Categoria: Antigo Testamento

  • 2a Samuel, 2

    1 Depois disso, Davi orou. Ele perguntou ao Eterno: “Devo me mudar para uma das cidades de Judá?” O Eterno respondeu: “Sim, vá.” Davi perguntou: “Para qual cidade?” Deus disse: “Para Hebrom.”

    2-3 Assim, Davi mudou-se para Hebrom com suas duas esposas, Ainoã, de Jezreel, e Abigail, viúva de Nabal do Carmelo. Os homens de Davi, com suas famílias, também foram com ele e se estabeleceram em Hebrom e seus arredores.

    4-7 Os moradores de Judá vieram a Hebrom e, ali mesmo, proclamaram Davi rei sobre os clãs de Judá. Disseram a Davi que foram os homens de Jabes-Gileade que tinham dado um sepultamento digno a Saul. Davi enviou mensageiros aos homens de Jabes-Gileade, dizendo: “O Eterno abençoe vocês pelo que fizeram, por honrarem o seu senhor Saul com esse funeral. Que o Eterno seja leal e fiel a vocês. Eu também farei o mesmo: serei generoso como vocês. Sejam fortes e façam o que deve ser feito. Saul, senhor de vocês, está morto. Os moradores de Judá me constituíram rei sobre eles.” 8-11 Enquanto isso, Abner, filho de Ner, comandante do exército de Saul, levou Is-Bosete, filho de Saul, para Maanaim e o proclamou rei sobre Gileade, Aser, Jezreel, Efraim e Benjamim, isto é, rei sobre todo o Israel. Is-Bosete, filho de Saul, tinha 40 anos de idade quando começou a reinar sobre Israel. Ele reinou apenas dois anos. Mas o povo de Judá permaneceu leal a Davi. Em Hebrom, Davi reinou sobre o povo de Judá sete anos e meio.

    12-13 Certo dia, Abner, filho de Ner, partiu de Maanaim para Gibeom com os soldados de Is-Bosete, filho de Saul. Joabe, filho de Zeruia, e os soldados de Davi também partiram. Eles se encontraram no açude de Gibeom. As tropas de Abner ficaram de um lado, e as de Joabe, do outro lado do açude.

    14 Abner desafiou Joabe: “Apresente seus melhores soldados. Vamos vê-los lutar.” Joabe respondeu: “Tudo bem! Estou de acordo!”

    15-16 Então, doze benjamitas de Is-Bosete, filho de Saul, e doze soldados de Davi se prepararam para lutar. Cada um agarrou a cabeça do adversário e fincou a espada nele. Todos caíram mortos de uma só vez. Por isso, aquele lugar é chamado Helcate-Hazurim (Campo da Carnificina). Fica ali mesmo, em Gibeom.

    17-19 A batalha se intensificou durante todo o dia. Abner e os homens de Israel foram esmagados pelos homens de Davi. Os três filhos de Zeruia estavam lá: Joabe, Abisai e Asael. Asael, veloz como um antílope em campo aberto, perseguiu Abner, sempre em seu encalço.

    20 Abner olhou para trás e perguntou: “É você, Asael?” Ele respondeu: “Sou eu mesmo.”

    21 Abner disse: “Desista de mim! Escolha outro que você tenha chance de ferir para ficar com as suas armas!” Mas Asael não desistiu.

    22 Abner tentou mais uma vez: “Volte! Não me obrigue a matar você! Como vou enfrentar seu irmão Joabe?”

    23-25 Como ele não desistia, Abner parou, virou para trás e enfiou a lança na barriga de Asael com tanta força que ela saiu pelas costas. Asael caiu morto no chão. Todos os que chegavam ao local em que Asael estava caído paravam. Mas Joabe e Abisai continuaram perseguindo Abner. Ao pôr do sol, chegaram à colina de Amá, em frente de Gia, na estrada que sai para Gibeom. Os benjamitas ficaram do lado de Abner, estrategicamente organizados sobre a colina.

    26 Abner gritou para Joabe: “Vamos continuar matando uns aos outros? Não sabe que isso só vai provocar mais amargura? Até quando vai permitir que seus homens persigam seus irmãos?”

    27-28 Joabe respondeu: “Assim como Deus vive, se você não tivesse falado nada, teríamos continuado a perseguição até de manhã!” Dito isso, ele tocou a trombeta, e todo o exército de Judá parou. Eles desistiram de perseguir Israel e puseram fim à guerra.

    29 Abner e seus soldados marcharam a noite inteira pelo vale da Arabá. Atravessaram o Jordão e, depois de marchar toda a manhã, chegaram a Maanaim.

    30-32 Depois de voltar da perseguição de Abner, Joabe fez a contagem do seu efetivo. Além de Asael, estavam faltando dezenove soldados de Davi. Os soldados de Davi tinham ferido e matado trezentos e sessenta soldados de Abner, todos benjamitas. O corpo de Asael foi trazido e sepultado no túmulo da família, em Belém. Joabe e seus soldados marcharam toda a noite e chegaram a Hebrom ao amanhecer.

  • 2a Samuel, 1

    1-2 Pouco tempo depois da morte de Saul, Davi voltou dos seus ataques contra os amalequitas para Ziclague. Três dias depois, sem aviso, um rapaz chegou do acampamento militar de Saul.

    2-3 Com as vestes rasgadas e em estado de luto, ele se prostrou diante de Davi, que perguntou: “O que o traz aqui?” Ele respondeu: “Acabo de fugir do acampamento de Israel.”

    4 Davi perguntou: “O que aconteceu? Que notícia você traz?” Ele disse: “Os israelitas fugiram do campo de batalha, deixando para trás muitos dos seus companheiros mortos. Saul e Jônatas também morreram.”

    5 Davi quis saber do soldado mais detalhes: “Como você sabe, com tanta certeza, que Saul e Jônatas estão mortos?”

    6-8 “Cheguei por acaso ao monte Gilboa e encontrei Saul gravemente ferido sobre sua lança e os carros e cavaleiros do inimigo chegando perto dele. Ele olhou para trás e, quando me viu, chamou-me. Respondi: ‘Sim, senhor! Estou à sua disposição’. Ele me perguntou quem eu era, e eu disse: ‘Sou amalequita’.

    9 “Ele respondeu: ‘Venha aqui. Acabe com o meu sofrimento. Estou morrendo, mas ainda estou consciente’.

    10 “Então, fiz o que ele pediu. Eu o matei. Sabia que não sobreviveria por muito tempo. Tirei a coroa e o bracelete dele e os trouxe para o meu senhor. Aqui estão.”

    11-12 Em sinal de luto, Davi rasgou a própria roupa. Todos os que estavam com ele fizeram o mesmo. Eles choraram e jejuaram o restante do dia, em sinal de luto pela morte de Saul e de seu filho Jônatas, pelo exército do Eterno e pela nação de Israel, vítimas de uma batalha mal-sucedida.

    13 Depois, Davi disse ao jovem soldado que trouxera a notícia: “Quem é você mesmo?” “Sou filho de um estrangeiro. Sou amalequita.”

    14-15 Davi disse: “Quer dizer que você não hesitou em matar o ungido do Eterno?” No mesmo instante, ele deu ordens a um dos seus soldados: “Mate-o!” O soldado desferiu um golpe contra o rapaz, e ele morreu.

    16 Davi declarou: “Você mesmo pediu isso. Você mesmo pronunciou a sua sentença de morte quando disse que tinha matado o ungido do Eterno.”

    17-18 Em seguida, Davi cantou este lamento sobre Saul e seu filho Jônatas. Também deu ordens para que todos em Judá memorizassem o lamento. Ele pode ser lido no Livro de Jasar.

    19-21 Oh! Oh! As gazelas de Israel, feridas estão sobre os montes, os poderosos guerreiros caíram! Não anuncie isto na cidade de Gate, não divulgue nas ruas de Ascalom. Para que as filhas dos filisteus não tenham mais um motivo para celebrar! Não haja mais orvalho nem chuva sobre vocês, ó montes de Gilboa, e nenhuma gota de água em suas fontes e nascentes, Pois ali os escudos dos guerreiros foram arrastados no barro, o escudo de Saul ficou ali, apodrecendo.

    22 O arco de Jônatas era ousado, quanto maior o inimigo, mais sangrenta a derrota. Destemida era a espada de Saul: quando desembainhada, nada a detinha.

    23 Saul e Jônatas, muito amados e admirados! Unidos na vida, unidos na morte. Eram mais velozes que as águias, mais fortes que os leões.

    24-25 Chorem por Saul, mulheres de Israel! Ele vestia vocês com finas vestes de linho e seda, não economizava para mantê-las elegantes. Os heróis de guerra, caídos no meio da batalha! Jônatas, ferido sobre os montes!

    26 Ah, querido irmão Jônatas! Estou triste pela sua morte. Sua amizade foi um milagre surpreendente, amável muito além de todos os que conheci ou imaginava conhecer.

    27 Os heróis de guerra estão caídos. As armas de guerra foram despedaçadas.

  • 1a Reis, 22

    1-3 Durante três anos, não houve guerra entre a Síria e Israel. No terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi encontrar-se com o rei de Israel. O rei de Israel disse aos seus oficiais: “Vocês sabiam que Ramote-Gileade nos pertence e que não estamos fazendo nada para tomá-la do rei da Síria?’’.

    4-5 Ele se virou para Josafá e disse: “Você gostaria de me acompanhar na batalha para recapturar Ramote-Gileade?.” Josafá respondeu: “Sem dúvida. Conte comigo para o que for preciso. Minhas tropas são suas tropas, e meus cavalos, seus cavalos.” Ele fez apenas uma ressalva: “Antes de qualquer coisa, consulte o Eterno a respeito do assunto.”

    6 O rei de Israel reuniu cerca de quatrocentos profetas e lançou a pergunta: “Devemos ir atacar Ramote-Gileade, ou não?.” Eles disseram: “Vão. O Eterno a entregará nas mãos do rei.”

    7 Mas Josafá insistiu: “Há mais algum profeta do Eterno aqui, a quem possamos consultar?”

    8 O rei de Israel disse a Josafá: “Na verdade, há mais um. Mas não gosto dele. Ele nunca diz nada de bom a meu respeito, só prevê destruição e calamidade. É Micaías, filho de Inlá.” Josafá disse: “O rei não deve falar assim de um profeta.”

    9 Então, o rei de Israel ordenou a um dos seus oficiais: “Vá buscar Micaías, filho de Inlá.”

    10-12 Enquanto aguardavam, o rei de Israel e Josafá estavam sentados no trono, vestidos em trajes reais diante dos portões da cidade de Samaria. Todos os profetas profetizavam diante deles. Zedequias, filho de Quenaaná, tinha feito um par de chifres de ferro e anunciava: “Assim diz o Eterno: ‘Com esses chifres, você ferirá os arameus até não sobrar nada! ‘ Todos os profetas clamavam: “Amém! Ataque Ramote-Gileade! É vitória na certa! O Eterno a entregará em suas mãos.”

    13 O mensageiro que foi chamar Micaías disse ao profeta: “Todos os profetas estão apoiando o rei. É bom que você também diga ‘sim’ a ele.”

    14 Mas Micaías disse: “Assim como vive o Eterno, direi o que o Eterno disser.”

    15 Quando Micaías se apresentou, o rei perguntou ao profeta: “Então, Micaías, devemos atacar Ramote-Gileade, ou não?.” Ele respondeu: “Vá em frente! É vitória na certa. O Eterno a entregará em suas mãos!”

    16 O rei disse: “Quantas vezes já pedi a você que falasse apenas a verdade para mim?”

    17 Micaías disse: “Então, está bem. Já que insiste, lá vai: “Vi todo o Israel espalhado sobre os montes como ovelhas sem pastor. Ouvi o Eterno dizer: ‘Esses não têm quem diga a eles o que fazer. Voltem para casa e façam o melhor que puderem por vocês mesmos’

    18 O rei de Israel virou para Josafá e disse: “Você viu! Eu não disse que ele nunca fala nada de bom a meu respeito, só me dá notícia ruim?.”

    19-23 Micaías continuou: “Não terminei ainda. Ouça a palavra do Eterno: “Vi o Eterno em seu trono, e todos os anjos do exército celestial Ao seu redor, à direita e à esquerda. O Eterno perguntou: ‘Como poderemos enganar Acabe para atacar Ramote-Gileade?’. Alguns diziam uma coisa, outros diziam outra. Até que um anjo deu um passo à frente, pôs-se diante do Eterno e disse: ‘Eu o enganarei’. O Eterno perguntou: ‘De que maneira você o enganará?’. O anjo respondeu: ‘É fácil. Farei que todos os profetas mintam’. O Eterno disse: ‘Se você acha que consegue enganá-los, vá em frente e seduza-o!’. “E foi o que aconteceu. O Eterno pôs um espírito mentiroso na boca de todos estes seus profetas. Mas foi o Eterno que decretou essa calamidade.”

    24 No mesmo instante, Zedequias, filho de Quenaaná, deu um murro no nariz de Micaías e disse: “Desde quando o Espírito do Eterno me abandonou e se apossou de você?.”

    25 Micaías disse: “Você logo saberá. Você descobrirá quando estiver apavorado, procurando um lugar para se esconder”

    26-27 O rei de Israel disse: “Levem Micaías daqui! Entreguem-no a Amom, juiz da cidade, e a Joás, filho do rei, com este recado: ‘O rei mandou pôr este homem na cadeia. Ele deve ser tratado com pão e água até que eu volte em paz’.”

    28 Micaías disse: “Se você voltar inteiro, é porque não sou profeta do Eterno.” Disse ainda: “Quando acontecer tudo isso, ó povo, lembrem-se de quem vocês ouviram isso!”

    29-30 O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, atacaram Ramote-Gileade. O rei de Israel disse a Josafá: “Use seu traje real. Eu vou me disfarçar e entrar na guerra.” E o rei de Israel entrou disfarçado na guerra.

    31 O rei da Síria tinha ordenado aos trinta e dois comandantes dos carros de guerra: “Não se preocupem com os soldados, quer sejam fortes, quer fracos. O alvo de vocês é o rei de Israel.”

    32-33 Quando os comandantes dos carros viram Josafá, disseram: “Ali está ele! O rei de lsrael!” E foram atrás dele, mas Josafá gritou, e os comandantes perceberam que estavam perseguindo o homem errado. Desistiram de persegui-lo, porque não era o rei de Israel.

    34 Naquele momento, um soldado lançou uma flecha sem alvo específico contra o exército, e ela atingiu o rei de Israel nas juntas de sua armadura. O rei disse ao condutor do carro: “Dê meia-volta! Tire-me daqui, porque estou ferido.”

    35-37 A batalha foi intensa o dia inteiro. O rei assistia ao combate escorado no seu carro. Ele morreu naquela noite. O sangue do ferimento formou uma poça no carro. Ao pôr do sol, ouviram-se gritos entre a multidão: “Vamos embora! Voltem para casa! O rei morreu!”

    37-38 O rei foi levado para Samaria e ali foi sepultado. Os soldados lavaram o carro dele no tanque de Samaria, no qual as prostitutas da cidade se banhavam, e os cachorros lamberam o sangue do rei, como o Eterno tinha anunciado.

    39-40 O restante da vida de Acabe e tudo que realizou — a construção do palácio de marfim, as cidades que fundou e o sistema de defesa que construiu — estão registrados nas Crônicas dos Reis de Israel.Ele foi sepultado no túmulo da família, e seu filho Acazias foi seu sucessor.

    JOSAFÁ DE JUDÁ
    41-44 Josafá, filho de Asa, começou a reinar em Judá no quarto ano de Acabe, rei de Israel. Josafá tinha 35 anos de idade quando começou a reinar, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Azuba, filha de Sili. Ele continuou nos caminhos de seu pai, Asa, sem se desviar, e agradou ao Eterno. Mas não eliminou os altares das religiões pagãs que promoviam a prostituição. O povo continuou orando e oferecendo sacrifícios nesses altares idólatras. Ele mantinha um bom relacionamento com o rei de Israel.

    45-46 O restante da vida de Josafá, tudo que realizou e suas guerras estão registrados nas Crônicas dos Reis de Judá. Ele também eliminou os prostitutos cultuais deixados por seu pai Asa.

    47 Durante seu reinado, Edom não tinha rei, apenas um governador.

    48-49 Josafá construiu navios de alto mar para trazer ouro de Ofir. Mas os navios nunca chegaram lá. Naufragaram em Eziom-Geber. Na época, Acazias, filho de Acabe, propôs juntar os marinheiros de Josafá com os de Acazias, mas Josafá não concordou.

    50 Josafá morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi, seu antepassado. Seu filho Jeorão o sucedeu.

    ACAZIAS DE ISRAEL
    51-53 Acazias, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo sétimo ano de Josafá, rei de Judá. Ele reinou dois anos em Israel. Cometeu muitos pecados diante do Eterno, seguindo os caminhos de seu pai e de sua mãe e também de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a viver em pecado. Ele provocou a ira do Eterno, o Deus de Israel, sacrificando nos altares de Baal. Foi pior que seu pai.

  • 1a Reis, 21

    1-2 Depois disso, aconteceu que Nabote, de Jezreel, era dono de uma vinha ao lado do palácio de Acabe, rei de Samaria. Certo dia, Acabe pediu a Nabote: “Dê-me sua vinha para eu transformá-la em horta, já que fica ao lado do meu palácio. Darei em troca uma vinha muito melhor ou, se preferir, pagarei em dinheiro.”

    3-4 Mas Nabote respondeu a Acabe: “O Eterno me livre de vender a terra que é herança da família!” Acabe voltou para casa aborrecido, por causa da resposta de Nabote: “Nunca entregarei ao senhor a herança da família.” Ele foi para a cama e se recusava a comer.

    5 Sua mulher Jezabel perguntou: “O que está acontecendo? Por que você está assim, sem vontade de comer?”

    6 Ele disse: “Conversei com Nabote, de Jezreel, e pedi a ele: ‘Dê-me a sua vinha. Eu pagarei pelo que ela vale ou darei em troca outra vinha’. Mas ele me disse: ‘Nunca entregarei a minha vinha ao senhor’

    7 Jezabel disse: “E o rei de Israel precisa se preocupar com isso? Não é você quem manda aqui? Levante-se! Coma e anime-se! Eu cuidarei disso. Vou conseguir a vinha de Nabote para você.”

    8-10 Ela escreveu cartas a todas as autoridades e líderes da cidade de Nabote, assinou pelo rei e pôs o selo oficial. Na carta, escreveu: “Convoquem um dia de jejum e ponham Nabote num lugar de destaque. Ponham ao seu lado dois sujeitos de má índole que o acusem: ‘Você blasfemou contra Deus e contra o rei!’. Então, eles o levarão para fora da cidade e o apedrejarão até a morte.”

    11-14 Foi o que fizeram. Os homens mais influentes da cidade seguiram as instruções de Jezabel, conforme estava escrito na carta. Convocaram um dia de jejum e puseram Nabote num lugar de honra. Diante de todos, os dois homens o acusaram: “Ele blasfemou contra Deus e contra o rei!” Os companheiros o levaram para fora e o apedrejaram cruelmente.

    15 Quando soube que Nabote tinha sido apedrejado até a morte, Jezabel disse a Acabe: “Tome posse da vinha de Nabote, de Jezreel, a vinha que ele recusou a você. Nabote esta morto.”

    16 Quando Acabe soube que Nabote tinha morrido, saiu para tomar posse da vinha.

    17-19 Então, veio a palavra do Eterno a Elias, o tesbita: “Levante-se e vá até Acabe, de Samaria, rei de Israel. Você o encontrará na vinha de Nabote. Ele está lá para tomar posse da propriedade. Diga a ele: ‘Assim diz o Eterno: O que está acontecendo aqui? Primeiro, assassinato; depois, roubo?’. Depois, diga a ele: ‘Assim diz o Eterno: No mesma lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, lamberão o seu também!’

    20-22 Acabe disse a Elias: “Você me encontrou, meu inimigo?” Elias respondeu: “De fato, encontrei você. E já que você se vendeu para cometer esse erro contra o Eterno, ele diz: ‘Vou destruir você e aniquilar seus descendentes, matando todos os que são do sexo masculino e tenham qualquer relação com o nome de Acabe. Farei com você o mesmo que fiz com Jeroboão, filho de Nebate, e com Baasa, filho de Aías. Você provocou a minha ira, levando Israel a cometer pecado’.

    23-24 “Quanto a Jezabel, diz o Eterno: ‘Os cães devorarão Jezabel perto do muro de Jezreel. Todos os que pertencem à família de Acabe e morrerem na cidade serão devorados pelos cachorros, e quem morrer no campo será devorado pelos corvos’”

    25-26 Acabe, influenciado por sua mulher, Jezabel, cometeu todo tipo de pecado contra o Eterno. Ele foi muito pior que seus antecessores. Entregou-se a atos perversos diante dos ídolos, como os amorreus que o Eterno tinha expulsado do território de lsrael.

    27 Quando Acabe ouviu as palavras de Elias, rasgou a própria roupa, vestiu panos de saco e jejuou. Ele até dormia com panos de saco e andava cabisbaixo.

    28-29 Então, o Eterno disse a Elias, o tesbita: “Observe que Acabe acatou a minha palavra e se humilhou diante de mim. Por causa do seu arrependimento, não causarei desgraça durante a vida de Acabe, mas durante o reinado de seu filho.”

  • 1a Reis, 20

    1-3 Nesse meio-tempo, Ben-Hadade, rei da Síria, convocou suas tropas com trinta e dois reis aliados, todos equipados com cavalos e carros de guerra. Eles partiram e sitiaram Samaria, prontos para atacá-la. Ele mandou mensageiros à cidade, exigindo de Acabe, rei de lsrael: “Ben-Hadade quer todo seu ouro e sua prata, suas mulheres mais bonitas e seus filhos mais fortes.”

    4 O rei de Israel aceitou os termos e respondeu: “Seja como você quer, ó rei, meu senhor. Eu e tudo que tenho somos seus.”

    5-6 Mas os mensageiros voltaram a ele, dizendo: “O rei mandou dizer: ‘Quero que entregue tudo: a prata, o ouro, todas as mulheres e filhos. Em vinte e quatro horas, os meus soldados vão vasculhar o seu palácio e as casas dos seus oficiais e trarão tudo que considerarem valioso’.”

    7 O rei de Israel convocou as autoridades de Israel e disse: “Vejam só! Ele está arrumando confusão. Quer tirar tudo que possuo, exigindo todas as minhas mulheres e filhos, mesmo depois de eu não ter negado nada do que ele exigiu.”

    8 As autoridades, apoiadas pelo povo, responderam: “Não concorde. Não ceda em absolutamente nada.”

    9 O rei mandou os mensageiros dizerem a Ben-Hadade: “Digam ao rei, meu senhor, que concordo com os termos da primeira exigência, mas com essa outra não concordo.” Os mensageiros levaram a resposta.

    10 Ben-Hadade mandou dizer: “Façam os deuses o que quiserem comigo se eu não transformar Samaria em ruínas!”

    11 O rei de Israel retrucou: “É mais fácil começar uma luta que terminá-la.”

    12 Quando Ben-Hadade ouviu isso, ele estava bebendo com os outros reis. Embriagado, ordenou: “Vão atacá-los!” O exército avançou contra a cidade.

    13 Ao mesmo tempo, um profeta foi enviado ao rei Acabe, de Israel, e disse: “Assim diz o Eterno: ‘Você está vendo esse bando de malfeitores? Hoje mesmo vou entregá-los nas suas mãos, e você saberá que sou o Eterno.”

    14 Acabe perguntou: “Mas, quem fará isso?” O Eterno respondeu: “Os jovens chefes das províncias.” Acabe perguntou ainda: “E quem atacará primeiro?.” Ele respondeu: “O senhor!”

    15 Acabe fez o levantamento dos jovens chefes das províncias e contou duzentos e trinta e dois. Depois, reuniu todas as tropas de Israel: sete mil ao todo.

    16-17 Ao meio-dia, partiram. Ben-Hadade e seus trinta e dois aliados continuavam bebendo no campo. Os chefes das províncias avançaram, e alguém avisou Ben-Hadade: “Há homens vindo de Samaria.”

    18 Ele disse: “Se eles vêm em paz, capturem-nos, para servirem de reféns. Se vêm para atacar, façam a mesma coisa.”

    19-20 Os chefes das províncias, seguidos por todo o exército, atacaram — um violento combate corpo a corpo. Os arameus se espalharam pelo campo, perseguidos por lsrael. Mas Ben-Hadade, rei da Síria, escapou montado num cavalo e seguido por sua cavalaria.

    21 O rei de lsrael avançou, matou os cavalos e destruiu os carros. Foi uma derrota vergonhosa para os arameus.

    22 Passado um tempo, o profeta foi dizer ao rei de Israel: “Esteja atento. Reforce seu exército, avalie sua capacidade e monte uma estratégia. Antes do final do ano, o rei da Síria voltará com toda força.”

    23-25 Enquanto isso, os conselheiros do rei da Síria disseram: “Os deuses deles são deuses das montanhas. Não temos como vencê-los lá. Então, vamos lutar contra eles nas planícies, onde teremos mais chance. Faça o seguinte: substitua cada um dos reis por c tães. Depois, recrute um pelotão equivalente ao exército que desertou anteriormente. Providencie cavalos para os cavaleiros e carros para os condutores, e lutaremos contra eles na planície. Desta vez, vamos derrotá-los, com certeza.” O rei gostou do conselho e fez conforme o aconselharam.

    26-27 No início do ano, Ben-Hadade reuniu os arameus e foi para Afeque com a intenção de atacar Israel. O exército israelita se preparou para a guerra e saiu para enfrentar os arameus. Israel acampou diante dos arameus em dois grupos, como dois rebanhos de cabritos. Os arameus enchiam a planície.

    28 O homem de Deus trouxe esta mensagem ao rei de Israel: “Assim diz o Eterno: ‘Como os arameus dizem que o Eterno é um deus das montanhas, e não um dos deuses das planícies, entregarei em suas mãos esse poderoso exército. Então, você saberá que eu sou o Eterno’”

    29-30 Durante sete dias, os dois exércitos ficaram acampados um de frente para o outro. No sétimo dia, a luta começou. Os israelitas mataram, em um dia, cem mil soldados de infantaria arameus. O restante do exército fugiu para Afeque. Mas o muro da cidade ruiu e matou vinte e sete mil deles.

    30-31 Ben-Hadade escapou para a cidade e se escondeu. Seus conselheiros disseram: “Sabemos que os reis de Israel são bondosos. Vamos nos vestir com pano de saco, carregar uma bandeira branca em sinal de trégua e nos apresentar ao rei de Israel. Talvez ele poupe a nossa vida.”

    32 Eles fizeram isso. Vestiram-se de pano de saco e, carregando uma bandeira branca, procuraram o rei de Israel, dizendo: “Seu servo Ben-Hadade implora: ‘Por favor, deixe-me viver!’.” Acabe respondeu: “Vocês estão dizendo que ele ainda está vivo? Se ele estiver vivo, eu o tratarei como irmão.”

    33 Os homens entenderam isso como um sinal da bondade do rei e repetiram as palavras dele: “Ben-Hadade sem dúvida é meu irmão!” O rei ordenou: “Tragam-no aqui.” Eles foram buscar Ben-Hadade e o fizeram subir no carro.

    34 Ben-Hadade disse: “Estou disposto a devolver as cidades que meu pai tirou de seu pai. Você poderá levar seu comércio para Damasco, como meu pai fez em Samaria.” Acabe respondeu: “Com um acordo, deixarei você voltar em segurança.” Eles assinaram um tratado, e Acabe o despediu.

    35 Um homem, que era um dos profetas, disse a outro: “Dê um soco em mim.” Mas o colega se recusou a fazê-lo.

    36 Então, o profeta disse: “Já que você não obedeceu ao que o Eterno mandou, um leão o atacará assim que você sair daqui.” Logo que o moço saiu, um leão de fato o atacou.

    37 O profeta disse a outro colega: “Dê um soco em mim.” O homem o esmurrou com força, tirando sangue do rosto do profeta.

    38-40 Então, o profeta foi para a beira da estrada e ficou à espera do rei, com um pano no rosto. Pouco depois, o rei apareceu. O profeta gritou para ele: “Quando eu estava no meio da batalha, veio um homem e entregou um prisioneiro para mim e disse: ‘Proteja a vida deste homem. Se ele não for encontrado depois, você morrera. Mas me distraí com outras coisas, e, quando percebi, o prisioneiro tinha sumido.” O rei de Israel disse: “Você acabou de assinar sua sentença de morte.”

    41 Com isso, o profeta tirou o pano do rosto, e o rei o reconheceu.

    42 O profeta disse ao rei: “Assim diz o Eterno: ‘Já que o senhor libertou o homem que eu tinha determinado que morresse, o senhor pagará com a vida, e o seu povo será destruído no lugar do povo dele’

    43 O rei voltou para casa indignado e chegou a Samaria muito aborrecido.

  • 1a Reis, 19

    VINGANÇA DE JEZABEL
    1-2 Acabe contou a Jezabel tudo que Elias tinha feito, até mesmo o massacre dos profetas. Jezabel, imediatamente, enviou um mensageiro para ameaçar Elias, dizendo: “Os deuses vão castigar você por isso. Vou me vingar de você! Juro que amanhã, à esta hora, você estará tão morto quanto aqueles profetas.”

    3-5 Quando Elias percebeu a situação, fugiu para Berseba, no extremo sul de Judá. Deixou seu ajudante ali e caminhou mais um dia no deserto. Chegou até um zimbro, sentou-se à sombra e pediu para morrer: “Basta, ó Eterno! Leva a minha vida. Estou pronto para descer à sepultura com meus antepassados!” Exausto, caiu no sono debaixo do zimbro. De repente, um anjo o acordou e disse: “Levante-se e coma!”

    6 Olhando em redor, para sua surpresa, deparou, perto da sua cabeça, com um pão assado sobre brasas e um jarro de água. Ele comeu e voltou a dormir.

    7 O anjo do Eterno voltou, acordou-o e disse: “Levante-se e coma um pouco mais. Você tem uma longa viagem pela frente.”

    8-9 Ele se levantou, comeu, bebeu e partiu. Sustentado pela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até chegar a Horebe, o monte de Deus. Chegando lá, entrou numa caverna e dormiu. A palavra do Eterno veio a ele: “O que está fazendo aqui, Elias?”

    10 Ele respondeu: “Tenho dedicado a minha vida inteiramente ao Senhor dos Exércitos de Anjos. O povo de lsrael abandonou sua aliança, destruiu os lugares de adoração e matou seus profetas. Sou o único que restou, e agora estão querendo tirar a minha vida também!”

    11-12 O Eterno disse: “Saia e tique no monte diante do Eterno. O Eterno passará ali.” Um vento muito forte varreu o monte, partindo e esmigalhando as pedras diante do Eterno, mas o Eterno não estava no vento. Depois do vento, veio um terremoto, mas o Eterno não estava no terremoto. Depois do terremoto, veio o fogo, mas o Eterno não estava no fogo. Por fim, depois do fogo, uma brisa suave começou a soprar.

    13-14 Quando Elias sentiu a brisa, cobriu a cabeça com a capa, foi para a entrada da caverna e esperou ali. Uma voz suave perguntou: “Então, Elias, diga-me outra vez: o que você está fazendo aqui?.” Elias repetiu: “Tenho dedicado minha vida inteiramente ao serviço do Eterno, o Senhor dos Exércitos de Anjos, porque o povo de Israel abandonou sua aliança, destruiu os lugares de adoração e matou os seus profetas. Sou o único que restou, e, agora, estão querendo tirar a minha vida também!

    15-18 O Eterno disse: “Volte pelo caminho por onde veio, através do deserto, até Damasco. Chegando lá, você deverá ungir Hazael rei sobre a Síria. Depois, será a vez de ungir Jeú, filho de Ninsi, rei de Israel. Por Iim, você deverá ungir Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, para suceder você como profeta. Quem escapar de Hazael, Jeú matará. Quem escapar de Jeú, Eliseu matará. Enquanto isso, preservarei sete mil pessoas que não se dobraram ao deus Baal, lábios que não beijaram sua imagem.”

    19 Elias encontrou Eliseu, filho de Safate, num campo em que estavam doze juntas de bois arando. Eliseu conduzia uma delas. Elias aproximou-se e pôs sua capa sobre Eliseu.

    20 Eliseu abandonou os bois e saiu caminhando com Elias, mas, de repente, pediu “Por favor! Permita que eu me despeça de meu pai e de minha mãe. Depois, vou com você.” Elias respondeu: “Vá, mas não se esqueça do que acabei de fazer com você.”

    21 Eliseu voltou e matou os dois bois. Com o arado transformado em lenha, cozinhou a carne e deu uma festa de despedida. Depois, partiu com Elias, tornando-se seu ajudante.

  • 1a Reis, 18

    1-2 Depois de muito tempo, no terceiro ano da seca, veio a palavra do Eterno a Elias: “Apresente-se a Acabe. Vou fazer chover sobre a terra.” Elias partiu para encontrar-se com o rei. Na época, a situação já era muito grave em Samaria.

    3-4 Enquanto isso, Acabe conversava com Obadias, encarregado do palácio, homem temente ao Eterno. Houve um tempo em que Jezabel tentou exterminar os profetas do Eterno, Obadias reuniu cem profetas e os escondeu em duas cavernas, cinquenta em cada uma, e providenciou água e mantimento para eles.

    5-6 Acabe ordenou a Obadias: “Percorra a terra procurando, nas nascentes e nos riachos, algum c m para alimentar nossos cavalos e mulas.” Eles dividiram o território e começaram a busca. Acabe seguiu numa direção, e Obadias, em outra.

    7 Obadias seguiu por um caminho e topou com Elias! Obadias prostrou-se em reverência e exclamou: “É você mesmo, Elias, meu senhor?”

    8 Elias respondeu: “Sim, sou eu. Volte e diga ao seu senhor Encontrei Elias.’”

    9-14 Mas Obadias disse: “O que fiz para merecer isso? Acabe vai me matar! Assim como vive o Eterno, não há país ou reino para onde o rei não tenha enviado gente à sua procura. Quando voltavam e diziam: ‘Procuramos por toda parte, mas não o encontramos’, Acabe fazia aquele país ou reino jurar que você não estava mesmo lá. Agora, você me diz: ‘Vá dizer ao seu senhor que Elias toi encontrado! Assim que eu partir, o Espírito do Eterno levará você para não sei onde. Você desaparecerá, minha informação não vai se confirmar, e eu serei morto, tenho servido fielmente ao Eterno desde menino! Ninguém contou a você o que eu fiz quando Jezabel matava os profetas do Eterno? Como arrisquei a minha vida, escondendo cem profetas em duas cavernas, cinquenta em cada uma, e providenciando água e mantimento para eles? Agora, você quer que eu me exponha, dizendo ao rei: ‘Elias foi encontrado’? Ele sem dúvida me matará.”

    15 Elias disse: “Assim como vive o Senhor dos Exércitos de Anjos, a quem eu sirvo, hoje mesmo me apresentarei ao rei Acabe.”

    16 Assim, Obadias foi imediatamente procuram rei para contar a novidade. Acabe foi ao encontro de Elias.

    17-19 No instante em que viu Elias, Acabe exclamou: “É você mesmo, agitador de lsrael! ” Elias respondeu: “Não fui eu quem provocou esta desgraça sobre lsrael. Foi você mesmo e seu governo. Vocês abandonaram os caminhos do Eterno e seus mandamentos para seguir os baalins. Reúna todo o Israel no monte Carmelo. Não deixe faltar os protegidos de Jezabel, os quatrocentos e cinquenta profetas dos baalins e os quatrocentos profetas da deusa da prostituição Aserá.”

    20 Acabe convocou todo o povo de Israel, principalmente os profetas, para se reunirem no monte Carmelo.

    21 Elias desafiou o povo: “Até quando vocês ficarão em cima do muro? Se o Eterno é o Deus verdadeiro, sigam ao Eterno, mas, se é Baal, sigam a Baal. Decidam-se! Ninguém respondeu nada. O povo nem se mexia.

    22-24 Elias disse: “Sou o único profeta do Eterno que restou em Israel, mas há quatrocentos e cinquenta profetas de Baal. Deixem os protelas de Baal trazerem dois novilhos. Matem um deles e arrumem a carne sobe o altar com lenha. Mas não acendam o fogo. Vou preparar o outro novilho e arrumá-lo sobre a lenha, mas também não acenderei o fogo. Depois, vocês clamem aos seus deuses, e eu clamarei ao Eterno. O deus que responder com fogo é, de fato, Deus.” Todos concordaram: “Boa ideia. Vamos fazer isso!”

    25 Elias disse aos profetas de Baal: “Escolham o novilho e preparem-no. Vocês primeiro, já que são a maioria. Invoquem o seu deus, mas não acendam o fogo.”

    26 Eles pegaram o novilho, prepararam o animal para o sacrifício e clamaram a Baal. Clamaram a manhã toda: “OBaal, responde-nos!” Mas não aconteceu nada. Nem sinal de resposta. Desesperados, pulavam e dançavam em torno do altar.

    27-28 Ao meio dia, Elias começou a zombar deles: “Gritem mais alto! Afinal, ele é deus. Talvez esteja meditando em algum canto ou ocupado com algum trabalho. Vai ver está viajando. Vocês não acham que está dormindo e perdeu a hora. acham? Nesse caso, será preciso acordá-lo.” Eles começaram a gritar mais alto ainda e se cortaram com lâminas e facas, ritual comum entre eles, até ficarem com o corpo todo ensanguentado.

    29 Continuaram com isso até de tarde. Fizeram todos os rituais e truques que conheciam até a hora do sacrifício da tarde. Mas não aconteceu nada. Nem sinal de resposta.

    30-35 Por fim, Elias disse ao povo: “Chega! Agora é a minha vez. Venham aqui!.” Eles se reuniram em torno dele. Ele refez o altar, que já estava destruído Escolheu doze pedras, uma para cada tribo de Jacó, o mesmo Jacó a quem o Eterno tinha dito: “De agora em diante, você se chamará lsrael” Elias fez um altar com as doze pedras em honra do Eterno. Depois, abriu uma vala bem larga em torno do altar. Pôs a lenha sobre ele, preparou o novilho e arrumou a carne sobre a lenha Depois, ordenou: “Encham os baldes de água e derramem sobre o boi e a lenha.” Ordenou de novo: “Façam outra vez.” Eles fizeram. Disse ainda: “Façam mais uma vez”, e eles fizeram. O altar ficou encharcado, e a vala, cheia de água.

    36-37 Na hora de oferecer o sacrifício, o profeta Elias aproximou-se do altar e orou: “Ó Eterno, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que todos fiquem sabendo hoje que tu és Deus em Israel, que eu sou teu servo e que faço essas coisas seguindo as luas ordens. Responde-me, ó Eterno! Responde-me e mostra a este povo que tu, ó Eterno, estás dando a eles uma oportunidade de se arrepender.”

    38 Na mesma hora, o fogo do Eterno caiu e queimou a oferta, a lenha, as pedras, a terra e até mesmo a água que estava na vala.

    39 O povo viu o que aconteceu, e todos se prostraram admirados em adoração e exclamaram: “O Eterno é Deus! O Eterno é Deus!”

    40 Elias disse: “Agarremos profetas de Baal! Não deixem que escapem! O povo os prendeu, e Elias mandou-os para o riacho de Quisom, onde os matou.

    41 Elias disse a Acabe: “Levante-se! Coma e beba. É tempo de celebrar! A chuva não demora, já estou ouvindo o barulho dela.”

    42-43 Acabe se levantou, comeu e bebeu. Enquanto isso, Elias subiu ao topo do Carmelo, prostrou-se em oração, com o rosto entre os joelhos, e disse ao seu ajudante: “Fique de pé! Olhe na direção do mar.” Ele olhou e contou a Elias: “Não estou vendo nada.” Elias disse: “Continue olhando. Se necessário, olhe sete vezes.”

    44 Na sétima vez, ele disse: “Vejo uma nuvem subindo do mar! É muito pequena, do tamanho da mão de uma pessoa.” “Corra e diga a Acabe: ‘Sele seu jumento e desça a montanha antes que a chuva o alcance’”, ordenou Elias.

    45-46 Foi tudo muito rápido. O céu escureceu, e o vento soprou as nuvens até que começou a chover forte. Enquanto isso. Acabe partia de carro para Jezreel. O Eterno deu uma força extraordinária a Elias, que prendeu a capa à cintura e correu à frente do carro de Acabe até chegar a Jezreel.

  • 1a Reis, 17

    1 Elias, o tesbita, que vivia entre os colonizadores de Gileade, confrontou Acabe: “Assim como vive o Eterno, o Deus de Israel, a quem sirvo, nos próximos anos haverá uma severa seca no país. Não cairá uma gota de orvalho ou uma gota de chuva enquanto eu não ordenar.”

    2-4 O Eterno disse a Elias: “Saia depressa daqui. Vá para o leste e se refugie próximo do riacho de Querite, do outro lado do rio Jordão. Você poderá tomar água fresca do riacho, e darei ordens aos corvos para alimentarem você.”

    5-6 Elias obedeceu à voz do Eterno. Ele se instalou perto do riacho de Querite, a leste do Jordão. Os corvos traziam comida para ele de manhã e de tarde, e ele bebia da água do riacho.

    7-9 Depois de um tempo, o riacho secou, por falta de chuva, e o Eterno disse a Elias: “Vá para Sarepta, em Sidom, e permaneça ali. Já instruí uma mulher que mora lá a providenciar comida para você.”

    10-11 Ele foi para Sarepta e, na entrada da cidade, encontrou uma viúva apanhando lenha. Ele perguntou: “Por favor, poderia me trazer uma jarra de água? Estou com sede.” Quando ela fez menção de buscar a água, ele disse: “E também, por favor, traga alguma coisa para eu comer.”

    12 Ela respondeu: “Assim como vive o Eterno, o seu Deus, juro que não tenho nada para comer. Tenho uma vasilha de farinha e um pouco de azeite numa botija. Estou apanhando uns gravetos porque vou preparar alguma coisa para meu filho e eu comermos. Depois disso, só nos resta morrer.”

    13-14 Elias disse a ela: “Não se preocupe. Faça o que você disse. Mas, antes, prepare um bolinho para mim e traga aqui. Depois, prepare uma refeição com o que sobrar para você e seu filho. O Eterno, o Deus de lsrael, diz: A vasilha de farinha não ficará vazia e a botija de azeite não se esgotará até que o Eterno mande chuva sobre a terra e ponha fim a esta seca

    15-16 Ela saiu e fez exatamente o que Elias tinha pedido. E aconteceu como ele falou. Todos os dias, havia comida para ela e para seu filho. A vasilha de farinha não se esvaziou, e a botija de azeite não se esgotava. A promessa do Eterno se cumpriu exatamente como Elias tinha dito.

    17 Passado um tempo, o filho da viúva ficou doente. A doença se agravou, e, em certo momento, ele parou de respirar.

    18 A mulher disse a Elias: “Por que, ó homem de Deus, o senhor veio aqui interferir na minha vida, expor o meu pecado e matar meu filho?.”

    19-20 Elias disse: “Traga seu filho para mim.” Ele tomou o menino dos braços dela, levou-o para o quarto no qual estava acomodado, pôs o menino na cama e orou: “Ó Eterno, meu Deus, por que trouxeste esta desgraça sobre essa viúva, que me acolheu em sua casa? Por que tiraste a vida do filho dela?”

    21-23 Ele deitou três vezes sobre o corpo do menino, sempre orando: “O Eterno, meu Deus, devolve o fôlego a este menino!” O Eterno ouviu a oração de Elias, e o menino ressuscitou. Elias pegou o menino, levou-o para baixo e entregou-o a sua mãe. Ele disse: “Aqui está seu filho. Está vivo!”

    24 A mulher disse a Elias: “Agora estou entendendo. O senhor é um homem de Deus. Quando o senhor fala, é o Eterno que fala. É a verdade!”

  • 1a Reis, 16

    1-4 A palavra do Eterno veio a Jeú, filho de Hanani, contra Baasa: “Eu tirei você do nada e o constituí líder de meu povo Israel, mas você simplesmente continuou nos caminhos de Jeroboão, levando Israel a cometer pecados e provocando a minha ira. Portanto, estas serão as consequências: Vou destruir Baasa e sua família, como aconteceu com Jeroboão, filho de Nebate. Os familiares de Baasa que morrerem na cidade serão devorados pelos cães, e os que morrerem no campo serão comidos pelas aves.”

    5-6 O restante da vida de Baasa, incluindo os feitos de seu governo, está tudo escrito nas Crônicas dos Reis de Israel. Baasa morreu e foi sepultado com seus antepassados em Tirza. Seu filho Ela o sucedeu.

    7 Foi isso o que aconteceu com Baasa. A palavra do Eterno veio por intermédio de Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e a sua dinastia, por causa dos pecados cometidos contra o Eterno e por ele ter provocado a ira do Eterno, tornando-se, assim, parecido com a família de Jeroboão — e também por ter eliminado a família de Jeroboão.

    ELÁ DE ISRAEL
    8-10 No vigésimo sexto ano de Asa, rei de Judá, Ela, filho de Baasa, começou a reinar. Ele reinou em Tirza apenas dois anos. Certo dia, estava na casa de Arsa, o encarregado do palácio, e bebeu tanto que ficou embriagado. Zinri, c tão da metade dos carros de guerra, conspirou contra ele. Ele entrou na casa e matou Ela. Isso aconteceu no vigésimo sétimo ano de Asa, rei de Judá. Zinri, então, tornou-se rei.

    11-13 Logo que Zinri começou a reinar, mandou matar todas as pessoas ligadas a Baasa, parentes e amigos. Zinri eliminou a família de Baasa, de acordo com a palavra do Eterno, comunicada pelo profeta Jeú, por causa dos pecados cometidos por Baasa e seu filho Ela, por levarem Israel a pecar, provocando a ira do Eterno, o Deus de Israel, com os seus ídolos inúteis.

    14 O restante da vida de Ela, o que ele fez e disse, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.

    ZINRI DE ISRAEL
    15-19 No vigésimo sétimo ano do reinado de Asa, rei de Judá, Zinri reinou sete dias em Tirza. O exército de Israel estava acampado perto da cidade de Gibetom, que era dos filisteus. Quando souberam que Zinri tinha conspirado contra o rei e o matado, proclamaram Onri, comandante do exército, rei. Onri e o exército deixaram imediatamente Gibetom e atacaram Tirza. Quando Zinri percebeu que estava cercado e que não tinha como escapar, entrou no palácio real, incendiou-o e morreu. Foi merecido, porque ele tinha afrontado abertamente o Eterno com a sua vida de pecado, seguindo os passos de Jeroboão e levando Israel a pecar.

    20 O restante da vida de Zinri e a infame conspiração que liderou estão registrados nas Crônicas dos Reis de Israel.

    ONRI DE ISRAEL
    21-22 Depois disso, o povo de Israel dividiu-se em dois: metade apoiava Tibni, filho de Ginate, e metade apoiava Onri. Com o tempo, os seguidores de Onri ficaram mais fortes que os de Tibni. ‘Tibni foi morto, e Onri permaneceu no trono.

    23-24 Onri começou a reinar sobre Israel no trigésimo primeiro ano do reinado de Asa, rei de Judá. Ele reinou doze anos, os seis primeiros em Tirza. Depois, comprou de Sêmer o monte de Samaria por setenta quilos de prata. Ele construiu uma cidade e deu a ela o nome de Samaria, em homenagem ao antigo proprietário, Sêmer.

    25-26 Mas Onri agiu mal diante do Eterno: fez pior que seus antecessores. Seguiu os passos de Jeroboão, filho de Nebate, que, além de cometer pecado, levou o povo de Israel a pecar, provocando a ira do Eterno, o Deus de Israel, com sua idolatria.

    27-28 O restante da vida de Onri, suas obras e sua demonstração de poder, está tudo relatado nas Crônicas dos Reis de Israel. Onri morreu e foi sepultado em Samaria. Seu filho Acabe o sucedeu.

    ACABE DE ISRAEL
    29-33 Acabe, filho de Onri, começou a reinar em Israel no trigésimo oitavo ano de Asa, rei de Judá. Acabe reinou sobre Israel vinte e dois anos, em Samaria. Com o mal escancarado que cometeu, desafiou o Eterno ainda mais que os outros reis que o antecederam. Foi o novo campeão da maldade. Como se não bastasse cometer os mesmos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ele ainda se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e passou a servir e adorar Baal. Ele construiu um santuário para Baal em Samaria e pôs nele um altar a Baal. Construiu também um altar à deusa da prostituição Aserá. Ele provocou a ira do Eterno, o Deus de Israel, mais que todos os reis de Israel que vieram antes dele.

    34 Foi durante o reinado dele que Hiel, de Betel, reedificou Jericó, mas pagou um preço muito alto por isso. Seu primogênito, Abirão, morreu quando eram lançados os fundamentos, e seu filho mais novo, Segube, quando assentavam os portões, conforme a palavra de Josué, filho de Num, confirmada pelo Eterno.

  • 1a Reis, 15

    ABIAS DE JUDA
    1-6 No décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão, filho de Nebate, Abias começou a reinar sobre Judá. Ele reinou em Jerusalém durante três anos. Sua mãe se chamava Maaca, filha de Absalão. Ele continuou nos pecados de seu pai. Ele não depositou sua confiança no Eterno, como o tinha feito seu bisavó Davi. Apesar disso, por respeito a Davi e por um ato de graça, o Eterno concedeu a eles uma lâmpada, um filho que o seguisse e mantivesse a paz de Jerusalém. Pois Davi, em toda a sua vida, foi exemplar diante do Eterno, nunca se rebelando contra o que o Eterno ordenava (exceto no caso de Urias, o hitita). Entretanto, houve guerra entre Abias e Jeroboão.

    7-8 O restante da vida de Abias, tudo que ele realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Mas o principal acontecimento foi a guerra contra Jeroboão. Abias morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Asa o sucedeu.

    ASA DE JUDÁ
    9-10 No vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, Asa começou a reinar sobre Judá. Ele reinou quarenta e um anos em Jerusalém. Ele era neto de Maaca.

    11-15 Asa procedeu corretamente diante do Eterno, restaurando o modo de vida do seu antepassado Davi. Eliminou os prostitutos cultuais e destruiu todos os ídolos que seus antecessores tinham leito. Asa não poupou ninguém: chegou a depor sua avó, a rainha Maaca, que tinha construído um altar vergonhoso à deusa da prostituição Aserá. Asa destruiu e queimou o altar no vale do Cedrom. Infelizmente, ele não se livrou dos altares dos ídolos adorados nas orgias religiosas. Mas teve boas intenções e estava decidido a agradar o Eterno. Todos os utensílios e os objetos de ouro e de prata que ele e seu pai tinham consagrado foram levados para o templo.

    16-17 Durante boa parte do seu reinado, houve guerra entre Asa e Baasa, rei de lsrael. Baasa, rei de Israel, invadiu Judá e construiu uma fortaleza em Ramá, fechando a fronteira entre Israel e Judá. Ninguém podia sair de Judá nem entrar em |udá.

    18-19 Asa reuniu toda a prata e todo o ouro restantes do tesouro do templo do Eterno e do palácio real e os enviou em mãos por alguns servidores do palácio a Ben-Hadade, filho de Tabriom, filho de Heziom, rei da Síria, que governava em Damasco. Mandou dizer-lhe: “Façamos um acordo como meu pai e seu pai fizeram. Estou oferecendo a você esta prata e este ouro para que você confie em mim. Quebre o acordo que você tem com Baasa, rei de Israel, para que ele saia do meu território.”

    20-21 Ben-Hadade se uniu ao rei Asa e mandou tropas contra as cidades de Israel. Ele atacou Ijom, Dã, Abel-Bete-Maaca e todo o Quinerete, incluindo Naftali. Quando Baasa soube disso, abandonou a construção de Ramá e saiu de Tirza.

    22 Então, o rei Asa deu ordens a todos os moradores de Judá, sem exceção, para que carregassem a madeira e as pedras que Baasa tinha utilizado para construir a fortaleza de Ramá e levassem tudo para Geba, em Benjamim, e Mispá.

    23-24 Toda a vida de Asa, seus grandes feitos e as fortalezas que construiu, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Já em idade avançada, ele começou a sofrer de uma doença nos pés. Asa morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Josafá o sucedeu.

    NADABE DE ISRAEL
    25-26 Nadabe, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel no segundo ano de Asa, rei de Judá. Ele reinou dois anos sobre Israel. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos de seu pai, que cometeu pecado, e também levou Israel a pecar.

    27-28 Baasa, filho de Aías, da tribo de Issacar, conspirou contra ele e o atacou na cidade dos filisteus de Gibetom, quando Nadabe e os israelitas a atacavam. Baasa matou Nadabe no terceiro ano de Asa, rei de Judá, e tornou-se rei de Israel.

    29-30 Logo que assumiu o poder, Baasa mandou matar todos os descendentes de Jeroboão. Não sobrou ninguém para preservar o nome de Jeroboão. Baasa os eliminou completamente, de acordo com a profecia de Aías, servo do Eterno, em Siló, por causa dos pecados que Jeroboão cometeu e fez Israel cometer, provocando, assim, a ira do Eterno.

    31-32 O restante da vida de Nadabe, tudo que realizou, está escrito nas Crônicas dos Reis de Israel. Houve constantes guerras entre Asa e Baasa, rei de Israel.

    BAASA DE ISRAEL
    33-34 No terceiro ano de Asa, rei de Judá, Baasa, filho de Aías, começou a reinar em Tirza sobre todo o Israel. Ele reinou vinte e quatro anos. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos de Jeroboão, que cometeu pecado e fez Israel pecar.