Categoria: Atos

ATOS DOS APÓSTOLOS
Introdução
Atos dos Apóstolos é o livro que continua a história de Jesus e do evangelho, história esta que começa no Evangelho de Lucas. O autor conta como a mensagem de Cristo foi anunciada “em Jerusalém” e “em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (1.8). Começando na terra dos judeus, o evangelho chega até Roma, a capital do Império Romano, tornando-se uma religião para o mundo inteiro, pois Jesus Cristo é o Salvador e Senhor de todos.
Neste livro, destacam-se duas pessoas: os apóstolos Pedro e Paulo. Pedro dirige o trabalho cristão em Jerusalém e em Samaria (1.12—8.25) e também em Lida, Jope e Cesareia (9.32—11.18). Do capítulo 13 em diante o livro fala especialmente de Paulo e das suas muitas viagens pelo Império Romano. Outros líderes são Estêvão, o primeiro mártir cristão; Filipe, que anunciou o evangelho ao oficial etíope; Barnabé, Timóteo e Silas, companheiros de Paulo; e Lídia, da cidade de Filipos.
Mas o papel principal é do Espírito Santo, pois é ele quem guia e fortalece os seguidores de Jesus nos trabalhos das igrejas e no serviço de anunciar o evangelho pelo mundo inteiro.

  • Atos, 18

    CORINTO

    14De Atenas, Paulo foi para Corinto. Ali conheceu Áquila, judeu nascido no Ponto, e sua esposa, Priscila. Eles tinham chegado havia pouco tempo da Itália, porque o imperador Cláudio havia expulsado os judeus de Roma. Paulo ficou com eles, e trabalharam juntos na fabricação de tendas. Todos os sábados ele estava na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos a respeito de Jesus.

    5-6Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo teve condições de dedicar tempo integral à pregação e ao ensino, com o objetivo de persuadir os judeus de que Jesus era de fato o Messias de Deus. Mas não obteve muito êxito. Eles entravam em discórdia e o contradiziam o tempo todo. Muito aborrecido, Paulo por fim se cansou deles e desistiu: “Façam como quiserem. Vocês fizeram a cama, então deitem nela. De agora em diante, vou dedicar meu tempo às outras nações”.

    7-8Depois disso, ele foi morar na casa de Tício Justo, homem consagrado a Deus, vizinho da sinagoga. Mas os esforços de Paulo cornos judeus não foram de todo em vão, porque Crispo, chefe da sinagoga, passou a crer no Senhor. Toda a sua família creu com ele.

    8-11Ao ouvir Paulo, muitos coríntios creram e foram batizados. Certa noite, o Senhor falou a Paulo num sonho: “Fique firme, não permita que ninguém o intimide ou silencie. Não importa o que aconteça, estou com você, e ninguém poderá feri-lo. Você não imagina quantas pessoas tenho nesta cidade”. Era tudo de que ele precisava ouvir. Morou ali um ano e meio, ensinando a Palavra de Deus com fidelidade aos coríntios.

    12-13Mas, quando Gálio se tornou governador da província da Acaia, os judeus instigaram uma campanha contra Paulo, levaram-no ao tribunal e o acusaram: “Este homem está levando o povo a realizar cultos ilegais”.

    14-16Paulo estava prestes a se defender, quando Gálio o interrompeu e disse aos judeus: “Se isso fosse um caso de conduta criminosa, eu os ouviria de bom grado. Mas isso está me parecendo mais uma rixa entre judeus, uma disputa interminável sobre questões religiosas. Cuidem disso vocês mesmos. Não perderei tempo com um assunto desses”. Em seguida, mandou que desocupassem a sala de audiências.

    17A multidão na rua agrediu Sóstenes, o novo chefe da sinagoga, diante do tribunal. Gálio não moveu um dedo. Foi um descaso total.

    ÉFESO

    18Depois de ficar mais um pouco em. Corinto, chegou a hora de Paulo se despedir dos amigos e navegar para a Síria. Priscila e Áquila estavam com ele. Antes de embarcar na cidade portuária de Cencreia, Paulo rapou a cabeça como parte de um voto que tinha feito.

    19-21Eles aportaram em Éfeso. Priscila e Áquila desembarcaram e ficaram ali. Paulo deixou o navio apenas para pregar aos judeus na sinagoga. Eles queriam que ele ficasse mais tempo, mas Paulo disse que não podia. No entanto, depois de se despedir, prometeu: “Eu voltarei, se Deus quiser”.

    21-22De Éfeso, ele navegou para Cesaréia. Saudou a igreja ali e foi para Antioquia, completando a jornada.

    23Depois de passar um tempo considerável com os cristãos de Antioquia, Paulo partiu outra vez, agora para a Galácia e a Frigia, refazendo a antiga rota, cidade após cidade, sempre encorajando os discípulos.

    24-26Foi, então, que um homem chamado Apolo apareceu em Éfeso. Ele era judeu, nascido em Alexandria, no Egito, orador muito capaz, eloquente e excelente pregador. Conhecia bem o caminho do Senhor e era cheio de entusiasmo. Seu ensino a respeito de Jesus era preciso até certo ponto, pois ele só conhecia o batismo de João. Priscila e Áquila o ouviram quando ele pregou com poder na sinagoga. Depois o chamaram à parte e o deixaram a par do restante da história.

    27-28Apolo decidiu seguir caminho até a província da Acaia. Os amigos de Éfeso deram sua bênção e escreveram uma carta de recomendação, na qual pediam que ele fosse recebido de braços abertos. A boa recepção foi recompensada: Apolo revelou ser um grande auxílio para os convertidos pela imensa graça de Deus. Ele era muito bom no debate público com os judeus, pois apresentava provas convincentes, pelas Escrituras, de que Jesus era de fato o Messias de Deus.


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  • Atos, 17

    A PORTA SE ABRE PARA OS DE FORA

    1-2Pouco depois alguns judeus chegaram da Judeia, insistindo em que todos deveriam ser circuncidados. Diziam aos não judeus: “Se vocês não se circuncidarem conforme a Lei Mosaica, não poderão ser salvos”. Paulo e Barnabé protestaram. A igreja decidiu resolver a questão, enviando Paulo, Barnabé e outros discípulos para apresentar o problema aos apóstolos e líderes em Jerusalém.

    3No caminho, enquanto viajavam pela Fenícia e Samaria, eles anunciavam a todos como a Mensagem se abrira a todos os povos. Os que ouviam a novidade se alegravam — notícia maravilhosa!

    4-5Chegando a Jerusalém, Paulo e Barnabé foram muito bem recebidos pela igreja e pelos apóstolos e líderes. Eles apresentaram um relato da viagem e de como. Deus os usara para abrir as portas aos demais povos. Mas alguns fariseus puseram-se de pé para falar. Eles tinham se convertido, mas ainda mantinham a linha dura dos fariseus. Disseram: “Vocês têm de circuncidar os pagãos convertidos. É preciso fazê-los guardar a Lei de Moisés”.

    6-9Os apóstolos e líderes convocaram uma reunião especial para estudar o assunto. Enquanto os argumentos eram trocados, os ânimos esquentavam. Então, Pedro tomou a palavra: “Amigos, vocês bem sabem que há muito Deus deixou claro que era sua vontade que os pagãos ouvissem a Mensagem das boas-novas e a abraçassem, e isso aconteceu não de segunda mão ou de ouvir falar por aí, mas diretamente por meu intermédio. Deus, que não pode ser enganado por nenhum fingimento, mas sempre conhece o pensamento humano, concedeu a eles o Espírito Santo, exatamente como o deu a nós. Ele tratou os de fora exatamente como nos tratou, começando com o que eles eram e trabalhando desse ponto em diante. Depois que creram nele, tiveram a vida purificada.

    10-11“Então, por que vocês agora provocam Deus, oprimindo os novos convertidos com regras que oprimiram nossos antepassados e a nós também? Acreditamos que somos salvos pelo que o Senhor Jesus, por sua pura graça, maravilhosamente fez por nós e também pelos que não são da nossa nação. Por que estamos discutindo, então?”

    12-13Houve um silêncio geral. Ninguém dizia uma palavra. Nesse ambiente, Barnabé e Paulo relataram os milagres e as maravilhas que Deus havia feito nas outras nações pelo ministério deles. O silêncio agora era total. Não se ouvia um pio.

    13-18Foi aí que Tiago quebrou o silêncio: “Amigos, ouçam! Simão nos lembrou que Deus desde o princípio deixou claro que os não judeus seriam incluídos no seu plano. Isso está em perfeita harmonia com as palavras dos profetas: Depois disso, eu voltarei; reconstruirei a casa arruinada de Davi. Vou refazer tudo; Eu a farei como nova outra vez. Então, os outros povos que procuram vão encontrar, eles terão um lugar para ir. Todos os povos pagãos estão incluídos na obra que farei. Deus prometeu isso, e agora está fazendo. Não é um pensamento novo: ele sempre quis que fosse assim.

    19-21Por isso, esta é minha decisão: não vamos impor um peso desnecessário sobre os não judeus que se convertem ao Senhor. Vamos escrever uma carta com estes dizeres: ‘Não se envolvam com nenhum tipo de idolatria, guardem a pureza moral no sexo e no casamento, não sirvam comida ofensiva aos judeus cristãos, como é o caso do sangue e da carne ritualmente impura. Essa é a essência da Lei de Moisés, pregada e honrada há séculos todos os sábados, em todas as cidades que habitamos”.

    22-23Todos concordaram: apóstolos, líderes, todos os presentes. Eles escolheram Judas (também chamado Barsabás) e Silas, ambos muito respeitados na igreja, e os enviaram na companhia de Paulo e Barnabé com esta carta: Dos apóstolos e líderes, amigos de vocês, aos nossos amigos em Antioquia, Síria e Cilicia: Saudações!

    24-27Ouvimos falar que alguns homens das nossas igrejas procuraram vocês com ideias que os confundiram e entristeceram. Esclarecemos que eles não foram autorizados por nós. Nós não os enviamos. Concordamos agora, unanimemente, em escolher representantes e enviá-los a vocês com nossos bons amigos Barnabé e Paulo. Escolhemos homens confiáveis como Judas e Silas. Eles enfrentaram a morte várias vezes por causa do nosso Senhor Jesus Cristo. Nós os enviamos para confirmar, num encontro face a face com vocês, o que registramos por escrito.

    28-29Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós que vocês não fossem entristecidos por nenhum peso; acatem apenas estas exigências básicas: não se envolvam com nenhum tipo de idolatria, não sirvam comida ofensiva aos judeus cristãos, como é o caso do sangue e da carne ritualmente impura, e guardem a pureza moral no sexo e no casamento. Essas orientações são suficientes para que sejam mantidas relações agradáveis entre nós. Deus seja com vocês!

    BARNABÉ E PAULO SEGUEM CAMINHOS SEPARADOS

    30-33Assim, eles foram para Antioquia. Na chegada, reuniram a igreja e leram a carta. O povo ficou aliviado e satisfeito. Judas e Silas, bons pregadores, fortaleceram os novos irmãos com palavras de encorajamento e esperança. Na hora de ir para casa, os novos amigos se despediram deles com alegria e muitos abraços. Dessa maneira, voltaram para informar o resultado da missão aos que os tinham enviado.

    35Paulo e Barnabé permaneceram em Antioquia, ensinando e pregando a Palavra de Deus. Mas não estavam sozinhos. Já havia muitos mestres e pregadores na época em Antioquia.

    36Depois de alguns dias, Paulo disse a Barnabé: “Vamos voltar e visitar todos os nossos amigos em cada uma das cidades em que pregamos a Palavra de Deus. Vamos ver como eles estão”.

    3741Barnabé queria levar João, também chamado Marcos, mas Paulo não concordou. Não queria levar alguém que desistira com facilidade, que na primeira dificuldade os abandonou na Panfília. Os ânimos se exaltaram, e por fim eles seguiram caminhos separados. Barnabé navegou com Marcos para Chipre. Paulo escolheu Silas e, recomendados pelos amigos à graça do Senhor, rumou para a Síria e a Cilicia a fim de levar uma palavra de ânimo àquelas comunidades.


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  • Atos, 16

    O SONHO DE PAULO

    1-3Paulo foi primeiro a Derbe e depois a Listra. Ali encontrou um discípulo, Timóteo, filho de uma mãe judia muito consagrada e de pai grego. Todos os amigos em Listra e Icônio garantiram que ele era um rapaz excelente. Paulo quis levá-lo para admissão, mas primeiro o circuncidou, para não ofender os judeus que viviam naquela região. Todos sabiam que o pai dele era grego.

    4-5Enquanto viajavam de cidade em cidade, apresentavam as orientações que os apóstolos e líderes em Jerusalém haviam decidido. Essa medida se revelou bastante útil. Dia após dia, as igrejas se fortaleciam na fé e cresciam em número.

    6-8Eles foram para a Frigia e atravessaram a região da Galácia. O plano era seguir na direção oeste até a província da Ásia, mas o Espírito Santo impediu que prosseguissem. Eles foram para a Mísia e tentaram seguir para o norte, até a Bitínia, mas o Espírito de Jesus também não os deixou ir para lá. Depois de passar pela Mísia, desceram até o porto marítimo de Trôade.

    9-10Naquela noite, Paulo teve um sonho. Um macedônio estava de pé na praia e chamava do outro lado do mar: “Venha à Macedônia e ajude-nos!”. O sonho foi revelador para Paulo. Imediatamente ele começou a fazer os preparativos para a viagem à Macedônia. Tudo estava acertado. Agora sabíamos com certeza que Deus nos havia chamado para pregar aos europeus.

    11-12Embarcando em Trôade, fomos direto para Samotrácia. No dia seguinte, chegamos a Neápolis e fomos de lá até Filipos, a cidade principal daquela parte da Macedônia e, muito importante, uma colônia romana. Ficamos ali vários dias.

    13-14No sábado, deixamos a cidade e fomos ao rio, informados de que havia uma reunião de oração nesse lugar. Conversamos com as mulheres que se reuniam ali. Uma delas, chamada Lídia, de Tiatira, era negociante de tecidos caros e conhecida por ser mulher consagrada a Deus. Enquanto ouvia com atenção o que era dito, o Senhor lhe abriu o coração — e ela creu!

    15Depois que foi batizada, com todos os de sua casa, ela, num gesto de hospitalidade, nos convidou: “Se vocês confiam que sou uma de vocês e que creio no Senhor, venham para minha casa e sejam meus hóspedes”. Nós até hesitamos, mas ela não aceitaria um não como resposta.

    PRISÃO E SOFRIMENTO

    16-18Depois disso, num outro dia, a caminho do lugar de oração, uma escrava ficou andando atrás de nós. Ela tinha um espírito de adivinhação e havia ganhado muito dinheiro para seus donos. Ela começou a seguir Paulo por toda parte, chamando a atenção de todos para nós: “Estes homens servem o Deus Altíssimo. Eles estão abrindo o caminho da salvação para vocês”. Ela fez a mesma coisa durante vários dias, até que, não suportando mais, Paulo voltou-se e ordenou ao espírito: “Saia! Em nome de Jesus Cristo, saia dela!” E, na mesma hora, o espírito saiu.

    19-22Quando os donos dela perceberam que o negócio lucrativo tinha ido por água abaixo, foram atrás de Paulo e Silas e os levaram à praça do mercado. Os dois foram presos e levados ao tribunal com a seguinte acusação: “Estes homens estão perturbando a paz. São perigosos agitadores judeus que subvertem a ordem e a lei de Roma”. A multidão na mesma hora começou a pedir sangue.

    22-24Os juizes atenderam ao pedido da multidão. Mandaram rasgar as roupas de Paulo e Silas e ordenaram que fossem açoitados. Depois de baterem neles até cansar, mandaram ambos para a cadeia, recomendando ao carcereiro que os deixassem sob severa vigilância, para que não pudessem escapar. Ele os prendeu na cela de segurança máxima, com algemas de ferro nas pernas.

    25-26Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam fervorosamente a Deus. Os outros prisioneiros não podiam acreditar no que escutavam. Foi quando, de repente, aconteceu um terremoto! A cadeia inteira tremeu, todas as portas se abriram, e os prisioneiros ficaram livres.

    27-28Nisso, o carcereiro acordou e viu todas as portas da prisão abertas. Pensando que todos os prisioneiros tivessem escapado, sacou da espada e estava prestes a cometer suicídio, imaginando que seria morto, de qualquer maneira. Mas Paulo gritou: “Não faça isso! Estamos todos aqui! Ninguém fugiu!”.

    29-31Então, o carcereiro pegou uma tocha e entrou. Trêmulo, caiu diante de Paulo e Silas. Ele os levou para fora e perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo, para viver de verdade?” Eles responderam: “Deposite sua inteira confiança no Senhor Jesus, e você terá a salvação e saberá o que é viver de verdade — e todos os da sua casa também!”

    32-34Eles contaram a história do Senhor em detalhes — toda a família estava reunida agora. Ninguém quis dormir naquela noite. O carcereiro os deixou à vontade e cuidou dos ferimentos deles. Ele nem pôde esperar amanhecer e foi logo batizado, com toda a família. Depois ofereceu uma refeição em sua casa. O clima era de festa, uma noite para ninguém esquecer: ele e sua família creram em Deus, e todos na casa participaram da celebração.

    35-36Ao raiar do dia, os juizes enviaram oficiais de justiça com a seguinte ordem: “Libertem esses homens”. O carcereiro deu a notícia a Paulo: “Os juizes mandaram dizer que vocês estão livres para seguir o caminho de vocês. Estão livres! Vão em paz!”

    37Mas Paulo não se moveu e disse aos oficiais de justiça: “Eles nos espancaram em público e jogaram na cadeia legítimos cidadãos romanos! Agora querem resolver a situação por baixo dos panos? Nada disso! Se nos querem tirar daqui, que venham eles mesmos e nos libertem à vista de todos”.

    3840Os oficiais de justiça deram o recado, e os magistrados entraram em pânico, porque não imaginavam que Paulo e Silas fossem cidadãos romanos. Eles correram para lá, apresentaram suas desculpas e pessoalmente os acompanharam, implorando que saíssem da cidade pacificamente. Depois que saíram da cadeia, Paulo e Silas foram para a casa de Lídia, a fim de rever os amigos e encorajá-los na fé. Só então seguiram caminho.


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  • Atos, 15

    A PORTA SE ABRE PARA OS DE FORA

    1-2Pouco depois alguns judeus chegaram da Judeia, insistindo em que todos deveriam ser circuncidados. Diziam aos não judeus: “Se vocês não se circuncidarem conforme a Lei Mosaica, não poderão ser salvos”. Paulo e Barnabé protestaram. A igreja decidiu resolver a questão, enviando Paulo, Barnabé e outros discípulos para apresentar o problema aos apóstolos e líderes em Jerusalém.

    3No caminho, enquanto viajavam pela Fenícia e Samaria, eles anunciavam a todos como a Mensagem se abrira a todos os povos. Os que ouviam a novidade se alegravam — notícia maravilhosa!

    4-5Chegando a Jerusalém, Paulo e Barnabé foram muito bem recebidos pela igreja e pelos apóstolos e líderes. Eles apresentaram um relato da viagem e de como. Deus os usara para abrir as portas aos demais povos. Mas alguns fariseus puseram-se de pé para falar. Eles tinham se convertido, mas ainda mantinham a linha dura dos fariseus. Disseram: “Vocês têm de circuncidar os pagãos convertidos. É preciso fazê-los guardar a Lei de Moisés”.

    6-9Os apóstolos e líderes convocaram uma reunião especial para estudar o assunto. Enquanto os argumentos eram trocados, os ânimos esquentavam. Então, Pedro tomou a palavra: “Amigos, vocês bem sabem que há muito Deus deixou claro que era sua vontade que os pagãos ouvissem a Mensagem das boas-novas e a abraçassem, e isso aconteceu não de segunda mão ou de ouvir falar por aí, mas diretamente por meu intermédio. Deus, que não pode ser enganado por nenhum fingimento, mas sempre conhece o pensamento humano, concedeu a eles o Espírito Santo, exatamente como o deu a nós. Ele tratou os de fora exatamente como nos tratou, começando com o que eles eram e trabalhando desse ponto em diante. Depois que creram nele, tiveram a vida purificada.

    10-11“Então, por que vocês agora provocam Deus, oprimindo os novos convertidos com regras que oprimiram nossos antepassados e a nós também? Acreditamos que somos salvos pelo que o Senhor Jesus, por sua pura graça, maravilhosamente fez por nós e também pelos que não são da nossa nação. Por que estamos discutindo, então?”

    12-13Houve um silêncio geral. Ninguém dizia uma palavra. Nesse ambiente, Barnabé e Paulo relataram os milagres e as maravilhas que Deus havia feito nas outras nações pelo ministério deles. O silêncio agora era total. Não se ouvia um pio.

    13-18Foi aí que Tiago quebrou o silêncio: “Amigos, ouçam! Simão nos lembrou que Deus desde o princípio deixou claro que os não judeus seriam incluídos no seu plano. Isso está em perfeita harmonia com as palavras dos profetas: Depois disso, eu voltarei; reconstruirei a casa arruinada de Davi. Vou refazer tudo; Eu a farei como nova outra vez. Então, os outros povos que procuram vão encontrar, eles terão um lugar para ir. Todos os povos pagãos estão incluídos na obra que farei. Deus prometeu isso, e agora está fazendo. Não é um pensamento novo: ele sempre quis que fosse assim.

    19-21Por isso, esta é minha decisão: não vamos impor um peso desnecessário sobre os não judeus que se convertem ao Senhor. Vamos escrever uma carta com estes dizeres: ‘Não se envolvam com nenhum tipo de idolatria, guardem a pureza moral no sexo e no casamento, não sirvam comida ofensiva aos judeus cristãos, como é o caso do sangue e da carne ritualmente impura. Essa é a essência da Lei de Moisés, pregada e honrada há séculos todos os sábados, em todas as cidades que habitamos”.

    22-23Todos concordaram: apóstolos, líderes, todos os presentes. Eles escolheram Judas (também chamado Barsabás) e Silas, ambos muito respeitados na igreja, e os enviaram na companhia de Paulo e Barnabé com esta carta: Dos apóstolos e líderes, amigos de vocês, aos nossos amigos em Antioquia, Síria e Cilicia: Saudações!

    24-27Ouvimos falar que alguns homens das nossas igrejas procuraram vocês com ideias que os confundiram e entristeceram. Esclarecemos que eles não foram autorizados por nós. Nós não os enviamos. Concordamos agora, unanimemente, em escolher representantes e enviá-los a vocês com nossos bons amigos Barnabé e Paulo. Escolhemos homens confiáveis como Judas e Silas. Eles enfrentaram a morte várias vezes por causa do nosso Senhor Jesus Cristo. Nós os enviamos para confirmar, num encontro face a face com vocês, o que registramos por escrito.

    28-29Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós que vocês não fossem entristecidos por nenhum peso; acatem apenas estas exigências básicas: não se envolvam com nenhum tipo de idolatria, não sirvam comida ofensiva aos judeus cristãos, como é o caso do sangue e da carne ritualmente impura, e guardem a pureza moral no sexo e no casamento. Essas orientações são suficientes para que sejam mantidas relações agradáveis entre nós. Deus seja com vocês!

    BARNABÉ E PAULO SEGUEM CAMINHOS SEPARADOS

    30-33Assim, eles foram para Antioquia. Na chegada, reuniram a igreja e leram a carta. O povo ficou aliviado e satisfeito. Judas e Silas, bons pregadores, fortaleceram os novos irmãos com palavras de encorajamento e esperança. Na hora de ir para casa, os novos amigos se despediram deles com alegria e muitos abraços. Dessa maneira, voltaram para informar o resultado da missão aos que os tinham enviado.

    35Paulo e Barnabé permaneceram em Antioquia, ensinando e pregando a Palavra de Deus. Mas não estavam sozinhos. Já havia muitos mestres e pregadores na época em Antioquia.

    36Depois de alguns dias, Paulo disse a Barnabé: “Vamos voltar e visitar todos os nossos amigos em cada uma das cidades em que pregamos a Palavra de Deus. Vamos ver como eles estão”.

    3741Barnabé queria levar João, também chamado Marcos, mas Paulo não concordou. Não queria levar alguém que desistira com facilidade, que na primeira dificuldade os abandonou na Panfília. Os ânimos se exaltaram, e por fim eles seguiram caminhos separados. Barnabé navegou com Marcos para Chipre. Paulo escolheu Silas e, recomendados pelos amigos à graça do Senhor, rumou para a Síria e a Cilicia a fim de levar uma palavra de ânimo àquelas comunidades.


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  • Atos, 14

    1-3Quando chegaram a Icônio, procuraram a sinagoga, como sempre faziam, e pregaram ao povo. A Mensagem convenceu judeus e não judeus. E não foi pouca gente. Mas os judeus descrentes começaram a difamar Paulo e Barnabé, semeando desconfiança e suspeita na mente do povo. Os dois apóstolos ficaram ali um bom tempo, falando aberta e confiantemente, manifestando os dons de Deus, que confirmava a obra deles com milagres e maravilhas.

    4-7No entanto, a opinião pública se dividiu: alguns ficaram do lado dos judeus, e outros defendiam os apóstolos. Um dia, depois de saber que um grupo formado por judeus e não judeus havia sido organizado para linchá-los, Paulo e Barnabé fugiram para as cidades próximas da Licaônia: Listra, Derbe e região. Ali, prosseguiram anunciando a Mensagem.

    DEUSES OU HOMENS

    8-10Em Listra, havia um homem que não podia andar. Vivia sentado, pois era aleijado desde que nascera. O aleijado estava entre os que ouviam Paulo falar, e, olhando-o nos olhos, o apóstolo viu que ele estava pronto para a obra de Deus, pronto para crer. Então, disse bem alto para que todos ouvissem: “Ponha-se de pé!” O homem levantou-se e começou a pular e a andar com se tivesse feito aquilo a vida toda.

    11-13Quando viu o milagre, a multidão gritou entusiasmada no dialeto licaônico: “Os deuses desceram a nós! Estes homens são deuses!” Para eles, Barnabé era Zeus; Paulo, Hermes, o mensageiro dos deuses (pois era Paulo quem falava). O sacerdote do santuário de Zeus organizou uma procissão com bois enfeitados e o povo, em fila, caminhando para os portões, prontos para o ritual de sacrifício.

    14-15Quando Barnabé e Paulo perceberam o que estava acontecendo, trataram logo de impedi-los. Sacudindo os braços, interromperam a procissão, dizendo: “O que é isso? O que pensam que estão fazendo? Não somos deuses! Somos homens como vocês e estamos aqui para trazer a Mensagem, para convencê-los a abandonar essas superstições e a abraçar o Deus vivo. O Deus que nos fez e tudo o mais: céu, terra, mar e tudo que neles há.

    16-18“Nas gerações antes de nós, Deus permitiu que cada povo seguisse seu caminho. Mesmo assim, não os deixou sem pistas de sua existência, pois é o autor da bela criação, derrama a chuva e concede grandes colheitas. Se vocês estão alimentados e de coração alegre, isso é evidência de uma bondade que não merecem”. Com tal protesto enérgico e com dificuldade, os dois conseguiram impedir o sacrifício que os teria honrado como deuses.

    19-20Logo depois, alguns judeus de Antioquia e de Icônio apareceram na cidade e induziram a multidão a se revoltar contra eles. Eles surraram Paulo até deixá-lo inconsciente, arrastaram-no para fora da cidade e, pensando que estivesse morto, o deixaram ali. Quando os discípulos chegaram ao lugar em que o apóstolo estava, ele voltou a si e se levantou. Retornou à cidade, mas, no dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé.

    TEMPOS DIFÍCEIS

    21-22Depois de proclamar a Mensagem em Derbe e estabelecer um bom grupo de discípulos, eles refizeram o caminho até Listra, depois até Icônio e, em seguida, a Antioquia, encorajando os discípulos e exortando-os a prosseguir na fé e a não desistir. Também deixaram claro para todos que não seria fácil: “Todo que está a caminho do Reino de Deus enfrentará tempos difíceis”.

    23-26Paulo e Barnabé escolheram líderes em cada igreja. Depois de orar e jejuar, consagraram os novos líderes ao Senhor a quem haviam confiado a própria vida. Fizeram o caminho de volta, sempre trabalhando, e, através da Pisídia, chegaram a Panfília e pregaram em Perge. Por fim, chegaram a Atália e embarcaram num navio de volta para Antioquia, onde tudo havia começado. Tinham sido enviados pela graça de Deus e agora estavam a salvo em casa, pela graça de Deus, depois de fazer um excelente trabalho.

    27-28Na chegada, reuniram a igreja e apresentaram o relatório da viagem, contando em detalhes como Deus os tinha usado para escancarar a porta da fé para que gente de todas as nações pudesse entrar. Ficaram ali algum tempo, descansando com os discípulos.


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  • Atos, 13

    BARNABÉ, SAULO E O CHARLATÃO

    1-2A comunidade em Antioquia era abençoada com um grande número de profetas-pregadores e mestres: Barnabé Simão, também chamado de Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, conselheiro do rei Herodes, Saulo. Um dia, enquanto adoravam a Deus — também estavam jejuando enquanto esperavam por orientação —, o Espírito Santo disse: “Comissionem Barnabé e Saulo para a obra que determinei que fizessem”.

    3Eles obedeceram. Naquele ambiente de fervor, obediência, jejum e oração, impuseram as mãos sobre os dois homens e os despediram.

    4-5Guiados pelo Espírito Santo na nova tarefa, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e pegaram um navio para Chipre. A primeira coisa que fizeram quando chegaram a Salamina foi pregar a Palavra de Deus nas sinagogas da cidade. João estava com eles como auxiliar.

    6-7Eles viajaram pela ilha, e em Pafos encontraram um mago judeu que havia conquistado a confiança do governador Sérgio Paulo, homem inteligente, que não se deixava enganar com facilidade. O nome do mago era Barjesus, um homem que não merecia confiança.

    7-11Desejoso de ouvir a Palavra de Deus, o governador convidou Barnabé e Saulo. Mas o “Sabe-tudo” (pelo menos ele se julgava assim) provocou um tumulto, tentando impedir a conversão do governador. Então Saulo (ou Paulo), cheio do Espírito Santo, olhando-o bem nos olhos, disse: “Você é um falso, um verdadeiro diabo! Você passa as noites inventando esquemas para enganar o povo. Mas agora, que você desafiou Deus, o jogo acabou. Você vai ficar cego. Não vai ver a luz do Sol por um bom tempo”. Na mesma hora, ele perdeu a visão. Começou a tropeçar nas coisas e pediu que alguém o guiasse pela mão.

    12Diante de tudo isso, o governador tornou-se cristão, muito impressionado com tudo que era dito a respeito do Senhor.

    NÃO FAÇAM POUCO CASO DA PALAVRA

    13-14De Pafos, Paulo e seus companheiros navegaram até Perge, na Panfília. Ali João desistiu da viagem e voltou para Jerusalém. De Perge, o restante do grupo viajou até Antioquia, na Pisídia.

    14-15No sábado, foram à sinagoga. Depois da leitura das Escrituras — a Lei de Deus e os Profetas —, o líder da reunião lhes perguntou: “Amigos, vocês têm algo a dizer? Uma palavra de encorajamento, talvez?”

    16-20Paulo se pôs de pé, fez uma pausa, respirou fundo e disse: “Meus patrícios e amigos de Deus, ouçam: Deus teve um interesse especial por nossos antepassados, libertou nosso povo, que vivia oprimido no Egito, e os tirou de lá em grande estilo. Cuidou deles durante cerca de quarenta anos naquele deserto e depois, tendo eliminado sete inimigos que os enfrentavam, deu a eles a terra de Canaã. Tudo isso aconteceu num período de cerca de quatrocentos e cinquenta anos.

    20-22“Até o tempo do profeta Samuel, Deus deu a eles juizes para liderá-los. Então, eles pediram um rei, e Deus designou Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim. Depois de Saul ter governado quarenta anos, Deus lhe tirou o trono e o entregou a Davi, com esta declaração: ‘Vasculhei a terra e encontrei Davi, filho de Jessé. O seu coração está em sintonia com o meu coração, e ele fará toda a minha vontade.

    23-25“Dos descendentes de Davi, Deus fez surgir um Salvador para Israel: Jesus! Foi como prometera, mas somente depois de João ter anunciado sua vinda ao povo, preparando-os para uma mudança radical de vida. No final de seu ministério, João esclareceu: ‘Vocês pensam que sou o Messias? Não, não sou o Messias. Mas aquele que vocês aguardaram todos esses anos está para chegar, e eu estou prestes a sair de cena.

    26-29“Prezados irmãos e irmãs, filhos de Abraão e amigos de Deus, essa mensagem de salvação foi enviada exatamente a vocês. O povo e os líderes de Jerusalém não o reconheceram como Messias e o condenaram à morte. Mesmo sem encontrar um bom motivo, exigiram que Pilatos o executasse. Eles fizeram apenas o que os profetas disseram que fariam, mas não tinham ideia de que estavam seguindo ao pé da letra o que os profetas haviam previsto, embora os escritos desses profetas fossem lidos todos os sábados nas sinagogas que eles frequentavam.

    29-31“Depois de terem feito tudo que os profetas haviam previsto, eles o tiraram da cruz e o sepultaram. Deus, então, o ressuscitou dos mortos. Não há dúvida! Ele apareceu várias vezes e em vários lugares aos que o haviam acompanhado por anos na Galiléia, e essas pessoas continuam a dar testemunho de que ele está vivo.

    32-35“Agora, estamos hoje aqui trazendo a boa notícia a vocês: a Mensagem, que Deus prometeu aos pais, tornou-se real para os filhos — para nós! Ele ressuscitou Jesus, exatamente como está escrito no salmo segundo: Meu Filho! Meu próprio Filho! Hoje eu o celebro! “Quando ele o levantou dos mortos, fez isso de modo definitivo. Ele não vai voltar a morrer e se decompor, porque Isaías afirmou: ‘Vou dar a todos vocês as bênçãos prometidas a Davi’. Essa é também a oração do salmista: ‘Tu não vais deixar que teu Santo se decomponha e apodreça’.

    36-39“Depois de cumprir a missão para a qual Deus o designou, Davi morreu e está sepultado há muito tempo e seu corpo se decompôs. Mas aquele que Deus ressuscitou não se decompôs! Quero que vocês saibam, meus prezados, que é por causa do Jesus ressuscitado que o perdão dos pecados pode ser prometido a vocês. Ele realiza, naqueles que creem, tudo que a Lei de Moisés nunca pôde realizar. Mas qualquer um que crê no Jesus ressuscitado é declarado bom e justo diante de Deus.

    40-41“Não façam pouco caso do que estou dizendo. Não queiram que a palavra do profeta se aplique a vocês: Cuidado, cínicos! Olhem bem — observem o mundo de vocês se despedaçar. Vou fazer algo bem diante dos seus olhos, Em que vocês não vão acreditar, ainda que estejam vendo”.

    42-43Quando a reunião acabou, Paulo e Barnabé foram convidados a pregar no sábado seguinte. Depois que a maioria do povo se dispersou, alguns judeus e convertidos ao judaísmo vieram reunir-se com Paulo e Barnabé, que os exortaram, numa longa conversa, a ficar firmes na nova vida que estavam começando a viver, na graça de Deus.

    44-45No sábado seguinte, praticamente a cidade inteira foi ouvir a Palavra de Deus. Vendo a multidão, alguns judeus roeram-se de inveja e começaram a fazer oposição a Paulo, contradizendo tudo que ele dizia — um espetáculo deprimente.

    46-47Mas Paulo e Barnabé ficaram firmes e declararam: “Era necessário que a Palavra de Deus fosse pregada primeiro a vocês, judeus. Mas, como vocês não querem nada com ela, deixando claro que não abrem o coração para a vida eterna —, a porta está aberta aos de fora. Vamos prosseguir neste caminho, obedecendo às ordens de Deus, que disse: Eu o estabeleci como luz às nações. Você proclamará a salvação aos quatro ventos e pelos sete mares!”

    48-49Quando os “de fora”, isto é, os que não são judeus ouviram isso, mal se seguravam de tanta alegria, e todos os que estavam destinados à vida plena depositaram a confiança em Deus. Eles honraram a Palavra de Deus, recebendo essa vida. E a Mensagem se espalhou como fogo incontrolável por toda a região.

    50-52Alguns judeus convenceram as mulheres mais respeitadas e os homens de alta posição na cidade de que o agradável estilo de vida deles estava ameaçado. Alarmados, forçaram Paulo e Barnabé a sair da cidade. Os dois discípulos deram de ombros e foram para a cidade seguinte, Icônio. Estavam felizes, transbordantes de alegria e do Espírito Santo.


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  • Atos, 12

    PEDRO NA PRISÃO

    1-4Foi nesse meio-tempo que o rei Herodes pôs na cabeça a ideia de perseguir alguns membros da igreja. Mandou assassinar Tiago, irmão de João, e, quando viu que isso fez subir sua popularidade entre os judeus, ordenou a prisão de Pedro — tudo isso durante a semana da Páscoa. O apóstolo ficou na cadeia, vigiado por quatro grupos de quatro soldados. O rei planejava deixar que o povo o linchasse depois da Páscoa.

    5Durante todo o tempo em que Pedro esteve sob severa vigilância na cadeia, a igreja orou fervorosamente por ele.

    6O dia em que Herodes havia marcado para a morte de Pedro estava chegando. Naquela noite, guardado por dois soldados, um de cada lado, Pedro dormia como um bebê. Havia ainda guardas na porta, vigiando o lugar — Herodes não queria correr riscos.

    7-9De repente, apareceu um anjo ao lado do prisioneiro, e uma luz inundou a cela. O anjo acordou Pedro: “Depressa!”. As algemas caíram dos pulsos do apóstolo, e o anjo ordenou: “Vista-se! Calce os sapatos”. Pedro obedeceu. O anjo disse ainda: “Vista o casaco, e vamos sair daqui!” Pedro o seguiu, mas não acreditava que tudo aquilo fosse verdade. Achou apenas que estava sonhando.

    10-11Depois de passar por dois grupos de guardas, eles chegaram ao portão de ferro que conduzia à cidade, que se abriu automaticamente. Eles chegaram à rua, sem nenhum impedimento. Na primeira esquina, o anjo o deixou e seguiu seu caminho. Foi quando Pedro percebeu que não estava sonhando. “Não posso acreditar! Isto é real! O Senhor enviou seu anjo e me livrou das garras de Herodes e do espetáculo que a multidão judaica esperava.”

    12-14Ainda sacudindo a cabeça, maravilhado, ele foi para a casa de Maria, mãe de João. A casa estava cheia de amigos, que oravam. Quando bateu à porta no pátio, uma jovem chamada Rode veio atender. Mas, quando ela reconheceu a voz de Pedro, ficou tão alegre e ansiosa que correu contar a novidade a todos, esquecendo-se de abrir a porta e deixando-o na rua.

    15-16Mas eles recusaram-se a acreditar na palavra dela. “Você perdeu o juízo”, disseram. Mas ela insistia em sua história. Ainda céticos, começaram a dar asas à imaginação: “Deve ser o anjo dele”. Durante todo esse tempo, o pobre Pedro ficou na rua, batendo à porta.

    16-17Finalmente, abriram a porta e quando viram que era ele mesmo, não sabiam o que dizer! Pedro os acalmou com um gesto. Depois de contar como o Senhor o havia tirado da cadeia, pediu: “Digam a Tiago e aos irmãos o que aconteceu”. Em seguida, retirou-se dali.

    18-19Ao raiar do dia, a cadeia estava em polvorosa. “Onde está Pedro? O que aconteceu com ele?”, queriam saber. Herodes mandou que trouxessem Pedro, e, como ninguém sabia onde ele estava nem conseguia explicar o que havia acontecido, os guardas é que foram executados. “Cortem a cabeça deles!”, ordenou. Cansado da Judeia e dos judeus, Herodes foi de férias para Cesaréia.

    A MORTE DE HERODES

    20-22As coisas não iam mesmo bem para Herodes. O povo de Tiro e Sidom fazia oposição a ele. Mas pediram a Blasto, braço direito do rei, uma audiência com Herodes. Uma delegação tentaria, de boa vontade, acertar a situação. O motivo é que dependiam da Judeia, porque vinha dessa província seu suprimento de comida, e a situação estava se tornando insustentável. No dia combinado, Herodes, vestido a rigor, tomou seu lugar no trono e os encantou com seu linguajar pomposo e vazio. O povo também contribuiu com sua cota de falsidade, gritando louvores insinceros: “A voz de Deus! A voz de Deus!”

    23Foi a gota d’água. Farto da arrogância de Herodes, Deus enviou um anjo para feri-lo. Herodes não dava nenhum crédito a Deus: Assim, ali ele caiu. Podre até a alma, de modo horrível morreu comido de bichos.

    24Enquanto isso, a Palavra de Deus se espalhava sem parar.

    25Depois de entregar as doações à igreja de Jerusalém, Barnabé e Saulo voltaram a Antioquia. Dessa vez, levaram João, também chamado Marcos.


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  • Atos, 11

    DEUS SE MANIFESTOU

    1-3A notícia espalhou-se rapidamente, e não demorou muito para que os líderes e os cristãos de Jerusalém soubessem do ocorrido. Eles foram informados de que alguns estrangeiros, não judeus, agora eram parte da “comunidade”. Quando Pedro voltou para Jerusalém, alguns de seus antigos companheiros, preocupados com a questão da circuncisão, vieram censurá-lo: “O que você pensa que está fazendo, envolvendo-se com essa gente, comendo o que é proibido e arruinando nossa reputação?”

    4-6Começando do princípio, Pedro contou toda a história: “Eu estava na cidade de Jope, orando. Entrei em êxtase espiritual e tive uma visão: um lençol imenso, sustentado por cordas nas quatro pontas, desceu do céu e parou no chão, bem na minha frente. No lençol estavam animais do campo e selvagens, répteis e aves — todo tipo de bicho. Fascinado, fiquei pensando naquilo.

    7-10“Então, ouvi uma voz: ‘Vá em frente, Pedro: mate e coma!’. Respondi: ‘De jeito nenhum, Senhor. Nunca comi nada que não fosse preparado segundo os preceitos judaicos’. Mas a voz falou de novo: ‘Se Deus diz que está tudo bem, está tudo bem. Isso aconteceu três vezes. Depois o lençol foi puxado de volta para o céu.

    11-14“Foi aí que três homens de Cesaréia apareceram na casa em que eu estava hospedado. O Espírito ordenou que eu fosse com eles, sem fazer perguntas. Eu os acompanhei, com seis amigos, até a casa do homem que havia mandado me chamar. Ele contou que tinha visto um anjo em sua casa, tão real quanto uma pessoa! O anjo lhe ordenara: ‘Mande buscar Simão em Jope, aquele que é chamado de Pedro. O que ele vai dizer salvará sua vida. Na verdade, sua e de todos os seus’.

    15-17“Então, comecei a falar. Eu tinha apenas começado a falar, quando o Espírito Santo desceu sobre eles, exatamente como aconteceu conosco no princípio. Naquele momento, lembrei-me das palavras de Jesus: ‘João batizou com água, mas vocês serão batizados com o Espírito Santo’. Então, pergunto a vocês: se Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós quando cremos no Senhor Jesus Cristo, como eu poderia me opor a Deus?”.

    18Ao ouvir o relato, eles ficam quietos e, em seguida, começaram a louvar a Deus: “Então aconteceu! Deus se manifestou a outras nações, abrindo para elas o caminho da Vida!”.

    19-21Os que haviam sido dispersos pela perseguição, iniciada com a morte de Estêvão, foram parar na Fenícia, em Chipre e em Antioquia, mas ainda falavam e se relacionavam apenas com outros judeus. Então, alguns homens de Chipre e Cirene foram a Antioquia e começaram a pregar a Mensagem aos gregos. Deus gostou do que fizeram e mostrou sua plena aprovação: muitos gregos creram e se converteram ao Senhor.

    22-24Quando a igreja de Jerusalém tomou conhecimento disso, enviou Barnabé a Antioquia, para analisar a situação. Tão logo chegou, ele viu que Deus estava por trás de tudo. Por esse motivo se lançou à obra com eles, ajudando-os a permanecer firmes na fé para o resto da vida. Ele era um homem bom, cheio de entusiasmo, que confiava no agir do Espírito Santo. A comunidade cresceu e se fortaleceu no Senhor.

    25-26Algum tempo depois, Barnabé foi a Tarso, à procura de Saulo. Ele o encontrou e o trouxe para Antioquia. Passaram um ano inteiro ali, dirigindo as reuniões da igreja e ensinando o povo. E foi em Antioquia que os discípulos pela primeira vez foram chamados “cristãos”.

    27-30Por essa mesma época, alguns profetas chegaram a Antioquia. Vinham de Jerusalém. Um deles, chamado Ágabo, levantou-se um dia e, impelido pelo Espírito, anunciou que uma fome severa estava para devastar o país (que de fato aconteceu, no reinado de Cláudio). Então, os discípulos decidiram enviar, cada um, o que pudesse para ajudar os cristãos da Judeia. Coube a Barnabé e Saulo a tarefa de entregar a oferta aos líderes, em Jerusalém.


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  • Atos, 10

    A VISÃO DE PEDRO

    1-3Havia em Cesaréia um homem chamado Cornélio, comandante da Guarda Italiana na cidade. Era um homem muito bom e levou todos os de sua casa a adorar a Deus com sinceridade. Estava sempre ajudando os necessitados e tinha o hábito da oração. Certo dia, por volta das três da tarde, ele teve uma visão. Um anjo de Deus, tão real quanto uma pessoa, apareceu a ele e disse: “Cornélio”.

    4-6Cornélio olhou para o anjo, imaginando que estava vendo coisas, e perguntou: “O que queres?” O anjo disse: “Suas orações e seus atos de bondade chamaram a atenção de Deus. Agora, faça o seguinte: mande alguns homens a Jope para buscar Simão, aquele que todos chamam de Pedro. Ele está hospedado na casa de Simão, o curtidor de couro, que fica perto do mar”.

    7-8Assim que o anjo saiu, Cornélio chamou dois empregados e um soldado de confiança. Contou o que havia acontecido e enviou-os a Jope.

    9-13No dia seguinte, enquanto os três viajantes se aproximavam da cidade, Pedro foi ao terraço para orar. Era quase meio-dia. Sentindo fome, começou a pensar no almoço. Enquanto a comida era preparada, caiu em êxtase espiritual e teve uma visão. Viu os céus se abrirem e algo parecido com um lençol imenso amarrado por cordas nas quatro pontas desceu até o chão. Nele estava toda espécie de animal: répteis, aves e todo tipo de bicho. Então, ele ouviu uma voz: “Vá em frente, Pedro: mate e coma!”

    14Pedro respondeu: “De jeito nenhum, Senhor. Nunca comi nem provei comida que não fosse preparada segundo os preceitos judaicos”.

    15A voz insistiu: “Se Deus diz que está tudo bem, está tudo bem”.

    16Isso aconteceu três vezes. Depois o lençol foi puxado de volta para o céu.

    17-20Confuso, Pedro ainda tentava entender o significado da visão quando os homens enviados por Cornélio chegaram à porta da casa onde ele estava. Chamaram o dono da casa e perguntaram se havia um Simão, chamado Pedro, hospedado ali. Pedro, concentrado em seus pensamentos, não os ouviu; mas o Espírito lhe disse: “Há três homens batendo à porta, procurando por você. Desça e vá com eles. Não faça perguntas. Fui eu que os enviei”.

    21Pedro obedeceu e disse aos homens: “Sou o homem que vocês estão procurando. O que aconteceu?”

    22-23Eles responderam: “O capitão Cornélio, adorador do verdadeiro Deus e bem conhecido por sua vida justa — pode perguntar a qualquer judeu desta parte do país —, recebeu de um anjo a ordem de mandar buscá-lo, para que ele ouça o que o senhor tem a dizer”. Pedro pediu que entrassem e os deixou à vontade.

    DEUS NÃO TEM PREDILETOS

    23-26Na manhã seguinte, ele se levantou e foi com eles. Alguns amigos de Jope os acompanharam. Chegaram a Cesaréia após um dia de viagem. Cornélio os aguardava, e não estava sozinho: havia reunido os parentes e amigos mais chegados. No instante em que Pedro passou pela porta, Cornélio pôs-se em pé, saudou-o — e se curvou para adorá-lo! Mas Pedro o fez levantar-se na hora: “Não faça isso! Sou apenas um homem, um homem igual ao senhor”.

    27-29Conversando, eles entraram na casa, e Cornélio apresentou Pedro a todos os presentes. Dirigindo-se a eles, Pedro disse: “Estou fazendo algo totalmente fora dos padrões, porque os judeus não visitam pessoas de outros povos nem se associam com elas. Mas Deus me mostrou que ninguém é melhor que ninguém. Por isso, tão logo fui enviado eu vim, sem fazer perguntas. Mas agora gostaria de saber por que vocês me procuraram”.

    30-32Cornélio explicou: “Há quatro dias, mais ou menos a esta hora, por volta das três horas da tarde, eu estava em casa, orando. De repente, um homem apareceu na minha frente, inundando o quarto de luz. Ele disse: ‘Cornélio, suas orações diárias e seus atos de bondade chamaram a atenção de Deus. Mande alguém a Jope buscar Simão, também chamado Pedro. Ele está hospedado com Simão, o curtidor de couro, perto do mar’.

    33“E foi o que fiz; mandei chamá-lo, e agradeço sua atenção em ter vindo. Agora estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir o que o Senhor pôs em seu coração para nos falar”.

    34-36Pedro, então, passou a contar-lhes as boas notícias: “Esta é a verdade de Deus, nada pode ser mais claro: Deus não tem prediletos! Não importa sua etnia ou sua origem. Se têm sede de Deus e estão prontos a fazer o que ele diz, a porta está aberta. A Mensagem que ele enviou aos israelitas é que por meio de Jesus Cristo toda as coisas estão sendo restauradas. E agora vejo que ele está fazendo isso em toda parte, com todo mundo.

    37-38“Vocês devem saber o que aconteceu na Judeia. Começou na Galiléia, quando João apareceu pregando uma mudança de vida radical. Depois chegou Jesus de Nazaré, ungido por Deus com o Espírito Santo. Ele percorreu a nação, ajudando o povo e curando todos os que eram oprimidos pelo Diabo. Ele podia fazer isso porque Deus estava com ele.

    39-43“Nós mesmos fomos testemunhas de tudo que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém, onde o mataram, pregando-o numa cruz. Mas três dias depois Deus o ressuscitou, e ele foi visto, mas não por todos. Ele não se apresentou publicamente, como antes. Nós somos as testemunhas escolhidas por Deus! Fomos nós que comemos e bebemos com Jesus depois que ele voltou dos mortos. Ele nos deu a tarefa de anunciar essa verdade, de apresentar o solene testemunho de que ele é aquele que Deus designou Juiz dos vivos e dos mortos. Mas não estamos sozinhos nisso. Afirmamos que é somente por meio dele que recebemos o perdão dos pecados, o que é confirmado por todos os profetas”.

    44-46Mal a mensagem foi anunciada, o Espírito Santo desceu sobre os ouvintes. Os judeus convertidos que acompanhavam Pedro não podiam acreditar no que viam, não podiam crer que o dom do Espírito Santo fosse derramado sobre não judeus, e como! — e eles os ouviram falar em línguas e louvar a Deus.

    46-48Pedro perguntou: “Podemos negar o batismo com água a esta gente? Há alguma objeção? Afinal, eles receberam o Espírito Santo, como nós”. Não havendo oposição, ordenou que eles fossem batizados em nome de Jesus Cristo. E Pedro foi convidado a ficar com eles alguns dias.


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  • Atos, 9

    A CEGUEIRA DE SAULO

    1-2Durante todo esse tempo, Saulo promovia uma perseguição incansável aos discípulos do Senhor, ansioso por exterminá-los. Ele solicitou ao sacerdote principal ordens de prisão para apresentar às sinagogas de Damasco. Assim, caso encontrasse ali alguém que pertencesse ao Caminho, mulher ou homem, poderia prendê-los e levá-los a Jerusalém.

    3-4Ele partiu. Já pelas redondezas de Damasco, foi surpreendido por um raio de luz, que o cegou. Ele caiu ao chão e ouviu uma voz: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” .

    5-6Ele perguntou: “Quem és, Senhor?”. “Sou Jesus, aquele que você persegue. Quero que se levante e entre na cidade. Ali receberá instruções sobre o que fazer depois.”

    7-9Seus companheiros ficaram desnorteados, porque podiam ouvir o som, mas não viam ninguém. Quando se levantou, Saulo percebeu que havia ficado cego. Eles tiveram de levá-lo a Damasco pela mão. Ele continuou cego por três dias e durante esse tempo não comeu nem bebeu nada.

    10Havia um discípulo em Damasco chamado Ananias, e o Senhor lhe disse numa visão: “Ananias”. “Sim, Senhor”, ele respondeu.

    11-12“Levante-se e vá à rua Direita. Quando chegar à casa de Judas, pergunte por um homem de Tarso. Seu nome é Saulo. Ele está lá, orando. Acabou de ter um sonho em que viu um homem chamado Ananias entrar na casa e impor as mãos sobre ele para que pudesse enxergar outra vez.”

    13-14Ananias protestou: “Senhor, não pode ser! Todos falam desse homem e das coisas terríveis que tem feito, do terror que causa contra o povo do Senhor em Jerusalém. E agora ele está aqui, com documentos do sacerdote principal que o autorizam a fazer o mesmo conosco!”

    15-16Mas o Senhor disse: “Não discuta! Eu o escolhi como meu representante pessoal entre judeus, outros povos e reis e agora estou prestes a mostrar a ele o que o aguarda — o sofrimento que acompanhará a tarefa”.

    17-19Ananias obedeceu. Achou a casa, impôs as mãos sobre Saulo e disse: “Irmão Saulo, o Senhor me enviou, o mesmo Jesus que apareceu quando você vinha para cá. Ele me enviou para que você volte a enxergar e seja cheio do Espírito Santo”. Mal o discípulo acabou de falar, algo semelhante a escamas caiu dos olhos de Saulo: e ele estava enxergando de novo! Saulo se levantou, foi batizado e depois participou de uma boa refeição.

    A TRAMA CONTRA SAULO

    19-21Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, mas logo pôs mãos à obra, sem perda de tempo, pregando nas sinagogas que Jesus era o Filho, de Deus. Mas o povo se mostrava arredio, sem saber se podia confiar nele, pois diziam: “Não é este o homem que odiava os cristãos em Jerusalém? Ele não veio aqui para fazer o mesmo — nos prender, levar a Jerusalém e condenar na presença dos sacerdotes?”

    22Mas as suspeitas não detiveram Saulo nem por um minuto. Seu ânimo era crescente e deixava desconcertados os judeus de Damasco com seu esforço para provar que Jesus era o Messias.

    23-25Depois de certo tempo, alguns judeus tramaram matá-lo, mas Saulo escapou. Entretanto, seus inimigos vigiavam as portas da cidade o dia inteiro, na esperança de capturá-lo. Por isso, certa noite, os discípulos o ajudaram na fuga, descendo-o pela muralha dentro de um cesto.

    26-27De volta a Jerusalém, Saulo procurou os discípulos, mas todos estavam com medo dele. Não. confiavam nele nem um pouco. Então, Barnabé deu-lhe o maior apoio e o apresentou aos apóstolos. Ele defendeu Saulo, contando como tinha visto Jesus e falado com ele na estrada de Damasco e como arriscara a vida por defender com ousadia o nome de Jesus em Damasco.

    28-30Dessa maneira, Saulo foi aceito por eles, entrando e saindo de Jerusalém sem ser interrogado, pregando com liberdade no nome do Senhor. No entanto teve problemas com o grupo dos helenistas. Envolveu-se numa discussão com eles, e o grupo planejou matá-lo. Os amigos tiraram Saulo da cidade quando souberam do plano e o levaram para Cesaréia. De lá, ele embarcou para Tarso.

    31Depois disso, a perseguição foi amenizada, e a igreja caminhou em paz por um tempo. Por todo o país — Judeia, Samaria, Galiléia — foi constatado seu crescimento. Tudo era permeado por um profundo sentimento de temor a Deus. O Espírito Santo estava com eles e os fortalecia. Eles cresciam maravilhosamente.

    TABITA

    32-35Em sua missão de visitar todas as igrejas, Pedro chegou a Lida e se encontrou com os cristãos da cidade. Havia ali um homem chamado Eneias; ele vivia paralítico numa cama havia oito anos. Pedro disse; “Eneias, Jesus Cristo o cura. Levante-se e arrume sua cama!”. O homem pulou da cama na hora. Vendo o homem andar, os habitantes de Lida e Sarona perceberam que Deus estava vivo e ativo no meio deles.

    36-37Em Jope, havia uma discípula chamada Tabita, nome que quer dizer “gazela” no grego. Ela era bem conhecida por fazer o bem e ajudar os outros. Enquanto Pedro visitava a região, ela adoeceu e morreu. Os amigos prepararam seu corpo para o funeral e o puseram numa sala apropriada.

    38-40Alguns discípulos ouviram que Pedro estava nas vizinhanças de Lida e enviaram dois homens, que o convidaram a ir com eles. Pedro concordou, e eles o levaram à sala em que o corpo de Tabita havia sido posto. Suas velhas amigas, na maioria viúvas, estavam chorando na sala. Elas mostraram a Pedro peças de roupa que Gazela havia feito. Pedro retirou as viúvas da sala, ajoelhou-se e orou. Depois ordenou à morta; “Tabita, levante-se!”.

    40-41Ela abriu os olhos e, quando viu Pedro, sentou-se. Ele a tomou pela mão e a ajudou. Em seguida, chamou os cristãos e as viúvas e apresentou-a viva.

    42-43A notícia do milagre correu toda a cidade de Jope. Com isso, muitos passaram a confiar no Senhor. Pedro ficou um longo tempo na cidade como convidado de Simão, o curtidor de couro.


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