Categoria: Antigo Testamento

  • Neemias, 7

    OS MUROS RECONSTRUÍDOS: NOMES E NÚMEROS
    1-2 Depois que os muros foram reconstruídos, os portões assentados e os guardas, os cantores e os levitas designados, nomeei meu irmão Hanani, e com ele Hananias, comandante da fortaleza, para administrar Jerusalém. Hananias era honesto e temia a Deus mais que qualquer outra pessoa.

    3 Dei a seguinte ordem: “Não abram os portões de Jerusalém antes do nascer do sol e tranquem os portões com as barras de segurança antes de os guardas se retirarem. Escolham guardas entre os cidadãos de Jerusalém e encarreguem-nos da segurança no trecho que fica diante da casa deles.”

    4 A cidade era grande e espaçosa, mas a população era ainda pouco numerosa, e muitas casas continuavam em ruínas.

    5 Deus pôs em meu coração reunir os nobres, os oficiais e toda a população para que todos fossem registrados. Encontrei os registros genealógicos dos que retornaram do exílio com o primeiro grupo. Estes são os nomes que constavam deles:

    6-60 Estes são os habitantes da província que retornaram do cativeiro, os quais Nabucodonosor, rei da Babilônia, tinha levado cativos. Eles voltaram para Jerusalém e Judá, cada um para sua cidade de origem. Voltaram com Zorobabel, Jesua,Neemias, Azarias, Raamias, Naamani, Mardoqueu, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum e Baaná. O número dos homens do povo de Israel por famílias de origem: Parós, 2.172; Sefatias, 372; Ara, 652; Paate Moabe (descendentes de Jesua e Joabe), 2.818; Elão, 1. 254; Zatu, 845; Zacai, 760; Binui, 648; Bebai, 628; Azgade, 2.322; Adonicão, 667; Bigvai, 2.067; Adim, 655; Ater (descendentes de Ezequias), 98; Hasum, 328; Besai, 324; Harife, 112; Gibeom, 95. Os israelitas identificados por lugar de origem: Belém e Netofate, 188; Anatote, 128; Bete-Azmavete, 42; Quiriate-Jearim, Cefira e Beerote, 743; Ramá e Geba, 621; Micmás, 122; Betel e Ai, 123; o outro Nebo, 52; o outro Elão, 1.254; Harim, 320; Jericó, 345; Lode, Hadide e Ono, 721; Senaá, 3.930. Das famílias dos sacerdotes: Jedaías (descendentes de Jesua), 973; Imer, 1.052; Pasur, 1. 247; Harim, 1.017. As famílias dos levitas: Jesua (descendentes de Cadmiel e de Hodeva), 74. Os cantores: Os descendentes de Asafe, 148. As famílias dos guardas: Salum, Ater, Talmom, Acube, Hatita e Sobai, 138. As famílias dos servidores do templo: Zia, Hasufa, Tabaote, Queros, Sia, Padom, Lebana, Hagaba, Salmai, Hanã, Gidel, Gaar, Reaías, Rezim, Necoda, Gazão, Uzá, Paseia, Besai, Meunim, Nefusim, Baquebuque, Hacufa, Harur, Baslite, Meída, Harsa, Barcos, Sísera, Tamá, Nesias e Hatifa. As famílias dos servidores de Salomão: Sotai, Soferete, Perida, Jaala, Darcom, Gidel, Sefatias, Hatil, Poquerete-Hazebaim e Amom. Os servidores do templo e os servos de Salomão, 392.

    61-63 Estes são os que vieram de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Amom e Imer. Eles não conseguiram provar que eram israelitas: Os descendentes de Delaías, Tobias e Necoda, 642. O mesmo aconteceu com estas famílias de sacerdotes: Os descendentes de Habaías, Hacoz, Barzilai, que se casou com uma filha de Barzilai, de Gileade, e era chamado por esse nome.

    64-65 Eles procuraram os registros da família, mas não encontraram. Por isso, foram impedidos de exercer a função de sacerdote e considerados ritualmente impuros. O governador determinou que eles não poderiam comer do alimento sagrado até que um dos sacerdotes definisse a situação deles por meio do Urim e do Tumim.

    66-69 O total dos que voltaram do exílio foi 42. 360, sem contar os escravos, que totalizavam 7. 337. Também havia 245 cantores e cantoras, que possuíam 736 cavalos, 245 mulas, 435 camelos e 6. 720 jumentos.

    70-72 Alguns dos chefes das famílias entregaram ofertas voluntárias para a obra. O governador deu ao tesouro 8 quilos de ouro, 50 bacias e 530 vestimentas para os sacerdotes. Alguns dos chefes das famílias deram para o tesouro uma oferta de 160 quilos de ouro e 1. 320 quilos de prata para a obra. O restante do povo contribuiu com 160 quilos de ouro, 1. 200 quilos de prata e 67 vestimentas para os sacerdotes.

    73 Os sacerdotes, os levitas, os guardas, os cantores, os servidores do templo, com alguns outros e com o restante do povo de Israel, encontraram lugar para morar em suas cidades de origem.

  • Neemias, 6

    “ESTOU OCUPADO COM UM TRABALHO IMPORTANTE”
    1-2 Quando Sambalate, Tobias, Gesém, o árabe, e nossos demais inimigos souberam que havíamos reconstruído o muro e que não havia mais brechas nele, apesar de ainda não termos posto todos os portões, Sambalate e Gesém mandaram dizer: “Venha se encontrar conosco em Quefirim, no vale de Ono.”

    2-3 Eu sabia que eles pretendiam me causar algum mal; por isso, mandei dizer: “Estou ocupado com um trabalho importante e não posso ir agora. Por que interromperia o que estou fazendo só para me encontrar com vocês?.”

    4 Eles fizeram o convite quatro vezes, e quatro vezes mandei a mesma resposta.

    5-6 Então, pela quinta vez, pelo mesmo mensageiro, Sambalate mandou uma carta selada com a seguinte mensagem:

    6-7 “Estão dizendo entre as nações, e Gesém confirma isso, que você e os judeus estão planejando uma revolta, e que essa é a razão de estarem reconstruindo os muros. Estão dizendo que você quer ser rei e que já nomeou profetas para proclamar em Jerusalém: ‘Há um rei em Judá!’. Tudo isso será relatado ao rei. Você não acha melhor sentarmos para conversar?”

    8 Mandei dizer: “Tudo o que você está falando não passa de invenção sua.”

    9 Eles estavam tentando nos intimidar. Pensavam: “Eles vão desistir e, assim, nunca terminarão essa obra.” Mas pedi a Deus: “Dá-me torças.”

    10 Logo depois, fiz uma reunião secreta com Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel, em sua casa. Ele disse: “Vamos nos reunir no templo de Deus, dentro do templo. Vamos nos proteger com as portas trancadas, pois, eles vêm para matá-lo. É isso mesmo, eles virão à noite para tirar a sua vida.”

    11 Respondi: “Por que alguém como eu teria de fugir? E por que teria de me esconder justamente no templo? Não vou fazer isso!”

    12-13 Senti que aquele plano não agradava a Deus. A suposta profecia, na verdade, era uma estratégia de Tobias e Sambalate. Eles haviam contratado Semaías. Eles pagaram para que ele me assustasse e me enganasse e, assim, acabasse profanando o templo e manchando a minha reputação. Com isso, teriam do que me acusar.

    14 Orei: “Ó Deus, não permitas que Tobias e Sambalate se livrem de todo o dano que causaram. Faça o mesmo à profetisa Noadia e aos demais profetas que tentam minar minha confiança”

    15-16 A reconstrução dos muros foi concluída no dia 25 do mês de elul. Foram cinquenta e dois dias de trabalho. Quando nossos inimigos souberam disso e as nações ao redor viram a obra que fizemos, nossos adversários perderam a esperança. No fundo, reconheceram que a obra era de Deus.

    17-19 Durante todo esse tempo, os nobres de Judá se correspondiam com Tobias. Muitos dos nobres tinham ligações com ele, porque ele era genro de Secanias, filho de Ara, e seu filho Joanã havia se casado com a filha de Mesulão, filho de Berequias. Eles me contavam todas as coisas boas que ele havia feito e, depois, contavam para ele tudo que eu dizia. Então, Tobias mandava cartas para me intimidar.

  • Neemias, 5

    O GRANDE PROTESTO
    1-2 O povo iniciou um grande protesto, do qual até as mulheres participaram, contra seus companheiros judeus. Alguns diziam: “Temos famílias grandes. Se não tivermos comida, vamos morrer!”

    3 Outros diziam: “Tivemos que hipotecar nossos campos, nossas vinhas e nossas casas apenas para comprar trigo, para não morrer de fome!”

    4-5 Outros ainda diziam: “Precisamos pedir dinheiro emprestado até para pagar o imposto real sobre nossos campos e vinhas. Vejam: somos do mesmo sangue que nossos irmãos. Nossos filhos são tão bons quanto os deles, mas estamos a ponto de vendê-los como escravos — algumas das nossas filhas já foram vendidas. E não podemos fazer nada, porque nossos campos e vinhas já pertencem a outros.”

    6-7 Quando soube do protesto e das reclamações, fiquei muito aborrecido. Depois de analisar a questão, censurei os nobres e os oficiais: “Vocês estão se aproveitando de seus irmãos!.”

    7-8 Em seguida, convoquei uma reunião de emergência para tratar do assunto e disse à assembleia: “Fizemos tudo que podíamos para resgatar nossos compatriotas judeus que foram vendidos como escravos a estrangeiros. Agora, vocês estão vendendo esses mesmos compatriotas de volta à escravidão! Isso significa que teremos de comprá-los outra vez?” Eles não disseram nada. Mas, também, o que poderiam dizer?

    9 “O que vocês estão fazendo está errado. Onde está o temor de Deus? Vocês não se importam com o que as nações ao redor, os nossos inimigos, vão pensar de vocês?

    10-11 “Eu, meus irmãos e as pessoas que estão trabalhando comigo também emprestamos dinheiro para eles. Mas é preciso parar com a cobrança de juros. Devolvam a eles os campos, as vinhas, os olivais e as casas. Perdoem todas as dívidas e não cobrem o trigo, o vinho nem o azeite.”

    12-13 Eles responderam: “Está bem, vamos devolver. Não faremos mais exigências. Faremos tudo que você nos disser.” Logo depois, reuni os sacerdotes e obriguei os nobres e os oficiais a cumprir a palavra dada. Eu mesmo tirei tudo que tinha no bolso, sacudi na frente deles e disse: “Que Deus esvazie o bolso e a casa daquele que não cumprir a promessa! Que seja sacudido e esvaziado!” Todos concordaram e disseram: “Vamos fazer assim.” E louvaram a Deus. O povo cumpriu mesmo a sua palavra “

    LEMBRA-TE DE MIM, Ó DEUS
    14-16 Desde que o rei Artaxerxes me nomeou governador da terra de Judá, do vigésimo ano ao trigésimo segundo ano do reinado de Artaxerxes, nem eu nem meus irmãos nos beneficiamos da comida destinada ao governador. Os governadores antes de mim oprimiam o povo, exigindo comida e vinho, além de quatrocentos e oitenta gramas de prata — até seus auxiliares se aproveitavam do povo. Mas, por temor a Deus, eu não fiz isso. Eu tinha um trabalho a fazer: construir o muro. E me dediquei a ele. Todos os meus homens estavam envolvidos no trabalho. Não tínhamos tempo para nos preocupar em adquirir propriedades.

    17-18 Além disso, dei de comer do meu próprio bolso a cento e cinquenta judeus e oficiais provenientes de nações vizinhas. Um boi, seis ovelhas e vários frangos eram preparados todos os dias, e, a cada dez dias, eu fornecia grande quantidade de vinho. Mesmo assim, nunca me faltou nada.

    19 “Lembra-te de mim, ó Deus, de tudo que fiz por esse povo.”

  • Neemias, 4

    GUARDAS ARMADOS
    1-2 Quando Sambalate soube que estávamos reconstruindo o muro, ficou furioso e começou a difamar os judeus. Na companhia de seus comparsas e do exército de Samaria, esbravejou: “O que esses pobres judeus estão fazendo? Os coitados acreditam que vão conseguir, da noite para o dia, restaurar tudo e deixar como antes. Será que vão levantar pedras do nada?”

    3 Tobias, o amonita, que concordava com ele, acrescentou: “Isso mesmo! O que eles pensam que estão construindo? É só uma raposa subir no muro que ele desmorona.”

    4-5 Neemias orou: “Ouve-nos, ó Deus. Estamos sendo ridicularizados. Faz cair sobre eles essa zombaria. Que os inimigos deles os levem cativos como despojo para uma terra distante. Não perdoes a iniquidade deles, não os absolvas do seu pecado. Eles estão insultando os que se dedicam à reconstrução!”

    6 Continuamos a restaurar os muros e, em pouco tempo, ele foi fechado até a metade da altura pretendida, porque o povo estava motivado para trabalhar.

    7-9 Quando Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os asdoditas souberam que a reconstrução dos muros de Jerusalém estava indo bem e que as brechas do muro estavam sendo tapadas, quase subiram pelas paredes de tanta raiva. Eles se uniram e resolveram atacar Jerusalém, com a intenção de provocar o caos. Mas nós reagimos, orando ao nosso Deus e pondo guardas dia e noite para vigiá-los.

    10 Não passou muito tempo, começaram a dizer em Judá: “Os trabalhadores já estão cansados, ainda há muito entulho acumulado. É muito trabalho para nós, não conseguiremos terminar.”

    11-12 Ao mesmo tempo, nossos inimigos diziam: “Eles nem saberão quem os atacou. Quando menos esperarem, estaremos no pescoço deles e vamos matar qualquer um que encontrarmos pela frente. Com isso, a obra será interrompida!” Os judeus que eram vizinhos deles alertavam: “Eles estão rodeando. Daqui a pouco, vão atacar!” Ouvimos o aviso dez vezes.

    13-14 Por isso, posicionei guardas nos lugares mais vulneráveis do muro e organizei o povo por famílias, equipando-os com espadas, lanças e arcos. Depois de inspecionar tudo, chamei os nobres, os oficiais e os demais e disse: “Não fiquem com medo deles. Atentem para o Senhor, o Deus grande e temível, e lutem por amor de seus irmãos, seus filhos, suas filhas, suas mulheres e suas casas.”

    15-18 Nossos inimigos descobriram que sabíamos de todos os seus planos e que Deus havia frustrado sua estratégia. Então, voltamos ao trabalho no muro. A partir desse momento, metade dos jovens trabalhava, enquanto a outra metade fazia a segurança com lanças, escudos, arcos e armaduras. Os oficiais militares garantiam em Judá a proteção de todos os que se dedicavam à reconstrução do muro. Os construtores trabalhavam com uma ferramenta numa mão e seguravam uma lança com a outra. Cada um dos construtores trabalhava com uma espada na cintura. Ao meu lado, ficava o moço que, se fosse preciso, tocaria a trombeta para fazer soar o alerta.

    19-20 Um dia, falei aos nobres, aos oficiais e aos demais: “Há muito trabalho ainda, e estamos muito espalhados ao longo do muro, distantes uns dos outros. Quando ouvirem o som da trombeta, juntem-se a nós. O nosso Deus lutará por nós.”

    21 Assim, continuamos trabalhando, desde o nascer do sol até o anoitecer, a metade de nós armada.

    22 Também instruí o povo: “Cada pessoa e seu ajudante devem permanecer dentro da cidade. Durante a noite, servirão de guarda, e de dia, trabalharão na construção.”

    23 Dormíamos todos vestidos, eu, meus irmãos, meus trabalhadores e os guardas que nos protegiam. Ninguém largava sua lança, nem para beber água.

  • Neemias, 3

    1-2 O sacerdote principal Eliasibe e seus colegas sacerdotes logo se prontificaram. Começaram a trabalhar na Porta das Ovelhas. Restauraram as portas e fixaram-nas nos batentes. Depois, seguiram até a torre dos Cem e a torre de Hananeel. Os homens de Jericó trabalhavam com eles. Ao lado deles, Zacur, filho de Inri.

    3-5 A Porta do Peixe foi construído pelos irmãos Hassenaá. Eles o restauraram, o encaixaram nos batentes e instalaram as trancas e as travas de segurança. Meremote, filho de Urias, filho de Hacoz, trabalhou do lado dele. Ao seu lado, Mesulão, filho de Berequias, filho de Mesezabel; depois, Zadoque, filho de Baaná; ao lado dele, os tecoítas, exceto os nobres, que se recusavam a sujar as mãos.

    6-8 A Porta de Jesana foi restaurada por Joiada, filho de Paseia, e por Mesulão, filho de Besodias. Eles o restauraram, o encaixaram nos batentes e instalaram as trancas e as travas de segurança. O gibeonita Melatias, o meronotita Jadom e os homens de Gibeom e de Mispá, lugares que estavam sob a jurisdição do governador da província além do Eufrates, trabalharam com eles. Uziel, filho de Haraías, um dos ferreiros, trabalhou do lado deles, e, a seu lado, Hananias, um perfumista. Eles reconstruíram os muros de Jerusalém até o muro Largo.

    9-10 O trecho seguinte foi construído por Refaías, filho de Hur, governador da metade de Jerusalém. Ao lado dele, Jedaías, filho de Harumafe, reconstruiu a frente de sua casa. Hatus, filho de Hasabneias, trabalhou do lado dele.

    11-12 Malquias, filho de Harim, e Hassube, filho de Paate Moabe, reconstruíram outro trecho, que incluía a torre dos Fornos. Ao lado deles, Salum, filho de Haloês, governador da outra metade de Jerusalém, trabalhou com suas filhas.

    13 A Porta do Vale foi reconstruída por Hanum e pelos moradores de Zanoa. Eles a restauraram, a puseram nos batentes e instalaram as trancas e as travas de segurança. Reconstruíram também quatrocentos e cinquenta metros do muro, até a Porta do Esterco.

    14 A Porta do Esterco foi reconstruída por Malquias, filho de Recabe, governador do distrito de Bete Haquerém. Ele a restaurou, a pôs nos batentes e instalou as trancas e as travas de segurança.

    15 A Porta da Fonte foi reconstruída por Salum, filho de Col Hozé, governador do distrito de Mispá. Ele a restaurou, a cobriu, a pôs nos batentes e instalou as trancas e as travas de segurança. Também reconstruiu o muro do tanque de Siloé, que fica no jardim do rei, até os degraus que descem da Cidade de Davi.

    16 Depois dele,Neemias, filho de Azbuque, governador da metade do distrito de Bete Zur, trabalhou desde o trecho diante do túmulo de Davi até o tanque artificial e a casa dos soldados.

    17-18 Em seguida, estavam os levitas sob o comando de Reum, filho de Bani. Ao lado deles, Hasabias, governador da metade do distrito de Queila, representou aquela região. Depois, seus irmãos continuaram reconstruindo, sob o comando de Binui, filho de Henadade, governador da outra metade do distrito de Queila.

    19-23 O trecho que se estende desde a subida do depósito de armas até a esquina do muro foi reconstruído por Ézer, filho de Jesua, governador de Mispá. O trecho desde a esquina até a porta da casa do sacerdote principal Eliasibe foi reconstruído por Baruque, filho de Zabai. Meremote, filho de Urias, filho de Hacoz, trabalhou desde a porta até o final da casa de Eliasibe. Os sacerdotes da vizinhança continuaram dali. Benjamim e Hassube reconstruíram o trecho do muro diante das suas casas, e Azarias, filho de Maaseias, filho de Ananias, trabalhou do lado das residências.

    24-27 O trecho desde a casa de Azarias até a esquina foi reconstruído por Binui, filho de Henadade. Palal, filho de Uzai, trabalhou do outro lado da esquina e da torre que fica no palácio superior do rei, perto do pátio da guarda. Ao lado dele, Pedaías, filho de Parós, e os servidores do templo que viviam na colina de Ofel reconstruíram desde a Porta das Águas para o leste até a torre alta. Os homens de Tecoa reconstruíram o trecho desde a grande torre até o muro de Ofel.

    28-30 Os sacerdotes trabalharam no lado de cima da Porta dos Cavalos. Cada sacerdote reconstruiu o trecho em frente da sua casa. Depois, Zadoque, filho de Imer, reconstruiu em frente da sua casa e, em seguida, Semaías, filho de Secanias, o guarda da Porta Oriental. Depois, Hananias, filho de Selemias, e Hanum, o sexto filho de Zalafe; em seguida, Mesulão, filho de Berequias, reconstruiu o muro diante do seu galpão.

    31-32 O ferreiro Malquias reconstruiu o muro até o alojamento dos servidores do templo e dos comerciantes, desde a altura da Porta da Inspeção até a guarita da esquina. Os ferreiros e os comerciantes reconstruíram o trecho que fica entre a guarita da esquina e a Porta das Ovelhas.

  • Neemias, 2

    1-2 No mês de nisã, no vigésimo ano do rei Artaxerxes, na hora de servir o vinho, fui levar a bebida ao rei, como de costume. Eu nunca tinha ficado constrangido na presença do rei; por isso, ele me perguntou: “Você parece abatido. Não está doente ou deprimido, está?”

    2-3 A pergunta me deixou ainda mais perturbado. Respondi: “Viva o rei! Como eu não estaria abatido se a cidade na qual todos os meus familiares estão sepultados está em ruínas e só restam cinzas dos seus portões?.”

    4-5 O rei perguntou: “O que você deseja?” Orando ao Deus dos céus, fiz o meu pedido: “Se o rei está contente comigo e acha que sou um bom funcionário, dá-me permissão para ir a Judá, até a cidade na qual meus antepassados estão sepultados, para que eu possa reconstruí-la.”

    6 O rei, com a rainha sentada ao seu lado, disse: “Quanto tempo você precisa para realizar esse trabalho e quando estará de volta?.” Eu disse a data, e o rei concordou com a minha ida.

    7-8 Depois, eu disse: “Se o rei concordar, escreva cartas aos governadores do território a oeste do Eufrates para que me deixem passar até chegar a Judá. Que o rei dê também ordens a Asafe, o encarregado dos bosques do rei, para me fornecer madeira para as vigas do complexo do templo, para os muros da cidade e para a casa em que vou me alojar.”

    8-9 A mão generosa cie Deus estava comigo, e o rei me concedeu as cartas. Quando me encontrei com os governadores do outro lado do rio Eufrates, mostrei a eles as cartas do rei. O rei providenciou até mesmo uma escolta de cavaleiros.

    10 Quando Sambalate, o horonita, e Tobias, o oficial amonita, souberam disso, ficaram furiosos. Eles não se conformavam em ver alguém defender os interesses do povo de Israel.

    “VAMOS CONSTRUIR OS MUROS DE JERUSALÉM”
    11-12 Foi assim que cheguei a Jerusalém. Depois de três dias, eu e alguns homens que estavam comigo nos levantamos no meio da noite. Eu não tinha contado a ninguém o que Deus havia posto no meu coração a respeito de Jerusalém. O único animal que tínhamos era aquele em que eu estava montado.

    13-16 Na escuridão da noite, passei pela Porta do Vale na direção da fonte do Dragão até a Porta do Esterco, inspecionando os muros de Jerusalém que haviam sido derrubados e os portões que haviam sido queimados. Depois, passei pela Porta da Fonte e subi em direção ao tanque do Rei, mas não havia como o jumento em que eu estava montando passar. Então, subi pelo vale naquela escuridão, inspecionei o muro e voltei pela Porta do Vale. As autoridades locais não sabiam onde eu havia ido e o que estava fazendo. Eu não tinha dito aos judeus, aos sacerdotes, aos nobres, às autoridades locais nem a qualquer outra pessoa que estaria trabalhando.

    17-18 Então, apresentei a eles um relatório: “Vamos ser francos! A situação está muito ruim. Jerusalém está em ruínas, os portões estão todos queimados. Venham comigo! Vamos construir os muros de Jerusalém, para que essa situação lamentável tenha um fim” Também contei a eles que Deus estava comigo e que o rei estava me apoiando. Eles responderam: “Estamos com você. Vamos começar.” Logo estavam prontos para começar a obra.

    19 Quando Sambalate, o horonita, Tobias, o oficial amonita, e Gesém, o árabe, souberam disso, começaram a caçoar de nós: “O que vocês estão fazendo? Pensam que podem passar por cima das ordens do rei?”

    20 Respondi: “O Deus dos céus nos dará sucesso. Somos servos dele e vamos reconstruir os muros. Vocês podem ficar fora disso. Não deem palpite. Jerusalém não é da conta de vocês!”

  • Neemias, 1

    1-2 Esta é a história deNeemias, filho de Hacalias. Era o mês de quisleu, do vigésimo ano, ocasião em que eu morava no complexo real de Susã. Hanani, um de meus irmãos, tinha acabado de chegar de Judá com alguns judeus. Perguntei a eles sobre as condições dos judeus que sobreviveram ao exílio e sobre a situação de Jerusalém.

    3 A resposta deles foi: “A condição dos sobreviventes do exílio que ainda estão na província é péssima. Eles enfrentam muitas dificuldades. Os muros de Jerusalém continuam em ruínas, e dos portões só restam as cinzas.”

    4 Quando ouvi isso, sentei-me e chorei. Durante vários dias, a tristeza me dominou, e fiquei sem comer nada, orando ao Deus dos céus.

    5-6 Eu disse: “Ó Eterno, Deus dos céus, Deus grande e tremendo, que és leal à tua aliança e fiel a todos os que te amam e obedecem aos teus mandamentos, olha para mim! Ouve a minha oração. Presta atenção às súplicas que teu servo tem dirigido a ti, dia e noite, intercedendo por teu povo, Israel, confessando os pecados deles. Eu mesmo e meus antepassados estamos entre os que pecaram contra ti.

    7-9 “Fizemos muito pouco caso de ti. Não obedecemos ao que nos ordenaste, ignoramos os teus mandamentos e desrespeitamos as determinações que deste ao teu servo Moisés. Lembra-te de que alertaste teu servo Moisés, dizendo: ‘Se vocês me abandonarem, eu os espalharei aos quatro cantos da terra, mas, se voltarem para mim e fizerem o que eu disser, reunirei todos os que estiverem dispersos, onde quer que estejam, e os trarei de volta ao lugar em que estabeleci meu nome’.

    10-11 “Eles são teus servos, o povo que libertaste de maneira poderosa e impressionante. Ó Senhor, ouve a oração do teu servo e de todos os que honram o teu nome. Permite que o rei concorde com o pedido que farei hoje.” Na época, eu era encarregado de servir a bebida do rei.

  • Ester, 10

    1-2 O rei Xerxes impôs tributos a todo o seu Império, aos lugares mais longínquos. Quanto aos demais atos do rei Xerxes, suas inúmeras realizações, com o acréscimo do relato do brilhantismo de Mardoqueu, a quem o rei promoveu, estão registrados nas Crônicas dos Reis da Média e da Pérsia.

    3 O judeu Mardoqueu foi o segundo no comando depois do rei Xerxes. Tornou-se popular entre os judeus e foi muito respeitado. Ele lutou a favor do seu povo e buscava a paz e o bem-estar dos judeus.

  • Ester, 9

    1-4 No dia 13 do décimo segundo mês, no mês de adar, a ordem do rei entraria em vigor. Foi justamente o dia que os inimigos dos judeus haviam planejado exterminá-los, mas a situação se inverteu: os judeus venceram aqueles que os odiavam! Os judeus, em todas as cidades espalhadas pelas províncias do rei Xerxes, se uniram para atacar os que tentavam matá-los. Ninguém conseguiu derrotá-los, pois todos estavam com medo deles. Além do mais, todos os governadores, as autoridades e os que trabalhavam para o rei apoiaram os judeus, por causa de Mardoqueu. Eles o respeitavam muito. A essa altura, Mardoqueu exercia muita influência no palácio. À medida que ele se tornava mais influente, sua reputação crescia entre as províncias.

    5-9 Os judeus causaram muitas baixas nos inimigos: havia gente morta em todo lugar. Eles fizeram o que bem entenderam aos que os odiavam. No complexo real de Susã, os judeus massacraram quinhentos homens. Também mataram os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o inimigo número um dos judeus: Parsandata, Dalfom, Aspata, Porata, Adalia, Aridata, Farmasta, Arisai, Aridai, Vaisata.

    10-12 Mas eles não saquearam nada. Depois de tudo terminado, foi apresentado ao rei um relatório com o número das pessoas mortas na ctal. O rei disse à rainha Ester: “Só aqui na ctal, Susã, os judeus mataram quinhentos homens, além dos dez filhos de Hamã. Imagine como foi a matança nas demais províncias! O que mais você deseja? Pode dizer. Seu desejo é uma ordem.”

    13 A rainha respondeu: “Se for do agrado do rei, dê aos judeus de Susã permissão para prorrogar a ordem do rei por mais um dia. Permita que os corpos dos dez filhos de Hamã sejam pendurados e fiquem expostos ao público nas forcas.”

    14 O rei mandou que se prorrogasse a ordem. Os corpos dos dez filhos de Hamã foram pendurados à vista do povo.

    15 No dia 14 de adar, os judeus de Susã mataram outros trezentos homens em Susã. Mais uma vez, não saquearam nada.

    16-19 Enquanto isso, nas demais províncias, os judeus se organizaram para se defender, libertando-se da opressão. No dia 13 do mês de adar, mataram setenta e cinco mil dos que os odiavam, mas não saquearam nada. No dia 14, celebraram a vingança com muita comida. Mas, em Susã, uma vez que os judeus haviam promovido a matança nos dias 13 e 14, a celebração foi no dia 15, com muita alegria e festança. É por isso que os judeus que vivem na região rural guardam o dia 14 de adar para a celebração, dia festejado com troca de presentes.

    20-22 Mardoqueu registrou essas ocorrências e mandou cópias a todos os judeus espalhados por todas as províncias do rei Xerxes, até mesmo as mais distantes, convocando para uma celebração anual nos dias 14 e 15 de adar, para lembrar o dia em que os judeus se livraram dos seus inimigos, o mês em que a sua aflição se transformou em alegria, e o seu lamento, em dia de festa, diversão e alegria, ocasião para trocar presentes e ajudar os pobres.

    23 E assim foi feito. A celebração virou uma tradição, pois adotaram de modo permanente a prática que Mardoqueu havia determinado para eles.

    24-26 Hamã, filho de Hamedata, o agagita, o inimigo número um dos judeus, havia planejado destruir o inimigo. Ele lançou o pur, isto é, a sorte, para aterrorizá-los e matá-los. Mas, quando a rainha Ester intercedeu diante do rei, ele deu ordens escritas para que o plano maléfico de Hamã fosse executado contra ele mesmo. Ele e seus filhos foram pendurados na forca. Por isso, essa celebração é chamada Purim, da palavra pur, sorte.

    26-28 Portanto, por causa de tudo que foi escrito nessa carta e de tudo que sofreram, os judeus decidiram manter a celebração. Tornou-se tradição para eles, para seus filhos e para os futuros convertidos ao judaísmo, para lembrar, todos os anos, aqueles dois dias, de acordo com as datas prescritas na carta. Elas deviam ser lembradas e celebradas por todas as gerações, em cada família, cada província e cada cidade. Os dias de Purim nunca deverão ser negligenciados entre os judeus e nunca deverão ser esquecidos por seus descendentes.

    29-32 A rainha Ester, filha de Abiail, apoiou o judeu Mardoqueu e, com sua autoridade real, escreveu uma segunda carta sobre o Purim, para ratificar a primeira. Foram enviadas cópias aos judeus das cento e vinte e sete províncias do Império de Xerxes. Na carta, eles tranquilizavam os judeus e desejavam paz a eles, decretando que os dias de Purim passassem a fazer parte do calendário religioso. Eles deveriam observar as datas que o judeu Mardoqueu e a rainha Ester haviam escolhido para si e para seus descendentes com respeito ao jejum e às lamentações. As palavras de Ester confirmaram a tradição e foram escritas no livro.

  • Ester, 8

    1-2 Naquele mesmo dia, o rei Xerxes deu à rainha Ester todas as propriedades de Hamã, o inimigo número um dos judeus. Mardoqueu apresentou-se ao rei, porque a rainha Ester tinha explicado a Xerxes o relacionamento deles. O rei tirou seu anel de selar, que havia tomado de volta de Hamã, e o entregou a Mardoqueu. Ester nomeou Mardoqueu administrador das propriedades de Hamã.

    3-6 Ester foi conversar outra vez com o rei. Ela se prostrou aos pés dele e implorou com lágrimas que revogasse o decreto mal-intencionado de Hamã, o agagita, contra os judeus. O rei estendeu o cetro de ouro a Ester. Ela se levantou e ficou de pé diante dele. Ela disse: “Se for do agrado do rei e ele tiver alguma consideração por mim, e se isso for certo e o rei tiver algum sentimento por mim, que cancele por escrito a decisão de executar o plano de Hamã, filho de Hamedata, o agagita, de exterminar o povo judeu em todas as províncias do rei. Como eu poderia assistir à extinção do meu povo? Como vou suportar a ideia de ver meus parentes massacrados?.”

    7-8 O rei Xerxes disse à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: “Eu entreguei as propriedades de Hamã a Ester, e ele foi enforcado porque atentou contra os judeus. Portanto, vão em frente! Escrevam o que acharem melhor a favor dos judeus. Depois, selem com o meu anel.” (Uma ordem escrita em nome do rei e selada com o seu anel não podia ser revogada).

    9 Assim, no dia 23 do terceiro mês, no mês de sivã, os secretários do rei foram chamados, e foi escrita, detalhadamente, conforme Mardoqueu ditava, a ordem com respeito aos judeus. Ela estava endereçada a todos os governadores de província e às demais autoridades, desde a Índia até a Etiópia, ao todo, cento e vinte e sete províncias. As cópias do documento foram enviadas na escrita e na língua de cada povo, até mesmo para os judeus, de acordo com sua escrita e seu idioma.

    10 Ele escreveu em nome do rei Xerxes e selou com o anel real. Enviou os comunicados por meio de emissários, nos cavalos mais velozes do palácio, criados no haras real.

    11-13 A ordem do rei autorizava os judeus, em todas as cidades, a se defender com armas contra as ameaças de morte, a matar qualquer um que ameaçasse a eles, as suas mulheres e os seus filhos e a confiscar os bens dos seus inimigos. A data escolhida, válida para todas as províncias do rei Xerxes, foi o dia

    13 do décimo segundo mês, o mês de adar. A ordem foi afixada em todos os lugares públicos de cada província, para que todos a pudessem ler. Ela autorizava os judeus a se preparar, no dia determinado, para reagir aos ataques dos inimigos.

    14 Os emissários saíram depressa em cavalos velozes do rei. Ao mesmo tempo, a ordem foi divulgada no complexo real de Susã.

    15-17 Quando saiu da presença do rei, Mardoqueu vestia um traje real violeta e branco e trazia uma enorme coroa de ouro na cabeça e uma capa roxa de linho fino. A população de Susã explodiu de alegria. Para os judeus, foi um alívio e motivo de muita alegria e honra. Por todo o Império, em todas as províncias, em cada cidade em que a ordem do rei era anunciada, os judeus saiam às ruas para festejar. Por causa disso, muitos não judeus se tornaram judeus, pois, desde então, era perigoso não ser judeu.