria. A carta dizia:

    2-3 Esta carta é um aviso. Vocês, que são responsáveis pelos descendentes, cavalos, fortificações e armas de seu senhor, escolham o melhor e mais competente dos descendentes de seu senhor e ponham-no sobre o trono. Preparem-se para defender a dinastia de seu senhor.

    4 As autoridades ficaram apavoradas com a carta, dizendo: “Jeú já eliminou dois reis. Não temos nenhuma chance!.”

    5 Por isso, enviaram o administrador do palácio, o governador da cidade, as autoridades e os responsáveis pelos descendentes a Jeú com esta mensagem: “Somos seus servos. Faremos tudo que o senhor nos ordenar. Não instituiremos nenhum rei aqui. O senhor está no comando. Faça o que achar melhor.”

    6-7 Jeú escreveu outra carta: Se vocês estão mesmo do meu lado, devem estar dispostos a seguir as minhas ordens. Portanto, quero que façam o seguinte: cortem a cabeça dos descendentes de seu senhor e tragam-nas amanhã para mim aqui em Jezreel. Eram setenta os descendentes do rei. As autoridades da cidade eram responsáveis por eles. Quando eles receberam a carta, prenderam e mataram todos os setenta. Depois, puseram as cabeças em cestos e as enviaram para Jeú, em Jezreel.

    8 Alguém disse a Jeú: “Eles entregaram as cabeças.” Ele disse: “Façam dois montes e deixem que elas fiquem na entrada da cidade até de manhã.”

    9-10 Na manhã seguinte, Jeú foi até a entrada da cidade, pôs-se diante do povo e falou: “Vocês percebem hoje que são participantes das obras justas de Deus? É verdade, fui eu que conspirei e mandei matar o meu senhor. Mas vocês sabem quem é por esse monte de caveiras? Saibam disto: nem mesmo uma sílaba do que Deus falou em juízo contra a família de Acabe foi cancelada. Vocês mesmos estão vendo que o Eterno cumpriu o que disse por meio do seu servo Elias.”

    11 Então, Jeú mandou matar os que restavam da família de Acabe em Jezreel, bem como os amigos mais chegados, os conhecidos e os sacerdotes. Todos foram eliminados.

    12-13 Depois disso, Jeú partiu para Samaria. Perto de Bete-Equede dos Pastores, ele encontrou alguns parentes de Acazias, rei de Judá. Jeú perguntou: “Quem são vocês?.” Eles responderam: “Somos parentes de Acazias e viemos para um encontro da família real.”

    14 Jeú ordenou: “Prendam-nos!” Eles foram levados e mortos junto à fonte de Bete-Equede. Quarenta e dois homens morreram. Nenhum sobreviveu.

    15 De lá, ele seguiu caminho e encontrou Jonadabe, filho de Recabe, que vinha justamente para falar com o rei. Jeú o saudou e perguntou: “Você concorda com o que estou fazendo?” Jonadabe respondeu: “Sim! Conte comigo.” Jeú disse: “Então, aperte a minha mão.” Eles apertaram as mãos, e Jonadabe subiu no carro com Jeú.

    16 Jeú o convidou: “Venha comigo e veja você mesmo o zelo que tenho pelo Eterno.” E foram juntos no carro.

    17 Quando chegaram a Samaria, Jeú mandou matar todos os que, naquela cidade, ainda tinham alguma ligação com Acabe. Foi um terrível massacre, como o Eterno tinha revelado a Elias.

    18-19 Em seguida, Jeú reuniu todo o povo e falou: “Acabe serviu a Baal muito pouco. Jeú será muito mais devoto. “Chamem todos os profetas de Baal. Todos que o serviam e todos os sacerdotes. Todos devem comparecer aqui. Não deixem ninguém de fora. Preciso oferecer um grande sacrifício a Baal. Quem não aparecer será morto.” Na verdade, Jeú estava mentindo. Ele queria destruir os adoradores de Baal.

    20 Ele deu esta ordem: “Preparem uma santa assembleia em honra a Baal.” Eles fizeram conforme o pedido dele e marcaram a data.

    21 Jeú convocou todo o povo de Israel, e todos os servos de Baal compareceram. Não faltou ninguém. Eles encheram o templo de Baal até não caber mais ninguém.

    22 O rei instruiu o encarregado das vestimentas: “Traga vestimentas para todos os adoradores de Baal.” Ele trouxe todas elas.

    23-24 Jeú e Jonadabe, filho de Recabe, entraram no templo de Baal e disseram: “Certifiquem-se de que não haja nenhum adorador do Eterno aqui. Só Baal será adorado.” A cerimônia começou com sacrifícios e ofertas queimadas. Jeú tinha deixado oitenta homens de prontidão com a seguinte ordem: “Não deixem ninguém escapar. Quem deixar escapar alguém pagará com a própria vida.”

    25-27 Quando as solenidades do sacrifício chegaram ao fim, Jeú deu sinal para os oficiais e guardas: “Entrem e matem todos eles! Não poupem ninguém!” E começou o massacre. Os oficiais e guardas iam jogando os corpos para fora a fim de poderem entrar no santuário de Baal. Eles retiraram a coluna sagrada do templo de Baal e a queimaram. Quebraram também os altares de Baal e derrubaram o templo. Desde então, o local é usado como latrina.

    28 Foi assim que Jeú eliminou Baal de Israel.

    29 Apesar disso, Jeú não se afastou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a uma vida de pecado. Os bezerros de ouro em Betel e Dã permaneceram.

    30 O Eterno disse a Jeú: “Você fez o que era certo, seguindo às minhas ordens. Cumpriu o que determinei a respeito da família de Acabe. Por isso, sua descendência permanecerá quatro gerações no trono de Israel.”

    31 Mesmo assim, Jeú não teve o cuidado de seguir com toda dedicação e integridade os caminhos do Eterno, o Deus de Israel. Ele não se afastou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a viver em pecado.

    32-33 O Eterno começou a diminuir o território de Israel. Hazael invadiu as fronteiras de Israel, desde o Jordão, na direção leste, todo o território de Gileade, Gade, Rúben e Manassés, desde Aroer, próximo do ribeiro de Arnom, abrangendo toda a região de Gileade e Basã.

    34-36 O restante da vida de Jeú, com suas realizações e sua fama, está tudo escrito nas Crônicas dos Reis de Israel. Jeú morreu e foi sepultado no túmulo da família, em Samaria. Seu filho Jeoacaz foi seu sucessor. Jeú reinou sobre Israel, em Samaria, vinte e oito anos.

  • 2a Reis, 9

    JEÚ DE ISRAEL
    1-3 Certo dia, o profeta Eliseu ordenou a um dos discípulos dos profetas: “Ar-rume-se, pegue este frasco de azeite e vá a Ramote-Gileade. Procure Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi. Quando o encontrar, leve-o para uma sala reservada, longe da vista dos seus companheiros. Pegue o frasco de azeite, derrame o óleo sobre a cabeça dele e diga: ‘Assim diz o Eterno: Eu o estou ungindo rei sobre lsrael.’ Depois, abra a porta e saia correndo. Não perca tempo, corra o mais rápido que puder.”

    4-5 O jovem profeta foi a Ramote-Gileade. Quando chegou lá, encontrou os oficiais do exército todos reunidos. Ele disse: “Tenho um assunto para tratar com o oficial.” Jeú perguntou: “Com qual de nós?” Ele respondeu: “O senhor mesmo, comandante!”

    6-10 Ele se levantou e entrou na casa. O jovem profeta derramou o óleo sobre a cabeça dele e disse: “Assim diz o Eterno, o Deus de Israel: ‘Eu estou ungindo você rei sobre o povo do Eterno, o povo de Israel. Estou dando a você a incumbência de atacar as forças de Acabe, seu senhor. Vou me vingar do sangue dos meus servos, os profetas — todos os profetas do Eterno que Jezabel massacrou. Toda a descendência de Acabe está destinada à destruição. Vou eliminar todos eles. Vou fazer que a família de Acabe tenha o mesmo fim que a família de Jeroboão, filho de Nebate, e a família de Baasa, filho de Aías. Quanto a Jezabel, os cães comerão seu corpo nos campos de Jezreel. Ela nem será sepultada!.’” Depois de dizer isso, o profeta disparou porta afora.

    11 Quando Jeú retornou para a reunião dos oficiais do rei, eles perguntaram: “Está tudo bem? O que aquele maluco queria com você?” Jeú respondeu: “Vocês conhecem esse tipo de gente. Só conversa fiada.”

    12 Eles insistiram: “Não, não é verdade! Conte o que está acontecendo.” Ele respondeu: “Ele me disse: ‘Assim diz o Eterno: Eu estou ungindo você rei sobre lsrael!’

    13 No mesmo instante, eles se levantaram, estenderam capas nos degraus, improvisaram um trono, soaram a trombeta e proclamaram: “Jeú é rei!”

    14-15 Esse fato deu início à conspiração de Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi, contra Jorão. Enquanto isso, Jorão e todo o seu exército estavam defendendo Ramote-Gileade contra Hazael, rei da Síria. Jorão estava em Jezreel, recuperando-se dos ferimentos da batalha contra o rei da Síria. Jeú disse: “Se vocês, de fato, me querem como rei, não deixem ninguém sair da cidade para levar a notícia a Jezreel.”

    16 Em seguida, Jeú preparou um carro e foi até Jezreel, onde Jorão se recuperava na cama. O rei Acazias, de Judá, estava ali, visitando Jorão.

    17 Uma sentinela que estava na torre em Jezreel viu a comitiva de Jeú chegando e disse: “Estou vendo um grupo de homens.” Jorão disse: “Mande um cavaleiro sair ao encontro deles e perguntar: ‘Está tudo bem?.’”

    18 O cavaleiro saiu ao encontro de Jeú e disse: “O rei quer saber se está tudo bem.” Jeú disse: “O que isso importa a você? Vá lá para trás!” A sentinela disse: “O mensageiro chegou lá, mas não está voltando.”

    19 O rei mandou outro cavaleiro. Quando chegou, disse a mesma coisa: “O rei quer saber se está tudo bem.” Jeú disse: “O que isso importa a você? Vá lá para trás!”

    20 A sentinela disse: “O mensageiro chegou lá, mas não está voltando. Pelo jeito de dirigir o carro, parece ser Jeú, filho de Ninsi. Ele dirige como louco!”

    21 Jorão ordenou: “Preparem-me um carro!” O carro foi preparado, e Jorão, rei de lsrael, e Acazias, rei de Judá, saíram, cada um no seu carro, ao encontro de Jeú. Eles se encontraram no campo de Nabote, de Jezreel.

    22 Quando Jorão viu Jeú, gritou: “Está tudo bem, Jeú?” Jeú respondeu: “Como poderia estar tudo bem, se a idolatria e a feitiçaria da sua mãe, Jezabel, continuam poluindo a nação?.”

    23 Jorão deu a volta no carro e fugiu, gritando para Acazias: “É uma armadilha, Acazias!.”

    24 Jeú armou seu arco e disparou uma flecha, que atingiu Jorão nas costas. A flecha perfurou o coração dele, e ele caiu do carro, morto.

    25-26 Jeú ordenou a Bidcar, seu oficial: “Depressa! Jogue-o no campo de Nabote, de Jezreel. Lembra-se de quando estávamos no carro atrás de Acabe, seu pai? Foi naquele momento que o Eterno anunciou a destruição dele, dizendo: ‘Assim como eu vi o sangue de Nabote e dos seus filhos ontem, você pagará por isso, exatamente no mesmo local’ Por isso, jogue-o naquele campo, conforme a instrução do Eterno.”

    27 Acazias, rei de Judá, presenciou tudo e fugiu na direção de Bete-Hagã. Jeú o perseguiu, gritando: “Peguem-no também!.” As tropas de Jeú atiraram contra ele e o feriram no carro, na subida para Gur, perto de Ibleã. Ele conseguiu chegar a Megido e morreu ali.

    28 Seus ajudantes o levaram para Jerusalém e o sepultaram no túmulo da família, na Cidade de Davi.

    29 Acazias tinha começado a reinar em Judá no décimo primeiro ano do reinado de Jorão, filho de Acabe.

    30-31 Quando Jezabel ouviu que Jeú tinha chegado a Jezreel, ela se pintou, arrumou o cabelo e ficou na janela do palácio. Quando Jeú chegou à cidade, ela gritou: “Como vai, ‘Zinri’, seu assassino de reis?.”

    32 Jeú olhou para cima e disse: “Alguém vai me apoiar?.” Uns dois ou três eunucos do palácio olharam pela janela.

    33 Jeú disse: “Joguem-na para baixo!” Eles jogaram Jezabel pela janela. O sangue dela espirrou na parede e nos cavalos, e Jeú a atropelou.

    34 Depois, Jeú entrou no palácio e se alimentou. Durante a refeição, deu esta ordem: “Cuidem daquela mulher. Deem a ela um enterro decente. Atinai, era filha de um rei.”

    35-36 Alguns homens saíram para cumprir a ordem, mas encontraram apenas o crânio, os pés e as mãos. Eles voltaram e relataram o fato a Jeú. Ele disse: “Cumpriu-se a palavra do Eterno anunciada por Elias, o tesbita: No campo de Jezreel, os cães devorarão Jezabel;

    37 O corpo de Jezabel será espalhado por cães nos campos de Jezreel. Velhos amigos e admiradores dirão: ‘Será que esta é Jezabel?’

  • 2a Reis, 8

    1-3 Anos antes, Eliseu tinha dito à mulher cujo filho ele havia ressuscitado: “Você e sua família devem ir morar em outro lugar. O Eterno mandará fome sobre a terra, e ela vai durar sete anos.” A mulher fez o que o homem de Deus recomendou e mudou-se dali. Ela e sua família viveram sete anos na terra dos filisteus. Depois desse tempo, a mulher e sua família voltaram. Ela solicitou uma audiência com o rei e pediu de volta sua terra e sua casa.

    4-5 O rei conversava com Geazi, ajudante do homem de Deus, e pediu: “Conte-me alguns casos de milagres de Eliseu.” Justamente quando ele contava ao rei a história do menino morto que foi ressuscitado, a mãe do menino apareceu, pedindo sua terra e sua casa. Geazi disse: “Ó rei, meu senhor, esta é a mulher! E este é o filho dela que Eliseu ressuscitou!”

    6 O rei quis saber a história toda, e ela contou. O rei designou um oficial para acompanhá-la e disse: “Devolva tudo que pertencia a ela e todo o lucro da terra dela durante o tempo em que esteve ausente.”

    7 Eliseu tinha ido a Damasco, e Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente. Alguém disse ao rei: “O homem de Deus está na cidade.”

    8 O rei deu ordens a Hazael: “Leve um presente e vá se encontrar com o homem de Deus. Consulte o Eterno por intermédio dele para saber se vou sarar desta enfermidade.”

    9 Hazael foi falar com Eliseu, levando consigo o que havia de melhor em Damasco: quarenta camelos carregados de mercadorias! Quando chegou, apresentou-se a Eliseu e disse: “Seu filho, Ben-Hadade, rei da Síria, mandou-me aqui para perguntar: ‘Vou sarar desta enfermidade?’

    10-11 Eliseu respondeu: “Volte e diga a ele: ‘Não se preocupe. Você vai sarar.’ Na verdade, o Eterno me mostrou que, mesmo assim, ele morrerá.” Depois de dizer isso, fixou os olhos em Hazael até ele ficar constrangido. Então, o homem de Deus começou a chorar.

    12 Hazael perguntou: “Por que está chorando?.” Eliseu respondeu: “Porque sei o que você fará aos filhos de Israel: incendiará suas fortalezas, matarás seus jovens, massacrará seus bebês, rasgará a barriga das grávidas.”

    13 Hazael disse: “Você está achando que sou um cão raivoso para cometer essas atrocidades?.” Eliseu disse: “O Eterno me mostrou que você será o rei da Síria.”

    14 Hazael deixou Eliseu e voltou para seu senhor. “Então, o que disse Eliseu?” perguntou o rei. Hazael respondeu: “Ele disse: ‘Não se preocupe! Você viverá!.’”

    15 Mas, no dia seguinte, ele molhou um cobertor pesado e cobriu com ele o rosto do rei, que morreu sufocado. Hazael tornou-se rei.

    JEORÃO DE JUDÁ
    16-19 No quinto ano do reinado de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá, começou a reinar. Ele tinha 32 anos de idade quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém. Ele seguiu o caminho dos reis de Israel, casando-se com descendentes de Acabe e dando continuidade aos pecados daquele rei. Aos olhos de Deus, cometeu muitos erros. Apesar disso, por causa do seu servo Davi, o Eterno não quis destruir Judá. Ele tinha prometido manter uma chama acesa entre os descendentes de Davi.

    20-21 Durante o reinado de Jeorão, Edom se revoltou contra o domínio de Judá e estabeleceu um rei para si. Jeorão reagiu, mandando seus carros de guerra para Zair. Edom o cercou, mas, durante a noite, Jeorão e os seus comandantes de carros atacaram Edom com violência e romperam o cerco. Mas o exército de Judá acabou desertando.

    22 Até hoje, Edom se rebela contra Judá. Até Libna havia se rebelado na época.

    23-24 O restante da vida e dos acontecimentos do reinado de Jeorão está escrito nas Crônicas dos Reis de Judá. Jeorão morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi. Seu filho Acazias o sucedeu como rei.

    ACAZIAS DE JUDÁ
    25-27 No décimo segundo ano do reinado de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, começou a reinar. Acazias tinha 22 anos de idade quando começou a reinar e reinou apenas um ano em Jerusalém. Sua mãe era neta de Onri, rei de Israel, e chamava-se Atalia. Ele viveu e reinou nos moldes da família de Acabe, ou seja, repetiu os erros deles perante o Eterno e casou-se com uma mulher da família de Acabe.

    28-29 Acazias aliou-se a Jorão, filho de Acabe, rei de Judá, na guerra contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade. Os flecheiros feriram Jorão, e ele foi para Jezreel, a fim de se recuperar dos ferimentos da guerra contra Hazael, rei da Síria. Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, foi visitar Jorão, filho de Acabe, que estava enfermo em Jezreel.

  • 2a Reis, 7

    1 Eliseu disse: “Ouçam o que diz o Eterno: ‘A fome acabou. Amanhã, a esta hora, haverá comida em abundância. Uma medida de farinha ou duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de prata no mercado, na entrada de Samaria’”.

    2 O ajudante pessoal do rei disse ao homem de Deus: “Você espera que acreditemos nisso? O Eterno vai abrir as comportas do céu e fazer chover alimento?” Eliseu respondeu: “Você mesmo o verá, mas não comerá nem um bocado.”

    3-4 Havia quatro leprosos sentados do lado de fora dos portões da cidade. Eles disseram uns aos outros: “O que estamos fazendo parados aqui? Aguardando a morte? Se entrarmos na cidade, onde há tome, morreremos. Se ficarmos aqui, morreremos. Então, vamos arriscar, entrar no acampamento arameu e nos entregar nas mãos deles. Se eles nos receberem, estaremos salvos, se nos matarem, morreremos. Não temos nada a perder.”

    5-8 Assim, depois do pôr do sol, eles foram para o acampamento dos arameus. Quando chegaram perto, ficaram surpresos! Não havia ninguém ali! O Senhor tinha enganado o exército dos arameus com o barulho de cavalos e de um poderoso exército. Eles disseram uns aos outros: “O rei de lsrael contratou os hititas e os egípcios para nos atacar!” Em pânico, fugiram à noite, deixando para trás tendas, cavalos, jumentos e tudo que havia no acampamento. Os quatro leprosos entraram numa tenda e comeram e beberam à vontade. Depois, apanharam prata, ouro e roupas e os esconderam. Voltaram e entraram em outra tenda. Carregaram o que puderam e levaram para seu esconderijo.

    9 Até que disseram uns aos outros: “Isto não está certo! Hoje é dia de vitória, e estamos desfrutando isso sozinhos! Se aguardarmos até de manhã, seremos descobertos e castigados. Vamos levar a notícia ao palácio do rei!”

    10 Eles foram até a porta da cidade e anunciaram o que aconteceu: “Fomos ao acampamento dos arameus e, para nossa surpresa, estava abandonado. Não havia ninguém, não se ouvia nenhum barulho! Os cavalos e os jumentos estão amarrados, e as tendas estão abandonadas.”

    11-12 Os porteiros mandaram a informação ao palácio real. O rei se levantou no meio da noite e disse aos seus oficiais: “Vou dizer a vocês o que os arameus estão tramando: eles sabem que estamos passando fome, abandonaram o acampamento e se esconderam no campo, pensando: ‘Eles vão sair, aí nós invadiremos e tomaremos a cidade deles.”

    13 Um dos conselheiros disse: “Mande alguns homens em cinco cavalos, dos que ainda restam na cidade, para descobrir o que aconteceu. O destino deles aqui será o mesmo de todos que ficarem na cidade.”

    14 Eles prepararam dois carros com cavalos. O rei os mandou atrás do exército da Síria com a seguinte ordem: “Procurem saber o que aconteceu.”

    15 Eles os seguiram até o Jordão. Por todo o caminho, havia roupas e equipamentos que os arameus abandonaram enquanto fugiam apavorados. Os homens voltaram e relataram ao rei o que tinham visto.

    16 Então, o povo saqueou o acampamento dos arameus. O preço dos alimentos despencou da noite para o dia. Uma medida de farinha ou duas medidas de cevada passaram a custar uma peça de prata, conforme a palavra do Eterno.

    17 O rei mandou seu ajudante pessoal cuidar da porta da cidade, mas o povo saiu numa correria desenfreada, e ele morreu pisoteado. Aconteceu exatamente o que o homem de Deus tinha predito na ocasião em que o rei tinha ido falar com o profeta.

    18-20 Tudo que o homem de Deus anunciou aconteceu. Ele tinha predito que uma medida de farinha ou duas medidas de cevada custariam, no dia seguinte, na porta da cidade, uma peça de prata. Ao ajudante do rei, que tinha afrontado com sarcasmo o homem de Deus, dizendo: “Você espera que acreditemos nisso? O Eterno vai abrir as comportas do céu e fazer chover alimento?”, Eliseu tinha dito: “Você mesmo o verá, mas não comerá nem um bocado.” Foi o que aconteceu. Ele morreu pisoteado pelo povo na entrada da cidade.

  • 2a Reis, 6

    1-2 Certo dia, os discípulos dos profetas procuraram Eliseu e disseram: “Como você sabe, o lugar em que estamos está ficando muito pequeno para todos nós. Deixe-nos ir até o Jordão, de onde cada um de nós poderá trazer um tronco para construir um lugar mais espaçoso.” Eliseu disse: “Podem ir.”

    3 Um deles disse: “Não quer ir conosco?” Eliseu prontificou-se: “Por que não?”

    4-5 Ele os acompanhou. Chegaram ao Jordão e começaram a cortar as árvores. Um deles cortava a madeira, quando o machado escapou do cabo e caiu no rio. Ele exclamou: “Ah, meu senhor! Justo o machado que era emprestado!”

    6 O homem de Deus disse: “Onde ele afundou?.” O moço mostrou o lugar. Eliseu cortou um galho e atirou no local em que o ferro tinha afundado. O machado flutuou.

    7 Eliseu disse: “Pode pegar.” O moço retirou o machado da água.

    8 Certa vez, quando o rei da Síria atacava Israel, depois de consultar seus oficiais, ele contou seu plano: “Quero armar uma emboscada em tal lugar.”

    9 Mas o homem de Deus mandou dizer ao rei de Israel: “Cuidado quando você passar por tal lugar, porque os arameus armaram emboscada ali.”

    10 O rei de Israel enviou uma mensagem alertando sobre o lugar do qual o homem de Deus tinha falado. Essas coisas aconteciam o tempo todo.

    11 O rei da Síria ficou furioso com tudo isso. Chamou seus oficiais e perguntou: “Quem está passando informações para o rei de Israel? Quem é o espião?.”

    12 Um dos seus oficiais disse: “Ninguém, meu senhor. É Eliseu, o profeta de Israel. Ele conta ao rei de Israel tudo que o senhor diz, até o que o senhor fala em segredo no seu quarto.”

    13 O rei ordenou: “Descubram onde ele está. Vou mandar prendê-lo.” O rei foi informado de que ele estava em Dotã.

    14 Mais que depressa, o rei da Síria enviou cavalos, carros e um exército muito bem armado. Eles chegaram à noite e cercaram a cidade.

    15 De manhã cedo, um ajudante do homem de Deus levantou-se e foi para a rua. Surpreso, viu cavalos e carros cercando a cidade. O moço exclamou: “Ah, meu senhor! O que vamos fazer?”

    16 Ele disse: “Não se preocupe. Estamos em maior número que eles.”

    17 Eliseu orou: “Ó Eterno, abre os olhos dele, para que veja.” Os olhos do moço se abriram, e ele pode ver. Ele ficou maravilhado: toda a encosta da montanha estava ocupada por cavalos e carros de fogo em torno da casa de Eliseu!

    18 Quando os arameus atacaram, Eliseu orou ao Eterno: “Faz que esses homens fiquem cegos!” Eles ficaram cegos, como Eliseu pediu.

    19 O homem de Deus gritou para eles: “Vocês vieram ao lugar errado! Não é esta a cidade que procuram! Venham, vou levá-los ao homem que estão procurando!” E os levou para Samaria.

    20 Quando entravam na cidade, Eliseu orou: “Ó Eterno, abra os olhos deles, para que vejam onde estão.” O Eterno abriu os olhos deles, e, quando eles olharam, perceberam que estavam dentro de Samaria.

    21 Quando o rei de Israel os viu ali, perguntou a Eliseu: “Meu pai, devo massacrá-los?”

    22 Eliseu respondeu: “Não! Por acaso, você fere aqueles que captura? Não mesmo. Dê comida a eles e mande-os de volta para o rei deles.”

    23 O rei mandou preparar um banquete para eles. Depois de comerem e beberem o suficiente, mandou-os embora. Eles voltaram para o seu senhor. Depois desse incidente, as tropas da Síria não perturbaram mais Israel.

    24-25 Algum tempo depois, Ben-Hadade, rei da Síria, reuniu seu exército e cercou Samaria, o que provocou uma fome terrível na cidade. O preço dos alimentos subiu astronomicamente. Uma cabeça de jumento custava oitenta peças de prata! Por uma tigela de vegetais, pagavam-se cinco peças de prata!

    26 Certo dia, o rei de Israel percorria o muro da cidade. Uma mulher gritava: “Socorro, majestade!”

    27 Ele respondeu: “Se o Eterno não a socorrer, como eu vou poder? Por acaso tenho trigo ou vinho?”

    28-29 Mas o rei perguntou: “Qual é o seu problema?” Ela respondeu: “Esta mulher me propôs: ‘Dê seu filho hoje, para o comermos, e, amanhã, comeremos o meu. Então, cozinhamos meu filho e comemos. No dia seguinte, eu disse: ‘É a sua vez. Traga seu filho.’ Mas ela tinha escondido o filho.”

    30-31 Quando o rei ouviu a história da mulher, rasgou a própria roupa. Como estava andando sobre o muro, todos viram que ele vestia pano de saco por baixo. Então, ele exclamou: “Deus me castigue se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, continuar sobre o pescoço dele até o fim do dia!.”

    32 Eliseu estava em casa, reunido com as autoridades de Israel. O rei já tinha enviado alguém para matá-lo, mas, antes de o executor chegar, Eliseu disse às autoridades: “Vocês sabem que aquele assassino acabou de enviar alguém para cortar a minha cabeça? Prestem atenção, quando o executor chegar, tranquem a porta. Vocês não estão ouvindo os passos do seu senhor atrás dele?.”

    33 Enquanto falava, o rei apareceu, acusando: “Esta calamidade vem do Eterno. O que mais eu poderia esperar do Eterno?”