Categoria: Ezequiel

PROFETA EZEQUIEL
Introdução
No tempo do profeta Ezequiel, no ano 586 a.C., a cidade de Jerusalém foi tomada pelos babilônios. O profeta viveu na Babilônia, para onde os israelitas tinham sido levados como prisioneiros. Ezequiel pregou mensagens de Deus dirigidas ao povo que estava ali na Babilônia e também aos moradores de Jerusalém.
Deus falou a Ezequiel por meio de visões. O profeta falou ao povo a respeito dessas visões e também anunciou mensagens de Deus por meio de ações simbólicas. Ele ensinou que cada um é responsável pelos seus próprios pecados e que todos devem se renovar no seu íntimo, no coração. Ele também esperava que a própria nação de Israel começasse a viver uma vida nova na presença de Deus. Sendo ao mesmo tempo sacerdote e profeta, Ezequiel mostrou interesse pelo templo de Jerusalém e também ensinou que Deus exige que os seus adoradores vivam uma vida dedicada a ele.
Esquema do conteúdo
1. Vocação de Ezequiel (1.1—3.27)
2. Profecias sobre a queda de Jerusalém (4.1—24.27)
3. Profecias contra as nações pagãs (25.1—32.32)
4. Promessas de Deus ao seu povo (33.1—37.28)
5. Condenação de Gogue (38.1—39.29)
6. O futuro templo e a futura terra de Israel (40.1—48.35)

  • Ezequiel, 48

    O SANTUÁRIO DO ETERNO NO CENTRO
    1 “Estas são as tribos: “Dã: uma porção, ao longo da fronteira norte, seguindo a estrada desde Hetlom até a entrada de Hamate e, depois, até Hazar-Enã, até a divisa do território de Damasco ao norte, ao largo de Hamate: a fronteira norte se estende de leste a oeste.

    2 “Aser: uma porção, fazendo divisa com Dã de leste a oeste.

    3 “Naftali: uma porção, fazendo divisa com Aser de leste a oeste.

    4 “Manassés: uma porção, fazendo divisa com Naftali de leste a oeste.

    5 “Efraim: uma porção, fazendo divisa com Manassés de leste a oeste.

    6 “Rúben: uma porção, fazendo divisa e Efraim de leste a oeste.

    7 “Judá: uma porção, fazendo divisa com Rúben de leste a oeste.

    8-9 “Fazendo divisa com Judá, de leste a oeste, está o espaço que você vai separar como solo sagrado: terá doze quilômetros e meio de largura, e seu comprimento, de leste a oeste, será equivalente a uma das porções tribais, com o santuário no centro. A área sagrada separada para o Eterno terá doze quilômetros e meio de comprimento por cinco quilômetros de largura.

    10-12 “É assim que a terra será distribuída. Os sacerdotes receberão a área que medirá doze quilômetros e meio nos lados norte e sul, com largura de cinco quilômetros nos lados oriental e ocidental. O santuário do Eterno estará no centro. Essa porção é para os sacerdotes consagrados, os zadoquitas, que permaneceram leais a mim no seu serviço e não se desviaram, como fizeram os levitas quando Israel saiu do caminho certo. Essa é sua dádiva especial da terra, o solo mais sagrado, fazendo divisa com a porção dos levitas.

    13-14 “Os levitas recebem uma porção igual em tamanho à dos sacerdotes, de doze quilômetros e meio de comprimento por cinco quilômetros de largura. Eles não têm permissão de vender ou trocar parte alguma da sua porção. É parte escolhida da terra, além de ser consagrada para o Eterno.

    15-19 “O que ainda restar da área sagrada — dois quilômetros e meio de comprimento por doze quilômetros de comprimento — será para uso comum: para a cidade e seus prédios e as pastagens, mas a cidade será o centro. Os lados norte, sul, leste e oeste da cidade têm dois mil duzentos e cinquenta metros. A cidade terá uma área de pastagem de cento e vinte e cinco metros, fazendo divisa com a cidade em todos os lados. O restante dessa porção será de cinco quilômetros nos lados leste e oeste e será reservado para a lavoura. Suprirá a comida para a cidade. Trabalhadores de todas as tribos de Israel servirão como mão de obra para lavrar a terra.

    20 “Essa área sagrada, separada para fins santos, será um quadrado, com doze quilômetros e meio de cada lado, uma porção santa que inclui a parte separada para a cidade.

    21-22 “O restante da terra, a parte que se estende a leste para o Jordão e a oeste até o Mediterrâneo, ao lado da reserva santa, pertencerá ao príncipe. Sua terra está entre as porções tribais ao norte e ao sul e se estende tanto a leste quanto a oeste do quadrado sagrado, com o templo no centro. A terra separada para os levitas de um lado e a cidade do outro, está no meio do território designado para o príncipe. O quadrado sagrado faz divisa, a leste e a oeste, pela terra do príncipe e, ao norte e ao sul, pelos territórios de Judá e Benjamim, respectivamente.

    23 “Agora o restante das tribos: “Benjamim: uma porção, que se estende desde a fronteira leste a até a fronteira oeste.

    24 “Simeão: uma porção, fazendo divisa com Benjamim de leste a oeste.

    25 “Issacar: uma porção, fazendo divisa com Simeão de leste a oeste.

    26 “Zebulom: uma porção, fazendo divisa com Issacar de leste a oeste.

    27 “Gade: uma porção, fazendo divisa com Zebulom de leste a oeste.

    28 “A fronteira sul de Gade correrá desde o sul de Tamar até as águas de Meribá-Cades, ao longo do ribeiro do Egito e, depois, até o grande mar Mediterrâneo.

    29 “Essa é a terra que vocês devem dividir entre as tribos de Israel como sua herança. Essas são as porções, é o decreto do Eterno, o Senhor.”

    30-31 “Estas são as portas da cidade. No lado norte, com dois mil duzentos e cinquenta metros de comprimento (as portas da cidade são denominadas segundo as tribos de lsrael), as três portas são: Porta de Rúben, Porta de Judá, Porta de Levi.

    32 “No lado leste, medindo dois mil duzentos e cinquenta metros de comprimento: a Porta de José, a Porta de Benjamim, a Porta de Dã.

    33 “No lado sul, medindo dois mil duzentos e cinquenta metros de comprimento: a Porta de Simeão, a Porta de Issacar, a Porta de Zebulom.

    34 “No lado oeste, medindo dois mil duzentos e cinquenta metros de comprimento: a Porta de Gade, a Porta de Aser, a Porta de Naftali.

    35 “Os quatro lados da cidade medem, no total, nove quilômetros. “A partir de agora, o nome da cidade será Javé-Shamá: ‘O Eterno está ali.

  • Ezequiel, 47

    ÁRVORES EM AMBOS OS LADOS DO RIO
    1-2 EIe me levou mais uma vez até a entrada do templo, e vi água jorrando por baixo do pórtico do templo, para o leste (o templo estava voltado para o leste). A água jorrava do lado sul do templo, ao sul do altar. Ele me conduziu para fora pela porta norte e me levou, pelo lado de fora, para o complexo da porta leste. A água estava jorrando da parte debaixo da frente sul do templo.

    3-5 Ele caminhou para o leste com uma linha de medir e mediu quinhentos metros, levando-me pela água que dava no tornozelo. Mediu mais quinhentos metros, levando-me pela água que dava no joelho. Mediu mais quinhentos metros, levando-me pela água que dava na cintura. Ele mediu mais quinhentos metros. A essa altura, já era um rio que eu não conseguia atravessar a pé, só era possível cruzá-lo a nado, um rio que ninguém conseguiria passar andando.

    6-7 Ele disse: “Filho do homem, você olhou bem?” Em seguida, ele me levou de volta para a margem do rio. Enquanto eu estava sentado ali, percebi muitas árvores nos dois lados do rio.

    8-10 Ele me disse: “Essa água corre para o leste, desce até a Arabá e, depois, vai para o mar, o mar de águas paradas. Quando deságua no mar, a água dele é saneada. Por onde o rio passa, floresce a vida — grandes cardumes de peixes — porque o rio transforma o mar salgado em água fresca. Por onde o rio passa, a vida é abundante. Os pescadores ficarão ombro a ombro ao longo da margem desde En-Gedi até En-Eglaim, lançando suas redes. O mar vai fervilhar com peixes de toda espécie, como no mar Mediterrâneo.

    11 “Os charcos e pântanos não serão saneados. Permanecerão salgados.

    12 “Mas o próprio rio, em ambas as margens, produzirá frutos de todas as espécies. As folhas não murcharão, e os frutos não falharão. Todos os meses, produzirão frutos frescos, porque o rio do santuário flui para elas. Seus frutos servirão de comida; e suas folhas, de remédio”.

    DIVIDAM ESTA TERRA
    13-14 Uma Mensagem do Eterno, o Senhor: “Estas são as fronteiras pelas quais vocês devem dividir a herança da terra para as doze tribos de Israel, e José receberá duas porções. A terra deve ser dividida igualmente. Prometi com juramento solene que a daria aos seus antepassados, jurei que esta terra seria sua herança.

    15-17 “Estas são as fronteiras da terra: “Do lado norte, a fronteira vai desde o grande mar Mediterrâneo ao longo da estrada de Hetlom até o ponto em que se vira para Hamate, Zedade, Berota e Sibraim, que fica entre o território de Damasco e o território de Hamate e, daí, para Hazer-Haticom, na fronteira de Haurã. A fronteira vai desde o mar até Hazar-Enã, com os territórios de Damasco e Hamate ao norte. Essa é a fronteira norte.

    18 “A fronteira leste fica entre Damasco e Haurã, descendo ao longo do Jordão entre Gileade e da terra de Israel até o mar do Leste, prosseguindo até Tamar. Essa é a fronteira leste.

    19 “A fronteira sul vai para o oeste, desde Tamar até as águas de Meribá-Cades, ao longo do ribeiro do Egito. Essa é a fronteira sul.

    20 “A fronteira oeste é formada pelo grande mar Mediterrâneo, ao norte de onde a estrada vira para o leste, para a entrada de Hamate. Essa é a fronteira oeste.

    21-23 “Dividam a terra entre as doze tribos de Israel. Dividam-na como sua herança e incluam nela os estrangeiros residentes que vivem entre vocês e agora têm filhos. Tratem-nos como se fossem nascidos aqui, como um de vocês. Eles também receberão herança entre as tribos de Israel. Seja qual for a tribo em que o estrangeiro residente viver, ali, receberá sua herança, é o decreto do Eterno, o Senhor”.

  • Ezequiel, 46

    1-3 “‘Mensagem do Eterno, o Senhor: A porta do pátio interno no lado leste deve ficar fechada durante os seis dias de trabalho, mas será aberta no sábado. Também deve ficar aberta na lua nova. O príncipe deve entrar pelo pórtico do complexo da porta e se posicionar junto aos batentes enquanto os príncipes apresentam suas ofertas queimadas e ofertas de paz, e ele adora ali, no pórtico. Depois, ele deve sair, mas a porta não deve ser fechada até a noite. Nos sábados e nas luas novas, o povo deve adorar diante do Eterno no pórtico externo do complexo.

    4-5 “‘O príncipe trará ao Eterno as ofertas queimadas para o sábado — seis cordeiros e um carneiro, todos sem defeito. A oferta de cereal que acompanha o carneiro deverá ser de uma arroba, e a oferta de cereal que acompanha os cordeiros poderá ser de quanto ele quiser, mais um galão de azeite para cada arroba de cereal.

    6-7 “‘Na lua nova, ele deve trazer um novilho, seis cordeiros e um carneiro, todos sem defeito. Com o carneiro, ele trará uma arroba de cereal como oferta e o mesmo com o novilho e com os cordeiros, quanto ele quiser dar, mais um galão de azeite para cada arroba de cereal.

    8 “‘Quando o príncipe entrar, ele entrará pelo pórtico do complexo e, por ali, sairá.

    9-10 “‘Mas, quando o povo da terra vier para adorar o Eterno nas festas fixas, os que entrarem pela porta norte sairão pela porta sul, e os que entrarem pela porta sul sairão pela porta norte. Ninguém deve sair pela mesma porta que entrou, mas pela porta do lado oposto. O príncipe deve estar ali, no meio do povo, entrando e saindo com eles.

    11 “‘Nas festas em geral e nas festas fixas, a oferta de cereal apropriada é de uma arroba com um novilho e com os cordeiros, quanto ele quiser dar, mais um galão de azeite para cada arroba.

    12 “‘Quando o príncipe trouxer uma oferta voluntária ao Eterno, seja oferta queimada, seja uma oferta de paz, a porta oriental deve ser aberta para ele. Nesse caso, deve apresentar sua oferta de paz ou sua oferta queimada da mesma forma que nos sábados. Então, ele sairá e, depois que sair, a porta será fechada.

    13-15 “‘Todas as manhãs, vocês devem apresentar um cordeiro de um ano sem defeito como oferta queimada ao Eterno. Também, todas as manhãs, tragam uma oferta de cereal de um sexto de arroba e um terço de um galão de azeite para umedecer a farinha. Apresentar essa oferta de cereal ao Eterno é procedimento padrão. O cordeiro, a oferta de cereal e o azeite para a oferta queimada são um ritual regular diário.

    16-18 “‘Mensagem do Eterno, o Senhor: Se o príncipe prometer um presente da sua herança a um dos seus filhos, isso ficará na família. Mas, se ele prometer um presente da sua herança a um servo, o servo ficará com ele só até o ano do Jubileu. Depois disso, ele voltará para o príncipe. Sua herança pertence apenas a seus filhos. Deve ficar na família. O príncipe não pode tomar a herança de ninguém do povo, desapropriando, assim, a terra. Ele só pode dar aos filhos o que for de sua propriedade. Ninguém do meu povo deve ser desapropriado da sua terra.”

    19-20 Em seguida, o homem levou-me pela porta norte até os quartos sagrados designados para os sacerdotes e me mostrou um quarto no lado oeste. Ele disse: “Esta é a cozinha na qual os sacerdotes vão cozinhar as ofertas de perdão e as ofertas de reparação e vão assar as ofertas de cereal para que, assim, não precisem fazê-lo no pátio externo e não ponham em risco as pessoas despreparadas para o Santo”.

    21-23 Na sequência, ele me levou para o pátio externo e a todos os seus quatro cantos. Em cada canto, observei mais um pátio. E, em cada um dos quatro cantos do pátio externo, havia pátios menores, com vinte metros de comprimento e quinze de largura. Na parte interna dos pátios, havia uma prateleira de pedra e, abaixo das prateleiras, fogões para cozinhar.

    24 Ele disse: “Estas são as cozinhas nas quais os que servem no templo vão cozinhar os sacrifícios do povo”.

  • Ezequiel, 45

    ESPAÇO SAGRADO PARA O ETERNO
    1-4 “Quando vocês distribuírem a herança da terra, precisam separar parte da terra como espaço sagrado para o Eterno: doze quilômetros e meio de comprimento e dez quilômetros de largura — tudo isso é solo sagrado. Nesse espaço, reserve uma área quadrada de duzentos e cinquenta metros de cada lado para o santuário, com uma área aberta de vinte e cinco metros de largura em volta dele. Demarque, nessa área sagrada, um espaço de doze quilômetros e meio de comprimento por cinco quilômetros de largura. O santuário com o Lugar Santíssimo estará localizado aí. É aí que viverão os sacerdotes, os que conduzem a adoração no santuário e servem a Deus ali. Suas casas estarão ali, junto ao santuário.

    5 “Ao norte da área sagrada, um espaço de doze quilômetros e meio de comprimento por cinco quilômetros de largura será separado como terra para as cidades dos levitas que administram a adoração no santuário.

    6“ Ao sul da área sagrada, meçam um espaço de dois quilômetros e meio de largura por doze quilômetros e meio de comprimento, que pertencerá a toda a família de Israel.

    7-8 “O príncipe receberá a terra adjacente aos dois lados do quadrado sagrado central, que se estende, a leste, até o Jordão e, a oeste, até o mar Mediterrâneo. Essa é a propriedade do príncipe em Israel. Meus príncipes já não ameaçarão meu povo nem o atropelarão por ganância. Eles respeitarão a terra conforme a distribuição feita entre as tribos.

    9-12 “Esta é a Mensagem do Eterno, o Senhor: ‘Eu os tolerei já por tempo suficiente, príncipes de Israel! Parem de ameaçar e de tirar vantagem do meu povo. Façam o que é bom e justo. Usem balanças honestas — pesos honestos e medidas honestas. A arroba e o pote devem ser iguais, o pote terá um décimo de um barril; o barril deve ser a medida padrão para os dois. O peso padrão deve ser de doze gramas. Vinte pesos, mais vinte e cinco pesos, mais quinze pesos equivalem a setecentos e vinte gramas.”

    TODOS PRECISAM CONTRIBUIR
    13-15 “‘Estas são as ofertas que vocês devem apresentar: um sexto de uma arroba de cada barril de trigo e um sexto de uma arroba de cada barril de cevada. A porção prescrita de azeite, medida pelo pote, é de um décimo de pote de cada tonel, que consiste de dez potes ou um barril, pois dez potes equivalem a um barril. Também se deve tomar uma ovelha de cada rebanho de duzentas ovelhas das pastagens bem irrigadas de Israel. Tudo isso será usado para as ofertas de cereal, ofertas queimadas e ofertas de paz para fazer sacrifícios de propiciação pelo povo, é o decreto do Eterno, o Senhor.

    16-17 “‘Todos na terra devem contribuir com essas ofertas especiais, que o príncipe de Israel vai administrar. É responsabilidade do príncipe fornecer as ofertas queimadas, as ofertas de cereal e as ofertas derramadas nas festas, nas luas novas, nos sábados e em todas as festas fixas entre do povo de Israel. As ofertas de perdão, as ofertas de cereal, as ofertas queimadas e as ofertas de paz para fazer propiciação pelo povo de Israel são sua responsabilidade.

    18-20 “‘Esta é a Mensagem do Eterno, o Senhor: No primeiro dia do primeiro mês, pegue um novilho sem defeito e purifique o santuário. O sacerdote deve pegar o sangue das ofertas de perdão e esfregar nos batentes do templo, nos quatro cantos da saliência superior do altar e na porta de entrada do pátio interno. Repita o ritual, no sétimo dia do mês, a favor de todo aquele que tiver pecado sem intenção ou por ignorância. Dessa forma, vocês estarão fazendo propiciação pelo templo.

    21 “‘No dia 14 do primeiro mês, vocês devem observar a Páscoa, uma festa de sete dias. Durante a festa, devem comer apenas pão sem fermento.

    22-23 “‘Na Páscoa, o príncipe faz a provisão de um novilho como oferta de perdão por si mesmo e por todo o povo. Para cada um dos sete dias da festa, ele deve trazer sete novilhos e sete carneiros sem defeito como oferta queimada para o Eterno e também um bode todos os dias.

    24 “‘Ele deverá trazer uma arroba de cereal para cada novilho e para cada carneiro e um galão de azeite para cada arroba.

    25 “‘No dia 15 do sétimo mês, e em cada um dos sete dias da festa, ele deverá trazer as mesmas provisões para as ofertas de perdão, as ofertas queimadas, as ofertas de cereal e o azeite.”

  • Ezequiel, 44

    REGRAS DO SANTUÁRIO
    1 Depois disso, o homem levou-me de volta ao complexo da porta externa do santuário, que era voltada para o leste. Mas estava fechada.

    2-3 O Eterno me disse: “Esta porta está fechada e assim ficará. Ninguém deve passar por ela, porque o Eterno, o Deus de lsrael, por ela entrou. Por isso, está sempre fechada. Só o príncipe, por ser o príncipe, pode sentar ali para comer na presença do Eterno. Ele entrará no complexo pelo pórtico e por ela sairá”.

    4 O homem conduziu-me pela porta norte para a parte da frente do templo. Olhei, e ali estava a resplandecente glória do Eterno, que enchia o templo! Prostrei-me com o rosto em terra, em atitude de adoração.

    5 O Eterno me disse: “Filho do homem, controle-se. Use os olhos e os ouvidos e preste muita atenção a tudo que eu disser sobre os regulamentos do templo do Eterno, a forma em que se aplicam todas as leis, as instruções concernentes a ele e todas as entradas e saídas do santuário.

    6-9 “Diga a esse bando de rebeldes, a família de Israel: ‘Mensagem do Eterno, o Senhor: Chega de obscenidades, Israel! Chega de arrastar esses estrangeiros irreverentes, impenitentes e incircuncisos de coração e de corpo para dentro do meu santuário, dando a eles permissão para comer as ofertas apresentadas em sacrifício, como se fosse um piquenique. Com todas as suas práticas repugnantes, vocês traíram minha confiança, quebraram a aliança solene que fiz com vocês. Vocês não cuidaram das minhas coisas sagradas. Contrataram estrangeiros para fazer o trabalho, estrangeiros que não se importam com este lugar, com meu santuário. Nenhum estrangeiro irreverente, impenitente e incircunciso de coração e de corpo, nem mesmo dos residentes em Israel, deve entrar no meu santuário.

    10-14 “Os levitas que me viraram as costas e me abandonaram, com todos os outros, isto é, todo o Israel; que fizeram pacto com todos os ídolos, que nem deuses são, pagarão por tudo que fizeram de errado. A partir de agora, farão somente trabalhos sem grande importância: guardar as portas, ajudar nos serviços do templo e matar os animais dos sacrifícios para o povo e servi-los. Eles atuaram como sacerdotes dos ídolos, que nem deuses são, e fizeram meu povo tropeçar e cair; por isso, jurei que ia castigá-los, é o decreto do Eterno, o Senhor. Eles pagarão pelo que fizeram. Estão demitidos do sacerdócio. Não poderão mais vir à minha presença nem tomarão conta das coisas sagradas. Não terão mais acesso ao meu santo lugar! Sofrerão as consequências do que fizeram; terão de levar a vergonha da sua vida desregrada e perversa. A partir de agora, realizarão as tarefas simples do templo.

    15-16 “Mas os sacerdotes levitas descendentes de Zadoque, que fielmente tomaram conta do meu santuário quando todos viraram as costas e me abandonaram, virão à minha presença e me servirão. Eles farão o trabalho sacerdotal de oferecer os sacrifícios solenes da adoração, é o decreto do Eterno, o Senhor. Eles são os únicos que têm permissão para entrar no meu santuário. Eles são os únicos que podem se aproximar da minha mesa e me servir, acompanhando-me no meu trabalho.

    17-19 “Sempre que entrarem no complexo da porta do pátio interno, eles devem se vestir de linho. Não devem usar vestes de lã enquanto servirem no complexo da porta do pátio interno ou dentro do templo. Eles devem usar turbantes de linho na cabeça e calções de linho na cintura — não devem usar nada que os faça suar. Quando saírem para o pátio externo, no qual o povo estará reunido, terão de trocar as roupas com as quais estiveram servindo, deixando-as nos quartos sagrados. É ali que serão trocadas por roupas do dia a dia, a fim de não tornarem trivial o trabalho sagrado pela forma de se vestir.

    20 “Eles não devem rapar a cabeça nem deixar o cabelo comprido, sem cuidado, mas precisam mantê-lo aparado e bem cuidado.

    21 “Nenhum sacerdote poderá beber vinho se tiver de entrar no pátio interno.

    22 “Os sacerdotes não devem se casar com viúvas ou divorciadas, mas apenas com virgens israelitas ou viúvas de sacerdotes.

    23 “Sua responsabilidade é ensinar ao meu povo a diferença entre o santo e o comum, mostrar a eles como discernir entre o impuro e o puro.

    24 “Quando houver disputas, os sacerdotes serão os juízes. Eles decidirão com base nos meus juízos, leis e estatutos. Eles têm a responsabilidade de fazer que as festas fixas sejam celebradas e meus sábados sejam santificados exatamente como ordenei.

    25-27 “Um sacerdote não deve se aproximar de nenhum cadáver, para não se contaminar. Mas, se a pessoa que morreu for seu pai ou sua mãe, filho ou filha, irmão ou irmã solteira, ele poderá se aproximar do morto. Mas, depois de se purificar, deve esperar sete dias. Então, quando voltar ao pátio interno do santuário, precisará fazer uma oferta de perdão por si mesmo antes de retomar suas atividades, é o decreto do Eterno, o Senhor.

    28-30 “Com respeito aos sacerdotes serem proprietários de terra, eu sou a herança deles. Não a receberão. Eu sou a “terra” deles, a herança que possuem. A comida deles virá das ofertas de cereal, das ofertas de perdão e das ofertas de reparação. Tudo que, em Israel, é oferecido ao Eterno em adoração pertence a eles. O melhor de tudo que se oferece em Israel, além de todas as ofertas especiais, será dos sacerdotes. Tudo que é oferecido em adoração ao Eterno em Israel deles será. Eles devem ser servidos em primeiro lugar. Sirvam-lhes com o melhor que vocês têm, e suas casas serão abençoadas.

    31 “Os sacerdotes não devem comer nenhuma ave ou animal que não forem apropriados para consumo humano, como animais mortos encontrados na estrada ou no campo”.

  • Ezequiel, 43

    O SIGNIFICADO DO TEMPLO
    1-3 O homem levou-me para a porta oriental. Ah! A resplandecente glória do Deus de Israel vinha do leste como o som de águas correntes, e a própria terra brilhava com aquela glória. Parecia muito com a ocasião em que ele tinha vindo para destruir a cidade, exatamente o que eu tinha visto no rio Quebar. E, mais uma vez, caí com o rosto em terra.

    4-5 A resplandecente glória do Eterno entrou no templo pela porta oriental. O Espírito me pôs de pé e me levou para o pátio interno. E a resplandecente glória do Eterno encheu o templo!

    6-9 Então, ouvi alguém falando para mim de dentro do templo enquanto o homem estava do meu lado. Ele disse: “Filho do homem, este é o lugar do meu trono, o lugar em que meus pés vão descansar. Vou morar neste lugar com os israelitas para sempre. Nunca mais o povo de Israel nem seus reis irão arrastar meu santo nome na lama com suas prostituições e seus ídolos, que nem deuses são, postos por seus reis nos santuários de beira de estrada. Quando eles construíram seu lugar de adoração exatamente do lado do meu, apenas uma parede fina separando os dois, eles arrastaram meu santo nome na lama com sua adoração obscena e perversa. É de admirar que eu ficasse irado e os destruísse? Então, que eles se livrem da sua prostituição e dos seus ídolos repugnantes trazidos pelos seus reis. Então, viverei com eles para sempre.

    10-11 “Filho do homem, descreva para o povo de Israel tudo que você viu no templo, para que fiquem envergonhados da sua maneira obstinada de viver. Faça que vejam o modelo do templo. Isso os deixará envergonhados. Mostre a eles a planta completa do edifício: suas entradas e saídas, as dimensões, as regulamentações e as leis. Faça um desenho, para que eles vejam a figura e entendam seu significado e vivam de acordo esse projeto e propósito.

    12 “Esta é a lei do templo: ao seu brilho do topo do monte, tudo à sua volta será terreno santo. Sim, esta é a lei, o significado do templo”.

    13 “Estas são as dimensões do altar, usando a medida longa (de meio metro). A calha na sua base tem meio metro de profundidade e meio metro de largura, com uma aba de um palmo na beirada.

    14-15 “O altar tem um metro de altura da base até a saliência inferior, e um de largura; da saliência menor até a saliência maior, tem dois metros de altura e um de largura. O fogão do altar tem dois metros de altura. Quatro cantos se projetam dele para cima.

    16-17 “O topo do altar, na altura do fogão, é quadrado, com seis metros de cada lado. A saliência superior também é quadrada, com sete metros de cada lado; tem uma aba de vinte e cinco centímetros e uma calha de meio metro ao redor dela toda. “Os degraus do altar sobem do Oriente”.

    18 Então, o homem me disse: “Filho do homem, o Eterno, o Senhor, diz: ‘Estes são os regulamentos que devem ser seguidos com relação ao altar durante os sacrifícios das ofertas queimadas e da aspersão do sangue sobre ele.

    19-21 “‘Como oferta de perdão, apresente um novilho aos sacerdotes levitas, que são da família de Zadoque e vêm à minha presença para me servir. Parte do sangue deve ser derramada nas pontas do altar que saem dos quatro cantos acima da saliência superior e em volta da aba. Isso serve para purificar o altar e torná-lo apropriado ao sacrifício. Em seguida, pegue o novilho para a oferta de perdão e queime-o no lugar designado para isso, no pátio fora do santuário.

    22-24 “‘No segundo dia, apresente um bode sem defeito como oferta de perdão. Purifique o altar da mesma forma que você o purificou para o novilho. Depois de tê-lo purificado, ofereça um novilho sem defeito e um carneiro, também sem defeito, tirados do rebanho. Apresente-os ao Eterno. Coloque sal sobre eles e ofereça-os ao Eterno como oferta queimada.

    25-26 “‘Durante sete dias, apresente um bode como oferta diária de perdão e, também, um novilho e um cordeiro tirados do rebanho, todos sem defeito. Durante sete dias, os sacerdotes devem preparar o altar para essas ofertas, purificando-o. É assim que vocês devem dedicá-lo.

    27 “‘Depois desses sete dias de dedicação, a partir do oitavo dia, os sacerdotes devem apresentar as ofertas queimadas e as ofertas de paz. E eu aceitarei vocês com satisfação, com alegria! É o decreto do Eterno, o Senhor.

  • Ezequiel, 42

    1-9 O homem levou-me para o lado norte ao pátio externo e me conduziu até os quartos que estão diante da área aberta e da casa que dá para o norte. O comprimento da casa no lado norte era de cinquenta metros, e sua largura, vinte e cinco metros. Na seção distante, a dez metros do pátio interno, e na seção oposta ao pavimento do pátio externo, havia uma galeria em frente a outra nos três andares. Diante dos quartos, do lado interno, havia uma passagem com cinco metros de largura por cinquenta metros de comprimento. Suas entradas ficavam no lado norte. Os quartos superiores eram mais estreitos, e as galerias, mais largas que as do primeiro e do segundo andares. Os quartos do terceiro andar não tinham colunas como as do pátio externo e eram menores que os quartos do primeiro e do segundo andares. Havia um muro externo paralelo aos quartos e ao pátio externo. Dava de frente para os quartos ao longo de vinte e cinco metros. A fileira de quartos que ficava de frente para o pátio externo tinha vinte e cinco metros de comprimento. A fileira mais próxima do santuário tinha cinquenta metros de comprimento. Os quartos do primeiro andar tinham sua entrada no lado leste, quando se vem do pátio externo.

    10-12 No lado sul, ao longo de todo o muro exterior do pátio e de frente para o pátio do templo, havia quartos com uma passagem em frente deles. Esses quartos eram iguais aos quartos do lado norte — mesmas saídas e dimensões —, com a mesma entrada do lado leste conduzindo à passagem. As portas dos quartos eram iguais às do lado norte. A planta era uma figura espelhada do lado norte.

    13-14 Então, ele me disse: “Os quartos do lado norte e do lado sul adjacentes à área aberta são quartos sagrados, em que os sacerdotes que servem diante do Eterno comem as ofertas sagradas. Ali são guardadas as ofertas sagradas de cereal, ofertas de perdão e ofertas de reparação. Esses são quartos reservados, são lugar sagrado. Depois de entrar no santuário, os sacerdotes não podem mais voltar ao pátio externo e se misturar com o povo se não trocarem as vestimentas sagradas que usam para ministrar por roupas comuns”.

    15-16 Depois que terminou de medir o que estava no interior da área do templo, ele me conduziu para fora através da porta oriental e o mediu do lado de fora. Usando a vara de medir, mediu o lado leste: duzentos e cinquenta metros.

    17 Ele mediu o lado norte: duzentos e cinquenta metros.

    18 Ele mediu o lado sul: duzentos e cinquenta metros.

    19 Por último, foi para o lado oeste e o mediu: duzentos e cinquenta metros.

    20 Ele mediu o muro dos quatro lados. Cada lado media duzentos e cinquenta metros. Os muros separavam o sagrado do comum.

  • Ezequiel, 41

    1-2 Ele me levou para dentro do santuário externo e mediu as colunas de cada lado. Cada uma tinha três metros. A entrada tinha cinco metros de largura. As paredes salientes de cada lado tinham dois metros e meio de largura. Ele também mediu o santuário externo: vinte metros de comprimento por dez de largura.

    3-4 Ele foi para o santuário interno e mediu as colunas da entrada: cada uma tinha um metro de largura. A entrada tinha três metros de largura, e as paredes salientes de cada lado dela tinham três metros e meio de largura. Ele mediu o santuário interno: seu comprimento era de dez metros, e sua largura, também dez metros até o fim do santuário externo. Ele me disse: “Este é o Lugar Santíssimo”.

    5-7 Ele mediu a parede do templo: tinha três metros de espessura. Os quartos laterais em volta do templo tinham dois metros de largura. Havia três andares desses quartos laterais, trinta quartos em cada andar. Havia vigas em volta da parede do templo para sustentar esses quartos, mas não eram incrustadas nas paredes. Os lados dos quartos em volta do templo se tornavam cada vez mais amplos do primeiro andar para o segundo e do segundo para o terceiro. Uma escadaria subia do primeiro andar, passava pelo segundo e chegava ao terceiro.

    8-11 Observei que o templo tinha, em volta, uma base elevada de três metros de comprimento, que servia de fundamento para os quartos laterais. As paredes externas dos quartos laterais tinham dois metros e meio de espessura. A área aberta entre os quartos laterais do templo e os quartos dos sacerdotes era de dez metros de largura ao redor de todo o templo. Havia duas entradas da área aberta para os quartos laterais, uma colocada no lado sul; e outra, no lado norte. A base próxima da área aberta era de dois metros e meio ao redor de todo o templo.

    12 A casa em frente do pátio do templo, que dava para o oeste, media trinta e cinco metros de largura. A parede da casa tinha dois metros e meio de espessura. O comprimento era de quarenta e cinco metros.

    13-14 Ele mediu o templo: cinquenta metros de comprimento. O pátio do templo e a casa, incluindo as paredes, mediam cinquenta metros de comprimento. A largura da frente do templo e da área aberta que dava para o leste era de cinquenta metros.

    15-18 Ele mediu o comprimento da casa que dava para o pátio nos fundos do templo, incluindo suas galerias em cada lado: cinquenta metros. O santuário externo, o santuário interno e o pórtico que dava para o pátio estavam revestidos de madeira e tinham batentes nas janelas e nas portas em todas as três seções. Do piso até as janelas, as paredes estavam revestidas de madeira. Acima da entrada externa para o santuário interno e na parede, a intervalos regulares, em toda a volta do santuário interno e no santuário externo, havia querubins e palmeiras entalhados em sequência alternada.

    18-20 Cada querubim tinha duas faces: uma face humana, voltada para a palmeira à direita, e uma face de leão, voltada para a palmeira à esquerda. Estavam em relevo ao redor de todo o templo. O querubim e a palmeira estavam em relevo desde o piso até a altura da porta, na parede do santuário externo.

    21-22 O santuário externo tinha batentes retangulares. Em frente ao Lugar Santíssimo, havia algo parecido a um altar de madeira, com um metro e meio de altura e um metro de cada lado. Os cantos, a base e as laterais eram de madeira. O homem me disse: “Esta é a mesa que está diante do Eterno”.

    23-26 Tanto o santuário principal quanto o Lugar Santíssimo tinham portas duplas. Cada porta tinha duas folhas — eram duas folhas articuladas para cada porta. As portas do santuário externo tinham querubins e palmeiras entalhados em relevo. Havia, também, uma saliência de madeira diante do pórtico, do lado de fora, e janelas estreitas alternando com palmeiras esculpidas em ambos os lados do pórtico.

  • Ezequiel, 40

    MEDINDO O COMPLEXO DO TEMPLO
    1-3 No vigésimo quinto ano do nosso exílio, no início do ano, no dia 10 daquele mês — era o décimo quarto ano depois de a cidade ter caído —, o Eterno me tocou e me trouxe pra cá. Ele me conduziu para a terra de Israel numa visão e me pôs num monte muito alto. Ao sul, havia vários prédios que davam a aparência de uma cidade. Ele me levou pra lá, onde deparei com um homem meio moreno, cor de bronze. Ele estava à entrada e segurava uma corda de linho e uma vara de medir.

    4 O homem me disse: “Filho do homem, olhe pra cá e escute com atenção. Preste muita atenção em tudo que vou mostrar. É por isso que você foi trazido aqui. E, depois, conte a Israel tudo que viu”.

    5 A primeira coisa que vi foi um muro, que cercava o complexo do templo. A vara de medir na mão do homem tinha em torno de três metros. Ele mediu a espessura do muro: cerca de três metros. A altura também era em torno de três metros.

    6-7 Ele entrou na parte do complexo voltada para o leste e subiu uma escadaria de sete degraus. Mediu a soleira da porta, que tinha três metros. As salas ao lado do corredor da entrada tinham três metros de largura por três de comprimento, cada uma separada da outra por uma parede de dois metros e meio de espessura. A soleira interna do complexo da porta, que conduzia a um pórtico que dava para o pátio do templo, tinha três metros de extensão.

    8-9 Ele mediu o pórtico interior do complexo da porta: quatro metros de extensão; as colunas de cada lado tinham um metro de espessura. O pórtico dava para o pátio do templo.

    10 No interior do complexo da porta oriental, havia três salas de cada lado. As três salas e as paredes que as separavam tinham a mesma medida.

    11 Ele mediu a entrada exterior do complexo da porta: cinco metros de largura por seis metros e meio de comprimento.

    12 Diante de cada sala, havia um muro baixo, de meio metro de altura. As salas eram quadradas com três metros de cada lado.

    13 Ele mediu a largura do complexo da porta a partir do alto da parede do fundo de uma sala ao alto da sala oposta: doze metros e meio de um parapeito a outro.

    14 Ele mediu as paredes internas do complexo da porta: trinta metros até o pórtico que dava para o pátio.

    15 A distância entre a entrada do complexo da porta e a extremidade do pórtico era de vinte e cinco metros.

    16 As salas e as paredes salientes no interior do complexo da porta tinham janelas estreitas no topo, em toda a volta. O pórtico também. Todas as janelas davam para dentro. As ombreiras das portas eram decoradas com palmeiras.

    17-19 O homem, então, me conduziu ao pátio externo e a todos os seus quartos. Havia sido feito um pavimento que ligava as portas do pátio. Trinta quartos estavam alinhados ali, no pátio ao longo do pavimento. Esse pavimento era do mesmo comprimento das entradas. Corria ao longo delas em toda sua extensão. Era o pavimento para o pátio externo. Ele mediu a distância da frente da porta da entrada até a entrada do pátio interno: cinquenta metros.

    19-23 Em seguida, ele me levou para o lado norte, no qual havia mais um complexo e sua porta, que dava para o norte, na saída do pátio externo. Ele mediu seu comprimento e largura. Havia três salas de cada lado. Suas colunas e o pórtico eram iguais aos da primeira porta: vinte e cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura. As janelas e palmeiras eram iguais às da porta oriental. Sete degraus levavam a essa porta, e seu pórtico estava voltado para o interior. No lado oposto desse complexo, havia um outro complexo, que dava para o pátio interno. Ele tinha uma porta voltada para o lado norte e outra para o lado oriental. A distância entre as duas era de cinquenta metros.

    24-27 Então, ele me levou para o lado sul, ao complexo da porta sul, e mediu as colunas e o pórtico. Eram da mesma medida que os outros. O pórtico, com suas janelas, eram do mesmo tamanho dos que foram mencionados anteriormente. Também havia sete degraus que levavam a ele. O pórtico abria para o pátio externo, e palmeiras decoravam suas colunas nos dois lados. No lado oposto, o complexo da porta do pátio interno dava para o sul. Ele mediu a distância desta porta à porta oposta: cinquenta metros.

    28-31 Ele me levou para dentro do pátio interno pelo complexo da porta sul. Ele o mediu e viu que era da mesma medida dos pátios externos. Suas salas, paredes e seu pórtico tinham as mesmas medidas. O complexo da porta e o pórtico, com janelas em toda a volta, mediam vinte e cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura. O pórtico de cada um dos complexos de porta que conduziam ao pátio interno tinha doze metros e meio de largura e dois metros e meio de extensão. Cada pórtico dava para o pátio externo. Havia palmeiras entalhadas nas colunas. Oito degraus subiam até a porta.

    32-34 Depois, ele me levou até o pátio interno, no lado oriental, e mediu o complexo da porta. Era idêntico aos outros — salas, paredes e pórtico, tudo igual. O complexo e o pórtico tinham janelas em toda a volta. Ele media vinte e cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura. Havia palmeiras entalhadas nas colunas nos dois lados. E tinha oito degraus.

    35-37 Ele me levou ao complexo da porta norte e o mediu: as mesmas medidas. As salas, paredes e o pórtico com suas janelas tinham vinte e cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura. O pórtico dava para o pátio externo. Havia palmeiras entalhadas nas colunas de ambos os lados. E tinha oito degraus.

    38-43 Havia um quarto com uma porta no pórtico do complexo para o qual as ofertas queimadas eram lavadas. No pórtico, havia duas mesas de cada lado, nas quais eram mortos os animais para as ofertas queimadas, as ofertas de perdão e as ofertas de reparação. Havia duas mesas junto às duas paredes externas do pórtico — quatro mesas no interior e quatro mesas no exterior, oito mesas no total, para matar os animais dos sacrifícios. As quatro mesas usadas para as ofertas queimadas tinham setenta e cinco centímetros de largura e comprimento e cinquenta centímetros de altura. Os utensílios para o abate dos animais e para outros sacrifícios eram colocados ali. Ganchos de carne, com quatro dedos de comprimento, estavam afixados nas paredes. As mesas destinavam-se à carne dos sacrifícios.

    44-46 No lugar em que o complexo abria para o pátio interno, havia dois quartos: um na porta norte, voltado para o sul; e um na porta sul, voltado para o norte. O homem me disse: “O quarto voltado para o sul é para os sacerdotes que estão encarregados do templo. E o quarto voltado para o norte é para os sacerdotes encarregados do altar. Esses sacerdotes são os filhos de Zadoque, os únicos filhos de Levi que têm permissão para se aproximar do Eterno e servi-lo”.

    47 Ele mediu o pátio: cinquenta metros de comprimento e cinquenta de largura.

    48-49 Ele me levou ao pórtico do templo e mediu as colunas do pórtico: dois metros de largura em ambos os lados. A entrada para o complexo da porta tinha sete metros, e suas paredes salientes mediam um metro e meio de largura em cada lado. O pórtico tinha dez metros de largura e seis de comprimento. Dez degraus levavam até o pórtico. Havia colunas de ambos os lados.

  • Ezequiel, 39

    CONVOCANDO OS ANIMAIS SELVAGENS
    1-5 “Filho do homem, profetize a Gogue. Diga: ‘Mensagem do Eterno, o Senhor: Estou contra você, Gogue, príncipe de Meseque e Tubal. Farei você se voltar para as montanhas de Israel e o arrastarei desde o longínquo norte. Então, vou arrancar o arco da sua mão esquerda e as flechas da sua mão direita, e você será morto nas montanhas de Israel com todas as suas tropas e qualquer um que esteja com você. Servirei você como comida para os abutres e para os animais selvagens que andam em busca de alimento. Você será morto em campo aberto. Dei a minha palavra: é o decreto do Eterno, o Senhor.

    6 “Vou incendiar Magogue e as ilhas distantes, nas quais o povo parece estar tão seguro. E eles perceberão que eu sou o Eterno.

    7 “Revelarei meu santo nome no meio do meu povo, Israel. Nunca mais permitirei que meu santo nome seja arrastado na lama. Assim, as nações perceberão que eu, o Eterno, sou o Santo de Israel.

    8 “Está chegando a hora! Sim, vai acontecer! É o dia de que falei a vocês.

    9-10 “O povo sairá das cidades de Israel e fará uma grande fogueira com todas as armas, amontoando escudos grandes e pequenos, arcos e flechas, clavas e lanças, um fogo que será alimentado durante sete anos. Ninguém precisará entrar na mata para buscar lenha. Haverá armas suficientes para alimentar o fogo. Eles vão saquear os que os saquearam. Vão se apossar das coisas daqueles que os roubaram, é o decreto do Eterno, o Senhor.

    11 “Nesse dia, vou reservar em Israel um terreno para sepultamento do povo de Gogue, no vale dos Viajantes, a leste do mar. Ele obstruirá a rota dos viajantes, impedindo sua passagem. Será a cova coletiva de Gogue e sua multidão de exércitos. Eles o chamarão de vale das Hordas de Gogue.

    12-16 “Israel sepultará os cadáveres, a fim de limpar a terra. Esse trabalho levará sete meses. Todo o povo se empenhará em ajudar. Será um grande dia para eles quando tudo tiver terminado e eu tiver recebido a glória que me é devida. Muitos homens serão contratados em tempo integral para a Operação Limpeza e Sepultamento e andarão pela terra à procura de cadáveres violados e em decomposição. Ao final dos sete meses, haverá uma última busca geral. Qualquer pessoa que encontrar um osso marcará o lugar, para que os responsáveis pelo sepultamento o encontrem e enterrem na vala coletiva, no vale das Hordas de Gogue (uma cidade próxima é chamada vila das Hordas, ou Hamoná). É assim que limparão a terra.

    17-20 “Filho do homem, o Eterno, o Senhor, diz: chame as aves! Chame os animais selvagens! Chame assim: ‘Reúnam-se e venham! Reúnam-se ao redor do sacrifício que estou preparando para vocês nas montanhas de Israel. Vocês comerão carne e beberão sangue. Vocês limparão os ossos de grandes heróis e beberão o sangue de príncipes, como se fossem carneiros, cordeiros, bodes e bois, os melhores animais engordados em Basã. Nesse sacrifício que estou preparando, vocês comerão gordura até fartar e beberão sangue até se embriagar! Na mesa que preparei para vocês, há fartura de carne de cavalos e de cavaleiros, de heróis e de guerreiros de toda espécie”, é o decreto do Eterno, o Senhor.

    21-24 “Minha glória se manifestará entre as nações, e todas verão o juízo que estou executando e minha maneira de fazer justiça. Daquele dia em diante, Israel perceberá que eu sou o Eterno. E as nações captarão a mensagem: entenderão que foi por causa dos próprios pecados que Israel foi mandado para o exílio. Eles foram desleais a mim, e eu me afastei deles. Eu os entreguei a seus inimigos, e eles foram dizimados. Eu os tratei de acordo com o que merecia sua vida corrompida e saturada de pecado. Eu me afastei deles, recusei-me a olhar para eles.

    25-29 “Mas agora vou trazer Jacó de volta do exílio. Terei compaixão de todo o povo de Israel e serei zeloso do meu santo nome. Com o tempo, a lembrança da vergonha por terem me traído quando viviam em segurança na sua terra, quando viviam tranquilos e sem medo, irá se apagar. Depois de tê-los trazido de volta de regiões distantes, após ter ido buscá-los em território inimigo, eu os usarei para mostrar minha santidade a todas as nações. Então, eles perceberão que eu sou o Eterno, pois, mesmo que os tenha mandado para o exílio, eu os reunirei outra vez na sua terra, sem deixar ninguém para trás. Depois de derramar meu Espírito sobre Israel e encher o povo com minha vida, nunca mais me afastarei deles. Vou poder olhá-los nos olhos, é o decreto do Eterno, o Senhor”.