Categoria: Antigo Testamento

  • 2a Reis, 19

    1-3 Quando Ezequias ouviu a mensagem, rasgou a própria roupa e vestiu pano de saco. Depois, foi para o templo do Eterno. Mandou que Eliaquim, o administrador do palácio, o secretário Sebna e os principais sacerdotes, todos vestidos de pano de saco, chamassem Isaías, filho de Amoz, e lhe disseram: “Assim diz Ezequias: ‘Hoje é dia de luto, repreensão e vergonha! É como uma mulher que está para dar à luz, mas não tem forças para o parto.

    4 “‘Talvez o Eterno, o seu Deus, tenha ouvido as afrontas de Rabsaqué, enviado pelo rei da Assíria, o seu senhor, para humilhar o Deus vivo. Talvez o Eterno, o seu Deus, o repreenda por isso. Talvez você interceda pelo remanescente do povo’”.

    5 Foi essa a mensagem que os oficiais do rei Ezequias levaram a Isaías.

    6-7 Isaías respondeu: “Digam ao seu senhor: ‘Assim diz o Eterno: Não se preocupe com as provocações que você ouviu dos mensageiros do rei da Assíria. Vou fazer o seguinte: ele ficará confuso, pois receberá notícias que o deixarão apavorado e o farão voltar para o seu país. Lá, farei que ele seja morto.’”

    8-13 Rabsaqué soube que o rei da Assíria saíra de Láquis e estava atacando Libna. Senaqueribe ouviu que Tiraca, o rei etíope, estava se aproximando para atacá-lo. Então, mandou outro mensageiro dizer a Ezequias, rei de Judá: “Não seja enganado por esse Deus em quem você confia quando ele promete: ‘Jerusalém jamais cairá nas mãos do rei da Assíria.’ Isso é mentira! Você conhece a reputação do rei da Assíria. Várias nações já foram destruídas. E o que faz você pensar que Jerusalém será uma exceção? Preste atenção a essas nações destruídas, que foram devastadas pelos meus antecessores. Por acaso, os deuses delas serviram para alguma coisa? Olhe para Gozã, para Harã, para Rezefe, para o povo de Éden, em Telassar. Viraram ruínas. O que restou do rei de Hamate, do rei de Arpade, do rei de Sefarvaim, de Hena e de Iva? Nada.”

    14-15 Ezequias recebeu a carta do mensageiro e a leu. Foi para o templo, depositou-a diante do Eterno e orou: “Oh Eterno, Deus de Israel, assentado em majestade sobre o trono, entre os querubins. És o único Deus, soberano sobre todos os reinos da terra, Criador do céu e da terra.

    16 Abre os ouvidos, ó Eterno, e ouve; abre os olhos e vê. Olha para esta carta de Senaqueribe, que afronta o Deus vivo!

    17 Na verdade, ó Eterno, os reis da Assíria destruíram nações e reinos.

    18 Queimaram seus deuses e destruíram seus ídolos, que não passavam de obras de pau e pedra.

    19 Mas, agora, ó Eterno, nosso Deus, livra-nos das mãos da Assíria, Para que todos os reinos da terra reconheçam que és o único Deus.”

    20-21 Não demorou muito, e Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: “Assim diz o Eterno: ‘Você orou a mim com respeito a Senaqueribe, rei da Assíria. Pois ouvi sua oração. Esta é a resposta do Eterno: A virgem, Filha Sião, zomba de você; A filha de Jerusalém está balançando a cabeça em desprezo.

    22 A quem você ofendeu? A quem você está afrontando? Diante de quem você se vangloria? Diante do Santo de Israel!

    23 Você mandou seus servos humilharem o meu Senhor. Você se orgulhou, dizendo: Com os meus carros de guerra subo aos montes mais altos, até mesmo aos picos nevados dos montes do Líbano! Derrubei seus enormes cedros, cortei as melhores árvores. Percorri todo o mundo, visitei as melhores florestas.

    24 Construí cisternas em lugares muito distantes e bebi de suas águas. Caminhei e espirrei água com os pés descalços nos rios do Egito.

    25 Acaso você não percebeu que sou eu quem está por trás de tudo isso? Há muito, muito tempo, planejei isso e agora estou pondo em prática. Você é o instrumento que escolhi para reduzir fortalezas a pó,

    26 Para deixar seu povo desamparado, cabisbaixo e desanimado. Ficaram como o c m, frágeis como o mato, inconstantes como ervas agitadas pelo vento.

    27 Sei quando você se deita, quando chega e quando sai. Também me lembro de todos os seus acessos de raiva contra mim.

    28 Justamente, por causa da sua fúria e do seu atrevimento É que estou fisgando você pelo nariz e pondo um freio em sua boca Para levá-lo de volta ao lugar de onde saiu.

    29 Ezequias, este será o sinal de confirmação: Neste ano, vocês comerão do que cresce naturalmente; no próximo ano, o que conseguirem apanhar, emprestar ou roubar. Mas, no terceiro ano, vocês plantarão e colherão, plantarão vinhas e comerão suas uvas.

    30 Um remanescente da família de Judá ainda firmará suas raízes e produzirá frutos.

    31 O remanescente voltará de Jerusalém, os sobreviventes, do monte Sião. O Zelo do Eterno fará isso acontecer.

    32 Para resumir, assim diz o Eterno com respeito ao rei da Assíria: Ele não invadirá esta cidade, não lançará uma única flecha contra ela. Não exibirá seu escudo, nem lançará o ataque contra ela.

    33 Ele voltará para casa pelo caminho por onde veio: não invadirá a cidade, diz o Eterno!

    34 Eu protegerei a cidade, eu a livrarei, pelo meu nome e por amor a Davi’”.

    35 Naquela mesma noite, um anjo do Eterno massacrou cento e oitenta e cinco mil assírios. Quando os habitantes de Jerusalém acordaram, no dia seguinte, havia cadáveres por toda parte!

    36-37 Senaqueribe, rei da Assíria, saiu dali, voltou direto para casa, em Nínive, e ficou lá. Certo dia, quando estava adorando no templo do seu deus, Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer o assassinaram e fugiram para a terra de Ararate. Seu filho Esar-Hadom o sucedeu.

  • 2a Reis, 18

    EZEQUIAS DE JUDÁ
    1-4 No terceiro ano de Oseias, filho de Ela, rei de Israel, Ezequias, filho de Acaz, começou a reinar sobre Judá. Tinha 25 anos de idade e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Abia, filha de Zacarias. Ele foi um bom rei aos olhos do Eterno, pois seguiu os passos de Davi, seu antecessor. Eliminou os altares dos ídolos da fertilidade, derrubou os postes sagrados e destruiu os altares da deusa da prostituição Aserá. Além disso, despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito. Na época, os israelitas adotaram a prática de oferecer sacrifício em honra à serpente. Tinham até dado um nome a ela: Neustã (A Antiga Serpente).

    5-6 Ezequias confiava plenamente no Eterno, o Deus de Israel. Não houve outro rei igual a ele, nem antes nem depois. Ele foi leal ao Eterno, não deixou de segui-lo e obedeceu à risca tudo que foi ordenado a Moisés. Já o Eterno estava com ele em tudo que realizava.

    7-8 Ele se revoltou contra o rei da Assíria e não quis servir mais a ele. Também expulsou os filisteus, desde as torres de sentinela até as cidades fortificadas e até Gaza e suas fronteiras.

    9-11 No quarto ano de Ezequias e no sétimo ano de Oseias, filho de Ela, rei de Israel, Salmaneser, rei da Assíria, atacou Samaria. Sitiou a cidade e a tomou depois de três anos. No sexto ano de Ezequias e no nono ano de Oseias, Samaria foi dominada pela Assíria. O rei da Assíria levou os israelitas cativos e estabeleceu-os em Hala, em Gozã, junto ao rio Habor, e nas cidades dos medos.

    12 Tudo isso aconteceu porque os israelitas não obedeceram à voz do Eterno e desprezaram a aliança de Deus. Não quiseram ouvir nem praticar o que Moisés, servo do Eterno, tinha ordenado.

    13-14 No décimo quarto ano do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou todas as cidades fortificadas de Judá e as conquistou. O rei Ezequias mandou dizer ao rei da Assíria, em Láquis: “Reconheço que errei. Retire seu exército daqui, e pagarei o que você exigir.”

    14-16 O rei da Assíria exigiu que Ezequias, rei de Judá, pagasse dez toneladas e meia de prata e mil e cinquenta quilos de ouro. Ezequias entregou a ele toda a prata que encontrou no templo do Eterno e nos cofres do palácio. Ezequias tirou o ouro das portas do templo do Eterno e dos batentes, que ele tinha revestido de ouro, e entregou-o ao rei da Assíria.

    17 O rei da Assíria mandou, de Láquis, seus principais oficiais militares, Tartã, Rabe-Saris e Rabsaqué, com tropas fortemente armadas para Jerusalém, onde estava o rei Ezequias. Ao chegar a Jerusalém, pararam diante do aqueduto do tanque superior, na estrada para o campo do Lavandeiro.

    18 Eles gritaram, chamando o rei. O administrador do palácio, Eliaquim, filho de Hilquias, o secretário Sebna e o historiador Joá, filho de Asafe, saíram ao encontro deles.

    19-22 Rabsaqué disse: “Levem a Ezequias esta mensagem do grande rei, o rei da Assíria: ‘Você vive num mundo de faz de conta. Acha que meras palavras substituem ações militares efetivas? Agora que você se revoltou contra mim, quem vai ajudá-lo? Você pensava que o Egito o socorreria, mas o Egito é um caniço quebrado. Quem se apoia nele espeta e fura a mão. O faraó, rei do Egito, não é de confiança. Você vai me dizer: Nós confiamos no Eterno? Mas Ezequias acabou de eliminar todos os altares, dizendo a Judá e a Jerusalém: Vocês só poderão adorar no santuário de Jerusalém.

    23-24 “‘Pense bem. Faça um acordo com o seu senhor, o rei da Assíria. Darei a você dois mil cavalos se você providenciar cavaleiros para montá-los. Se não tiver condições, como pensa que poderá derrotar o menor guerreiro das tropas do meu senhor? Até quando você vai ficar confiando nos carros e nos cavalos dos egípcios?

    25 “‘Por acaso, subi aqui para destruir esta terra sem a aprovação do Eterno? O fato é que o Eterno mesmo me ordenou: Ataque e destrua esta terra!’”.

    26 Eliaquim, filho de Hilquias, Sebna e Joá disseram a Rabsaqué: “Por favor, fale em aramaico. Nós entendemos aramaico. Não fale em hebraico, porque a multidão que está no muro da cidade vai entender.”

    27 Mas Rabsaqué disse: “Não fomos enviados com uma mensagem confidencial a vocês. O que estamos dizendo é para conhecimento público, uma mensagem para todos. Afinal, diz respeito a eles também. Se vocês não concordarem, eles estarão comendo as próprias fezes e bebendo a própria urina junto com vocês.”

    28-32 Dito isso, ele se levantou e falou bem alto, em hebraico, para que todos pudessem ouvir: “Ouçam atentamente às palavras do grande rei, o rei da Assíria: ‘Não deixem Ezequias enganar vocês. Ele não tem condições de livrá-los. Não acreditem nessa conversa de Ezequias de confiar no Eterno quando ele diz: O Eterno nos livrará. Esta cidade nunca será entregue nas mãos do rei da Assíria. Não prestem atenção a Ezequias. Ele não sabe do que está falando. Ouçam o rei da Assíria. Façam as pazes comigo e fiquem tranquilos. Cada um de vocês terá sua terra e sua fonte! Eu levarei vocês para uma terra muito melhor do que esta, com fartura de cereais, vinho, pão, videiras, oliveiras e mel. Vocês vivem apenas uma vez; por isso, escolham viver bem!

    32-35 “‘Não deem atenção a Ezequias. Não acreditem em suas mentiras quando diz: “O Eterno nos livrará.” Vocês já ouviram que algum deus, em algum lugar, tenha livrado seu povo do rei da Assíria? Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim, de Hena e de Iva? E Samaria, por acaso os deuses deles os livraram? Repito: Vocês se lembram de algum deus que tenha livrado alguém do rei da Assíria? Então, por que acham que o Eterno livrará Jerusalém das minhas mãos?’”.

    36 O povo ficou calado. Ninguém disse nada, pois o rei tinha determinado: “Vocês estão proibidos de dizer qualquer coisa!”

    37 Então, o administrador do palácio, Eliaquim, o secretário Sebna e o historiador Joá voltaram a Ezequias. Eles tinham rasgado a própria roupa em sinal de desespero. Eles repetiram tudo que Rabsaqué tinha dito.

  • 2a Reis, 17

    OSEIAS DE ISRAEL
    1-2 No décimo segundo ano de Acaz, rei de Judá, Oseias, filho de Ela, começou a reinar sobre Israel. Reinou nove anos em Samaria. Ele agiu mal diante do Eterno, mas não foi tão ruim quanto seus antecessores.

    3-5 Salmaneser, rei da Assíria, atacou Oseias e fez dele seu súdito, obrigando-o a pagar impostos. Mas Oseias, agindo pelas costas do rei da Assíria, buscou o apoio do rei Sô, do Egito, e suspendeu o pagamento dos impostos. Salmaneser, rei da Assíria, descobriu a trama e mandou prendê-lo. Depois, invadiu o país, atacou Samaria e a sitiou por três anos.

    6 No nono ano do reinado de Oseias, Salmaneser conquistou Samaria e levou o povo cativo para a Assíria. Ele estabeleceu os exilados em Hala, no território de Gozã, às margens do rio Habor, e nas cidades dos medos.

    7-12 Eles foram exilados porque os filhos de Israel pecaram contra o Eterno, o seu Deus, que os havia livrado do Egito e da cruel escravidão do faraó. Eles adoraram outros deuses, seguiram o caminho das nações pagãs que o Eterno tinha expulsado e adotaram as práticas introduzidas pelos reis de Israel. Praticaram, às ocultas, coisas ofensivas ao Eterno e, depois, construíram publicamente altares que instigavam a prostituição em toda parte. Puseram símbolos e colunas sagradas em toda esquina. Para onde se olhasse, havia incenso oferecido às divindades pagãs, as mesmas ofertas apresentadas pelas nações pagãs que o Eterno tinha expulsado. Eles cometeram muitos pecados e provocaram a ira do Eterno, apesar de ele os ter advertido: “Não façam isso!.”

    13 O Eterno tinha avisado Israel e Judá inúmeras vezes por meio dos seus profetas e videntes, dizendo: “Desviem-se do pecado. Façam o que eu ensino e o que ordenei na Revelação entregue a seus antepassados. Tenho lembrado vocês daquela palavras por meio dos meus servos, os profetas.”

    14-15 Mas eles não quiseram ouvir. Pelo contrário, foram mais obstinados que as gerações anteriores. Desprezaram as instruções do Eterno, o seu Deus. Rejeitaram a aliança com seus antepassados e fizeram pouco caso das advertências. Seguiram deuses inúteis e viveram vidas inúteis, como as nações pagãs ao seu redor. O Eterno tinha advertido claramente: “Não as imitem!” Mas não adiantou.

    16-17 Eles ignoraram as instruções do Eterno, o seu Deus, e fizeram dois ídolos de metal em forma de bezerro e um poste sagrado em honra a Aserá, a deusa da prostituição. Adoraram forças cósmicas, como os deuses e deusas dos astros, frequentavam os altares das divindades de Baal ligadas às orgias religiosas. Chegaram a ponto de oferecer os próprios filhos em sacrifício. Praticaram ocultismo e magia. Prostituíram-se com todo tipo de abominação, provocando a ira do Eterno.

    18-20 O Eterno ficou furioso e se livrou deles. Ele os expulsou da terra, deixando apenas uma tribo: Judá. Na verdade, Judá não era muito melhor, pois também deixou de guardar os mandamentos do Eterno e adotou as mesmas práticas introduzidas por Israel. O Eterno rejeitou todo o povo de Israel. Ele os castigou e os entregou nas mãos de saqueadores. Finalmente, ele os expulsou da sua presença.

    21-23 Quando o Eterno separou os israelitas da dinastia de Davi, eles proclamaram rei um homem chamado Jeroboão, filho de Nebate. Jeroboão fez Israel se desviar do Eterno e viver em pecado. Os filhos de Israel transigiam com todos os pecados de Jeroboão sem nunca se opor. Por fim, o Eterno disse: “Basta!” e se virou contra eles. Ele já os tinha advertido muitas vezes por intermédio dos profetas. Depois, mandou Israel para o exílio, na terra da Assíria, onde permanece até hoje.

    24-25 O rei da Assíria levou gente da Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim para povoar as cidades de Samaria, em substituição aos israelitas. Eles ocuparam as cidades como se fossem proprietários. Para os novos habitantes, o Eterno era apenas outro deus, os assírios não o conheciam nem o adoravam. Por isso, o Eterno enviou leões para o meio deles, e muitos foram atacados e mortos por esses animais.

    26 Mandaram dizer ao rei da Assíria: “Esses povos que você trouxe para morar nas cidades da Samaria não sabiam o que o Deus da terra esperava deles; por isso, ele mandou leões que estão matando as pessoas. Ninguém sabe o que o Deus da terra está exigindo delas.”

    27 O rei da Assíria mandou dizer: “Levem de volta alguns sacerdotes que estão no exílio. Eles poderão voltar e viver em Samaria para instruir o povo a respeito do que o Deus da terra espera deles.”

    28 Um dos sacerdotes exilados de Samaria voltou para morar em Betel. Ele os ensinou a honrar e a adorar ao Eterno.

    29-31 Mas cada povo trazido pela Assíria continuava cultuando seus ídolos nos altares pagãos espalhados pela terra que os moradores de Samaria tinha deixado. Cada povo fez o seu: os da Babilônia fizeram Sucote-Benote; os de Cuta, Nergal; os de Hamate, Asima; os de Ava, Nibaz e Tartaque; os de Sefarvaim, Adrameleque e Anameleque, deuses a quem o povo oferecia seus filhos em sacrifício.

    32-33 Eles adoraram ao Eterno, mas não exclusivamente. Também nomearam todo tipo de pessoa, mesmo sem qualificação sacerdotal, para conduzir os rituais nos altares idólatras. Eles adoravam ao Eterno, mas também mantiveram a devoção aos deuses de onde eles vieram.

    34-39 Eles continuam até hoje nessas práticas antigas. Não adoram ao Eterno e não seguem às instruções nem às ordenanças que o Eterno deixou para os filhos de Jacó, a quem ele deu o nome de Israel. Porque o Eterno fez aliança com seu povo e ordenou: “Não adorem outros deuses; não se prostrem diante deles; não sirvam nem ofereçam sacrifícios a eles. Adorem ao Eterno, o Deus que tirou vocês da terra do Egito, manifestando seu grande poder. Respeitem e temam a ele. Adorem a ele. Ofereçam sacrifícios a ele somente. Tudo que ele deixou escrito para vocês, instruindo-os a como viver e se conduzir — ora, pratiquem tudo isso enquanto viverem. De maneira alguma, vocês deverão adorar outros deuses! Não se esqueçam das suas obrigações na aliança que ele fez com vocês. Não adorem outros deuses. Adorem apenas ao Eterno. É ele quem livrará vocês de toda a opressão.”

    40-41 Mas eles não deram atenção. Continuaram fazendo o que sempre fizeram, já aqueles povos adoravam ao Eterno, mas também prestavam culto aos ídolos pagãos. Até hoje fazem isso: seus filhos e netos repetem as práticas de seus antepassados.

  • 2a Reis, 16

    ACAZ DE JUDÁ
    1-4 No décimo sétimo ano de Peca, filho de Remalias, Acaz, filho de Jotão, começou a reinar em Judá. Acaz tinha 20 anos de idade e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno, o seu Deus. Não foi como seu antepassado Davi. Pelo contrário, seguiu os passos dos reis de Israel. Ele até ofereceu seu filho em sacrifício, prática abominável que copiou dos pagãos que o Eterno tinha expulsado da terra. Também oferecia sacrifícios sobre altares das divindades ligadas às orgias religiosas e debaixo de árvores frondosas espalhadas por todos os lugares.

    5 Depois, Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, se uniram contra Jerusalém e sitiaram a cidade, mas não puderam vencer Acaz.

    6 Na época, o rei de Edom recuperou o porto de Elate e expulsou os homens de Judá. Os edomitas ocuparam Elate e estão lá até hoje.

    7-8 Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: “Sou seu servo e seu filho. Venha livrar-me das investidas do rei da Síria e do rei de Israel. Eles estão me atacando.” Acaz mandou o ouro e a prata dos cofres do palácio e do templo do Eterno como presente para o rei da Assíria.

    9 O rei da Assíria o acudiu. Atacou e conquistou Damasco, deportou o povo para Quir e matou Rezim.

    10-11 O rei Acaz foi encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria, em Damasco. Ficou impressionado com o altar de Damasco e, quando voltou, mandou ao sacerdote Urias um desenho e a planta do altar. O sacerdote Urias construiu o altar de acordo com as especificações que o rei Acaz tinha enviado de Damasco. Quando o rei chegou de Damasco, Urias já tinha concluído o altar.

    12-14 Assim que o rei viu o altar, aproximou-se em reverência e programou um sacrifício com todo tipo de oferta: ofertas queimadas, ofertas de cereal e ofertas de bebida, e aspergiu sangue sobre as ofertas de paz. Mas ele retirou do centro o antigo altar de bronze, que representava a presença do Eterno, e o deixou num canto.

    15 Em seguida, o rei Acaz deu ordens ao sacerdote Urias: “De agora em diante, todos os sacrifícios serão oferecidos no novo altar, o grande altar: as ofertas queimadas da manhã, as ofertas de cereal da tarde, as ofertas queimadas e as ofertas de cereal do rei, as ofertas queimadas, as ofertas de cereal do povo e todas as ofertas de bebidas. Derrame todo o sangue das ofertas queimadas e dos sacrifícios sobre esse altar. O antigo altar de bronze será para meu uso particular.”

    16 O sacerdote Urias seguiu à risca as instruções do rei Acaz.

    17-18 O rei Acaz tirou do templo todo o material de bronze. Tirou os painéis laterais, as pias dos suportes móveis, o tanque e os quatro bois de bronze que o sustentavam. Pôs o tanque sobre uma base de pedra e, finalmente, retirou todas as figuras que pudessem ser ofensivas ao rei da Assíria.

    19-20 O restante da vida e dos feitos de Acaz está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Acaz morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Ezequias foi seu sucessor.

  • 2a Reis, 15

    AZARIAS (UZIAS) DE JUDÁ
    1-5 No vigésimo sétimo ano do reinado de Jeroboão, de Israel, Azarias, filho de Amazias, começou a reinar em Judá. Ele tinha 16 anos de idade quando começou a reinar e reinou cinquenta e dois anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jecolias e era de Jerusalém. Ele fez o que era certo perante o Eterno, seguindo os passos de seu pai Amazias. Mas ele também não conseguiu eliminar os altares das divindades que promoviam orgias religiosas. O povo continuou oferecendo sacrifícios naqueles altares. O Eterno feriu o rei com uma severa doença de pele, que permaneceu até sua morte. Ele vivia no palácio, mas não governava. Seu filho Jotão é que administrava a nação.

    6-7 O restante da vida e dos feitos de Azarias, tudo que realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Azarias morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Jotão foi seu sucessor.

    ZACARIAS DE ISRAEL
    8-9 No trigésimo oitavo ano de Azarias, rei de Judá, Zacarias, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, e reinou apenas seis meses. Ele agiu mal perante o Eterno: não foi diferente dos seus antecessores, pois continuou nos passos de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a pecar.

    10 Salum, filho de Jabes, conspirou contra Zacarias e o assassinou em público. Depois, tomou o poder.

    11-12 O restante da vida e dos feitos de Zacarias está registrado nas Crônicas dos Reis de lsrael. Com isso, cumpriu-se a palavra do Eterno, dada a Jeú: “Durante quatro gerações, seus descendentes ocuparão o trono de Israel.” Zacarias foi a quarta geração.

    SALUM DE ISRAEL
    13 Salum, filho de Jabes, começou a reinar no trigésimo nono ano de Azarias, rei de Judá. Ele reinou em Samaria apenas um mês.

    14 Menaém, filho de Gadi, veio de Tirza para Samaria. Ele atacou Salum e o matou. Depois, assumiu o poder.

    15 O restante da vida e dos feitos de Salum e o relato sobre a conspiração estão registrados nas Crônicas dos Reis de Israel.

    MENAÉM DE ISRAEL
    16 A partir de Tirza, Menaém começou a atacar Tifsa, destruindo tanto a cidade quanto os arredores, porque os cidadãos não o acolheram. Ele rasgou cruelmente a barriga das grávidas.

    17-18 No trigésimo nono ano de Azarias, rei de Judá, Menaém, filho de Gadi, começou a reinar sobre Israel. Ele reinou em Samaria dez anos e agiu mal diante do Eterno. Ele repetiu todos os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a pecar.

    19-20 Depois, Tiglate-Pileser III, rei da Assíria, atacou a nação. Mas Menaém fez um trato com ele: entregou a ele trinta e cinco toneladas de prata em troca de seu apoio e da permanência no trono. Ele obrigou cada proprietário de terra de Israel a pagar seiscentos gramas de prata para o rei da Assíria. O rei da Assíria se contentou com isso e os deixou em paz.

    21-22 O restante da vida e dos feitos de Menaém, com as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel. Menaém morreu e se uniu a seus antepassados. Seu filho Pecaías foi seu sucessor.

    PECAÍAS DE ISRAEL
    23-24 No quinquagésimo ano de Azarias, rei de Judá, Pecaías, filho de Menaém, começou a reinar sobre Israel. Reinou em Samaria dois anos. Ele agiu mal diante do Eterno, pois continuou nos antigos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, que fez Israel viver em pecado.

    25 Peca, filho de Remalias, seu principal comandante militar, conspirou contra ele, acompanhado de cinquenta homens de Gileade. Eles o mataram a sangue-frio dentro do recinto privativo do palácio real de Samaria. Ele também matou Argobe e Arié. Depois do assassinato, Peca assumiu o poder.

    26 O restante da vida e dos feitos de Pecaías, tudo que realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.

    PECA DE ISRAEL
    27-28 No quinquagésimo segundo ano de Azarias, rei de Judá, Peca, filho de Remalias, começou a reinar sobre Israel, em Samaria. Reinou vinte anos e agiu mal diante do Eterno. Não se desviou dos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a viver em pecado.

    29 Durante o reinado de Peca, rei de Israel, Tiglate-Pileser III, rei da Assíria, invadiu o país. Ele conquistou Ijom, Abel-Bete-Maaca, Janoa, Quedes, Hazor, Gileade, a Galiléia e todo o território de Naftali. Levou ainda todos os moradores cativos.

    30 Mas Oseias, filho de Ela, conspirou contra Peca, filho de Remalias. Ele o assassinou e assumiu o poder. Isso aconteceu no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.

    31 O restante da vida e dos feitos de Peca, tudo que realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.

    JOTÃO DE JUDÁ
    32-35 No segundo ano de Peca, filho de Remalias, rei de Israel, Jotão, filho de Uzias, começou a reinar em Judá. Ele tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jerusa, filha de Zadoque. Ele agiu corretamente diante do Eterno, seguindo os passos de seu pai Uzias. Mas não impediu o aumento dos altares das divindades ligadas às orgias religiosas. O povo continuava oferecendo sacrifícios nesses altares. Um dos destaques do seu reinado foi a construção da porta superior do templo do Eterno.

    36-38 O restante da vida e dos feitos de Jotão, todas as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Nessa época, o Eterno instigou Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, a fazer guerra contra Judá. Jotão morreu e descansou com seus antepassados. Foi sepultado no cemitério da família, na Cidade de Davi. Seu filho Acaz foi seu sucessor.

  • 2a Reis, 14

    AMAZIAS DE JUDÁ
    1-2 No segundo ano do reinado de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, Amazias, filho de Joás, começou a reinar em Judá. Ele tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jeoadã e era de Jerusalém.

    3-4 Ele fez o que agradava ao Eterno e agia corretamente. Mas não alcançou o exemplo de Davi: foi mais parecido com seu avô, Joás. Ele não derrubou os altares das divindades ligadas às orgias religiosas, e o povo continuava oferecendo sacrifícios ali.

    5-6 Quando assumiu o controle sobre todos os negócios do reino, mandou matar a guarda do palácio, que tinha assassinado seu pai. Mas não mandou matar os filhos dos assassinos. Ele foi obediente ao mandamento do Eterno, escrito na palavra revelada a Moisés, segundo o qual os pais não devem ser executados por causa dos crimes dos filhos, nem os filhos por conta dos pais. Cada um deve responder pelos próprios atos.

    7 Amazias derrotou dez mil edomitas no vale do Sal. Em outra batalha, conquistou Selá e mudou o seu nome para Jocteel, que permanece até hoje.

    8 Certo dia, Amazias mandou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, para desafiá-lo a lutar: “Se tiver coragem, venha se encontrar comigo. Vamos medir forças!.”

    9-10 Jeoás, rei de Israel, respondeu a Amazias, rei de Judá: “Certa vez, um espinheiro do Líbano mandou dizer a um cedro do Líbano: ‘Dê sua filha em casamento a meu filho.’ Mas, depois, um animal selvagem do Líbano passou, pisou no espinheiro e o esmagou. Só porque você derrotou os edomitas na batalha, agora está pensando que é mais forte que todos. Pode se orgulhar, mas fique aí no seu canto. Por que arriscar a sorte? Por que amargar uma derrota para você mesmo e para Judá?.”

    11 Mas Amazias não desistiu. Então, Jeoás, rei de Israel, cedeu e concordou em enfrentar Amazias, rei de Judá. Eles se encontraram em Bete-Semes, uma cidade de Judá.

    12 Judá sofreu uma humilhante derrota para Israel. Todos os soldados fugiram para casa.

    13-14 Jeoás, rei de Israel, capturou Amazias, rei de Judá, filho de Joás, filho de Acazias, em Bete-Semes. Mas Jeoás não parou por aí. Prosseguiu para atacar Jerusalém. Demoliu os muros da cidade desde o Portão de Efraim até o Portão da Esquina, cerca de cento e oitenta metros. Saqueou o ouro, a prata e todos os utensílios de valor do palácio e do templo do Eterno. Também fez vários reféns e voltou para Samaria.

    15-16 O restante da vida e dos feitos de Jeoás, suas grandes realizações e a guerra contra Amazias, rei de Judá, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel. Jeoás morreu e foi sepultado em Samaria, no cemitério dos reis de Israel. Seu filho Jeroboão foi seu sucessor.

    17-18 Amazias, filho de Joás, rei de Judá, reinou mais quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel. O restante da vida e dos feitos de Amazias está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá.

    19-20 Por fim, houve uma conspiração contra Amazias em Jerusalém, e ele teve de fugir para Láquis. Mas foi perseguido e morto naquela cidade. Trouxeram-no sobre um cavalo e o sepultaram em Jerusalém, com seus antepassados, na Cidade de Davi.

    21-22 Azarias tinha apenas 16 anos de idade na época, mas foi escolhido por unanimidade pelo povo de Judá para suceder seu pai, o rei Amazias. Depois da morte de seu pai, ele recuperou e reconstruiu Elate para Judá.

    JEROBOÃO II DE ISRAEL
    23-25 No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, Jeroboão, filho de Jeoás, começou a reinar sobre Israel em Samaria. Reinou quarenta e um anos. Aos olhos do Eterno, ele agiu mal, pois nunca se desviou dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, fez Israel praticar. Mas ele conseguiu restaurar as fronteiras de Israel desde Lebo-Hamate até o mar Morto, ao norte, conforme o Eterno, o Deus de Israel, tinha predito por intermédio do seu servo Jonas, filho de Amitai, profeta de Gate-Héfer.

    26-27 O Eterno estava atento aos sofrimentos de Israel. Ele via quanto padeciam. Nenhum deles, escravo ou livre, tinha a quem recorrer. O Eterno não estava pronto para eliminar o nome de Israel da história; por isso, usou Jeroboão, filho de Jeoás, para livrá-lo.

    28-29 O restante da vida de Jeroboão, suas vitórias na guerra e como recuperou Damasco e Hamate, que pertenciam a Judá, para Israel, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de lsrael. Jeroboão morreu e foi sepultado com seus antepassados no cemitério real. Seu filho Zacarias o sucedeu.

  • 2a Reis, 13

    JEOACAZ DE ISRAEL
    1-3 No vigésimo terceiro ano de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, Jeoacaz, filho de Jeú, começou a reinar sobre Israel, em Samaria. Reinou dezessete anos. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a uma vida de pecado. Ele não se desviou desses pecados. Por isso, o Eterno se enfureceu contra Israel e o entregou a Hazael, rei da Síria, e a Ben-Hadade, filho de Hazael. Israel ficou sob o domínio deles durante muito tempo.

    4-6 Um dia, Jeoacaz orou ao Eterno, e ele respondeu. O Eterno viu que Israel sofria sob a opressão do rei da Síria. O Eterno designou um libertador em Israel, que o livrou da opressão da Síria. Os filhos de Israel puderam viver novamente em paz em suas casas. Mas isso não fez diferença: eles não mudaram de vida, não se afastaram dos pecados que Jeroboão tinha introduzido em Israel. Os altares da deusa da prostituição Aserá continuaram ditando a religião em Samaria.

    7 Depois da opressão de Hazael, não restou quase nada do exército de Jeoacaz, exceto cinquenta cavaleiros, dez carros de guerra e dez mil soldados de infantaria. O rei da Síria tinha destruído o exército, reduzindo a pó o que restou.

    8-9 O restante da vida e dos feitos de Jeoacaz, com as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel Jeoacaz morreu e foi sepultado com seus antepassados em Samaria. Seu filho Jeoás foi seu sucessor.

    JEOÁS DE ISRAEL
    10-11 No trigésimo sétimo ano de Joás, rei de Judá, Jeoás, filho de Jeoacaz, começou a reinar sobre Israel, em Samaria. Reinou dezesseis anos. Ele agiu mal diante do Eterno, pois não se desviou em nada dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, fez Israel cometer. Ele seguiu os passos de Jeroboão.

    12-13 O restante da vida e dos feitos de Jeoás, com as suas realizações e a guerra contra Amazias, rei de Judá, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel. Jeoás morreu e descansou com seus antepassados. Jeroboão foi seu sucessor. Jeoás foi sepultado em Samaria, no cemitério reaL

    14 Eliseu sofria de uma doença incurável, e Jeoás, rei de Israel, foi visitá-lo. Quando o rei viu Eliseu, começou a chorar: “Meu pai! Meu Pai! Você é a força, os carros e os cavalos de lsrael!”

    15 Eliseu lhe disse: “Vá buscar um arco e algumas flechas.” O rei trouxe o arco e as flechas.

    16 Ele disse ao rei: “Pegue o arco.” Ele pôs as mãos no arco, e Eliseu pôs suas mãos sobre a mão do rei.

    17 Eliseu disse: “Agora, abra a janela que dá para o leste.” Ele a abriu. O profeta disse: “Atire!.” Ele atirou. Eliseu exclamou: “Essa é a flecha da vitória do Eterno! A flecha da libertação da Síria! Você lutará contra a Síria até não restar nada daquele reino.”

    18 Disse Eliseu: “Agora, pegue as outras flechas.” Ele as apanhou. Eliseu disse ao rei de Israel: “Bata no chão.” O rei bateu no chão três vezes e parou.

    19 O homem de Deus ficou zangado com ele: “Por que não bateu cinco ou seis vezes? Se tivesse feito isso, você eliminaria a Síria de vez. Mas desse jeito você a derrotará apenas três vezes.”

    20-21 Depois disso, Eliseu morreu e foi sepultado. Passado um tempo, as hordas moabitas invadiram o país, como costumavam fazer todos os anos. Certo dia, alguns homens estavam sepultando um morto e viram um desses bandos. Eles jogaram o morto no túmulo de Eliseu e saíram correndo. Quando tocou os ossos de Eliseu, o morto ressuscitou, levantou-se e saiu andando.

    22-24 Hazael, rei da Síria, atormentou e oprimiu Israel durante todo o reinado de Jeoacaz. Mas o Eterno teve compaixão do povo. Foi leal para com eles por causa da aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó. Ele nunca desistiu deles e nunca quis destruí-los. Hazael, rei da Síria, morreu. Ben-Hadade foi seu sucessor.

    25 Jeoás conseguiu retomar as cidades que Ben-Hadade, filho de Hazael, tinha capturado de seu pai Jeoacaz. Jeoás foi à guerra três vezes e conseguiu recuperar as cidades de Israel.

  • 2a Reis, 12

    JOÁS DE JUDÁ
    1 No sétimo ano de Jeú, Joás começou a reinar. Ele reinou quarenta anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Zíbia e era de Berseba.

    2-3 Ensinado e preparado pelo sacerdote Joiada, Joás agradou o Eterno durante toda sua vida, mas não eliminou os altares ao deus da fertilidade. O povo continuava oferecendo sacrifícios e incenso nesses altares.

    4-5 Joás disse ao sacerdote: “Pegue o dinheiro que foi trazido como oferta ao templo do Eterno, tanto das ofertas obrigatórias quanto das voluntárias. Faça que os sacerdotes mantenham um registro dos valores e usem esse dinheiro para os reparos do templo.”

    6 Mas, até o vigésimo terceiro ano do reinado de Joás, os sacerdotes não haviam feito nada, e o templo do Eterno estava se deteriorando.

    7 O rei Joás chamou o sacerdote Joiada e o grupo de sacerdotes e perguntou: “Por que vocês não fizeram os reparos do templo? Vocês estão proibidos de ficar com o dinheiro para os reparos do templo. De agora em diante, entreguem tudo que recolherem.”

    8 Os sacerdotes concordaram em não pegar o dinheiro e em transferir a responsabilidade pelos reparos do templo.

    9-16 Joiada pegou uma caixa, fez uma abertura na parte de cima. A caixa foi posta do lado direito da entrada principal do templo do Eterno. Todas as ofertas trazidas ao templo eram depositadas na caixa pelos sacerdotes que guardavam a entrada. Quando percebiam que já havia uma boa quantidade de dinheiro na caixa, o secretário do rei e o sacerdote principal abriam a caixa e contavam o dinheiro. Eles entregavam o dinheiro para os responsáveis pelos projetos do templo, que, então, pagavam carpinteiros, construtores, pedreiros e cortadores de pedras. Também compravam madeira e pedras lavradas para os reparos e reformas do templo do Eterno. Aplicavam tudo na manutenção do templo. Nenhuma oferta trazida ao templo do Eterno era utilizada para as despesas do culto, como bacias de prata, cortadores de pavios, trombetas e demais utensílios de ouro e prata. Todo o dinheiro era entregue aos responsáveis pela manutenção do templo, e nem era preciso fiscalizar os responsáveis pelo dinheiro destinado a essa obra, porque todos eram muito honestos. Já as ofertas de reparação e de perdão não eram destinadas à manutenção nem à reforma do templo: elas ficavam com os sacerdotes.

    17-18 Nesse meio-tempo, Hazael, rei da Síria, atacou a cidade de Gate e a conquistou. Depois, quis atacar Jerusalém. Diante da ameaça, Joás, rei de Judá, reuniu todos os objetos consagrados, que haviam sido dedicados por seus antecessores Josafá, Jeorão e Acazias, reis de Judá, mais os objetos por ele mesmo dedicados e todo o ouro que pôde encontrar nos cofres do palácio e enviou tudo para Hazael, rei da Síria. Com isso, Hazael não incomodou mais Jerusalém.

    19-21 O restante da vida e dos feitos de Joás, todas as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. For fim, os oficiais do palácio conspiraram contra ele e o assassinaram quando ele descia a rampa da fortaleza, pelo lado de fora do muro da cidade. Os assassinos foram Jozabade, filho de Simeate, e Jeozabade, filho de Somer. Joás morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi. Seu filho Amazias o sucedeu como rei.

  • 2a Reis, 11

    ATALIA DE JUDÁ
    1-3 Quando Atalia, mãe de Acazias, soube que ele estava morto, mandou matar toda a família reaL Mas Jeoseba, filha do rei Jeorão e irmã de Acazias, pegou Joás, um dos filhos de Acazias marcados para morrer, e o escondeu junto com sua ama num quarto, para que Atalia não o encontrasse. Por isso, ele não foi morto. Ficou escondido seis anos no templo do Eterno. Enquanto isso, Atalia reinou sobre a nação.

    4 No sétimo ano, Joiada mandou chamar os c tães da guarda e os seguranças do palácio. Eles se encontraram no templo do Eterno. Ele fez um acordo com eles depois que juraram não dizer nada e, então, apresentou o príncipe a eles.

    5-8 Em seguida, disse: “Vocês vão fazer o seguinte: os que entrarem de serviço no sábado guardarão o palácio; os que saírem do serviço no sábado montarão guarda no templo do Eterno. Vocês devem se unir na hora da troca da guarda e, armados, protegerão o rei. Matem qualquer um que se aproximar da barreira que vocês vão formar. Não desgrudem do rei nem por um segundo. Acompanhem-no aonde ele for.”

    9-11 Os c tães obedeceram às ordens do sacerdote Joiada. Cada um reuniu seus subordinados. Os que entraram de serviço no sábado e os que saíram de serviço no mesmo dia se apresentaram ao sacerdote Joiada. O sacerdote armou os oficiais com lanças e escudos que haviam pertencido ao rei Davi e estavam guardados no templo do Eterno. Preparados e armados, os guardas assumiram suas posições para proteger o rei de uma extremidade a outra do edifício, rodeando o altar e o templo.

    12 Depois, o sacerdote apresentou o príncipe, pôs sobre a cabeça dele uma coroa, entregou a ele uma cópia da aliança de Deus e o empossou como rei. Enquanto o sacerdote o ungia, todos aplaudiam e clamavam: “Viva o rei!.”

    13-14 Atalia ouviu a gritaria dos guardas e do povo e foi espiar a multidão no templo do Eterno. Ficou surpresa de ver o rei de pé ao lado da coluna, na qual costumavam ficar os reis, rodeado de c tães e oficiais, apoiado com entusiasmo por todos ao redor, ao som das trombetas. Atalia rasgou a própria roupa e gritou: “Traição! Traição!.”

    15-16 O sacerdote Joiada deu ordens aos oficiais da guarda: “Levem-na para fora e matem qualquer um que fizer menção de segui-la.” (O sacerdote tinha ordenado que não a matassem no interior do templo.) Eles a arrastaram até a estrebaria do palácio e a mataram ali.

    17 Joiada fez uma aliança entre o Eterno, o rei e o povo, para que fossem o povo do Eterno. Também fez uma aliança entre o rei e o povo.

    18-20 O povo entrou no templo de Baal e o destruiu, derrubando os altares e os ídolos. Na frente do altar, mataram Matã, sacerdote de Baal. Joiada pôs guardas no templo do Eterno. Organizou os oficiais da guarda pessoal e da segurança do palácio no meio do povo para escoltar o rei do templo do Eterno, passando pela porta da guarda, para dentro do palácio. Ali, ele sentou no trono. Todos festejaram. A cidade ficou segura e sem tumulto. Atalia foi morta com a espada real. 21 Joás tinha 7 anos de idade quando começou a reinar.

  • 2a Reis, 10

    1-2 Havia ainda setenta descendentes de Acabe morando em Samaria. Jeú escreveu uma carta aos oficiais de Jezreel, às autoridades da cidade e aos responsáveis pelos descendentes de Acabe e a enviou a Samaria. A carta dizia:

    2-3 Esta carta é um aviso. Vocês, que são responsáveis pelos descendentes, cavalos, fortificações e armas de seu senhor, escolham o melhor e mais competente dos descendentes de seu senhor e ponham-no sobre o trono. Preparem-se para defender a dinastia de seu senhor.

    4 As autoridades ficaram apavoradas com a carta, dizendo: “Jeú já eliminou dois reis. Não temos nenhuma chance!.”

    5 Por isso, enviaram o administrador do palácio, o governador da cidade, as autoridades e os responsáveis pelos descendentes a Jeú com esta mensagem: “Somos seus servos. Faremos tudo que o senhor nos ordenar. Não instituiremos nenhum rei aqui. O senhor está no comando. Faça o que achar melhor.”

    6-7 Jeú escreveu outra carta: Se vocês estão mesmo do meu lado, devem estar dispostos a seguir as minhas ordens. Portanto, quero que façam o seguinte: cortem a cabeça dos descendentes de seu senhor e tragam-nas amanhã para mim aqui em Jezreel. Eram setenta os descendentes do rei. As autoridades da cidade eram responsáveis por eles. Quando eles receberam a carta, prenderam e mataram todos os setenta. Depois, puseram as cabeças em cestos e as enviaram para Jeú, em Jezreel.

    8 Alguém disse a Jeú: “Eles entregaram as cabeças.” Ele disse: “Façam dois montes e deixem que elas fiquem na entrada da cidade até de manhã.”

    9-10 Na manhã seguinte, Jeú foi até a entrada da cidade, pôs-se diante do povo e falou: “Vocês percebem hoje que são participantes das obras justas de Deus? É verdade, fui eu que conspirei e mandei matar o meu senhor. Mas vocês sabem quem é por esse monte de caveiras? Saibam disto: nem mesmo uma sílaba do que Deus falou em juízo contra a família de Acabe foi cancelada. Vocês mesmos estão vendo que o Eterno cumpriu o que disse por meio do seu servo Elias.”

    11 Então, Jeú mandou matar os que restavam da família de Acabe em Jezreel, bem como os amigos mais chegados, os conhecidos e os sacerdotes. Todos foram eliminados.

    12-13 Depois disso, Jeú partiu para Samaria. Perto de Bete-Equede dos Pastores, ele encontrou alguns parentes de Acazias, rei de Judá. Jeú perguntou: “Quem são vocês?.” Eles responderam: “Somos parentes de Acazias e viemos para um encontro da família real.”

    14 Jeú ordenou: “Prendam-nos!” Eles foram levados e mortos junto à fonte de Bete-Equede. Quarenta e dois homens morreram. Nenhum sobreviveu.

    15 De lá, ele seguiu caminho e encontrou Jonadabe, filho de Recabe, que vinha justamente para falar com o rei. Jeú o saudou e perguntou: “Você concorda com o que estou fazendo?” Jonadabe respondeu: “Sim! Conte comigo.” Jeú disse: “Então, aperte a minha mão.” Eles apertaram as mãos, e Jonadabe subiu no carro com Jeú.

    16 Jeú o convidou: “Venha comigo e veja você mesmo o zelo que tenho pelo Eterno.” E foram juntos no carro.

    17 Quando chegaram a Samaria, Jeú mandou matar todos os que, naquela cidade, ainda tinham alguma ligação com Acabe. Foi um terrível massacre, como o Eterno tinha revelado a Elias.

    18-19 Em seguida, Jeú reuniu todo o povo e falou: “Acabe serviu a Baal muito pouco. Jeú será muito mais devoto. “Chamem todos os profetas de Baal. Todos que o serviam e todos os sacerdotes. Todos devem comparecer aqui. Não deixem ninguém de fora. Preciso oferecer um grande sacrifício a Baal. Quem não aparecer será morto.” Na verdade, Jeú estava mentindo. Ele queria destruir os adoradores de Baal.

    20 Ele deu esta ordem: “Preparem uma santa assembleia em honra a Baal.” Eles fizeram conforme o pedido dele e marcaram a data.

    21 Jeú convocou todo o povo de Israel, e todos os servos de Baal compareceram. Não faltou ninguém. Eles encheram o templo de Baal até não caber mais ninguém.

    22 O rei instruiu o encarregado das vestimentas: “Traga vestimentas para todos os adoradores de Baal.” Ele trouxe todas elas.

    23-24 Jeú e Jonadabe, filho de Recabe, entraram no templo de Baal e disseram: “Certifiquem-se de que não haja nenhum adorador do Eterno aqui. Só Baal será adorado.” A cerimônia começou com sacrifícios e ofertas queimadas. Jeú tinha deixado oitenta homens de prontidão com a seguinte ordem: “Não deixem ninguém escapar. Quem deixar escapar alguém pagará com a própria vida.”

    25-27 Quando as solenidades do sacrifício chegaram ao fim, Jeú deu sinal para os oficiais e guardas: “Entrem e matem todos eles! Não poupem ninguém!” E começou o massacre. Os oficiais e guardas iam jogando os corpos para fora a fim de poderem entrar no santuário de Baal. Eles retiraram a coluna sagrada do templo de Baal e a queimaram. Quebraram também os altares de Baal e derrubaram o templo. Desde então, o local é usado como latrina.

    28 Foi assim que Jeú eliminou Baal de Israel.

    29 Apesar disso, Jeú não se afastou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a uma vida de pecado. Os bezerros de ouro em Betel e Dã permaneceram.

    30 O Eterno disse a Jeú: “Você fez o que era certo, seguindo às minhas ordens. Cumpriu o que determinei a respeito da família de Acabe. Por isso, sua descendência permanecerá quatro gerações no trono de Israel.”

    31 Mesmo assim, Jeú não teve o cuidado de seguir com toda dedicação e integridade os caminhos do Eterno, o Deus de Israel. Ele não se afastou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a viver em pecado.

    32-33 O Eterno começou a diminuir o território de Israel. Hazael invadiu as fronteiras de Israel, desde o Jordão, na direção leste, todo o território de Gileade, Gade, Rúben e Manassés, desde Aroer, próximo do ribeiro de Arnom, abrangendo toda a região de Gileade e Basã.

    34-36 O restante da vida de Jeú, com suas realizações e sua fama, está tudo escrito nas Crônicas dos Reis de Israel. Jeú morreu e foi sepultado no túmulo da família, em Samaria. Seu filho Jeoacaz foi seu sucessor. Jeú reinou sobre Israel, em Samaria, vinte e oito anos.