Categoria: Jeremias

PROFETA JEREMIAS
Introdução
O profeta Jeremias, que era de uma família de sacerdotes, começou a anunciar mensagens de Deus no ano 627 a.C. e morreu por volta de 580, provavelmente no Egito. Ele anunciou que Deus ia fazer cair uma terrível desgraça sobre os israelitas como castigo pelos seus pecados. Jeremias ainda vivia quando as suas profecias se cumpriram. Ele estava presente quando o rei Nabucodonosor destruiu a cidade de Jerusalém, incendiou o templo e levou como prisioneiros para a Babilônia o rei de Judá e grande parte do povo. Mas Jeremias disse que um dia os israelitas iam voltar e que seriam de novo uma nação.
Jeremias amava profundamente o seu povo. Não era por prazer, mas por obrigação que ele anunciava que Deus ia castigar os israelitas. Mas a palavra de Deus era como um fogo no seu coração, e ele não podia ficar calado (20.9). Por outro lado, as autoridades e o povo não recebiam bem as mensagens de Jeremias. Ele foi rejeitado, perseguido e preso.
O Livro de Jeremias fala de um tempo, no futuro, em que Deus faria uma nova aliança com o seu povo. Essa aliança seria cumprida de livre e espontânea vontade, pois a lei de Deus estaria gravada no coração das pessoas (31.31-34).
Esquema do conteúdo
1. Vocação de Jeremias (1.1-19)
2. Mensagens contra Judá e Jerusalém (2.1—25.38)
3. Relatos autobiográficos e anúncios de salvação (26.1—45.5)
4. Mensagens contra as nações pagãs (46.1—51.64)
5. Apêndice: a queda de Jerusalém (52.1-34)

  • Jeremias, 52

    A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM E O EXÍLIO DE JUDÁ
    1 Zedequias tinha 21 anos de idade quando começou a reinar em Judá. Foi rei em Jerusalém durante onze anos. O nome de sua mãe era Hamutal, filha de Jeremias. Sua cidade natal era Libna.

    2 Com relação ao Eterno, Zedequias foi apenas mais um rei mau, igual a Jeoaquim.

    3-5 A origem da destruição que veio sobre Jerusalém e Judá foi a ira do Eterno. O Eterno virou as costas para eles como um ato de juízo. Zedequias rebelou-se contra o rei da Babilônia, e Nabucodonosor veio contra Jerusalém com um exército inteiro. Armou acampamento e isolou a cidade, construindo barreiras ao redor dela. Ele chegou no décimo mês do nono ano do reinado de Zedequias. A cidade ficou sitiada durante dezenove meses (até o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias).

    6-8 No quarto mês do décimo primeiro ano de Zedequias, no dia 9 do mês, a fome era tão terrível que não havia uma só migalha de pão para o povo comer. Então, os babilônios abriram brechas na muralha e entraram na cidade. Na escuridão da noite, o exército judeu fugiu por uma abertura na muralha (pela porta que ficava entre as duas muralhas acima do Jardim Real). Eles escaparam por entre as fileiras dos babilônios que cercavam a cidade, dirigindo-se para o Jordão pelo caminho do vale da Arabá, mas os babilônios os perseguiram e os alcançaram na planície de Jericó. Mas a essa altura o exército de Zedequias havia desertado.

    9-11 Os babilônios capturaram Zedequias e o levaram ao rei da Babilônia, em Ribla de Hamate, e este o julgou e deu sua sentença ali mesmo. Então, o rei da Babilônia matou os filhos de Zedequias na frente dele. A execução sumária de seus filhos foi a última coisa que Zedequias pôde ver, porque depois foi cegado pelos babilônios. Em seguida, o rei da Babilônia matou todos os oficiais de Judá. Acorrentado, Zedequias foi levado para a Babilônia. O rei da Babilônia o lançou na prisão, onde ele permaneceu até o dia de sua morte.

    12-16 No décimo nono ano de Nabucodonosor como rei da Babilônia, no dia 7 do quinto mês, Nebuzaradã, o principal representante da Babilônia, chegou a Jerusalém. Ele queimou e arrasou o templo do Eterno. Avançou depois para o palácio real e acabou com a cidade inteira. Ele queimou tudo e pôs as tropas que estavam com ele para derrubar as muralhas da cidade. Finalmente, reuniu todos os sobreviventes da cidade, incluindo os que haviam desertado para o lado do rei da Babilônia, e os levou para o exílio. Ele só deixou para trás uns pobres agricultores para que cuidassem das vinhas e do que havia sobrado nos campos.

    17-19 Os babilônios quebraram as colunas de bronze, os suportes e o grande tanque de bronze (o Mar) que estavam no templo do Eterno e levaram o bronze para a Babilônia. Também levaram os diversos utensílios do templo, feitos à mão, como também os incensários de ouro e de prata e as bacias em que se recolhia o sangue dos sacrifícios, usados no serviço da adoração do templo. O representante do rei não deixou nada. Levou cada pedaço de metal que conseguiu encontrar.

    20-23 A quantidade de bronze que tiraram das duas colunas, do Mar, dos doze bois de bronze que sustentavam o Mar e dos dez suportes que Salomão havia feito para o templo do Eterno era enorme. Nem conseguiram pesar tudo! Cada coluna tinha cerca de oito metros e dez centímetros de altura por cinco metros e quarenta centímetros de circunferência. As colunas eram ocas e tinham a espessura de quatro dedos. No topo de cada coluna, havia como enfeite um capitel de romãs e filigranas de bronze, o que acrescentava dois metros e vinte centímetros à sua altura. Havia noventa e seis romãs igualmente espaçadas no lado; no total, havia cem romãs acima da peça entrelaçada.

    24-27 O representante do rei fez alguns prisioneiros importantes: Seraías, o sacerdote principal; Sofonias, o segundo sacerdote; três guardas; o oficial maior do exército; sete conselheiros do rei que por acaso estavam na cidade; o oficial encarregado de alistar soldados para o exército; sessenta homens importantes entre o povo que ainda estavam lá. Nebuzaradã, o representante do rei, levou-os para o rei da Babilônia, em Ribla. E ali em Ribla, na terra de Hamate, o rei da Babilônia matou todos eles a sangue-frio. Judá foi para o exílio, órfã da sua terra.

    28 Nabucodonosor levou 3.023 homens de Judá para o exílio no sétimo ano de seu reinado.

    29 No décimo oitavo ano de seu reinado, foram levados 832 homens de Jerusalém.

    30 No vigésimo terceiro ano do reinado de Nabucodonosor, foram levados 745 homens de Judá por Nebuzaradã, o representante principal do rei. O número total de exilados foi de 4.600.

    31-34 Joaquim, rei de Judá, estava no exílio havia trinta e sete anos, quando Evil-Merodaque se tornou rei da Babilônia. Ele permitiu que Joaquim saísse da prisão. Essa libertação aconteceu no dia 25 do décimo segundo mês. O rei tratou-o muito bem e dispensou-lhe tratamento preferencial, diferente dos demais prisioneiros políticos mantidos na Babilônia. Joaquim teve permissão para tirar sua roupa de prisioneiro e, a partir daí, passou a fazer refeições na companhia do rei. O rei lhe dava tudo de que ele precisava para levar uma vida confortável, até o dia de sua morte.

  • Jeremias, 51

    O FURACÃO PÉRSIA
    1-5 E há mais. O Eterno diz mais: “Vejam isto: Estou levantando Um furacão mortal contra a Babilônia, o Furacão Pérsia, contra todos os que vivem naquela terra perversa. Estou enviando uma equipe de limpeza à Babilônia. Eles vão limpar o lugar de ponta a ponta. Quando terminarem, não terá sobrado nada que valha a pena levar ou mencionar. Eles não vão deixar passar nada. Será um juízo abrangente e definitivo. Guerreiros vão lutar com tudo que tiverem. Não vai haver limites. Eles não vão poupar nada nem ninguém. Será uma destruição total e definitiva: é o fim! A Babilônia está cheia de feridos, as ruas estão repletas de cadáveres. E pode-se ver que Israel e Judá não estão viúvas, afinal. Como seu Deus, o Senhor dos Exércitos de Anjos, ainda estou vivo e bem, comprometido com elas, ainda que tenham enchido sua terra de pecado contra o Deus Santíssimo de Israel.

    6-8 “Saiam da Babilônia o mais rápido que puderem. Corram para salvar a vida. Salvem seu pescoço! Não se demorem, para não perder a vida na minha vingança contra ela, quando eu a fizer pagar por seu pecado. A Babilônia era uma bela taça dourada que eu tinha na minha mão, Cheia do vinho da minha ira para embebedar o mundo inteiro. As nações beberam o vinho e enlouqueceram todas. A própria Babilônia vai cambalear e desmoronar, Inconsciente, numa letargia alcoólica — trágico! Vão e busquem bálsamo para seu ferimento. Talvez ela possa ser curada.”

    9 “Fizemos o melhor que pudemos, mas ela não pôde ser ajudada. A Babilônia não tem mais conserto. Entreguem-na a seu destino e vão para casa. O castigo dela será imenso, um memorial de vingança do tamanho de um arranha-céu.”

    A LIGAÇÃO VITAL FOI CORTADA
    10 “O Eterno mudou nossa sorte. Venham! Vamos contar a boa notícia Em casa, em Sião. Vamos contar o que o Eterno fez para mudar nossa sorte.

    11-13 “Afiem as flechas! Encham as aljavas. O Eterno incitou os reis dos medos, contaminando-os com a febre da guerra: Destruam a Babilônia!. O Eterno está pronto para a guerra. Ele está disposto a vingar seu templo. Deem o sinal para atacar os muros da Babilônia. Posicionem guardas todas as horas do dia. Tragam reforços. Posicionem homens de emboscada. O Eterno vai fazer o que planejou, o que disse que faria ao povo da Babilônia. Vocês têm mais água do que precisam, vocês têm mais dinheiro do que precisam, Mas sua vida acabou, sua ligação vital foi cortada.”

    14 O Senhor dos Exércitos de Anjos jurou solenemente: “Vou encher este lugar de soldados. Eles vão passar por aqui como um enxame de gafanhotos cantando cânticos de vitória sobre vocês.”

    15-19 Por seu poder, ele fez a terra. Sua sabedoria deu forma ao mundo. Ele formou o Universo. Ele faz trovejar, e a chuva cai. Ele manda que as nuvens subam E embeleza a tempestade com relâmpagos, lança o vento de seus depósitos. Os adoradores de postes-ídolos parecem tão tolos! Os fabricantes de deuses são envergonhados por seus deuses manufaturados. Seus deuses são uma fraude, postes sem vida, deuses de madeira morta, piadas de mau gosto. Eles não passam de uma fumaça que passou. Quando a fumaça se vai, eles desaparecem. Mas a Porção de Jacó é a realidade: foi ele quem criou o Universo, com atenção especial a Israel. Seu nome? Senhor dos Exércitos de Anjos!

    ELES VÃO DORMIR E NUNCA MAIS VÃO ACORDAR
    20-23 O Eterno diz: “Você, Babilônia, é meu martelo, minha arma de guerra. Vou usar você para esmagar as nações pagãs, vou usar você para quebrar em pedaços os reinos. Vou usar você para esmagar cavalo e cavaleiro, vou usar você para esmagar o carro de guerra e quem o conduz. Vou usar você para esmagar homem e mulher, vou usar você para esmagar o velho e o menino. Vou usar você para esmagar o jovem e a moça, vou usar você para esmagar o pastor e as ovelhas. Vou usar você para esmagar o lavrador e as juntas de bois, vou usar você para esmagar governadores e autoridades.

    24 “Judeus, vocês verão com os próprios olhos: vou retribuir à Babilônia e a todos os caldeus todo o mal que fizeram em Sião.” É o decreto do Eterno.

    25-26 “Sou seu inimigo, Babilônia, Monte Destruidor, você, que é o devastador de toda a terra. Vou estender meu braço e agarrá-la. Vou esmagar você até que não reste uma só montanha. Vou transformá-la num monte de pedregulho: ninguém mais cortará suas pedras angulares, Ninguém mais extrairá aí pedras para alicerces. Nada sobrará, a não ser pedras miúdas.” É o decreto do Eterno.

    27-28 “Deem o sinal na terra, toquem a trombeta de chifre de carneiro para convocar as nações. Consagrem as nações para uma missão sagrada contra ela. Chamem os reinos ao serviço contra ela. Ararate, Mini e Asquenaz, alistem-se! Designem um marechal de campo e reúnam cavalos, hordas de cavalos, como uma nuvem de gafanhotos. Consagrem as nações para uma missão sagrada contra ela, o rei dos medos, seus líderes e o povo.

    29-33 “A própria terra treme de pavor, se contorce de dor, aterrorizada pelos meus planos contra a Babilônia, Planos de transformar a terra da Babilônia numa paisagem lunar, sem vida — terra devastada. Os soldados babilônios pararam de lutar. Eles estão escondidos em cavernas e nas ruínas. Covardes, desistiram sem lutar uma única batalha, acabou-se a valentia. As casas da Babilônia foram incendiadas, as portas da cidade foram arrancadas. Os mensageiros entram correndo, um atrás do outro, Trazendo relatos ao rei da Babilônia, confirmando que sua cidade é uma causa perdida. Os vaus dos rios estão todos tomados. O fogo come o capim dos brejos. Os soldados desertam a torto e a direito. Eu, o Senhor dos Exércitos de Anjos, disse que isso aconteceria: A Babilônia é um terreiro de pisar trigo na época da debulha. Muito em breve, a colheita chegará, e, então, a palha sairá voando!”

    34-37 “Nabucodonosor, rei da Babilônia, mastigou meu povo e cuspiu fora os ossos. Ele limpou o prato, reclinou-se na cadeira, e soltou um estrondoso arroto, como qualquer glutão. A senhora Sião diz: Que a brutalidade de que fui vítima atinja também a Babilônia!. E Jerusalém diz: O sangue que derramei seja atribuído aos caldeus!. Então, eu, o Eterno, intervenho e digo: Eu estou do seu lado, defendendo sua causa. Eu sou seu Vingador. Você terá sua desforra. Vou secar os rios da Babilônia, vou fechar suas nascentes. A Babilônia será um monte de entulho, revirado por cães e gatos sem dono, Um terreno para despejo de lixo, uma cidade-fantasma.

    38-40 “Os babilônios serão como os leões e seus filhotes, vorazes, rugindo por comida. Pois vou preparar para eles uma refeição — na verdade, um banquete. Eles vão beber até cair. Caídos de bêbados, vão dormir e nunca mais vão acordar.” É o decreto do Eterno. “Vou arrastar e levar esses leões’ para o matadouro, como cordeiros, carneiros e cabras, de quem nunca mais se ouvirá nada.”

    41-48 “A Babilônia está acabada; o orgulho de todas as nações está no chão. Que tombo ela levou: acabou sem glória, e no esgoto! A Babilônia afundou no caos, surrada por levas de soldados inimigos. Suas cidades cheiram mal com a decomposição dos corpos, a terra está vazia, desnuda e estéril. Já não vive ninguém nessas cidades. Os viajantes fazem uma grande volta em torno dela. Vou fazer cair a destruição sobre Bel, o deus glutão da Babilônia. Vou obrigá-lo a vomitar tudo que devorou. Já não há visitantes afluindo para esse lugar, admirando extasiados as maravilhas da Babilônia. As maravilhas da Babilônia já não existem. Corram para salvar a pele, meu querido povo! Corram e não olhem para trás! Saiam deste lugar enquanto podem, este lugar torrado pela ira de fogo do Eterno. Não percam a esperança. Não desistam se os rumores forem aterrorizantes. Um ano é isto, outro ano é aquilo; rumores de violência, rumores de guerra. Confiem em mim, está chegando o dia em que vou pôr os deuses da Babilônia, que nem deuses são, no devido lugar. Vou desmascarar o país, denunciá-lo como uma fraude, com cadáveres repugnantes por todo lugar. O céu e a terra, os anjos e o povo farão uma festa de vitória sobre a Babilônia Quando os exércitos vingadores do norte descerem sobre ela.” É o decreto do Eterno!

    NO LONGO E DISTANTE EXÍLIO, LEMBREM-SE DO ETERNO
    49-50 “A Babilônia tem de cair, para compensar os mortos na guerra de Israel. Os babilônios serão mortos por causa da matança que promoveram. Mas vocês, exilados que escaparam da morte, fujam o mais rápido que puderem! No seu longo e distante exílio, lembrem-se do Eterno. Mantenham Jerusalém na sua memória.”

    51 Como fomos humilhados, escarnecidos e ridicularizados, chutados de um lado para o outro por tanto tempo, que mal sabemos quem somos! E mal sabemos o que pensar. Nosso antigo santuário, a casa do Eterno, foi profanado por estranhos.

    52-53 “Eu sei, mas confiem em mim: a hora está chegando.” É o decreto do Eterno. “Quando eu trouxer a destruição sobre os deuses, que nem deuses são, e sobre toda esta terra, os feridos vão gemer. Mesmo que a Babilônia subisse por uma escada até a Lua e puxasse a escada para que ninguém pudesse subir depois dela, Isso não me impediria. Eu faria de tudo para que meus vingadores a alcançassem.” É o decreto do Eterno.

    54-56 “Mas escutem! Estão ouvindo? Um grito vem da Babilônia, um lamento aterrorizante da Caldeia! O Eterno está levando seu pé de cabra para a Babilônia. Vamos ouvir seus últimos sons. Dores agudas de morte, como ondas quebrando, a morte tem um estrondo como o bramido de cataratas. O vingador está para entrar na Babilônia: seus soldados serão presos; suas armas, destruídas. É verdade, o Eterno é um Deus que faz justiça. Todos acabam recebendo sua justa recompensa.

    57 “Vou embebedar todos eles: príncipes, sábios, governadores, soldados. Caídos de bêbados, vão dormir e nunca mais vão acordar.” É o decreto do Eterno. Seu nome? Senhor dos Exércitos de Anjos.

    58 O Senhor dos Exércitos de Anjos diz: “As muralhas da cidade de Babilônia, aquelas muralhas maciças, serão arrasadas. As portas da cidade, aquelas portas enormes, serão queimadas. Quanto mais você se empenha nesta vida vazia, menos você é. Nada resulta de ambições como esta, a não ser cinzas.”

    59 O profeta Jeremias deu uma tarefa a Seraías, filho de Nerias, filho de Maaseias, quando Seraías foi com Zedequias, rei de Judá, para a Babilônia. Isso aconteceu no quarto ano do reinado de Zedequias. Seraías era o responsável pelos preparativos de viagem.

    60-62 Jeremias tinha escrito num pequeno livro todos os males que aconteceriam com a Babilônia. Ele disse a Seraías: “Quando você chegar à Babilônia, leia isto em público. Leia assim: Tu, ó Eterno, disseste que irias destruir este lugar de modo que nada poderia viver aqui, nem humano nem animal; seria uma terra devastada, pior que todas as terras devastadas, uma nulidade eterna.

    63-64 “Quando tiver terminado de ler a página, amarre uma pedra a ela, jogue-a no rio Eufrates e observe-a enquanto ela afunda. Então, diga: É assim que a Babilônia vai afundar e ficar ali lá no fundo depois do desastre que farei cair sobre ela”

  • Jeremias, 50

    SAIAM DA BABILÔNIA O MAIS RÁPIDO QUE PUDEREM
    1-3 Mensagem do Eterno por meio do profeta Jeremias acerca da Babilônia, terra dos caldeus: “Levem a notícia às nações! Preguem este sermão! Digam isso em público, espalhem a novidade por todos os cantos: A Babilônia foi tomada, o deus Bel está cabisbaixo de vergonha, O deus Marduque foi desmascarado. Todos os seus ídolos estão arrastando os pés de vergonha. Provou-se que todos os seus deuses eram uma fraude. Pois uma nação virá do norte para atacá-la, para reduzir suas cidades a entulho. Sem vida, nem gente, nem animal, sem som, sem movimento, sem respiração.

    4-5 “Naqueles dias, naquele tempo” — decreto do Eterno —, “o povo de Israel virá, E o povo de Judá com eles. Andando e chorando, eles buscarão a mim, o Eterno. Pedirão orientação para chegar a Sião e voltarão o rosto para Sião. Eles virão e se apegarão ao Eterno, ligados a uma aliança eterna que nunca esquecerão.

    6-7 “Meu povo era como ovelhas perdidas. Seus pastores as desviaram do caminho E as abandonaram nas montanhas. Elas ficaram vagueando sem rumo pelos montes E perderam a noção do caminho de casa: não se lembravam mais de onde tinham vindo. Todos que as encontravam tiravam vantagem delas. Seus inimigos não tiveram escrúpulos: Nada mais justo, diziam. Deram as costas para o Eterno. Abandonaram o verdadeiro Pasto, a esperança de seus pais.

    8-10 “Mas agora saiam da Babilônia o mais rápido que puderem. Fujam desse país chamado Babilônia. Ponham-se a caminho. Sejam os primeiros. Tomem o caminho de casa! Vocês estão vendo o que estou fazendo? Estou reunindo um exército de nações contra a Babilônia. Elas virão do norte e a atacarão e conquistarão. Vejam como sabem guerrear, esses exércitos. Nunca voltam para casa de mãos vazias. A Babilônia está madura para ser colhida! Seus saqueadores vão encher a barriga.” É o decreto do Eterno.

    11-16 “ó babilônios, foi bom enquanto durou! Vocês festejaram, explorando e oprimindo o meu povo, Como bezerros brincalhões saltando alegres em pastos viçosos, como garanhões selvagens se divertindo! Mas sua mãe não terá orgulho de vocês. A mulher que os gerou não vai ficar satisfeita. Vejam o que resultou de vocês! Uma nação de nada! Entulho, lixo e ervas daninhas! Esvaziados de vida por minha ira santa, um deserto de morte e nulidade. Viajantes que passarem pela Babilônia vão suspirar, atônitos, balançando a cabeça diante de tão dura queda. Ajuntem-se contra a Babilônia! Derrubem-na! Joguem tudo que tiverem nas mãos contra ela. Não segurem nada. Arrasem-na! Ela pecou, e como pecou contra mim! Soltem gritos de guerra de todas as direções. Ela está exausta de tanto lutar, Suas defesas foram arrasadas; seus muros jazem esmagados. É a Operação Vingança do Eterno. Executem a vingança! Façam a ela o que ela fez aos outros. Deem a ela uma boa dose do próprio veneno. Destruam suas lavouras e seus lavradores; devastem seus campos, deixem os estábulos vazios. E vocês, cativos, enquanto a destruição prossegue, saiam enquanto ainda podem, fujam depressa e corram para casa.”

    17 “Israel é um rebanho espalhado, caçado e perseguido por leões. O rei da Assíria começou a carnificina. O rei da Babilônia, Nabucodonosor, Completou a tarefa, roendo e limpando os ossos.”

    18-20 E agora isto é o que o Senhor dos Exércitos de Anjos, o Deus de Israel, tem a dizer: “Prestem atenção! Faço cair a destruição sobre o rei da Babilônia e sua terra, a mesma destruição que fiz cair sobre o rei da Assíria. Quanto a Israel, vou levá-lo para casa, para as boas pastagens. Ele vai pastar nos montes do Carmelo e nas colinas de Basã, Nas encostas de Efraim e de Gileade. Ele vai comer até ficar satisfeito. Naqueles dias e naquele tempo” — decreto do Eterno —, “eles olharão para todos os lados, para encontrar um sinal da culpa de Israel, mas não haverá nada. Vão vasculhar cada canto e cada fenda em busca de um vestígio do pecado de Judá, mas não haverá nada. Esse povo que salvei vai começar tudo de novo.”

    21 “Ataquem Merataim, terra de rebeldes! Persigam Pecode, terra de destruição! Cacem-nos. Varram-nos do mapa.” É decreto do Eterno. “Estas são as minhas ordens. Façam o que eu mandar.

    22-24 “O trovão da batalha estremece os fundamentos! O Martelo foi martelado, esmagado e estilhaçado. A Babilônia foi esmurrada e está irreconhecível. Montei uma armadilha, e vocês foram apanhados. Ó Babilônia, você nunca soube o que a atingiu, Apanhada na garra de ferro daquela armadilha! É isso que você merece por ter enfrentado o Eterno.

    25-28 “Eu, o Eterno, abri meu arsenal. Tirei as armas da minha ira. O Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, tem uma tarefa a fazer na Babilônia. Venham contra ela de todos os lados! Arrombem seus celeiros! Juntem-na com a pá e façam uma fogueira. Não deixem nada! Não deixem ninguém! Matem todos os seus jovens soldados. Decretem sua condenação! Condenação para eles! É dia de juízo! O tempo deles finalmente acabou. E aqui está uma surpresa: fugitivos da Babilônia Aparecem em Sião, contando a notícia da vingança do Eterno, vingando meu templo.

    29-30 “Chamem as tropas contra a Babilônia, qualquer um que saiba atirar! Apertem o laço! Não deixem escapatória! Retribuam o que ela fez aos outros, uma boa dose do próprio veneno! Sua insolência descarada é um ultraje contra o Eterno, o Santo de Israel. E, agora, ela está pagando: seus filhos espalhados, mortos pelas ruas; seus soldados mortos, calados para sempre.” É o decreto do Eterno.

    31-32 “Está captando a ideia, senhor Orgulho? Eu sou seu inimigo!” É o decreto do Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos. “Seu tempo acabou. É isso mesmo. É dia de juízo. O senhor Orgulho vai cair de cara no chão, e ninguém estenderá a mão para ele. Vou atear fogo em suas cidades. O fogo vai se espalhar de forma incontrolável pelo país inteiro.”

    33-34 E aqui vem mais da parte do Senhor dos Exércitos de Anjos: “O povo de Israel foi esmagado, e o povo de Judá com eles. Seus opressores os apertam com garra de ferro e não soltam. Mas o Redentor é forte: o Senhor dos Exércitos de Anjos. Sim, eu me porei do lado deles e os salvarei. Eu confortarei sua terra, mas confundirei o povo da Babilônia.”

    35-40 “É guerra total na Babilônia” — decreto do Eterno —, “guerra total contra o povo, os líderes e os sábios! Morte a seus embusteiros orgulhosos, tolos todos eles! Morte a seus soldados, covardes como um homem só! Morte a seus matadores de aluguel, prodígios medrosos! Morte a seus bancos, todos saqueados! Morte à sua provisão de água, que vazou e secou! Uma terra de deuses de faz de conta que ficaram loucos e hoje são fantasmas. O lugar será mal-assombrado, cheio de chacais e escorpiões, corujas e morcegos que chupam sangue. Ninguém jamais vai residir ali de novo. A terra vai exalar um mau cheiro de morte e se juntar a Sodoma e Gomorra e seus vizinhos, cidades que varri do mapa.” É o decreto do Eterno. “Ninguém viverá ali de novo. Ninguém vai respirar naquela terra novamente, jamais!”

    41-43 “Agora, prestem atenção! Um povo está vindo do norte, um grande povo, Uma multidão de reis afoitos, vindos de lugares distantes. Levantando armas letais. Eles são bárbaros, cruéis e impiedosos. Rugem e são implacáveis como o mar bravio, cavalgando como garanhões ferozes, Em formação de batalha, prontos para lutar contra você, Cidade da Babilônia! O rei da Babilônia os ouve chegando e fica pálido como um fantasma, abatido como um pano velho. Tomado de terror, se mostra tão impotente na batalha quanto uma mulher em trabalho de parto.

    44 “E agora vejam isto: como um leão que está subindo da densa selva do Jordão, Procurando sua presa nas pastagens da montanha, assim vou subir e dar o bote. Vou pegar o melhor do rebanho: quem vai me impedir? Todos os chamados pastores nada podem contra mim.”

    45-46 Portanto, atentem para o plano que o Eterno elaborou contra a Babilônia, seu projeto para tratar com a Caldeia: Acreditem se quiserem, até os jovens e vulneráveis cordeiros e cabritos serão arrastados. Acreditem se quiserem, o rebanho, em choque, impotente, vai ficar apenas olhando. Quando o grito for ouvido: A Babilônia caiu!, a própria terra vai estremecer com esse som. A notícia será ouvida em toda a terra.

  • Jeremias, 49

    VOCÊS ESTÃO QUEBRADOS, VOCÊS JÁ ERAM
    1-6 Mensagem do Eterno acerca dos amonitas: “Será que Israel não tem filhos, ninguém para receber sua herança? Por que, então, o deus Moloque está se apossando da terra de Gade, e seus seguidores estão tomando posse de suas cidades? Mas isso não vai durar muito! Está chegando a hora” — decreto do Eterno — “Em que vou encher os ouvidos de Rabá, a grande cidade de Amom, com gritos de guerra. Ela vai acabar como um monte de entulho, todas as suas cidades serão queimadas e arrasadas. Então, Israel vai expulsar os invasores. Eu, o Eterno, é que estou dizendo isso, e assim será. Pranteie, Hesbom; Ai está em ruínas. Vilas de Rabá, esfreguem as mãos aflitas! Vistam-se de luto, chorem baldes de lágrimas! Percam o controle, corram em círculos! Seu deus Moloque será arrastado para o exílio, e todos os seus sacerdotes e príncipes com ele. Por que vocês se gabam da sua força de antigamente? Vocês estão quebrados, vocês já eram, vocês são um refugo Que afaga seus troféus e sonhos dos dias de glória e pensa em vão: Ninguém pode pôr a mão em mim. Bem, pensem outra vez. Vou confrontar vocês com terror de todos os lados.” É a palavra do Senhor dos Exércitos de Anjos. “Vocês serão pisados na cabeça, e ninguém conseguirá reunir os fugitivos. Ainda assim, virá o tempo em que vou restaurar a sorte de Amom.” É o decreto do Eterno.

    APRESENTAÇÕES POMPOSAS NO PALCO DA HISTÓRIA
    7-11 A Mensagem do Senhor dos Exércitos de Anjos acerca de Edom: “Será que não restou nenhum sábio em Temã? Ninguém com percepção da realidade? A sabedoria deles criou bicho e apodreceu? Corram para salvar a vida! Escapem enquanto podem! Achem um bom lugar para se esconder, vocês que moram em Dedã! Estou fazendo cair a destruição sobre Esaú. Está na hora de acertar as contas. Quando os ceifeiros fazem a colheita, não deixam suas sobras? Quando os ladrões arrombam uma casa, não levam só o que querem? Mas vou tirar tudo de Esaú. Vou vasculhar cada canto e cada fenda. Vou destruir tudo que a ele está associado: crianças, parentes e vizinhos. Não sobrará ninguém que possa dizer: Vou cuidar dos seus órfãos. Suas viúvas podem ficar comigo”.

    12-13 É verdade. O Eterno diz: “Digo a vocês, se há pessoas que têm de beber a taça da ira do Eterno mesmo que não mereçam, isso levou vocês a pensar que poderiam escapar? Vocês não vão escapar. Vocês a beberão. Ah, sim! Beberão até a última gota. Quanto a Bozra, sua capital, juro por tudo que sou” — decreto do Eterno — “que aquela cidade será um monte de ruínas chamuscadas, um monte de lixo malcheiroso, uma obscenidade, e todas as cidades-filhas com ela.”

    14 Acabo de ouvir a última palavra do Eterno. Ele enviou um emissário às nações: “Reúnam suas tropas e ataquem Edom. Apresentam suas armas! Marchem para a guerra!

    15-16 “Ah, Edom, estou deixando você cair para o último lugar entre as nações, no pé do monte, chutados pra cá e pra lá. Você pensa que é grande, com apresentações pomposas no palco da história, Vivendo no alto das rochas inatingíveis, agindo como o maioral. Você pensa que está acima de tudo e de todos, como uma águia no seu ninho inatingível. Bem, você está a caminho da queda. Vou fazer você se arrebentar no chão.” É o decreto do Eterno.

    17-18 “Edom vai acabar como lixo. Um lixo asqueroso, que provoca náuseas. Uma coisa medonha no mundo. Ele vai se unir a Sodoma e Gomorra e a seus vizinhos no esgoto da história.” É o Eterno quem está dizendo. “Ninguém vai viver aí, nenhuma alma mortal vai mudar pra lá.

    19 Prestem atenção: como um leão que está subindo da densa selva do Jordão, Procurando sua presa nas pastagens da montanha, assim vou subir sobre Edom e me lançar sobre ele. Vou pegar minha escolha do rebanho — e quem vai me impedir? Os pastores de Edom são impotentes diante de mim.”

    20-22 Portanto, deem ouvidos a este plano que o Eterno elaborou contra Edom, o projeto dele para os que vivem em Temã: “Acreditem se quiserem, até os jovens e vulneráveis cordeiros e cabritos serão arrastados. Acreditem se quiserem, o rebanho, em choque, impotente, vai ficar apenas olhando. A própria terra vai se arrepiar por causa dos seus gritos, gritos de aflição ouvidos no distante mar Vermelho. Vejam! Uma águia alça voo, depois mergulha, abrindo as asas sobre Bozra. Guerreiros valentes terão tanto pavor, impotentes na batalha, quanto uma mulher dando à luz um bebê.”

    O SANGUE VAI ESCORRER DA FACE DE DAMASCO
    23-27 Mensagem acerca de Damasco: “Hamate e Arpade ficarão chocadas quando ouvirem a má notícia. Seu coração vai derreter de medo enquanto caminham pra cá e pra lá de preocupação. O sangue vai escorrer da face de Damasco enquanto ela tenta fugir. Descontrolada, vai se esfacelar, incapaz de reagir, como se estivesse em trabalho de parto. E agora como está solitária, desolada, abandonada! Aquela cidade, antes tão famosa; aquela cidade, antes tão feliz. Seus brilhantes jovens estão mortos nas ruas; seus bravos guerreiros, silenciosos como a morte. Naquele dia” — decreto do Senhor dos Exércitos de Anjos —, “vou começar um fogo no muro de Damasco que vai queimar e alcançar todos os fortes de Ben-Hadade.”

    ENCONTREM UM ESCONDERIJO SEGURO
    28-33 Mensagem acerca de Quedar e dos reinos de Hazor que foram atacados por Nabucodonosor, rei da Babilônia. Esta é a Mensagem do Eterno: “Em pé! Ataquem Quedar! Saqueiem os nômades do leste. Peguem seus cobertores, panelas e pratos. Roubem seus camelos. Aterrorizem-nos, gritando: Terror! Morte! Destruição! Perigo em todo lugar!. Corram para salvar sua vida, Vocês, nômades de Hazor.” É o decreto do Eterno. “Encontrem um esconderijo seguro. Nabucodonosor, rei da Babilônia, tem planos para destruir vocês, vem atrás de vocês para se vingar: Atrás deles, é a ordem. Vão atrás desses nômades sossegados, que andam livres e despreocupados no deserto; Que moram em campo aberto sem portas para trancar; que vivem solitários. Seus camelos estão aí para serem levados; seus rebanhos e manadas são presa fácil. Vou espalhá-los aos quatro ventos, esses nômades indefesos da beira do deserto. Vou trazer o terror de todos os lados. Eles não vão nem saber o que os atingiu.” É o decreto do Eterno. “Os chacais tomarão posse dos campos de Hazor, os campos estarão abandonados ao vento e à areia. Ninguém vai viver aí, nenhuma alma mortal vai mudar para lá.”

    O VENTO LEVARÁ ELÃO PARA LONGE
    34-39 Mensagem do Eterno ao profeta Jeremias acerca de Elão, no início do reinado de Zedequias, rei de Judá. Isto é o que o Senhor dos Exércitos de Anjos diz: “Prestem atenção nisto: vou quebrar o arco de Elão, sua arma predileta, sobre meu joelho. Depois soltarei os quatro ventos sobre Elão, os ventos dos quatro cantos da terra. Vou soprá-los e espalhá-los em todas as direções, fazendo pousar elamitas sem pátria em todos os países da terra. Eles viverão com medo, em pavor constante entre os inimigos que querem matá-los. Vou fazer cair a destruição sobre eles, Minha destruição alimentada pela ira. Vou pôr cães assassinos nos seus calcanhares Até que não sobre nada deles. Em seguida, vou estabelecer meu trono em Elão, depois de ter afastado o rei e seus comparsas. Mas virá o tempo em que vou restaurar a sorte de Elão outra vez.” É o decreto do Eterno.

  • Jeremias, 48

    SAIAM ENQUANTO PODEM
    1-10 Mensagem do Eterno com relação a Moabe; Mensagem do Senhor dos Exércitos de Anjos, o Deus de Israel: “Destruição para Nebo! Que seja arrasada! Quiriataim seja desonrada e derrotada, A imensa fortaleza seja reduzida a um montículo, vire pó e cinzas a glória de Moabe. Os conspiradores maquinam a destruição de Hesbom: Venham, vamos varrer Moabe do mapa!. Madmém lamenta em voz alta, enquanto as matanças se sucedem. Ouçam! Um grito de Horonaim: Desastre, destruição e mais destruição!. Moabe será esmigalhado. Seus gritos serão ouvidos até em Zoar. Na subida para Luíte, ouve-se o choro dos que sobem. E, na descida de Horonaim, gritos por causa da perda e da devastação. Fujam para salvar a vida! Saiam enquanto podem! Usem a esperteza para sobreviver no deserto! Vocês confiaram nas grossas muralhas e no gordo dinheiro? Isso não irá ajudá-los agora. Seu grande deus Camos será levado para o exílio, e com ele seus sacerdotes e príncipes. Um destruidor destruirá todas as cidades. Nenhuma cidade sobreviverá. Os campos e vales serão devastados; as pastagens dos planaltos, destruídas, como eu disse a vocês. Cubram a terra de Moabe com sal, para que nunca mais cresça coisa alguma aí. O trabalho desleixado em nome de Deus é maldito, e maldito é todo uso negligente da espada.

    11-17 “Moabe sempre levou uma boa vida, preguiçoso como um cachorro ao sol, Nunca teve de trabalhar para ganhar o pão, nunca enfrentou dificuldades, Nunca teve de crescer, nunca chegou nem mesmo a suar. Mas esses dias são coisa do passado. Eu vou designá-lo para trabalhar no pesado. Isso vai despertá-lo para a dura realidade. Vai esfacelar suas ilusões. Moabe vai se envergonhar do deus Camos como Israel se envergonhou dos seus deuses-bezerros em Betel, dos deuses que ele pensou serem poderosos. Quanto tempo ainda vocês vão dizer: Somos durões. Podemos derrotar qualquer um, em qualquer lugar? A destruição de Moabe já começou. Seus melhores soldados já estão mortos a esta hora.” É o decreto do Rei, seu nome completo é Senhor dos Exércitos de Anjos. “Sim. A destruição de Moabe já está na contagem regressiva, o desastre está no alvo e foi detonado. Chorem por Moabe, amigos e vizinhos, todos os que conhecem sua fama. Lamentem: Seu cetro poderoso foi partido em dois, como um palito de dentes, Aquele cetro real magnífico.

    18-20 “Desça do salto, bela filha de Dibom. Sente-se no lixo humilhante. O destruidor de Moabe virá contra você. Ele arrasará suas casas sossegadas e seguras. Esperem à beira da estrada, mulheres mimadas de Aroer. Entrevistem os fugitivos que estão correndo. Perguntem: O que aconteceu? E por quê?. Moabe será uma lembrança constrangedora, não sobrará nada dele. Lamentem e chorem até perder os olhos! Contem a má notícia ao longo do rio Arnom. Contem ao mundo que Moabe já não existe.

    21-24 “Meu juízo virá às cidades do planalto: a Holom, Jaza e Mefaate; a Dibom, Nebo e Bete-Diblataim; a Quiriataim, Bete-Gamul e Bete-Meom; a Queriote e Bozra, e a todas as cidades de Moabe, distantes e próximas.

    25 “A ligação de Moabe com o poder foi cortada. O braço de Moabe está quebrado.” É o decreto do Eterno.

    MOABE É UM NADA
    26-27 “Transformem Moabe num beberrão, um homem embriagado com o vinho da minha ira, um bêbado asqueroso, enchendo o país de vômito. Moabe é um bêbado caído, uma piada de mau gosto. Não foi você, Moabe, que fez piadas cruéis a respeito de Israel? E, quando eles foram pegos em má companhia, você não ficou aí, fazendo fofoca, debochando e rindo da desgraça deles?

    28 “Saiam da cidade! Saiam! Procurem refúgio nos rochedos, vocês que cresceram em Moabe. Tentem viver como pomba que faz seu ninho no alto da garganta do rio.

    29-33 “Todos ouvimos do orgulho de Moabe, aquele orgulho lendário, Aquele orgulho pomposo, ameaçador e inchado, aquela arrogância insuportável. Conheço” — decreto do Eterno — “seu orgulho de galo que canta, as declarações enfatuadas, essa Moabe que é um nada. Mas vou chorar por Moabe, sim, vou lamentar pelo povo de Moabe. Vou lamentar até pelo povo de Quir-Heres. Vou chorar pelas videiras de Sibma e me unir a Jazar no seu choro; Videiras que antes alcançavam o mar Morto com ramos tão distantes quanto Jazar. Seus frutos de verão e suas uvas exuberantes serão pilhados por saqueadores brutais, A viçosa Moabe ficará desprovida do cântico e do riso. Ah sim, e vou fechar as prensas de vinho, vou interromper todos os gritos festivos pela colheita.

    34 “Hesbom e Eleale vão gritar, e o povo em Jaaz vai ouvir os gritos. Eles vão ouvi-los desde Zoar até Horonaim e Eglate-Selisia. Até as águas de Ninrim secarão.

    35 “Vou dar um basta em Moabe — decreto do Eterno —, “a todas as escaladas aos lugares altos para oferecer holocaustos aos deuses.

    36 “Meu coração geme por Moabe, pelos homens de Quir-Heres, como o som suave da flauta levado pelo vento. Eles perderam tudo. Eles não têm nada.

    37 “Em todos os lugares onde se olha há sinais de luto: cabeças rapadas, barbas cortadas, Mãos arranhadas e sangrando, roupas rasgadas e dilaceradas.

    38 “Em cada casa de Moabe haverá lamento em voz alta, em cada rua de Moabe haverá choro em voz alta. Como um vaso de barro que ninguém quer, vou esmagar Moabe em pedaços.” É o decreto do Eterno.

    39 “Moabe está arruinado! Moabe foi envergonhado e está envergonhado demais para aparecer! Moabe é uma piada cruel! O horror total de Moabe!”

    40-42 O veredito do Eterno para Moabe. Realmente! “Olhem! Uma águia está para mergulhar e abrir suas asas sobre Moabe. As cidades serão capturadas; as fortalezas, tomadas. Guerreiros valentes terão tanto pavor, impotentes na batalha, quanto uma mulher em trabalho de parto. Não restará nada em Moabe, nada mesmo, por causa de sua arrogância contra mim.

    43-44 “Terror, abismo e armadilhas é o que está esperando por vocês, Moabe.” É o decreto do Eterno. “Um homem correndo apavorado vai cair numa armadilha. Um homem saindo de um abismo vai ser pego numa cilada. Este é meu plano para Moabe no dia do juízo.” É o decreto do Eterno.

    45-47 “Nas redondezas de Hesbom, fugitivos vão parar de repente, exaustos. O fogo vai saltar de Hesbom, uma tempestade de fogo se espalhará partindo da capital do reino de Seom. Vai queimar as sobrancelhas de Moabe, vai chamuscar a cabeça dos arrogantes. E isso é tudo para vocês, Moabe! Vocês, adoradores de Camos, serão exterminados! Seus filhos serão arrastados para campos de concentração; suas filhas serão levadas para o exílio. Mesmo assim, chegará o dia em que vou restaurar a sorte de Moabe. “Por enquanto, este é o juízo contra Moabe”

  • Jeremias, 47

    É DIA DE JUÍZO PARA OS FILISTEUS
    1-5 Mensagem do Eterno ao profeta Jeremias com relação aos filisteus justo antes de o faraó atacar Gaza. O que o Eterno disse foi isto: “Prestem atenção! A água vai subir na terra do norte, transbordando como um rio na enchente. A torrente vai inundar a terra, arrastando a cidade e os cidadãos. Homens e mulheres vão gritar aterrorizados, lamentos de todas as portas e janelas, À medida que o estrondo dos cascos dos cavalos for ouvido, o estrépito dos carros, o ruído das rodas. Os pais, paralisados de terror, nem vão apanhar seus bebês, Porque será dia de juízo para os filisteus, juízo completo, sem esperança de ajuda de Tiro ou Sidom. O Eterno vai acabar com os filisteus, o que sobrou daqueles que vieram da ilha de Creta. Gaza será arrasada e arrancará os cabelos de tristeza, Ascalom ficará calada como um poste. Vocês estão nos últimos suspiros. Quanto tempo ainda vão se agitar?

    6 “Ó, espada do Eterno, por quanto tempo ainda isto vai continuar? Volte à sua bainha. Você já não teve o bastante? Não consegue parar?

    7 “Mas como ela pode parar se eu, o Eterno, ordeno sua ação? Eu ordenei que ela cortasse Ascalom e a costa do mar.”

  • Jeremias, 46

    VOCÊS BUSCAM REMÉDIOS EM VÃO
    1 As Mensagens do Eterno por meio do profeta Jeremias sobre as nações pagãs.

    2-5 A Mensagem ao Egito e ao exército do faraó Neco, rei do Egito, na ocasião em que foi derrotado por Nabucodonosor, rei da Babilônia, enquanto estavam acampados em Carquemis, junto ao rio Eufrates, no quarto ano do reinado de Jeoaquim, rei de Judá: “Apresentar armas! Ordinário, marche! Arreios nos cavalos! Cavaleiros montados! Formação de batalha! Vistam o capacete, afiem a lança, vistam a armadura!. Mas, o que estou vendo? Eles estão tremendo de medo? Eles saem das fileiras e buscam abrigo. Seus soldados estão em pânico. Correm de um lado para o outro, pisando o chão cegamente. É o caos total, confusão completa, perigo em todo lugar!” É o decreto do Eterno.

    6 “Os corredores mais velozes não conseguirão escapar; os soldados mais fortes não conseguirão fugir. Na terra do norte, junto do rio Eufrates, eles vão cambalear, tropeçar e cair.

    7-9 “Quem é este como o Nilo na enchente? como suas torrentes na correnteza? Ora, é o Egito como o Nilo na enchente, como suas torrentes na correnteza, Dizendo: Vou dominar o mundo. Vou varrer do mapa as cidades e os povos. Corram, cavalos! Andem, carros! Avancem, soldados de Cuxe e de Pute com seus escudos, Soldados de Lude, especialmente treinados no arco e na flecha.

    10 “Mas não é seu dia. É o dia do Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, o dia em que vou resolver essa questão com meus inimigos, O dia em que a espada dará fim nos meus inimigos, em que ela exige vingança. Eu, o Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, vou empilhá-los no altar, um enorme sacrifício No grande país do norte, junto do poderoso Eufrates.

    11-12 “Ó virgem, filha do Egito, suba os montes de Gileade, busque bálsamo para a cura. Mas buscará remédios em vão, pois nada será capaz de curar o que aflige você. O mundo todo ouvirá os seus gritos de aflição. Seus lamentos enchem a terra, Enquanto soldado se choca contra soldado, e todos caem ao chão.”

    O EXÉRCITO DO EGITO DESLIZA COMO SERPENTE
    13 Mensagem que o Eterno deu ao profeta Jeremias quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, estava a caminho para atacar o Egito:

    14 “Avise o Egito, alerte Migdol, ponha sinais de advertência em Mênfis e Tafnes: Despertem! Estejam preparados! A guerra está chegando!.

    15-19 “Por que seu deus-boi Ápis fugiria? Porque o Eterno vai enxotá-lo. Seu exército de meia-tigela vai se esfacelar. A notícia já está se espalhando entre as fileiras: Vamos sair daqui enquanto podemos. Vamos para casa. Salvemos nossa pele!. Quando eles chegarem a casa, vão apelidar o faraó de Fala Muito e Não Diz Nada. Tão certo como sou o Deus vivo.” É o decreto do Rei, Senhor dos Exércitos de Anjos é seu nome. “Um conquistador está vindo: como Tabor, singular entre os montes; Como o Carmelo, despontando do mar! Portanto, façam as malas para o exílio, vocês, filhas mimadas do Egito, Pois Mênfis em breve não será nada, um terreno baldio cheio de mato.

    20-21 “Que pena, Egito, uma bela novilha atacada por uma mutuca que vem do norte! Seus soldados contratados estão aquartelados para defendê-la e são como bezerros bem nutridos. Mas, quando sua vida estiver em jogo, eles vão correr, vão se acovardar. Quando a coisa ficar difícil, eles tomarão o caminho mais fácil.

    22-24 “O Egito vai deslizar e silvar como serpente enquanto o exército inimigo se engaja na batalha. Eles atacarão de repente, manejando machados, como lenhadores deitando árvores. Eles vão arrasar a terra” — decreto do Eterno —, “e não sobrará nada nem ninguém em pé tão longe quanto se possa ver. Os invasores serão com um enxame de gafanhotos, inumeráveis, além da conta. A filha do Egito será pilhada e violentada pelos vândalos do norte.”

    25-26 O Senhor dos Exércitos de Anjos, o Deus de Israel, diz: “Preste atenção quando eu fizer cair desgraça sobre o deus Amom de Tebas, sobre o Egito e seus deuses e reis, sobre o faraó e aqueles que nele confiam. Vou entregá-los àqueles que estão atrás deles para matá-los, a Nabucodonosor e seu exército. O Egito vai sofrer um retrocesso de mil anos. Mas um dia haverá habitantes nessa terra novamente.” É o decreto do Eterno.

    27-28 “Mas você, amado Jacó, meu servo, não tem o que temer. Israel, não há razão para se preocupar. Levantem os olhos! Vou salvar vocês daquela nação distante, vou tirar seus filhos da terra do exílio. As coisas serão normais outra vez para Jacó, calmas e seguras, uma navegação tranquila. Sim, amado Jacó, meu servo, você não tem o que temer. Apeguem-se a isto: eu estou do seu lado. Vou acabar com todas as nações pagãs entre as quais eu os espalhei, Mas não vou acabar com vocês. Ainda tenho trabalho com vocês. Vou castigá-los, mas de forma justa. Não, ainda não terminei meu trabalho com vocês.”

  • Jeremias, 45

    O ETERNO ESTÁ AMONTOANDO SOFRIMENTO
    1 Foi isto que Jeremias contou a Baruque, no quarto ano do reinado de Jeoaquim, enquanto estava recebendo a palavra ditada do profeta:

    2-3 “Estas são as palavras do Eterno, o Deus de Israel, a você, Baruque. Você diz: Estes são dias maus para mim! É uma desgraça atrás da outra. O Eterno está amontoando sofrimento. Estou exausto, e não há fim à vista.

    4-5 “Mas o Eterno diz: Olhe em volta. O que construí estou para destruir, e o que plantei estou para arrancar. E estou fazendo isso em todos os lugares, em toda a terra! Então, esqueça esse negócio de fazer grandes planos para você. As coisas ficarão piores antes de melhorar. Mas não se preocupe. Vou manter você vivo em todo esse processo.”

  • Jeremias, 44

    O MESMO DESTINO PARA TODOS
    1-6 A Mensagem que Jeremias recebeu, destinada a todos os judeus que viviam na terra do Egito, que tinham suas casas em Migdol, Tafnes, Mênfis e na região de Patros: “O que o Senhor dos Exércitos de Anjos, o Deus de Israel, diz é isto: Vocês viram com os próprios olhos a desgraça que fiz cair sobre Jerusalém e as cidades de Judá. Olhem para o que sobrou: cidades-fantasma de entulho e ruínas fumegantes, e tudo isso porque escolheram maus caminhos, despertando minha ira quando se dispuseram a sacrificar e adorar a última moda em deuses, que nem deuses são, de quem nem vocês nem seus antepassados tinham ouvido falar. Manhã após manhã e até tarde da noite, fiquei atrás de vocês, enviando todos os profetas, meus servos, suplicando a vocês: “Por favor, não façam isso! Não fiquem chafurdando nessa vala repugnante de deuses, que tanto odeio.” Mas vocês acham que alguém prestou a mínima atenção ou se arrependeu do mal ou parou de oferecer sacrifícios aos deuses, que nem deuses são? Ninguém. Então, dei vazão à minha ira, uma tempestade de ira nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, e as deixei em ruínas, arrasadas. E elas ainda estão em ruínas e arrasadas.

    7-8 “Esta é a Mensagem do Eterno, o Senhor dos Exércitos de Anjos, o Deus de Israel: Então por que vocês estão arruinando sua vida, tirando vocês mesmos — homens, mulheres e crianças — da vida de Judá e se isolando? E por que vocês, propositadamente, me deixam irado com seus atos, oferecendo sacrifícios a esses deuses, que nem deuses são na terra do Egito, onde vocês foram viver? Com isso, vocês só vão se destruir e se tornar um exemplo usado em fórmulas de maldições e objeto de ridículo entre todas as nações da terra.

    9-11 “Vocês já se esqueceram da vida pecaminosa dos seus antepassados, a vida desregrada dos reis de Judá e de suas mulheres, sem falar da própria vida de pecado de vocês e das suas mulheres, o mal que ostentaram na terra de Judá e nas ruas de Jerusalém? E, até o dia de hoje, não há um único sinal de remorso, nenhum sinal de reverência, ninguém se importando em viver de acordo com o que eu digo nem seguindo minhas instruções que tão claramente expus a vocês e a seus pais! Então, aqui está o que o Senhor dos Exércitos de Anjos ordena:

    11-14 “Prestem atenção! Decidi fazer cair a destruição sobre vocês e me livrar de todos os que estiverem associados com Judá. Estou para pegar o que restou de Judá, os que decidiram morar no Egito, e acabar com eles. No Egito, eles serão mortos ou morrerão de fome. O mesmo destino atingirá tanto os importantes quanto os desconhecidos. Não importa sua posição social, ou serão mortos, ou morrerão de fome. Vocês acabarão amaldiçoados, ultrajados, ridicularizados e humilhados. Darei aos que estão no Egito o mesmo remédio que dei aos que estavam em Jerusalém: massacre, fome e doença. Nenhum dos que conseguiram escapar vivos de Judá e fugir para o Egito conseguirá voltar para Judá, da qual têm tanta saudade. Ninguém conseguirá voltar, exceto talvez alguns fugitivos

    FAZENDO OS BOLOS DA DEUSA
    15-18 Os homens que sabiam que suas esposas haviam oferecido sacrifícios aos deuses, que nem deuses são, acompanhadas de um grande grupo de mulheres, com praticamente todos que viviam em Patros, no Egito, responderam a Jeremias: “Não há nada para nós no que você afirma ser a Mensagem do Eterno. Vamos continuar oferecendo sacrifícios à Rainha do Céu e derramar ofertas de bebida a ela, mantendo as tradições estabelecidas pelos nossos antepassados, nossos reis e líderes nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, como nos bons tempos. Tínhamos uma vida boa na época, muita comida, prosperidade e alto padrão de vida. Mas, no momento em que paramos de sacrificar à Rainha do Céu e de derramar ofertas de bebida para ela, tudo desabou. Só temos enfrentado massacres e morte pela fome.”

    19 As mulheres complementaram: “Sim! É exatamente isso! Vamos continuar oferecendo sacrifícios à Rainha do Céu e derramando ofertas de bebida para ela. Nossos maridos não estão nos apoiando? Eles gostam quando fazemos os bolos na forma da deusa e derramamos nossas ofertas para ela.”

    20-23 Então, Jeremias se manifestou e confrontou os homens e as mulheres, o povo que havia respondido de forma tão atrevida. Ele disse: “Vocês acham que o Eterno não percebeu os sacrifícios que vocês, seus pais, seus reis e oficiais do governo, como também o povo comum, ofereceram nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? É claro que sim. E ele chegou ao limite com vocês. Chegou o momento em que ele não suportou mais o comportamento pecaminoso e os atos repugnantes de vocês. Sua terra se tornou uma devastação, um vale da morte, uma história de horror, uma cidade-fantasma. E continua assim. Essa destruição aconteceu porque vocês insistiram em oferecer aqueles sacrifícios, pecando contra o Eterno! Vocês se negaram a dar ouvidos a ele, recusaram-se a viver como ele orientou e ignoraram as disposições da aliança.”

    24-25 Jeremias continuou a falar, agora às mulheres: “Prestem atenção, todas vocês que são de Judá e vivem no Egito! Por favor, ouçam a Mensagem do Eterno! O Senhor dos Exércitos de Anjos, o Deus de lsrael, diz: Vocês mulheres! Vocês disseram que fariam e de fato fizeram. Vocês disseram: Vamos manter os votos que fizemos para sacrificar à Rainha do Céu e derramar ofertas para ela, e ninguém vai nos impedir.

    25-27 “Bem, vão em frente. Cumpram seus votos. Façam tudo em grande estilo. Mas também ouçam o que o Eterno tem a dizer sobre isso, todos vocês que são de Judá e vivem no Egito: Juro pelo meu grande nome, com base em tudo que sou (é o Eterno quem está falando!), que nunca mais meu nome será usado por ninguém em toda a terra do Egito em votos como: “Tão certo como o Senhor, o Eterno, vive….” Cada um de vocês está destinado à destruição. O bem se foi para sempre.

    27-28 “Todos os judeus no Egito vão morrer de massacre ou de fome até que estejam totalmente eliminados. Os que vão sair vivos do Egito e voltar para Judá serão muito poucos; nem vale contá-los. Então, a ralé que deixou Judá para viver no Egito vai descobrir quem tem a última palavra!

    29-30 “E esta será a prova: vou trazer o castigo para cá, e, assim, vocês saberão que as ordens de destruição são reais. Prestem atenção neste sinal de condenação: vou entregar o faraó Hofra, rei do Egito, aos inimigos deles, os quais estão atrás dele para matá-lo, exatamente como entreguei Zedequias, rei de Judá, a seu inimigo Nabucodonosor, que o perseguia.”

  • Jeremias, 43

    MORTE! EXÍLIO! MATANÇA
    1-3 Quando Jeremias terminou de transmitir ao povo toda a Mensagem do Eterno, Azarias, filho de Hosaías, e Joanã, filho de Careá, apoiados por todos os homens que se julgavam importantes, disse a Jeremias: “Mentiroso! Nosso Deus não mandou você nos dizer que não fôssemos para o Egito e não vivêssemos lá. Baruque, filho de Nerias, está por trás disso. Ele influenciou você contra nós. Ele passou para o lado dos babilônios, e nós vamos acabar sendo mortos ou levados para o exílio na Babilônia.”

    4 Joanã, filho de Careá, os oficiais do exército e o povo que estava com eles não deram ouvidos à Mensagem do Eterno, que deveriam permanecer na terra de Judá e viver ali.

    5-7 Joanã, filho de Careá, e os oficiais do exército reuniram todos os que haviam ficado em Judá, que tinham voltado depois de terem sido espalhados por todos os lugares — homens, mulheres e crianças, as filhas do rei, todas as pessoas que Nebuzaradã, chefe da guarda pessoal do rei, tinha deixado aos cuidados de Gedalias, filho de Aicam, filho de Safã, e, por último, mas não menos importante, o profeta Jeremias e Baruque, filho de Nerias. Eles entraram na terra do Egito em total desobediência à Mensagem do Eterno e chegaram à cidade de Tafnes.

    8-9 Enquanto estava em Tafnes, Jeremias recebeu a Mensagem do Eterno: “Apanhe algumas pedras grandes e cubra-as com a massa do pavimento que conduz ao prédio separado para uso do faraó. Certifique-se primeiro de que pelo menos alguns homens de Judá estejam olhando.

    10-13 “Depois, diga-lhes: Isto é o que o Senhor dos Exércitos de Anjos diz: Fiquem atentos! Estou mandando buscar Nabucodonosor, rei da Babilônia (meu servo), e ele vai estabelecer seu trono exatamente nestas pedras que mandei enterrar aqui e armar a tenda real sobre elas. Ele virá e esmagará o Egito, mandando cada um a seu destino designado: morte, exílio, matança. Ele queimará os templos dos deuses egípcios e queimará os ídolos ou os levará como parte do saque. Como o pastor que retira piolhos da roupa, assim ele vai limpar o Egito. E vai partir sem que alguém tenha posto a mão nele. Ele vai esmigalhar o obelisco sagrado da Casa do Sol do Egito e fazer uma grande fogueira dos templos dos deuses egípcios.”