Categoria: Deuteronômio

O Quinto Livro de Moisés chamado Deuteronômio
Introdução
No Livro de Deuteronômio estão os discursos que Moisés fez quando o povo de Israel estava na terra de Moabe, a leste do rio Jordão. Depois de terem caminhado quarenta anos pelo deserto, os israelitas estavam prontos para atravessar o Jordão e tomar posse da terra de Canaã.
Nos discursos, Moisés faz com que o povo se lembre do que Deus havia feito nesses quarenta anos, como os havia livrado da escravidão do Egito e os havia levado, pelo deserto, para a Terra Prometida. Ele manda que o povo obedeça a Deus e cumpra a sua parte da aliança que Deus havia feito com eles e avisa que serão castigados se forem desobedientes. Moisés entrega novamente os dez mandamentos e fala da importância do primeiro mandamento, que ordena que o povo de Israel adore somente o Senhor, o Deus dos seus antepassados. Moisés também chama a atenção do povo para as outras leis e ordens que devem governar a vida dos israelitas.
Finalmente Moisés escolhe Josué para ficar no seu lugar e, obedecendo à ordem de Deus, sobe o monte Pisga, de onde vê a terra de Canaã, no outro lado do rio Jordão. Ali no monte morre Moisés, o maior de todos os profetas de Israel. Acima de tudo, o Livro de Deuteronômio mostra o amor que Deus tem pelos israelitas. O Senhor os escolheu para serem o seu povo. Portanto, eles devem amá-lo e obedecer aos seus mandamentos para que continuem a receber as bênçãos de Deus na terra onde vão morar.
A passagem-chave do livro se encontra em 6.4-6. Ali está o mandamento que Jesus chamou de o mais importante de todos: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.”

  • Deuteronômio, 34

    A MORTE DE MOISÉS
    1-3 Então, das campinas de Moabe, Moisés subiu ao monte Nebo, ao cume de Pisga, de frente para Jericó. O Eterno mostrou a ele toda a terra, desde Gileade até Dã; toda a região de Naftali, Efraim e Manassés; todo o território de Judá que se estende até o mar Mediterrâneo; o Neguebe e as campinas que cercam Jericó, a cidade das Palmeiras, até Zoar, ao sul.

    4 E o Eterno disse a Moisés: “Essa é a terra que prometi aos seus antepassados, a Abraão, Isaque e Jacó, com estas palavras: ‘Eu a darei aos seus descendentes’. Você queria vê-la, pois aí está ela. Mas você não entrará nela”.

    5-6 Moisés, o servo do Eterno, morreu ali, na terra de Moabe, como o Eterno havia anunciado. O próprio Deus o sepultou no vale na terra de Moabe, diante de Bete-Peor. Ninguém sabe o local exato do seu túmulo até o dia de hoje.

    7-8 Moisés tinha 120 anos de idade quando morreu. Sua vista ainda era precisa, e ele ainda demonstrava muito vigor no andar. O povo de Israel chorou a morte de Moisés nas campinas de Moabe durante trinta dias. Foi o tempo de luto e lamento por Moisés.

    9 Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés havia posto as mãos sobre ele. O povo de Israel ouviu com atenção o que ele disse, como no tempo em que o Eterno conduzia Moisés.

    10-12 Desde então, não surgiu nenhum profeta igual a Moisés em Israel, a quem o Eterno conhecesse face a face. E nunca mais houve algo parecido em termos de sinais, milagres e maravilhas, como os que o Eterno o capacitou a fazer no Egito, diante do faraó, de sua corte e de todo o país, nada que se comparasse aos feitos poderosos realizados por Moisés diante dos olhos de todos em Israel.

  • Deuteronômio, 33

    A BÊNÇÃO
    1-5 Moisés, homem de Deus, abençoou o povo de Israel com esta bênção, pouco antes da sua morte: O Eterno veio do Sinai, ele alvoreceu sobre eles desde Seir; Ele irradiou luz do monte Parã, chegou com dez mil anjos, E línguas de fogo saíam da sua mão direita. Oh, como amas teu povo: todos os teus santos estão na palma da tua mão esquerda! Eles estão assentados aos teus pés, honrando teu ensino, A Revelação deixada por Moisés como herança da assembleia de Jacó. Assim, o Eterno se tornou rei de Jesurum, e os líderes e tribos de Israel se reuniram.

    6 Rúben: “Que Rúben viva e não morra, para que não sejam os seus números decrescentes”.

    7 Judá: “Ouça, ó Eterno, a voz de Judá, reúna-o mais uma vez ao seu povo; Fortaleça as mãos dele, seja o braço dele contra os inimigos”.

    8-11 Levi: “Que seu Tumim e seu Urim pertençam ao seu santo leal Que provaste em Massá, com quem lutaste nas águas de Meribá, Que disse de seu pai e de sua mãe: ‘Já não os reconheço’. Ele deu as costas para seus irmãos e negligenciou seus filhos, Porque guardava tuas palavras e cuidava da tua aliança. Que ele ensine teus decretos a Jacó e tua Revelação a Israel, Que ele continue elevando o incenso às tuas narinas e as ofertas queimadas no teu altar. Que o Eterno abençoe a dedicação dele, ponha seu selo de aprovação sobre o que ele fizer E quebre o quadril dos que se opõem a ele. Não nos prives de saber o que aconteceu com os que o odeiam

    12 Benjamim: “Os amados do Eterno; a habitação permanente do Eterno. Envolvidos pelo Eterno o dia todo, onde o Eterno se sente em casa”.

    13-17 José: “Abençoada pelo Eterno seja sua terra: o melhor orvalho dos altos céus, e fontes que brotam das profundezas; Os melhores raios que possam vir do Sol e o melhor que a Lua tem a oferecer; A beleza transbordando do topo das montanhas e o melhor das colinas eternas; O melhor das dádivas exuberantes da terra, e o sorriso do que habita na sarça ardente. Tudo isso sobre a cabeça de José, sobre a fronte do ungido entre seus irmãos. Ele brilha e é como a primeira cria de um touro, seus chifres são como os chifres do boi selvagem; Ele ferirá as nações com esses chifres, ele as empurrará até os confins da terra. Assim são os muitos milhares de Efraim, assim são os milhares de Manassés”.

    18-19 Zebulom e Issacar; “Celebre, Zebulom, ao sair, e Issacar, ao ficar em casa. Eles convidarão os povos para o monte e oferecerão sacrifícios de adoração verdadeira, Pois terão trazido a riqueza dos mares e coletado os tesouros das praias”.

    20-21 Gade: “Abençoado é o que amplia as fronteiras de Gade. Gade vagueia como um leão, Arranca um braço, despedaça uma cabeça. Bastou um olhar para obter a melhor parte da terra, A porção preparada para o líder. Ele ocupou seu lugar diante de todos E executou os justos preceitos do Eterno e seus decretos para a vida em Israel”.

    22 Dã: “Dã é um filhote de leão, que vem saltando de Basã”.

    23 Naftali: “Naftali transborda de bênçãos, está repleto das bênçãos do Eterno Ao tomar posse do mar e das terras do sul”.

    24-25 Aser: “Aser, o mais abençoado dos irmãos! Que ele seja o favorito de seus irmãos, com os pés banhados no azeite. Seguro está atrás de portas e portões de ferro, seja a sua força como o ferro enquanto viver”.

    26-28 Não há ninguém como Deus, Jesurum, cavalgando pelos céus para resgatar você. A dignidade dele é proclamada pelas nuvens. O Deus eterno veio à sua casa, estendeu os braços como fundamento. Ele expulsou o inimigo de diante de você e ordenou: “Destruam!”. Israel viveu seguro, a fonte de Jacó não foi perturbada, Numa terra de trigo e vinho e, ah sim, seus céus gotejam orvalho.

    29 Como você é feliz, Israel! Quem é feliz como você? Um povo salvo por Deus! O Escudo defende vocês, a Espada traz a vitória. Seus inimigos irão se arrastar pelo chão, e vocês marcharão sobre as costas deles.

  • Deuteronômio, 32

    A CANÇÃO
    1-5 Ouçam, ó céus, tenho algo a dizer. Atenção, ó terra, às palavras da minha boca. Que meu ensino caia como chuva suave, e minhas palavras desçam como o orvalho da manhã, Como a chuva refrescante sobre a relva nova, como as chuvas da primavera sobre o jardim. Pois é o nome do Eterno que estou anunciando — correspondam à grandeza do seu Deus! A Rocha: suas obras são perfeitas, e os caminhos que ele prepara são justos; Um Deus do qual se pode depender, sem reservas; um Deus justo e sempre correto. Seus filhos desregrados, confusos, os “não filhos” jogam lama nele, mas nada consegue sujá-lo.

    6-7 Entendem que é ao Eterno que estão tratando dessa forma? Percebem como é estranho não ter senso de reverência? Não é ele seu pai, que criou vocês, que os fez e deu a vocês um lugar na terra? Informem-se do que aconteceu antes de vocês terem nascido; cavem fundo no passado, procurem entender suas raízes. Perguntem a seus pais como eram as coisas antes de vocês nascerem;perguntem aos idosos, e eles contarão algumas histórias.

    8-9 Quando o Deus Altíssimo deu sua herança a cada uma das nações, quando deu a elas um lugar na terra, Ele estabeleceu limites a cada um desses povos sob o cuidado de tutores divinos. Mas o próprio Eterno assumiu o cuidado pelo seu povo, ele assumiu Jacó por interesse pessoal.

    10-14 Ele o achou no deserto, numa terra árida e varrida pelo vento. Ele o abraçou e o encheu de cuidados, guardando-o como a menina dos seus olhos. Agiu como a águia pairando sobre o ninho, protegendo seus filhotes; Depois, abrindo as asas deles, alçando-os no ar, ensinando-os a voar. O próprio Eterno o conduziu: não havia nenhum deus estranho por perto. O Eterno levou-o aos lugares altos da terra para que ele pudesse se fartar das colheitas dos campos. Deu a ele mel tirado da rocha, óleo extraído de terreno pedregoso, Coalhada do gado e leite das ovelhas, as melhores carnes dos cordeiros e cabritos, Carneiros cevados de Basã, trigo da melhor qualidade e sangue de uvas: vocês beberam do melhor vinho!

    15-18 Jesurum engordou e deu pinotes; vocês engordaram e se tornaram pesados, um tonel de banha. Ele abandonou o Deus que o fez, zombou da Rocha da sua salvação. Eles o deixaram com ciúme, por causas dos deuses estrangeiros, e, com suas obscenidades, o provocavam sem parar. Eles sacrificaram aos demônios, aos falsos deuses, dos quais não tinham a mínima noção, Seguindo a última moda em deuses, os mais frescos do mercado, que seus antepassados nunca chamariam “deuses”. Vocês deram as costas à Rocha que deu vida a vocês, esqueceram-se do Deus do nascimento, que trouxe vocês ao mundo.

    19-25 O Eterno viu tudo isso e deu meia-volta, irado e cansado da provocação deles. Ele disse: “A partir de agora, estou olhando em outra direção. Esperem e vejam o que vai acontecer com eles. Oh, eles são uma geração virada do avesso, uma casa de ponta-cabeça! Quem sabe o que são capazes de fazer, de um momento para o outro? Eles despertaram meu ciúme com seus falsos deuses, enfureceram-me com seus santos do pau oco. Mas também provocarei o ciúme deles como se não fossem meu povo; provocarei a ira deles com uma nação insensata. Minha ira acendeu um fogo, um fogo incontrolável, que queima no fundo do abismo E, depois, sobe para devorar a terra e suas plantações, para incendiar os montes, da base ao topo. Amontoarei catástrofes sobre a cabeça deles, atirarei minhas flechas contra eles: Fome, calor abrasador, doenças letais; enviarei feras selvagens que sairão rosnando da floresta para atacar e criaturas venenosas que assaltarão do pó. Matança nas ruas, terror nas casas, Jovens derrubados e virgens abatidas e, sim, também bebês de peito e velhos de cabelo branco”.

    26-27 Eu poderia ter dito: “Vou fazer picadinho deles, varrer da terra qualquer vestígio deles”, Mas não o fiz, para que o inimigo não aproveitasse a oportunidade, assumindo o crédito da façanha E saindo a contar vantagem: “Vejam o que fizemos! O Eterno não teve nada com isso”.

    28-33 Eles são uma nação de tolos, não sabem nem como sair da chuva. Se tivessem algum juízo, pelo menos saberiam o que está lá adiante, na estrada. Como poderia um único soldado espantar mil inimigos, e dois homens pôr em fuga dois mil deles, Não fosse a Rocha tê-los enfraquecido, não fosse o Eterno tê-los entregado? Pois a rocha deles não é nada em comparação com a nossa: até nossos inimigos reconhecem isso. Eles são uma vide que brota de Sodoma, que tem sua origem em Gomorra. Suas uvas são venenosas, seus cachos de uvas são amargos. O vinho deles é veneno de cascavel misturado com peçonha de naja.

    34-35 Vocês não percebem que tenho as prateleiras bem supridas, protegidas com portas de ferro? Sou o responsável pela vingança e pela retribuição, apenas no aguardo do tropeço deles; E o dia da condenação deles está ali na esquina: será repentino, rápido e certo.

    36-38 Sim, o Eterno julgará seu povo, mas ele é muito compassivo também. Quando perceber a situação desesperadora deles e não restar ninguém, nem escravo nem livre, Ele dirá: “Onde estão os deuses deles, a rocha em que buscaram refúgio, Os deuses que se refestelaram na gordura dos seus sacrifícios e beberam do vinho das ofertas deles? Que eles mostrem suas habilidades e ajudem vocês, que estendam a mão para vocês!

    39-42 “Estão vendo agora? Percebem que sou o único? Estão convencidos de que não há outro deus além de mim? Eu faço morrer e dou a vida, eu machuco e curo — não há como escapar de mim. Agora levanto a mão em juramento solene e digo: ‘Estou sempre perto. Por minha vida, eu prometo: Quando afiar minha espada resplandecente, executarei meu juízo E me vingarei dos meus inimigos, retribuirei aos que me odeiam. Encharcarei minhas flechas de sangue, e minha espada se fartará de carne, Regalando-se com os mortos e os cativos, com os cadáveres dos inimigos arrogantes e presunçosos’”.

    43 Celebrem, ó nações, juntem-se ao louvor do seu povo. Ele vinga a morte dos seus servos, Retribui aos seus inimigos com vingança, e purifica a terra para seu povo.

    44-47 Moisés recitou a letra inteira da canção aos ouvidos do povo, ele e Josué, filho de Num. Quando terminou, Moisés disse a Israel: “Recebam essas palavras, das quais sou testemunha hoje. E passem imediatamente cada palavra desta Revelação a seus filhos e ponham-nas em prática. Sim. Vocês não podem fazer pouco caso delas, pois a vida de vocês está retratada nessa canção. Se levarem a sério suas palavras, vocês terão vida longa e agradável na terra que, daqui a pouco, irão conquistar do outro lado do Jordão”.

    48-50 Naquele mesmo dia, o Eterno disse a Moisés: “Suba às montanhas de Abarim até o monte Nebo, na terra de Moabe, que está diante de Jericó, e, dali, contemple a terra de Canaã, que estou dando ao povo de Israel. Você morrerá naquele monte e se reunirá ao seu povo, assim como seu irmão, Arão, morreu no monte Hor e se reuniu ao seu povo.

    51-52 “Você morrerá porque me desonrou diante do povo de Israel nas águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim—você não honrou a minha santa presença diante do povo de Israel. Você verá a terra, mas não poderá entrar nela, na terra que eu estou dando ao povo de Israel”.

  • Deuteronômio, 31

    A INCUMBÊNCIA
    1-2 Moisés dirigiu estas palavras a todo o povo de Israel. Ele disse: “Já estou com 120 anos de idade. Hoje, não tenho mais a mesma capacidade de antigamente. E o Eterno me disse: ‘Você não atravessará o rio Jordão’.

    3-5 “O Eterno, o seu Deus, atravessará o rio à frente de vocês e destruirá as nações que aparecerem no seu caminho, para que vocês possam dominá-las. (E Josué atravessará o rio à frente de vocês, como o Eterno determinou.) O Eterno dará às nações o mesmo tratamento que deu aos reis dos amorreus, Seom e Ogue, e às terras deles. Ele as destruirá e as entregará a vocês, e vocês as tratarão exatamente como ordenei.

    6 “Sejam fortes. Sejam corajosos. Não se deixem intimidar. Nem se preocupem com aquelas nações, porque o Eterno, o seu Deus, está, a passos largos, à frente de vocês. Ele está no meio de vocês: não os deixará nem os abandonará”.

    7-8 Então, Moisés convocou Josué, e, diante de todo o povo, de Israel, disse a ele: “Seja forte. Seja corajoso. Você entrará na terra com este povo, na terra que o Eterno dará a eles, como prometeu a seus antepassados. Você fará deles os orgulhosos proprietários dessa terra. O Eterno está indo à sua frente. Ele estará com você: não o deixará nem o abandonará. Não se deixe intimidar. Não se preocupe”.

    9-13 Moisés escreveu toda a Revelação e a entregou aos sacerdotes, descendentes de Levi, que carregavam a arca da aliança do Eterno, e a todos os líderes de Israel. E deu estas ordens: “Ao final de cada sete anos, no ano em que todas as dívidas são canceladas, durante a festa das Cabanas dos peregrinos, quando todos os israelitas comparecerem à presença do Eterno, o seu Deus, no lugar designado por ele, leiam esta Revelação a todo o Israel, e todos deverão ouvir. Reúnam o povo — homens, mulheres, crianças e estrangeiros que vivem com vocês —, para que eles ouçam bem, aprendam a viver em santo temor diante do Eterno e cumpram à risca tudo que está escrito. Façam isso para que os filhos deles, que ainda não conhecem o conteúdo do Livro, também ouçam e aprendam a viver em santo temor diante do seu Deus, por todo o tempo em que viverem na terra que, daqui a pouco, irão conquistar do outro lado do Jordão”.

    14-15 O Eterno disse a Moisés: “Você morrerá logo. Portanto, chame Josué e se reúnam comigo na Tenda do Encontro, para que eu possa comissioná-lo”. Assim, Moisés e Josué entraram na Tenda do Encontro. O Eterno apareceu a eles numa coluna de nuvem, perto da Tenda.

    16-18 O Eterno disse a Moisés: “Você morrerá em pouco tempo e se reunirá a seus antepassados. Assim que você for enterrado, o povo irá se prostituir com os deuses estrangeiros da terra em que estão entrando. Eles me abandonarão e violarão a aliança que fiz com eles. Eu ficarei irado, furioso! Por isso, vou me afastar e deixá-los por conta própria. Nem mesmo me virarei para ver o que está acontecendo. Muitas calamidades e desastres devastarão a terra deles, porque estarão indefesos. Eles se perguntarão: ‘Não teria acontecido todo este mal porque o nosso Deus não estava aqui?’. Mas ficarei longe da vida deles, olhando em outra direção, por causa da maldade deles, do envolvimento com outros deuses!

    19-21 “Mas agora escrevam esta canção e, depois, a ensinem ao povo de Israel, para que a cantem de cor. Eles a terão como minha testemunha contra eles. Depois que eu os levar para a terra que prometi aos antepassados deles, uma terra em que manam leite e mel; depois que comerem, tiverem fartura e prosperarem, eles começarão a se envolver com outros deuses e irão adorá-los. Então, as coisas começarão a desmoronar, virão as terríveis calamidades, e esta canção estará na mente deles, como testemunha do que eles são e do que fizeram de errado. Os filhos deles não se esquecerão dela: eles a cantarão. Não pensem que não sei de que eles são capazes, e eles ainda nem entraram na terra que prometi a eles”.

    22 Então, Moisés escreveu a canção naquele mesmo dia e a ensinou ao povo de Israel.

    23 Depois, o Eterno ordenou a Josué, filho de Num: “Seja forte. Seja corajoso. Você conduzirá o povo de Israel para dentro da terra que prometi dar a eles. E eu estarei lá com você”.

    24-26 Depois que Moisés terminou de escrever num livro as palavras desta Revelação, até a última palavra, ele ordenou aos levitas, que eram responsáveis por carregar a arca da aliança do Eterno: “Peguem o Livro da Revelação e ponham-no ao lado da arca da aliança do Eterno, o seu Deus. Ele deve ficar ali como testemunha.

    27-29 “Sei que vocês são capazes de ser rebeldes e teimosos. Mesmo hoje, enquanto ainda estou vivo e presente entre vocês, vocês se mostram rebeldes contra o Eterno. Imaginem como será depois que eu morrer! Portanto, reúnam as autoridades de Israel e os líderes das tribos aqui. Tem algo que preciso dizer diretamente a eles, tendo os céus e a terra como testemunhas. Sei que, quando eu morrer, vocês se corromperão, abandonando o caminho que os mandei trilhar e abrindo a porta para todas as consequências desastrosas. Vocês estão determinados a fazer o mal, a afrontar o Eterno, sei que estão, e irão provocar intencionalmente a ira dele com seus atos rebeldes”.

    30 Assim, diante de um Israel reunido e atento, Moisés ensinou a letra desta canção, do começo ao fim.

  • Deuteronômio, 30

    1-5 Vou dizer o que acontecerá. Quando vocês estiverem entre as nações pelas quais o Eterno os espalhou e as bênçãos e maldições tiverem se cumprido, exatamente como expliquei aqui, e vocês e seus filhos as levarem a sério e retornarem para o Eterno, o seu Deus, e obedecerem de todo o coração a todos os mandamentos que hoje estou transmitindo, o Eterno restituirá tudo que vocês perderam. Ele terá compaixão de vocês e os recolherá de todos os lugares por onde estiverem espalhados. Não importa onde estiverem, o Eterno tirará vocês de lá e os trará de volta à terra de seus antepassados. Ela será sua novamente. Ele dará a vocês uma vida longa e agradável e os tornará ainda mais numerosos que seus antepassados.

    5-7 O Eterno renovará o coração de vocês e de seus filhos e os deixará livres para amar ao Eterno, o seu Deus, de todo o coração e para viver de verdade. O Eterno fará cair todas aquelas maldições sobre os inimigos que, movidos pelo ódio, oprimiram e perseguiram vocês.

    8-9 Vocês terão um novo começo, sendo obedientes ao Eterno e cumprindo todos os seus mandamentos, que estou transmitindo hoje. O Eterno, o seu Deus, se empenhará para que tudo vá bem com vocês: seus filhos, as crias dos seus rebanhos e as colheitas da terra; para que vocês tenham uma vida agradável. Sim, ele terá prazer em vocês novamente e fará que tudo de certo para vocês, assim como tinha prazer no bem-estar de seus antepassados.

    10 Mas isso só acontecerá se vocês derem ouvidos ao Eterno, o seu Deus, e cumprirem os mandamentos e regulamentos escritos no Livro da Revelação. Nada de fazer as coisas com o coração dividido. Vocês devem se dedicar ao Eterno de todo o coração, sem reserva alguma.

    11-14 Os mandamentos que estou transmitindo hoje não são pesados, não estão fora do alcance de vocês. Não estão situados no cume de um monte — não será necessário contratar alpinistas para escalar o monte e trazê-los para o nível de vocês. Para colocá-los em prática, não há necessidade de muita explicação. Eles não estão do outro lado do oceano — não será preciso enviar marinheiros para buscá-los, isto é, não carecem de estudo exaustivo antes de serem postos em prática. Não. A palavra está aqui e agora — tão próxima quanto a língua da boca e o coração do peito. Basta pôr em prática o que ouviram!

    15 Vejam o que eu fiz por vocês hoje: pus diante de vocês a vida e o bem, a morte e o mal.

    16 E ordeno hoje: Amem ao Eterno, o seu Deus. Andem em seus caminhos. Cumpram seus mandamentos, regulamentos e decretos, para que vocês vivam de verdade e tenham uma vida próspera e abençoada pelo Eterno na terra que, daqui a pouco, vão conquistar.

    17-18 Mas faço uma advertência: Se vocês mudarem seu coração, se recusarem a obedecer e se desviarem, obstinadamente, para servir e adorar outros deuses, vocês certamente morrerão. Terão vida curta na terra do outro lado do Jordão, na qual estão entrando e da qual estão prestes a tomar posse.

    19-20 Hoje, conclamo os céus e a terra como testemunhas. Ponho diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolham a vida para que vocês e seus filhos vivam. E amem ao Eterno, o seu Deus. Sejam obedientes e apeguem-se a ele com firmeza. Ele é a própria vida de vocês, uma vida longa estabelecida no solo que ele prometeu a seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó.

  • Deuteronômio, 29

    1 Estes são os termos da aliança que o Eterno ordenou que Moisés fizesse com o povo de Israel na terra de Moabe, renovando a aliança que havia feito com eles no monte Horebe.

    MOISÉS ABENÇOA ISRAEL NAS CAMPINAS DE MOABE
    2-4 Moisés reuniu todo o povo de Israel e disse: Vocês viram com os próprios olhos tudo que o Eterno fez no Egito ao faraó, aos membros de sua corte e à própria terra — os juízos severos que vocês testemunharam e os espantosos sinais, milagres e maravilhas. Mas o Eterno não deu a vocês uma mente sensível, nem olhos perceptivos nem ouvidos atentos até este exato dia.

    5-6 Conduzi vocês pelo deserto durante quarenta anos, e, todo esse tempo, suas roupas não gastaram, nem suas sandálias. Vocês viveram bem sem vinho ou qualquer outra bebida fermentada. Assim, provei a vocês que eu sou, de fato, o Eterno, o seu Deus.

    7-8 Quando vocês chegaram a este lugar, Seom, rei de Hesbom, e Ogue, rei de Basã, vieram ao nosso encontro, aparelhados para a guerra, mas nós os vencemos. Tomamos a terra deles, que foi dada como herança às tribos de Rúben, Gade e à meia tribo de Manassés.

    9 Cumpram à risca as palavras desta aliança. Orientem-se por elas, para que vocês vivam bem e sabiamente em todos os detalhes.

    10-13 Hoje vocês estão todos aqui, na presença do Eterno — seus chefes de tribos, líderes e oficiais, todo o Israel: seus bebês, suas esposas, os estrangeiros residentes nos seus acampamentos, que ajuntam sua lenha e buscam sua água —, prontos para atravessar o rio e fazer parte desta aliança, tão solenemente prometida. O Eterno, com esta aliança, confirma que vocês são o povo dele e que ele é o Eterno, o seu Deus, exatamente como ele prometeu a vocês e a seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó.

    14-21 Não estou fazendo esta aliança e seu juramento apenas com vocês. De fato, ela está sendo firmada com vocês que estão hoje aqui, na presença do Eterno, o seu Deus, mas também com aqueles que não estão aqui hoje. Vocês se lembram das condições em que viviam no Egito e como ziguezaguearam pelas nações em sua peregrinação até aqui. Vocês já viram o suficiente das obscenidades dos deuses dessas nações, do lixo moral que são aqueles deuses de madeira, pedra e prata, Não baixem a guarda, para que ninguém — homem ou mulher — se afaste do Eterno e se envolva com os falsos deuses das nações; para que nenhuma erva daninha brote e se espalhe entre vocês — por exemplo, alguém que, depois de ouvir as palavras do juramento da aliança, desculpa a si mesmo, pensando; “Vou viver do jeito que me agrada, obrigado”, e acaba arruinando a vida de todos à sua volta. O Eterno não vai perdoá-lo. Sua ira e seu zelo irromperão como um vulcão contra o infrator. Ele será soterrado pelas maldições escritas neste livro. O Eterno apagará o nome dele dos seus registros e o separará de todas as tribos de Israel, para aplicar um castigo especial, de acordo com as maldições escritas no Livro da Revelação.

    22-23 A próxima geração, os filhos que vierem depois de vocês, e o estrangeiro que vier de algum país distante, ficarão apavorados quando virem a devastação e constatarem que o Eterno tornou enferma a terra toda. Eles verão uma terra deserta e abrasada de sal e enxofre; nada plantado, nada crescendo, nem mesmo uma folha de c m sobreviverá, como no caso da destruição de Sodoma e Gomorra, Adamá e Zeboim, que o Eterno atacou com toda sua fúria.

    24 As nações perguntarão: “Por que o Eterno fez isso a essa terra? O que poderia tê-lo deixado tão furioso?”.

    25-28 Seus filhos responderão: “Foi porque eles abandonaram a aliança do Eterno, firmada com seus antepassados e também com eles depois que ele os tirou do Egito. Eles se desviaram e começaram a adorar outros deuses, submeteram-se a deuses de que nunca tinham ouvido falar e com quem nunca haviam se envolvido. Assim, a ira do Eterno irrompeu contra essa terra, e todas as maldições escritas no Livro caíram sobre ela. O Eterno arrancou-os com raiz e tudo da sua terra e os lançou em outro terreno, como vocês bem podem ver”.

    29 O Eterno, o seu Deus, cuidará das coisas encobertas, mas as coisas reveladas são da nossa conta. Cabe a nós e a nossos filhos cuidar de todos os termos desta Revelação.

  • Deuteronômio, 28

    1-6 Se vocês ouvirem atentamente a Voz do Eterno, o seu Deus, e obedecerem de coração a todos os seus mandamentos que hoje estou promulgando, o Eterno os elevará muito acima das outras nações do mundo. Todas estas bênçãos virão sobre vocês e se espalharão além de vocês se obedecerem à Voz do Eterno, o seu Deus: A bênção do Eterno na cidade; A bênção do Eterno no campo; A bênção do Eterno sobre os seus filhos e sobre as colheitas das suas terras, os filhotes de suas criações as crias do seu gado, os cordeiros dos seus rebanhos. A bênção do Eterno sobre sua cesta de pão; A bênção do Eterno sobre tudo que fizerem.

    7 O Eterno derrotará os inimigos que atacarem vocês. Eles virão por uma estrada e fugirão por sete.

    8 O Eterno ordenará uma bênção sobre seus celeiros e obre seu trabalho. Ele os abençoará na terra que está dando a vocês.

    9 O Eterno os separará como povo santo para ele, como prometeu, se vocês obedecerem a ele e viverem conforme o que ele determinou.

    10 Todos os povos da terra darão testemunho da vida que vocês vivem sob o nome do Eterno e terão grande respeito por Israel.

    11-14 O Eterno derramará grande prosperidade sobre vocês, sobre os filhos do seu ventre, as crias dos seus animais e as colheitas da sua terra, a terra que ele prometeu aos seus antepassados dar a vocês. O Eterno abrirá as janelas do céu derramará chuvas sobre a terra na época certa e abençoará o trabalho que vocês empreenderem. Vocês emprestarão a muitas nações, mas nunca precisarão tomar emprestado. O Eterno fará de vocês cabeça das nações, não cauda. Vocês sempre estarão por cima, nunca por baixo, se obedecerem fielmente e forem diligentes em cumprir as ordens do Eterno, o seu Deus, que estou anunciando hoje. Não vacilem. Não se desviem nem mesmo um centímetro para a direita ou para a esquerda das palavras que estou dizendo a vocês: não sigam nem adorem outros deuses.

    15-19 Vou dizer agora o que acontecerá se vocês não ouvirem atentamente a Voz do Eterno, o seu Deus, e não obedecerem diligentemente a todos os mandamentos e instruções que estão ouvindo hoje aqui. Todas estas maldições cairão sobre vocês: A maldição do Eterno na cidade; A maldição do Eterno no campo; A maldição do Eterno sobre sua cesta de pão; A maldição do Eterno sobre os seus filhos e sobre as colheitas das suas terras, os filhotes de suas criações, as crias do seu gado, os cordeiros dos seus rebanhos. A maldição do Eterno sobre sua chegada; A maldição do Eterno sobre sua saída.

    20 O Eterno enviará maldição, confusão e oposição sobre tudo que tentarem fazer, até que tenham sido destruídos e não reste nada de vocês — tudo por causa do mal que fizeram e que levou vocês a me abandonarem.

    21 O Eterno infectará vocês com doença, varrendo vocês da terra que, daqui a pouco, irão conquistar.

    22 O Eterno fará cair sobre vocês doenças contagiosas, febre, inflamação, calor ardente, seca, ferrugem e mofo, que os perseguirão até que morram.

    23-24 O céu sobre vocês se tornará como um telhado de ferro, e o solo debaixo dos pés, uma placa de concreto. O Eterno fará chover cinza e pó até vocês sufocarem.

    25-26 O Eterno derrotará vocês por meio de ataques dos inimigos. Vocês investirão contra seus inimigos por uma estrada e fugirão por sete. Todos os reinos da terra olharão para vocês, porque vocês terão se tornado motivo de horror. Seus cadáveres servirão de alimento para as aves e para os animais terrestres, e ninguém os enxotará.

    27-29 O Eterno ferirá vocês com as úlceras do Egito, com hemorroidas, feridas purulentas e coceiras sem cura. Ele castigará vocês com loucura, cegueira e perturbação mental. Vocês ficarão tateando à sua volta ao meio-dia, como um cego tentando achar seu caminho numa escuridão sem fim, e nunca chegarão ao seu destino. Não passará um dia sem que vocês sejam oprimidos e roubados. E ninguém virá socorrê-los.

    30-31 Seus homens ficarão noivos de uma mulher, mas ela será amante de outro homem. Vocês construirão uma casa, mas nunca morarão nela. Plantarão uma horta, é não comerão mais que uma cenoura dela. Verão seu boi ser abatido, mas não ganharão um único bife dele. Seu jumento será roubado diante de vocês e nunca será devolvido. Suas ovelhas serão enviadas a seus inimigos, e ninguém mexerá um dedo para ajudar vocês.

    32-34 Seus filhos e filhas serão enviados a estrangeiros. Seus olhos cansarão de olhar para eles, sem poder fazer nada. Suas colheitas e tudo que vocês tiverem produzido serão comidos e usados por estrangeiros. Vocês passarão o resto da vida oprimidos e jogados de um lado para o outro. As coisas que irão presenciar os levarão à loucura.

    35 O Eterno castigará vocês com feridas doloridas nos joelhos e nas pernas, e não haverá cura nem alívio, dos pés à cabeça.

    36-37 O Eterno levará vocês e o rei que tiverem escolhido para uma terra da qual nem vocês nem seus antepassados ouviram falar. Ali vocês adorarão outros deuses, falsos deuses de madeira e de pedra. O tratamento que vocês receberão desses povos será tão cruel que servirá de lição e provérbio para os outros!

    38-42 Vocês plantarão sacos e sacos de sementes, mas não colherão quase nada — os gafanhotos devorarão tudo. Plantarão e cultivarão vinhas, mas não beberão nem servirão vinho algum — os vermes acabarão com elas. Terão pomares de oliveiras por todos os lugares, mas não terão azeite para passar no rosto ou nas mãos — as azeitonas já terão caído. Vocês terão filhos e filhas, mas eles não serão seus por muito tempo, porque irão para o cativeiro. Enxames de gafanhotos tomarão conta de suas árvores e plantações.

    43-44 O estrangeiro que vive entre vocês subirá cada vez mais alto, enquanto vocês caem cada vez mais no buraco. Ele emprestará para vocês, mas vocês não emprestarão para ele. Ele será cabeça; e você, cauda.

    45-46 Todas essas maldições virão sobre vocês. Elas os perseguirão e alcançarão até “que não reste nada de vocês, se não obedecerem à voz do Eterno, o seu Deus, e não cumprirem diligentemente os seus mandamentos e instruções que estou transmitindo a vocês. As maldições serão marcos e advertências para seus descendentes.

    47-48 Se vocês não servirem ao Eterno, o seu Deus, com alegria e dedicação total na prosperidade, terão de servir aos inimigos que o Eterno enviar contra vocês. A vida será fome e seca, trapos e miséria, e, depois, ele porá uma canga de ferro sobre vocês e acabará de destruí-los.

    48-52 Sim, o Eterno levantará uma nação de um lugar distante contra vocês, que mergulhará sobre vocês como uma águia, uma nação cuja língua vocês não entenderão, um povo impiedoso, cruel até para com velhinhos e bebês. Eles devorarão as crias dos seus animais e suas plantações até que vocês estejam falidos. Não deixarão nada para trás: vinho, cereal, azeite, bezerros, cordeiros e, por fim, vocês mesmos. Eles sitiarão vocês, que estarão encolhidos atrás das portas das suas cidades. Eles derrubarão os muros altos e imponentes que, antes, faziam vocês se sentirem muito seguros. Eles sitiarão suas cidades fortificadas no país que o Eterno, o seu Deus, deu a vocês.

    53-55 E vocês acabarão agindo como canibais, comendo os próprios filhos que o Eterno, o seu Deus, deu a vocês. Quando o sofrimento do cerco for extremo, vocês comerão seus bebês. O homem mais educado e carinhoso entre vocês se tornará agressivo contra o próprio irmão, contra a esposa amada e até contra os filhos que ainda estiverem vivos, negando-se a partilhar com eles o resto de carne humana cozida que estiver comendo. Ele perdeu tudo, até mesmo sua humanidade, no sofrimento durante o cerco que seus inimigos montaram em volta da cidade.

    56-57 A mulher mais educada e carinhosa entre vocês, que não faria mal a uma formiga, se tornará agressiva contra o marido amado e os filhos, só para não compartilhar a placenta do próprio parto, que ela planeja comer em segredo. E ela, de fato, a comerá, porque perdeu tudo, até mesmo sua humanidade, no sofrimento durante o cerco que seus inimigos montaram em volta da cidade.

    58-61 Se vocês não cumprirem à risca as palavras desta Revelação, escritas neste livro; se não viverem com santo temor diante do nome glorioso e temível que é o Eterno, o seu Deus, ele castigará vocês com catástrofes, e seus filhos também sofrerão — catástrofes enormes e intermináveis, doenças medonhas e insistentes. Ele fará cair sobre vocês todas as pragas egípcias que, no passado, aterrorizaram vocês. Serão alvo, também, de todas as doenças e calamidades imagináveis, coisas que nem mesmo estão escritas no Livro da Revelação. O Eterno as enviará sobre vocês até destruí-los totalmente.

    62 Se vocês não obedeceram à Voz do Eterno, o seu Deus, serão reduzidos a uns poucos seres errantes, não serão mais aquela multidão impressionante, numerosa como as estrelas nos céus.

    63-66 As coisas acabarão assim: O Eterno, antes, tinha prazer em agradá-los e em dar a vocês muitos filhos. Então, terá prazer em se livrar de vocês, em varrê-los da face da terra. Ele os extirpará do mesmo solo de que agora vocês estão tomando posse. Ele os espalhará aos quatro ventos, de um lado da terra a outro. Vocês adorarão todos os tipos de deuses, deuses de que nem vocês nem seus antepassados ouviram falar, falsos deuses de madeira e de pedra. Mas vocês não encontrarão um lar ali, não conseguirão se estabelecer em lugar nenhum. O Eterno dará a vocês um coração irrequieto, olhos ansiosos e uma alma saudosa. Vocês viverão em perigo constante, assustados com a própria sombra, sem saber o que os aguarda em cada esquina.

    67 Pela manhã, vocês dirão: “Como eu queria que já fosse noite!”. À noite, irão suspirar: “Ah, quem dera já fosse manhã!”. Viverão apavorados com o que poderá acontecer em seguida e assustados com o desconhecido, por causa daquilo que já presenciaram.

    68 O Eterno enviará vocês de volta para o Egito por uma estrada que eu disse que vocês nunca percorreriam outra vez. Ali, vocês se oferecerão, homens e mulheres, como escravos aos seus inimigos — e não aparecerá comprador.

  • Deuteronômio, 27

    1-3 Moisés deu esta ordem aos líderes de Israel: obedeçam a todos os mandamentos que estou promulgando hoje. No dia em que vocês atravessarem o Jordão para a terra que o Eterno, o seu Deus, está dando a vocês, levantem pedras grandes e pintem-nas com cal. Depois de cruzar o rio, escrevam, nas pedras, todas as palavras desta Revelação, para que entrem na terra que o Eterno, o seu Deus, está dando a vocês, essa terra que transborda de leite e mel, prometida a vocês pelo Deus de seus pais.

    4-7 Assim, depois de cruzar o Jordão, levantem essas pedras no monte Ebal e pintem-nas com cal. Construam um altar de pedras para o Eterno, o seu Deus, nesse monte. Não empreguem ferramentas de ferro nas pedras. Construam um altar com pedras brutas e ofereçam nele suas ofertas queimadas ao Eterno. Vocês devem apresentar suas ofertas de paz e comê-las ali, alegrando-se na presença do Eterno.

    8 Escrevam, nas pedras, de forma legível, todas as palavras desta Revelação.

    9-10 Moisés e os sacerdotes levitas falaram a todo o povo de Israel: Silêncio! Ouça atentamente, povo de Israel. Neste dia, vocês se tornaram o povo do Eterno, o seu Deus. Ouçam a voz do Eterno. Obedeçam aos seus mandamentos e regulamentos que hoje estão sendo promulgados.

    11-13 Nesse mesmo dia, Moisés ordenou: Depois que vocês cruzarem o Jordão, as seguintes tribos estarão no monte Gerizim para abençoar o povo: Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamim. E estas tribos estarão rio monte Ebal, para pronunciar a maldição: Rúben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali.

    14-26 Os levitas, agindo como porta-vozes e falando em voz alta, anunciarão a Israel: A maldição do Eterno sobre todo aquele que esculpir ou fundir um ídolo — uma abominação para o Eterno, feita por artesãos — e o erigir em segredo. E todos responderão: Sim. Com certeza. A maldição do Eterno sobre todo aquele que desonrar seu pai ou sua mãe. E todos responderão: Sim. Com certeza. Amaldição do Eterno sobre todo aquele que mudar os marcos de divisa do seu vizinho. E todos responderão: Sim. Com certeza. A maldição do Eterno sobre todo aquele que fizer um cego errar o caminho. E todos responderão: Sim. Com certeza. A maldição do Eterno sobre todo aquele que interferir na justiça devida ao estrangeiro, ao órfão e à viúva. E todos responderão: Sim. Com certeza. Amaldição do Eterno sobre todo aquele que tiver relações sexuais com a esposa de seu pai: ele desonrou a mulher de seu pai. E todos responderão: Sim. Com certeza. A maldição do Eterno sobre todo aquele que tiver relações sexuais com um animal. E todos responderão: Sim. Com certeza. A maldição do Eterno sobre todo aquele que tiver relações sexuais com sua irmã, filha de seu pai ou de sua mãe. E todos responderão: Sim. Com certeza. A maldição do Eterno sobre todo aquele que tiver relações sexuais com sua sogra. E todos responderão: Sim. Com certeza. A maldição do Eterno sobre todo aquele que matar o próximo em segredo. E todos responderão: Sim. Com certeza. A maldição do Eterno sobre todo aquele que aceitar suborno para matar uma pessoa inocente. E todos responderão: Sim. Com certeza. A maldição do Eterno sobre todo aquele que não puser em prática as palavras desta Revelação. E todos responderão: Sim. Com certeza.

  • Deuteronômio, 26

    1-5 Depois de entrar na terra que o Eterno, o seu Deus, está dando a vocês como herança e se estabelecer nela, separem parte dos primeiros frutos de tudo que vocês plantaram, ponham esses produtos numa cesta e levem-nos ao lugar determinado pelo Eterno para adoração. Vocês deverão procurar o sacerdote que estiver de serviço e dizer: “Declaro ao Eterno, o seu Deus, hoje, que vim para a terra que o Eterno prometeu aos nossos antepassados que nos daria”. O sacerdote receberá a cesta de vocês e a depositará no altar do Eterno. E, ali, na presença do seu Deus, vocês declararão:

    5-10 Meu pai foi um arameu errante; Ele desceu ao Egito e viveu lá, Só ele e um punhado de gente no começo, mas, logo, Eles se tornaram uma grande nação, forte e numerosa, Os egípcios abusaram de nós e nos oprimiram, Com uma escravidão cruel e selvagem. Mas gritamos ao Eterno, o Deus dos nossos pais. Ele ouviu nossa voz, viu Nosso desamparo, nossa desgraça, nossa situação miserável. E o Eterno nos tirou do Egito. Com sua mão forte e seu braço comprido, temível e grande, Com sinais, milagres e maravilhas. E ele nos trouxe para este lugar, Deu-nos esta terra em que manam leite e mel. Portanto, aqui estou. Trouxe os primeiros frutos Do que plantei nesta terra que tu me deste, ó Eterno.

    10-11 Então, depositem a cesta na presença do Eterno, o seu Deus. Prostrem-se diante dele e alegrem-se! Celebrem todas as boas coisas que o Eterno, o seu Deus, deu a vocês e suas famílias. Celebrem com os levitas e os estrangeiros que vivem no meio de vocês.

    12-14 A cada três anos, no ano do dízimo, deem a décima parte das suas colheitas aos levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas, para que eles tenham sua provisão nas suas cidades. Na presença do Eterno, o seu Deus, digam: Eu trouxe a porção sagrada E dei-a ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva. O que me ordenaste, eu fiz. Não fiz rodeios para praticar teus mandamentos, Não me esqueci de nenhum deles. Não comi da porção sagrada enquanto estava de luto, Nem tirei nada enquanto estava ritualmente impuro, Nem usei nada para oferecer em funerais. Ouvi e obedeci à voz do Eterno, o meu Deus. Vivi de acordo com o que ordenaste.

    15 Olha da tua santa morada no céu! Abençoa teu povo, Israel, e o solo que nos deste, Como prometeste a nossos antepassados, Esta terra em que manam leite e mel.

    16-17 Hoje, o Eterno, o seu Deus, ordena que vocês sigam esses decretos e regulamentos, que os pratiquem com dedicação total. Vocês renovaram seus votos hoje, afirmando que o Eterno é seu Deus e que vocês viverão de acordo com o que ele ordenar. Façam o que está expresso nos decretos, regulamentos e mandamentos. E sejam obedientes a ele.

    18-19 E, hoje, o Eterno reafirmou que vocês são um tesouro cuidadosamente guardado, como ele prometeu, um povo designado a guardar seus mandamentos, estabelecido acima de todas as outras nações que ele criou, superior em louvor, fama e honra. Vocês são um povo santo para o Eterno, o seu Deus. Isso foi o que ele prometeu.

  • Deuteronômio, 25

    1-3 Quando os homens tiverem algum litígio, levem a causa para o tribunal. Os juizes terão de decidir entre eles, declarando um inocente e o outro culpado. Se o culpado merecer castigo, o juiz exigirá que o homem se prostre diante dele e receba tantos açoites quantos forem devidos pelo seu delito, mas o número nunca deve exceder quarenta. Infligir mais de quarenta açoites é degradante para o ser humano.

    4 Não amordacem o boi enquanto ele estiver debulhando o cereal.

    5-6 Se dois irmãos morarem juntos e um deles morrer sem deixar filhos, a viúva do irmão morto não se casará com um estranho, mas com alguém da família: o irmão de seu marido deverá se casar com ela e, assim, cumprirá para com ela o dever de cunhado. O primeiro filho que ela tiver levará o nome do marido morto, para que, assim, seu nome não seja apagado de Israel.

    7-10 Mas, se o irmão não quiser se casar com a cunhada, ela deverá procurar os líderes, na porta da cidade e dizer: “Meu cunhado recusa-se a manter vivo em Israel o nome de meu marido. Ele não concorda em cumprir seu dever de cunhado para comigo”. Então, os líderes chamarão o irmão do morto para interrogá-lo. Se ele continuar teimando e disser: “Não quero me casar com ela” a cunhada deverá tirar a sandália do pé dele, cuspir no rosto dele e dizer: “É isso que acontece ao homem que se recusa a manter vivo o nome e a família de seu irmão; sejam os descendentes dele conhecidos em Israel como a família do sem-sandália”.

    11-12 Quando dois homens estiverem brigando, e a mulher de um deles, para livrar seu marido, pegar o outro pelos órgãos genitais, vocês deverão cortar a mão dela. Não tenham pena.

    13-16 Não carreguem na bolsa dois padrões de peso, um maior e outro menor, nem usem dois padrões de medida, um maior e outro menor. Usem apenas um padrão de peso, correto e honesto, e apenas uma medida, correta e honesta, para que tenham vida longa na terra que o Eterno, o seu Deus, está dando a vocês. Pesos e medidas desonestos são uma abominação para o Eterno — bem como toda corrupção no mundo dos negócios!

    17-19 Não se esqueçam do que os amalequitas fizeram no caminho depois que vocês saíram do Egito: eles os atacaram quando vocês, de tão cansados, mal conseguiam pôr um pé na frente do outro, e mataram, sem dó nem piedade, os israelitas que ficaram para trás. Não tiveram temor algum do Eterno. Depois que o Eterno, o seu Deus, der a vocês o descanso de todos os seus inimigos à sua volta, na terra que receberem por herança, vocês terão mais uma tarefa: apagar o nome dos amalequitas da face da terra. Não se esqueçam!