É O DESTINO DELES QUE ESTÁ EM JOGO
1-3 No décimo quarto ano do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, guerreou contra todas as cidades fortificadas de Judá e conquistou-as. Então, o rei da Assíria enviou seu general, acompanhado de um enorme exército, de Láquis a Jerusalém para falar com o rei Ezequias. O general parou no lugar em que o aqueduto deságua no tanque superior, na estrada para o lugar público dos lavadeiros. Três homens foram ao encontro dele: Eliaquim, filho de Hilquias, administrador do palácio; Sebna, o secretário; Joá, filho de Asafe, o historiador oficial.
4-7 O general disse a eles: “Digam a Ezequias que o Grande Rei, o rei da Assíria, diz: ‘Que defesa você acha que tem nesta guerra contra mim? Você está blefando, e essa é a verdade. Suas palavras não estão à altura das minhas armas. Que tipo de segurança você tem, para se rebelar contra mim? O Egito? Não me faça rir. O Egito é uma muleta inútil Apoie-se nele, e logo estará de cara no chão. Isso é tudo que o faraó, rei do Egito, pode fazer pelos que se apoiam nele. E, se você tentar me dizer: “Estamos nos apoiando em nosso Deus”, será que não é um pouco tarde para isso? Ezequias não acaba de se livrar de todos os lugares de culto, dizendo: Vocês precisam adorar neste altar?
8-9 “‘Sejam razoáveis. Caiam na realidade. Meu Senhor, o rei da Assíria, dará a vocês dois mil cavalos se vocês acharem cavaleiros para eles. Vocês não têm a mínima chance. Assim, como acham que, apoiados nos frágeis carros e cavaleiros egípcios, vão conseguir resistir, mesmo ao capitão menos graduado do exército do meu senhor?
10 “‘Além disso, acham que viajei toda essa distância para destruir esta terra sem pedir primeiro a bênção do Eterno? Foi o Eterno de vocês que me disse: Faça guerra contra essa terra. Pode destruí-la”
11 Eliaquim, Sebna e Joá responderam ao general: “Por favor, fale conosco em aramaico. Nós entendemos. Não fale em hebraico diante do povo reunido aqui, pois assim eles podem ouvir.”
12 Mas o general retrucou: “Vocês acham que meu senhor me enviou para entregar esta mensagem ao seu senhor e a vocês e não ao povo daqui? É o destino deles que está em jogo. Eles é que vão acabar comendo o próprio excremento e bebendo a própria urina.”
13-15 Então, o general se levantou e gritou bem alto, em hebraico, a língua comum: “Ouçam a mensagem do Grande Rei, o rei da Assíria! Não deem ouvidos às mentiras de Ezequias. Ele não pode salvar vocês. E não prestem atenção nos sermões de Ezequias, dizendo que vocês devem confiar no Eterno e afirmando: ‘O Eterno vai nos salvar, confiem! O Eterno não vai deixar esta cidade cair nas mãos do rei da Assíria.
16-20 “Não deem ouvidos a Ezequias. Prestem atenção na proposta do rei da Assíria: ‘Façam um tratado de paz comigo, juntem-se a mim! Todos vão acabar tendo uma vida boa, com bastante terra e água e muito mais. Vou estabelecer vocês em lugares amplos e abertos, com terras férteis e produtivas para todos. Mas não deixem que Ezequias os engane com suas mentiras: ‘O Eterno vai nos salvar’. Isso já aconteceu alguma vez? Algum deus na história já levou vantagem sobre o rei da Assíria? Olhem em volta de vocês. Onde estão os deuses de Hamate e Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Os deuses de Samaria fizeram alguma coisa por ela? Mencionem um deus que já salvou suas terras de mim. Então, o que faz vocês pensarem que o Eterno poderá salvar Jerusalém?’
21 Os três homens ficaram em silêncio. Não disseram nada, pois o rei tinha dado ordem: “Não respondam a ele.”
22 Então, Eliaquim, filho de Hilquias, o administrador do palácio, Sebna, o secretário, e Joá, filho de Asafe, o historiador da corte, rasgaram a própria roupa em sinal de derrota e desespero, voltaram e relataram o que o general tinha mandado dizer a Ezequias.