Categoria: Hebreus

EPÍSTOLA AOS HEBREUS
Introdução
Esta epístola foi escrita para cristãos que eram judeus de nascença e por isso é chamada de Epístola aos Hebreus. Eles estavam sendo perseguidos e corriam o risco de abandonar a fé cristã e voltar para a religião dos seus antepassados. A epístola parece mais um discurso ou um sermão do que uma epístola; o autor não diz quem ele é, nem para quem está escrevendo. Só no final é que aparecem umas poucas referências a pessoas (13.22-24). Ninguém sabe com certeza quem escreveu este belo sermão.
O autor desta epístola procura provar aos leitores que é por meio de Jesus Cristo que Deus envia aos seres humanos a mensagem mais perfeita a respeito de si mesmo: Jesus é a revelação completa e eterna de Deus. Ele é o Filho de Deus, superior aos profetas do Antigo Testamento, aos anjos e a Moisés e Josué. Ele é o eterno sumo sacerdote, que se ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito a Deus a fim de tirar os pecados da humanidade. É por meio dele que Deus faz uma nova e perfeita aliança com o seu povo. E é por meio de Jesus Cristo que se consegue a salvação eterna.
No capítulo 11 o autor fala dos heróis da fé, as pessoas do Antigo Testamento que continuaram firmes na sua fé em Deus, mesmo quando enfrentaram derrotas, perseguições e martírio. Ele recomenda aos seus leitores que pensem nesses heróis e sigam o exemplo deles. Depois de vários conselhos, o autor termina com uma oração, saudações e bênção.

  • Hebreus, 13

    JESUS NÃO MUDA
    1-4. Estejam bem uns com os outros, unidos pelo amor, sempre prontos para oferecer uma refeição ou uma pousada, se alguém precisar. Pois alguns receberam anjos em casa, sem o saber! Tratem os prisioneiros como se estivessem presos com eles. Cuidem das vítimas de abuso como se o que aconteceu com elas tivesse acontecido a vocês. Honrem o casamento e mantenham a pureza sexual entre marido e esposa. Deus não aprova o sexo casual e ilícito.

    5-6. Não fiquem obcecados por adquirir bens materiais. Estejam satisfeitos com o que já possuem. Pois, considerando, que Deus nos assegurou: “Não vou permitir que vocês caiam, nunca vou abandonar vocês”, podemos corajosamente citar: Deus está pronto para nos ajudar; Não tenho medo de nada. Quem ou o que pode me atingir?

    7-8. Tenham consideração para com pastores que deram a vocês a Palavra de Deus. Observem como eles vivem e permitam que a fidelidade deles ensine vocês, bem como a verdade que eles defendem. Devemos ser persistentes, porque Jesus não muda — ontem, hoje, amanhã, ele é sempre o mesmo.

    9. Não sejam enganados: se especularem demais, podem acabar se afastando dele. A graça de Cristo é o único fundamento adequado à vida. Produtos com o nome de Cristo não fazem muito pelos que os compram.

    10-12. O altar de onde Deus nos envia o dom de si mesmo não se presta ao tipo de exploração praticada por gente desonesta. No antigo sistema, os animais eram mortos, depois os corpos eram retirados do acampamento. O sangue, então, era trazido para dentro do altar como sacrifício pelo pecado. Ocorreu o mesmo com Jesus. Ele foi crucificado fora das portas da cidade, e ali ele derramou o sangue do sacrifício, que foi trazido para o altar de Deus, a fim de purificar seu povo.

    13-15. Portanto, vamos para fora, onde Jesus está, onde a ação está. Não devemos pensar em privilégios, mas assumir nossa parte no sofrimento de Jesus. Esse “mundo que fica do lado de dentro” não é nosso lar. Esperemos a cidade que está para vir. Vamos para o lado de fora com Jesus, não mais derramando o sangue de sacrifícios de animais, e sim os louvores dos nossos lábios a Deus, em nome de Jesus.

    16. Não pensem que, por achar que tudo está resolvido, poderão se tornar preguiçosos e não fazer mais nada pelo bem comum. Não. Compartilhem o que têm com os outros. Deus tem prazer especial em atos de culto — um tipo diferente de “sacrifício” — que tem lugar na cozinha, no local de trabalho ou na rua.

    17. Sejam obedientes aos seus pastores. Ouçam o conselho deles. Eles estão atentos à condição da vida de vocês e trabalham sob a estrita supervisão de Deus. Contribuam para que a liderança deles seja alegre, não penosa. Por que tornar as coisas mais difíceis?

    18-21. Orem por nós. Não temos dúvida quanto ao que fazemos ou por que fazemos, mas é um trabalho difícil, e precisamos das suas orações. Tudo que queremos é viver bem na presença de Deus. Orem para que possamos nos reunir em breve. Que Deus, que reúne todas as coisas, e torna todas as coisas completas, Que estabeleceu a marca permanente do sacrifício de Jesus, o sacrifício de sangue que selou a aliança eterna, Que trouxe de volta Jesus, nosso Grande Pastor, levantado e vivo dentre os mortos, Que agora reúna vocês e os presenteie com tudo de que precisam para agradá-lo, Que Deus faça de nós aquilo que de mais prazer a ele, por meio do sacrifício de Jesus, o Messias. Toda glória seja dada a Jesus, para sempre e eternamente! Amém. Amém. Amém.

    22-23. Amigos, por favor, levem muito a sério o que escrevi a vocês. Escrevi da maneira mais resumida que pude; portanto, há muita coisa que não falei. Vocês vão gostar de saber que Timóteo saiu da prisão. Se ele vier logo, vou com ele visitar vocês.

    24. Transmitam uma palavra de saudação aos seus pastores e a todas as congregações. Todos aqui na Itália enviam lembranças.

    25. A graça seja com cada um de vocês.


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  • Hebreus, 12

    A DISCIPLINA DE CORRER A MARATONA
    1-3. Percebem o que isso significa — todos esses pioneiros iluminando o caminho, todos esses veteranos nos encorajando? Significa que o melhor a fazer é continuar. Livres dos acessórios inúteis, comecem a correr — e nunca desistam! Nada de gordura espiritual extra, nada de pecados parasitas. Mantenham os olhos em Jesus, que começou e terminou a corrida de que participamos. Observem como ele fez. Porque ele jamais perdeu o alvo de vista — aquele fim jubiloso com Deus. Ele foi capaz de vencer tudo pelo caminho: a cruz, a vergonha, tudo mesmo. Agora, está lá, num lugar de honra, ao lado de Deus. Quando se sentirem cansados no caminho da fé, lembrem-se da história dele, da longa lista de hostilidade que ele enfrentou. Será como uma injeção de adrenalina na alma!

    4-11. Nessa luta incessante contra o pecado, outros sofreram muito mais que vocês, sem falar no que Jesus enfrentou — todo aquele derramamento de sangue. Portanto, nada de autocomiseração. Ou vocês já se esqueceram de que os bons pais tratam bem os filhos e que Deus trata vocês como filhos dele? Meus filhos queridos, não desprezem a disciplina de Deus, também não sejam esmagados por ela. Ele disciplina o filho que ama; o filho que ele abraça, ele também corrige. Deus está educando vocês; é por isso que vocês nunca devem desistir. Ele está tratando vocês como filhos queridos. Essa provação que vocês estão enfrentando não é um castigo; é um treinamento, a experiência normal dos filhos. Só pais irresponsáveis deixam os filhos por conta própria, Vocês gostariam que Deus fosse irresponsável? Se respeitamos nossos pais que nos educaram e não nos mimaram, por que não aceitar a disciplina de Deus, para que possamos viver de verdade? Quando éramos crianças nossos pais faziam o que para eles parecia o melhor. Mas Deus está fazendo o que é melhor para nós. Está nos treinando para que possamos viver de acordo com seu santo propósito. A disciplina nunca é divertida quando está sendo aplicada. É sempre dolorosa. No entanto, mais tarde, evidentemente há uma bela recompensa, pois quem é treinado adequadamente se torna maduro no relacionamento com Deus.

    12-13. Não cruzem os braços! Não fiquem parados! Preparem o caminho dos maratonistas, para que ninguém tropece, caia ou pise em algum buraco e sofra uma contusão no tornozelo. Ajudem-se mutuamente. E corram!

    14-17. Esforcem-se para que seja possível a convivência uns com os outros e com Deus. Senão o máximo que vão conseguir é um vislumbre de Deus. Não permitam que ninguém despreze a generosidade de Deus. Não deixem que a erva daninha da amargura se espalhe. Uns poucos espinhos podem arruinar um jardim em pouco tempo. Cuidado com a síndrome de Esaú: desprezar o dom permanente de Deus para satisfazer um apetite passageiro. Vocês sabem que Esaú, mais tarde, se arrependeu daquele ato impulsivo e tentou, ora com lágrimas, ora sem lágrimas, recuperar a bênção de Deus — mas já era tarde demais.

    UM REINO INABALÁVEL
    18-21. Diferentemente dos seus antepassados, vocês não foram até o monte Sinai — aquele fogo como que de vulcão e estrondo de terremoto — para ouvir Deus falar. As palavras ensurdecedoras e a mensagem forte a ponto de balançar a alma os aterrorizaram, e eles imploraram que parasse. Quando ouviram a frase: “Se um animal tocar a montanha, deverá morrer”, ficaram com medo até de se mexer. Até Moisés ficou assustado.

    22-24. Essa não é, de modo algum, a experiência de vocês. Vocês chegaram ao monte Sião, a cidade onde o Deus vivo reside. A Jerusalém invisível é habitada por multidões de anjos festivos e cidadãos que creem. É a cidade onde Deus é o Juiz e na qual seus julgamentos nos tornam justos. Vocês chegaram a Jesus, que apresentou uma nova aliança, um novo alvará concedido por Deus. Ele é o Mediador desta aliança. A morte de Jesus não foi como a de Abel, um assassinato que clama por vingança. Em vez disso, tornou-se uma proclamação da graça.

    25-27. Portanto, não tapem os ouvidos para essas palavras tão agradáveis. Se os que ignoraram as advertências terrenas não escaparam, o que nos acontecerá se virarmos as costas para as advertências do céu? A voz de Deus, naquela ocasião, sacudiu a terra até os fundamentos. Desta vez, ele foi bem claro, vai sacudir os céus também: “Um último abalo, muito violento e devastador, de cima para baixo”. A expressão “um último abalo” significa uma limpeza completa, que elimina todo lixo religioso e histórico e traz à tona a essência inabalável e limpa, sem mistura alguma.

    28-29. Viram o que conseguimos? Um Reino inabalável! Conseguem entender como devemos ser gratos? Não apenas agradecidos, mas em atitude de adoração profunda e reverentes na presença de Deus. Pois Deus não é um espectador indiferente. Ele está ativamente limpando a casa, queimando tudo que precisa ser queimado, e não vai desistir até que toda a sujeira desapareça. O próprio Deus é o Fogo!


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  • Hebreus, 11

    A FÉ
    1-2 O fato essencial da existência é que esta confiança em Deus, esta fé o alicerce sólido que sustenta qualquer coisa que faça a vida digna de ser vivida. É pela fé que lidamos com o que não podemos ver. Foi um ato de fé que distinguiu nossos antepassados, elevando-os acima da multidão.

    3 Pela fé vemos o mundo trazido à existência pela palavra de Deus, o que foi criado e que podemos ver por meio do que não vemos.

    4 Por um ato de fé, Abel apresentou a Deus um sacrifício melhor que o de Caim. Foi aquilo em que ele acreditava, não o que ele trouxe, que fez diferença. Pelo que Deus observou, pôde aprová-lo e considerá-lo justo. Após todos estes séculos, aquela fé continua a chamar nossa atenção..

    5-6 Por um ato de fé, Enoque escapou da morte. “Eles o procuraram e não o encontraram, pois Deus o tinha tomado.” Sabemos, com base num testemunho confiável, que antes de ser tomado “ele agradou a Deus”. É impossível agradar a Deus a não ser pela fé. Por quê? Porque qualquer um que deseja se aproximar de Deus deve crer que ele existe e que se preocupa o bastante para atender aos que o procuram.

    7 Pela fé, Noé construiu um barco na terra seca. Ele havia sido avisado de algo que não podia ver e agiu apenas com base no que foi dito a ele. O resultado? Sua família foi salva. Seu ato de fé estabeleceu uma linha divisória entre a maldade do mundo descrente e a justiça do mundo que cria. Como consequência, Noé tornou-se íntimo de Deus.

    8-10 Por um ato de fé, Abraão disse “sim” ao chamado de Deus e partiu para um lugar desconhecido, que se tornaria seu lar. Quando ele saiu, não tinha ideia de para onde estava indo. Por um ato de fé, foi residir no país que, de acordo com a promessa, seria dele. Viveu ali como estrangeiro e morava em tendas. Isaque e Jacó fizeram o mesmo, vivendo pela mesma promessa. Abraão agiu assim, mantendo o olhar numa cidade invisível que tem fundamentos reais e eternos — a Cidade planejada e construída por Deus.

    11-12 Pela fé, a estéril Sara conseguiu engravidar, mesmo sendo já bem idosa, porque ela creu que a pessoa que fez promessa iria cumpri-la. Foi assim que, de um homem idoso e sem vigor nasceram milhões de pessoas.

    13-16 Cada uma dessas pessoas de fé morreu sem ver o cumprimento da promessa, mas ainda crendo. Como conseguiram? Elas o viram e saudaram de longe, aceitando o fato de que eram passageiros neste mundo. Quem vive assim sabe que está procurando seu verdadeiro lar. Se estivessem com saudade do antigo país, poderiam ter voltado quando quisessem. Mas buscavam um país muito melhor que o antigo — buscavam o país celestial. É fácil entender por que Deus é tão orgulhoso dessas pessoas e por que há uma Cidade à espera delas.

    17-19 Pela fé Abraão, na hora da prova, ofereceu Isaque de volta para Deus. Agindo com fé, ele estava disposto a devolver o filho prometido, seu único filho, assim como se havia mostrado feliz em recebê-lo — e isso depois de Deus ter dito a ele: “Seus descendentes virão de Isaque”. Abraão raciocinou que Deus, se quisesse, poderia ressuscitar o morto. Em certo sentido, foi o que aconteceu quando ele pôde retirar Isaque vivo do altar.

    20 Por um ato de fé, Isaque vislumbrou o futuro enquanto abençoava Jacó e Esaú.

    21 Por um ato de fé, Jacó, no leito de morte, abençoou os filhos de José de maneira invertida (o mais novo primeiro, depois o mais velho), abençoando-os com a bênção de Deus, não com a sua — enquanto fazia uma reverência apoiado em seu cajado.

    22 Por um ato de fé, José, na hora da morte, profetizou o êxodo de Israel e deixou instruções quanto ao próprio sepultamento.

    23 Por um ato de fé, os pais de Moisés, após seu nascimento, o esconderam por três meses. Eles perceberam a beleza do bebê e desafiaram o decreto real.

    24-28 Pela fé, Moisés, já adulto, recusou os privilégios da casa real egípcia. Preferiu a vida dura com o povo de Deus, em vez de se entregar à vida fácil de pecados com os opressores. Ele preferiu o sofrimento no arraial do Messias à riqueza dos egípcios, porque enxergava adiante, antecipando a recompensa. Por um ato de fé, ele virou as costas para o Egito, sem ligar para a fúria do rei. Ele tinha o olhar naquele que ninguém pode ver e continuou firme. Por um ato de fé, celebrou a Páscoa e aspergiu o sangue da Páscoa em cada casa, para que o destruidor dos primogênitos não tocasse em ninguém.

    29 Por um ato de fé, Israel atravessou o mar Vermelho em terra seca. Os egípcios tentaram fazer o mesmo e se afogaram.

    30 Por um ato de fé, os israelitas marcharam ao redor das muralhas de Jericó durante sete dias, e as muralhas caíram.

    31 Por um ato de fé, Raabe, a prostituta de Jericó, acolheu os espiões e escapou da destruição que veio sobre os que se recusaram a confiar em Deus.

    32-38 Poderia prosseguir, mas não há tempo. Ainda há muitos outros — Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel, os profetas… Por seus atos de fé, eles venceram reinos, fizeram obras de justiça, viram promessas cumpridas. Foram protegidos de leões, incêndios e ameaças de morte, transformaram a desvantagem em vantagem, venceram batalhas, afugentaram exércitos invasores. Mulheres receberam seus queridos de volta dos mortos. Foram eles que, sob tortura, se recusaram a desistir e ser libertados, preferindo algo melhor: a ressurreição. Outros enfrentaram abusos, açoites e, sim, algemas e prisões. Temos informação de alguns que foram apedrejados, serrados ao meio, assassinados a sangue frio; histórias de homens vagando pela terra em peles de animais, sem teto, sem amigos, sem força — o mundo não os mereceu! —, vivendo como podiam nas periferias cruéis do mundo.

    39-40 Entretanto, nenhum desses exemplos de vida de fé puseram a mão na recompensa prometida. Deus tem um plano melhor para nós: que nossa fé se junte à deles, para formar um todo completo, como se a vida de fé que eles tiveram não fosse completa sem a nossa.


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  • Hebreus, 10

    O SACRIFÍCIO DE JESUS
    1-10 A antiga aliança era apenas um vislumbre das boas coisas da nova aliança. Uma vez que a antiga “aliança da Lei” não era completa em si mesma, ela não poderia aperfeiçoar os que participavam dela. Não importa quantos sacrifícios oferecessem ano após ano, jamais conseguiriam uma solução definitiva. Se tivessem conseguido, os adoradores seguiriam cada um o seu caminho alegremente, não mais presos aos seus pecados. Mas, em vez de remover a consciência do pecado, a repetição dos sacrifícios de animais na verdade só realçava a preocupação e a culpa, porque o sangue de touros e de bodes não tem poder para eliminar pecados. É isso que a profecia quer dizer, nas palavras de Cristo: Tu não queres sacrifícios e ofertas ano após ano; E me preparaste um corpo, para o sacrifício. Não é o aroma ou a fumaça do altar que te dá prazer. Então eu disse: “Estou aqui para fazer do teu modo, ó Deus, como está determinado no teu Livro”. Quando ele diz: “Tu não queres sacrifícios e ofertas”, está se referindo às práticas da antiga aliança. Quando acrescenta: “Estou aqui para fazer do teu modo”, deixou de lado o sistema antigo para promulgar a nova aliança — o modo de Deus —, por meio do qual nos tornamos perfeitos para Deus pelo sacrifício único de Jesus.

    11-18 O sacerdote trabalha no altar todos os dias, oferecendo o mesmo sacrifício ano após ano, e nem de longe resolve o problema do pecado. Como sacerdote, Cristo fez um sacrifício único pelos pecados, e tudo se resolveu! Então ele se sentou à direita de Deus e apenas esperou que seus inimigos desabassem. Foi um sacrifício perfeito realizado por uma pessoa perfeita para aperfeiçoar pessoas muito imperfeitas. Por meio daquela simples oferta, ele fez tudo que precisava ser feito para os que tomam parte no processo purificador. O Espírito Santo confirma: A nova aliança que estou fazendo com Israel não será escrita no papel, não será esculpida em pedra. Desta vez vou escrever a aliança neles mesmos, vou gravá-la no coração deles. Ele conclui: Vou limpar de vez a ficha dos pecados deles. Uma vez que os pecados foram definitivamente eliminados, não é preciso mais oferecer sacrifícios por eles.

    NÃO JOGUEM TUDO FORA
    19-21 Portanto, amigos, podemos agora, sem hesitação, caminhar direto para Deus, até o “Lugar Santo”. Jesus preparou o caminho pelo sangue de seu sacrifício e atua como nosso sacerdote diante de Deus. A “cortina” que dá acesso à presença de Deus é seu corpo.

    22-25 Então, avante! Cheios de fé, confiantes de que estamos apresentáveis para ele, vamos nos agarrar às promessas que nos fazem prosseguir. Ele sempre mantém sua palavra. Sejamos criativos no amor, no encorajamento e na ajuda. Não evite as reuniões de culto, como alguns fazem, desprezando os irmãos, ainda mais agora, que o grande dia se aproxima.

    26-31 Desistir e virar as costas para tudo que aprendemos e recebemos, para a verdade que agora sabemos, é o mesmo que rejeitar o sacrifício de Cristo, e estaremos sem defesa no juízo final — e que julgamento será! Se a pena por quebrar a Lei de Moisés era a morte física, o que acham que vai acontecer se vocês desprezarem o Filho de Deus, se cuspirem no sacrifício que tornou vocês completos e se insultarem o Espírito? Isso não é pouca coisa. Deus já nos avisou: vai nos chamar para prestar contas e nos fazer pagar. Ele foi muito claro: “A vingança é minha, e não vou deixar passar nada”. Disse também: “Deus vai julgar seu povo”. Acreditem, ninguém vai escapar.

    32-39 Lembram-se de quando vocês viram a luz pela primeira vez? Eram tempos difíceis! Ser desrespeitado em público e atacado de todas as formas era a rotina, às vezes com vocês, às vezes com seus amigos. Se os amigos eram presos, vocês ficaram do lado deles. Se os inimigos atacavam e tomaram seus bens, vocês os deixavam ir com um sorriso, sabendo que eles não poderiam tocar no verdadeiro. tesouro de vocês. Nada disso os aborrecia, nada os fez retroceder. Então, não joguem tudo isso fora. Na época, vocês eram confiantes. E devem ser agora! Vocês precisam perseverar, permanecer firmes na aliança de Deus para alcançar o aperfeiçoamento prometido. Não vai demorar agora, ele está a caminho; ele vai se manifestar a qualquer momento. Qualquer um que esteja firme comigo descansa em leal confiança; mas, se desistir e me abandonar, não ficarei satisfeito. Mas não somos perdedores, não vamos desistir. Ah, não! Continuaremos firmes e sobreviveremos, sem perder a confiança durante a caminhada.


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  • Hebreus, 9

    UMA PARÁBOLA VISUAL
    1-5 A primeira aliança continha orientações para o culto e contava com um lugar designado especialmente para realizá-lo. Uma grande tenda exterior foi montada. Ela abrigava o candelabro, a mesa e o “pão da presença”. Esse local era conhecido como Lugar Santo. Uma cortina foi estendida, e atrás dela montaram uma tenda menor: o Lugar Santíssimo. Ali foram postos o altar de incenso, feito de ouro, e a arca da aliança, que era coberta de ouro e guardava uma urna de ouro com maná, o cajado de Arão que floresceu, as tábuas da aliança e o propiciatório, sob a sombra das asas do anjo. Mas não temos tempo para comentar isso agora.

    6-10 Depois que tudo estava em seu lugar, os sacerdotes cuidavam de suas tarefas na tenda maior, mas apenas o sacerdote principal entrava na tenda interior, a menor, e isso uma vez por ano, para oferecer um sacrifício de sangue pelos próprios pecados é pelos pecados acumulados do povo. Essa foi a maneira utilizada pelo Espírito Santo para mostrar, por meio de uma parábola visual, que, enquanto a tenda maior existisse, o povo não poderia andar com Deus lado a lado. Nesse sistema, as oferendas e os sacrifícios não podem, de fato, chegar ao âmago da questão, não podem acalmar a consciência das pessoas, pois estão limitadas a questões de ritual e comportamento. Trata-se, essencialmente, de um arranjo temporário, até que uma revisão completa pudesse ser feita.

    APONTANDO PARA AS REALIDADES DO CÉU
    11-15 Mas, quando o Messias, o sacerdote principal dos assuntos superiores da nova aliança, entrou em cena, ele ignorou o antigo tabernáculo e seus utensílios neste mundo criado e se dirigiu diretamente ao “tabernáculo” dos céus — o verdadeiro Lugar Santo — para exercer um ministério perfeito. Ele também descartou os sacrifícios que consistiam em sangue de bezerros e de bodes e os substituiu pelo oferecimento do próprio sangue. Esse foi o preço da nossa libertação definitiva. Se o sangue de animais e os outros rituais de purificação tiveram algum efeito positivo sobre nosso comportamento e nossa religião, imaginem quanto mais o sangue de Cristo é capaz de purificar nossa vida, por dentro e por fora. Por meio do Espírito, Cristo ofereceu-se como sacrifício sem defeito e nos liberou dos esforços inúteis para que nos tornássemos pessoas respeitáveis e pudéssemos viver para Deus.

    16-17 Assim como um testamento só tem efeito depois da morte de quem o fez, a nova aliança foi iniciada com a morte de Jesus. Sua morte assinalou a transição da antiga aliança para a nova, cancelando as antigas obrigações e os pecados que as acompanhavam e convocando os herdeiros a receber a herança eterna que foi prometida a eles. Reuniu Deus e seu povo neste novo caminho.

    18-22 Mesmo na primeira aliança, houve a necessidade de uma morte para sua confirmação. Depois de ler todos os termos da aliança da Lei — o “testamento” de Deus —, Moisés pegou o sangue dos animais sacrificados e, num gesto solene, aspergiu-o sobre o documento e sobre o povo, que era o; beneficiário. Ele atestou sua validade com as palavras: “Este é o sangue da aliança ordenada por Deus”. Fez o mesmo com o local de culto e seu mobiliário. Moisés disse ao povo: “Este é o sangue da aliança que Deus firmou com vocês”. Num testamento, pode-se dizer que tudo gira em torno da morte. É por isso que o sangue, a evidência da morte, é tão usado em nossa tradição, especialmente no que se refere ao perdão de pecados.

    23-26 Isso indica a proeminência do sangue e da morte em todas aquelas práticas secundárias, que apontam para as realidades do céu. Indica também que, quando o que é real assume seu lugar, os sacrifícios de animais não são mais necessários, pois já cumpriram seu propósito. Cristo não entrou na versão terrestre do Lugar Santo. Ele entrou no verdadeiro Lugar Santo e ofereceu-se a Deus como sacrifício pelos nossos pecados. Ele não faz isso todo ano, como os principais sacerdotes faziam na antiga aliança, com um sangue que não era o deles — se fosse, ele teria de se sacrificar repetidamente no decorrer da História. Em vez disso, ele se sacrificou, de uma vez por todas, assumindo todos os outros sacrifícios no seu sacrifício — a solução final para o pecado.

    27-28 Todo mundo tem de morrer uma vez e, depois, encarar as consequências de sua vida. A morte de Cristo também foi um acontecimento único, mas foi um sacrifício que levou nossos pecados para sempre. Assim, da próxima vez que ele se manifestar, o resultado, para os que estão ansiosos por encontrá-lo, será exatamente a salvação.


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  • Hebreus, 8

    UMA NOVA ALIANÇA COM ISRAEL
    1-2 Em essência, temos um sacerdote principal que, com autoridade na presença de Deus, conduz o culto, no santuário verdadeiro, construído por Deus.

    3-5 A tarefa do sacerdote principal é oferecer dádivas e sacrifícios. Nesse ponto, não é diferente do sacerdócio de Jesus. Se ele estivesse limitado à terra, não poderia ser sacerdote. Não precisaríamos dele, pois há um grande número de sacerdotes que podem oferecer as dádivas prescritas na lei. Esses sacerdotes, na verdade, apenas representam o que acontece no verdadeiro santuário do céu — Moisés teve um vislumbre dele na época em que estava para edificar o santuário do tabernáculo. Foi quando Deus disse: “Siga exatamente o que você viu na montanha”.

    6-13 Mas a obra sacerdotal de Jesus ultrapassa em muito a dos outros sacerdotes, pois ele faz parte de uma aliança muito superior. Se a primeira aliança tivesse funcionado, a segunda não seria necessária. Mas sabemos que a antiga aliança deixou a desejar, pois Deus disse: Levantem a cabeça! Está chegando o dia em que vou estabelecer uma nova aliança com Israel e Judá. Vou deixar de lado a antiga aliança que estabeleci com os antepassados deles quando os conduzi pela mão na saída do Egito. Eles não cumpriram a parte deles no acordo, por isso os deixei de lado. Mas a nova aliança que estou fazendo com Israel não será escrita no papel, não será esculpida em pedra. Desta vez vou escrever a aliança neles mesmos, vou gravá-la no coração deles. Vou ser o Deus deles, e eles serão meu povo. Não precisarão ir à escola para aprender de mim, nem comprar um livro do tipo Conheça Deus em cinco lições. Eles vão me conhecer em primeira mão, o pequeno e o grande, o comum e o importante. Eles vão me conhecer por terem sido carinhosamente perdoados, por terem sua ficha de pecados apagada e limpa para sempre. Quando a nova aliança entre Deus e seu povo passou a vigorar, a antiga foi para a gaveta e lá ficará, acumulando poeira.


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  • Hebreus, 7

    MELQUISEDEQUE, SACERDOTE DE DEUS
    1-3 Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Ele se encontrou com Abraão, que voltava de derrotar alguns reis e o abençoou. Abraão, por sua vez, entregou a ele a décima parte do espólio de guerra. O nome Melquisedeque significa “rei de justiça” e Salém significa “paz”. Portanto, ele é também o Rei da Paz. Melquisedeque é mencionado na História sem registro de laços familiares, sem indícios de que teve início ou fim. Nesse sentido, ele é como o Filho de Deus, uma presença sacerdotal grandiosa dominando todo o cenário.

    4-7 Podemos deduzir que Melquisedeque era alguém muito importante pelo fato de nosso pai Abraão ter dado a ele o dízimo dos despojos. Os sacerdotes, descendentes de Levi, são autorizados a recolher os dízimos do povo, ainda que sejam mais ou menos iguais, sacerdotes e povo, tendo um pai em comum: Abraão. Mas esse homem, um estrangeiro, recebeu dízimos de Abraão e abençoou aquele que havia recebido as promessas de Deus. Em atos de bênção, o menor é abençoado pelo maior.

    8-10 Vejamos o caso por outro ângulo: entregamos nosso dízimo a sacerdotes que morrem, mas Abraão deu o dízimo a um sacerdote que, de acordo com as Escrituras, “vive”, Vocês podem até argumentar que, sendo Levi descendente de Abraão e tendo Abraão dado o dízimo a Melquisedeque, quando damos os dízimos à tribo sacerdotal de Levi eles terminam em Melquisedeque.

    UM SACERDÓCIO PERMANENTE
    11-14 Se o sacerdócio de Levi e Arão, que deu a estrutura para a entrega da Lei, pudesse tornar as pessoas perfeitas, não haveria necessidade de um novo sacerdócio, como o de Melquisedeque. Mas, como esse sacerdócio não conseguiu cumprir seu objetivo, houve uma mudança de sacerdócio. Com ele veio uma nova lei, que instituía mudanças radicais. Não há meio de entender essas mudanças nos termos do antigo sacerdócio levítico. É por esse motivo que não há nada na árvore genealógica de Jesus que possa conectá-lo à linhagem sacerdotal de Levi.

    15-19 Mas o episódio de Melquisedeque traz uma analogia perfeita: Jesus, sacerdote como Melquisedeque, não por ascendência genealógica, mas pela absoluta força da vida ressurreta — ele também vive! —, é “sacerdote para sempre, na ordem real de Melquisedeque”. Os antigos procedimentos, um sistema de mandamentos que nunca funcionou como deveria, foram deixados de lado. A Lei não conduziu ninguém à maturidade. Assim, um caminho que funciona — Jesus! —, que nos leva diretamente à presença de Deus, foi posto em seu lugar.

    20-22 O sacerdócio de Arão perpetuou-se automaticamente de pai para filho, sem confirmação explícita de Deus. Mas Deus interferiu e instituiu esse novo sacerdócio, que é permanente, e adicionou uma promessa: Deus deu sua palavra; ele não voltará atrás: “Tu és o sacerdote permanente!”. Isso faz de Jesus a garantia de um caminho muito melhor para chegarmos a Deus. Um sistema que realmente funciona! Uma nova aliança!

    23-25 Antigamente havia uma multidão de sacerdotes, pois eles morriam e tinham de ser substituídos. Mas o sacerdócio de Jesus é permanente. Ele está em seu posto agora e estará até a eternidade para salvar todos os que se dirigem a Deus por meio dele e o tempo todo trabalha para defendê-los.

    26-28 Portanto, agora temos um sacerdote principal que se adapta perfeitamente às nossas necessidades: totalmente santo, sem o comprometimento do pecado e com autoridade que se estende até a presença de Deus, nos céus. Diferentemente dos outros principais sacerdotes, ele não precisa oferecer sacrifícios diários pelos próprios pecados antes de nos atender. Ele mesmo se ofereceu como sacrifício, e esse sacrifício é definitivo. A lei indicava como sacerdotes principais homens que não conseguiam cumprir seu ofício com perfeição. Mas a ordem que resultou da intervenção de Deus designou o Filho, que é absoluta e eternamente perfeito.


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  • Hebreus, 6

    1-3 Portanto, vamos abandonar os rabiscos da pré-escola e passar para as granirá des obras de arte que retratam Cristo. Cresçam em Cristo. As verdades fundamentais estão estabelecidas: virar as costas para a “salvação da autoajuda” e se voltar para Deus com toda a confiança; instruções batismais; imposição de mãos; ressurreição dos mortos; castigo eterno. Se Deus nos ajudar, permaneceremos fiéis a tudo isso. Mas isso não é tudo. Continuemos.

    4-8 Os que já viram a luz, provaram o sabor dos céus, foram parte da obra do Espírito Santo, experimentaram pessoalmente a absoluta bondade da Palavra de Deus e os poderes que se manifestaram em nós e, ainda assim, com desprezo, viraram as costas para tudo isso e lavaram as mãos — bem, eles não podem começar tudo de novo, como se nada tivesse acontecido. É impossível, porque crucificaram Jesus outra vez. Eles o repudiaram em público. A terra ressecada que recebe a chuva produz uma colheita farta, pois o lavrador que a cultiva tem a aprovação de Deus. Mas, se produz ervas daninhas e espinhos, o mais provável é que ela seja amaldiçoada. Campos assim são queimados, não produzem colheita.,

    9-12 Amigos, estou certo de que isso não acontecerá com vocês. Tenho os melhores pensamentos a respeito de vocês — pensamentos sobre a salvação! Deus não perde nada. Deus conhece perfeitamente o amor que vocês demonstraram quando ajudaram alguns cristãos em necessidade, algo que continuam a praticar. Agora, quero que cada um de vocês tenha o mesmo interesse por uma esperança saudável e a mantenham até o fim. Não voltem atrás. Sejam como aqueles que nunca perderam a fé e receberam tudo que foi prometido a eles.

    DEUS DEU SUA PALAVRA
    13-18 Quando Deus fez aquela promessa a Abraão, ele a endossou, pondo a própria reputação em jogo. Ele disse: “Prometo que o abençoarei com tudo que tenho — bênção, bênção e bênção”. Abraão se agarrou a isso e recebeu tudo que lhe foi prometido. Quando alguém faz uma promessa, oferece também uma garantia, apelando para alguma autoridade acima dele. Assim, se houver alguma dúvida a respeito da promessa, a autoridade entra em ação, decidindo qualquer questionamento. Deus, como garantia de suas promessas, deu sua palavra — uma garantia sólida como rocha. Deus não pode quebrar sua própria palavra. E, como sua palavra não pode mudar, sua promessa é também imutável.

    18-20 Nós, que recorremos a Deus para salvar nossa vida, temos todos os motivos para agarrar com as duas mãos a esperança prometida e nunca mais a largar. Essa esperança é uma linha da vida espiritual inquebrável, que vai além de tudo que é visível, até a presença de Deus, onde Jesus está, pois ele se adiantou a nós e assumiu sua posição permanente de sacerdote principal a nosso favor, na ordem de Melquisedeque.


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  • Hebreus, 5

    1-3 Todo sacerdote principal selecionado para representar o povo diante de Deus e oferecer sacrifícios pelos pecados deles deve ser paciente com as falhas deles, pois essa também é a sua própria experiência. Isso significa que ele tem de oferecer sacrifícios pelos próprios pecados, não só pelos pecados do povo.

    4-6 Ninguém assume por conta própria essa posição de honra. Precisa ser chamado por Deus, como foi o caso de Arão. Nem Cristo se presumiu sacerdote principal: ele também foi separado por aquele que disse: “Tu és meu Filho, hoje me alegro em ti!”. Em outro lugar Deus declara: “Tu és sacerdote para sempre, na ordem real de Melquisedeque. — .

    7-10 Enquanto viveu na terra, antecipando a morte, Jesus clamou de dor e lamentou de tristeza, enquanto apresentava suas orações sacerdotais a Deus. Ainda que fosse o Filho de Deus, ele aprendeu uma obediência confiante pelo que sofreu, assim como nós. Então, tendo chegado ao apogeu da maturidade e declarado por Deus sacerdote principal na ordem de Melquisedeque, ele se tornou a fonte da salvação eterna para todos os que obedecem a ele confiadamente.

    CRUCIFICANDO JESUS OUTRA VEZ
    11-14 Tenho muito a dizer sobre este assunto, mas é difícil argumentar com vocês, pois se apegaram ao mau hábito de não ouvir. Vocês já deveriam ser mestres, mas percebo que ainda precisam de alguém que se sente com vocês e ensine de novo os princípios elementares acerca de Deus, desde o início. Estão bebendo leite materno, quando deveriam estar, há muito tempo, ingerindo alimento sólido! O leite é para principiantes, inexperientes nos caminhos de Deus; o alimento sólido é para quem tem maturidade e alguma prática em discernir o certo do errado.


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  • Hebreus, 4

    QUANDO AS PROMESSAS SE JUNTAM COM A FÉ
    1-3. Enquanto a promessa de descansar nele nos impulsiona para o alvo de Deus, cuidemos paraitião sermos desqualificados. Recebemos as mesmas promessas que o povo do deserto; no entanto, elas não fizeram bem a eles, porque não foram recebidas com fé. Portanto, se crermos, iremos experimentar o estado de descanso; se não crermos, nada feito. Lembrem-se do que Deus disse: Com ira, jurei: “Eles nunca vão chegar ao seu destino, nunca vão conseguir descansar de verdade”.

    3-7. Deus fez essa promessa, embora tivesse cumprido a parte dele antes da fundação do mundo. Em algum lugar, está escrito: “Deus descansou no sétimo dia, tendo completado sua obra”, mas outro texto diz: “Eles nunca vão conseguir descansar de verdade”. Portanto, essa promessa ainda não foi cumprida. Os antigos não chegaram ao lugar de descanso porque foram desobedientes. Deus continua renovando a promessa e estabelecendo a data de hoje, como fez no salmo de Davi, séculos depois do convite original: Hoje, por favor, ouçam; não fechem os ouvidos…

    8-11. Essa promessa ainda é válida. Ela não foi cancelada no tempo de Josué. Do contrário, Deus não continuaria renovando a promessa para “hoje”. A promessa de “chegada” e “descanso” para o povo de Deus ainda está de pé. Deus mesmo está neste descanso. E, no fim da jornada, descansaremos com ele. Portanto, permaneçamos firmes e chegaremos ao local de descanso. Se não houver desobediência, não haverá desvio.

    12-13. Tudo que Deus diz é sério. O que ele diz acontece. Sua poderosa Palavra é aguda como o bisturi e capaz de cortar tudo, seja dúvida, seja desculpa, mantendo-nos abertos para ouvir e obedecer. Nada — nem ninguém — está fora do alcance da Palavra de Deus. Não se pode fugir dela — não há como.

    O SACERDOTE PRINCIPAL QUE CHOROU EM AGONIA
    14-16. Agora, que já sabemos o que temos — Jesus, esse grande Sacerdote Principal com acesso imediato a Deus —, não podemos perdê-lo jamais. Não temos um sacerdote que não conhece nossa realidade. Ele experimentou fraqueza e provações e experimentou tudo, menos o pecado. Portanto, vamos andar direito e receber o que ele tem para nos dar. Recebam a misericórdia, aceitem a ajuda.


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