Categoria: Antigo Testamento

  • Isaías, 16

    UM NOVO GOVERNO NA LINHAGEM DE DAVI
    1-4 “Enviem um presente de cordeiros”, diz Moabe, “aos líderes em Jerusalém — Cordeiros de Selá, enviados pelo deserto para comprar o favor de Jerusalém. As vilas e o povo de Moabe tiveram grande perda, São como pássaros recém-chocados e expulsos do ninho, batendo as asas desesperadamente Na margem do rio Arnom, incapazes de cruzá-lo: ‘Digam-nos o que fazer, ajudem-nos! Protejam-nos, escondam-nos! Deem aos refugiados de Moabe um refúgio entre vocês. Sejam um porto seguro para aqueles que estão fugindo dos campos da matança.”

    4-5 “Quando tudo isso passar”, responde Judá, “e o tirano estiver derrubado, E a matança, terminada; quando todos os sinais de crueldade tiverem desaparecido, Um novo governo de amor será estabelecido na respeitável linhagem de Davi. Um Governante confiável assumirá o governo, Um Governante comprometido com a justiça, um Governante que logo porá tudo em ordem.”

    6-12 Nós ouvimos — aliás, todos ouviram do orgulho de Moabe, que é famoso por seu orgulho — Arrogante, presunçoso, insuportável, cheio de vanglória. Agora, para variar, deixe que Moabe se lamente enquanto ouve o escárnio dos vizinhos! Que vergonha! Que coisa terrível! Acabaram-se os finos bolos de frutas e os doces de Quir-Haresete! Os campos verdejantes em Hesbom estão secos, as belas vinhas de Sibma murcharam! Vândalos estrangeiros esmagaram e arrancaram as famosas videiras, Que antigamente se estendiam até Jazar, até o limite do deserto. Arrancaram as colheitas em todas as direções, tão longe quanto os olhos podem enxergar. Vou me juntar ao lamento. Vou chorar com Jazar, chorar pelas vinhas de Sibma. E, sim, Hesbom e Eleale, vou misturar minhas lágrimas com as de vocês! Os gritos de alegria da colheita se foram. Em vez de cânticos e celebração, silêncio mortal. Já não se ouvem aquelas risadas nos pomares nem os cânticos a plenos pulmões dos trabalhadores da vinha. Em vez do alvoroço e do barulho do animado trabalho no campo, só há silêncio — mortal e aterrorizante. As cordas do meu coração palpitam por Moabe como as cordas de uma harpa, e minha alma tem pena de Quir-Heres. Quando Moabe se arrasta até o santuário para orar, apenas desperdiça tempo e energia. Ir ao santuário e orar por alívio é inútil. Nada acontece.

    13-14 Essa é a Mensagem anterior do Eterno para Moabe. A Mensagem atualizada do Eterno é: “Em três anos, não mais que o período de engajamento de um soldado, a presença marcante de Moabe terá desaparecido, esse esplêndido balão de ar estará furado, e, em vez de uma população alegre, haverá apenas alguns andarilhos se arrastando para mendigar uma esmola.”

  • Isaías, 15

    GRITOS COMOVENTES RESSOAM POR MOABE
    1-4 Uma Mensagem acerca de Moabe: A vila de Ar, em Moabe, está em ruínas, foi destruída num ataque noturno. A vila de Quir, em Moabe, está em ruínas, foi destruída num ataque noturno. A vila de Dibom sobe ao seu templo nos montes, sobe para lamentar. Moabe chora e grita de dor por Nebo e Medeba. Toda cabeça está rapada, toda barba foi cortada. Vão para as ruas, usando preto, sobem aos telhados, juntam-se nas praças, Todos em lágrimas, todos em aflição. As cidades de Hesbom e Eleale choram alto e muito. O som se ouve até em Jaaz. Moabe soluça, sacode de aflição. A alma de Moabe treme.

    5-9 Oh, como lamento por você, Moabe! Os fugitivos correm em massa para Zoar e depois para Eglate-Selisia. Sobem, chorando, pelo caminho de Luíte; na estrada para Horonaim, levantam um clamor pela perda. As fontes de Ninrim secaram — o capim está seco, os brotos murcharam, nada cresce. Eles partem, com todas as posses nos ombros, tudo que possuem, Fazendo o melhor caminho através do riacho dos Salgueiros em busca de segurança. Gritos comoventes ressoam por Moabe. Soluços de dar frio na barriga se ouvem até em Eglaim, soluços de doer o coração podem ser ouvidos em Beer-Elim. As águas de Dibom formam cristas de sangue, mas Deus reservou coisas ainda piores para Dibom: Um leão — um leão para acabar com os fugitivos, para varrer do mapa os sobreviventes.

  • Isaías, 14

    AGORA VOCÊ NÃO É NADA
    1-2 Mas não será assim com Jacó. O Eterno terá compaixão de Jacó. Mais uma vez, vai escolher Israel e estabelecê-lo na própria terra. Outros povos serão atraídos e se arriscarão com eles. Os povos com quem habitaram irão escoltá-los na sua volta para casa, e Israel fará deles escravos, homens e mulheres na terra do Eterno, capturando os que os haviam capturado e dominando os que os tinham vencido.

    3-4 Quando o Eterno der tempo a vocês para se recuperarem do sofrimento, das dificuldades e da dura servidão que tiveram de suportar, divirtam-se com esta sátira sobre o rei da Babilônia:

    4-6 Você acredita? O tirano se foi. A tirania acabou! O Eterno quebrou o governo do ímpio, o poder do valentão Que surrou tanta gente. A implacável de crueldade Marcou seu governo de violência, em que não faltava tortura e perseguição.

    7-10 E agora acabou: a terra está em paz e descansa. Agora todos podem gritar de alegria e cantar a plenos pulmões! Os pinheiros estão felizes, e os cedros gigantes do Líbano, aliviados, dizem: “Desde que você foi cortado e derrubado, não há ninguém que possa nos derrubar.” E os mortos do além estão agitados, preparando-se para recebê-lo. Os espíritos dos mortos preparam-se para saudar todos os nomes famosos da terra. Todos os reis sepultados vão se levantar do trono Com discursos bem ensaiados, convites reais para a morte: “Agora você não é nada, como nós! Sinta-se em casa conosco, os mortos!”

    11 É para aí que sua pompa e sua bela música a conduziu, Babilônia, para as câmaras subterrâneas e secretas, Um enorme colchão de larvas para seu descanso e uma coberta de vermes para aquecê-la.

    12 Que tombo você levou, Babilônia! Estrela d’alva! Filha da Alvorada! De cara no chão, na lama do mundo inferior, está você, famosa por arrasar nações!

    13-14 Você disse a você mesma: “Vou subir até o céu. E estabelecer meu trono acima das estrelas de Deus. Vou liderar a assembleia dos anjos que se reúnem no santo monte Zafom. Vou subir acima das nuvens e assumir o governo do Universo!”

    15-17 Mas nada disso conseguiu! Em vez de subir, você caiu — Caiu onde estão os mortos, no Sheol, o lugar mais profundo do abismo. Todos vão arregalar os olhos, espantados: “Será possível? Era esta que Aterrorizava o mundo e seus reinos, que fez da terra uma paisagem lunar, Arruinando as cidades e fazendo dos prisioneiros mortos em vida?”

    18-20 Os outros reis tiveram um enterro decente, foram honrados com elogios fúnebres e postos num túmulo. Mas você será jogada numa valeta, como um cachorro sem dono, Coberta de corpos em putrefação, de cadáveres de assassinados e indigentes. Seu cadáver será profanado, mutilado — não haverá funeral nem homenagens para você! Você deixou o país em ruínas, um legado de massacres. A descendência da sua vida pecaminosa nunca será mencionada — esquecimento total!

    21 Preparem um lugar para a execução dos filhos dos perversos e eliminem a linhagem de seus pais. É inaceitável que eles tenham um só metro quadrado de terra ou que profanem a superfície da terra com suas cidades!

    22-23 “Eu vou interrogá-los” — decreto do Senhor dos Exércitos de Anjos — “e arrancar da Babilônia seu nome e o dos sobreviventes, filhos e netos”, é o decreto do Eterno. “Vou transformá-la num pântano inútil e jogá-la ao porco-espinho. Depois, vou varrê-la do mapa”, é o decreto do Senhor dos Exércitos de Anjos.

    QUEM PODE FRUSTRAR ESSES PLANOS
    24-27 O Senhor dos Exércitos de Anjos diz: “Exatamente como planejei, assim vai acontecer. Assim como está no projeto, será a execução. Vou despedaçar o assírio que atravessar minha terra e pisá-lo no pó dos meus montes. Vou acabar com esta escravização do mundo inteiro e aliviar o peso da opressão de todos os ombros.” Este é o plano, planejado para o mundo inteiro, E esta é a mão que vai executá-lo, atingindo todas as nações. O Senhor dos Exércitos de Anjos fez os planos. Quem pode frustrar esses planos? É dele a mão que se estendeu. Quem poderia afastá-la?

    28-31 No ano em que morreu o rei Acaz, veio esta Mensagem: Parem com isso, filisteus! É cedo demais para festejar a derrota do seu opressor. Dos espasmos de morte daquela serpente surgirá outra pior; e desta, uma pior ainda. Os pobres não terão com que se preocupar. Os necessitados vão escapar do terror. Mas vocês, filisteus, serão lançados na penúria, e os que não morrerem de fome Deus os matará. Lamente e grite, cidade orgulhosa! Caia e se prostre com temor, Filístia! No horizonte, ao norte, há fumaça de cidades queimadas, rastro de um destruidor brutal e disciplinado.

    32 O que se deve dizer a estranhos que fazem perguntas? Digam a eles: “O Eterno estabeleceu Sião. Nela os necessitados e atribulados encontram refúgio.”

  • Isaías, 13

    A BABILÔNIA ESTÁ CONDENADA
    1 A Mensagem acerca da Babilônia, que Isaías, filho de Amoz, viu:

    2-3 “Corra com uma bandeira sobre uma colina desmatada. Grite bem alto. Chame a atenção deles. Faça sinais para que entrem em formação. Conduza-os ao centro nervoso do poder. Eu assumi o comando das forças especiais e já convoquei meus guerreiros de elite. Eles estão cheios de orgulho e ansiosos para executar minha ira e meu juízo”

    4-5 Os trovões descem monte abaixo como uma multidão enorme e ruidosa — Trovões de reinos em tumulto, nações se ajuntando para a guerra. O Senhor dos Exércitos de Anjos está convocando seu exército, a fim de que se prepare para a batalha. Eles vêm de terras distantes e preenchem a linha do horizonte. É o Eterno em ação com as armas de sua ira, pronto para destruir o país inteiro.

    6-8 Chorem, pois o dia do juízo do Eterno está próximo — uma avalanche morro abaixo, a destruição causada pelo Deus Forte! Estão todos paralisados de pavor, apavorados e exaustos, Contorcendo-se de dor como a mulher em trabalho de parto. Estão horrorizados — cada rosto que se vê parece saído de um pesadelo.

    9-16 “Olhem agora. O dia do juízo do Eterno está chegando. Será um dia terrível, de ira e de castigo, Um dia para consumir a terra e varrer do mapa os pecadores. As estrelas no céu, o grande desfile de constelações, não serão nada além de buracos negros. O Sol nascerá como um disco escuro e a Lua como um vazio. Vou dar um basta à maldade na terra e encerrar os atos tenebrosos dos maus. Vou calar a boca dos arrogantes e dos orgulhosos — ninguém dará mais um pio. Farei tropeçar os tiranos de nariz empinado: eles cairão de cara no chão. A humanidade orgulhosa desaparecerá da terra. Farei dos mortais algo mais raro que pelo em ovo. E, sim, farei que os céus tremam e a terra estremeça até os fundamentos Sob a ira do Senhor dos Exércitos de Anjos, no dia do juízo e do seu furor. Como a gazela perseguida, como ovelhas sem pastor, Cada um se juntará ao seu povo e fugirá para um abrigo provisório. Mas péssimas notícias para os fugitivos: eles morrerão ali mesmo — gargantas cortadas, barrigas abertas ao meio, Bebês atirados contra as rochas diante dos olhos dos pais, Casas saqueadas, esposas violentadas.”

    17-22 “E agora veja isto: contra a Babilônia, estou incitando os medos, Um povo cruel, que não liga para subornos, de uma brutalidade que ninguém consegue aplacar. Eles massacram os jovens e chutam bebês até a morte. E a Babilônia, o mais glorioso dos reinos, orgulho e alegria dos caldeus, Acabará em fumaça e mau cheiro, como Sodoma, e, sim, como Gomorra, quando Deus as destruiu. Ninguém mais viverá ali: por gerações, será uma cidade-fantasma. Nem mesmo os beduínos armarão tendas ali. Os pastores darão grandes voltas para evitá-la. Mas os animais selvagens dela gostarão, enchendo as casas desabitadas com assustadores sons noturnos. Os chacais farão dela sua morada, e fantasmas vão assombrá-la à noite. As hienas causarão horror com sua risada, e o uivo dos coiotes provocará calafrios.” “A Babilônia está condenada. Já não haverá demora.”

  • Isaías, 12

    MINHA FORÇA E MINHA CANÇÃO
    1 E você dirá naquele dia: “Eu te agradeço, ó Eterno. Tu estavas irado, mas tua ira não durou para sempre. Tu a retiraste e vieste me confortar.

    2 “Sim, de fato, Deus é minha salvação. Eu confio nele, não vou ter medo. O Eterno — sim, o Eterno! — é minha força e minha canção, e — o que é melhor — minha salvação.”

    3-4 Com alegria, vocês vão tirar água da fonte da salvação. E, enquanto o fizerem, irão dizer: “Deem graças ao Eterno, Louvem seu nome. Peçam qualquer coisa a ele! Proclamem entre as nações o que ele fez, façam conhecida sua reputação!

    5-6 “Cantem hinos de louvor ao Eterno. Foi ele quem fez todas as coisas! Que toda a terra saiba o que ele fez! Cante de todo o coração, ó Sião, até que todos ouçam! O Grande Deus habita entre vocês: o Santo de Israel.”

  • Isaías, 11

    O RAMO VERDE DO TRONCO DE JESSÉ
    1-5 Um Ramo verde vai brotar do tronco de Jessé, um Renovo rebentará de suas raízes. O Espírito do Eterno, doador da vida, paira sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, O Espírito que orienta e concede força, o Espírito que instila a sabedoria e o temor do Eterno. O temor do Eterno será sua alegria e prazer. Ele não vai julgar pelas aparências nem tomar decisões com base em rumores. Ele vai julgar a causa dos oprimidos com base no que é correto, pronunciar sentenças justas em favor dos pobres da terra. Suas palavras vão inspirar respeito e reverência. Um mero sopro de seus lábios derrubará os maus. Toda manhã, ele se vestirá com roupas e botas adequadas para o trabalho e se empenhará em edificar justiça e fidelidade na terra.

    O CONHECIMENTO DO DEUS VIVO
    6-9 O lobo vai brincar com o cordeiro, e o leopardo vai dormir com o cabrito. O bezerro e o leão comerão no mesmo cocho, e uma criança será capaz de cuidar deles. A vaca e o urso vão pastar no mesmo campo, seus bezerros e filhotes vão crescer juntos, e o leão comerá palha como o boi. A criança de colo vai engatinhar sobre o ninho da cobra, e a que começou a andar enfiará a mão na toca da víbora. Nem animal nem homem irá ferir ou matar alguém no meu santo monte. Toda a terra vai se encher do conhecimento do Deus vivo, um conhecimento tão grande e profundo como o mar.

    10 Naquele dia, a Raiz de Jessé será levantada e estabelecida como uma bandeira para reagrupar os povos. Todas as nações virão a ele, e o lugar em que ele reinar será glorioso.

    11 Naquele dia, o Senhor também se empenhará segunda vez em trazer de volta seu povo espalhado — o que restou dele. Ele os trará da Assíria, do Egito, de Patros, da Etiópia, de Elão, de Sinear, de Hamate e das ilhas do mar.

    12-16 E ele levantará bem alto essa bandeira, que será visível a todas as nações, reunirá todos os exilados de Israel E atrairá todos os refugiados de Judá, dos quatro ventos e dos sete mares. O ciúme de Efraim se desfará, a hostilidade de Judá desaparecerá. Efraim não será mais o rival ciumento de Judá, Judá deixará de ser o rival hostil de Efraim! Irmãos de sangue outra vez unidos atacarão os filisteus a oeste e juntarão forças para saquear os povos do leste. Atacarão também Edom e Moabe. Os amonitas se dobrarão diante deles. O Eterno secará mais uma vez o mar Vermelho do Egito, tornando fácil a travessia. Ele mandará um vento quente sobre o grande rio Eufrates, E o reduzirá a sete ribeiros gotejantes. Ninguém precisará nem mesmo molhar os pés! No final, haverá uma estrada que virá lá da Assíria e garantirá uma viagem tranquila para o que restou do povo de Deus — Uma estrada como a que Israel usou quando saiu marchando do Egito.

  • Isaías, 10

    OS QUE FAZEM LEIS INJUSTAS
    1-4 Ai de vocês, que fazem leis injustas, que elaboram projetos de lei para oprimir o povo — Leis que tornam o povo miserável, que roubam a dignidade dos desamparados, Que exploram as viúvas indefesas, que tiram vantagem das crianças sem lar. O que vocês vão dizer no dia do juízo, Quando ele os surpreender? A quem vocês vão pedir ajuda? De que adiantará o dinheiro de vocês? Vocês serão uma paisagem triste, como prisioneiros amontoados ou cadáveres empilhados na rua. Mesmo depois de tudo isso, Deus ainda estava irado, com o punho cerrado, pronto para atingi-los de novo.

    DESGRAÇA PARA A ASSÍRIA
    5-11 “Ai da Assíria, arma da minha ira. Minha ira é um cassetete nas mãos dela! Eu a envio contra uma nação perversa, contra o povo com quem estou furioso. Dei a ela ordem para se apossar de tudo que pertence ao meu povo e depois enfiar o rosto dele na lama e deixá-lo ali. Mas a Assíria tem outros planos, tem outra coisa em mente. Ela está a fim de destruir por completo, de pisar e eliminar quantas nações puder. A Assíria diz: “Não são meus comandantes todos reis? Não têm autonomia para fazer o que quiserem? Não foram eles que destruíram Calno e Carquemis e também Hamate e Arpade? Não arrasaram Samaria, como fiz com Damasco? Eu eliminei reinos cheios de deuses muito mais assustadores que tudo que há em Jerusalém ou Samaria. Assim, quem vai me impedir de destruir Jerusalém como destruí Samaria e todos os seus ídolos?”

    12-13 Depois de tratar o caso do monte Sião e de Jerusalém, o Senhor vai dizer: “Agora é a vez da Assíria. Vou castigar a arrogância e a petulância do rei da Assíria, essa postura altiva e orgulhosa, pois anda dizendo por aí:

    13-14 “‘Fiz tudo isso sozinho, sou melhor que qualquer um. Apaguei as fronteiras de países inteiros. Entrei e peguei o que quis. Ataquei como um touro e derrubei os reis dos tronos. Estendi o braço e tomei os seus bens: fácil como é para um menino tirar os ovos de um ninho. Assim como o fazendeiro colhe laranjas, recolhi o mundo na minha cesta, E ninguém nem mesmo tentou bater asas, ninguém ousou dar um pio’.”

    15-19 Será que um machado toma o lugar de quem o usa, ou a serra se considera mais importante que o serrador? Seria como se a pá fizesse seu trabalho usando o cavador! Como se o martelo usasse o carpinteiro para pregar os pregos! É por isso que o Senhor dos Exércitos de Anjos vai enviar uma doença sobre os temíveis guerreiros assírios. Debaixo da abóbada da fulgurante glória de Deus, um fogo arrasador irromperá. A Luz de Israel será conflagrada. O Santo explodirá numa tempestade de fogo E num único dia reduzirá a cinzas os últimos espinheiros assírios. O Eterno destruirá as árvores esplêndidas e os magníficos jardins. O corpo e a alma dos assírios serão reduzidos a nada, serão como um inválido dominado pela doença. Uma criança poderá contar o que sobrou das árvores nos dedos das mãos.

    20-23 Naquele dia, o que sobrar de Israel — os poucos sobreviventes de Jacó — já não vão se impressionar tanto com a opressora Assíria. Eles vão confiar no Eterno, o Santo — sim, e de verdade. Esse pequeno grupo — o que restar de Jacó — irá voltar para o Deus Forte. Seu povo, Israel, já foi numeroso como a areia da praia, mas apenas uns poucos vão retornar. A destruição foi determinada, transbordando de justiça. Pois o Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, vai concluir o que começou no mundo todo.

    24-27 Por isso, o Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, diz: “Meu querido povo que vive em Sião, não fique aterrorizado com os assírios quando eles atacarem com clavas e os ameaçarem com varas, como fizeram os egípcios. Em pouco tempo, minha ira contra vocês terá passado e, então, vou direcioná-la contra eles. Eu, o Senhor dos Exércitos de Anjos, vou persegui-los com um chicote e eliminá-los definitivamente, como Gideão acabou com Midiã na rocha de Orebe e como Moisés virou a mesa dos egípcios. Naquele dia, a Assíria será arrancada das suas costas, e o jugo da escravidão será tirado do pescoço de vocês.”

    27-32 A Assíria está a caminho: subindo de Rimom na direção de Aiate; Atravessou Migrom e acampou em Micmás. Cruzou o vale e armou acampamento em Geba para passar a noite. Ramá treme de pavor. Gibeá de Saul já fugiu. Grite por socorro, filha de Galim! Dê ouvidos a ela, Laís! Faça alguma coisa, Anatote! Madmena foge para as colinas. O povo de Gebim corre em pânico. O inimigo se aproxima de Nobe — já está quase lá. Ao avistar a cidade, ele sacode o punho Contra o monte da preciosa cidade de Sião, O monte de Jerusalém.

    33-34 Mas, agora, preste atenção: o Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, gira seu machado e poda os galhos, Transforma em lenha as árvores gigantescas, arrasa essa enorme floresta em marcha. Seu machado transformará a floresta em palitos de dentes, esse exército, parecido com o Líbano, será reduzido a cavacos.

  • Isaías, 9

    O FILHO QUE NASCEU
    1 Mas não haverá escuridão alguma para os angustiados. É certo que no passado ele humilhou os territórios de Zebulom e Naftali, mas está chegando o tempo em que ele irá tornar gloriosa toda aquela terra — caminho para o mar, região do Jordão, Galiléia internacional.

    2-7 O povo que vivia nas trevas viu grande luz. Assentados naquela escura região da morte, viram o Sol raiar. Tu repovoaste a terra, expandiste a alegria desse povo. E eles estão felizes na tua presença: alegria de festa, Alegria de grande celebração, com troca de presentes caros e saudações calorosas. O abuso dos opressores e a crueldade dos tiranos, com seus chicotes, cassetetes e xingamentos, Já se foram, acabaram: chegou a libertação, tão surpreendente e repentina quanto a vitória de Gideão sobre Midiã. As botas dos soldados invasores e os uniformes encharcados de sangue inocente Serão empilhados e queimados, e a fogueira permanecerá acesa vários dias! Porque um filho nasceu — para o nosso bem! Um filho foi dado de presente — a nós! Ele vai assumir o governo do mundo. Seu nome será: Conselheiro Maravilhoso, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe de Bênção Plena. A autoridade de seu governo vai se expandir, e não haverá limites para a restauração que ele irá promover. Ele governará com base no trono histórico de Davi, no reino prometido. O reino será estabelecido firmemente e se manterá Por meio de justiça e vida íntegra; começa agora e durará para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos de Anjos fará tudo isso.

    O ETERNO RETRIBUI FOGO COM FOGO
    8-10 O Senhor enviou uma mensagem contra Jacó. Ela foi parar no degrau da porta de Israel. Todo o povo logo ouviu a mensagem, Efraim e os cidadãos de Samaria. Mas essa gente orgulhosa e arrogante não deu crédito à mensagem, dizendo: “As coisas não estão tão ruins. Podemos enfrentar qualquer situação. Se nossas construções forem derrubadas, vamos reconstruí-las, e serão maiores e melhores. Se nossas florestas forem cortadas, vamos replantá-las com árvores melhores.”

    11-12 Assim, o Eterno instigou os inimigos contra eles, fez que os atacassem. Do leste, os arameus; do oeste, os filisteus. Israel virou um caos. Mas ele ainda estava irado, com o punho cerrado, pronto para atingi-los de novo.

    13-17 Mas o povo não deu a mínima para aquele que os atingiu, não se rendeu ao Senhor dos Exércitos de Anjos. Assim, o Eterno cortou a cabeça e a cauda de Israel, a palma e o junco, ambos no mesmo dia. Os anciãos inchados de orgulho eram a cabeça; os profetas mentirosos, a cauda. Os que tinham o dever de orientar o povo o levaram a um beco sem saída, E os que seguiram esses líderes ficaram desorientados. Foi por isso que o Senhor perdeu o interesse pelos jovens e retirou o seu carinho pelos órfãos e pelas viúvas. Todos se revelaram maus, falando obscenidades e tolices. E, mesmo depois disso, ele ainda estava irado, com o punho cerrado, pronto para atingi-los de novo.

    18-21 A maldade deles queimava como um fogo descontrolado, do tipo que consome tudo que está no caminho — Árvores, arbustos, mato e capim — enchendo o céu de fumaça. Mas o Senhor dos Exércitos de Anjos retribui fogo com fogo e incendiou a terra toda. Transformou o povo em fogo consumidor, e eles acabaram consumindo uns aos outros em seus desejos — Era um apetite insaciável, todos se enchendo e se fartando, a torto e a direito, de pessoas e coisas. Mesmo assim, morreram de fome. Nem mesmo seus filhos escaparam do apetite e da voracidade. Manassés devorou Efraim, e Efraim devorou Manassés, e ambos se uniram contra Judá. Depois disso, ele ainda estava irado, com o punho cerrado, pronto para atingi-los de novo.

  • Isaías, 8

    1 Então, o Eterno me disse: “Pegue uma folha enorme e escreva com tinta que não se apague: “Isto pertence a Maher-Shalal-Hash-Baz (Despojo Rápido Saque Veloz).”

    2-3 Consegui que dois homens honestos fossem testemunhas do documento: Urias, o sacerdote, e Zacarias, filho de Jeberequias. Em seguida, fui para casa e deitei com minha esposa, a profetisa. Ela engravidou e deu à luz um filho.

    3-4 O Eterno me disse: “Chame-o Maher-Shalal-Hash-Baz. Antes que esse bebê diga: “Mamãe” ou “Papai”, o rei da Assíria terá saqueado a riqueza de Damasco e a riqueza de Samaria.”

    5-8 O Eterno falou comigo de novo e disse: “Já que esse povo virou as costas para as águas mansas de Siloé E se encantou com Rezim e com o filho de Remalias, Vou intervir e confrontá-los com as águas turbulentas do Eufrates, O rei da Assíria e sua ostentação, um rio na enchente, as margens transbordando, Alagando Judá e varrendo tudo que encontra pela frente. A água baterá no queixo de vocês, Um paredão de água de um rio turbulento, ó Emanuel, se espalhando pela terra de vocês.”

    9-10 Mas encarem os fatos, todos vocês, opressores, e se preparem! Ouçam, todos vocês, distantes e próximos. Engulam em seco e preparem-se para o pior. Sim, engulam em seco e preparem-se para o pior! Podem conspirar à vontade, porque não vão conseguir nada. Seus planos serão apenas conversa fiada, palavras vazias, Porque depois de tudo dito e feito, a última palavra é do Emanuel — Deus Conosco.

    UMA ROCHA BLOQUEANDO O CAMINHO
    11-15 O Eterno falou sério comigo, agarrou-me pelos braços e me advertiu a não me misturar com o povo. Ele disse: “Não seja como esse povo, sempre com medo de que alguém esteja conspirando contra eles. Não tenha medo do que eles têm medo. Esqueça as preocupações que os dominam. Se você quer se preocupar, preocupe-se com o Santo. Tema o Senhor dos Exércitos de Anjos. O Santo pode ser um lugar de refúgio ou a rocha que bloqueia o caminho; A pedra no caminho das duas casas teimosas de Israel; Um muro impedindo a passagem dos cidadãos de Jerusalém. Muitos vão dar de cara com essa rocha e quebrar as pernas, Serão bloqueados por esse muro e não conseguirão passar por ele.”

    16-18 Registre o testemunho, guarde o ensino para meus seguidores, Enquanto espero pelo Eterno, que decidiu se esconder, enquanto fico esperando por ele. Vou ficar firme nessa espera, eu e os filhos que o Eterno me deu como sinais para Israel, Sinais de advertência e de esperança da parte do Senhor dos Exércitos de Anjos, que estabeleceu sua morada no monte Sião.

    19-22 Quando alguém disser a você: “Tente a ajuda dos adivinhos. Consulte os que buscam o além. Por que não buscar auxílio do mundo dos espíritos, por que não consultar os mortos?” Diga a eles: “Não, vamos estudar as Escrituras.” Os que experimentam outros caminhos acabam num beco sem saída! Estão sempre frustrados e ansiosos, indo atrás de tudo que aparece. E, quando nada dá certo, ficam irados e amaldiçoam um deus após outro. Olham numa direção e na outra, para cima, para baixo, para os lados — e não enxergam nada, Só uma parede branca, um buraco vazio. Eles acabam no escuro e sem nada.

  • Isaías, 7

    UMA VIRGEM DARÁ À LUZ UM FILHO
    1-2 Na época em que Acaz, filho de Jotão, neto de Uzias, era rei de Judá, o rei Rezim, da Síria, e o rei Peca, filho de Remalias, de Israel, atacaram Jerusalém, mas o ataque não foi bem-sucedido. Quando o governo de Davi descobriu que a Síria havia combinado forças com Efraim (isto é, Israel), Acaz e seu povo ficaram abalados, tremendo como vara verde.

    3-6 Então, o Eterno disse a Isaías: “Vá e encontre-se com Acaz. Leve também seu filho Sear-Jasube (Um Remanescente Voltará). Encontre-se com ele no lado sul da cidade, no final do aqueduto, na parte em que ele desemboca no tanque superior, isso fica na estrada que vai para o local público dos lavadeiros. Diga a ele: ‘Ouça: acalme-se! Não tenha medo e não entre em pânico por causa desses dois tocos de lenha queimada, Rezim, da Síria, e o filho de Remalias. Eles falam grosso, mas não são de nada. A Síria e o filho de Remalias, de Efraim, tramaram contra você. Eles conspiraram, dizendo: Vamos declarar guerra a Judá e destruí-lo, tomar posse do país e designar o filho de Tabeel rei vassalo sobre eles’.”

    7-9 Mas o Eterno, o Senhor, diz: “Isso não vai acontecer. Não vai dar em nada, Porque a capital da Síria é Damasco, e o rei de Damasco é um mero homem, Rezim. Quanto a Efraim, em sessenta e cinco anos estará reduzido a entulhos, e nada sobrará. A capital de Efraim é Samaria, e o rei de Samaria é só o filho de Remalias. Se vocês não se firmarem sobre a fé, não terão onde pisar firme.”

    10-11 O Eterno falou novamente com Acaz. Dessa vez, disse: “Peça um sinal milagroso ao Eterno. Qualquer coisa. Seja ousado. Pode pedir o céu!”

    12 Mas Acaz respondeu: “Eu nunca faria isso. Jamais faria exigências desse tipo a Deus!”

    13-17 Então, Isaías disse: “Então, ouça isto, governo de Davi! Já é ruim que você canse o povo com suas hipocrisias piedosas e covardes, mas agora você está cansando Deus. Por isso, o Senhor dará um sinal milagroso a você, mesmo assim. Preste atenção: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho; eles o chamarão Emanuel (Deus Conosco). Quando a criança tiver doze anos de idade, já capaz de tomar decisões morais, a ameaça de guerra terá passado. Fique tranquilo, porque esses dois reis que tanto atormentam você já estarão fora de cena. Mas ouça também esta advertência: o Eterno executará contra você, seu povo e seu governo um juízo mais severo que qualquer outro desde o tempo em que o reino se dividiu, quando Efraim deixou Judá. O rei da Assíria está chegando!”

    18-19 Quando o momento chegar, o Eterno vai assobiar para chamar as moscas do rio Nilo, no Egito, e as abelhas da terra da Assíria. Elas infestarão cada fenda e canto dessa terra. Não haverá como escapar delas.

    20 O Senhor vai tomar a navalha alugada do outro lado do Eufrates — ninguém menos que o rei da Assíria! — e rapar o cabelo da cabeça e os pelos das pernas de vocês, deixando-os envergonhados, expostos e desnudos. E, quando ele fizer isso, também vai rapar sua barba.

    21-22 Será um tempo em que os sobreviventes vão se considerar felizes se tiverem uma vaca e algumas ovelhas. Ao menos terão leite! Os que restarem na terra aprenderão a se contentar com as comidas mais simples — coalhada e mel.

    23-25 Mas isso ainda não é o fim. Esta terra, que antigamente estava coberta de belas vinhas — milhares delas, que valiam milhões — será outra vez infestada de ervas daninhas: mato e espinheiros em todo lugar! Não prestará para nada, a não ser para caçar tatus. O gado e as ovelhas terão dificuldade para conseguir forragem nos campos, e não haverá nem resquício daqueles jardins e campos férteis bem cuidados.