Categoria: Números

O Quarto Livro de Moisés chamado Números
Introdução
Este livro se chama Números porque nele há duas contagens do povo: a primeira, feita quando os israelitas saíram do Egito (cap. 1); e a outra, feita quarenta anos mais tarde, antes de entrarem na terra de Canaã (cap. 26). No período entre as duas contagens, os israelitas chegaram até Cades-Barneia, no Sul de Canaã, porém não conseguiram entrar por ali na Terra Prometida. Eles passaram muitos anos nessa região e depois foram até a região montanhosa que fica a leste do rio Jordão. Uma parte do povo ficou ali, e a outra se preparou para atravessar o rio Jordão e entrar na Terra Prometida.
O Livro de Números é a história de um povo que muitas vezes ficou desanimado e com medo diante das dificuldades e que se rebelou contra Deus e contra Moisés, o homem que Deus escolheu para ser o líder deles. É também a história da fidelidade de Deus, do seu cuidado constante para com o seu povo, que muitas vezes era fraco e desobediente. Este livro fala da firmeza de Moisés, que às vezes perdia a paciência, mas sempre mostrava ter um espírito de dedicação a Deus e ao seu povo.

  • Números, 26

    O RECENSEAMENTO NAS CAMPINAS DE MOABE
    1-2 Depois da praga, o Eterno disse a Moisés e Eleazar, filho do sacerdote Arão: “Contem toda a comunidade de Israel por famílias, todos os homens com 20 anos de idade ou mais que estejam aptos a servir no exército de Israel.”

    3-4 Moisés e Eleazar obedeceram à ordem do Eterno e anunciaram ao povo nas campinas de Moabe: “Façam a contagem de todos os homens com 20 anos de idade ou mais.” 4-7 O povo de Israel que saiu da terra do Egito: Rúben, o filho mais velho de Israel. Os filhos de Rúben: Enoque e o clã enoquita; Palu e o clã paluíta; Hezrom e clã hezronita; Carmi e o clã carmita. Esses eram os clãs de Rúben. Totalizavam 43.730 homens.

    8 O filho de Palu: Eliabe.

    9-11 Os filhos de Eliabe: Nemuel, Datã e Abirão. (Esses foram os mesmos Datã e Abirão que se rebelaram contra Moisés e Arão na rebelião de Corá contra o Eterno. A terra abriu a boca e os engoliu junto com todos os partidários de Corá, que morreu quando o fogo os consumiu, todos os duzentos e cinquenta. Depois de todos esses anos, eles ainda são um sinal de advertência. Mas a linhagem de Corá não desapareceu).

    12-14 Os filhos de Simeão, por clãs: Nemuel e o clã nemuelita; Jamim e o clã jaminita; Jaquim e o clã jaquinita; Zerá e o clã zeraíta; Saul e o clã saulita. Esses foram os clãs de Simeão. Totalizavam 22.200 homens.

    15-18 Os filhos de Gade, por clãs: Zefom e o clã zefonita; Hagi e o clã hagita; Suni e o clã sunita; Ozni e o clã oznita; Eri e o clã erita; Arodi e o clã arodita; Areli e o clã arelita. Esses foram os clãs de Gade. Totalizavam 40.500 homens.

    19-22 Er e Onã eram filhos de Judá, mas morreram em Canaã. Os filhos de Judá, por clãs: Selá e o clã selanita; Perez e o clã perezita; Zerá e o clã zeraíta. Os filhos de Perez: Hezrom e o clã hezronita; Hamul e o clã hamulita. Esses foram os clãs de Judá. Totalizavam 76.500 homens.

    23-25 Os filho de Issacar, por clãs: Tola e o clã tolaíta; Puá e o clã punita; Jasube e o clã jasubita; Sinrom e o clã sinronita. Esses foram os clãs de Issacar. Totalizavam 64.300 homens.

    26-27 Os filhos de Zebulom, por clãs: Serede e o clã seredita; EIom e o clã elonita; Jaleel e o clã jaleelita. Esses foram os clãs de Zebulom. Totalizavam 60.500 homens:

    28-34 Os filhos de José, por clãs, por meio de seus filhos Manassés e Efraim. Por meio de Manassés: Maquir e o clã maquirita (Maquir era o pai de Gileade); Gileade e o clã gileadita. Os filhos de Gileade: Jezer e o clã jezerita; Heleque e o clã helequita; Asriel e o clã asrielita; Siquém e o clã siquemita; Semida e o clã semidaíta; Héfer e o clã heferita. Zelofeade, filho de Héfer, não teve filhos, somente filhas. Os nomes delas eram Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza. Esses foram os clãs de Manassés. Totalizavam 52.700 homens.

    35-37 Os filhos de Efraim, por clãs: Sutela e o clã sutelaíta; Bequer e o clã bequerita; Taã e o clã taanita. Os filhos de Sutela: Era e o clã eranita. Esses foram os clãs de Efraim. Totalizavam 32.500 homens. Esses todos foram os filhos de José, por clãs.

    38-41 Os filhos de Benjamim, por clãs: Belá e o clã belaíta; Asbel e o clã asbelita; Airã e o clã airamita; Sufã e o clã sufamita; Hufã e o clã hufamita. Os filhos de Belá por meio de Arde e Naamã: Arde e o clã aredita; Naamã e o clã naamanita. Esses foram os clãs de Benjamim. Totalizavam 45.600 homens.

    42-43 Os filhos de Dã, por clã: Sua e o clã suamita. Esses foram os clãs de Dã, todos clãs suamitas. Totalizavam 64. 400 homens.

    44-47 Os filhos de Aser, por clãs: Imna e o clã imnaíta; Isvi e o clã isvita; Berias e o clã beriaíta. Os filhos de Berias: Héber e o clã heberita; Malquiel e o clã malquielita. Aser também tinha uma filha: Sera. Esses foram os clãs de Aser. Totalizavam 53.400 homens.

    48-50 Os filhos de Naftali, por clãs: Jazeel e o clã jazeelita; Guni e o clã gunita; Jezer e o clã jezerita; Silém e o clã silemita. Esses foram os clãs de Naftali. Totalizavam 45. 400 homens.

    51 O número total do povo de Israel: 601.730.

    52-54 O Eterno disse a Moisés: “Distribua a herança da terra segundo a população. Um clã maior receberá uma herança maior; um clã menor receberá uma herança menor. Cada um receberá sua herança segundo o número dos nomes alistados.

    55-56 “Providenciem para que a terra seja distribuída por sorteio. “A herança de cada clã está baseada na população, o número de nomes alistados em cada tribo de antepassados, dividida por sorteio entre os clãs maiores e os menores.”

    57-58 Estes são os números dos levitas, por clã: Gérson e o clã dos gersonitas; Coate e o clã dos coatitas; Merari e o clã dos meraritas. Os clãs levitas também incluíam: o clã libnita; o clã hebronita o clã malita; o clã musita; o clã coreíta.

    58-61 Coate foi o pai de Anrão. A mulher de Anrão era Joquebede, descendente de Levi, nascida numa família de levitas durante os anos no Egito. Joquebede deu à luz Arão, Moisés e a irmã deles, Miriã. Arão foi pai de Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar. No entanto, Nadabe e Abiú morreram quando ofereceram sacrifícios não autorizados na presença do Eterno.

    62 O número de levitas do sexo masculino de um mês de idade ou mais chegou a 23. 000. Eles não foram contados com o restante do povo de Israel, porque não receberam herança da terra.

    63-65 Esses são os que foram alistados por Moisés e o sacerdote Eleazar no recenseamento do povo de Israel, feito nas campinas de Moabe, às margens do Jordão e diante de Jericó. Nenhum deles havia sido alistado por Moisés nem pelo sacerdote Arão no recenseamento do povo de Israel feito no deserto do Sinai. Pois Deus tinha dito: “Eles morrerão, morrerão no deserto. Nenhum deles sobreviverá, exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.”

  • Números, 25

    A ORGIA EM SITIM
    1-3 Enquanto Israel estava acampado em Sitim (Bosque das Acácias), os homens começaram a cometer imoralidade sexual com as mulheres moabitas. Tudo começou quando as mulheres convidaram os homens para sua orgia religiosa. Eles comiam juntos e, então, adoravam os seus deuses. Israel acabou participando do culto a Baal-Peor. O Eterno enfureceu-se, e sua ira se acendeu contra Israel.

    4 O Eterno disse a Moisés: “Reúna todos os líderes de Israel e execute-os por enforcamento, deixando-os expostos publicamente, a fim de afastar a ira do Eterno para longe de Israel.”

    5 Moisés deu ordens aos juizes de Israel: “Cada um de vocês terá de executar os homens que, sob a jurisdição de vocês, participaram da adoração a Baal-Peor.”

    6-9 Naquele exato momento, quando todos choravam de arrependimento à entrada da Tenda do Encontro, um israelita, alardeando seu comportamento diante de Moisés e de toda a comunidade reunida, passou por eles, desfilando com uma mulher midianita, e entrou em sua tenda. Fineias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Arão, viu o que o homem estava fazendo, pegou sua lança e os seguiu até dentro da tenda. Com um único golpe, atravessou os dois com a lança, o homem de Israel e a mulher, ambos pelas partes íntimas. Assim, cessou a praga entre o povo de Israel. Mas vinte e quatro mil pessoas morreram.

    10-13 O Eterno disse a Moisés: “Fineias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Arão, fez cessar minha ira contra o povo de Israel. Visto que ele se preocupou com minha honra, com o zelo que eu mesmo tenho, não matei todo o povo de Israel. Portanto, diga a ele que estou fazendo uma aliança de paz com ele. Seus descendentes também participarão da aliança de sacerdócio eterno, porque ele foi zeloso por seu Deus e fez expiação pelo povo de Israel.”

    14-15 O nome do homem de Israel que foi morto com a mulher midianita era Zinri, filho de Saiu, líder de uma família simeonita. E o nome da mulher midianita que foi morta era Cosbi, filha de Zur, chefe tribal de uma família midianita.

    16-18 O Eterno disse a Moisés: “A partir de agora, tratem os midianitas como seus inimigos e acabem com eles, pois provaram que são seus inimigos quando seduziram vocês a cultuar seu deus Peor, e por causa de Cosbi, filha do líder midianita, a mulher que foi morta durante a praga.”

  • Números, 24

    1-3 A essa altura, Balaão já percebia que o Eterno queria abençoar Israel. [24] Assim, não trabalhou com nenhuma magia, como havia feito anteriormente. Apenas se virou e olhou para o deserto. Ao olhar, Balaão viu Israel acampado, tribo por tribo. O Espírito de Deus veio sobre ele, e ele pronunciou esta mensagem:

    3-9 “Decreto de Balaão, filho de Beor, sim, decreto de um homem com visão clara. Decreto de um homem que ouve Deus falar, que vê o que o Deus Forte lhe mostra. Que cai sobre seu rosto em adoração, que vê o que realmente acontece. Como são belas as suas tendas, Jacó, e as suas casas, ó Israel! Como vales que se estendem na imensidão, como jardins plantados junto aos rios, Como aloés plantados pelo Eterno, o jardineiro, como cedros junto às águas, Seus reservatórios de água transbordarão, sua semente espalhará vida por todos os lados. Seu rei suplantará Agague e sua laia, seu reino será soberano e majestoso. Deus os trouxe do Egito, esbravejando como um boi selvagem, Devorando os inimigos como pedaços de carne, esmagando seus ossos, arrancando suas flechas. Israel rasteja como um leão e dormita: o rei das feras — quem ousa perturbá-lo? Todo aquele que abençoa você é abençoado, todo aquele que amaldiçoa você é amaldiçoado.”

    10-11 Balaque perdeu a paciência com Balaão. Ele cerrou os punhos e esbravejou: “Eu trouxe você aqui para amaldiçoar meus inimigos, e o que você fez? Você os abençoou! Você os abençoou três vezes! Saia daqui! Vá para casa! Eu disse que pagaria bem, mas você não vai receber nada. Culpe o Eterno por isso.”

    12-15 Balaão disse a Balaque: “Eu não disse francamente, desde o início, quando você me mandou seus emissários: ‘Mesmo que Balaque me de seu palácio repleto de ouro e prata, eu não poderei fazer coisa alguma por mim mesmo, nem bem nem mal, contra a ordem do Eterno’? Estou voltando para casa e para meu povo, mas quero advertir você acerca do que esse povo fará ao seu nos dias vindouros.” E pronunciou esta mensagem:

    15-19 “Decreto de Balaão, filho de Beor, sim, decreto de um homem com visão clara. Decreto de um homem que ouve a fala divina, que sabe o que acontece com o Deus Altíssimo, Que vê o que o Deus Forte revela, que se curva em adoração e enxerga o que é real. Eu o vejo, mas não agora, eu o avisto, mas não aqui. Uma estrela surge de Jacó, um cetro de Israel, Esmagando as cabeças de Moabe, e o crânio de todos esses arrogantes. Vejo Edom sendo vendido no mercado, e o inimigo Seir menosprezado na praça, enquanto Israel sai triunfante, com todos os troféus. Um governante virá de Jacó e destruirá tudo que sobrar na cidade.”

    20 Então, Balaão reconheceu Amaleque e pronunciou a seguinte mensagem: “Amaleque, você é o primeiro entre as nações agora, mas ficará em último lugar, arruinado.”

    21-22 Ele viu os queneus e pronunciou a seguinte mensagem: “Sua habitação está num lugar belo e seguro, como um ninho no alto de um penhasco. Mesmo assim, vocês serão humilhados quando Assur levar vocês como prisioneiros.”

    23-24 Balaão pronunciou sua última mensagem: “Ai! Quem poderá sobreviver quando Deus intervier? Os povos do mar, invasores de além-mar, atormentarão Assur e Héber, Mas eles também serão destruídos, como todos os outros.”

    25 Depois disso, Balaão voltou para casa, e Balaque também seguiu seu caminho.

  • Números, 23

    1 Balaão disse: “Faça para mim um altar aqui e prepare sete novilhos e sete carneiros.”

    2 Foi o que Balaque fez. Então, Balaão e Balaque sacrificaram um novilho e um carneiro em cada um dos altares.

    3 Balaão instruiu Balaque: “Fique esperando aqui, do lado da sua oferta queimada, enquanto me afasto um pouco. Talvez o Eterno venha ao meu encontro. Tudo que ele me disser, contarei a você.” Então, afastou-se para ficar sozinho.

    4 Deus, de fato, veio ao encontro de Balaão, que disse: “Fiz sete altares e ofereci um novilho e um carneiro em cada altar.”

    5 Então, o Eterno deu a Balaão uma mensagem: “Volte a Balaque e transmita a ele esta mensagem.”

    6-10 Ele voltou e encontrou Balaque esperando do lado da oferta queimada. Com ele, estavam os líderes de Moabe. E Balaão pronunciou esta mensagem: “Balaque me trouxe de Arã para cá, o rei de Moabe desde as montanhas orientais. ‘Vá, amaldiçoe Jacó por mim; vá, condene Israel.’ Como poderia eu amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como poderia eu condenar a quem o Eterno não condenou? Dos cumes rochosos, eu os vejo; do topo dos montes, eu os avisto. Vejam! Um povo que acampa separado e se considera marginalizado entre as nações. Mas quem poderia contar o pó de Jacó ou fazer um censo da nuvem de pó que é Israel? Quero morrer como esses justos! Quero um fim igual ao deles!.”

    11 Balaque disse a Balaão: “O que é isso? Chamei você aqui para amaldiçoar os meus inimigos, e tudo que você fez foi abençoá-los!.”

    12 Balaão respondeu: “Não devo ser cuidadoso em dizer o que o Eterno me instruiu a dizer?”

    13 Balaque disse: “Venha comigo a outro lugar, de onde você verá apenas uma parte do acampamento deles — não verá o acampamento inteiro. Amaldiçoe-os dali por mim.”

    14 Assim, ele o levou ao plano do Atalaia, no topo do Pisga. Ali construiu sete altares e sacrificou um novilho e um carneiro em cada altar.

    15 Balaão disse a Balaque: “Assuma Seu posto aqui, do lado de sua oferta queimada, enquanto me encontro com o Eterno ali adiante.”

    16 O Eterno veio ao encontro de Balaão com outra mensagem. Ele disse: “Volte e transmita a mensagem a Balaque.”

    17-24 Balaão voltou e encontrou Balaque esperando do lado da oferta queimada. Os líderes de Moabe estavam com ele. Balaque perguntou: “O que foi que o Eterno disse?” Então, Balaão pronunciou esta mensagem: “Levante-se, Balaque, e escute. Escute atentamente, filho de Zipor: Deus não é homem para que minta, E não é filho de homem para que mude de opinião. Acaso ele fala e não age conforme sua palavra? Acaso ele promete e não cumpre o que prometeu? Fui trazido aqui para abençoar, e agora ele está abençoado — como posso mudar isso? Ele não vê desgraça em Jacó nem enxerga nada de errado em Israel. O Eterno está com eles, e eles estão com ele, proclamando louvores ao seu Rei. Deus os trouxe do Egito, suas forças são como as de um boi selvagem. Não há magia que possa prender Jacó, nem encantamentos que possam amarrar Israel. As pessoas olharão para Jacó e lsrael e dirão: ‘Que grandes coisas Deus tem feito!’. Vejam, um povo está se pondo em pé, como um leão, o rei das feras, atiçado, Incansável, infatigável até que sua caçada acabe e coma e beba até ficar saciado.”

    25 Balaque disse a Balaão: “Bem, se você não consegue amaldiçoá-los, pelo menos não os abençoe.”

    26 Balaão respondeu a Balaque: “Já não falei antes: ‘Tudo que Deus falar, apenas o que ele falar, eu falo’?.”

    27-28 Balaque disse a Balaão: “Por favor, deixe-me levá-lo a outro lugar! Talvez consigamos achar o lugar ideal aos olhos de Deus, do qual você possa amaldiçoá-los por mim.” Assim, Balaque levou Balaão ao topo do monte Peor, com vista para o Jesimom (Deserto).

    29 Balaão disse a Balaque: “Faça sete altares para mim e prepare sete novilhos e sete carneiros para o sacrifício.”

    30 Balaque fez os altares e apresentou ofertas de um novilho e um carneiro em cada um deles.

  • Números, 22

    BALAÃO
    1 O povo de Israel continuou sua jornada e acampou nas campinas de Moabe, perto de Jericó, junto ao Jordão.

    2-3 Balaque, filho de Zipor, soube do que Israel havia feito aos amorreus. O povo de Moabe estava em pânico por causa de Israel, porque era muita gente. O terror tomou conta deles.

    4-5 Moabe falou aos líderes de Midiã: “Vejam! Essa multidão vai devorar tudo que encontrar pela frente, como o boi devora o c m do pasto.” Balaque, filho de Zipor, que era o rei de Moabe, enviou emissários a Balaão, filho de Beor, que vivia em Petor, às margens do rio Eufrates, sua terra natal.

    5-6 Os emissários de Balaque disseram: “Veja. Um povo saiu do Egito, e eles estão por todo lado, quase à minha porta. Venha e amaldiçoe esse povo por mim, porque eu não posso com eles. Talvez assim, eu consiga derrotá-los. Temos de atacá-los e expulsá-los da terra. Você tem uma reputação: os que você abençoa são abençoados, e os que você amaldiçoa são amaldiçoados.”

    7-8 Os líderes de Moabe e Midiã se puseram a caminho, transportando de forma muito segura o dinheiro para pagar os encantamentos. Quando chegaram à casa de Balaão, transmitiram a mensagem de Balaque. “Passem a noite aqui”, disse Balaão. “De manhã, darei a vocês a resposta que o Eterno me der.” Os líderes moabitas passaram a noite ali.

    9 Então, o Eterno apareceu a Balaão e perguntou: “Quem são os homens que estão aí com você?”

    10-11 Balaão respondeu: “Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, enviou-os com uma mensagem: ‘Um povo que saiu do Egito está por todos os lugares! Venha e amaldiçoe-os por mim. Talvez assim, eu consiga atacá-los e expulsá-los da região’.”

    12 Deus disse a Balaão: “Não vá com eles nem amaldiçoe aquele povo — eles são um povo abençoado.”

    13 Na manhã seguinte, Balaão se levantou e disse aos líderes de Balaque: “Vão para casa. O Eterno não me deu permissão para ir com vocês.”

    14 Os líderes moabitas partiram, voltaram a Balaque e disseram: “Balaão se recusou a vir conosco.”

    15-17 Balaque enviou outro grupo de líderes, mais distintos e de patentes mais elevadas. Eles disseram a Balaão: “Balaque, filho de Zipor, diz: ‘Por favor, não se recuse a vir a mim. Eu honrarei e recompensarei você generosamente — qualquer coisa que você me disser, eu farei. Pago qualquer valor, mas venha e amaldiçoe esse povo.”

    18-19 Balaão respondeu aos servos de Balaque: “Mesmo que Balaque me desse sua casa repleta de prata e ouro, eu não seria capaz de desafiar as ordens do Eterno e fazer qualquer coisa, grande ou pequena. Mas passem comigo a noite, como fizeram os outros. Verei o que o Eterno me diz desta vez.”

    20 Deus apareceu a Balaão naquela noite e disse: “Já que esses homens fizeram todo esse caminho para ver você, vá com eles. Mas não faça absolutamente nada além do que eu disser.”

    21-23 Balaão levantou-se de manhã, selou sua jumenta e partiu com os líderes de Moabe. Mas, enquanto estavam a caminho, a ira de Deus se acendeu, e o anjo do Eterno se pôs no caminho para impedir a passagem. Balaão estava montado em sua jumenta, acompanhado de dois escravos. Quando a jumenta viu o anjo bloqueando o caminho e brandindo sua espada, ela saiu da estrada e foi pelo campo. Balaão surrou a jumenta e a obrigou a retornar à estrada.

    24-25 Mas, quando estavam passando por uma vinha, com muros de ambos os lados, a jumenta viu outra vez o anjo do Eterno bloqueando a passagem e se apertou contra o muro, prendendo o pé de Balaão, que bateu nela de novo.

    26-27 O anjo do Eterno bloqueou o caminho mais uma vez, agora numa passagem bem estreita. Não havia como passar, nem pela esquerda nem pela direita. Ao ver o anjo, a jumenta de Balaão deitou-se debaixo dele. Balaão perdeu a paciência e surrou a jumenta com uma vara.

    28 Então, o Eterno deu a capacidade de fala à jumenta. Ela disse a Balaão: “O que foi que eu fiz a você, para que me batesse três vezes?.”

    29 Balaão disse: “Você está brincando comigo e me fazendo de bobo! Se eu tivesse uma espada, a esta altura eu já teria matado você.”

    30 A jumenta disse a Balaão: “Não sou eu sua jumenta de confiança, que você cavalgou todos esses anos, até hoje? Alguma vez fiz algo parecido? Fiz?” Ele disse: “Não.”

    31 Então, o Eterno fez Balaão enxergar o que estava acontecendo: ele viu o anjo do Eterno impedindo o caminho e brandindo uma espada. Balaão caiu ao chão, com o rosto em terra.

    32-33 O anjo do Eterno disse: “Por que você bateu na pobre jumenta três vezes? Vim aqui para bloquear seu caminho, porque você está se adiantando demais! A jumenta me viu e desviou de mim nas três ocasiões. Se ela não tivesse agido assim, a esta altura, eu já teria matado você, mas poupado a jumenta.”

    34 Balaão disse ao anjo do Eterno: “Eu pequei. Não imaginava que você estava parado no caminho, impedindo minha passagem. Se você não se agrada do que estou fazendo, voltarei para casa.”

    35 Mas o anjo do Eterno disse a Balaão: “Não, pode ir com eles. Mas diga apenas o que eu ordenar — absolutamente nada além disso.” Assim, Balaão continuou seu caminho com os líderes de Balaque.

    36 Quando Balaque foi informado de que Balaão estava vindo, foi ao encontro dele na cidade moabita que fica à margem do Arnom, no limite do seu território.

    37 Balaque disse a Balaão: “Não mandei um pedido de ajuda urgente para você? Por que não veio quando chamei? Você acha que não tenho dinheiro suficiente para recompensá-lo?.”

    38 Balaão disse a Balaque: “Bem, agora estou aqui. Mas não posso dizer qualquer coisa, apenas as palavras que Deus me der — e de ninguém mais.”

    39-40 Então, Balaão acompanhou Balaque a Quiriate-Huzote (Cidade das Ruas). Balaque abateu bois e ovelhas para oferecê-los a Balaão e aos líderes que estavam com ele.

    41 Ao alvorecer, Balaque levou Balaão a Bamote-Baal (Os Altos de Baal), para que tivesse uma boa visão de parte do povo.

  • Números, 21

    HORMÁ
    1 O rei cananeu de Arade, que governava no Neguebe, soube que Israel estava avançando pela estrada de Atarim. Ele atacou Israel e fez alguns prisioneiros.

    2 Israel fez um voto ao Eterno: “Se entregares esse povo em nossas mãos, destruiremos suas cidades e apresentaremos as ruínas a ti como santa destruição.”

    3 O Eterno ouviu a oração de Israel e entregou os cananeus nas mãos deles. Eles destruíram os inimigos e suas cidades, uma santa destruição. Deram ao lugar o nome de Hormá (Santa Destruição).

    A SERPENTE DE BRONZE FLAMEJANTE
    4-5 Eles partiram do monte Hor pela estrada do mar Vermelho, fazendo um desvio ao redor do território de Edom. Mas o povo ficou impaciente e irritadiço durante a jornada e começou a reclamar contra Deus e contra Moisés: “Por que vocês nos arrastaram do Egito para morrer neste lugar abandonado? Não há comida decente nem água. Não temos mais estômago para suportar essa situação!”

    6-7 Por causa da reclamação, o Eterno enviou serpentes venenosas. Elas morderam o povo, e muitos morreram. Os israelitas disseram a Moisés: “Pecamos ao murmurar contra o Eterno e contra você. Ore ao Eterno e peça que ele tire estas serpentes daqui!.” Moisés orou pelo povo.

    8 E o Eterno disse a Moisés: “Faça uma serpente e coloque-a no alto de um poste. Aquele que for mordido e olhar para essa serpente viverá.”

    9 Assim, Moisés fez uma serpente de bronze flamejante e a prendeu no topo de um poste. Qualquer pessoa que fosse mordida por uma serpente e, em seguida, olhasse para a serpente de bronze sobrevivia à mordida.

    ACAMPANDO NO CAMINHO PARA MOABE
    10-15 O povo de Israel partiu e acampou em Obote. Eles deixaram Obote e acamparam em Ijé-Abarim, no deserto defronte de Moabe, a leste. Eles partiram dali e armaram suas tendas no vale de Zerede. O acampamento seguinte foi à margem do rio Amom, que marca a fronteira entre o território dos amorreus e Moabe. O Livro das Guerras do Eterno faz referência a esse lugar: Vaebe em Sufá, os vales de Arnom; Pelas ravinas dos vales que levam à vila de Ar E que chegam até a fronteira de Moabe.

    16-18 Dali, prosseguiram para Beer (O Poço), onde o Eterno disse a Moisés: “Reúna o povo, que vou dar água a eles.” Foi ali que Israel cantou este cântico: Faça brotar água, ó poço! Cantem o cântico do poço, o poço cavado pelos príncipes, Cavado pelos líderes do povo cavado com seus cetros e cajados.

    19-20 Do deserto, sua rota foi desde Mataná até Naaliel, dali para Bamote (Os Altos) e de lá para o vale diante dos campos de Moabe, do qual se levanta o Pisga (O Cume) e defronta com Jesimom (Deserto).

    21-22 Israel enviou emissários a Seom, rei dos amorreus, dizendo: “Deixe-nos atravessar seu território. Não entraremos em suas plantações nem nas vinhas, nem beberemos água dos seus poços. Não sairemos da estrada principal, a estrada do rei, até que atravessemos todo o seu território.”

    23-27 Mas Seom não permitiu a passagem de Israel. Em vez disso, reuniu seu exército e marchou até o deserto para atacar Israel. O confronto ocorreu em Jaza. Mas Israel reagiu, derrotou Seom e tomou posse do seu território desde o Arnom até o Jaboque e até o território dos amonitas. Eles ficaram ali, porque a fronteira dos amonitas era fortificada. Israel tomou e ocupou as cidades dos amorreus, até mesmo Hesbom e todas as cidades ao redor. Hesbom era a c tal de Seom, rei dos amorreus. Ele havia atacado o antigo rei de Moabe e capturado todo o seu território até o norte, à altura do rio Arnom; por isso, os cantores populares cantam: Venham a Hesbom reconstruir a cidade, restaurem a cidade de Seom.

    28-29 Certa vez, saiu fogo de Hesbom, chamas da cidade de Seom; Queimando Ar de Moabe, os nativos dos altos do Arnom. Ai de você, Moabe! O povo de Camos está destruído! Filhos se tornaram fugitivos, filhas foram abandonadas, cativas do rei dos amorreus, Seom.

    30 Mas nós acabamos com eles: nada sobrou de Hesbom a Dibom; A devastação chegou até Nofá, terra ressecada até Medeba.

    31-32 Israel avançou e se estabeleceu nas terras dos amorreus. Moisés enviou homens para uma missão de reconhecimento em Jazar. Eles tomaram os povoados e expulsaram os amorreus que viviam ali.

    33 Em seguida, rumaram para o norte, pela estrada para Basã. Ogue, rei de Basã, marchou com todo o seu exército contra Moisés, e se posicionou em Edrei.

    34 O Eterno disse a Moisés: “Não tenha medo dele, pois ele será um presente para você, ele e todo o seu povo e sua terra. Trate-o como tratou a Seom, rei dos amorreus, que governava em Hesbom.”

    35 Assim, Israel o atacou, matando seus filhos e todo O povo, e não houve um único sobrevivente. Israel tomou posse da terra.

  • Números, 20

    O ACAMPAMENTO CADES
    1 No primeiro mês, toda a comunidade de Israel chegou ao deserto de /II Zim. O povo acampou em Cades. Ali morreu Miriã, e foi enterrada.

    2-5 Não havia água ali para a comunidade, de modo que o povo queria agredir Moisés e Arão, dizendo: “Deveríamos ter morrido quando os outros nossos irmãos morreram diante do Eterno! Por que vocês trouxeram a congregação do Eterno para este deserto: para que morressem o povo e os animais? E por que vocês nos tiraram do Egito, arrastando-nos para esta região miserável? Aqui não tem cereal, nem figos, nem uvas, nem romãs e, agora, nem mesmo água!.”

    6 Moisés e Arão saíram da presença do povo, foram para a Tenda do Encontro e se prostraram com o rosto no chão. Ali viram a glória do Eterno.

    7-8 O Eterno disse a Moisés: “Pegue sua vara. Você e seu irmão Arão reúnam a comunidade. Fale com aquela rocha que esta bem em frente deles, e ela produzirá água. Vocês tirarão água da rocha para eles, tanto para o povo quanto para os rebanhos.”

    9-10 Moisés tirou avara da presença do Eterno, como foi ordenado. Ele e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse: “Ouçam, rebeldes! Será que teremos de tirar água desta rocha para vocês?”

    11 Depois de dizer isso, Moisés ergueu o braço e bateu com a vara na rocha — uma vez, duas vezes. E jorrou água. A comunidade e os rebanhos beberam.

    12 O Eterno disse a Moisés e Arão: “Já que vocês não confiaram em mim, não me trataram com reverência diante do povo de Israel, os dois estarão impedidos de conduzir a comunidade para a terra que estou dando a eles.”

    13 Aquelas eram as água de Meribá (Discussão), onde o povo de Israel discutiu com o Eterno, e ele se revelou santo.

    14-16 Moisés enviou emissários de Cades ao rei de Edom com esta mensagem: “Uma mensagem do seu irmão Israel. Você está ciente de todas as dificuldades que temos passado. Nossos antepassados foram para o Egito e viveram lá por muito tempo. Os egípcios foram cruéis conosco e com nossos antepassados. Mas, quando clamamos por ajuda ao Eterno, ele nos ouviu. Ele enviou um anjo e nos tirou do Egito. Agora, estamos aqui em Cades, na fronteira do seu território.

    17 Você nos daria permissão para cruzar seu território? Não cruzaremos suas plantações nem suas vinhas, nem beberemos água dos seus poços. Não sairemos na estrada principal, a estrada do rei. Não nos desviaremos nem para a esquerda nem para a direita, até que tenhamos atravessado todo o seu território.”

    18 O rei de Edom respondeu: “De jeito nenhum! Se vocês puserem um pé em meu território, eu os atacarei.”

    19 O povo de Israel insistiu: “Veja, ficaremos o tempo todo na estrada principal. Se alguém de nós ou algum dos nossos animais beber água, pagaremos por ela. Somos inofensivos, um grupo de andarilhos com os pés feridos.”

    20-21 Mas o rei ficou irredutível: “Não! Vocês não poderão passar.” E Edom bloqueou o caminho com um exército grande e muito bem armado. Assim, Edom negou a passagem, e Israel teve de fazer um desvio.

    O ACAMPAMENTO HOR
    22 O povo de Israel — a comunidade toda — partiu de Cades e chegou ao monte Hor.

    23-26 O Eterno disse a Moisés e Arão no monte Hor, na fronteira de Edom: “Chegou a hora de Arão ser reunido aos seus antepassados. Ele não entrará na terra que estou dando ao povo de Israel porque vocês dois se rebelaram contra as minhas ordens nas águas de Meribá. Portanto, leve Arão e seu filho Eleazar até o cume do monte Hor. Tire as roupas de Arão e vista Eleazar com elas. Arão se reunirá a seus antepassados: ele morrerá ali.”

    27-29 Moisés obedeceu ã ordem do Eterno. Eles subiram ao monte Hor diante dos olhos de toda a congregação. Moisés tirou as roupas de Arão e vestiu Eleazar com elas. Arão morreu no cume do monte. Então, Moisés e Eleazar desceram, A congregação, ao receber a notícia da morte de Arão, guardou luto de trinta dia por ele.

  • Números, 19

    A NOVILHA VERMELHA
    1-4 O Eterno disse a Moisés e Arão: “Esta é a regra da revelação, que o Eterno ordenou: digam ao povo de Israel que tragam uma novilha vermelha, sem defeito, ritualmente pura, que nunca carregou uma canga. Vocês a apresentarão ao sacerdote Eleazar e, depois, a levarão para fora do acampamento, para ser sacrificada na presença dele. Eleazar pegará parte do sangue com o dedo e o borrifará sete vezes na direção da Tenda do Encontro.

    5-8 “Então, sob a supervisão de Eleazar, queimem totalmente a novilha — o couro, a carne, o sangue e até os excrementos. Em seguida, o sacerdote pegará um pedaço de madeira de cedro, alguns ramos de hissopo e um pedaço de lã vermelha e os jogará no fogo em que a novilha estiver queimando. Depois disso, o sacerdote terá de lavar suas roupas e tomar banho. Só depois disso, poderá voltar ao acampamento, mas permanecerá ritualmente impuro até o entardecer. O homem que queimar a novilha também precisará lavar sua roupa e tomar banho. Ele também estará impuro até o entardecer.

    9 “Um homem ritualmente puro recolherá as cinzas da novilha e as depositará num lugar ritualmente puro, fora do acampamento. A congregação de Israel as guardará para uso na água da purificação, para a purificação de pecados.

    10 “O homem que tiver recolhido as cinzas terá de lavar suas roupas e estará ritualmente impuro até o entardecer. Essa será uma regra fixa, tanto para os israelitas de nascimento quanto para os estrangeiros residentes.

    11-13 “Qualquer pessoa que tocar um cadáver humano ficará ritualmente impura por sete dias. Terá de purificar-se com a água da purificação no terceiro dia e, no sétimo dia, estará pura. Mas, se ela não seguir os procedimentos para o terceiro e o sétimo dias, não ficará pura. Qualquer pessoa que tocar um cadáver humano e não se purificar estará contaminando a habitação do Eterno e deve ser eliminada. Porque, enquanto não receber a água da purificação, ela continuará ritualmente impura.

    14-15 “Esta é a regra para alguém que morrer em sua tenda: qualquer pessoa que entrar na tenda ou já estiver na tenda ficará ritualmente impura durante sete dias, e qualquer recipiente aberto sem tampa estará impuro.

    16-21 “Qualquer pessoa que tocar um cadáver em campo aberto, não importa se morreu de causas violentas ou naturais, ou tocar um osso humano, ficará impura por sete dias. Para a purificação dessa pessoa, misture um pouco das cinzas da oferta de perdão com água fresca numa tigela. Encontre um homem ritualmente puro para molhar um ramo de hissopo na água e borrifar a tenda e toda a sua mobília, as pessoas que estavam na tenda, aquele que tocou nos ossos da pessoa que morreu assassinada ou de causas naturais e a pessoa que tiver tocado um túmulo. A pessoa impura deverá ser borrifada no terceiro e no sétimo dias. No sétimo dia, será considerada pura. A pessoa purificada deverá lavar suas roupas e tomar banho. Ao entardecer, estará pura. Mas a pessoa impura que não passar por esses procedimentos de purificação terá de ser eliminada da comunidade: ela contaminou o santuário de Deus. Não foi aspergida sobre ela a água da purificação; por isso, está ritualmente impura. Essa é a regra fixa para esses casos. “O homem que aspergir a água da purificação terá de lavar suas roupas, e qualquer outra pessoa que tocar a água da purificação também estará ritualmente impura até o entardecer.”

    22 “Qualquer coisa que a pessoa ritualmente impura tocar torna-se impura, e aquele que tocar no que ele tocou entrará impuro até o entardecer.”

  • Números, 18

    AS RESPONSABILIDADES NA TENDA DO ENCONTRO
    1-4 O Eterno disse a Arão: “Você, seus filhos e a família de seu pai são responsáveis pelos pecados cometidos contra o santuário; você e seus filhos também são responsáveis pelos pecados envolvendo o sacerdócio. Portanto, recrute seus irmãos levitas para ajudarem você e seus filhos com suas responsabilidades na Tenda que guarda as tábuas da aliança. Eles se dirigirão a você na execução das tarefas associadas à Tenda, mas não poderão fazer nada relacionado às coisas sagradas do altar, sob pena de morte — tanto eles quanto você morrerão! Eles ajudarão você a cuidar da Tenda do Encontro, o que inclui todos os trabalhos necessários. Ninguém além deles poderá ajudar você.

    5-7 “Sua responsabilidade é cuidar do santuário e do altar, para que não haja mais erupções de ira contra o povo de Israel. Eu mesmo escolhi a seus irmãos, os levitas, de todo o povo de Israel. Eu os entrego a você como um presente, um presente do Eterno, para ajudar com o serviço na Tenda do Encontro. Mas apenas você e seus filhos podem servir como sacerdotes e trabalhar em volta do altar e além do véu. O serviço do sacerdócio é meu presente exclusivo para você: não pode ser delegado. Quem invadir o santuário será executado.”

    8-10 O Eterno disse também a Arão: “Eu, pessoalmente, estou designando você responsável pelas minhas contribuições, todas as coisas sagradas que recebo do povo de Israel. Estou entregando tudo a você e seus filhos para seu uso pessoal. Essa é a regra fixa. Você e seus filhos recebem o que sobrar das ofertas, tudo que não for queimado no Altar, seja das ofertas de cereal, das ofertas de perdão ou das ofertas de reparação. Comam tudo em atitude reverente: são coisas santíssimas. Quem for do sexo masculino em sua família poderá comê-las. Tratem-nas como coisas santas.

    11-13 “Vocês também receberão as ofertas movidas do povo de Israel. Eu as entrego a você e seus filhos como um presente. Essa é a regra fixa. Qualquer pessoa na sua família que estiver ritualmente pura poderá comer delas. Também dou a vocês o melhor azeite, o melhor vinho novo e o melhor trigo que for oferecido ao Eterno como primeiros frutos da colheita — todos os primeiros frutos que eles oferecem ao Eterno serão seus. Qualquer pessoa na sua família que estiver ritualmente pura poderá comer deles.

    14-16 “Vocês recebem tudo que, em Israel, for consagrado ao Eterno. Todo primogênito, toda primeira cria oferecida ao Eterno será de vocês. A exceção é que vocês não receberão o primogênito em si, e, sim, o valor do seu resgate. Quando o primogênito tiver um mês de idade, ele deverá ser resgatado pelo preço de sessenta gramas de prata, segundo o padrão do santuário, que pesa doze gramas.

    17-19 “Mas vocês não poderão aceitar o resgate da primeira cria de uma vaca, ovelha ou cabra — elas são santas. Em vez disso, borrife o sangue no altar e queime a gordura deles como oferta preparada no fogo, um aroma agradável ao Eterno. Mas vocês receberão a carne, assim como recebem o peito da oferta movida e a coxa direita. Todas as ofertas sagradas que o povo de Israel separar para o Eterno, eu estou entregando a você e seus filhos. Essa é a regra fixa, que inclui tanto vocês quanto seus filhos — uma aliança de sal, eterna e imutável diante do Eterno.

    20 O Eterno disse ainda a Arão: “Você não receberá herança na terra, nem mesmo uma porção de terra. Eu sou sua porção, sua herança entre o povo de Israel.

    21-24 “Estou dando aos levitas todos os dízimos de Israel como pagamento pelo trabalho que fazem na Tenda do Encontro. A começar de agora, o restante do povo de Israel não poderá ficar entrando e saindo da Tenda do Encontro. Se o fizerem, serão penalizados por seu pecado, e a pena é a morte. Apenas os levitas poderão trabalhar na Tenda do Encontro, e eles serão responsáveis por qualquer coisa que der errado. Essa é a regra fixa, para todos os tempos. Eles não receberão herança entre o povo de Israel. Em vez disso, entrego a eles os dízimos que o povo de Israel apresentar como oferta ao Eterno. Por isso, criei esta regra: eles não receberão herança de terra entre o povo de Israel.”

    25-29 O Eterno disse a Moisés: “Fale com os levitas e diga a eles: ‘Quando receberem os dízimos do povo de Israel, a herança que foi designada a vocês, terão de dar o dízimo desses dízimos e apresentá-lo como oferta ao Eterno. Suas ofertas serão tratadas da mesma forma que as ofertas de cereal da eira e de vinho da prensa dos demais israelitas. Este é o procedimento para fazer as ofertas ao Eterno dos dízimos que vocês receberem do povo de Israel: deem a porção desses dízimos, que pertence ao Eterno, ao sacerdote Arão. Garantam que a porção do Eterno seja a melhor e mais santa de tudo que vocês receberem’.

    30-32 “Diga aos levitas: ‘Quando vocês oferecerem a melhor parte, o restante será tratado como o cereal da eira ou o vinho da prensa ofertados pelos demais. Vocês e suas famílias poderão comer o restante a qualquer hora e em qualquer lugar — é o salário de vocês pelo trabalho na Tenda do Encontro. Ao oferecer a melhor parte, vocês evitarão a culpa de profanar as ofertas sagradas do povo de Israel e, assim, não morrerão’.”

  • Números, 17

    A VARA DE ARÃO
    1-5 O Eterno disse a Moisés: “Eale com o povo de Israel. Peça a eles que tragam algumas varas, doze no total, uma para cada líder de cada uma das tribos dos seus antepassados. Escreva o nome de cada homem na vara que corresponde à sua tribo, a começar por Arão. Escreva o nome de Arão na vara de Levi e faça o mesmo com as outras varas, uma vara para o líder de cada uma das tribos. Depois, coloque-as na Tenda do Encontro, diante da arca das tábuas da aliança, na qual me encontro com você. Eis o que acontecerá: a vara do homem que eu escolhi florescerá. Assim, porei um basta nessa murmuração interminável do povo de Israel contra você.”

    6-7 Moisés falou ao povo de Israel. Seus líderes entregaram as doze varas, uma para o líder de cada tribo, e a vara de Arão estava entre elas. Moisés pôs as varas diante do Eterno, na Tenda que guarda as tábuas da aliança.

    8-9 Moisés entrou na Tenda do Encontro no dia seguinte e viu que a vara de Arão, a vara da tribo de Levi, de fato havia florescido — botões, flores e até amêndoas maduras! Moisés retirou todas as varas da presença do Eterno e as apresentou ao povo de Israel. Eles olharam com atenção o que havia acontecido. Cada líder pegou a vara com seu nome.

    10 O Eterno disse a Moisés: “Leve a vara de Arão de volta ao seu lugar, diante da arca com as tábuas da aliança. Ela deve ficar ali como sinal para os rebeldes. Isso porá um basta à murmuração contra mim e salvará a vida deles!”

    11 Moisés fez exatamente como o Eterno havia ordenado.

    12-13 O povo de Israel disse a Moisés: “Estamos perdidos! É nossa sentença de morte. Qualquer um que se aproximar da habitação do Eterno cairá morto. Estamos todos perdidos!”