Categoria: Antigo Testamento

  • Isaías, 6

    SANTO, SANTO, SANTO
    1-8 No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor sentado num trono — elevado e exaltado! A aba do seu manto encheu o templo. Os serafins pairavam acima dele, cada um com seis asas. Com duas asas, cobriam o rosto; com duas, os pés; com duas, voavam. E proclamavam uns aos outros: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos de Anjos. Sua glória deslumbrante enche toda a terra.” Os fundamentos tremeram ao som da voz dos anjos e, então, toda a casa se encheu de fumaça. Eu disse: “Juízo! É o dia do juízo! Estou perdido! Cada palavra que falei na vida era podridão, soou como blasfêmia! E o povo com que vivo fala da mesma maneira, são palavras que corrompem e profanam. E agora olhei diretamente para Deus! O Rei! O Senhor dos Exércitos de Anjos!” Então, um dos serafins voou até mim. Ele segurava na mão uma brasa que havia tirado do altar com uma tenaz. Tocou minha boca com ela e disse: “Esta brasa tocou seus lábios. Sua culpa se foi, seus pecados foram apagados.” Então, ouvi a voz do Senhor: “A quem enviarei? Quem irá por nós?” Foi aí que respondi: “Eu irei. Envia-me!”

    9-10 Ele disse: “Vá e diga a este povo: “‘Ouçam bem, mas sei que não vão entender; Olhem bem, mas vocês não vão perceber direito’. Esse povo é cabeça-dura! Eles tapam os ouvidos com os dedos e põem vendas nos olhos, Para que não vejam coisa alguma, não ouçam palavra alguma; Não tenham ideia do que está acontecendo e, assim, não voltem para ser restaurados.”

    11-13 Surpreso, perguntei: “Mas, Senhor, quanto tempo vai durar isso?” Ele respondeu: “Até que as cidades tenham sido esvaziadas, quando não sobrar uma alma viva em nenhuma delas; Casas sem moradores, campos sem ninguém para cultivá-los; Até que eu, o Eterno, me livre de todos e os mande embora, até que a terra esteja desabitada. E, mesmo que alguns sobrevivam, digamos, um em cada dez, a devastação vai continuar. A terra parecerá uma floresta de carvalhos, só que com todas as árvores cortadas. De cada árvore, restará apenas o toco — um campo enorme de tocos. Mas nesses tocos haverá uma semente santa.”

  • Isaías, 5

    ESPERANDO UMA COLHEITA DE JUSTIÇA
    1-2 Vou cantar um cântico para o meu amado, uma canção de amor a respeito de sua vinha: O meu amado tinha uma vinha, uma vinha linda e bem situada. Ele capinou o solo e arrancou o mato, plantou as melhores videiras. Construiu uma torre e um tanque de prensar uvas: era uma vinha da qual se orgulhava. Ele esperava uma produção de uvas seletas, mas tudo que conseguiu foi uvas azedas.

    34 “Agora prestem atenção no que estou dizendo, vocês que vivem em Jerusalém e em Judá. O que acham que está acontecendo entre mim e a minha vinha? Lembram-se de alguma coisa que eu tenha feito a ela, para que não produzisse o esperado? Se eu esperava uvas boas, por que só colhi azedas?

    5-6 “Bem, vou dizer a vocês o que vou fazer com essa vinha: Vou arrancar a cerca e deixar que seja arruinada. Vou derrubar o portão e deixar que seja pisada. Vou transformá-la num terreno baldio: os espinheiros e as ervas daninhas vão tomar conta. Vou dar ordens às nuvens: ‘Não chovam sobre aquela vinha, nunca mais!’”

    7 Vocês estão entendendo? A vinha do Senhor dos Exércitos de Anjos é a nação de Israel. Todos os homens e mulheres de Judá são o jardim do qual ele tinha tanto orgulho. Ele esperou uma colheita de justiça e observou que eles se matavam uns aos outros. Ele esperou uma colheita de equidade e só ouviu o gemido das vítimas.

    CHAMANDO O MAL DE BEM E O BEM DE MAL
    8-10 Ai de vocês que compram todas as casas e se apossam das terras, Expulsando os antigos moradores, Fixando placas de “Não entre”, Tomando conta do país e deixando a população sem abrigo e sem terra. Ouvi, por acaso, o Senhor dos Exércitos de Anjos dizer: “Esses casarões vão ficar vazios. Essas propriedades imensas ficarão desertas. Uma vinha de dez alqueires produzirá apenas uma jarra de vinho, um barril de semente produzirá dez quilos de trigo.”

    11-17 Ai dos que se levantam cedo e começam a beber antes do café da manhã, Que ficam acordados até tarde da noite bebendo até quase perder a consciência! Tudo fazem para que em seus banquetes haja harpas e flautas e vinho à vontade, Mas nada querem com a obra do Eterno, não dão a mínima para o que ele está fazendo. Por isso, meu povo acabará no exílio, pois não percebe a situação. Seus “grandes” homens vão morrer de fome, e o povo comum morrerá de sede. A morte está com um apetite enorme, engolindo pessoas sem parar! Famosos e desconhecidos, todos descem por sua garganta — isso, é claro, sem falar dos bêbados. Oprimidos e marginalizados, bem como ilustres e poderosos, Gente arrogante que tanto se gabava, agora está humilhada — foram reduzidos a nada. Mas, ao fazer justiça, o Senhor dos Exércitos de Anjos será como uma montanha. Ao produzir a equidade, o Santo Deus mostrará o que é ser “santo.” Então, as ovelhas terão pastagem, como se fossem donas do lugar; Os cordeiros e os bezerros se sentirão em casa nas ruínas.

    18-19 Ai de vocês, que falam mentiras para vender o mal; que levam o pecado para o mercado em grandes fardos; Que dizem: “O que Deus está esperando? Ele que dê o próximo passo, para que a gente possa ver. Não importa o que o Santo de Israel inventou, nós gostaríamos de dar uma olhada”!

    20 Ai de vocês que chamam o mal de bem e o bem de mal; Que põem a escuridão no lugar da luz e a luz no lugar da escuridão; Que trocam o doce pelo azedo e o azedo pelo doce!

    21-23 Ai de vocês que se julgam espertos e têm um conceito elevado de vocês mesmos! Tudo que realmente sabem fazer é beber — são verdadeiros campeões na arte de encher a cara. Vocês forram os bolsos com as propinas dos culpados e violam os direitos dos inocentes.

    24 Mas eles não vão escapar ilesos. Assim como o fogo devora a palha e o capim seco é consumido pelas chamas, A alma deles vai atrofiar, e suas realizações vão virar pó, Porque eles disseram “não” à revelação do Senhor dos Exércitos de Anjos, Não quiseram nenhum acordo com o Santo de Israel.

    25-30 Por isso, o Eterno descarregou sua ira contra seu povo: ele os atingiu e os derrubou. Os montes tremeram, e os cadáveres se amontoaram nas ruas. Mesmo depois disso, ele ainda estava irado, com o punho cerrado, pronto para atingi-los de novo. Ele agita uma bandeira, enviando sinais a uma nação distante, assobia para os povos nos confins da terra. E aí vêm eles — correndo! Nenhum deles arrasta os pés; ninguém tropeça, ninguém dorme nem perde tempo: Camisas bem passadas, calças afiveladas, botas polidas e amarradas, Suas flechas estão afiadas; os arcos, estendidos; Os cascos dos cavalos estão ferrados; as rodas dos carros, engraxadas. Bramindo como um bando de feras, rugindo forte como leões, Eles apanham a presa e a arrastam — não há salvação para ela! Eles vão rugir, rugir e rugir naquele dia, um som parecido com o dos vagalhões do mar. Olhem quanto quiserem para esta terra: vocês nada verão a não ser escuridão e caos. Toda luz no céu será ofuscada por densas nuvens.

  • Isaías, 4

    1 Nesse dia, sete mulheres irão agarrar um homem e dizer: “Vamos cuidar de nós mesmas, arranjar nossa comida e roupa. Apenas nos dê um filho. Engravide-nos para que tenhamos algo por que viver!”

    O RENOVO DO ETERNO
    2-4 Mas acontecerá que o Renovo do Eterno brotará verde e viçoso. O fruto da terra dará aos sobreviventes de Israel motivo para se orgulharem outra vez. Oh, eles vão levantar a cabeça! Os que restarem de Sião, os rejeitados de Jerusalém, serão chamados “santos” — vivos e, portanto, preciosos. O Eterno concederá um banho purificador às mulheres de Sião. Ele esfregará a cidade manchada de sangue, a fim de purificá-la da sua violência e brutalidade. O lugar será limpo com o fogo do juízo.

    5-6 Em seguida, o Eterno trará de volta a antiga coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo de noite. Ele marcará o monte Sião e todos os que estiverem nele com sua presença gloriosa, imensa e protetora, uma sombra para fugir do sol escaldante e um abrigo da chuva forte.

  • Isaías, 3

    JERUSALÉM ESTÁ NAS ÚLTIMAS
    1-7 O Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, está esvaziando Jerusalém e Judá Dos artigos de primeira necessidade, a começar pelo pão e pela água. Ele está retirando a segurança e a proteção, juízes e tribunais, pastores e mestres, capitães e generais, médicos e enfermeiras e, sim, até o conserta-tudo e o pau-para-toda-obra. Ele diz: “Vou pôr crianças no comando da cidade. Meninos e meninas é que vão dar as ordens. As pessoas vão esganar umas às outras; Vão se esfaquear pelas costas: Vizinho contra vizinho, jovens contra velhos, o joão-ninguém contra o dono do pedaço. Um irmão vai agarrar o outro e dizer: ‘Você parece sensato. Faça alguma coisa! Tire a gente desta confusão!’. E ele vai responder: ‘Eu não! Nem sei o que fazer. Não quero ser responsável por nada.

    8-9 “Jerusalém está com as pernas bambas. Judá logo estará de cara no chão. Tudo que as pessoas fazem e dizem está em conflito com os propósitos do Eterno, é como um tapa no meu rosto. Orgulhosos de sua depravação, fazem alarde de seus pecados como a corrompida Sodoma, Decretando a destruição da alma! Eles fizeram a cama, e nela agora deitarão.

    10-11 “Vai-se a certeza dos justos, de que uma vida correta será recompensada. Mas haverá desgraça para os maus! Um desastre! Tudo que fizeram aos outros também lhes será feito.

    12 “Crianças franzinas põem medo no meu povo. Meninas simplórias o intimidam. Meu querido povo! Seus líderes estão levando vocês para um beco sem saída. Estão lançando vocês num caminho sem direção.”

    UMA CIDADE DE JOELHOS
    13-15 O Eterno entra na sala do tribunal. Ele toma assento para julgar seu povo. O Eterno exige ordem no tribunal, conduz os líderes do povo ao banco dos réus: “Vocês saquearam este país. Suas casas estão entupidas de coisas que roubaram dos pobres. Como podem pisar no meu povo, esfregando o rosto dos coitados na lama?” É isso que o Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, diz.

    16-17 O Eterno diz: “As mulheres de Sião são muito convencidas, andam por aí de nariz empinado e de salto alto, Lançando olhares a todos os homens na rua, balançando os quadris, Jogando o cabelo, cobertas de joias.” O Senhor fará cair o cabelo das mulheres de Sião. Mulheres sarnentas e carecas: É o Senhor que vai fazer isso.

    18-23 Chegará o dia em que o Senhor vai jogar fora os acessórios extravagantes: brincos, pingentes, presilhas, braceletes, pentes, espelhos, lenços de seda, broches de diamantes, colares de pérolas, anéis para os dedos das mãos e dos pés, chapéus da última moda, perfumes exóticos e afrodisíacos, mantos e capas — o que há de mais fino no mundo em tecidos e design.

    24 Em vez de aromas sedutores, essas mulheres vão cheirar a repolho apodrecido; Em vez de modelar mantos finos, elas serão como panos de chão; Em vez dos cortes de cabelo estilizados, haverá cabelos horríveis e asquerosos; Em vez de marcas de beleza, sarnas e manchas.

    25-26 Seus melhores guerreiros serão mortos, os corpos dos soldados serão abandonados no campo de batalha. No portão de entrada de Sião, uma grande multidão lamentará seus mortos — Uma cidade parou sob o peso de sua perda; foi posta de joelhos por suas aflições.

  • Isaías, 2

    SUBAM O MONTE DE DEUS
    1-5 A Mensagem que Isaías recebeu sobre Judá e Jerusalém: Chegará o dia em que o monte da casa do Eterno Será o único Monte — firmado e mais alto que todos os outros. Todas as nações correrão para ele, povos de todos os lugares partirão para lá. Eles dirão: “Venham, subamos o monte do Eterno, vamos à casa do Deus de Jacó. Ele vai nos mostrar como é o seu agir para que vivamos a vida para a qual fomos feitos.” Sião é a fonte da revelação. A Mensagem do Eterno vem de Jerusalém. Ele vai julgar de forma justa as causas das nações e resolver as questões de muitos povos. Eles vão transformar as espadas em pás; as lanças, em enxadas. Nação já não lutará contra nação; já não haverá guerras. Venha, família de Jacó, vamos viver na luz do Eterno.

    6-9 Ó Eterno, deste as costas à tua família, Jacó, porque eles estão cheios de religiosidade vazia, Da magia dos filisteus e da feitiçaria dos pagãos, um mundo rolando na riqueza, Repleto de engenhocas: não há fim para suas máquinas e artefatos. E deuses — deuses de todos os tipos e tamanhos. Eles fabricam seus deuses e depois adoram o que fizeram. Um povo degenerado, afundado na sarjeta. Não percas tempo com eles! Eles não são dignos de perdão!

    PRESUNÇÃO LANÇADA AO CHÃO
    10 Fujam para os montes, escondam-se nas cavernas Do terror do Eterno, de sua presença ofuscante!

    11-17 Gente inchada de orgulho que ruma para a queda, toda presunção é lançada ao chão. Só o Eterno estará exaltado, no dia de que estamos falando, O dia em que o Senhor dos Exércitos de Anjos irá enfrentar todos os oponentes fanfarrões, todos os que se julgam valentes. Todos os cedros gigantes e altaneiros e todos os carvalhos; O Pico da Neblina e o Evereste a cordilheira dos Andes e a Serra da Mantiqueira; Toda construção imponente, os obeliscos e estátuas que reluzem orgulho; Os luxuosos navios de cruzeiro e as elegantes escunas de três mastros. Todo nariz empinado será abaixado, toda presunção será lançada ao chão, Deixando o Eterno sozinho em plena exaltação, no dia de que estamos falando.

    18 E todos aqueles paus e pedras enfeitados para se parecerem com deuses serão eliminados para sempre.

    19 Fujam para as cavernas dos despenhadeiros, desapareçam em qualquer buraco que puderem achar. Escondam-se do terror do Eterno, da sua presença ofuscante, Quando ele aparecer com toda a sua grandeza na terra, presença soberana e aterrorizante.

    20-21 Naquele dia, os homens e as mulheres pegarão os paus e pedras Que enfeitaram com ouro e prata para fazê-los parecidos com deuses E os jogarão na primeira valeta que encontrarem. Depois, correrão em busca de cavernas nas rochas e de esconderijos nos rochedos Para se esconderem do terror do Eterno, de sua presença deslumbrante, De quando ele aparecer com toda a sua grandeza na terra, presença soberana e aterrorizante.

    22 Parem de bajular meros seres humanos, tão cheios de si, tão cheios de nada! Não veem que eles nada podem oferecer?

  • Isaías, 1

    MENSAGENS DE JUÍZO CHEGA DE JOGUINHOS RELIGIOSOS
    1 Visão que Isaías, filho de Amoz, teve a respeito de Judá e Jerusalém na época dos reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias.

    2-4 Céus e terra, vocês são o júri. Ouçam a causa que o Eterno está apresentando: “Tive filhos e os criei bem, mas eles se voltaram contra mim. O boi sabe quem é seu dono, o jumento conhece a mão que o alimenta, Meu povo perdeu completamente o rumo. Que vergonha! Vivem fugindo do Eterno, enganados, cambaleando sob o peso da culpa. Bando de crápulas, gangue de baderneiros! Meu povo virou a cara para mim, o Eterno — deram as costas para o Santo de Israel: eles se foram e nem mesmo olharam para trás.

    5-9 “Por que insisto em me importar com vocês, Se vocês teimam em seguir os próprios caminhos? Vocês continuam batendo a cabeça contra o muro. Tudo em vocês é autodestruição. Da ponta dos pés até o alto da cabeça nada está bem: Machucaduras, escoriações, feridas abertas, não cuidadas, não lavadas, não tratadas. Sua terra está devastada, suas cidades foram queimadas. Seu país foi destruído pelos estrangeiros diante dos seus olhos, reduzido a entulho pelos bárbaros. Sião está devastada, como uma cabana abandonada prestes a cair, Como um barraco pichado e esquecido, como um navio afundando, abandonado pelos ratos. Se o Senhor dos Exércitos de Anjos não tivesse deixado alguns sobreviventes, estaríamos tão desolados como Sodoma, condenados como Gomorra.

    10 “Ouçam minha Mensagem, vocês, líderes treinados em Sodoma. Recebam a revelação de Deus, vocês, povo formado em Gomorra.

    11-12 “Por que esse frenesi de sacrifícios?”, o Eterno está perguntando. “Não acham que já recebi minha porção de sacrifícios queimados, de carneiros gordos e bezerros rechonchudos? Não acham que já estou cheio de sangue de bois, de carneiros e de bodes? Quando vocês se apresentam a mim, quem deu a ideia de agir desse jeito, Correndo pra cá e pra lá, fazendo isto e aquilo, essa agitação inútil no lugar do culto?”

    13-17 “Chega de joguinhos religiosos! Não suporto mais essa encenação: Conferências mensais, agenda sabática, encontros especiais, reuniões, reuniões e mais reuniões — não aguento ouvir falar em reunião! São reuniões para isto, reuniões para aquilo. Chega de reuniões! Vocês me cansaram! Estou cansado de religião, de tanta religião, enquanto vocês continuam pecando. Quando fizerem a próxima oração coletiva, eu vou olhar para o outro lado. Não importa se oram alto, por muito tempo ou com frequência; eu não vou dar ouvidos. Sabem por quê? Porque vocês têm trucidado pessoas, e suas mãos estão cheias de sangue. Vão para casa e se lavem! Limpem essa sujeira toda. Esfreguem a vida até que saiam suas maldades, para que eu não seja mais obrigado a olhar para elas. Digam ‘não’ para o mal. Aprendam a fazer o bem. Trabalhem pela justiça. Ajudem os oprimidos e marginalizados. Façam alguma coisa pelos sem-teto. Levantem a voz em favor dos indefesos.”

    VAMOS DISCUTIR ESSE ASSUNTO
    18-20 “Venham. Sentem. Vamos discutir esse assunto.” Esta é a Mensagem do Eterno: “Mesmo que estejam vermelhos como o sangue, os seus pecados ficarão brancos como a neve. Mesmo que pareçam tintos, serão como a lã branca. Se vocês se dispuserem a obedecer, irão festejar como reis. Mas, se forem obstinados, morrerão como cães.” Essa é a verdade. É o Eterno quem está falando.

    DANDO AS COSTAS PARA DEUS
    21-23 Dá para acreditar? A cidade, antes tão pura, virou prostituta! Antigamente, era toda justiça, todos viviam como bons vizinhos. Agora seus habitantes tentam esganar uns aos outros. O dinheiro que circula é falso. O vinho está adulterado. Seus líderes são vira-casacas que preferem a companhia dos corruptos. Eles se vendem a quem der o lance maior e carregam qualquer coisa que não esteja trancada. Nunca levantam a voz em favor dos sem-teto, nunca se apresentam em favor dos indefesos.

    24-31 Aqui está, portanto, o decreto do Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, o Forte de Israel: “Está decidido: vou arrancar os opressores das minhas costas. Vou contra-atacar os inimigos. Vou afastá-los com as costas da minha mão, tirar o lixo da vida deles, uma limpeza completa. Vou pôr juízes honestos e conselheiros sábios entre vocês, como era lá no início. Então, vocês serão famosos, A Cidade Que Trata Bem O Povo, A Cidade Correta.” Os caminhos retos do Eterno vão endireitar Sião outra vez. O agir correto do Eterno irá restaurar os arrependidos. Será o fim para os rebeldes e traidores do Eterno, um beco sem saída para quem deu as costas para Deus. “Seus floreados discursos nos santuários dos bosques de carvalho deixarão vocês com cara de bobo, Bem como aquelas loucuras nos jardins dos deuses e das deusas, que vocês achavam o máximo. Vocês vão acabar como o carvalho que perdeu todas as folhas, Como o jardim sem água, todo ressecado. O homem mais forte será como um graveto seco; sua obra, como a faísca que inicia o fogo, Que reduz o homem e sua obra a cinza e fumaça.”

  • Jeremias, 52

    A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM E O EXÍLIO DE JUDÁ
    1 Zedequias tinha 21 anos de idade quando começou a reinar em Judá. Foi rei em Jerusalém durante onze anos. O nome de sua mãe era Hamutal, filha de Jeremias. Sua cidade natal era Libna.

    2 Com relação ao Eterno, Zedequias foi apenas mais um rei mau, igual a Jeoaquim.

    3-5 A origem da destruição que veio sobre Jerusalém e Judá foi a ira do Eterno. O Eterno virou as costas para eles como um ato de juízo. Zedequias rebelou-se contra o rei da Babilônia, e Nabucodonosor veio contra Jerusalém com um exército inteiro. Armou acampamento e isolou a cidade, construindo barreiras ao redor dela. Ele chegou no décimo mês do nono ano do reinado de Zedequias. A cidade ficou sitiada durante dezenove meses (até o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias).

    6-8 No quarto mês do décimo primeiro ano de Zedequias, no dia 9 do mês, a fome era tão terrível que não havia uma só migalha de pão para o povo comer. Então, os babilônios abriram brechas na muralha e entraram na cidade. Na escuridão da noite, o exército judeu fugiu por uma abertura na muralha (pela porta que ficava entre as duas muralhas acima do Jardim Real). Eles escaparam por entre as fileiras dos babilônios que cercavam a cidade, dirigindo-se para o Jordão pelo caminho do vale da Arabá, mas os babilônios os perseguiram e os alcançaram na planície de Jericó. Mas a essa altura o exército de Zedequias havia desertado.

    9-11 Os babilônios capturaram Zedequias e o levaram ao rei da Babilônia, em Ribla de Hamate, e este o julgou e deu sua sentença ali mesmo. Então, o rei da Babilônia matou os filhos de Zedequias na frente dele. A execução sumária de seus filhos foi a última coisa que Zedequias pôde ver, porque depois foi cegado pelos babilônios. Em seguida, o rei da Babilônia matou todos os oficiais de Judá. Acorrentado, Zedequias foi levado para a Babilônia. O rei da Babilônia o lançou na prisão, onde ele permaneceu até o dia de sua morte.

    12-16 No décimo nono ano de Nabucodonosor como rei da Babilônia, no dia 7 do quinto mês, Nebuzaradã, o principal representante da Babilônia, chegou a Jerusalém. Ele queimou e arrasou o templo do Eterno. Avançou depois para o palácio real e acabou com a cidade inteira. Ele queimou tudo e pôs as tropas que estavam com ele para derrubar as muralhas da cidade. Finalmente, reuniu todos os sobreviventes da cidade, incluindo os que haviam desertado para o lado do rei da Babilônia, e os levou para o exílio. Ele só deixou para trás uns pobres agricultores para que cuidassem das vinhas e do que havia sobrado nos campos.

    17-19 Os babilônios quebraram as colunas de bronze, os suportes e o grande tanque de bronze (o Mar) que estavam no templo do Eterno e levaram o bronze para a Babilônia. Também levaram os diversos utensílios do templo, feitos à mão, como também os incensários de ouro e de prata e as bacias em que se recolhia o sangue dos sacrifícios, usados no serviço da adoração do templo. O representante do rei não deixou nada. Levou cada pedaço de metal que conseguiu encontrar.

    20-23 A quantidade de bronze que tiraram das duas colunas, do Mar, dos doze bois de bronze que sustentavam o Mar e dos dez suportes que Salomão havia feito para o templo do Eterno era enorme. Nem conseguiram pesar tudo! Cada coluna tinha cerca de oito metros e dez centímetros de altura por cinco metros e quarenta centímetros de circunferência. As colunas eram ocas e tinham a espessura de quatro dedos. No topo de cada coluna, havia como enfeite um capitel de romãs e filigranas de bronze, o que acrescentava dois metros e vinte centímetros à sua altura. Havia noventa e seis romãs igualmente espaçadas no lado; no total, havia cem romãs acima da peça entrelaçada.

    24-27 O representante do rei fez alguns prisioneiros importantes: Seraías, o sacerdote principal; Sofonias, o segundo sacerdote; três guardas; o oficial maior do exército; sete conselheiros do rei que por acaso estavam na cidade; o oficial encarregado de alistar soldados para o exército; sessenta homens importantes entre o povo que ainda estavam lá. Nebuzaradã, o representante do rei, levou-os para o rei da Babilônia, em Ribla. E ali em Ribla, na terra de Hamate, o rei da Babilônia matou todos eles a sangue-frio. Judá foi para o exílio, órfã da sua terra.

    28 Nabucodonosor levou 3.023 homens de Judá para o exílio no sétimo ano de seu reinado.

    29 No décimo oitavo ano de seu reinado, foram levados 832 homens de Jerusalém.

    30 No vigésimo terceiro ano do reinado de Nabucodonosor, foram levados 745 homens de Judá por Nebuzaradã, o representante principal do rei. O número total de exilados foi de 4.600.

    31-34 Joaquim, rei de Judá, estava no exílio havia trinta e sete anos, quando Evil-Merodaque se tornou rei da Babilônia. Ele permitiu que Joaquim saísse da prisão. Essa libertação aconteceu no dia 25 do décimo segundo mês. O rei tratou-o muito bem e dispensou-lhe tratamento preferencial, diferente dos demais prisioneiros políticos mantidos na Babilônia. Joaquim teve permissão para tirar sua roupa de prisioneiro e, a partir daí, passou a fazer refeições na companhia do rei. O rei lhe dava tudo de que ele precisava para levar uma vida confortável, até o dia de sua morte.

  • Jeremias, 51

    O FURACÃO PÉRSIA
    1-5 E há mais. O Eterno diz mais: “Vejam isto: Estou levantando Um furacão mortal contra a Babilônia, o Furacão Pérsia, contra todos os que vivem naquela terra perversa. Estou enviando uma equipe de limpeza à Babilônia. Eles vão limpar o lugar de ponta a ponta. Quando terminarem, não terá sobrado nada que valha a pena levar ou mencionar. Eles não vão deixar passar nada. Será um juízo abrangente e definitivo. Guerreiros vão lutar com tudo que tiverem. Não vai haver limites. Eles não vão poupar nada nem ninguém. Será uma destruição total e definitiva: é o fim! A Babilônia está cheia de feridos, as ruas estão repletas de cadáveres. E pode-se ver que Israel e Judá não estão viúvas, afinal. Como seu Deus, o Senhor dos Exércitos de Anjos, ainda estou vivo e bem, comprometido com elas, ainda que tenham enchido sua terra de pecado contra o Deus Santíssimo de Israel.

    6-8 “Saiam da Babilônia o mais rápido que puderem. Corram para salvar a vida. Salvem seu pescoço! Não se demorem, para não perder a vida na minha vingança contra ela, quando eu a fizer pagar por seu pecado. A Babilônia era uma bela taça dourada que eu tinha na minha mão, Cheia do vinho da minha ira para embebedar o mundo inteiro. As nações beberam o vinho e enlouqueceram todas. A própria Babilônia vai cambalear e desmoronar, Inconsciente, numa letargia alcoólica — trágico! Vão e busquem bálsamo para seu ferimento. Talvez ela possa ser curada.”

    9 “Fizemos o melhor que pudemos, mas ela não pôde ser ajudada. A Babilônia não tem mais conserto. Entreguem-na a seu destino e vão para casa. O castigo dela será imenso, um memorial de vingança do tamanho de um arranha-céu.”

    A LIGAÇÃO VITAL FOI CORTADA
    10 “O Eterno mudou nossa sorte. Venham! Vamos contar a boa notícia Em casa, em Sião. Vamos contar o que o Eterno fez para mudar nossa sorte.

    11-13 “Afiem as flechas! Encham as aljavas. O Eterno incitou os reis dos medos, contaminando-os com a febre da guerra: Destruam a Babilônia!. O Eterno está pronto para a guerra. Ele está disposto a vingar seu templo. Deem o sinal para atacar os muros da Babilônia. Posicionem guardas todas as horas do dia. Tragam reforços. Posicionem homens de emboscada. O Eterno vai fazer o que planejou, o que disse que faria ao povo da Babilônia. Vocês têm mais água do que precisam, vocês têm mais dinheiro do que precisam, Mas sua vida acabou, sua ligação vital foi cortada.”

    14 O Senhor dos Exércitos de Anjos jurou solenemente: “Vou encher este lugar de soldados. Eles vão passar por aqui como um enxame de gafanhotos cantando cânticos de vitória sobre vocês.”

    15-19 Por seu poder, ele fez a terra. Sua sabedoria deu forma ao mundo. Ele formou o Universo. Ele faz trovejar, e a chuva cai. Ele manda que as nuvens subam E embeleza a tempestade com relâmpagos, lança o vento de seus depósitos. Os adoradores de postes-ídolos parecem tão tolos! Os fabricantes de deuses são envergonhados por seus deuses manufaturados. Seus deuses são uma fraude, postes sem vida, deuses de madeira morta, piadas de mau gosto. Eles não passam de uma fumaça que passou. Quando a fumaça se vai, eles desaparecem. Mas a Porção de Jacó é a realidade: foi ele quem criou o Universo, com atenção especial a Israel. Seu nome? Senhor dos Exércitos de Anjos!

    ELES VÃO DORMIR E NUNCA MAIS VÃO ACORDAR
    20-23 O Eterno diz: “Você, Babilônia, é meu martelo, minha arma de guerra. Vou usar você para esmagar as nações pagãs, vou usar você para quebrar em pedaços os reinos. Vou usar você para esmagar cavalo e cavaleiro, vou usar você para esmagar o carro de guerra e quem o conduz. Vou usar você para esmagar homem e mulher, vou usar você para esmagar o velho e o menino. Vou usar você para esmagar o jovem e a moça, vou usar você para esmagar o pastor e as ovelhas. Vou usar você para esmagar o lavrador e as juntas de bois, vou usar você para esmagar governadores e autoridades.

    24 “Judeus, vocês verão com os próprios olhos: vou retribuir à Babilônia e a todos os caldeus todo o mal que fizeram em Sião.” É o decreto do Eterno.

    25-26 “Sou seu inimigo, Babilônia, Monte Destruidor, você, que é o devastador de toda a terra. Vou estender meu braço e agarrá-la. Vou esmagar você até que não reste uma só montanha. Vou transformá-la num monte de pedregulho: ninguém mais cortará suas pedras angulares, Ninguém mais extrairá aí pedras para alicerces. Nada sobrará, a não ser pedras miúdas.” É o decreto do Eterno.

    27-28 “Deem o sinal na terra, toquem a trombeta de chifre de carneiro para convocar as nações. Consagrem as nações para uma missão sagrada contra ela. Chamem os reinos ao serviço contra ela. Ararate, Mini e Asquenaz, alistem-se! Designem um marechal de campo e reúnam cavalos, hordas de cavalos, como uma nuvem de gafanhotos. Consagrem as nações para uma missão sagrada contra ela, o rei dos medos, seus líderes e o povo.

    29-33 “A própria terra treme de pavor, se contorce de dor, aterrorizada pelos meus planos contra a Babilônia, Planos de transformar a terra da Babilônia numa paisagem lunar, sem vida — terra devastada. Os soldados babilônios pararam de lutar. Eles estão escondidos em cavernas e nas ruínas. Covardes, desistiram sem lutar uma única batalha, acabou-se a valentia. As casas da Babilônia foram incendiadas, as portas da cidade foram arrancadas. Os mensageiros entram correndo, um atrás do outro, Trazendo relatos ao rei da Babilônia, confirmando que sua cidade é uma causa perdida. Os vaus dos rios estão todos tomados. O fogo come o capim dos brejos. Os soldados desertam a torto e a direito. Eu, o Senhor dos Exércitos de Anjos, disse que isso aconteceria: A Babilônia é um terreiro de pisar trigo na época da debulha. Muito em breve, a colheita chegará, e, então, a palha sairá voando!”

    34-37 “Nabucodonosor, rei da Babilônia, mastigou meu povo e cuspiu fora os ossos. Ele limpou o prato, reclinou-se na cadeira, e soltou um estrondoso arroto, como qualquer glutão. A senhora Sião diz: Que a brutalidade de que fui vítima atinja também a Babilônia!. E Jerusalém diz: O sangue que derramei seja atribuído aos caldeus!. Então, eu, o Eterno, intervenho e digo: Eu estou do seu lado, defendendo sua causa. Eu sou seu Vingador. Você terá sua desforra. Vou secar os rios da Babilônia, vou fechar suas nascentes. A Babilônia será um monte de entulho, revirado por cães e gatos sem dono, Um terreno para despejo de lixo, uma cidade-fantasma.

    38-40 “Os babilônios serão como os leões e seus filhotes, vorazes, rugindo por comida. Pois vou preparar para eles uma refeição — na verdade, um banquete. Eles vão beber até cair. Caídos de bêbados, vão dormir e nunca mais vão acordar.” É o decreto do Eterno. “Vou arrastar e levar esses leões’ para o matadouro, como cordeiros, carneiros e cabras, de quem nunca mais se ouvirá nada.”

    41-48 “A Babilônia está acabada; o orgulho de todas as nações está no chão. Que tombo ela levou: acabou sem glória, e no esgoto! A Babilônia afundou no caos, surrada por levas de soldados inimigos. Suas cidades cheiram mal com a decomposição dos corpos, a terra está vazia, desnuda e estéril. Já não vive ninguém nessas cidades. Os viajantes fazem uma grande volta em torno dela. Vou fazer cair a destruição sobre Bel, o deus glutão da Babilônia. Vou obrigá-lo a vomitar tudo que devorou. Já não há visitantes afluindo para esse lugar, admirando extasiados as maravilhas da Babilônia. As maravilhas da Babilônia já não existem. Corram para salvar a pele, meu querido povo! Corram e não olhem para trás! Saiam deste lugar enquanto podem, este lugar torrado pela ira de fogo do Eterno. Não percam a esperança. Não desistam se os rumores forem aterrorizantes. Um ano é isto, outro ano é aquilo; rumores de violência, rumores de guerra. Confiem em mim, está chegando o dia em que vou pôr os deuses da Babilônia, que nem deuses são, no devido lugar. Vou desmascarar o país, denunciá-lo como uma fraude, com cadáveres repugnantes por todo lugar. O céu e a terra, os anjos e o povo farão uma festa de vitória sobre a Babilônia Quando os exércitos vingadores do norte descerem sobre ela.” É o decreto do Eterno!

    NO LONGO E DISTANTE EXÍLIO, LEMBREM-SE DO ETERNO
    49-50 “A Babilônia tem de cair, para compensar os mortos na guerra de Israel. Os babilônios serão mortos por causa da matança que promoveram. Mas vocês, exilados que escaparam da morte, fujam o mais rápido que puderem! No seu longo e distante exílio, lembrem-se do Eterno. Mantenham Jerusalém na sua memória.”

    51 Como fomos humilhados, escarnecidos e ridicularizados, chutados de um lado para o outro por tanto tempo, que mal sabemos quem somos! E mal sabemos o que pensar. Nosso antigo santuário, a casa do Eterno, foi profanado por estranhos.

    52-53 “Eu sei, mas confiem em mim: a hora está chegando.” É o decreto do Eterno. “Quando eu trouxer a destruição sobre os deuses, que nem deuses são, e sobre toda esta terra, os feridos vão gemer. Mesmo que a Babilônia subisse por uma escada até a Lua e puxasse a escada para que ninguém pudesse subir depois dela, Isso não me impediria. Eu faria de tudo para que meus vingadores a alcançassem.” É o decreto do Eterno.

    54-56 “Mas escutem! Estão ouvindo? Um grito vem da Babilônia, um lamento aterrorizante da Caldeia! O Eterno está levando seu pé de cabra para a Babilônia. Vamos ouvir seus últimos sons. Dores agudas de morte, como ondas quebrando, a morte tem um estrondo como o bramido de cataratas. O vingador está para entrar na Babilônia: seus soldados serão presos; suas armas, destruídas. É verdade, o Eterno é um Deus que faz justiça. Todos acabam recebendo sua justa recompensa.

    57 “Vou embebedar todos eles: príncipes, sábios, governadores, soldados. Caídos de bêbados, vão dormir e nunca mais vão acordar.” É o decreto do Eterno. Seu nome? Senhor dos Exércitos de Anjos.

    58 O Senhor dos Exércitos de Anjos diz: “As muralhas da cidade de Babilônia, aquelas muralhas maciças, serão arrasadas. As portas da cidade, aquelas portas enormes, serão queimadas. Quanto mais você se empenha nesta vida vazia, menos você é. Nada resulta de ambições como esta, a não ser cinzas.”

    59 O profeta Jeremias deu uma tarefa a Seraías, filho de Nerias, filho de Maaseias, quando Seraías foi com Zedequias, rei de Judá, para a Babilônia. Isso aconteceu no quarto ano do reinado de Zedequias. Seraías era o responsável pelos preparativos de viagem.

    60-62 Jeremias tinha escrito num pequeno livro todos os males que aconteceriam com a Babilônia. Ele disse a Seraías: “Quando você chegar à Babilônia, leia isto em público. Leia assim: Tu, ó Eterno, disseste que irias destruir este lugar de modo que nada poderia viver aqui, nem humano nem animal; seria uma terra devastada, pior que todas as terras devastadas, uma nulidade eterna.

    63-64 “Quando tiver terminado de ler a página, amarre uma pedra a ela, jogue-a no rio Eufrates e observe-a enquanto ela afunda. Então, diga: É assim que a Babilônia vai afundar e ficar ali lá no fundo depois do desastre que farei cair sobre ela”

  • Jeremias, 50

    SAIAM DA BABILÔNIA O MAIS RÁPIDO QUE PUDEREM
    1-3 Mensagem do Eterno por meio do profeta Jeremias acerca da Babilônia, terra dos caldeus: “Levem a notícia às nações! Preguem este sermão! Digam isso em público, espalhem a novidade por todos os cantos: A Babilônia foi tomada, o deus Bel está cabisbaixo de vergonha, O deus Marduque foi desmascarado. Todos os seus ídolos estão arrastando os pés de vergonha. Provou-se que todos os seus deuses eram uma fraude. Pois uma nação virá do norte para atacá-la, para reduzir suas cidades a entulho. Sem vida, nem gente, nem animal, sem som, sem movimento, sem respiração.

    4-5 “Naqueles dias, naquele tempo” — decreto do Eterno —, “o povo de Israel virá, E o povo de Judá com eles. Andando e chorando, eles buscarão a mim, o Eterno. Pedirão orientação para chegar a Sião e voltarão o rosto para Sião. Eles virão e se apegarão ao Eterno, ligados a uma aliança eterna que nunca esquecerão.

    6-7 “Meu povo era como ovelhas perdidas. Seus pastores as desviaram do caminho E as abandonaram nas montanhas. Elas ficaram vagueando sem rumo pelos montes E perderam a noção do caminho de casa: não se lembravam mais de onde tinham vindo. Todos que as encontravam tiravam vantagem delas. Seus inimigos não tiveram escrúpulos: Nada mais justo, diziam. Deram as costas para o Eterno. Abandonaram o verdadeiro Pasto, a esperança de seus pais.

    8-10 “Mas agora saiam da Babilônia o mais rápido que puderem. Fujam desse país chamado Babilônia. Ponham-se a caminho. Sejam os primeiros. Tomem o caminho de casa! Vocês estão vendo o que estou fazendo? Estou reunindo um exército de nações contra a Babilônia. Elas virão do norte e a atacarão e conquistarão. Vejam como sabem guerrear, esses exércitos. Nunca voltam para casa de mãos vazias. A Babilônia está madura para ser colhida! Seus saqueadores vão encher a barriga.” É o decreto do Eterno.

    11-16 “ó babilônios, foi bom enquanto durou! Vocês festejaram, explorando e oprimindo o meu povo, Como bezerros brincalhões saltando alegres em pastos viçosos, como garanhões selvagens se divertindo! Mas sua mãe não terá orgulho de vocês. A mulher que os gerou não vai ficar satisfeita. Vejam o que resultou de vocês! Uma nação de nada! Entulho, lixo e ervas daninhas! Esvaziados de vida por minha ira santa, um deserto de morte e nulidade. Viajantes que passarem pela Babilônia vão suspirar, atônitos, balançando a cabeça diante de tão dura queda. Ajuntem-se contra a Babilônia! Derrubem-na! Joguem tudo que tiverem nas mãos contra ela. Não segurem nada. Arrasem-na! Ela pecou, e como pecou contra mim! Soltem gritos de guerra de todas as direções. Ela está exausta de tanto lutar, Suas defesas foram arrasadas; seus muros jazem esmagados. É a Operação Vingança do Eterno. Executem a vingança! Façam a ela o que ela fez aos outros. Deem a ela uma boa dose do próprio veneno. Destruam suas lavouras e seus lavradores; devastem seus campos, deixem os estábulos vazios. E vocês, cativos, enquanto a destruição prossegue, saiam enquanto ainda podem, fujam depressa e corram para casa.”

    17 “Israel é um rebanho espalhado, caçado e perseguido por leões. O rei da Assíria começou a carnificina. O rei da Babilônia, Nabucodonosor, Completou a tarefa, roendo e limpando os ossos.”

    18-20 E agora isto é o que o Senhor dos Exércitos de Anjos, o Deus de Israel, tem a dizer: “Prestem atenção! Faço cair a destruição sobre o rei da Babilônia e sua terra, a mesma destruição que fiz cair sobre o rei da Assíria. Quanto a Israel, vou levá-lo para casa, para as boas pastagens. Ele vai pastar nos montes do Carmelo e nas colinas de Basã, Nas encostas de Efraim e de Gileade. Ele vai comer até ficar satisfeito. Naqueles dias e naquele tempo” — decreto do Eterno —, “eles olharão para todos os lados, para encontrar um sinal da culpa de Israel, mas não haverá nada. Vão vasculhar cada canto e cada fenda em busca de um vestígio do pecado de Judá, mas não haverá nada. Esse povo que salvei vai começar tudo de novo.”

    21 “Ataquem Merataim, terra de rebeldes! Persigam Pecode, terra de destruição! Cacem-nos. Varram-nos do mapa.” É decreto do Eterno. “Estas são as minhas ordens. Façam o que eu mandar.

    22-24 “O trovão da batalha estremece os fundamentos! O Martelo foi martelado, esmagado e estilhaçado. A Babilônia foi esmurrada e está irreconhecível. Montei uma armadilha, e vocês foram apanhados. Ó Babilônia, você nunca soube o que a atingiu, Apanhada na garra de ferro daquela armadilha! É isso que você merece por ter enfrentado o Eterno.

    25-28 “Eu, o Eterno, abri meu arsenal. Tirei as armas da minha ira. O Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos, tem uma tarefa a fazer na Babilônia. Venham contra ela de todos os lados! Arrombem seus celeiros! Juntem-na com a pá e façam uma fogueira. Não deixem nada! Não deixem ninguém! Matem todos os seus jovens soldados. Decretem sua condenação! Condenação para eles! É dia de juízo! O tempo deles finalmente acabou. E aqui está uma surpresa: fugitivos da Babilônia Aparecem em Sião, contando a notícia da vingança do Eterno, vingando meu templo.

    29-30 “Chamem as tropas contra a Babilônia, qualquer um que saiba atirar! Apertem o laço! Não deixem escapatória! Retribuam o que ela fez aos outros, uma boa dose do próprio veneno! Sua insolência descarada é um ultraje contra o Eterno, o Santo de Israel. E, agora, ela está pagando: seus filhos espalhados, mortos pelas ruas; seus soldados mortos, calados para sempre.” É o decreto do Eterno.

    31-32 “Está captando a ideia, senhor Orgulho? Eu sou seu inimigo!” É o decreto do Senhor, o Senhor dos Exércitos de Anjos. “Seu tempo acabou. É isso mesmo. É dia de juízo. O senhor Orgulho vai cair de cara no chão, e ninguém estenderá a mão para ele. Vou atear fogo em suas cidades. O fogo vai se espalhar de forma incontrolável pelo país inteiro.”

    33-34 E aqui vem mais da parte do Senhor dos Exércitos de Anjos: “O povo de Israel foi esmagado, e o povo de Judá com eles. Seus opressores os apertam com garra de ferro e não soltam. Mas o Redentor é forte: o Senhor dos Exércitos de Anjos. Sim, eu me porei do lado deles e os salvarei. Eu confortarei sua terra, mas confundirei o povo da Babilônia.”

    35-40 “É guerra total na Babilônia” — decreto do Eterno —, “guerra total contra o povo, os líderes e os sábios! Morte a seus embusteiros orgulhosos, tolos todos eles! Morte a seus soldados, covardes como um homem só! Morte a seus matadores de aluguel, prodígios medrosos! Morte a seus bancos, todos saqueados! Morte à sua provisão de água, que vazou e secou! Uma terra de deuses de faz de conta que ficaram loucos e hoje são fantasmas. O lugar será mal-assombrado, cheio de chacais e escorpiões, corujas e morcegos que chupam sangue. Ninguém jamais vai residir ali de novo. A terra vai exalar um mau cheiro de morte e se juntar a Sodoma e Gomorra e seus vizinhos, cidades que varri do mapa.” É o decreto do Eterno. “Ninguém viverá ali de novo. Ninguém vai respirar naquela terra novamente, jamais!”

    41-43 “Agora, prestem atenção! Um povo está vindo do norte, um grande povo, Uma multidão de reis afoitos, vindos de lugares distantes. Levantando armas letais. Eles são bárbaros, cruéis e impiedosos. Rugem e são implacáveis como o mar bravio, cavalgando como garanhões ferozes, Em formação de batalha, prontos para lutar contra você, Cidade da Babilônia! O rei da Babilônia os ouve chegando e fica pálido como um fantasma, abatido como um pano velho. Tomado de terror, se mostra tão impotente na batalha quanto uma mulher em trabalho de parto.

    44 “E agora vejam isto: como um leão que está subindo da densa selva do Jordão, Procurando sua presa nas pastagens da montanha, assim vou subir e dar o bote. Vou pegar o melhor do rebanho: quem vai me impedir? Todos os chamados pastores nada podem contra mim.”

    45-46 Portanto, atentem para o plano que o Eterno elaborou contra a Babilônia, seu projeto para tratar com a Caldeia: Acreditem se quiserem, até os jovens e vulneráveis cordeiros e cabritos serão arrastados. Acreditem se quiserem, o rebanho, em choque, impotente, vai ficar apenas olhando. Quando o grito for ouvido: A Babilônia caiu!, a própria terra vai estremecer com esse som. A notícia será ouvida em toda a terra.

  • Jeremias, 49

    VOCÊS ESTÃO QUEBRADOS, VOCÊS JÁ ERAM
    1-6 Mensagem do Eterno acerca dos amonitas: “Será que Israel não tem filhos, ninguém para receber sua herança? Por que, então, o deus Moloque está se apossando da terra de Gade, e seus seguidores estão tomando posse de suas cidades? Mas isso não vai durar muito! Está chegando a hora” — decreto do Eterno — “Em que vou encher os ouvidos de Rabá, a grande cidade de Amom, com gritos de guerra. Ela vai acabar como um monte de entulho, todas as suas cidades serão queimadas e arrasadas. Então, Israel vai expulsar os invasores. Eu, o Eterno, é que estou dizendo isso, e assim será. Pranteie, Hesbom; Ai está em ruínas. Vilas de Rabá, esfreguem as mãos aflitas! Vistam-se de luto, chorem baldes de lágrimas! Percam o controle, corram em círculos! Seu deus Moloque será arrastado para o exílio, e todos os seus sacerdotes e príncipes com ele. Por que vocês se gabam da sua força de antigamente? Vocês estão quebrados, vocês já eram, vocês são um refugo Que afaga seus troféus e sonhos dos dias de glória e pensa em vão: Ninguém pode pôr a mão em mim. Bem, pensem outra vez. Vou confrontar vocês com terror de todos os lados.” É a palavra do Senhor dos Exércitos de Anjos. “Vocês serão pisados na cabeça, e ninguém conseguirá reunir os fugitivos. Ainda assim, virá o tempo em que vou restaurar a sorte de Amom.” É o decreto do Eterno.

    APRESENTAÇÕES POMPOSAS NO PALCO DA HISTÓRIA
    7-11 A Mensagem do Senhor dos Exércitos de Anjos acerca de Edom: “Será que não restou nenhum sábio em Temã? Ninguém com percepção da realidade? A sabedoria deles criou bicho e apodreceu? Corram para salvar a vida! Escapem enquanto podem! Achem um bom lugar para se esconder, vocês que moram em Dedã! Estou fazendo cair a destruição sobre Esaú. Está na hora de acertar as contas. Quando os ceifeiros fazem a colheita, não deixam suas sobras? Quando os ladrões arrombam uma casa, não levam só o que querem? Mas vou tirar tudo de Esaú. Vou vasculhar cada canto e cada fenda. Vou destruir tudo que a ele está associado: crianças, parentes e vizinhos. Não sobrará ninguém que possa dizer: Vou cuidar dos seus órfãos. Suas viúvas podem ficar comigo”.

    12-13 É verdade. O Eterno diz: “Digo a vocês, se há pessoas que têm de beber a taça da ira do Eterno mesmo que não mereçam, isso levou vocês a pensar que poderiam escapar? Vocês não vão escapar. Vocês a beberão. Ah, sim! Beberão até a última gota. Quanto a Bozra, sua capital, juro por tudo que sou” — decreto do Eterno — “que aquela cidade será um monte de ruínas chamuscadas, um monte de lixo malcheiroso, uma obscenidade, e todas as cidades-filhas com ela.”

    14 Acabo de ouvir a última palavra do Eterno. Ele enviou um emissário às nações: “Reúnam suas tropas e ataquem Edom. Apresentam suas armas! Marchem para a guerra!

    15-16 “Ah, Edom, estou deixando você cair para o último lugar entre as nações, no pé do monte, chutados pra cá e pra lá. Você pensa que é grande, com apresentações pomposas no palco da história, Vivendo no alto das rochas inatingíveis, agindo como o maioral. Você pensa que está acima de tudo e de todos, como uma águia no seu ninho inatingível. Bem, você está a caminho da queda. Vou fazer você se arrebentar no chão.” É o decreto do Eterno.

    17-18 “Edom vai acabar como lixo. Um lixo asqueroso, que provoca náuseas. Uma coisa medonha no mundo. Ele vai se unir a Sodoma e Gomorra e a seus vizinhos no esgoto da história.” É o Eterno quem está dizendo. “Ninguém vai viver aí, nenhuma alma mortal vai mudar pra lá.

    19 Prestem atenção: como um leão que está subindo da densa selva do Jordão, Procurando sua presa nas pastagens da montanha, assim vou subir sobre Edom e me lançar sobre ele. Vou pegar minha escolha do rebanho — e quem vai me impedir? Os pastores de Edom são impotentes diante de mim.”

    20-22 Portanto, deem ouvidos a este plano que o Eterno elaborou contra Edom, o projeto dele para os que vivem em Temã: “Acreditem se quiserem, até os jovens e vulneráveis cordeiros e cabritos serão arrastados. Acreditem se quiserem, o rebanho, em choque, impotente, vai ficar apenas olhando. A própria terra vai se arrepiar por causa dos seus gritos, gritos de aflição ouvidos no distante mar Vermelho. Vejam! Uma águia alça voo, depois mergulha, abrindo as asas sobre Bozra. Guerreiros valentes terão tanto pavor, impotentes na batalha, quanto uma mulher dando à luz um bebê.”

    O SANGUE VAI ESCORRER DA FACE DE DAMASCO
    23-27 Mensagem acerca de Damasco: “Hamate e Arpade ficarão chocadas quando ouvirem a má notícia. Seu coração vai derreter de medo enquanto caminham pra cá e pra lá de preocupação. O sangue vai escorrer da face de Damasco enquanto ela tenta fugir. Descontrolada, vai se esfacelar, incapaz de reagir, como se estivesse em trabalho de parto. E agora como está solitária, desolada, abandonada! Aquela cidade, antes tão famosa; aquela cidade, antes tão feliz. Seus brilhantes jovens estão mortos nas ruas; seus bravos guerreiros, silenciosos como a morte. Naquele dia” — decreto do Senhor dos Exércitos de Anjos —, “vou começar um fogo no muro de Damasco que vai queimar e alcançar todos os fortes de Ben-Hadade.”

    ENCONTREM UM ESCONDERIJO SEGURO
    28-33 Mensagem acerca de Quedar e dos reinos de Hazor que foram atacados por Nabucodonosor, rei da Babilônia. Esta é a Mensagem do Eterno: “Em pé! Ataquem Quedar! Saqueiem os nômades do leste. Peguem seus cobertores, panelas e pratos. Roubem seus camelos. Aterrorizem-nos, gritando: Terror! Morte! Destruição! Perigo em todo lugar!. Corram para salvar sua vida, Vocês, nômades de Hazor.” É o decreto do Eterno. “Encontrem um esconderijo seguro. Nabucodonosor, rei da Babilônia, tem planos para destruir vocês, vem atrás de vocês para se vingar: Atrás deles, é a ordem. Vão atrás desses nômades sossegados, que andam livres e despreocupados no deserto; Que moram em campo aberto sem portas para trancar; que vivem solitários. Seus camelos estão aí para serem levados; seus rebanhos e manadas são presa fácil. Vou espalhá-los aos quatro ventos, esses nômades indefesos da beira do deserto. Vou trazer o terror de todos os lados. Eles não vão nem saber o que os atingiu.” É o decreto do Eterno. “Os chacais tomarão posse dos campos de Hazor, os campos estarão abandonados ao vento e à areia. Ninguém vai viver aí, nenhuma alma mortal vai mudar para lá.”

    O VENTO LEVARÁ ELÃO PARA LONGE
    34-39 Mensagem do Eterno ao profeta Jeremias acerca de Elão, no início do reinado de Zedequias, rei de Judá. Isto é o que o Senhor dos Exércitos de Anjos diz: “Prestem atenção nisto: vou quebrar o arco de Elão, sua arma predileta, sobre meu joelho. Depois soltarei os quatro ventos sobre Elão, os ventos dos quatro cantos da terra. Vou soprá-los e espalhá-los em todas as direções, fazendo pousar elamitas sem pátria em todos os países da terra. Eles viverão com medo, em pavor constante entre os inimigos que querem matá-los. Vou fazer cair a destruição sobre eles, Minha destruição alimentada pela ira. Vou pôr cães assassinos nos seus calcanhares Até que não sobre nada deles. Em seguida, vou estabelecer meu trono em Elão, depois de ter afastado o rei e seus comparsas. Mas virá o tempo em que vou restaurar a sorte de Elão outra vez.” É o decreto do Eterno.