Categoria: Atos

ATOS DOS APÓSTOLOS
Introdução
Atos dos Apóstolos é o livro que continua a história de Jesus e do evangelho, história esta que começa no Evangelho de Lucas. O autor conta como a mensagem de Cristo foi anunciada “em Jerusalém” e “em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (1.8). Começando na terra dos judeus, o evangelho chega até Roma, a capital do Império Romano, tornando-se uma religião para o mundo inteiro, pois Jesus Cristo é o Salvador e Senhor de todos.
Neste livro, destacam-se duas pessoas: os apóstolos Pedro e Paulo. Pedro dirige o trabalho cristão em Jerusalém e em Samaria (1.12—8.25) e também em Lida, Jope e Cesareia (9.32—11.18). Do capítulo 13 em diante o livro fala especialmente de Paulo e das suas muitas viagens pelo Império Romano. Outros líderes são Estêvão, o primeiro mártir cristão; Filipe, que anunciou o evangelho ao oficial etíope; Barnabé, Timóteo e Silas, companheiros de Paulo; e Lídia, da cidade de Filipos.
Mas o papel principal é do Espírito Santo, pois é ele quem guia e fortalece os seguidores de Jesus nos trabalhos das igrejas e no serviço de anunciar o evangelho pelo mundo inteiro.

  • Atos, 8

    SIMÃO, O MAGO

    1E Saulo estava ali, comemorando com os assassinos.

    2Esse fato desencadeou uma perseguição terrível contra a igreja em Jerusalém. Os cristãos, com exceção dos apóstolos, foram todos dispersos pela Judeia e por Samaria. Alguns homens bons e corajosos sepultaram Estêvão, dando a ele um funeral digno. Quase todos choraram naquele dia!

    3-8Saulo mostrou-se muito cruel, devastando a igreja, invadindo as casas, levando homens e mulheres para a cadeia. Forçados a deixar seus lares, os seguidores de Jesus se tornaram missionários. Onde quer que se refugiassem, começavam a pregar a Mensagem. Descendo a uma cidade samaritana, Filipe proclamou a Mensagem do Messias. Quando o povo ouviu sua pregação e viu os milagres — claros sinais da ação de Deus —, eles se apegaram a cada palavra. Pessoas que não podiam ficar em pé nem andar foram curadas naquele dia. Os espíritos malignos protestavam e faziam estardalhaço, mas eram expulsos. Houve muita alegria naquela cidade!

    9-11Antes da chegada de Filipe, um tal Simão costumava praticar magia na cidade, ganhando fama com isso e manipulando os samaritanos com sua feitiçaria. Todos comiam na mão dele, das criancinhas aos mais velhos. O povo acreditava que Simão tinha poderes sobrenaturais e o chamavam de Grande Mago. Ele morava ali havia algum tempo, e todos o admiravam.

    12-13Mas, quando Filipe veio à cidade, anunciando as novas do Reino de Deus e proclamando o nome de Jesus Cristo, eles se esqueceram de Simão e foram batizados, depois de se tornarem cristãos. O próprio Simão creu, foi batizado e, a partir daí, tornou-se a sombra de Filipe. Estava tão fascinado com os sinais e milagres de Deus que não saía de perto dele.

    14-17Quando os apóstolos, em Jerusalém, tomaram conhecimento de que Samaria tinha aceitado a Mensagem, enviaram Pedro e João para orar por eles, a fim de que recebessem o Espírito Santo. Até aquele momento, eles tinham sido batizados apenas no nome do Senhor Jesus — o Espírito Santo ainda não tinha vindo sobre eles. Então, os apóstolos impuseram as mãos sobre eles, e eles receberam o Espírito Santo.

    18-19Quando Simão viu que os apóstolos concediam o Espírito com a simples imposição de mãos, ofereceu-lhes muito dinheiro, entusiasmado: “Vendam-me o segredo de vocês! Como conseguem fazer isso? Quanto querem? Façam um preço!”.

    20-23Mas Pedro reagiu: “Para o inferno, você e seu dinheiro! Como ousa pensar que pode comprar o dom de Deus? Você nunca vai tomar parte da obra de Deus com suborno e barganha. Trate já de mudar de vida! Peça ao Senhor que o perdoe por querer usar Deus para ganhar dinheiro. Vejo que não deixou o velho hábito. Sua ganância está acabando com você!”

    24“Oh!”, exclamou Simão. “Orem por mim! Orem ao Senhor para que nada disso aconteça comigo!”

    25Depois disso, os apóstolos prosseguiram seu caminho, continuando a testemunhar e a espalhar a Mensagem da salvação de Deus, pregando nas cidades samaritanas que encontravam no caminho de volta para Jerusalém.

    O EUNUCO ETÍOPE

    26-28Certo dia, um anjo de Deus disse a Filipe: “Ao meio-dia de hoje, quero que vá àquela estrada deserta que liga Jerusalém a Gaza”. Ele foi e deparou com um eunuco etíope que vinha pela estrada. O homem voltava para a Etiópia depois de uma peregrinação a Jerusalém. Ele era ministro naquele país, responsável pelas finanças de Candace, rainha dos etíopes. Ele viajava numa carruagem e lia o profeta Isaías.

    29-30O Espírito disse a Filipe: “Suba na carruagem”. Correndo ao lado do veículo, Filipe ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Você entende o que está lendo?”

    31-33Ele respondeu: “Como, se não tenho quem me explique?”, e convidou Filipe para que subisse na carruagem. A passagem que ele estava lendo era esta: Como uma ovelha levada ao matadouro, silencioso como um cordeiro na tosquia, Ele estava quieto, sem dizer nada. Foi ridicularizado e humilhado, não teve um julgamento justo. Mas agora quem pode contar seus parentes, uma vez que ele foi tirado da terra?

    34-35O eunuco perguntou: “Diga-me, a quem o profeta se refere: a ele mesmo ou a outro?” Filipe não perdeu a oportunidade. Partindo daquela passagem, deu testemunho de Jesus.

    36-39Em certo ponto da estrada aproximaram-se de um lugar com águas correntes. O eunuco disse: “Olhe, aqui há água. O que me impede de ser batizado?”. Assim, ele ordenou ao condutor da carruagem que parasse. Ambos desceram, e Filipe o batizou ali mesmo. Quando saíram da água, o Espírito de Deus, de repente, levou Filipe. Foi a última vez que o eunuco o viu. Feliz da vida, o eunuco continuou sua jornada, pois agora possuía o que tanto havia buscado.

    40Filipe apareceu em Azoto e depois rumou para o norte, pregando a Mensagem em todas as cidades pelo caminho até chegar a Cesaréia.


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  • Atos, 7

    ESTÊVÃO, CHEIO DO ESPÍRITO SANTO 🕊️

    1 Então, o sacerdote principal perguntou: “O que você tem a dizer sobre isso?”

    2-3 Estêvão respondeu: “Amigos, pais e irmãos, o Deus da glória apareceu ao nosso pai Abraão quando ele ainda vivia na Mesopotâmia, antes de se mudar para Harã, e ordenou: ‘Deixe sua terra e sua família e vá para a terra que vou mostrar a você’.

    4-7 “Ele deixou a terra dos caldeus e foi para Harã. Depois da morte do seu pai, migrou para cá, onde vocês vivem agora, mas Deus não lhe deu nada, nem um palmo sequer, prometendo que a terra seria dada ao seu filho, ainda que Abraão não tivesse filho na época. Deus revelou que sua descendência se mudaria para uma terra estranha e ali seriam duramente escravizados por quatrocentos anos, mas prometeu: ‘Vou tomar providências contra os seus dominadores e trazer meu povo para cá, para que me adorem aqui’.

    8 “Deus firmou uma aliança com Abraão e a assinou na carne do patriarca, pela circuncisão. Abraão teve seu filho Isaque e oito dias depois fez o sinal da circuncisão no menino também. Isaque tornou-se pai de Jacó; Jacó, pai dos doze ‘pais’, e cada um passou adiante o sinal da aliança.

    9-10 “Certo dia, os ‘pais’, cheios de inveja, venderam José como escravo para o Egito. Mas Deus estava lá com ele e não só o livrou de todas as suas lutas como o levou até a presença do faraó, rei do Egito, que ficou tão impressionado com José que o pôs como responsável de todo o Egito, até mesmo de seus assuntos pessoais.

    11-15“Mais tarde, uma fome atingiu a região, do Egito a Canaã, com terríveis consequências. Na fome, nossos pais procuraram comida em toda parte, mas a despensa continuava vazia. Jacó soube que havia comida no Egito e enviou nossos pais para investigar. Confirmada a notícia, eles voltaram ao Egito segunda vez para comprar comida. Nessa visita, José revelou sua identidade aos seus irmãos e apresentou a família de Jacó ao rei do Egito. Então, José mandou buscar seu pai, Jacó, e os demais membros da família, setenta e cinco ao todo. Foi assim que a família de Jacó chegou ao Egito.

    15-16 “Jacó morreu, e nossos pais depois dele. Eles foram levados a Siquém e sepultados num túmulo que Abraão havia comprado dos filhos de Hamor por um bom dinheiro.

    17-19 “Quando os quatrocentos anos estavam para se completar, o tempo em que Deus prometeu a Abraão libertar Israel, o nosso povo no Egito já era imenso, e estava sob um rei do Egito que nunca tinha ouvido falar de José. Ele explorou nosso povo sem piedade, a ponto de nos forçar a abandonar os recém-nascidos, condenando-os a uma morte cruel.

    20-22 “Foi nessa época que Moisés nasceu. E que bebê bonito! Ficou escondido em casa por três meses. Quando não era mais possível escondê-lo, ele foi tirado de casa — e imediatamente salvo pela filha do faraó, que cuidou dele como se fosse um filho. Moisés recebeu a melhor educação do Egito e se destacou tanto acadêmica como fisicamente.

    23-26 “Aos quarenta anos, Moisés quis saber como era a vida de seus parentes hebreus e foi verificar a situação deles. Um dia viu um egípcio maltratando um deles e interferiu, e matou o egípcio para vingar o irmão humilhado. Imaginava que seus irmãos ficariam contentes ao saber que ele estava do lado deles e que iriam vê-lo como instrumento de Deus para libertá-los. Mas eles não entenderam nada disso. No dia seguinte, dois deles estavam brigando, e Moisés tentou interferir, sugerindo que fizessem as pazes e se entendessem: ‘Amigos, vocês são irmãos, por que estão brigando?’.

    27-29 “O que havia começado a briga retrucou: ‘Quem deu a você autoridade sobre nós? Vai me matar como matou o egípcio ontem?’. Quando Moisés ouviu isso, percebeu que a notícia havia se espalhado e fugiu. Exilou-se em Midiã e, durante os anos do exílio, teve dois filhos.

    30-32 “Quarenta anos depois, no deserto do monte Sinai, um anjo lhe apareceu num arbusto em chamas. Maravilhado com aquilo, Moisés foi conferir de perto e ouviu a voz de Deus: ‘Eu sou o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”. Morrendo de medo, Moisés fechou os olhos e virou o rosto.

    33-34 “Deus lhe disse: “Ajoelhe-se e ore! Você está num lugar santo, em terra santa. Tenho visto a agonia do meu povo no Egito. Ouvi seus gemidos. Vim para ajudá-los. Prepare-se: eu mandarei você de volta ao Egito.”

    35-39 “E esse era o mesmo Moisés que antes haviam rejeitado, dizendo: ‘Quem deu a você autoridade sobre nós?’. É aquele Moisés que Deus, usando o anjo no arbusto, enviou de volta como líder e libertador. Ele os tirou da escravidão para a liberdade, realizando coisas maravilhosas, sinais da parte de Deus por todo o Egito, no mar Vermelho e no deserto por quarenta anos. E foi isso que Moisés disse à comunidade: ‘Deus levantará um profeta como eu entre vocês’. Esse é o Moisés que ficou entre o anjo que falava no Sinai e os seus antepassados reunidos no deserto, que recebeu as palavras de vida que lhe foram entregues e as comunicou a nós, palavras que nossos pais rejeitaram.

    39-41 “Eles tinham saudade dos costumes egípcios e reclamaram com Arão: “Faça para nós deuses a quem possamos ver e seguir. Esse Moisés que nos trouxe para este fim de mundo, nem sabemos o que lhe aconteceu!”. Foi nessa ocasião que fizeram um ídolo em forma de bezerro, ofereceram-lhe sacrifícios e festejaram o ídolo que confeccionaram.

    42-43 “Deus não estava satisfeito, mas os deixou agir conforme desejassem: adorar cada novo deus que aparecia — e viver com as consequências, descritas pelo profeta Amós: Vocês me trouxeram oferendas de animais e grãos durante quarenta anos no deserto, ó Israel? Que nada. Estavam ocupados demais, construindo santuários para os deuses da guerra e as deusas do sexo, Adorando-os de todo o coração e com toda a força. Foi por isso que eu os mandei para o exílio na Babilônia.

    44-47 “Durante todo esse tempo, nossos antepassados tiveram um santuário em forma de tenda para o verdadeiro culto, feito conforme as especificações que Deus dera a Moisés. Esse santuário os acompanhava enquanto seguiam Josué, quando Deus eliminou os pagãos da terra; eles ainda o tinham no tempo de Davi. Foi então que Davi pediu a Deus para construir um lugar permanente de adoração, mas foi Salomão que o construiu.

    48-50 “Mas isso não quer dizer que o Deus Altíssimo viva num edifício feito por homens. O profeta Isaías expressa com muita clareza essa questão: ‘O céu é a minha sala do trono; eu descanso meus pés na terra. Então, que tipo de casa vocês pensam construir para mim?’, Deus pergunta, ‘Onde eu possa descansar e sossegar? Ela já está pronta, e eu a construí’.

    51-53 “A verdade é que vocês continuam teimosos, com o coração insensível e com os ouvidos fechados. Vocês deliberadamente ignoram o Espírito Santo, como fizeram seus antepassados. Houve pelo menos um profeta que não tenha recebido o mesmo tratamento? Seus antepassados mataram todos os que ousaram anunciar a vinda do Justo. E vocês mantêm a tradição da família — são traidores e assassinos, todos vocês! Receberam a lei de Deus, que foi entregue por anjos — como um presente! —, mas vocês a desprezaram.”

    54-56 Mal ele acabou de falar, o povo deu vazão à fúria, com vaias, assobios e ofensas. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, nem prestou atenção — tinha olhos apenas para Deus, porque o estava vendo em toda a sua glória, com Jesus ao lado. Ele exclamou: “Oh! Vejo os céus abertos, e o Filho do Homem ao lado de Deus!”

    57-58 Gritando e vaiando, a multidão arremeteu contra ele, como um estouro de boiada. Arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram. Os líderes pediram a um jovem chamado Saulo que tomasse conta das roupas dele.

    59-60 Enquanto as pedras caíam como chuva, Estêvão orava: “Senhor Jesus, recebe meu espírito”. Em seguida, ajoelhou-se e orou alto o bastante para que todos ouvissem: “Senhor, não os culpe por causa deste pecado!” Foram suas últimas palavras. E, depois, ele morreu.


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  • Atos, 6

    A PALAVRA DE DEUS PROSPEROU

    1-4Nesse meio-tempo, enquanto o número de discípulos crescia bastante, surgiu certo ressentimento entre os crentes de fala grega, os “helenistas”, contra os crentes de fala hebraica, porque as viúvas gregas estavam sendo discriminadas na distribuição diária de comida. Os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: “Não é certo que abandonemos nossa responsabilidade na pregação e no ensino da Palavra de Deus para administrar a assistência aos pobres. Por isso, amigos, escolham sete homens dentre vocês, em quem todos confiem e que sejam cheios do Espírito Santo e de bom senso, e lhes designaremos essa tarefa. Assim, continuaremos com a tarefa de que fomos incumbidos: oração e anúncio da Palavra de Deus”.

    5-6A comunidade concluiu que era uma grande ideia, então escolheram: Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas Nicolau, convertido ao judaísmo de Antioquia. Feita a escolha, a comunidade apresentou-os aos apóstolos, que, orando, impuseram as mãos sobre eles e os comissionaram para aquela tarefa.

    7A Palavra de Deus prosperava. O número dos discípulos em Jerusalém crescia dramaticamente. Além disso, um grande número de sacerdotes passou a seguir a fé;

    8-10Estêvão, cheio do poder e da graça de Deus, realizava obras maravilhosas entre o povo, sinais inconfundíveis de que Deus estava entre eles. Mas alguns homens das sinagogas, cujos membros eram escravos libertos, cireneus, alexandrinos e gente da Cilicia e da Ásia, passaram a atacá-lo, a fim de impedir seu trabalho. Entretanto, eles não eram páreo para a sabedoria e a força com que Estêvão falava.

    11Por isso, subornaram homens para que dissessem a seguinte mentira: “Nós o ouvimos amaldiçoar Moisés e Deus”.

    12-14A denúncia incitou os ânimos do povo, de seus líderes e dos mestres religiosos. Eles agarraram Estêvão e o levaram perante o Concílio. Apresentaram testemunhas subornadas que diziam: “Este homem não para de falar contra o Lugar Santo e contra a Lei de Deus. Até o ouvimos dizer que Jesus de Nazaré destruiria este lugar e que daria fim a todos os costumes instituídos por Moisés”.

    15Os membros do Concílio olharam para Estêvão e não conseguiram mais tirar os olhos dele, porque seu rosto parecia o rosto de um anjo!


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  • Atos, 5

    ANANIAS E SAFIRA

    1-2Mas um homem chamado Ananias, com a conivência da esposa, Safira, vendeu uma propriedade e guardou parte do valor da venda para si. Em seguida, entregou o restante aos apóstolos, como oferta.

    3-4Mas, inesperadamente, Pedro lhe disse: “Ananias, como você permitiu que Satanás o levasse a mentir ao Espírito Santo, escondendo parte do dinheiro da venda da propriedade? Antes de vendê-la, tudo era seu; depois que a vendeu, poderia ter gastado o dinheiro como quisesse. Como foi cair nessa armadilha? Você não mentiu aos homens, mas a Deus”.

    5-6Assim que ouviu essas palavras, Ananias caiu morto, e todos os que ouviram a conversa ficaram apavorados. Em seguida, alguns jovens levaram o corpo e o sepultaram.

    7-8Passadas não mais de três horas, chegou a esposa dele, sem saber o que havia acontecido. E Pedro lhe perguntou: “Diga-me, essa oferta foi o preço total da sua propriedade?”. “Sim, foi esse o preço”, ela respondeu.

    9-10Pedro prosseguiu: “O que a levou a ser conivente nessa conspiração contra o Espírito do Senhor? Os homens que sepultaram seu marido estão para chegar, e você será a próxima”. Mal ele pronunciou essas palavras, ela caiu morta. Quando os jovens chegaram, encontraram o corpo da mulher, que foi carregado e sepultado ao lado do corpo do marido.

    11Nesse tempo a igreja inteira e todos os que tomaram conhecimento do fato sentiram um respeito profundo por Deus. Eles perceberam que com Deus não se pode brincar.

    REUNIÕES REGULARES

    12-16O trabalho dos apóstolos resultou em muitos sinais da parte de Deus entre o povo. Coisas maravilhosas aconteceram. Eles se reuniam regularmente no templo, no pórtico de Salomão, e a harmonia entre eles era notável. Mas ainda que os admirasse, o povo hesitava em unir-se a eles. Apesar disso, o número dos que passaram a confiar no Senhor aumentava sempre, homens e mulheres vindos de todos os lugares. Eles chegavam a deixar os doentes na calçada sobre macas, esperando que fossem tocados pela sombra de Pedro quando ele passasse. Multidões vinham das cidades ao redor de Jerusalém trazendo os enfermos, e todos eram curados.

    OBEDECER A DEUS, NÃO AOS HOMENS

    17-20Sentindo-se afrontados com tudo isso, o sacerdote principal e seus aliados, principalmente os saduceus, entraram em ação: prenderam os apóstolos e os lançaram na cadeia da cidade. No entanto, durante a noite, um anjo de Deus abriu a porta da cadeia e os libertou, e lhes disse: “Vão ao templo e fiquem firmes. Digam ao povo tudo que precisa ser dito a respeito dessa Vida”. Eles obedeceram: entraram no templo ao raiar do dia e prosseguiram com seu ensinamento.

    21-23Alheios a isso, o sacerdote principal e seus companheiros convocaram o Concílio judaico e mandaram buscar os prisioneiros. Ao chegar à cela, os guardas não encontraram ninguém. Voltaram imediatamente e informaram: “Encontramos a cela trancada e os guardas na portas, mas, quando entramos, não havia ninguém”.

    24O chefe da guarda do templo e os sacerdotes ficaram confusos: “Afinal, o que está acontecendo aqui?”

    25-26Alguém, então, apareceu e disse: “Os senhores sabiam que os homens que foram presos estão de volta no templo, ensinando o povo?” Então, o chefe e os guardas foram atrás deles, mas os trataram bem, temendo uma reação violenta do povo.

    27-28Os guardas os levaram de volta e os conduziram ao Concílio. O sacerdote principal interrogou: “Nós não havíamos dado ordens estritas para que não ensinassem no nome de Jesus? E vocês não só encheram Jerusalém com seu ensino como estão nos culpando pela morte desse homem!”

    29-32Pedro e os apóstolos responderam: “É necessário obedecer a Deus, não aos homens. O Deus dos nossos antepassados ressuscitou Jesus, a quem vocês mataram, pendurando-o numa cruz. Mas Deus o levou para as alturas, ao seu lado, o Príncipe e Salvador, para dar a Israel o dom de uma vida transformada e de pecados perdoados. Nós somos testemunhas dessas coisas. O Espírito Santo, que Deus concede aos que a ele obedecem, confirma cada detalhe”.

    33-37Quando ouviram isso, as autoridades ficaram furiosas quiseram matá-los ali mesmo. Mas um dos membros do Concílio interferiu, um fariseu chamado Gamaliel, mestre da Lei de Deus e honrado por todos. Ele ordenou que os homens se retirassem da sala por um momento e fez este pronunciamento: “Caros israelitas, cuidado com o que pretendem fazer a esses homens. Não faz muito tempo, Teudas fez grande estardalhaço, alegando ser alguém, e conseguiu quatrocentos seguidores. Ele foi morto, seus seguidores foram dispersos e nada aconteceu. Pouco tempo depois, na época do censo, Judas, o Galileu, apareceu e arrebanhou alguns homens. Ele também fracassou, e seus seguidores se dispersaram por toda parte.

    38-39“Portanto, digo a vocês: tirem as mãos desses homens! Deixem-nos em paz! Se o projeto deles é algo meramente humano, irá fracassar; mas, se é de Deus, não há nada que possamos fazer — e é melhor que vocês não sejam flagrados lutando contra Deus”. O argumento os convenceu. Eles chamaram os apóstolos de volta. Após mandarem açoitá-los, eles os advertiram a não falar no nome de Jesus e os expulsaram dali. Os apóstolos saíram do Concílio exultantes por terem a honra de ser maltratados por causa do Nome. E não perderam um minuto sequer: todos os dias estavam no templo e nas casas, ensinando e pregando a respeito de Cristo Jesus.


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  • Atos, 4

    NADA A ESCONDER

    14Enquanto Pedro e João falavam ao povo, os sacerdotes, o chefe da guarda do templo e alguns saduceus se aproximaram, indignados com o fato de aqueles apóstolos pretensiosos estarem instruindo o povo e afirmando que Jesus havia ressuscitado dos mortos. Os dois foram presos e ficaram no cárcere até o dia seguinte, pois já era tarde da noite. Mas a essa altura muitos dos que tinham ouvido a Mensagem haviam crido — cerca de cinco mil pessoas!

    5-7No dia seguinte foi convocada uma reunião em Jerusalém. Os governantes, líderes religiosos e mestres da lei judaica, o sacerdote principal Anás, e os demais: Caifás, João, Alexandre — enfim todos que tinham alguma influência estavam lá. Eles puseram Pedro e João no meio da sala e os pressionaram: “Quem deu autoridade a vocês? O que pretendem com isso?”.

    8-12E, naquela hora, cheio do Espírito Santo, Pedro respondeu: “Governantes e líderes do povo, se fomos trazidos a julgamento hoje por ajudar um homem doente; se estamos sendo investigados por causa desta cura, vou ser bem claro com vocês: não temos nada a esconder. Foi pelo nome de Jesus Cristo de Nazaré, aquele que vocês mataram numa cruz e que Deus ressuscitou dos mortos; é pelo nome dele que este homem está na presença de vocês, saudável e curado. Jesus é a pedra que os pedreiros rejeitaram, que agora é a principal’. A salvação não vem por outro caminho. Nenhum outro nome foi ou será designado para nossa salvação, somente o de Jesus”.

    13-14Eles não conseguiam desviar os olhos de Pedro e João, porque eles se mostravam confiantes e seguros! A fascinação aumentou quando perceberam que os dois eram leigos, isto é, sem formação teológica e com pouca educação formal. Eles reconheceram os antigos companheiros de Jesus, mas com o homem diante deles, de pé e curado, o que poderiam argumentar? 15-17 Eles os mandaram sair da sala por um instante, para que pudessem elaborar uma estratégia. Disseram: “O que vamos fa

    2er com esses homens? A esta hora, todos na cidade devem saber do milagre e que eles estão por trás disso. Não há como refutar. Para que isso não vá adiante, temos de ameaçá-los para que eles não mencionem o nome de Jesus a mais ninguém”.

    18-20Eles os chamaram de volta e os advertiram a não mais fazer menção ao nome de Jesus nem ensinar em seu nome. Mas Pedro e João reagiram: “Decidam os senhores se é justo aos olhos de Deus ouvir a ele ou a vocês. Nós não temos dúvida: não podemos nos calar a respeito do que vimos e ouvimos”. 21-22 Os líderes religiosos fizeram mais ameaças, mas depois os deixaram ir, pois contra eles nada podiam provar que justificasse a prisão. Todo o povo estava louvando a Deus pelo que havia acontecido e sem dúvida iria se revoltar contra essa decisão. Além disso, o homem que havia sido curado tinha mais de 40 anos de idade.

    UM SÓ CORAÇÃO, UMA ÚNICA MENTE

    23-26Assim que saíram, Pedro e João se reuniram com seus amigos e contaram o que os principais sacerdotes e líderes religiosos tinham dito. Ouvindo o relato, eles ergueram a voz numa bela e harmoniosa oração: “Deus Forte, que fizeste os céus, a terra e o mar e tudo que há neles. Pelo Espírito Santo, falaste pela boca do teu servo e nosso pai Davi: Nações, por que tanto tumulto? Povos, por que tantos planos? Os líderes da terra brigam por posições, Poderosos se encontram em reuniões de cúpula, Os que negam Deus e se rebelam contra o Messias.

    27-28“Pois de fato eles se reuniram — Herodes e Pôncio Pilatos com nações e povos, e até mesmo Israel! — nesta cidade para planejar contra seu santo Filho Jesus, aquele a quem fizeste Messias, para levar adiante os planos que elaboraste há muito tempo.

    29-30“Agora, eles atacam de novo! Cuida destas ameaças e dá aos teus servos confiança e coragem para pregar tua Mensagem. Estenda a mão para realizar curas, milagres e maravilhas em nome do teu santo Servo Jesus”.

    31Enquanto eles oravam, o lugar em que estavam reunidos tremeu. Eles foram cheios do Espírito Santo e continuaram a proclamar a Palavra de Deus com coragem e confiança.

    32-33Toda a comunidade de cristãos estava unida — um só coração, uma única mente! Eles não alegavam direito de propriedade nem do que era deles. Ninguém dizia: “Isto é meu, e de ninguém mais”. Eles compartilhavam tudo. Os apóstolos davam um testemunho poderoso da ressurreição do Senhor Jesus, e a graça repousava sobre todos eles.

    34-35Além disso, ninguém do grupo passava necessidade. Os que possuíam campos ou casas vendiam essas propriedades e entregavam o dinheiro da venda aos apóstolos, como oferta. Os apóstolos, por sua vez, distribuíam esses recursos de acordo com a necessidade de cada um.

    36-37José, que os apóstolos chamavam de Barnabé (que significa “Filho da Consolação”), levita nascido em Chipre, vendeu uma propriedade que possuía, trouxe o dinheiro e o entregou como oferta aos apóstolos.


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  • Atos, 3

    1-5Certo dia, às três horas da tarde, Pedro e João foram ao templo para uma reunião de oração. No mesmo instante um homem, aleijado de nascença, estava sendo carregado para lá. Todos os dias, ele ficava sentado perto da porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmolas aos que ali entravam. Quando ele viu que Pedro e João se dirigiam à entrada do templo, pediu uma esmola. Pedro, junto com João, olhou-o bem nos olhos e disse: “Olhe para nós”. Ele olhou, na esperança de ganhar uns trocados.

    6-8Pedro continuou: “Não tenho um centavo para dar a você, mas vou dar o que tenho: em nome de Jesus Cristo de Nazaré, comece a andar!”. Dito isso, segurou o mendigo pela mão direita e puxou-o. Num segundo os pés e tornozelos do homem se firmaram. Ele deu um salto e começou a andar.

    8-10O homem entrou no templo com eles, andando para todo lado, dançando e louvando a Deus. Todos os que estavam ali puderam vê-lo andando e louvando a Deus. Eles esfregavam os olhos, custando a acreditar no que viam, pois reconheceram imediatamente o aleijado que pedia esmolas perto da porta do templo.

    11O homem, empolgado, dançava em torno de Pedro e João. Os que estavam presentes cercaram o trio no Pórtico de Salomão, para conferir de perto o milagre.

    DE VOLTA PARA DEUS

    12-16Quando Pedro percebeu a plateia ali formada, dirigiu a palavra a eles: “Caros israelitas, por que tanto espanto? Por que nos olham como se o homem estivesse andando por causa do nosso poder ou devoção? O Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus dos nossos antepassados, glorificou seu Filho Jesus. Aquele que Pilatos declarou inocente e vocês rejeitaram. Vocês rejeitaram o Santo, o Justo, e pediram um assassino em seu lugar. Vocês mataram o Autor da Vida, que Deus ressuscitou dos mortos — e nós somos testemunhas disso. A fé no nome de Jesus pôs de pé este homem, cuja condição vocês conheciam bem. Sim, a fé, e nada menos que a fé deixou este homem curado diante de todos vocês.

    17-18“Agora, amigos, sei que nem vocês nem seus líderes tinham ideia do que estavam fazendo quando mataram Jesus. Mas Deus, que pela pregação de todos os profetas já havia determinado que o Messias seria morto, sabia exatamente o que vocês iriam fazer e usou isso para cumprir seu plano.

    19-23“Mas é hora de mudar de vida! Voltem para Deus, para que ele limpe os seus pecados e derrame bênçãos para renová-los e envie o Messias, a saber, Jesus, que ele preparou para seu povo. Por enquanto, ele precisa permanecer nos céus, até que tudo seja restaurado, a fim de pôr em ordem outra vez tudo aquilo que Deus anunciou por meio dos seus santos profetas. Moisés, por exemplo, disse: ‘Do meio de vocês Deus levantará um profeta como eu. Ouçam cada palavra que ele disser. Quem se recusar a ouvir esse profeta será eliminado do povo’.

    24-26“Todos os profetas, desde Samuel, afirmaram com veemência a mesma coisa: que este tempo chegaria. Esses profetas, somados à aliança que Deus fez com os antepassados de vocês, são sua árvore genealógica. Os termos da aliança que Deus fez com Abraão são estes: ‘Pelo seu descendente, todas as famílias da terra serão abençoadas’. Mas vocês são os primeiros da fila. Deus ressuscitou seu Filho e o enviou para abençoar vocês, um a um, para que se convertam dos seus maus caminhos”.


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  • Atos, 2

    UM SOM COMO DE UM VENTO FORTE

    1-4Quando chegou a festa de Pentecoste, todos estavam juntos num só lugar. Inesperadamente, um som parecido com o de um vento ganhou força, e ninguém sabia de onde vinha. Todo o lugar foi tomado por aquele som. Em seguida, como um fogo que irrompe, o Espírito Santo se espalhou sobre eles, e começaram a falar em diferentes línguas, à medida que o Espírito agia.

    5-11Por essa época, muitos judeus, peregrinos devotos do mundo inteiro, estavam em Jerusalém. Quando ouviram o som, eles vieram averiguar. Para espanto deles, cada um ouvia sua própria língua materna sendo falada por alguém. Sem entender o que estava acontecendo, perguntam-se: “Eles não são galileus? Como é que estão falando em tantas línguas diferentes? Partos, medos e elamitas; Visitantes da Mesopotâmia, Judeia e Capadócia, Ponto e Ásia, Frigia e Panfília, Egito e as partes da Líbia que pertencem a Cirene; Imigrantes de Roma, tanto judeus quanto prosélitos; Até mesmo cretenses e árabes! “Nós os ouvimos falando em nosso idioma, descrevendo atos poderosos de Deus!”

    12Atônitos, balançavam a cabeça, sem conseguir entender nada, e diziam uns aos outros: “O que está acontecendo aqui?”.

    13Alguns zombavam: “Eles estão bêbados! E com vinho barato”.

    O DISCURSO DE PEDRO

    14-21Apoiado pelos outros onze apóstolos, Pedro tomou a palavra e fez este ousado pronunciamento: “Irmãos judeus, vocês que estão visitando Jerusalém, ouçam com atenção e procurem entender. Ninguém está bêbado aqui, como alguns estão pensando. Elas não tiveram tempo de se embebedar, porque ainda são nove horas da manhã. O que está acontecendo é o que o profeta Joel anunciou: ‘Nos últimos dias’, Deus diz: ‘Vou derramar meu Espírito sobre todo tipo de gente — Seus filhos vão profetizar, e também suas filhas. Seus jovens terão visões, seus velhos terão sonhos. Quando chegar a hora, vou derramar meu Espírito Sobre todos os que me servem, homens e mulheres de igual modo, e eles vão profetizar. Mostrarei maravilhas no céu e sinais na terra, Sangue, fogo e fumaça, o Sol ficará escuro; e a Lua, vermelha, Antes que chegue o dia do Senhor, o dia tremendo e maravilhoso. E quem pedir ajuda a mim, Deus, será salvo.

    22-28“Irmãos israelitas, ouçam com atenção: Jesus, o Nazareno, homem credenciado por Deus entre vocês — os milagres, as maravilhas e os sinais que Deus fez por meio dele são bem conhecidos — esse Jesus, conforme o estabelecido no plano de Deus, foi traído por homens que tomaram a lei nas próprias mãos e entregue a vocês, que o pregaram numa cruz e o mataram. Mas Deus desatou as cordas da morte e o ressuscitou. A morte não foi capaz de segurá-lo. Davi previu isso tudo: Eu vi Deus diante de mim o tempo todo. Nada pode me abalar, ele está ao meu lado. Minha alegria extravasa, exultante; fixei minha morada na terra da esperança. Sei que nunca me lançarás no Hades; Jamais sentirei o cheiro da morte. Puseste meus pés no caminho da vida, com tua face brilhando como um sol de alegria ao meu redor.

    29-36“Prezados amigos, permitam-me ser franco. Nosso antepassado Davi está morto e sepultado — seu túmulo está aí, onde todos podem ver. Mas, sendo também profeta e sabendo que Deus jurou solenemente que um descendente dele assumiria seu Reino, ele previu também a ressurreição do Messias — não haverá ida ao Hades, nenhum cheiro da morte’. Esse Jesus, Deus ressuscitou, e cada um de nós aqui é testemunha disso. Depois de ser elevado às alturas e sentar-se à direita de Deus, ele recebeu a promessa do Espírito Santo da parte do Pai e derramou o Espírito que recebeu. É isso que vocês estão vendo e ouvindo. Davi não subiu aos céus, mas disser: Deus disse ao meu Senhor: ‘Assente-se aqui ao meu lado direito Até que eu faça dos seus inimigos um descanso para os seus pés’. “Todo o Israel, portanto, entenda isto: não há lugar para a dúvida — Deus fez Senhor e Messias aquele Jesus que vocês crucificaram”.

    37Os que ouviam perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: “Irmãos, o que vamos fazer agora?”.

    38-39Pedro respondeu: “Mudem de vida. Voltem-se para Deus e sejam batizados, cada um de vocês, no nome de Jesus Cristo, para que seus pecados sejam perdoados. Recebam o dom do Espírito Santo. A promessa é para vocês e para os seus filhos, mas também para todos os que estão longe — na verdade, aqueles a quem o Senhor Deus chamar”.

    40Ele aprofundou o assunto, insistindo com eles cada vez mais: “Saiam enquanto podem! Saiam desta cultura doente e vazia!”.

    41-42Naquele dia, cerca de três mil pessoas foram convencidas por aquela palavra, batizadas e arroladas. Elas passaram a seguir o ensino dos apóstolos, a vida em comunidade, a refeição comunitária e a prática da oração.

    43-45Todos ficaram perplexos com os sinais e maravilhas realizados por meio dos apóstolos! Os crentes viviam numa harmonia maravilhosa e tinham tudo em comum. Vendiam o que possuíam e deixavam os recursos à disposição para atender às necessidades de quem precisasse.

    46-47Eles seguiam uma disciplina diária de cultos no templo, seguidos de refeições nas casas. Cada refeição era uma celebração vibrante e alegre, com muito louvor a Deus. O povo da cidade apreciava o que via. Todos os dias, o número deles aumentava, e Deus acrescentava os que iam sendo salvos.


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  • Atos, 1

    ATÉ AOS CONFINS DA TERRA

    1-5Prezado Teófilo, no primeiro volume deste livro escrevi a respeito de tudo que Jesus começou a fazer e a ensinar até o dia em que ele se despediu dos apóstolos, aqueles que ele havia escolhido por meio do Espírito Santo, e foi levado ao céu. Depois de sua morte, ele se apresentou vivo a eles, em diferentes lugares, por um período de quarenta dias. Nesses encontros face a face, ele os orientou sobre assuntos concernentes ao Reino de Deus. Entre os encontros e refeições, ele os aconselhou a não deixar Jerusalém, mas a “esperar pelo que o Pai prometeu: a promessa que vocês ouviram de mim. João batizou com água, mas vocês serão batizados com o Espírito Santo. E isso acontecerá logo”.

    6Na última vez em que se reuniram, eles perguntaram: “Mestre, o senhor vai restaurar o Reino a Israel agora? Chegou o momento?”

    7-8Ele respondeu: “Vocês não devem tentar descobrir a hora. Determinar o tempo é responsabilidade do Pai. Vocês vão receber o Espírito Santo, e, quando ele vier, vocês serão minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até mesmo nos confins da terra”.

    9-11Essas foram suas últimas palavras. Enquanto observavam, ele foi levado e desapareceu numa nuvem. Eles ficaram ali, olhando para o céu vazio. De repente, dois homens vestidos de branco apareceram e disseram: “Galileus! Por que estão parados, olhando para o céu? Este mesmo Jesus que vocês viram ser levado para o céu voltará, tão certa e misteriosamente quanto partiu”.

    VOLTANDO PARA JERUSALÉM

    12-13Eles deixaram o monte das Oliveiras e voltaram para Jerusalém, distante dali cerca de um quilômetro. Foram para a sala que usavam como local de reunião, que ficava no andar superior de uma casa: Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, Judas, filho de Tiago.

    14Eles concordaram em permanecer ali, unidos em oração, incluindo as mulheres. Também estavam ali a mãe de Jesus, Maria, e os irmãos dele.

    NO LUGAR DE JUDAS

    15-17Enquanto estavam ali, cerca de 120 pessoas, Pedro começou a dizer-lhes: “Amigos, há muito tempo o Espírito Santo falou por meio de Davi sobre Judas, que se tornou o guia dos que prenderam Jesus. As Escrituras tinham de ser cumpridas. Judas era um de nós e tinha lugar designado neste ministério.

    18-20“Vocês sabem que ele aceitou aquele suborno maldito, comprou um pequeno terreno e teve um fim trágico: sua barriga rasgou-se e suas vísceras se espalharam. Todos em Jerusalém sabem disso e chamam o lugar campina do Assassinato. É conforme lemos nos Salmos: Que seu lugar fique deserto, De modo que ninguém more lá. E também o que foi escrito depois: Que outro assuma seu posto.

    21-22Judas deve ter um substituto. Deve ser alguém do nosso grupo, alguém que está conosco desde o tempo em que Jesus foi batizado por João até o dia de sua ascensão, sendo também testemunha da sua ressurreição”.

    23-26Eles indicaram dois nomes: José Barsabás, apelidado de Justo, e Matias. Então oraram: “Ó Deus, tu conheces cada um de nós, no íntimo. Mostra-nos qual destes dois escolhes para assumir neste ministério de liderança o lugar que Judas abandonou, para seguir seu próprio caminho”. Depois de orar, fizeram um sorteio. Matias foi escolhido e juntou-se aos onze apóstolos.


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