Categoria: Antigo Testamento

  • Esdras, 4

    A CONSTRUÇÃO É INTERROMPIDA
    1-2 Os antigos inimigos de Judá e de Benjamim souberam que os exilados estavam reconstruindo o templo do Eterno, o Deus de Israel. Eles vieram conversar com Zorobabel e com os chefes das famílias: “Queremos ajudá-los, porque também adoramos ao Deus de vocês. Temos oferecido sacrifícios a ele desde que Esar-Hadom, rei da Assíria, nos trouxe para cá.”

    3 Mas Zorobabel, Jesua e o restante dos chefes das famílias de Israel responderam: “De maneira alguma! A construção do templo do nosso Deus não significa a mesma coisa para vocês. Só nós construiremos o templo para o Eterno, o Deus de Israel. Fomos nós que recebemos de Ciro, rei da Pérsia, a incumbência de reconstruí-lo.”

    4-5 Depois disso, aqueles homens começaram a fazer de tudo para desanimar o povo de Judá e para amedrontar os trabalhadores. Eles chegaram a contratar gente de fora para atrapalhar. A perturbação durou quinze anos, durante todo o reinado de Ciro até o reinado de Dario, reis da Pérsia.

    6 Na verdade, no início do reinado de Xerxes, eles fizeram uma denúncia contra os moradores de Judá e de Jerusalém.

    7 Mais uma vez, no reinado de Artaxerxes, Bislão, Mitredate, Tabeel e seus companheiros escreveram ao rei da Pérsia sobre os problemas de Jerusalém. A carta foi escrita em Aramaico e foi traduzida (o texto a seguir está em aramaico).

    8-16 Reum, o oficial no comando, e Sinsai, o secretário, escreveram uma carta contra Jerusalém a Artaxerxes, o rei, como segue: “Do comandante Reum e do secretário Sinsai e dos seus companheiros, os juízes e os oficias sobre o povo de Trípoli, da Pérsia, de Ereque e da Babilônia, os elamitas de Susã e das demais nações que o poderoso e famoso Assurbanípal deportou e estabeleceu na cidade de Samaria e em outros lugares a oeste do Eufrates.” (Esta é a cópia da carta que enviaram.) “Ao rei Artaxerxes, dos seus servos da terra a oeste do Eufrates. Queremos informar o rei que os judeus que partiram daí e chegaram a Jerusalém começaram a reconstruir essa cidade rebelde e má. Estão empenhados em terminar os muros e em reconstruir os alicerces. O rei precisa saber que, quando a cidade estiver reconstruída e os muros terminados, os moradores não pagarão mais um centavo de tributo, taxas ou impostos. O tesouro real sofrerá com a perda. Somos leais ao rei e não podemos ficar apáticos enquanto o rei é insultado, daí o interesse em relatar a situação. Sugerimos que o senhor procure nos registros históricos dos seus antepassados, e constatará que essa cidade é rebelde, um espinho para qualquer rei ou governador. É um centro de conflitos e revoltas, e isso há muito tempo. Por isso, a cidade foi destruída. Queremos que o rei saiba que, se a cidade for reconstruída e seus muros restaurados, o senhor perderá o que tem nas províncias dalém do Eufrates.”

    17-22 O rei mandou a resposta ao comandante Reum, ao secretário Sinsai e ao restante dos seus companheiros que viviam em Samaria e em outras localidades a oeste do Eufrates: “A paz esteja com vocês. A carta que vocês mandaram foi traduzida e lida para mim. Mandei pesquisar os registros, e, de fato, foi constatado que essa cidade se revoltou muitas vezes contra os reis. A rebeldia é um hábito antigo ali. Descobri que houve reis poderosos, que conquistaram terras a oeste do Eufrates e impuseram taxas, tributos e impostos. Então, façam o seguinte: Mandem esses homens interromperem a obra imediatamente e não permitam que a recomecem até que eu mande. Sejam rápidos e firmes. Eles já causaram muitos danos aos reis!”

    23 A carta do rei Artaxerxes foi lida para Reum, para o secretário Sinsai e seus companheiros. Eles não perderam tempo. Foram logo avisar os judeus em Jerusalém e os obrigaram a interromper a obra.

    24 Assim, a reconstrução do templo do Eterno em Jerusalém foi interrompida. Nada foi feito até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.

  • Esdras, 3

    O INÍCIO DA CONSTRUÇÃO: LANÇADOS OS ALICERCES DO TEMPLO
    1-2 No sétimo mês, quando os israelitas se estabeleceram em suas cidades, todo o povo se reuniu em Jerusalém. Jesua, filho de Jozadaque, com seus parentes sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, com seus parentes, começaram o trabalho de construção do altar do Deus de Israel para oferecer as ofertas queimadas, conforme a Revelação de Moisés, homem de Deus.

    3-5 Apesar de estarem com medo do que os vizinhos não israelitas pudessem fazer, começaram, mesmo assim, a erguer o altar sobre os alicerces e a apresentar ofertas queimadas de manhã e à tarde. Também celebraram a festa das Cabanas, conforme prescrito, e apresentaram as ofertas queimadas determinadas para cada dia. Também apresentaram as ofertas dos sábados, da lua nova e das festas sagradas, bem como as ofertas voluntárias ao Eterno.

    6 Começaram a oferecer as ofertas queimadas ao Eterno no primeiro dia do sétimo mês, apesar de não terem sido lançados ainda os alicerces do templo do Eterno.

    7 Eles contribuíram com dinheiro para a contratação de pedreiros e carpinteiros. Também deram comida, bebida e azeite para o povo de Sidom e de Tiro, como pagamento pelo cedro que trouxeram pelo mar do Líbano até Jope, uma carga autorizada por Ciro, rei da Pérsia. 8-9 No segundo mês do segundo ano da chegada deles ao local do templo do Eterno em Jerusalém, Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, com seus parentes sacerdotes e levitas, e todos os que voltaram do exílio para Jerusalém deram início ao trabalho. Nomearam os levitas de

    20 anos de idade ou mais para supervisionar a reconstrução do templo do Eterno. Jesua e seus parentes uniram-se a Cadmiel, Binui e Hodavias e aos parentes de Henadade, todos levitas, para supervisionar os trabalhadores do templo de Deus.

    10-11 Quando os trabalhadores lançaram os alicerces do templo do Eterno, os sacerdotes, com suas vestimentas, ficaram de pé com as trombetas, e os levitas, descendentes de Asafe, com os címbalos para louvar ao Eterno conforme a tradição de Davi, rei de Israel. Eles cantaram responsivamente ao Eterno com louvores e ações de graças: “Sim! Deus é bom! Ah, sim. Ele nunca deixará de amar a lsrael!.”

    11-13 Todo o povo pulou de alegria, louvando ao Eterno, pois os alicerces do templo do Eterno foram lançados. Enquanto a multidão cantava alegremente, muitos dos sacerdotes, levitas e chefes das famílias que tinham visto o primeiro templo choravam incontrolavelmente ao ver os alicerces do novo templo. Era impossível distinguir os sons de alegria do choro. O barulho podia ser ouvido de longe.

  • Esdras, 2

    1-58 Estes são os habitantes da província que retornaram do cativeiro, os exilados que Nabucodonosor, rei da Babilônia, tinha levado cativo. Eles voltaram para Jerusalém e Judá, cada um para sua cidade. Acompanhavam Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraías, Reelaías, Mardoqueu, Bilsã, Mispar, Bigvai, Reum e Baaná. Este é o número dos que retornaram, de acordo com sua família de origem: Parós, 2.172; Sefatias, 372; Ara, 775; Paate-Moabe (descendentes de Jesua e Joabe), 2.812; Elão, 1.254; Zatu, 945; Zacai, 760; Bani, 642; Bebai, 623; Azgade, 1. 222; Adonicão, 666; Bigvai, 2. 056; Adim, 454; Ater (descendentes de Ezequias), 98; Besai, 323; Jora, 112; Hasum, 223; Gibar, 95. Israelitas identificados por lugar de origem: Belém, 123; Netofate, 56; Anatote, 128; Azmavete, 42; Quiriate-Jearim, Cefira e Beerote, 743; Ramá e Geba, 621; Micmás, 122; Betel e Ai, 223; Nebo, 52; Magbis, 156; o outro Elão, 1. 254; Harim, 320; Lode, Hadide e Ono, 725; Jericó, 345; Senaá, 3.630. As famílias sacerdotais: Jedaías (descendentes de Jesua), 973; Imer, 1. 052; Pasur, 1.247; Harim, 1.017. As famílias dos levitas: Jesua e Cadmiel (descendentes de Hodavias), 74. Os cantores: da descendência de Asafe, 128. Descendentes dos guardas: Salum, Ater, Talmom, Acube, Atita, Sobai, 139. Descendentes dos servidores do templo: Zia, Hasuía, Tabaote, Queros, Sia, Padom, Lebana, Hagaba, Acube, Hagabe, Sanlai, Hanã, Gidel, Gaar, Reaías, Rezim, Necoda, Gazão, Uzá, Paseia, Besai, Asná, Meunim, Nefusim, Baquebuque, Hacufa, Harur, Baslute, Meída, Harsa, Barcos, Sísera, Tamá, Nesias e Hatifa. Descendentes dos servos de Salomão: Sotai, Soferete, Peruda, Jaala, Darcom, Gidel, Sefatias, Hatil, Poquerete-Hazebaim e Ami. O total dos servidores do templo e de Salomão eram 392.

    59-60 Estes vieram de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adã e Imer, mas não puderam provar que eram descendentes dos israelitas:

    61 Delaías, Tobias e Necoda, 652. O mesmo aconteceu com os descendentes dos sacerdotes: Habaías, Hacoz e Barzilai, que se casou com uma filha de Barzilai, de Gileade, e era chamado por esse nome.

    62-63 Eles procuraram os registros da família, mas não os encontraram. Por isso, foram impedidos de exercer o trabalho de sacerdote e considerados ritualmente impuros. O governador determinou que eles não poderiam comer do alimento sagrado até que um dos sacerdotes definisse a situação deles por meio do Urim e do Tumim.

    64-67 O total dos que voltaram do exílio foi 42.360, sem contar os escravos, que totalizavam 7. 337. Também havia 200 cantores, que possuíam 736 cavalos, 245 mulas, 435 camelos e 6.720 jumentos.

    68-69 Alguns dos chefes das famílias, ao chegarem ao templo do Eterno em Jerusalém, entregaram ofertas voluntárias para a reconstrução do templo de Deus no lugar original. Eles contribuíram para a construção, de acordo com suas possibilidades. O resultado: quinhentos quilos de ouro, três toneladas de prata e cem vestes sacerdotais.

    70 Os sacerdotes, os levitas e algumas pessoas do povo estabeleceram-se em Jerusalém. Os cantores, os guardas e os servidores do templo foram para suas cidades de origem. Todos os israelitas encontraram um lugar para morar.

  • Esdras, 1

    CIRO, REI DA PÉRSIA: “RECONSTRUAM O TEMPLO DE DEUS”
    1-4 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, em cumprimento à palavra do Eterno anunciada por Jeremias, o Eterno incitou Ciro, rei da Pérsia, a fazer um pronunciamento oficial em todo seu reino. Ele o formulou da seguinte maneira: “Decreto de Ciro, rei da Pérsia. O Eterno, o Deus dos céus, entregou-me todos os reinos da terra. Ele também me encarregou de construir um templo de adoração a ele em Jerusalém de Judá. Todos os que pertencem ao povo do Eterno sintam-se convocados, e que o Eterno, o seu Deus, esteja com vocês! Subam a Jerusalém de Judá e reconstruam o templo do Eterno, o Deus de Israel, o Deus de Jerusalém. Quem ficar para trás, onde quer que esteja vivendo, ajudará, enviando prata, ouro, ferramentas e animais, além das ofertas voluntárias para o templo de Deus em Jerusalém.”

    5-6 Os chefes das famílias de Judá e de Benjamim, os sacerdotes e levitas e todos aqueles que Deus despertou partiram para reconstruir o templo do Eterno em Jerusalém. Os vizinhos ajudaram, trazendo entusiasticamente prata, ouro, ferramentas, animais, objetos de valor e, acima de tudo, ofertas voluntárias. 7-10 O rei Ciro também entregou a eles todos os objetos e utensílios do templo do Eterno que Nabucodonosor havia levado de Jerusalém e que estavam no templo dos seus deuses. O rei da Pérsia designou o tesoureiro Mitredate responsável pela transferência. Ele fez um levantamento completo daqueles itens e os entregou a Sesbazar, governador de Judá. Eis a lista: 30 bacias de ouro; 1.000 bacias de prata; 29 panelas de prata; 30 tigelas de ouro; 410 tigelas de ouro de segunda linha; 1.000 itens variados.

    11 Ao todo, Sesbazar levou consigo cinco mil e quatrocentos objetos de ouro e de prata quando voltou com os exilados da Babilônia para Jerusalém.

  • Neemias, 13

    1-3 Naquele mesmo dia, foi lido o Livro de Moisés diante do povo. Descobriu-se, no livro, que nenhum amonita ou moabita podia fazer parte da congregação do povo de Deus, porque eles não haviam acolhido o povo de Israel, negando a eles comida e bebida. Em vez de ajudar os israelitas, contrataram Balaão para amaldiçoá-los. Mas Deus transformou a maldição em bênção. Quando ouviram a leitura da Revelação, excluíram de Israel todos os estrangeiros.

    4-5 Antes disso, o sacerdote Eliasibe havia sido encarregado dos depósitos do templo de Deus. Ele era parente de Tobias e tinha disponibilizado para ele uma sala grande, que era usada para estocar as ofertas de cereais, incenso, os utensílios para o sacrifício, os dízimos dos cereais, do vinho e do azeite para os levitas, os cantores e os guardas e as ofertas para os sacerdotes.

    6-9 Eu não estava em Jerusalém quando isso aconteceu. No trigésimo segundo ano de Artaxerxes, rei da Babilônia, eu havia voltado para o palácio do rei. Mais tarde, pedi permissão ao rei para viajar outra vez. Cheguei a Jerusalém e foi quando soube que Eliasibe havia cedido espaço para Tobias nos pátios do templo de Deus. Fiquei realmente furioso. Joguei fora tudo que estava dentro da sala, todos os pertences de Tobias. Depois, mandei que a sala fosse purificada. Só então, pus de volta os utensílios do templo de Deus, as ofertas de cereal e o incenso.

    10-13 Também fiquei sabendo que os levitas não estavam recebendo a quantia regular de alimento. Por isso, os levitas e os cantores que conduziam o culto de adoração haviam abandonado suas responsabilidades e voltado para suas terras. Chamei a atenção dos oficiais, dizendo: “Por que vocês abandonaram o templo. de Deus?” Chamei todos de volta e os reintegrei às antigas funções, de modo que todo o povo de Judá voltou a trazer os dízimos dos cereais, do vinho e do azeite para os depósitos. Designei o sacerdote Selemias, o escriba Zadoque e os levitas Pedaías como encarregados dos depósitos. Nomeei Hanã, filho de Zacur, filho de Matanias, auxiliar direto deles. Esses homens tinham a reputação de serem honestos e trabalhadores. Eles ficaram encarregados de distribuir a porção de mantimento para seus companheiros.

    14 “Por isso, lembra-te de mim, ó Deus! Nunca te esqueças de como me dediquei ao trabalho do templo de Deus e do seu serviço.”

    15-16 Enquanto fazia a viagem de volta a Jerusalém, também percebi que o povo prensava uvas, transportava cereais e carregava seus jumentos no sábado. Traziam vinho, uvas, figos e todo tipo de mercadoria para serem comercializados no sábado. Então, eu os adverti contra a venda de alimentos naquele dia. Alguns naturais de Tiro que estavam morando em Jerusalém traziam peixes e outras mercadorias para vender aos moradores de Judá, em Jerusalém, e isso no sábado!

    17-18 Cobrei uma atitude dos líderes de Judá, dizendo: “O que está acontecendo? Isso está errado! Vocês estão profanando o sábado! Não foi justamente o que seus antepassados fizeram? Não foi por causa disso que Deus trouxe esta miséria sobre nós e sobre esta cidade? Com a profanação do sábado, vocês estão acrescentando desobediência e fazendo aumentar a ira de Deus contra Jerusalém!”

    19 Quando os portões de Jerusalém já estavam cobertos pela sombra da tarde, às vésperas do sábado, mandei fechar os portões e proibi que fossem abertos até o fim do sábado. Pus alguns homens de confiança de guarda nos portões, para que não deixassem entrar nada que fosse destinado ao comércio no sábado.

    20-21 Os comerciantes e negociantes de várias mercadorias montaram as barracas fora dos portões uma ou duas vezes. Mas chamei a atenção deles, dizendo: “Vocês não devem ficar aqui perto do muro. Se eu encontrar vocês aqui outra vez, vou retirá-los à força!” Bastou essa advertência, e eles não voltaram mais no sábado.

    22 Depois, instruí os levitas a se purificarem e assumirem o posto nos portões, para que a santidade do sábado fosse respeitada. “Lembra-te de mim, ó Deus! Tem compaixão de mim, por teu grande amor e por tua fidelidade.”

    23-27 Na mesma época, constatei ainda que muitos judeus haviam se casado com mulheres de Asdode, de Amom e de Moabe. Metade das crianças nem falava o idioma de Judá, só sabiam falar a língua de Asdode ou outra língua. Então, chamei a atenção desses homens e os amaldiçoei. Cheguei a bater em alguns deles e a arrancar seus cabelos. Fiz que jurassem, em nome de Deus, que acatariam a minha ordem: “Não deem suas filhas em casamento aos filhos desses povos, nem deixem as filhas deles se casarem com seus filhos, nem tomem mulheres para vocês do meio desses povos! Não foi justamente esse o pecado de Salomão, rei de Israel, quando tomou mulheres como essas? Apesar de não ter havido outro rei como ele e de Deus o ter amado e feito dele rei sobre todo o Israel, as mulheres estrangeiras provocaram sua ruína. Vocês chamam isto de obediência, envolver-se em tamanho mal, sendo infiéis a Deus, casando-se com mulheres estrangeiras?”

    28 Um dos filhos de Joiada, filho do sacerdote principal Eliasibe, era genro de Sambalate, o horonita. Eu o expulsei da minha presença.

    29 “Lembra-te deles, ó Deus, de como profanaram o sacerdócio e a aliança dos sacerdotes e dos levitas!”

    30-31 Eu os purifiquei de tudo que era estranho. Organizei as ordens de serviço para os sacerdotes e os levitas, de modo que cada um sabia qual era sua responsabilidade. Providenciei que fosse fornecida a lenha a ser usada no altar, para os dias fixos e para a apresentação dos primeiros frutos. Lembra-te de mim, ó Deus, para sempre!

  • Neemias, 12

    1-7 Estes são os sacerdotes e os levitas que vieram com Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua: Seraías, Jeremias, Esdras, Amarias, Maluque, Hatus, Secanias, Reum, Meremote, Ido, Ginetom, Abias, Miamim, Maadias, Bilga, Semaías, Joiaribe, Jedaías, Saiu, Amoque, Hilquias e Jedaías. Esses eram os líderes dos sacerdotes no tempo de Jesua.

    8-9 Os levitas; Jesua, Binui, Cadmiel, Serebias e Judá; Matanias e seus irmãos eram encarregados dos cânticos de louvor, e seus irmãos Baquebuquias e Uni ficavam de frente para eles durante a adoração.

    10-11 Jesua foi pai de Joiaquim, Joiaquim foi pai de Eliasibe, Eliasibe foi pai de Joiada, Joiada foi pai de Jônatas, e Jônatas foi pai de Jadua.

    12-21 Nos dias de Joiaquim, estes foram os chefes das famílias dos sacerdotes: da família de Seraías, Meraías; de Jeremias, Hananias; de Esdras, Mesulão; de Amarias, Joanã; de Maluqui, Jônatas; de Secanias, José; de Harim, Adna; de Meremote, Helcai; de Ido, Zacarias; de Ginetom, Mesulão; de Abias, Zicri; de Miniamim e Maadias, Piltai; de Bilga, Samua; de Semaías, Jônatas; de Joiaribe, Matenai; de Jedaías, Uzi; de Salai, Calai; de Amoque, Héber; de Hilquias, Hasabias; de Jedaías, Natanael.

    22 Nos dias de Eliasibe, Joiada, Joanã e Jadua, os levitas foram registrados como chefes de famílias. Durante o reinado de Dario, o rei persa, foram registrados os sacerdotes.

    23-24 Os levitas que eram chefes de famílias foram registrados no Livro das Crônicas, até os dias de Joanã, filho de Eliasibe. Eram eles: Hasabias, Serebias e Jesua, filho de Cadmiel. Seus irmãos ficavam de frente para eles durante o louvor e as ações de graças, para fazer o contracanto, conforme Davi, o homem de Deus, havia instruído.

    25-26 Os guardas foram: Matanias, Baquebuquias, Obadias, Mesulão, Talmom e Acube. Eles vigiavam os depósitos que ficavam ao lado dos portões. Viveram na época de Joiaquim, filho de Jesua, filho de Jozadaque, no período do governador Neemias e do sacerdote e escriba Esdras.

    DEDICAÇÃO DOS MUROS
    27-29 Para a dedicação dos muros, foram convocados levitas de toda parte para estar em Jerusalém e preparar uma grande celebração com hinos de ações de graças e cânticos ao som de címbalos, harpas e liras. Vieram cantores de todas as partes de Jerusalém, dos vilarejos dos netofatitas, de Bete-Gilgal, das terras de Geba e Azmavete. Eles fundaram vilas para si em torno de Jerusalém.

    30 Os sacerdotes e os levitas se consagraram; depois, fizeram o mesmo com o povo, os portões e o muro.

    31-36 Chamei os líderes de Judá para se reunirem perto do muro e formei dois grandes coros. Um deles seguiu para a direita, na direção da Porta do Esterco, acompanhado por Hosaías e metade dos líderes de Judá, entre eles Azarias, Esdras, Mesulão, Judá, Benjamim, Semaías e Jeremias. Alguns dos jovens sacerdotes portavam trombetas. Depois, tocando os instrumentos musicais de Davi, o homem de Deus, vinham Zacarias, filho de Jônatas, filho de Semaías, filho de Matanias, filho de Micaías, filho de Zacur, filho de Asafe, e seus irmãos Semaías, Azareel, Milalai, Gilalai, Maai, Natanael, Judá e Hanani. O escriba Esdras os liderava.

    37 Da Porta da Fonte, subiram direto pelos degraus da Cidade de Davi, pela escada que fica ao longo do muro, acima do palácio de Davi, voltando para a Porta da Fonte, a leste.

    38-39 O outro grupo seguiu para a esquerda. Eu e metade do povo o seguimos pelo muro, desde a torre dos Fornos até a parte larga do muro, acima da Porta de Efraim, a Porta de Jesana, a Porta do Peixe, a torre de Hananeel e a torre dos Cem, até a Porta das Ovelhas. Paramos na Porta da Guarda.

    40-42 Depois, os dois coros ocuparam seus lugares no templo de Deus. Acompanhei a metade dos oficiais e os sacerdotes Eliaquim, Maaseias, Miniamim, Micaías, Elioenai, Zacarias e Hananias, que estavam com suas trombetas. Também estavam lá Maaseias, Semaías, Eleazar, Uzi, Joanã, Malquias, Elão e Ézer. Os cantores eram conduzidos por Jezraías.

    43 Naquele dia, ofereceram muitos sacrifícios, numa grande celebração, pois Deus os havia enchido de alegria. As mulheres e as crianças levantaram a voz com todo o povo. O júbilo de Jerusalém foi ouvido de muito longe.

    44-46 Naquele mesmo dia, foram escolhidos os encarregados dos depósitos das ofertas, dos primeiros frutos e dos dízimos. Eles tinham a responsabilidade de garantir que a porção dos sacerdotes e dos levitas, ordenada pela Revelação, fosse trazida das terras pertencentes às cidades. O povo de Judá respeitava muito o trabalho dos sacerdotes e dos levitas. O povo, os cantores e os guardas fizeram tudo como rezava a cartilha: conduziram a adoração a Deus e o ritual da purificação de maneira tal que teria enchido os olhos de Davi e Salomão. Era assim que se fazia antigamente, nos dias de Davi e de Asafe, quando havia dirigentes de coros para conduzir o povo nos cânticos de louvor e ações de graças a Deus.

    47 Na época de Zorobabel eNeemias, todo o Israel contribuía com quantias diárias para os cantores e os guardas. Também separavam o que era destinado aos levitas, e os levitas faziam o mesmo para os descendentes de Arão.

  • Neemias, 11

    1-2 Os líderes do povo já estavam morando em Jerusalém; por isso, o restante do povo escolheu, por sorteio, uma de cada dez pessoas para morar em Jerusalém, a Cidade Santa, enquanto os outros nove permaneciam em suas cidades. O povo também aprovou todos os que se ofereceram voluntariamente para morar em Jerusalém.

    3-4 Estes foram os líderes das províncias que se mudaram para Jerusalém (alguns israelitas, sacerdotes, levitas, servidores do templo e descendentes dos oficiais de Salomão moravam em suas propriedades, que estavam espalhadas entre as várias cidades de Judá; outros, de Judá e Benjamim, moravam em Jerusalém):

    4-6 Entre os descendentes de Judá: Ataías, filho de Uzias, filho de Zacarias, filho de Amarias, filho de Sefatias, filho de Maalaleel, descendente de Perez; Maaseias, filho de Baruque, filho de Col Hozé, filho de Hazaías, filho de Adaías, filho de Joiaribe, filho de Zacarias, descendente de Selá. Os descendentes de Perez que moravam em Jerusalém totalizavam 468 homens valentes. 7-9 Entre os descendentes de Benjamim: Salu, filho de Mesulão, filho de Joede, filho de Pedaías, filho de Colaías, filho de Maaseias, filho de Itiel, filho de Jesaías, e seus irmãos Gabai e Salai. Ao todo, 928 homens. Joel, filho de Zicri, era chefe deles, e Judá, filho de Hassenua, era o segundo no comando sobre a cidade.

    10-14 Dos sacerdotes: Jedaías, filho de Joiaribe, e Jaquim; Seraías, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote, filho de Aitube, que era o administrador do templo de Deus, e seus companheiros, que faziam o trabalho do templo. Ao todo, eram 822 homens. Além desses, Adaías, filho de Jeroão, filho de Pelaías, filho de Anzi, filho de Zacarias, filho de Pasur, filho de Malquias, e seus companheiros que eram chefes de famílias. Totalizavam 242 homens. Amassai, filho de Azareel, filho de Azai, filho de Mesilemote, filho de Imer, e seus companheiros, todos homens valentes: eram 128 homens. O chefe deles era Zabdiel, filho de Gedolim.

    15-18 Dos levitas: Semaías, filho de Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, filho de Buni, Sabetai e Jozabade, dois líderes dos levitas encarregados do trabalho externo do templo de Deus; Matanias, filho de Mica, filho de Zabdi, filho de Asafe, o dirigente que conduzia as ações de graças e as orações; Baquebuquias, o segundo entre seus companheiros; Abda, filho de Samua, filho de Galal, filho de Jedutum. Os levitas da Cidade Santa totalizavam 284 homens.

    19 Dos guardas: Acube, Talmom e seus companheiros que vigiavam os portões. Um total de 172 homens.

    20 O restante dos israelitas, sacerdotes e levitas estavam espalhados por todas as cidades de Judá, cada um na propriedade de sua família.

    21 Os servidores do templo moravam na colina de Ofel. Zia e Gispa eram os líderes deles.

    22-23 O chefe dos levitas em Jerusalém era Uzi, filho de Bani, filho de Hasabias, filho de Matanias, filho de Mica. Uzi era dos descendentes de Asafe, os cantores que dirigiam a adoração no templo de Deus. Os cantores estavam sob as ordens do rei, que determinava as atividades diárias deles.

    24 Petaías, filho de Mesezabel, descendente de Zerá, filho de Judá, representava os interesses do povo na corte real.

    25-30 Alguns do povo de Judá foram morar nos vilarejos próximos de suas terras: Km Quiriate-Arba (Hebrom) e seus arredores, em Dibom e seus arredores, em Jecab-Zeel e seus arredores, em Jesua, em Moladá, em Bete-Pelete, em Hazar-Sual, em Berseba e seus arredores, em Ziclague, em Meconá e seus arredores, em En-Rimom, em Zorá, em Jarmute, em Zanoa, em Adulão e seus arredores, em Láquis e suas pastagens, em Azeca e seus arredores. Ocupavam toda a região desde Berseba até o vale do Hinom.

    31-36 Os benjamitas de Geba foram viver em: Micmás, Aia, Betel e seus arredores, Anatote, Nobe e Ananias, Hazor, Ramá e Gitaim, Hadide, Zeboim e Nebalate, Lode e Ono e o vale dos Artesões. Alguns grupos de levitas de Judá foram designados para morar em Benjamim.

  • Neemias, 10

    1-8 O documento selado continha a assinatura das seguintes pessoas: O governadorNeemias, filho de Hacalias; Os sacerdotes: Seraías, Azarias, Jeremias, Pasur, Amarias, Malquias, Hatus, Sebanias, Maluque, Harim, Meremote, Obadias, Daniel, Ginetom, Baruque, Mesulão, Abias, Miamim, Maazias, Bilgai e Semaías. Esses eram os sacerdotes.

    9-13 Os levitas: Jesua, filho de Azanias; Binui, dos descendentes de Henadade; Cadmiel e seus familiares: Sebanias, Hodias, Quelita, Pelaías, Hanã, Mica, Reobe, Hasabias, Zacur, Serebias, Sebanias, Hodias, Bani e Beninu.

    14-27 Os líderes do povo: Parós, Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani, Buni, Azgade, Bebai, Adonias, Bigvai, Adim, Ater, Ezequias, Azur, Hodias, Hasum, Besai, Harife, Anatote, Nebai, Magpias, Mesulão, Hezir, Mesezabel, Zadoque, Jadua, Pelatias, Hanã, Anaías, Oseias, Hananias, Hassube, Haloês, Pílea, Sobeque, Reum, Hasabna, Maaseias, Aías, Hanã, Anã, Maluque, Harim e Baaná.

    28-30 O restante do povo, os sacerdotes, os levitas, os guardas, os cantores, os servidores do templo e todos os que cortaram laços com os vizinhos estrangeiros para obedecer à Revelação de Deus, com suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os que eram mentalmente capazes juntaram-se aos seus parentes e aos nobres para fazer o juramento de seguir a Revelação de Deus transmitida por meio de Moisés, servo de Deus, de obedecer e praticar todos os mandamentos do Eterno, nosso Deus, e todos os seus decretos e regras. Assim: “Não daremos nossas filhas em casamento aos nossos vizinhos estrangeiros nem deixaremos nossos filhos tomarem as filhas deles.

    31 Quando os povos vizinhos trouxerem suas mercadorias e seus cereais no sábado, não faremos negócios com eles: nem no sábado, nem em qualquer outro dia santificado. De sete em sete anos, deixaremos a terra descansar e cancelaremos todas as dívidas.

    32-33 Comprometemo-nos a pagar o tributo anual de quatro gramas para as despesas do templo do nosso Deus com os pães da mesa, as ofertas de cereais, as ofertas queimadas, as ofertas dos sábados, da lua nova e das festas fixas, as ofertas sagradas, as ofertas de perdão para a expiação a favor de Israel, a manutenção do templo do nosso Deus.

    34 Nós, os sacerdotes, os levitas e todo o povo, escolhemos por sorteio as famílias que trarão a lenha para o fogo do altar do nosso Deus, de acordo com o programa anual estabelecido na Revelação.

    35-36 Comprometemo-nos a entregar anualmente ao templo do Eterno os primeiros frutos da nossa lavoura e dos nossos pomares, o primeiro filho e o primeiro animal e a primeira cria do nosso gado e das nossas ovelhas aos sacerdotes que servem no templo do nosso Deus, como prescreve a Revelação.

    37-39 Traremos o melhor dos nossos cereais, das nossas contribuições do fruto de toda árvore, do vinho e do azeite para os sacerdotes, para os depósitos do templo do nosso Deus. Traremos os dízimos das nossas lavouras para os levitas, uma vez que os levitas foram designados para arrecadar os dízimos nas cidades em que trabalhamos. Um sacerdote, descendente de Arão, supervisionará os levitas na arrecadação dos dízimos para garantir que um décimo do que for arrecadado seja entregue ao tesouro do templo do nosso Deus. Faremos que o povo de Israel e os levitas entreguem os cereais, o vinho e o azeite para os depósitos em que também são guardados os utensílios do santuário e nos quais os sacerdotes, os guardas e os músicos que ministram se reúnem. Não negligenciaremos o templo do nosso Deus.”

  • Neemias, 9

    1-3 No dia 24 do mês, o povo de Israel reuniu-se para um jejum, todos vestidos com pano de saco e com terra no rosto, como sinal de arrependimento. Os israelitas romperam todo relacionamento com os estrangeiros. De pé, confessaram seus pecados e os erros de seus antepassados. Enquanto estavam de pé, leram o livro da Revelação do Eterno, seu Deus, durante três horas. Depois, durante outras três horas fizeram confissões e adoraram a Deus.

    4-5 Um grupo de levitas, formado por Jesua, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani, pôs-se de pé na plataforma e orou em voz alta ao Eterno, seu Deus. Os levitas Jesua, Cadmiel, Bani, Hasabneias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías convidaram o povo: “Levantem-se! Louvem ao Eterno, o seu Deus, para sempre!.”

    5-6 Bendito seja o teu glorioso nome, superando toda bênção e todo louvor! Tu és o único, ó Eterno, somente tu; Fizeste os céus, os céus dos céus e todos os seres celestiais, A terra e tudo que nela há, os oceanos e tudo que neles existe. E preservas a vida de todos; os seres celestiais te adoram.

    7-8 Tu és, ó Eterno, o Deus que escolheu a Abrão, Que o tirou de Ur dos caldeus e trocou seu nome para Abraão. Achaste nele sinceridade e lealdade e fizeste uma aliança com ele; Também a promessa de dar a ele a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, Dos ferezeus, dos jebuseus e dos girgaseus; de entregá-la aos seus descendentes. E cumpriste a tua promessa, pois és justo.

    9-15 Tu atentaste para as angústias dos nossos antepassados no Egito. Ouviste o clamor deles diante do mar Vermelho. Surpreendeste o faraó, seus oficiais e todo o povo daquela terra com milagres e maravilhas. Sabias da arrogante provocação dos egípcios contra o teu povo e engrandeceste o teu nome, que continua assim até hoje. Abriste o mar diante deles, e eles o atravessaram sem molhar os pés. Destruíste os perseguidores, que morreram no fundo do mar. Eles afundaram como uma pedra jogada no mar turbulento. Durante o dia, tu os guiaste com uma coluna de nuvem e, durante a noite, com uma coluna de fogo, Para mostrar o caminho que deveriam seguir. Desceste sobre o monte Sinai, dos céus falaste com eles. Deste a eles instruções sobre como viver, ensinamentos verdadeiros, regras e mandamentos justos. Ensinaste o teu povo a guardar os teus sábados santos. Por meio do teu servo Moisés, deste a eles mandamentos, regras e instruções. Mandaste pão do céu quando eles estavam com fome; fizeste sair água das rochas para saciar a sede deles. E os mandaste entrar e possuir a terra, que tinhas prometido a eles.

    16-19 Mas nossos antepassados foram arrogantes; por teimosia, não obedeceram aos teus mandamentos. Fizeram-se de surdos, recusaram-se a lembrar os milagres que fizeste diante deles; Tornaram-se obstinados e cismaram em voltar para a escravidão do Egito. Mas tu, sendo Deus perdoador, misericordioso e compassivo, De paciência inacreditável e cheio de amor, não os desamparaste. Mesmo depois de esculpirem um bezerro e de terem dito: “Este é o deus de vocês, Que os tirou do Egito”, e de terem feito coisas piores, Tu, por tua grande compaixão, não os abandonaste à própria sorte no deserto. A coluna de nuvem não os deixou: Diariamente, ela continuava mostrando o caminho. A coluna de fogo também, à noite, indicava o caminho.

    20-23 Tu concedeste o teu Espírito para ensiná-los a viver com sensatez. Nunca deixaste de enviar o maná, e deste a eles água em abundância. Sustentaste o povo quarenta anos no deserto, e eles tinham tudo de que precisavam. Suas vestes não envelheceram, e seus pés nunca ficaram inchados. Entregaste a eles reinos e povos, repartiste os territórios deles com o teu povo. Eles conquistaram a terra de Seom, rei de Hesbom, e a terra de Ogue, rei de Basã. Fizeste que se multiplicassem como as estrelas do céu. E os fizeste entrar e possuir a terra, pois havias prometido aos seus antepassados Que eles iriam conquistá-la.

    24-25 Eles entraram na terra, tomaram posse dela e fizeram morada ali. Os cananeus que viviam ali renderam-se diante deles. Tu entregaste ao teu povo a terra, os reis e o povo deles: podiam fazer o que quisessem com eles. Eles conquistaram fortalezas e lavouras produtivas, possuíram casas cheias de bens, Cisternas, vinhas, olivais, pomares com muitas árvores. Comeram e se fartaram do melhor da terra; deleitaram-se em tua grande bondade.

    26-31 Mas eles se rebelaram contra ti, abandonaram as tuas leis e mataram os teus profetas, Os profetas que tentavam conduzi-los de volta para ti, e fizeram coisas ainda piores. Tu os entregaste aos inimigos, que os maltrataram. Mesmo assim, no meio da aflição, eles clamaram a ti, e tu os ouviste dos céus, Por conta da tua imensa compaixão, enviaste libertadores Que os salvavam da crueldade dos inimigos. Mas, assim que as coisas melhoravam, voltavam a cometer pecados piores. Então, entregaste aquele povo à própria sorte, aos inimigos, que os dominavam. Outra vez eles clamaram, e, por tua grande compaixão, tu os ouviste e os livraste. Isso se repetiu várias vezes. Tu os aconselhaste a voltar para a tua Revelação, mas eles reagiram com arrogância: Desprezaram teus mandamentos, rejeitaram tuas ordenanças — as palavras que dão vida ao ser humano! Simplesmente, viraram as costas, foram intransigentes e não quiseram ouvir. Por muitos anos, foste compreensivo com eles e os advertiste por teu Espírito, por meio dos teus profetas. Quando se recusavam a ouvir, tu os entregavas aos estrangeiros. Mesmo assim, por causa da tua grande compaixão, não os aniquilaste. Não os abandonaste para sempre. Pois tu és um Deus de misericórdia e de compaixão.

    32-37 Agora, nosso Deus, nosso grande Deus, majestoso e temível, fiel à aliança e compassivo, Não desprezes tudo que nós, os nossos reis, nossos príncipes, nossos sacerdotes e profetas sofreram, Os nossos antepassados e todo o teu povo, desde o tempo dos reis da Assíria até hoje. Tu não és o culpado por tudo que nos sobreveio. Foste correto em tudo: nós é que erramos. Nossos reis, príncipes, sacerdotes e antepassados não deram valor à tua Revelação; Eles ignoraram teus mandamentos, desprezaram tuas advertências. Mesmo quando o reino deles ainda era independente e desfrutavam a tua generosa bondade, Vivendo naquela terra fértil e espaçosa, que estendeste diante deles, Eles não te serviram, mas viraram as costas para ti e voltaram a praticar o mal. Por isso, estamos aqui, outra vez como escravos, mas esta é a terra que deste aos nossos antepassados, Para que pudessem desfrutar vida boa; mas olha agora para nós: não passamos de escravos em nossa terra. A colheita é farta, mas tem de ser entregue aos reis que nos dominam com tua permissão, por causa dos nossos pecados. Eles agem como se fossem donos da nossa vida e fazem o que bem entendem com o nosso gado. Estamos muito aflitos.

    38 “Por essa razão, estamos firmando um acordo, selando um documento assinado por nossos príncipes, nossos levitas e nossos sacerdotes.”

  • Neemias, 8

    ESDRAS E A REVELAÇÃO
    1 Por volta do sétimo mês, quando todos os israelitas haviam se instalado em suas cidades, o povo se reuniu na praça em frente da Porta das Águas e pediu que o escriba Esdras trouxesse o Livro da Revelação de Moisés, que o Eterno tinha dado a Israel.

    2-3 Então, o sacerdote Esdras trouxe o livro para a congregação, formada por homens e mulheres, todos capazes de entender seu conteúdo. Isso aconteceu no primeiro dia do sétimo mês. Ele leu a Revelação de frente para a praça que ficava diante da Porta das Águas, desde cedo até o meio-dia, na presença de homens e mulheres e de todos os que conseguiam entender a leitura. Todos ouviam atentamente o que dizia o Livro da Revelação.

    4 O escriba Esdras estava sobre uma plataforma de madeira, construída especialmente para a ocasião. Do seu lado direito, estavam Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaseias; do lado esquerdo, estavam Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.

    5-6 Esdras abriu o livro. Todos os olhares estavam voltados para ele (que estava de pé sobre a plataforma), e, quando ele abriu o livro, todos ficaram de pé. Esdras louvou ao Eterno, o grande Deus, e todo o povo respondeu, levantando as mãos: “Amém! Amém!” Em seguida, prostraram-se com o rosto em terra em adoração ao Eterno.

    7-8 Os levitas Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaseias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã e Pelaías explicavam a Revelação, enquanto o povo, de pé, ouvia com toda reverência. Eles liam pausadamente o Livro da Revelação de Deus, para que o povo pudesse entendê-lo, e, em seguida, explicavam o que haviam lido.

    9 Neemias, o governador, Esdras, o sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo disseram: “Este dia é consagrado ao Eterno, o seu Deus. Não chorem nem fiquem abatidos” — porque todo o povo chorava enquanto ouvia as palavras da Revelação.

    10 Disseram ainda: “Voltem para casa e preparem uma festa, um banquete com muita comida e bebida. Repartam a comida com os que não têm, pois este dia é consagrado ao Eterno. Não fiquem entristecidos. A alegria do Eterno fortalecerá vocês!”

    11 Os levitas continuaram a tranquilizar o povo: “Sosseguem! Este dia é consagrado. Não fiquem tristes.”

    12 Então, o povo partiu e preparou uma festa. Eles comeram e beberam com muita alegria, até mesmo os pobres. Eles tinham entendido o que havia sido lido para eles.

    13-15 No segundo dia do mês, os chefes das famílias de todo o povo, os sacerdotes e os levitas reuniram-se em torno do escriba Esdras para estudar mais profundamente as palavras da Revelação. Descobriram na Revelação que o Eterno havia ordenado, por meio de Moisés, que o povo de Israel deveria permanecer em cabanas durante as festividades do sétimo mês. Então, baixaram um decreto e divulgaram entre todas as cidades e em Jerusalém: “Subam às colinas e tragam ramos de oliveiras, pinheiros, murtas, palmeiras e qualquer árvore de galhos cheios de folhas, para fazer cabanas, como está escrito.”

    16-17 O povo saiu, trouxe os ramos e fez cabanas sobre o telhado e no quintal das casas, no pátio do templo de Deus, na praça da Porta das Águas e na praça da Porta de Efraim. Toda a congregação que havia retornado do exílio fez cabanas e permaneceu nelas. O povo de Israel não fazia isso desde o tempo de Josué, filho de Num. Foi um dia maravilhoso! A alegria era geral.

    18 Todos os dias, desde o primeiro até o último, Esdras lia o livro da Revelação de Deus. Celebraram a festa durante sete dias. No oitavo, reuniram solenemente a assembleia, conforme o decreto.