Categoria: Antigo Testamento

  • Lamentações, 3

    O ETERNO ME TRANCOU NUM QUARTO ESCURO
    1-3 Eu sou o homem que viu desgraça, desgraça resultante do açoite da ira do Eterno. Ele me tomou pela mão e me conduziu à escuridão mais profunda. Sim, ele me golpeou com as costas da mão, muitas e muitas vezes.

    4-6 Ele me transformou num espantalho de pele e osso e, então, quebrou meus ossos. Ele me cercou, me encurralou e derramou a desgraça e a provação. Ele me trancou num quarto escuro, como um cadáver pregado no fundo de um caixão.

    7-9 Ele me trancou para que eu nunca mais saia, algemou minhas mãos, acorrentou meus pés. Mesmo quando grito e suplico por ajuda, ele tranca minhas orações e joga fora a chave. Ele levanta barreiras de pedra e cimento. Estou completamente encurralado!

    10-12 Ele é um leão à espreita, um leão escondido pronto para lançar-se sobre a presa. Ele me derrubou no caminho e me rasgou em pedaços. Quando terminou, não havia sobrado nada de mim. Ele pegou seu arco e duas flechas e me usou como alvo.

    13-15 Ele me feriu no estômago com as flechas da sua aljava. Todos fizeram piada de mim, fizeram de mim objeto das suas risadas. Ele me enfiou comida estragada goela abaixo, embebedou-me com bebida intragável.

    16-18 Ele esmigalhou minha face. Ele me pisou no pó. Eu desisti da vida. Esqueci o que é uma vida boa. Eu disse a mim mesmo: “É isto! Estou acabado! Com o Eterno, a causa é perdida”.

    É BOM ESPERAR A AJUDA DO ETERNO
    19-21 Nunca vou esquecer a desgraça, o gosto das cinzas, o veneno que engoli. Lembro de tudo — ah, e como lembro! — o sentimento de chegar ao fundo do poço. Mas há outra coisa que lembro e, ao lembrar, continuo agarrado à esperança:

    22-24 O amor leal do Eterno não pode ter acabado, Seu amor misericordioso não pode ter secado. Eles são renovados a cada manhã. Como é grande tua fidelidade! Eu me apego ao Eterno (digo e repito). Ele é tudo que me restou.

    25-27 O Eterno se mostra bom para aquele que espera nele, para a mulher que busca com diligência. Boa coisa é esperar em silêncio, esperar a ajuda do Eterno. Boa coisa é, quando jovem, suportar com paciência as provações.

    28-30 Quando a vida está difícil de suportar, entregue-se à solidão. Recolha-se ao silêncio. Curve-se em oração. Não faça perguntas. Espere até que surja a esperança. Não fuja das provações: encare-as. O “pior” nunca é o pior.

    31-33 Por quê? Porque o Senhor nunca vira as costas de vez. Ele voltará atrás! Se ele age com severidade, age, também, com ternura. Seus depósitos de amor leal são imensos. Ele não tem prazer em tornar a vida difícil, em espalhar pedras pelo caminho,

    34-36 Em pisar com dureza os prisioneiros desafortunados, Em recusar justiça às vítimas na corte do Deus Altíssimo, Em adulterar evidências — O Senhor não aprova essas coisas.

    O ETERNO CHAMA À EXISTÊNCIA AS COISAS BOAS E AS COISAS MÁS
    37-39 Quem vocês acham que “fala e, assim, acontece”? O Senhor é quem dá as ordens. Não é O Deus Altíssimo que chama tudo à existência, as coisas boas e as coisas más? E por que alguém que recebeu a dádiva da vida reclamaria quando é castigado pelo pecado?

    40-42 Vamos analisar a forma como vivemos e reorganizar a vida conforme a direção do Eterno. Vamos levantar o coração e as mãos, orando a Deus, que está no céu: “Fomos rebeldes e teimosos, e tu não nos perdoaste.

    43-45 “Perdeste a paciência conosco e não economizaste no castigo. Tu nos perseguiste e nos destruíste sem misericórdia, Tu te escondeste em grossas camadas de nuvens para nossas orações não chegarem a ti. Trataste-nos como a água suja da louça e nos jogaste no quintal das nações.

    46-48 “Nossos inimigos gritam insultos, estão com a boca cheia de escárnio e injúrias. Já fomos ao além e voltamos. Não temos para onde nos voltar, para onde fugir. Rios de lágrimas jorram dos meus olhos diante do desastre do meu amado povo.

    49-51 “As lágrimas jorrarão dos meus olhos, é como poço profundo, que não se acaba. Até que tu, ó Eterno, olhes lá de cima, olhes e vejas minhas lágrimas. Quando vejo o que aconteceu com as moças da cidade, a dor me parte o coração.

    52-54 “Inimigos, sem razão alguma para serem inimigos, me caçaram como a um pássaro. Jogaram-me numa cova e me depenaram a pedradas. Então, vieram as chuvas e encheram a cova. A água passou da minha cabeça. Eu disse: ‘Agora está tudo acabado!’.

    55-57 “Chamei teu nome, ó Eterno, gritei do fundo da cova. Tu ouviste quando gritei: ‘Não feches os ouvidos! Tira-me daqui! Salva-me!’. Então, chegaste perto de mim quando gritei e disseste: ‘Tudo vai acabar bem’.

    58-60 “Tomaste partido a meu favor, ó Eterno, e me trouxeste de volta com vida! Viste o mal que se amontoou sobre mim. Dá-me a oportunidade de me defender no tribunal! Sim, tu sabes das tramas mal-intencionadas, das maquinações deles para me matar.

    61-63 “Tu ouviste, ó Eterno, as conversas depravadas, as intrigas deles pelas minhas costas, para me arruinar. Eles nunca param, esses meus inimigos, de sonhar com maldades, fazem nascer a malícia, dia após dia. Quando se sentam ou se levantam — é só olhar para eles —, zombam de mim com versos vulgares e malfeitos.

    64-66 “Faz que paguem por tudo que fizeram, ó Eterno! Dá a eles a justa recompensa. Quebra o coração miserável deles. Lança maldição sobre os olhos deles. Desperta tua ira e vai atrás deles. Acaba com eles debaixo do teu céu”.

  • Lamentações, 2

    O ETERNO ABANDONOU SEU SANTO TEMPLO
    1 Ah! O Senhor cortou a Filha Sião dos céus, arremessou a gloriosa cidade de Israel para a terra e, na sua ira, tratou seus favoritos como lixo.

    2 O Senhor, sem pensar duas vezes, engoliu Israel de uma só vez. Furioso, esmagou as defesas de Judá, fez picadinho do seu rei e dos seus príncipes.

    3 Com as chamas da sua ira, queimou Israel até o fim, quebrou o braço de Israel e deu as costas quando o inimigo se aproximou, quando veio sobre Jacó como um fogo descontrolado de todas as direções.

    4 Como um inimigo, apontou o arco, desembainhou a espada e matou nossos moços, nosso orgulho e nossa alegria. Sua ira, como fogo, reduziu a cinzas as casas em Sião.

    5 O Senhor se tornou o inimigo. Ele fez de Israel seu jantar. Mastigou e devorou todas as defesas. Ele deixou a Filha de Judá em prantos.

    6 Ele destruiu seu antigo lugar de encontros, entulhou o lugar das reuniões. O Eterno apagou as memórias que Sião tinha dos dias de festa e dos sábados, expulsou furiosamente de sua presença o rei e o sacerdote.

    7 O Eterno abandonou seu altar, deu as costas para seu santo templo e entregou as fortalezas ao inimigo. Quando eles vibraram dentro do templo, parecia que era dia de festa!

    8 O Eterno fez planos de derrubar os muros da Filha Sião. Ele reuniu sua equipe e se pôs a trabalhar na execução dos planos. Demolição total! Até as pedras choraram!

    9 As portas da cidade, com barras de ferro e tudo, desapareceram no entulho: seus reis e príncipes foram para o exílio — não sobrou ninguém para instruir ou liderar; seus profetas são inúteis — não viram nem ouviram nada do Eterno.

    10 Em silêncio, os anciãos da Filha Sião sentam-se no chão. Cobrem a cabeça de pó, vestem-se, em penitência, de pano de saco — as jovens virgens de Jerusalém estão com o rosto coberto de sujeira.

    11 Meus olhos estão cegos pelas lágrimas, estou com o coração na mão. Meu interior está derretido por causa do destino do meu povo. Bebês e crianças estão desmaiando por todo lugar,

    12 chamando pela mãe: “Estou com fome! Estou com sede!”. E, então, desmaiam como soldados moribundos nas ruas, expirando no colo da mãe.

    13 Como poderei entender sua terrível condição, amada Jerusalém? O que posso dizer para dar a você conforto, amada Sião? Quem pode restaurar você? Esse rompimento está além da compreensão.

    14 Seus profetas a cortejaram com conversa fiada. Eles não a confrontaram com seus pecados para você se arrepender. Seus sermões eram apenas palavras de bajulação, pura ilusão.

    15 Atônitos, os que passam não conseguem crer no que veem. Esfregam os olhos, balançam a cabeça diante de Jerusalém: “É esta a cidade chamada “Linda Terra” e “Melhor Lugar para Se Viver?”

    16 Mas agora seus inimigos estão boquiabertos, espantados. Eles batem palmas e pulam de alegria: “Nós os pegamos! Há muito tempo que esperamos por isso! Agora aconteceu!”

    17 O Eterno executou, ponto por ponto, exatamente tudo que planejou. Ele sempre disse que faria isto, e agora o fez: derrubou o lugar. Ele deixou seus inimigos pisarem nela, declarou-os vencedores!

    18 Grite de todo o coração ao Senhor, amada e arrependida Sião. Deixe que as lágrimas corram como um rio, dia e noite, e continuem assim — sem parar. Deixe escorrerem as lágrimas.

    19 Assim que cada vigília da noite começar, levante-se e vá orar. Derrame o coração na presença do Senhor. Levante as mãos bem alto. Suplique pela vida dos seus filhos que estão morrendo de fome nas ruas.

    20 “Olha para nós, ó Eterno. Pensa outra vez. Já trataste alguém dessa forma? Deveriam as mulheres comer os próprios bebês, os filhos que criaram? Deveriam os sacerdotes e profetas ser assassinados no santuário do Senhor?

    21 “Meninos e velhos estão jogados nas sarjetas, meus moços e moças mortos na flor da idade. Irado, tu os mataste a sangue-frio, foram degolados sem misericórdia.

    22 “Tu convidaste homens prontos para matar como amigos para a festa, para que ninguém escapasse no grande dia da ira do Eterno. Os filhos que amei e criei se foram.”

  • Lamentações, 1

    INDIGNO E SEM VALOR
    1 Oh! Como está vazia a cidade que antes fervilhava de gente. Parece uma viúva a que antes era a poderosa das nações; antes, rainha da festa, agora uma simples escrava!

    2 Ela chora tentando ninar a si mesma, e as lágrimas encharcam o travesseiro. Nenhum dos seus amantes apareceu para lhe oferecer o ombro e segurar sua mão. Todos os seus amigos a abandonaram. Só tem inimigos!

    3 Depois de anos de dor e trabalho pesado, Judá foi para o exílio. Acampa-se no meio dos estrangeiros, nunca se sente em casa. Caçada por todos, está presa entre uma rocha e um penhasco.

    4 As estradas de Sião choram, sem peregrinos a caminho das festas. Todas as portas da cidade estão desertas, e seus sacerdotes, desesperados. Suas virgens estão tristes. Como é amargo seu destino!

    5 Seus inimigos se tornaram seus senhores. Seus adversários estão felizes da vida porque o Eterno humilhou Judá, castigando suas repetidas rebeliões. Seus filhos, prisioneiros dos inimigos, arrastam-se para o exílio.

    6 Toda a beleza se esvaiu da face da Filha Sião. Seus príncipes parecem corços famintos, exaustos de fugir dos caçadores.

    7 Jerusalém lembra o dia em que perdeu tudo, quando seu povo caiu nas mãos dos inimigos, sem que ninguém ajudasse. Os inimigos apenas olhavam e riam do seu silêncio impotente.

    8 Jerusalém, que pecou mais que o mundo inteiro, está impura. Seus antigos admiradores agora enxergam a verdade e a desprezam. Nessa condição de miséria, ela geme e vira o rosto.

    9 Ela levou a vida na brincadeira, sem pensar no amanhã, e agora sucumbiu terrivelmente, e ninguém segura sua mão: “Olha para a minha dor, ó Eterno! E como o inimigo zomba, na sua crueldade!”

    10 O inimigo está ocupado em tomar tudo que ela tem de valor. Ela observa enquanto os pagãos invadem o santuário, exatamente aqueles a quem deste ordens: Proibida a entrada. Assembleia restrita.

    11 Ela gemeu, desesperada por comida, desesperada para sobreviver. Trocou suas coisas prediletas por um bocado de comida: “Ó Eterno, olha para mim! Indigno, sem valor!

    12 “E vocês que passam, olhem para mim! Alguma vez já viram algo assim? Já viram dor como a minha? Viram o que ele me fez, o que o Eterno me fez na sua ira?

    13 “Ele me feriu com raios, me amarrou da cabeça aos pés, e montou armadilhas à minha volta, e eu não pude me mexer. Ele me tirou tudo — me deixou doente e cansada de viver.

    14 “Ele teceu meus pecados num manto e me arreou com o jugo do cativeiro. Sou ferida por cruéis capatazes.

    15 “O Senhor amontoou meus melhores soldados e chamou matadores para quebrar aqueles jovens pescoços. O Senhor esmagou e pisoteou a bela virgem Judá.

    16 “Por tudo isso, eu choro rios de lágrimas, e não há uma alma à minha volta que se preocupe comigo. Meus filhos estão destruídos, meu inimigo se apossou de tudo”.

    17 Sião gritou por ajuda, mas ninguém ajudou. O Eterno ordenou aos inimigos de Jacó que a cercassem, e agora ninguém quer saber de Jerusalém.

    18 “O Eterno tem a justiça do seu lado. Fui eu que pratiquei o mal. Ouçam todos! Vejam pelo que estou passando! Minhas belas moças, meus elegantes moços, todos levados para o exílio!

    19 “Pedi socorro aos meus amigos, e eles me traíram. Meus sacerdotes e meus líderes só se preocuparam consigo mesmos, tentando salvar a própria pele, mas nem isso conseguem.

    20 “Ó Eterno, vê a confusão dentro de mim! Estou muito angustiada; meu coração está em pedaços depois de tanta rebelião. Há massacres nas ruas, fome nas casas.

    21 “Ah, ouve meu pedido de socorro! Ninguém ouve, ninguém se importa. Quando meus inimigos souberam das provações que me impuseste, eles vibraram! Que chegue o dia do julgamento deles! Faz cair sobre eles o que eu recebi!

    22 “Observa os maus caminhos deles e dê a eles a devida retribuição! Dá a eles o mesmo que me deste pelos meus pecados. Gemendo de dor, no corpo e na alma, recebi tudo que podia suportar!”

  • Ezequiel, 48

    O SANTUÁRIO DO ETERNO NO CENTRO
    1 “Estas são as tribos: “Dã: uma porção, ao longo da fronteira norte, seguindo a estrada desde Hetlom até a entrada de Hamate e, depois, até Hazar-Enã, até a divisa do território de Damasco ao norte, ao largo de Hamate: a fronteira norte se estende de leste a oeste.

    2 “Aser: uma porção, fazendo divisa com Dã de leste a oeste.

    3 “Naftali: uma porção, fazendo divisa com Aser de leste a oeste.

    4 “Manassés: uma porção, fazendo divisa com Naftali de leste a oeste.

    5 “Efraim: uma porção, fazendo divisa com Manassés de leste a oeste.

    6 “Rúben: uma porção, fazendo divisa e Efraim de leste a oeste.

    7 “Judá: uma porção, fazendo divisa com Rúben de leste a oeste.

    8-9 “Fazendo divisa com Judá, de leste a oeste, está o espaço que você vai separar como solo sagrado: terá doze quilômetros e meio de largura, e seu comprimento, de leste a oeste, será equivalente a uma das porções tribais, com o santuário no centro. A área sagrada separada para o Eterno terá doze quilômetros e meio de comprimento por cinco quilômetros de largura.

    10-12 “É assim que a terra será distribuída. Os sacerdotes receberão a área que medirá doze quilômetros e meio nos lados norte e sul, com largura de cinco quilômetros nos lados oriental e ocidental. O santuário do Eterno estará no centro. Essa porção é para os sacerdotes consagrados, os zadoquitas, que permaneceram leais a mim no seu serviço e não se desviaram, como fizeram os levitas quando Israel saiu do caminho certo. Essa é sua dádiva especial da terra, o solo mais sagrado, fazendo divisa com a porção dos levitas.

    13-14 “Os levitas recebem uma porção igual em tamanho à dos sacerdotes, de doze quilômetros e meio de comprimento por cinco quilômetros de largura. Eles não têm permissão de vender ou trocar parte alguma da sua porção. É parte escolhida da terra, além de ser consagrada para o Eterno.

    15-19 “O que ainda restar da área sagrada — dois quilômetros e meio de comprimento por doze quilômetros de comprimento — será para uso comum: para a cidade e seus prédios e as pastagens, mas a cidade será o centro. Os lados norte, sul, leste e oeste da cidade têm dois mil duzentos e cinquenta metros. A cidade terá uma área de pastagem de cento e vinte e cinco metros, fazendo divisa com a cidade em todos os lados. O restante dessa porção será de cinco quilômetros nos lados leste e oeste e será reservado para a lavoura. Suprirá a comida para a cidade. Trabalhadores de todas as tribos de Israel servirão como mão de obra para lavrar a terra.

    20 “Essa área sagrada, separada para fins santos, será um quadrado, com doze quilômetros e meio de cada lado, uma porção santa que inclui a parte separada para a cidade.

    21-22 “O restante da terra, a parte que se estende a leste para o Jordão e a oeste até o Mediterrâneo, ao lado da reserva santa, pertencerá ao príncipe. Sua terra está entre as porções tribais ao norte e ao sul e se estende tanto a leste quanto a oeste do quadrado sagrado, com o templo no centro. A terra separada para os levitas de um lado e a cidade do outro, está no meio do território designado para o príncipe. O quadrado sagrado faz divisa, a leste e a oeste, pela terra do príncipe e, ao norte e ao sul, pelos territórios de Judá e Benjamim, respectivamente.

    23 “Agora o restante das tribos: “Benjamim: uma porção, que se estende desde a fronteira leste a até a fronteira oeste.

    24 “Simeão: uma porção, fazendo divisa com Benjamim de leste a oeste.

    25 “Issacar: uma porção, fazendo divisa com Simeão de leste a oeste.

    26 “Zebulom: uma porção, fazendo divisa com Issacar de leste a oeste.

    27 “Gade: uma porção, fazendo divisa com Zebulom de leste a oeste.

    28 “A fronteira sul de Gade correrá desde o sul de Tamar até as águas de Meribá-Cades, ao longo do ribeiro do Egito e, depois, até o grande mar Mediterrâneo.

    29 “Essa é a terra que vocês devem dividir entre as tribos de Israel como sua herança. Essas são as porções, é o decreto do Eterno, o Senhor.”

    30-31 “Estas são as portas da cidade. No lado norte, com dois mil duzentos e cinquenta metros de comprimento (as portas da cidade são denominadas segundo as tribos de lsrael), as três portas são: Porta de Rúben, Porta de Judá, Porta de Levi.

    32 “No lado leste, medindo dois mil duzentos e cinquenta metros de comprimento: a Porta de José, a Porta de Benjamim, a Porta de Dã.

    33 “No lado sul, medindo dois mil duzentos e cinquenta metros de comprimento: a Porta de Simeão, a Porta de Issacar, a Porta de Zebulom.

    34 “No lado oeste, medindo dois mil duzentos e cinquenta metros de comprimento: a Porta de Gade, a Porta de Aser, a Porta de Naftali.

    35 “Os quatro lados da cidade medem, no total, nove quilômetros. “A partir de agora, o nome da cidade será Javé-Shamá: ‘O Eterno está ali.

  • Ezequiel, 47

    ÁRVORES EM AMBOS OS LADOS DO RIO
    1-2 EIe me levou mais uma vez até a entrada do templo, e vi água jorrando por baixo do pórtico do templo, para o leste (o templo estava voltado para o leste). A água jorrava do lado sul do templo, ao sul do altar. Ele me conduziu para fora pela porta norte e me levou, pelo lado de fora, para o complexo da porta leste. A água estava jorrando da parte debaixo da frente sul do templo.

    3-5 Ele caminhou para o leste com uma linha de medir e mediu quinhentos metros, levando-me pela água que dava no tornozelo. Mediu mais quinhentos metros, levando-me pela água que dava no joelho. Mediu mais quinhentos metros, levando-me pela água que dava na cintura. Ele mediu mais quinhentos metros. A essa altura, já era um rio que eu não conseguia atravessar a pé, só era possível cruzá-lo a nado, um rio que ninguém conseguiria passar andando.

    6-7 Ele disse: “Filho do homem, você olhou bem?” Em seguida, ele me levou de volta para a margem do rio. Enquanto eu estava sentado ali, percebi muitas árvores nos dois lados do rio.

    8-10 Ele me disse: “Essa água corre para o leste, desce até a Arabá e, depois, vai para o mar, o mar de águas paradas. Quando deságua no mar, a água dele é saneada. Por onde o rio passa, floresce a vida — grandes cardumes de peixes — porque o rio transforma o mar salgado em água fresca. Por onde o rio passa, a vida é abundante. Os pescadores ficarão ombro a ombro ao longo da margem desde En-Gedi até En-Eglaim, lançando suas redes. O mar vai fervilhar com peixes de toda espécie, como no mar Mediterrâneo.

    11 “Os charcos e pântanos não serão saneados. Permanecerão salgados.

    12 “Mas o próprio rio, em ambas as margens, produzirá frutos de todas as espécies. As folhas não murcharão, e os frutos não falharão. Todos os meses, produzirão frutos frescos, porque o rio do santuário flui para elas. Seus frutos servirão de comida; e suas folhas, de remédio”.

    DIVIDAM ESTA TERRA
    13-14 Uma Mensagem do Eterno, o Senhor: “Estas são as fronteiras pelas quais vocês devem dividir a herança da terra para as doze tribos de Israel, e José receberá duas porções. A terra deve ser dividida igualmente. Prometi com juramento solene que a daria aos seus antepassados, jurei que esta terra seria sua herança.

    15-17 “Estas são as fronteiras da terra: “Do lado norte, a fronteira vai desde o grande mar Mediterrâneo ao longo da estrada de Hetlom até o ponto em que se vira para Hamate, Zedade, Berota e Sibraim, que fica entre o território de Damasco e o território de Hamate e, daí, para Hazer-Haticom, na fronteira de Haurã. A fronteira vai desde o mar até Hazar-Enã, com os territórios de Damasco e Hamate ao norte. Essa é a fronteira norte.

    18 “A fronteira leste fica entre Damasco e Haurã, descendo ao longo do Jordão entre Gileade e da terra de Israel até o mar do Leste, prosseguindo até Tamar. Essa é a fronteira leste.

    19 “A fronteira sul vai para o oeste, desde Tamar até as águas de Meribá-Cades, ao longo do ribeiro do Egito. Essa é a fronteira sul.

    20 “A fronteira oeste é formada pelo grande mar Mediterrâneo, ao norte de onde a estrada vira para o leste, para a entrada de Hamate. Essa é a fronteira oeste.

    21-23 “Dividam a terra entre as doze tribos de Israel. Dividam-na como sua herança e incluam nela os estrangeiros residentes que vivem entre vocês e agora têm filhos. Tratem-nos como se fossem nascidos aqui, como um de vocês. Eles também receberão herança entre as tribos de Israel. Seja qual for a tribo em que o estrangeiro residente viver, ali, receberá sua herança, é o decreto do Eterno, o Senhor”.

  • Ezequiel, 46

    1-3 “‘Mensagem do Eterno, o Senhor: A porta do pátio interno no lado leste deve ficar fechada durante os seis dias de trabalho, mas será aberta no sábado. Também deve ficar aberta na lua nova. O príncipe deve entrar pelo pórtico do complexo da porta e se posicionar junto aos batentes enquanto os príncipes apresentam suas ofertas queimadas e ofertas de paz, e ele adora ali, no pórtico. Depois, ele deve sair, mas a porta não deve ser fechada até a noite. Nos sábados e nas luas novas, o povo deve adorar diante do Eterno no pórtico externo do complexo.

    4-5 “‘O príncipe trará ao Eterno as ofertas queimadas para o sábado — seis cordeiros e um carneiro, todos sem defeito. A oferta de cereal que acompanha o carneiro deverá ser de uma arroba, e a oferta de cereal que acompanha os cordeiros poderá ser de quanto ele quiser, mais um galão de azeite para cada arroba de cereal.

    6-7 “‘Na lua nova, ele deve trazer um novilho, seis cordeiros e um carneiro, todos sem defeito. Com o carneiro, ele trará uma arroba de cereal como oferta e o mesmo com o novilho e com os cordeiros, quanto ele quiser dar, mais um galão de azeite para cada arroba de cereal.

    8 “‘Quando o príncipe entrar, ele entrará pelo pórtico do complexo e, por ali, sairá.

    9-10 “‘Mas, quando o povo da terra vier para adorar o Eterno nas festas fixas, os que entrarem pela porta norte sairão pela porta sul, e os que entrarem pela porta sul sairão pela porta norte. Ninguém deve sair pela mesma porta que entrou, mas pela porta do lado oposto. O príncipe deve estar ali, no meio do povo, entrando e saindo com eles.

    11 “‘Nas festas em geral e nas festas fixas, a oferta de cereal apropriada é de uma arroba com um novilho e com os cordeiros, quanto ele quiser dar, mais um galão de azeite para cada arroba.

    12 “‘Quando o príncipe trouxer uma oferta voluntária ao Eterno, seja oferta queimada, seja uma oferta de paz, a porta oriental deve ser aberta para ele. Nesse caso, deve apresentar sua oferta de paz ou sua oferta queimada da mesma forma que nos sábados. Então, ele sairá e, depois que sair, a porta será fechada.

    13-15 “‘Todas as manhãs, vocês devem apresentar um cordeiro de um ano sem defeito como oferta queimada ao Eterno. Também, todas as manhãs, tragam uma oferta de cereal de um sexto de arroba e um terço de um galão de azeite para umedecer a farinha. Apresentar essa oferta de cereal ao Eterno é procedimento padrão. O cordeiro, a oferta de cereal e o azeite para a oferta queimada são um ritual regular diário.

    16-18 “‘Mensagem do Eterno, o Senhor: Se o príncipe prometer um presente da sua herança a um dos seus filhos, isso ficará na família. Mas, se ele prometer um presente da sua herança a um servo, o servo ficará com ele só até o ano do Jubileu. Depois disso, ele voltará para o príncipe. Sua herança pertence apenas a seus filhos. Deve ficar na família. O príncipe não pode tomar a herança de ninguém do povo, desapropriando, assim, a terra. Ele só pode dar aos filhos o que for de sua propriedade. Ninguém do meu povo deve ser desapropriado da sua terra.”

    19-20 Em seguida, o homem levou-me pela porta norte até os quartos sagrados designados para os sacerdotes e me mostrou um quarto no lado oeste. Ele disse: “Esta é a cozinha na qual os sacerdotes vão cozinhar as ofertas de perdão e as ofertas de reparação e vão assar as ofertas de cereal para que, assim, não precisem fazê-lo no pátio externo e não ponham em risco as pessoas despreparadas para o Santo”.

    21-23 Na sequência, ele me levou para o pátio externo e a todos os seus quatro cantos. Em cada canto, observei mais um pátio. E, em cada um dos quatro cantos do pátio externo, havia pátios menores, com vinte metros de comprimento e quinze de largura. Na parte interna dos pátios, havia uma prateleira de pedra e, abaixo das prateleiras, fogões para cozinhar.

    24 Ele disse: “Estas são as cozinhas nas quais os que servem no templo vão cozinhar os sacrifícios do povo”.

  • Ezequiel, 45

    ESPAÇO SAGRADO PARA O ETERNO
    1-4 “Quando vocês distribuírem a herança da terra, precisam separar parte da terra como espaço sagrado para o Eterno: doze quilômetros e meio de comprimento e dez quilômetros de largura — tudo isso é solo sagrado. Nesse espaço, reserve uma área quadrada de duzentos e cinquenta metros de cada lado para o santuário, com uma área aberta de vinte e cinco metros de largura em volta dele. Demarque, nessa área sagrada, um espaço de doze quilômetros e meio de comprimento por cinco quilômetros de largura. O santuário com o Lugar Santíssimo estará localizado aí. É aí que viverão os sacerdotes, os que conduzem a adoração no santuário e servem a Deus ali. Suas casas estarão ali, junto ao santuário.

    5 “Ao norte da área sagrada, um espaço de doze quilômetros e meio de comprimento por cinco quilômetros de largura será separado como terra para as cidades dos levitas que administram a adoração no santuário.

    6“ Ao sul da área sagrada, meçam um espaço de dois quilômetros e meio de largura por doze quilômetros e meio de comprimento, que pertencerá a toda a família de Israel.

    7-8 “O príncipe receberá a terra adjacente aos dois lados do quadrado sagrado central, que se estende, a leste, até o Jordão e, a oeste, até o mar Mediterrâneo. Essa é a propriedade do príncipe em Israel. Meus príncipes já não ameaçarão meu povo nem o atropelarão por ganância. Eles respeitarão a terra conforme a distribuição feita entre as tribos.

    9-12 “Esta é a Mensagem do Eterno, o Senhor: ‘Eu os tolerei já por tempo suficiente, príncipes de Israel! Parem de ameaçar e de tirar vantagem do meu povo. Façam o que é bom e justo. Usem balanças honestas — pesos honestos e medidas honestas. A arroba e o pote devem ser iguais, o pote terá um décimo de um barril; o barril deve ser a medida padrão para os dois. O peso padrão deve ser de doze gramas. Vinte pesos, mais vinte e cinco pesos, mais quinze pesos equivalem a setecentos e vinte gramas.”

    TODOS PRECISAM CONTRIBUIR
    13-15 “‘Estas são as ofertas que vocês devem apresentar: um sexto de uma arroba de cada barril de trigo e um sexto de uma arroba de cada barril de cevada. A porção prescrita de azeite, medida pelo pote, é de um décimo de pote de cada tonel, que consiste de dez potes ou um barril, pois dez potes equivalem a um barril. Também se deve tomar uma ovelha de cada rebanho de duzentas ovelhas das pastagens bem irrigadas de Israel. Tudo isso será usado para as ofertas de cereal, ofertas queimadas e ofertas de paz para fazer sacrifícios de propiciação pelo povo, é o decreto do Eterno, o Senhor.

    16-17 “‘Todos na terra devem contribuir com essas ofertas especiais, que o príncipe de Israel vai administrar. É responsabilidade do príncipe fornecer as ofertas queimadas, as ofertas de cereal e as ofertas derramadas nas festas, nas luas novas, nos sábados e em todas as festas fixas entre do povo de Israel. As ofertas de perdão, as ofertas de cereal, as ofertas queimadas e as ofertas de paz para fazer propiciação pelo povo de Israel são sua responsabilidade.

    18-20 “‘Esta é a Mensagem do Eterno, o Senhor: No primeiro dia do primeiro mês, pegue um novilho sem defeito e purifique o santuário. O sacerdote deve pegar o sangue das ofertas de perdão e esfregar nos batentes do templo, nos quatro cantos da saliência superior do altar e na porta de entrada do pátio interno. Repita o ritual, no sétimo dia do mês, a favor de todo aquele que tiver pecado sem intenção ou por ignorância. Dessa forma, vocês estarão fazendo propiciação pelo templo.

    21 “‘No dia 14 do primeiro mês, vocês devem observar a Páscoa, uma festa de sete dias. Durante a festa, devem comer apenas pão sem fermento.

    22-23 “‘Na Páscoa, o príncipe faz a provisão de um novilho como oferta de perdão por si mesmo e por todo o povo. Para cada um dos sete dias da festa, ele deve trazer sete novilhos e sete carneiros sem defeito como oferta queimada para o Eterno e também um bode todos os dias.

    24 “‘Ele deverá trazer uma arroba de cereal para cada novilho e para cada carneiro e um galão de azeite para cada arroba.

    25 “‘No dia 15 do sétimo mês, e em cada um dos sete dias da festa, ele deverá trazer as mesmas provisões para as ofertas de perdão, as ofertas queimadas, as ofertas de cereal e o azeite.”

  • Ezequiel, 44

    REGRAS DO SANTUÁRIO
    1 Depois disso, o homem levou-me de volta ao complexo da porta externa do santuário, que era voltada para o leste. Mas estava fechada.

    2-3 O Eterno me disse: “Esta porta está fechada e assim ficará. Ninguém deve passar por ela, porque o Eterno, o Deus de lsrael, por ela entrou. Por isso, está sempre fechada. Só o príncipe, por ser o príncipe, pode sentar ali para comer na presença do Eterno. Ele entrará no complexo pelo pórtico e por ela sairá”.

    4 O homem conduziu-me pela porta norte para a parte da frente do templo. Olhei, e ali estava a resplandecente glória do Eterno, que enchia o templo! Prostrei-me com o rosto em terra, em atitude de adoração.

    5 O Eterno me disse: “Filho do homem, controle-se. Use os olhos e os ouvidos e preste muita atenção a tudo que eu disser sobre os regulamentos do templo do Eterno, a forma em que se aplicam todas as leis, as instruções concernentes a ele e todas as entradas e saídas do santuário.

    6-9 “Diga a esse bando de rebeldes, a família de Israel: ‘Mensagem do Eterno, o Senhor: Chega de obscenidades, Israel! Chega de arrastar esses estrangeiros irreverentes, impenitentes e incircuncisos de coração e de corpo para dentro do meu santuário, dando a eles permissão para comer as ofertas apresentadas em sacrifício, como se fosse um piquenique. Com todas as suas práticas repugnantes, vocês traíram minha confiança, quebraram a aliança solene que fiz com vocês. Vocês não cuidaram das minhas coisas sagradas. Contrataram estrangeiros para fazer o trabalho, estrangeiros que não se importam com este lugar, com meu santuário. Nenhum estrangeiro irreverente, impenitente e incircunciso de coração e de corpo, nem mesmo dos residentes em Israel, deve entrar no meu santuário.

    10-14 “Os levitas que me viraram as costas e me abandonaram, com todos os outros, isto é, todo o Israel; que fizeram pacto com todos os ídolos, que nem deuses são, pagarão por tudo que fizeram de errado. A partir de agora, farão somente trabalhos sem grande importância: guardar as portas, ajudar nos serviços do templo e matar os animais dos sacrifícios para o povo e servi-los. Eles atuaram como sacerdotes dos ídolos, que nem deuses são, e fizeram meu povo tropeçar e cair; por isso, jurei que ia castigá-los, é o decreto do Eterno, o Senhor. Eles pagarão pelo que fizeram. Estão demitidos do sacerdócio. Não poderão mais vir à minha presença nem tomarão conta das coisas sagradas. Não terão mais acesso ao meu santo lugar! Sofrerão as consequências do que fizeram; terão de levar a vergonha da sua vida desregrada e perversa. A partir de agora, realizarão as tarefas simples do templo.

    15-16 “Mas os sacerdotes levitas descendentes de Zadoque, que fielmente tomaram conta do meu santuário quando todos viraram as costas e me abandonaram, virão à minha presença e me servirão. Eles farão o trabalho sacerdotal de oferecer os sacrifícios solenes da adoração, é o decreto do Eterno, o Senhor. Eles são os únicos que têm permissão para entrar no meu santuário. Eles são os únicos que podem se aproximar da minha mesa e me servir, acompanhando-me no meu trabalho.

    17-19 “Sempre que entrarem no complexo da porta do pátio interno, eles devem se vestir de linho. Não devem usar vestes de lã enquanto servirem no complexo da porta do pátio interno ou dentro do templo. Eles devem usar turbantes de linho na cabeça e calções de linho na cintura — não devem usar nada que os faça suar. Quando saírem para o pátio externo, no qual o povo estará reunido, terão de trocar as roupas com as quais estiveram servindo, deixando-as nos quartos sagrados. É ali que serão trocadas por roupas do dia a dia, a fim de não tornarem trivial o trabalho sagrado pela forma de se vestir.

    20 “Eles não devem rapar a cabeça nem deixar o cabelo comprido, sem cuidado, mas precisam mantê-lo aparado e bem cuidado.

    21 “Nenhum sacerdote poderá beber vinho se tiver de entrar no pátio interno.

    22 “Os sacerdotes não devem se casar com viúvas ou divorciadas, mas apenas com virgens israelitas ou viúvas de sacerdotes.

    23 “Sua responsabilidade é ensinar ao meu povo a diferença entre o santo e o comum, mostrar a eles como discernir entre o impuro e o puro.

    24 “Quando houver disputas, os sacerdotes serão os juízes. Eles decidirão com base nos meus juízos, leis e estatutos. Eles têm a responsabilidade de fazer que as festas fixas sejam celebradas e meus sábados sejam santificados exatamente como ordenei.

    25-27 “Um sacerdote não deve se aproximar de nenhum cadáver, para não se contaminar. Mas, se a pessoa que morreu for seu pai ou sua mãe, filho ou filha, irmão ou irmã solteira, ele poderá se aproximar do morto. Mas, depois de se purificar, deve esperar sete dias. Então, quando voltar ao pátio interno do santuário, precisará fazer uma oferta de perdão por si mesmo antes de retomar suas atividades, é o decreto do Eterno, o Senhor.

    28-30 “Com respeito aos sacerdotes serem proprietários de terra, eu sou a herança deles. Não a receberão. Eu sou a “terra” deles, a herança que possuem. A comida deles virá das ofertas de cereal, das ofertas de perdão e das ofertas de reparação. Tudo que, em Israel, é oferecido ao Eterno em adoração pertence a eles. O melhor de tudo que se oferece em Israel, além de todas as ofertas especiais, será dos sacerdotes. Tudo que é oferecido em adoração ao Eterno em Israel deles será. Eles devem ser servidos em primeiro lugar. Sirvam-lhes com o melhor que vocês têm, e suas casas serão abençoadas.

    31 “Os sacerdotes não devem comer nenhuma ave ou animal que não forem apropriados para consumo humano, como animais mortos encontrados na estrada ou no campo”.

  • Ezequiel, 43

    O SIGNIFICADO DO TEMPLO
    1-3 O homem levou-me para a porta oriental. Ah! A resplandecente glória do Deus de Israel vinha do leste como o som de águas correntes, e a própria terra brilhava com aquela glória. Parecia muito com a ocasião em que ele tinha vindo para destruir a cidade, exatamente o que eu tinha visto no rio Quebar. E, mais uma vez, caí com o rosto em terra.

    4-5 A resplandecente glória do Eterno entrou no templo pela porta oriental. O Espírito me pôs de pé e me levou para o pátio interno. E a resplandecente glória do Eterno encheu o templo!

    6-9 Então, ouvi alguém falando para mim de dentro do templo enquanto o homem estava do meu lado. Ele disse: “Filho do homem, este é o lugar do meu trono, o lugar em que meus pés vão descansar. Vou morar neste lugar com os israelitas para sempre. Nunca mais o povo de Israel nem seus reis irão arrastar meu santo nome na lama com suas prostituições e seus ídolos, que nem deuses são, postos por seus reis nos santuários de beira de estrada. Quando eles construíram seu lugar de adoração exatamente do lado do meu, apenas uma parede fina separando os dois, eles arrastaram meu santo nome na lama com sua adoração obscena e perversa. É de admirar que eu ficasse irado e os destruísse? Então, que eles se livrem da sua prostituição e dos seus ídolos repugnantes trazidos pelos seus reis. Então, viverei com eles para sempre.

    10-11 “Filho do homem, descreva para o povo de Israel tudo que você viu no templo, para que fiquem envergonhados da sua maneira obstinada de viver. Faça que vejam o modelo do templo. Isso os deixará envergonhados. Mostre a eles a planta completa do edifício: suas entradas e saídas, as dimensões, as regulamentações e as leis. Faça um desenho, para que eles vejam a figura e entendam seu significado e vivam de acordo esse projeto e propósito.

    12 “Esta é a lei do templo: ao seu brilho do topo do monte, tudo à sua volta será terreno santo. Sim, esta é a lei, o significado do templo”.

    13 “Estas são as dimensões do altar, usando a medida longa (de meio metro). A calha na sua base tem meio metro de profundidade e meio metro de largura, com uma aba de um palmo na beirada.

    14-15 “O altar tem um metro de altura da base até a saliência inferior, e um de largura; da saliência menor até a saliência maior, tem dois metros de altura e um de largura. O fogão do altar tem dois metros de altura. Quatro cantos se projetam dele para cima.

    16-17 “O topo do altar, na altura do fogão, é quadrado, com seis metros de cada lado. A saliência superior também é quadrada, com sete metros de cada lado; tem uma aba de vinte e cinco centímetros e uma calha de meio metro ao redor dela toda. “Os degraus do altar sobem do Oriente”.

    18 Então, o homem me disse: “Filho do homem, o Eterno, o Senhor, diz: ‘Estes são os regulamentos que devem ser seguidos com relação ao altar durante os sacrifícios das ofertas queimadas e da aspersão do sangue sobre ele.

    19-21 “‘Como oferta de perdão, apresente um novilho aos sacerdotes levitas, que são da família de Zadoque e vêm à minha presença para me servir. Parte do sangue deve ser derramada nas pontas do altar que saem dos quatro cantos acima da saliência superior e em volta da aba. Isso serve para purificar o altar e torná-lo apropriado ao sacrifício. Em seguida, pegue o novilho para a oferta de perdão e queime-o no lugar designado para isso, no pátio fora do santuário.

    22-24 “‘No segundo dia, apresente um bode sem defeito como oferta de perdão. Purifique o altar da mesma forma que você o purificou para o novilho. Depois de tê-lo purificado, ofereça um novilho sem defeito e um carneiro, também sem defeito, tirados do rebanho. Apresente-os ao Eterno. Coloque sal sobre eles e ofereça-os ao Eterno como oferta queimada.

    25-26 “‘Durante sete dias, apresente um bode como oferta diária de perdão e, também, um novilho e um cordeiro tirados do rebanho, todos sem defeito. Durante sete dias, os sacerdotes devem preparar o altar para essas ofertas, purificando-o. É assim que vocês devem dedicá-lo.

    27 “‘Depois desses sete dias de dedicação, a partir do oitavo dia, os sacerdotes devem apresentar as ofertas queimadas e as ofertas de paz. E eu aceitarei vocês com satisfação, com alegria! É o decreto do Eterno, o Senhor.

  • Ezequiel, 42

    1-9 O homem levou-me para o lado norte ao pátio externo e me conduziu até os quartos que estão diante da área aberta e da casa que dá para o norte. O comprimento da casa no lado norte era de cinquenta metros, e sua largura, vinte e cinco metros. Na seção distante, a dez metros do pátio interno, e na seção oposta ao pavimento do pátio externo, havia uma galeria em frente a outra nos três andares. Diante dos quartos, do lado interno, havia uma passagem com cinco metros de largura por cinquenta metros de comprimento. Suas entradas ficavam no lado norte. Os quartos superiores eram mais estreitos, e as galerias, mais largas que as do primeiro e do segundo andares. Os quartos do terceiro andar não tinham colunas como as do pátio externo e eram menores que os quartos do primeiro e do segundo andares. Havia um muro externo paralelo aos quartos e ao pátio externo. Dava de frente para os quartos ao longo de vinte e cinco metros. A fileira de quartos que ficava de frente para o pátio externo tinha vinte e cinco metros de comprimento. A fileira mais próxima do santuário tinha cinquenta metros de comprimento. Os quartos do primeiro andar tinham sua entrada no lado leste, quando se vem do pátio externo.

    10-12 No lado sul, ao longo de todo o muro exterior do pátio e de frente para o pátio do templo, havia quartos com uma passagem em frente deles. Esses quartos eram iguais aos quartos do lado norte — mesmas saídas e dimensões —, com a mesma entrada do lado leste conduzindo à passagem. As portas dos quartos eram iguais às do lado norte. A planta era uma figura espelhada do lado norte.

    13-14 Então, ele me disse: “Os quartos do lado norte e do lado sul adjacentes à área aberta são quartos sagrados, em que os sacerdotes que servem diante do Eterno comem as ofertas sagradas. Ali são guardadas as ofertas sagradas de cereal, ofertas de perdão e ofertas de reparação. Esses são quartos reservados, são lugar sagrado. Depois de entrar no santuário, os sacerdotes não podem mais voltar ao pátio externo e se misturar com o povo se não trocarem as vestimentas sagradas que usam para ministrar por roupas comuns”.

    15-16 Depois que terminou de medir o que estava no interior da área do templo, ele me conduziu para fora através da porta oriental e o mediu do lado de fora. Usando a vara de medir, mediu o lado leste: duzentos e cinquenta metros.

    17 Ele mediu o lado norte: duzentos e cinquenta metros.

    18 Ele mediu o lado sul: duzentos e cinquenta metros.

    19 Por último, foi para o lado oeste e o mediu: duzentos e cinquenta metros.

    20 Ele mediu o muro dos quatro lados. Cada lado media duzentos e cinquenta metros. Os muros separavam o sagrado do comum.