Categoria: Números

O Quarto Livro de Moisés chamado Números
Introdução
Este livro se chama Números porque nele há duas contagens do povo: a primeira, feita quando os israelitas saíram do Egito (cap. 1); e a outra, feita quarenta anos mais tarde, antes de entrarem na terra de Canaã (cap. 26). No período entre as duas contagens, os israelitas chegaram até Cades-Barneia, no Sul de Canaã, porém não conseguiram entrar por ali na Terra Prometida. Eles passaram muitos anos nessa região e depois foram até a região montanhosa que fica a leste do rio Jordão. Uma parte do povo ficou ali, e a outra se preparou para atravessar o rio Jordão e entrar na Terra Prometida.
O Livro de Números é a história de um povo que muitas vezes ficou desanimado e com medo diante das dificuldades e que se rebelou contra Deus e contra Moisés, o homem que Deus escolheu para ser o líder deles. É também a história da fidelidade de Deus, do seu cuidado constante para com o seu povo, que muitas vezes era fraco e desobediente. Este livro fala da firmeza de Moisés, que às vezes perdia a paciência, mas sempre mostrava ter um espírito de dedicação a Deus e ao seu povo.

  • Números, 6

    O VOTO DE NAZIREU
    1-4 O Eterno disse a Moisés: “Fale com o povo de Israel e diga assim: ‘Se alguém entre vocês, não importa se homem ou mulher, quiser fazer o voto especial de nazireu, consagrando-se totalmente ao Eterno, não poderá beber vinho nem qualquer outra bebida fermentada, nem mesmo suco de uva — aliás, nem mesmo poderá comer uvas ou passas. Durante o período de consagração, nada que venha da uva, nem sementes nem casca, poderá servir de alimento para essa pessoa.

    5 “‘Durante o período de consagração ao Eterno, a pessoa também não poderá cortar o cabelo. O cabelo comprido será um sinal de consagração ao Eterno.

    6-7 “‘Nesse mesmo período, a pessoa não poderá tocar nenhum cadáver, mesmo que seja o corpo do pai, mãe, irmão ou irmã. Ela não poderá se contaminar ritualmente, porque o sinal da consagração ao Eterno está sobre a cabeça dela.

    8 “‘Durante todo o período da consagração, a pessoa irá se dedicar ao Eterno.

    9-12 “‘Se alguém morrer repentinamente na presença da pessoa consagrada e, assim, sua cabeça for ritualmente contaminada, ela terá de rapar a cabeça no dia da sua purificação, isto é, no sétimo dia. No oitavo dia, levará duas rolinhas ou dois pombinhos ao sacerdote, na entrada da Tenda do Encontro. O sacerdote oferecerá uma das aves como oferta de perdão e a outra, como oferta queimada, purificando a pessoa da contaminação ritual em virtude do contato com cadáver. A pessoa reconsagrará o cabelo, nesse dia, e renovará seu voto de nazireu com o Eterno levando um cordeiro de um ano como oferta de reparação. Dessa forma, o período de consagração é reiniciado: os dias anteriores não contam, porque a consagração foi ritualmente contaminada.

    13-17 “‘Estas são as instruções para quando terminar o período da consagração dessa pessoa ao Eterno. Ela deverá ser levada à entrada da Tenda do Encontro. Ali, apresentará suas ofertas ao Eterno: um cordeiro de um ano sem defeito para a oferta queimada; uma cordeira de um ano sem defeito para a oferta de perdão; um carneiro sem defeito para a oferta de paz; um cesto de pães sem fermento feitos de farinha da melhor qualidade, misturados com óleo; pães finos untados com óleo, junto com suas ofertas de cereal e ofertas derramadas. O sacerdote se aproximará do Eterno com o cesto de pães sem fermento e, por fim, apresentará a oferta de cereal e a oferta derramada.

    18 “‘Na entrada da Tenda do Encontro, deverá rapar o cabelo que foi consagrado e queimá-lo no fogo com a oferta de paz.

    19-20 “‘Depois que a pessoa tiver rapado o cabelo da consagração, o sacerdote pegará um ombro de carneiro cozido, um pedaço de pão sem fermento e um pão fino do cesto e os depositará nas mãos dela. O sacerdote, então, os balançará, como oferta movida diante do Eterno. Essas ofertas são sagradas e pertencem ao sacerdote, junto com o peito que foi apresentado como oferta movida e a coxa que foi ofertada. “‘Então, a pessoa estará livre para beber vinho.

    21 “‘Essas são as instruções para os nazireus, quando levarem suas ofertas ao Eterno, no seu voto de consagração, além das outras ofertas. Eles precisam cumprir seus votos conforme as instruções para os nazireus’.”

    A BÊNÇÃO ARAÔNICA
    22-23 O Eterno disse a Moisés: “Diga a Arão e seus filhos: Eis como vocês deverão abençoar o povo de Israel. Digam a eles:

    24 Que o Eterno abençoe e guarde vocês,

    25 Que o Eterno sorria para vocês e presenteie vocês,

    26 Que o Eterno olhe para vocês bem nos olhos e os faça prosperar.

    27 “Ao fazê-lo, eles porão meu nome sobre o povo de Israel — Eu darei a confirmação, abençoando os.”

  • Números, 5

    ALGUMAS REGRAS RELATIVAS AO ACAMPAMENTO
    1-3 O Eterno disse a Moisés: “Ordene ao povo de Israel que retire do acampamento qualquer pessoa que tiver doença de pele infecciosa, qualquer pessoa que tiver fluxo ou qualquer pessoa que estiver ritualmente impura por haver tocado um cadáver. Mande-os para fora do acampamento, seja homem, seja mulher, para que não contaminem o acampamento, o lugar em que habito entre vocês.”

    4 O povo de Israel obedeceu e os retirou do acampamento, exatamente como o Eterno havia ordenado a Moisés.

    5-10 O Eterno disse a Moisés: “Diga ao povo de Israel: ‘Quando alguém cometer qualquer pecado, prejudicando outra pessoa, ele violou a confiança do Eterno: é culpado e precisa confessar seu pecado. Ele fará restituição completa e acrescentará vinte por cento à pessoa prejudicada. Se a pessoa prejudicada não tiver parentes próximos que possam receber a restituição, esta pertencerá ao Eterno e deverá ser entregue ao sacerdote, junto com o carneiro com que se fará a expiação: Todas as ofertas sagradas que o povo de Israel apresentar ao sacerdote pertencem ao sacerdote. As dádivas sagradas de cada pessoa são dela mesma, mas o que for dado ao sacerdote ficará com ele’.”

    11-15 O Eterno disse a Moisés: “Diga ao povo de Israel: ‘Suponhamos que a esposa de um homem seja infiel a ele, deitando-se com outro homem, e o marido não esteja sabendo. Então, mesmo que não haja testemunhas e ela não tenha sido flagrada nesse ato, se o marido começar a sentir ciúme e suscitar de que ela o está enganando, e mesmo que ela seja inocente e as suspeitas dele sejam infundadas, ele deverá levar a mulher ao sacerdote. Também deverá levar a oferta de um jarro de farinha de cevada. Não deverá derramar óleo sobre a oferta nem misturar incenso com ela, porque é uma oferta de cereal pelo ciúme, para revelar a culpa.

    16-22 “‘O sacerdote levará a mulher à presença do Eterno. Derramará um pouco de água sagrada num jarro de barro e acrescentará um pouco de pó do chão da Habitação na água. Depois que tiver levado a mulher à presença do Eterno, o sacerdote deverá descobrir o cabelo dela e depositar a oferta nas mãos dela, a oferta de cereal pelo ciúme, enquanto ele segura a água amarga, que transmite maldição. O sacerdote porá a mulher sob juramento e dirá: Se nenhum homem se deitou com você e se você não adulterou nem se tornou impura enquanto estava com seu marido, que esta água amarga, que transmite maldição, não faça mal a você. Mas, se você teve um caso e se contaminou ao deitar com outro homem — aqui, o sacerdote põe a mulher sob essa maldição —, que o Eterno leve seu povo a amaldiçoar e desprezar você, fazendo que seu útero seque e sua barriga inche. Que esta água, que transmite maldição, entre em seu corpo e faça inchar sua barriga e secar seu útero. “‘E a mulher dirá: Amém! Amém!

    23-28 “‘O sacerdote deverá escrever essas maldições num rolo e lavar as palavras na água amarga. Depois, dará à mulher a água amarga, que transmite maldição. A água entrará no corpo dela e causará dor aguda. O sacerdote, então, pegará das mãos dela um punhado da oferta de cereal pelo ciúme, que será balançado diante do Eterno e levado ao altar. Em seguida, o sacerdote levará um punhado da oferta de cereal, usando-a como oferta memorial, e o queimará no altar. Depois disso, ele fará a mulher beber a água. Se a mulher estiver contaminada, se for infiel ao seu marido, quando beber a água que transmite maldição, essa água entrará em seu corpo e causará dor aguda, sua barriga inchará e seu útero secará. Ela será amaldiçoada entre seu povo. Mas, se ela não estiver contaminada, se for inocente, seu nome estará limpo, e ela poderá ter filhos.

    29-31 “‘Essa é a lei acerca do ciúme, no caso da mulher que se desviou e tem um caso e se contaminou enquanto estava casada, ou do homem atormentado por ciúme por suspeitar da esposa. O sacerdote a levará à presença do Eterno e a submeterá a esse procedimento. O marido será inocentado, mas a mulher pagará por seu erro’.”

  • Números, 4

    AS RESPONSABILIDADES DOS COATITAS
    1-3 O Eterno ordenou a Moisés e Arão: “Contem a linhagem coatita dos levitas por clã e família. Registrem todos os homens entre 30 e 50 anos de idade, todos os que estão aptos para o ministério na Tenda do Encontro.

    4″Este é o serviço na Tenda do Encontro: cuidar das coisas santíssimas.

    5-6 “Quando o acampamento estiver pronto para partir, Arão e seus filhos devem entrar, retirar o véu protetor e cobrir a arca da aliança com ele. Depois, devem cobri-la com uma cobertura de couro de golfinho, estender um pano azul sobre ela e pôr os varões no lugar.

    7-8 “Em seguida, devem estender um pano azul sobre a mesa da presença e preparar a mesa com os pratos, os recipientes do incenso, as tigelas e as bacias para as ofertas derramadas. Os pães precisam estar sempre sobre a Mesa. Tudo deve ser coberto com um pano vermelho e com o couro de golfinho. Depois, serão postos os varões.

    9-10 “Devem cobrir com um pano azul o candelabro e as lâmpadas, as tesouras de aparo, os apagadores e os jarros de suprimento de óleo. Depois, devem embrulhar tudo com couro de golfinho e pôr sobre um suporte para serem carregados.

    11 “Também cobrirão o altar de ouro com um pano azul e, depois, com couro de golfinho e o porão sobre um suporte para ser carregado.

    12 “Eles deverão embrulhar todos os utensílios usados na ministração no santuário num pano azul, cobri-los com couro de golfinho e pô-los num suporte para serem carregados.

    13-14 “Deverão remover as cinzas do altar de bronze e cobri-lo com um pano roxo. Ajeitarão sobre ele todos os utensílios da ministração no altar — os braseiros, os garfos, as pás e as bacias e tudo o mais — e os cobrirão com couro de golfinho. Depois, porão os varões no lugar.

    15 “Quando Arão e seus filhos terminarem de cobrir todos os utensílios e artigos sagrados e o acampamento estiver pronto para partir, os coatitas se apresentarão para carregá-los. Mas não poderão tocar as coisas sagradas, para que não morram. Os coatitas são responsáveis por carregar todos os objetos que estão na Tenda do Encontro.

    16 “Eleazar, filho do sacerdote Arão, será responsável pelo óleo para a iluminação, pelo incenso aromático, pela oferta costumeira de cereal e pelo óleo da unção. Ele será responsável por toda a Habitação e tudo que há nela, até mesmo seus utensílios e os artigos sagrados.”

    17-20 O Eterno disse, também, a Moisés e Arão: “Não deixem que os clãs dos coatitas sejam eliminados entre os levitas. Vocês deverão protegê-los, para que eles não morram quando se aproximarem das coisas santíssimas. Para protegê-los, Arão e seus filhos deverão entrar antes deles no santuário e indicar a cada homem sua responsabilidade e o que ele deverá carregar. Mas os coatitas não poderão entrar para ver as coisas sagradas, nem mesmo por um momento. Se o fizerem, morrerão.”

    AS RESPONSABILIDADES DOS GERSONITAS
    21-23 O Eterno ordenou a Moisés: “Conte também os gersonitas, tribo por tribo, de acordo com as famílias de seus antepassados. Registre todos os homens entre 30 e 50 anos de idade que estão aptos para o ministério na Tenda do Encontro.

    24-28 “Os gersonitas, por família e clã, irão carregar os equipamentos pesados: as cortinas internas do santuário e a Tenda do Encontro; a cobertura da Tenda e a cobertura externa de couro de golfinho; as cortinas da entrada da Tenda; as cordas; todos os utensílios usados no seu serviço. Os gersonitas têm a incumbência de fazer todo o trabalho associado a essas coisas. A tarefa de levantar e carregar será realizada sob a supervisão de Arão e seus filhos, que determinarão o que cada um deverá carregar. Esse é o trabalho dos clãs gersonitas na Tenda do Encontro. Itamar, filho do sacerdote Arão, supervisionará o trabalho deles.”

    AS RESPONSABILIDADES DOS MERARITAS
    29-30 “Conte os meraritas segundo as famílias de seus antepassados. Conte todos os homens entre 30 e 50 anos de idade que estão aptos para o ministério na Tenda do Encontro.

    31-33 “Esta será a responsabilidade deles em seu serviço na Tenda do Encontro: carregar as armações da Habitação, os travessões, colunas e bases, bem como as colunas do pátio em volta da Habitação, com suas bases, estacas e cordas, e todos os utensílios associados a esse serviço. Deve ser mostrado a cada homem exatamente o que ele deve carregar. Essa será a responsabilidade dos clãs meraritas em seu serviço na Tenda do Encontro, sob a supervisão de Itamar, filho do sacerdote Arão.”

    34-37 Moisés, Arão e os líderes da congregação contaram os coatitas segundos seus clãs e famílias. Todos os homens entre 30 e 50 anos de idade que estavam aptos para o ministério na Tenda do Encontro, contados segundo seus clãs, eram 2.750. Esse foi o total de homens dos clãs coatitas que serviam na Tenda do Encontro. Moisés e Arão os registraram, como o Eterno havia ordenado a Moisés.

    38-41 Os gersonitas foram registrados segundo seus clãs e famílias. Todos os homens entre 30 e 50 anos de idade que estavam aptos para o ministério na Tenda do Encontro, contados segundo seus clãs, eram 2.630. Esse foi o total de homens dos clãs gersonitas que serviam na Tenda do Encontro. Moisés e Arão os registraram, como o Eterno havia ordenado a Moisés.

    42-45 Os meraritas foram registrados segundo seus clãs e famílias. Todos os homens entre 30 e 50 anos de idade que estavam aptos para o ministério na Tenda do Encontro, contados segundo seus clãs, eram 3. 200. Esse foi o total de homens dos clãs gersonitas que serviam na Tenda do Encontro. Moisés e Arão os registraram, como o Eterno havia ordenado a Moisés. 46-49 Assim, Moisés, Arão e os líderes de Israel contaram e registraram todos os levitas segundo seus clãs e famílias. Todos os homens entre 30 e 50 anos de idade que estavam aptos para o ministério na Tenda do Encontro eram 8.580. A cada homem foi designado seu serviço e o que deveria carregar, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés. Essa é a história da contagem e registro dos levitas, como o Eterno havia ordenado a Moisés.

  • Números, 3

    OS LEVITAS
    1 Esta é a árvore genealógica de Arão e Moisés, referente à época em que o Eterno falou com Moisés no monte Sinai.

    2-4 Os nomes dos filhos de Arão eram: Nadabe, o mais velho, Abiú, Eleazar e Itamar — sacerdotes ungidos que foram ordenados para servir nesse ministério. Mas Nadabe e Abiú caíram mortos na presença do Eterno quando ofereceram sacrifícios não autorizados a ele no deserto do Sinai. Eles não deixaram filhos; por isso, apenas Eleazar e Itamar serviram como sacerdotes durante o tempo da vida de seu pai, Arão.

    5-10 O Eterno ordenou a Moisés: “Faça vir à frente a tribo de Levi e apresente os levitas a Arão, para que possam ajudá-lo. Eles devem servir a Arão e a toda a congregação na Tenda do Encontro, fazendo o trabalho da Habitação. Eles serão responsáveis por todos os utensílios da Habitação, administrando as questões relativas a ela quando o povo de Israel vier cumprir suas obrigações. Dedique os levitas a Arão e seus filhos: eles estão sendo designados seus auxiliares exclusivos. Arão e seus filhos foram designados para ministrar como sacerdotes, e qualquer pessoa que tentar abrir caminho à força para ocupar esse cargo será condenada à morte.”

    11-13 O Eterno disse também a Moisés: “Tomei os levitas do meio do povo de Israel como substitutos de todos os primogênitos israelitas. Os levitas pertencem a mim. Todos os primogênitos são meus: quando matei os primogênitos do Egito, consagrei para meu uso todos os primogênitos de Israel, humanos ou não. Eles me pertencem. Eu sou o Eterno.”

    14-16 O Eterno ordenou a Moisés, no deserto do Sinai: “Conte os levitas por famílias e clãs. Conte todos os levitas do sexo masculino a partir de um mês de idade.” Moisés os contou, exatamente conforme a instrução do Eterno.

    17 Estes são os nomes dos filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari.

    18 Estes são os nomes dos clãs gersonitas: Libni e Simei.

    19 Os filhos de Coate, por clãs: Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.

    20 Os filhos de Merari, por clãs: Mali e Musi. Esses são os clãs de Levi, família por família.

    21-26 Gérson foi o antepassado dos clãs de Libni e Simei, conhecidos como os clãs gersonitas. Todos os do sexo masculino a partir de um mês de idade contavam 7.500. Os clãs gersonitas estavam acampados no oeste, por trás da Habitação, liderados por Eliasafe, filho de Lael. Na Tenda do Encontro, os gersonitas eram responsáveis pela manutenção da Habitação, da sua cobertura, da cortina da entrada da Tenda do Encontro, das cortinas externas do pátio, da cortina da entrada do pátio que está em volta da Habitação e do altar e das cordas — em resumo, tudo que estava associado a esse serviço.

    27-32 Coate foi o antepassado dos clãs dos anramitas, dos isaritas, dos hebronitas e dos uzielitas. Eles eram conhecidos como clãs coatitas. O número de todos os do sexo masculino que tinham um mês de idade ou mais era 8. 600. Os coatitas eram responsáveis pelo santuário. Os clãs coatitas ficavam acampados no lado sul da Habitação, liderados por Elisafã, filho de Uziel. Eles eram responsáveis por carregar a arca, a mesa, o candelabro, os altares, os utensílios do santuário usados na adoração e a cortina — tudo que estava associado a esse serviço. Eleazar, filho do sacerdote Arão, supervisionava os líderes dos levitas e todos os responsáveis pelo santuário.

    33-37 Merari foi o antepassado dos clãs dos malitas e dos musitas, conhecidos como clãs meraritas. O número de todos os do sexo masculino que tinham um mês de idade ou mais era 6.200. Eram liderados por Zuriel, filho de Abiail, e ficavam acampados no lado norte da Habitação. Os meraritas eram responsáveis pelas armações da Habitação, seus travessões, colunas, bases e todo o seu equipamento — tudo que estava associado a esse serviço, como também pelas colunas do pátio que está em volta da Habitação, com suas bases, estacas e cordas.

    38 Moisés, Arão e seus filhos ficavam acampados no lado leste da Habitação, na direção do sol nascente, à entrada da Tenda do Encontro. Eles eram responsáveis pelo santuário e pelos rituais de adoração. Qualquer outra pessoa que tentasse realizar essas funções seria condenada à morte.

    39 O número total de levitas contados, segundo a ordem do Eterno a Moisés e Arão, clã por clã, todos os do sexo masculino com um mês de idade ou mais, foi de 22.000.

    40-41 O Eterno ordenou a Moisés: “Conte todos os primogênitos do povo de Israel que tenham um mês de idade ou mais. Faça um registro dos seus nomes e, então, separe os levitas para mim — lembre-se, eu sou o Eterno — no lugar de todos os primogênitos de Israel, bem como as primeiras crias dos animais dos levitas no lugar dos animais pertencentes ao povo: Eu sou o Eterno.”

    42-43 Em obediência à ordem do Eterno, Moisés contou todos os primogênitos do povo de Israel. O número total de primogênitos de um mês de idade ou mais, registrados nome por nome, foi de 22.273.

    44-48 O Eterno instruiu a Moisés: “Aceite os levitas no lugar de todos os primogênitos de Israel e as primeiras crias dos animais no lugar dos animais deles. Os levitas são meus, eu sou o Eterno. Faça o resgate dos 273 primogênitos dos israelitas que excedem o número de levitas, ao valor de sessenta gramas de prata para cada um, conforme o padrão do santuário. Entregue o dinheiro a Arão e seus filhos pelo resgate do excedente de israelitas.”

    49-51 Moisés recolheu o dinheiro do resgate do excedente de israelitas em relação aos levitas. Dos 273 primogênitos dos israelitas, ele recolheu quase dezesseis quilos de prata. Moisés entregou o dinheiro do resgate a Arão e seus filhos, como o Eterno havia ordenado.

  • Números, 2

    ORDEM PARA MARCHAR
    1-2 O Eterno disse a Moisés e Arão: “O povo de Israel deve armar suas tendas em volta da Tenda do Encontro e voltadas para ela. Cada divisão deve acampar sob sua bandeira tribal.”

    3-4 A leste, na direção do nascer do sol, estão as companhias do acampamento de Judá, sob sua bandeira, lideradas por Naassom, filho de Aminadabe. Suas tropas contam 74.600 homens.

    5-6 A tribo de Issacar deverá acampar do lado de Judá, liderada por Natanael, filho de Zuar. Suas tropas contam 54.400 homens.

    7-8 E a tribo de Zebulom deverá acampar ao lado de Issacar, liderada por Eliabe, filho de Helom. Suas tropas contam 57.400 homens.

    9 O número total de homens designados a Judá, tropa por tropa, é 186.400. Eles liderarão a marcha.

    10-11 Ao sul, estão as companhias do acampamento de Rúben, sob sua bandeira, lideradas por Elizur, filho de Sedeur. Suas tropas contam 46.500 homens.

    12-13 A tribo de Simeão deverá acampar do lado de Rúben, liderada por Selumiel, filho de Zurisadai. Suas tropas contam 59.300 homens.

    14-15 E a tribo de Gade deverá acampar ao lado de Simeão, liderada por Eliasafe, filho de Deuel. Suas tropas contam 45.650 homens.

    16 O número total de homens designados a Rúben, tropa por tropa, é 151.450. Eles devem marchar em segundo lugar.

    17 A Tenda do Encontro com o acampamento dos levitas ocupa o lugar no meio da marcha. Cada tribo deverá marchar na mesma ordem em que estiver acampada, cada uma sob sua bandeira.

    18-19 A oeste, estão as companhias do acampamento de Efraim, sob sua bandeira, lideradas por Elisama, filho de Amiúde. Suas tropas contam 40.500 homens.

    20-21 A tribo de Manassés deverá armar as tendas do lado de Efraim, liderada por Gamaliel, filho de Pedazur. Suas tropas contam 32.200 homens.

    22-23 Próximo a Manasses, deverá ficar o acampamento da tribo de Benjamim, liderada por Abidã, filho de Gideoni. Suas tropas contam 35.400 homens.

    24 O número total de homens designados a Efraim, tropa por tropa, é 108.100. Eles devem marchar em terceiro lugar.

    25-26 Ao norte, estão as companhias do acampamento de Dã, sob sua bandeira, lideradas por Aieser, filho de Amisadai. Suas tropas contam 62.700.

    27-28 A tribo de Aser deverá acampar do lado de Dã, liderada por Pagiel, filho de Ocrã. Suas tropas contam 41.500 homens.

    29-30 Ao lado de Aser, deverá ficar a tribo de Naftali, liderada por Aira, filho de Enã. Suas tropas contam 53.400 homens.

    31 O número total de homens designados ao acampamento de Dã, tropa por tropa, é 157.600. Eles devem marchar, sob sua bandeira, em último lugar.

    32-33 Esses são os homens do povo de Israel, contados de acordo com a família de seus antepassados. O número total de homens nos acampamentos, contados tropa por tropa, é de 603.550. Seguindo a ordem do Eterno, dada a Moisés, os levitas não foram contados com o restante de Israel.

    34 O povo de Israel fez tudo conforme o Eterno ordenou a Moisés. Eles acamparam sob suas respectivas bandeiras e marcharam em ordem por tribo, de acordo com a família de seus antepassados.

  • Números, 1

    O CENSO NO DESERTO DO SINAI
    1-5 O Eterno falou a Moisés no deserto do Sinai, na Tenda do Encontro, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano após a saída do Egito. Ele disse: “Conte a congregação de Israel por clãs e famílias, anotando os nomes de todos os homens. Você e Arão devem registrar, grupo por grupo, todos os homens com 25 anos ou mais que estejam aptos a alistar-se no exército. Escolham a um homem de cada tribo, que seja o líder da sua família, para ajudar vocês. Estes são os nomes de seus novos auxiliares: de Rúben: Elizur, filho de Sedeur;

    6 de Simeão: Selumiel, filho de Zurisadai;

    7 de Judá: Naassom, filho de Aminadabe;

    8 de Issacar: Natanael, filho de Zuar;

    9 de Zebulom: Eliabe, filho de Helom;

    10 dos filhos de José: de Efraim: Elisama, filho de Amiúde, de Manassés: Gamaliel, filho de Pedazur;

    11 de Benjamim: Abidã, filho de Gideoni;

    12 de Dã: Aieser, filho de Amisadai;

    13 de Aser: Pagiel, filho de Ocrã;

    14 de Gade: Eliasafe, filho de Deuel;

    15 de Naftali: Aira, filho de Enã.”

    16 Esses foram os homens escolhidos da congregação, líderes de suas tribos, chefes das divisões militares de Israel.

    17-19 Moisés e Arão convocaram os homens que foram nomeados para ajudá-los e reuniram toda a congregação no primeiro dia do segundo mês. Todos os israelitas se registraram em suas tribos, de acordo com a família de seus antepassados, anotando o nome dos que tinham 25 anos ou mais, como o Eterno havia ordenado a Moisés. Ele os contou no deserto do Sinai.

    20-21 Os descendentes de Rúben, primeiro filho de Israel: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que fossem capazes de combater no exército, registrados por tribo de acordo com a família dos seus antepassados. A tribo de Rúben registrou 46.500.

    22-23 Os descendentes de Simeão: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Simeão registrou 59.300.

    24-25 Os descendentes de Gade: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Gade registrou 45.650.

    26-27 Os descendentes de Judá: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Judá registrou 74.600.

    28-29 Os descendentes de Issacar: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Issacar registrou 54.400.

    30-31 Os descendentes de Zebulom: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Zebulom registrou 57.400.

    32-33 Os descendentes de José. De Efraim, os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Efraim registrou 40.500.

    34-35 De Manassés, os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Manassés registrou 32.200.

    36-37 Os descendentes de Benjamim: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Benjamim registrou 35.400.

    38-39 Os descendentes de Dã: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Dã registrou 62.700.

    40-41 Os descendentes de Aser: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Aser registrou 41.500.

    42-43 Os descendentes de Naftali: os homens foram contados um a um, todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, registrados por clãs e famílias. A tribo de Naftali registrou 53.400.

    44-46 Esse é o número dos registrados por Moisés e Arão, registrados com a ajuda dos líderes de Israel, doze homens, cada um representando a família de seus antepassados. O número total do povo de Israel de todos os homens com 25 anos ou mais que estivessem aptos a combater no exército, contados por famílias dos antepassados, foi de 603.550.

    47-51 Os levitas não foram contados com os outros. O Eterno disse a Moisés: “A tribo de Levi é uma exceção: não a registre. Não conte a tribo de Levi nem a inclua no censo geral do povo de Israel. Em vez disso, designe os levitas para que tomem conta da Tenda que guarda as tábuas da aliança — de todos os utensílios e de tudo que esteja associado a ela. A tarefa deles é carregar a Tenda e seus utensílios, cuidar dela e acampar em torno dela. Na hora de transportar a Tenda, os levitas deverão desmontá-la e, quando estiver na hora de montá-la, os levitas o farão. Qualquer outra pessoa que chegar perto da Tenda deverá morrer.

    52-53 “O restante do povo de Israel armará suas tendas por divisões: cada homem e seu acampamento sob sua bandeira. Mas os levitas armarão suas tendas em volta da Tenda que guarda as tábuas da aliança, para que a ira do Eterno não caia sobre a comunidade de Israel. Os levitas são os responsáveis pela segurança da Tenda que guarda as tábuas da aliança.”

    54 O povo de Israel fez tudo que o Eterno ordenou a Moisés.