Categoria: Mateus

O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS
Introdução
O Evangelho de Mateus apresenta Jesus como o Messias, o Salvador que Deus tinha prometido enviar ao mundo. O Evangelho começa com a lista dos antepassados de Jesus, ligando-o assim à história do povo de Deus. Jesus é aquele em quem se cumprem as promessas feitas ao rei Davi e a Abraão, o pai do povo escolhido. Em seguida, o autor fala do nascimento de Jesus, citando, passo a passo, textos do Antigo Testamento a fim de provar que Jesus é, de fato, o Messias que Deus enviou (1.23; 2.5-6; 2.15; 2.17-18; 2.23).
Neste Evangelho, os fatos da vida de Jesus aparecem na mesma ordem seguida no Evangelho de Marcos. Depois de ser batizado no rio Jordão por João Batista, Jesus é tentado no deserto e em seguida vai para a Galileia, onde ensina multidões, cura doentes e expulsa demônios.
Mateus dá muita importância aos ensinamentos de Jesus e junta muitos deles em cinco grandes discursos: 1) o sermão do monte, em que Jesus fala a respeito do caráter, dos deveres, dos privilégios e do destino daqueles que pertencem ao Reino do Céu (caps. 5—7); 2) instruções dadas aos doze apóstolos para a sua missão de anunciar a vinda do Reino do Céu e de curar os doentes (cap. 10); 3) os segredos do Reino do Céu, apresentados em forma de parábolas (cap. 13); 4) ensinamentos a respeito da Igreja, a nova comunidade composta dos seguidores de Jesus (cap. 18); 5) ensinamentos sobre o fim dos tempos e a vinda do Reino do Céu (caps. 24—25). Além desses cinco discursos, Mateus registra outras palavras de Jesus, como, por exemplo, as condenações que ele faz contra os mestres da Lei e os fariseus (23.1-36).

  • Mateus, 28

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    Mateus, Capítulo 28

    A RESSURREIÇÃO

    1-4 Depois do sábado, assim que brilhou a primeira luz da nova semana, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar a tumba. De repente, a terra tremeu debaixo dos pés das duas mulheres. Nesse momento, um anjo de Deus desceu do céu e foi ao encontro delas. Ele rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Raios de luz emanavam dele. Suas roupas eram brancas como a neve e brilhavam. Os guardas da tumba estavam tão aterrorizados que não conseguiam se mover.

    5-6 O anjo disse às mulheres: “Não há o que temer. Sei que vocês estão procurando Jesus, aquele que foi crucificado. Ele não está mais aqui. Já ressuscitou, como tinha dito. Venham e vejam onde ele foi posto.

    7 “Agora, corram e contem aos discípulos dele: ‘Ele ressuscitou dos mortos. Ele está indo à frente de vocês para a Galiléia. Vocês o verão lá. Essa é a mensagem”.

    8-10 As mulheres, maravilhadas e eufóricas, não perderam tempo: correram para contar a novidade aos discípulos. No caminho, Jesus as encontrou. “Paz seja com vocês!”, ele disse. Elas se ajoelharam, abraçaram seus pés e o adoraram. Jesus disse: “Calma! Vocês estão me segurando assim, temendo pela vida de vocês. Não tenham medo. Vão dizer aos meus irmãos que eles devem ir para a Galiléia, pois vou me encontrar lá com eles”.

    11-15 Enquanto isso, os guardas fugiram, mas alguns foram para a cidade e contaram aos principais sacerdotes o que acontecera. Eles convocaram uma reunião dos líderes religiosos e elaboraram um plano. Subornaram os guardas com uma grande soma de dinheiro para que dissessem: “Os discípulos de Jesus vieram de noite e roubaram o corpo enquanto estávamos dormindo”. Os religiosos os tranquilizaram: “Se o governador descobrir que vocês dormiram em serviço, damos um jeito para que não sejam condenados”. Os soldados aceitaram o suborno e fizeram como lhes fora dito. Essa versão, forjada no Concílio judaico, ainda está em circulação.

    16-17 Enquanto isso, os onze discípulos foram para a Galileia, até a montanha que Jesus havia indicado para o encontro. Assim que o viram, eles o adoraram. Todavia, alguns se mantiveram afastados, pois não tinham certeza se deviam adorá-lo e não queiram se arriscar.

    18-20 Resoluto, Jesus os instruiu: “Deus me autorizou a comissionar vocês: vão e ensinem a todos os que encontrarem, de perto e de longe, sobre este estilo de vida, marcando-os pelo batismo no nome tríplice: Pai, Filho e Espírito Santo. Vocês devem ensiná-los a praticar tudo que tenho ordenado a vocês. Eu estarei com vocês enquanto procederem assim, dia após dia após dia, até o fim dos tempos”.

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  • Mateus, 27

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    Mateus, Capítulo 27

    TRINTA MOEDAS DE PRATA

    1-2 À primeira luz do dia, os principais sacerdotes e líderes religiosos reuniram-se para finalizar o plano de matar Jesus. Eles o amarraram e foram levá-lo a Pilatos, o governador.

    3-4 Então, Judas, que o traiu, viu que Jesus fora condenado. Cheio de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos sacerdotes e declarou: “Pequei! Traí um homem inocente”. Eles disseram: “E nós com isso? Problema seu”.

    5 Judas jogou as moedas no templo e saiu. Pouco depois, enforcou-se.

    6-10 Os sacerdotes pegaram de volta as moedas, mas não sabiam o que fazer com elas. “Não é certo dar o pagamento por um assassinato como oferta no templo”, concluíram. O dinheiro, então, foi usado na compra do campo do Oleiro, que seria usado como cemitério de indigentes. É por isso que aquele campo ficou conhecido como planície do Assassino, nome que permanece até hoje. Cumpriram-se aqui as palavras de Jeremias: Eles tomaram trinta moedas de prata, O preço daquele que foi avaliado por alguns dos filhos de Israel, E adquiriram o campo do oleiro. Inconscientemente, eles seguiram as instruções divinas ao pé da letra.

    PERANTE PILATOS

    11 Jesus foi posto diante do governador, que perguntou: “Você é o ‘Rei dos judeus’?”. Jesus disse: “Se você diz”.

    12-14 Mas, quando as acusações choveram da parte dos principais sacerdotes e líderes religiosos, ele não disse nada. Pilatos perguntou: “Você não escuta a longa lista de acusações? Você não vai dizer nada?”. Jesus continuou em silêncio. Nenhuma palavra saiu de sua boca. O governador estava impressionado.

    15-18 Segundo um velho costume, durante a Páscoa o governador libertava um único prisioneiro, escolhido pelo povo. Na ocasião, o infame Barrabás estava na prisão. Dirigindo-se ao povo, Pilatos perguntou: “Qual prisioneiro vocês querem que eu perdoe: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?”. Ele sabia que as acusações contra Jesus eram pura inveja.

    19 Enquanto o tribunal ainda estava em sessão, a esposa de Pilatos enviou-lhe uma mensagem: “Não se envolva no julgamento desse nobre homem. Tive uma noite longa e difícil por causa de um sonho com ele”.

    20 Enquanto isso, os sacerdotes e líderes religiosos tentavam convencer a multidão a pedir o perdão de Barrabás e a execução de Jesus.

    21 O governador perguntou: “Qual dos dois vocês querem que eu liberte?”. Eles disseram: “Barrabás”.

    22 “Então, o que farei com Jesus, chamado Cristo?”, insistiu. Todos gritaram: “Crucifique-o!”.

    23 Ele fez objeção: “Mas por qual crime?”. Mas eles gritaram ainda mais alto: “Crucifique-o”.

    24 Quando Pilatos viu que não estava indo a lugar algum e que o tumulto era iminente, pegou uma bacia com água e lavou as mãos perante a multidão, declarando: “Lavo minhas mãos da responsabilidade pela morte desse homem. De agora em diante, a responsabilidade é de vocês. Vocês são o juiz e o júri”.

    25 A multidão respondeu: “Assumimos a responsabilidade, nós e nossos filhos”.

    26 Então, Pilatos libertou Barrabás e ordenou que Jesus fosse chicoteado; depois o entregou para a crucificação.

    A CRUCIFICAÇÃO

    27-31 Os soldados designados pelo governador levaram Jesus ao pátio e reuniram toda a tropa para se divertirem à custa dele. Eles tiraram a roupa de Jesus e vestiram-no com um manto vermelho. Fizeram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele. Puseram-lhe um bastão na mão direita, como se fosse um cetro. Depois se ajoelharam diante dele, com zombaria: “Viva o Rei dos judeus! Viva!”, gritavam. Então, cuspiam nele e batiam-lhe na cabeça com o bastão. Quando cansaram das chacotas, tiraram-lhe o manto e o vestiram de novo com suas roupas. Em seguida, levaram-no para crucificá-lo.

    32-34 No caminho, vinha um homem de Cirene, chamado Simão. Eles o obrigaram a carregar a cruz. Chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa “colina da Caveira”, ofereceram a Jesus vinho misturado com fel, para aliviar a dor, mas, quando ele o provou, recusou-se a beber.

    35-40 Assim que o pregaram na cruz, ficaram esperando sua morte. Passavam o tempo jogando dados e apostando as roupas do condenado. Acima da cabeça dele, escreveram os termos da acusação: Este é Jesus, o Rei dos judeus. Com ele, crucificaram também dois criminosos, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam caçoavam, sacudindo a cabeça e ironizando: “Você alegou que poderia destruir o templo e reconstruí-lo em três dias — mostre agora seu poder. Salve-se! Se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz!”.

    41-44 Os principais sacerdotes, os mestres da lei e outros líderes religiosos estavam ali, misturados ao povo, divertindo-se e zombando de Jesus: “Ele salvou os outros, mas não pode se salvar! Você é o Rei de Israel? Então, desça da cruz, e todos nós acreditaremos em você. Ele estava tão confiante em Deus! Bem, que Deus resgate seu ‘Filho’ agora! Ele não alegava ser Filho de Deus?”. Até os dois criminosos crucificados com ele participaram da zombaria.

    45-46 Então, do meio-dia às três da tarde, toda a terra ficou na escuridão. Cerca de três horas da tarde, Jesus gritou bem alto:Eli, Eli, lamá sabactâni, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.

    47-49 Alguns dos que viram aquilo o ouviram e disseram: “Ele está chamando Elias”. Um deles correu, pegou uma esponja mergulhada em vinagre e ergueu-a numa haste e deu de beber a Jesus. Os outros brincaram: “Vamos ver se Elias vem salvá-lo”.

    50 E, depois de outro grito de dor, Jesus deu seu ultimo suspiro.

    51-53 Naquele instante, a cortina do templo rasgou-se ao meio, de alto a baixo. Houve um terremoto, e pedras se despedaçaram. Além disso, túmulos se abriram, e muitos que haviam sido fiéis a Deus foram ressuscitados. (Depois da ressurreição de Jesus, eles deixaram os túmulos, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos.)

    54 Quando viram o terremoto e os outros fenômenos, o capitão da guarda e os que estavam com ele ficaram morrendo de medo. Eles disseram: “É o Filho de Deus, só pode ser!”.

    55-56 Havia ali também algumas mulheres, que observavam a certa distância. Elas haviam seguido Jesus desde a Galiléia para servi-lo. Entre elas, estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e José, e a mãe dos irmãos Zebedeu.

    O TÚMULO

    57-61 Mais tarde, chegou um homem rico de Arimatéia, discípulo de Jesus. Seu nome era José. Ele pediu o corpo de Jesus a Pilatos, e o governador atendeu ao seu pedido. José tomou o corpo, envolveu-o em linho limpo, depositou-o no próprio túmulo, um túmulo novo, havia pouco escavado na rocha, e pôs uma grande pedra à entrada. Então, foi para casa. Maria Madalena e a outra Maria, porém, sentaram-se num lugar de onde podiam ver o túmulo.

    62-64 Depois do pôr do sol, os principais sacerdotes e os fariseus pediram uma audiência com Pilatos. Eles disseram: “Senhor, nós nos lembramos do que aquele mentiroso anunciou quando estava vivo: ‘Após três dias, eu ressuscitarei’. Precisamos manter o túmulo selado até o terceiro dia. Há uma boa chance de que os discípulos dele roubem o corpo e saiam por aí dizendo que ele ressuscitou. Então, estaremos em péssima situação: o último engano será pior que o primeiro”.

    65-66 Pilatos concordou: “Vocês terão uma guarda. Vigiem o túmulo da melhor maneira que puderem”. Em seguida, eles saíram, puseram guardas no túmulo e selaram a pedra.

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  • Mateus, 26

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    Mateus, Capítulo 26

    UNGIDO PARA A SEPULTURA

    1-2 Depois dessas explicações, Jesus disse aos discípulos: “Vocês sabem que a Páscoa é depois de amanhã, dia em que o Filho do Homem será traído e entregue à crucificação”.

    3-5 Naquele mesmo instante, o partido dos sacerdotes e líderes religiosos estava reunido na sala do sacerdote principal, chamado Caifás, conspirando para prender Jesus com discrição e matá-lo. Eles decidiram não agir durante a semana da Páscoa. “Não queremos ser responsabilizados por um tumulto”, disseram.

    6-9 Jesus estava em Betânia, como convidado de Simão, o Leproso. Enquanto jantava, uma mulher apareceu com um frasco de perfume muito caro e o derramou sobre a cabeça de Jesus. Ao ver a cena, os discípulos ficaram indignados, “Que desperdício! Esse perfume poderia ser vendido por um bom preço, e o dinheiro, distribuído entre os pobres”.

    10-13 Jesus percebeu o que estava acontecendo e interferiu: “Por que vocês a incomodam? Ela acaba de fazer algo tão maravilhoso para mim. Os pobres estarão sempre aí, todos os dias, mas eu não. Quando ela derramou o perfume sobre meu corpo, estava na verdade me ungindo para meu sepultamento. Tenham certeza de uma coisa: em qualquer lugar do mundo em que a Mensagem for pregada, o que ela fez aqui será lembrado e admirado”.

    14-16 Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, participou da conspiração dos sacerdotes. “Quanto vou ganhar para entregá-lo?” quis saber. Combinaram trinta moedas de prata, e ele ficou esperando o momento certo para fazê-lo.

    O TRAIDOR

    17 No primeiro dia da festa dos Pães sem Fermento, os discípulos vieram a Jesus e perguntaram: “Onde queres que preparemos a ceia da Páscoa?”

    18-19 Ele disse: “Entrem na cidade. Vão a certo homem e digam: ‘O Mestre diz: Minha hora está próxima. Eu e meus discípulos planejamos celebrar a ceia da Páscoa em sua casa’”. Os discípulos seguiram as instruções de Jesus ao pé da letra e prepararam a ceia da Páscoa.

    20-21 Depois do pôr do sol, ele e os Doze estavam à mesa. Durante a ceia, ele disse: “Tenho algo difícil, mas importante, para dizer. Um de vocês me trairá”.

    22 Chocados, eles começaram a dizer, um após o outro: “Eu não! Senhor”.

    23-24 Jesus respondeu: “Serei traído por alguém que come sempre comigo. O Filho do Homem sofrerá a dor da traição, já prevista nas Escrituras. Até aí, nenhuma surpresa! Mas ai do traidor do Filho do Homem. Melhor seria que ele nunca tivesse nascido!”

    25 Então, Judas, o traidor, afirmou: “Eu é que não sou!”. Jesus disse: “Você sabe que é você, Judas”.

    O PÃO E O CÁLICE

    26-29 Durante a refeição, depois de tomar o pão e abençoá-lo, Jesus o partiu e deu-o aos discípulos, dizendo: “Tomem, comam. Isto é meu corpo”. Tomando o cálice e dando graças a Deus, entregou-o a eles também e disse: “Bebam todos vocês. Isto é meu sangue, A nova aliança de Deus, Derramado em favor de muitos, para o perdão de pecados. “Não beberei vinho outra vez até o dia em que beberei com vocês no Reino do meu Pai”.

    30 Então, eles cantaram um hino e foram para o monte das Oliveiras.

    NO GETSÊMANI

    31-32 Jesus alertou-os: “Antes que a noite termine, vocês irão se dispersar, por causa do que vai me acontecer. Isso é para cumprir um texto das Escrituras que diz: Vou ferir o pastor, e as ovelhas ficarão desorientadas.

    33 Mas Pedro, todo afoito, afirmou: “Ainda que todo mundo fuja, eu nunca fugirei”.

    34 Jesus respondeu: “Não tenha tanta certeza. Ainda esta noite, antes que o galo cante, você me negará três vezes”.

    35 Pedro protestou, falando sem pensar: “Ainda que eu tenha de morrer contigo, jamais te negarei”. Todos os outros disseram o mesmo.

    36-38 Então, eles foram para um jardim chamado Getsêmani. Jesus disse aos discípulos: “Fiquem aqui enquanto vou orar mais adiante”. Levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, ele mergulhou numa tristeza agonizante e declarou: “A tristeza que sinto é uma tristeza de morte. Fiquem aqui e vigiem comigo”.

    39 Indo um pouco adiante, prostrou-se no chão, orando: “Meu Pai, se há algum meio, livra-me! Afasta este cálice de mim. Mas, por favor, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres”.

    40-41 Quando voltou aos discípulos, encontrou os três dormindo e disse a Pedro: “Vocês não podem aguentar nem por uma hora?” Fiquem atentos. Orem sempre para que não caiam em tentação antes mesmo de perceber o perigo. Uma parte de vocês está disposta a fazer qualquer coisa por Deus, mas a outra parte simplesmente não reage”.

    42 Deixou-os segunda vez e de novo orou: “Pai, se não há outro jeito a não ser beber este cálice até o fim, estou pronto. Seja feita a tua vontade”.

    43-44 Quando regressou, encontrou de novo os discípulos dormindo. Eles simplesmente não conseguiam manter os olhos abertos. Dessa vez, deixou-os dormindo e pela terceira vez foi orar, repetindo as mesmas palavras.

    45-46 Ao voltar para junto deles outra vez, disse: “Vocês vão dormir a noite toda? Minha hora chegou. O Filho do Homem está prestes a ser traído e entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se, vamos! O traidor chegou”.

    UM BANDO DE MAUS ELEMENTOS

    4748 Ele mal acabou de falar, e Judas, do grupo dos Doze, apareceu, acompanhado por um bando de maus elementos enviados pelos principais sacerdotes e demais líderes. Eles traziam espadas e paus. O traidor havia combinado um sinal com eles: “Aquele a quem eu beijar é o procurado. Prendam-no!” Ele foi direto a Jesus e o beijou, dizendo: “Como vai, Rabi?”

    50-51 Jesus disse: “Amigo, por que a encenação?” Então, eles se aproximaram e o prenderam com muita brutalidade. Mas um dos que estavam com Jesus desembainhou a espada e atacou o servo do sacerdote principal, cortando-lhe a orelha.

    52-54Jesus, porém, reagiu: “Não! Ponha a espada de volta na bainha! Quem faz uso da espada por ela será morto. Não entendem que eu poderia agora mesmo clamar a meu Pai, e doze exércitos de anjos — até mais, se eu quisesse — viriam combater a meu favor? Mas, se eu fizesse isso, como se cumpririam as Escrituras? Elas dizem que tem de ser assim”.

    55-56 Jesus, então, se dirigiu a eles: “O que é isto? Vieram me buscar com espadas e paus, como se eu fosse um bandido perigoso? Estive ensinando no templo, dia após dia, e vocês nunca moveram um dedo contra mim. Vocês acabam de confirmar os escritos proféticos”. Nessa hora, todos os discípulos já haviam fugido.

    FALSAS ACUSAÇÕES

    57-58 O grupo que prendeu Jesus levou-o perante Caifás, o sacerdote principal, ao local em que os líderes do povo e os líderes religiosos estavam reunidos. Pedro os seguira a uma distância segura. Quando chegaram ao pátio do sacerdote principal, ele se esgueirou e misturou-se com os servos, para ver o que ia acontecer.

    59-60 Os principais sacerdotes, conspirando com o Concílio judaico, tentavam forjar acusações contra Jesus para condená-lo à morte. Mas, ainda que tentassem uma acusação falsa após a outra, nenhuma era convincente.

    60-61 Finalmente, dois homens apareceram com este depoimento: “Ele disse: ‘Posso derrubar o templo de Deus e reconstruí-lo em três dias’

    62-63 O sacerdote principal levantou-se e perguntou a Jesus: “O que você tem a dizer dessa acusação?”. Jesus manteve silêncio. Então, o sacerdote principal declarou: “Ordeno, pela autoridade do Deus vivo, que me diga se você é o Messias, o Filho de Deus”.

    64 Jesus foi direto: “Você mesmo o disse. E isso não é tudo. Logo você verá por você mesmo: O Filho do Homem assentado à direita do Poderoso, Vindo nas nuvens do céu”.

    65-66 Nessa hora, o sacerdote principal perdeu a compostura. Rasgando a própria roupa, gritou: “Ele blasfemou! Vocês vão ficar parados diante desta blasfêmia?!”. Todos gritaram: “Morte! Ele merece sentença de morte”.

    67-68 Os homens começaram a cuspir e a bater nele. Enquanto o esbofeteavam, faziam piada: “Profetize, Messias! Diga quem foi que bateu agora!”.

    PEDRO NEGA JESUS

    69 Durante todo esse tempo, Pedro estava assentado lá fora, no pátio. Uma empregada encarou-o e disse: “Você estava com Jesus, o Galileu!”.

    70 Na frente de todos, ele o negou: “Nem sei do que você está falando!”.

    71 Enquanto ele caminhava na direção do portão, alguém disse às pessoas que ali estavam: “Este homem estava com Jesus, o Nazareno!”.

    72 Mais uma vez, ele o negou, reafirmando a negativa com um juramento: “Juro que nunca vi esse homem!”

    73 Pouco depois, alguns dos que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram: “Você é um deles. Seu sotaque o denuncia”.

    74-75 Então, Pedro ficou muito nervoso e começou a esbravejar, jurando: “Nunca vi esse homem!” Nesse instante, um galo cantou. Pedro lembrou-se do que Jesus dissera: “Antes que o galo cante, você vai me negar três vezes”. Então, ele saiu dali e chorou muito.

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  • Mateus, 25

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    Mateus, Capítulo 25

    A HISTÓRIA DAS VIRGENS

    1-5 “O Reino de Deus é como dez moças virgens que, com lamparinas na mão, saíram para saudar o noivo. Cinco eram tolas, e cinco eram prudentes. As tolas não levaram óleo de reserva para reabastecer as lamparinas. As prudentes, pensando nisso, carregavam vasilhames com óleo. O noivo demorou um pouco, e todas dormiram.

    6 “No meio da noite, alguém gritou: ‘Ele está aqui! O noivo está aqui! Saiam para recebê-lo!’.

    7-8“As dez virgens saíram com suas lamparinas. As virgens tolas disseram às prudentes: ‘Nossas lamparinas estão se apagando; emprestem-nos um pouco de óleo’.

    9 “As virgens prudentes responderam: ‘Não há o bastante para todas. Se querem óleo, vão comprar’.

    10 “Elas assim fizeram, mas ainda estavam fora, comprando óleo, quando o noivo chegou. As virgens que estavam a postos para saudá-lo foram para a festa, e a porta foi fechada.

    11 “Mais tarde, as virgens tolas apareceram e bateram à porta, suplicando: ‘Estamos aqui. Deixe-nos entrar!’.

    12 “O noivo, porém, perguntou: ‘Eu conheço vocês? Acho que não’.

    13 “Portanto, fiquem atentos. Vocês não sabem quando o Noivo vai chegar”.

    A HISTÓRIA DO INVESTIMENTO

    14-18 “O Reino de Deus é também como um homem que saiu para uma longa viagem. Antes de partir, chamou seus empregados e lhes delegou responsabilidades. Ao primeiro deu cinco mil moedas, ao segundo duas mil e ao terceiro mil, conforme a capacidade deles. Feito isso, partiu. Imediatamente, o primeiro empregado começou a trabalhar e duplicou o investimento do patrão. O segundo fez o mesmo. Mas o homem que recebera mil moedas preferiu guardá-las num cofre.

    19-21 “Depois de uma longa ausência, o patrão deles voltou e foi acertar as contas com os três empregados. O que havia recebido cinco mil moedas relatou que duplicara o investimento. O patrão elogiou-o: ‘Bom trabalho! Você soube negociar! De hoje em diante, será meu sócio!’.

    22-23 “O empregado que recebera duas mil moedas também conseguiu duplicar o investimento do patrão, e este o elogiou: ‘Bom trabalho! Você soube negociar! De hoje em diante, será meu sócio!’.

    24-25 “O empregado que recebera mil moedas declarou: ‘Patrão, sei que o senhor tem padrões elevados e detesta as coisas mal feitas, que é exigente ao extremo e não admite erros. Fiquei com medo de desapontá-lo, por isso guardei seu dinheiro num cofre bem seguro. Aqui está seu dinheiro, são e salvo, até o último centavo’.

    26-27 “O patrão ficou furioso. ‘Odeio essa filosofia de vida, que não aceita correr riscos. Se você sabe que sou exigente, por que não fez o mínimo que se podia esperar? O mínimo seria aplicar o dinheiro num banco. Haveria pelo menos um pequeno rendimento’.

    28-30 “Ele ordenou: ‘Pegue as mil moedas e as entregue ao que arriscou mais. E tirem o sr. Garantia daqui. Lancem-no fora, nas trevas exteriores’

    AS OVELHAS E OS BODES

    31-33 “Quando finalmente vier, numa aura de resplendor, e seus anjos com ele, o Filho do Homem irá assentar-se em seu trono glorioso. Todas as nações estarão diante dele, e ele irá separar o povo, como o pastor separa as ovelhas e os bodes — aquelas à sua direita, estes à sua esquerda.

    34-36 “O Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Entrem, vocês que são abençoados por meu Pai! Tomem posse do que está reservado para vocês no Reino desde a fundação do mundo. E esta é a razão: Eu estava com fome, e vocês me alimentaram; Eu estava com sede, e vocês me deram de beber; Eu estava sem casa, e vocês me deram um quarto; Eu estava com frio, e vocês me deram agasalho; Eu estava doente, e vocês me visitaram; Eu estava preso, e vocês vieram me ver’.

    37-40 “Então, as ovelhas’ vão dizer: ‘Mestre, do que estás falando? Quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, sedento e te demos de beber? E quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’. O Rei dirá: ‘Afirmo esta verdade solene: toda vez que vocês fizeram essas coisas a algum marginalizado ou excluído, aquele era eu — estavam ajudando a mim.

    41-43 “Depois ele se voltará para os ‘bodes’, à sua esquerda, e dirá: ‘Saiam, seus inúteis! Vocês não prestam para nada, a não ser para o fogo do inferno. E sabem por quê? Porque — Eu estava com fome, e vocês não me deram comida; Eu estava com sede, e vocês não me deram de beber; Eu estava sem casa, e vocês não me deram uma cama; Eu estava com frio, e vocês não me agasalharam; Eu estava doente e preso, e vocês nunca me visitaram.

    44 “Os ‘bodes’, então, dirão: ‘Mestre, do que estás falando? Quando foi que te vimos com fome, com sede, sem teto, com frio, doente ou na cadeia e não te ajudamos?’.

    45 “Ele responderá: ‘Afirmo esta verdade solene: toda vez que vocês deixaram de fazer uma dessas coisas a algum marginalizado ou excluído, aquele era eu — deixaram de ajudar a mim.

    46 “Então, os ‘bodes’ serão conduzidos à condenação eterna, mas as ‘ovelhas’ à recompensa eterna”.

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  • Mateus, 24

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    Mateus, Capítulo 24

    NOTÍCIAS COMUNS

    1-2 Após esse discurso, Jesus deixou o templo. Enquanto se afastava, os discípulos elogiavam a imponente arquitetura daquela casa de adoração. Jesus disse: “Não fiquem tão impressionados com o tamanho”. Tudo isso será um monte de ruínas, até a última pedra.

    3 Mais tarde, no monte das Oliveiras, ele sentou-se para descansar, e os discípulos perguntaram: “Quando essas coisas vão acontecer? Qual será o sinal de que chegou a hora da tua vinda e do desfecho de tudo?”.

    4-8 Jesus explicou: “Cuidado com os falsos profetas do fim dos tempos. Muitos líderes, com identidade falsa, alegarão: ‘Eu sou Cristo, o Messias’. Eles vão enganar muita gente. Quando ouvirem falar de guerras e ameaças de guerras, não entrem em pânico. Serão notícias comuns, não um sinal do fim. Haverá cada vez mais guerras entre as nações e conflitos entre os líderes. Em vários lugares haverá terremotos e fome. Mas tudo isso é nada, comparado com o que está por vir.

    9-10 “Eles virão para lançar vocês aos lobos, para matá-los. Todos odiarão vocês por causa do meu nome. Tudo irá de mal a pior. Será o reino do mal, um destruindo o outro, todo mundo odiando todo mundo.

    11-12 “Para aumentar a confusão, falsos pregadores irão enganar muita gente. Para muitos, a proliferação da maldade será fatal. Do amor que possuíam, restará apenas cinzas.

    13-14 “Mas fiquem firmes, pois isso é o que Deus quer. Resistam até o fim. Vocês não vão se decepcionar e serão salvos. Durante esse tempo, a Mensagem do Reino será pregada por todo o mundo, um testemunho a cada nação. Então, virá o fim”.

    A BESTA DA PROFANAÇÃO

    15-20 “Estejam preparados para fugir quando virem a besta da profanação instalar-se no santuário do templo. Quem lê as profecias de Daniel, sabe do que estou falando. Quando isso acontecer, se vocês estiverem na Judeia, corram para as colinas; se estiverem trabalhando no quintal, não voltem para buscar nada em casa. Se estiverem no campo, não voltem para buscar agasalho. As grávidas e as que amamentam sofrerão mais. Orem para que isso não aconteça no inverno ou num sábado.

    21-22 “Serão dias difíceis. Nada parecido aconteceu desde que Deus fez o mundo, nem haverá depois. Se esses dias de aflição seguissem o curso normal, ninguém suportaria. Mas, por causa dos escolhidos de Deus, a aflição será encurtada”.

    A VINDA DO FILHO DO HOMEM

    23-25 “Se alguém anunciar: ‘Aqui está o Messias!’, ou apontar: ‘Lá está ele!’, não caiam nessa. Falsos messias e pregadores mentirosos surgirão aos montes. Suas credenciais e seus espetáculos impressionantes, se possível, iludiriam até os escolhidos de Deus. Fiquem atentos, pois eu os avisei com antecedência.

    26-28 “Se disserem: ‘Corram para o interior, pois o Messias estará ali!’, ou: ‘Rápido, ele vai estar no centro da cidade!’, não deem crédito. A vinda do Filho do Homem não é algo para ver. Ele virá como um relâmpago! Onde quer que virem esses grupos reunidos, pensem em urubus voando em círculos, planando sobre carcaças em decomposição. Estejam certos de que não foi o Filho do Homem quem convocou aquelas multidões.

    29 “Após aqueles tempos difíceis, O Sol perderá o seu brilho, a Lua ficará nublada As estrelas cairão do céu, e os poderes cósmicos sofrerão abalo.

    30-31 “Então, ocorrerá a vinda do Filho do Homem em grande estilo! Seu esplendor encherá os céus — ninguém deixará de ver! Pessoas desprevenidas de todo o mundo começarão a chorar diante do esplendor do Filho do Homem no céu. Ao mesmo tempo, ele enviará seus anjos, que, com um toque de trombeta, convocarão os escolhidos de Deus espalhados pelos quatro cantos da terra, desde os lugares mais distantes.

    32-35 “Aprendam a lição da figueira. Quando percebem que ela começou a florescer e verdejar, vocês sabem que o verão está chegando. O mesmo acontecerá com vocês. Quando virem os sinais, saberão que não demorará muito. Levem isso a sério. Não estou me dirigindo apenas a gerações futuras, mas a vocês também. Esta era continua até que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra vão desaparecer, mas as minhas palavras jamais.

    36 “Quem sabe o dia e a hora? A verdade é que ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem mesmo o Filho. Só o Pai!

    37-39 “A vinda do Filho do Homem acontecerá numa época parecida com a de Noé. Antes do dilúvio, o mundo vivia como sempre viveu: se divertindo, até o dia em que Noé entrou na arca: Eles não perceberam nada — até que o dilúvio destruiu tudo.

    39-44 “A vinda do Filho do Homem será assim: Dois homens estarão trabalhando na roça. Um será levado, e o outro, deixado. Duas mulheres estarão trabalhando no moinho. Uma será levada, e a outra, deixada. Portanto, fiquem atentos. Vocês não têm como saber o dia em que seu Senhor aparecerá, mas entendam que, se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, iria esperá-lo para impedir o assalto. Então, vigiem. Vocês não têm como saber quando seu Senhor irá se manifestar.

    45-47 “Quem aqui se qualifica para o emprego de chef de cozinha, uma pessoa a quem o patrão possa encarregar da alimentação diária dos trabalhadores, na hora certa? Essa pessoa deve ser alguém que o patrão, mesmo aparecendo sem aviso, encontre sempre fazendo seu trabalho. Tal pessoa, afirmo, tem a bênção de Deus. Logo será promovida.

    48-51 “Mas, se essa pessoa é egoísta e quando o patrão está longe faz apenas o que quer — maltrata os empregados e passa o tempo jogando e se embebedando com os amigos —, um dia será apanhada em flagrante, e o patrão a castigará. A carreira dela terminará por baixo, com os hipócritas, lá fora, no frio, tremendo e rangendo os dentes”

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  • Mateus, 23

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    Mateus, Capítulo 23

    SHOWS RELIGIOSOS

    1-3 Jesus dirigiu-se outra vez aos seus discípulos e à multidão que se reunira em torno dele. “Os líderes religiosos e os fariseus são professores competentes na Lei de Deus. Vocês não erram quando seguem os ensinos deles a respeito de Moisés. Mas sejam cuidadosos quanto a segui-los. Eles têm um belo discurso, mas não o vivem. Não o guardam no coração e o desmentem com seu comportamento. É tudo aparência.

    4-7 “Em vez de dar a vocês a Lei de Deus como se fosse comida e bebida, com as quais vocês poderiam se banquetear no Senhor, eles a amarram em pesados fardos de regras, transformando vocês em animais de carga. Eles parecem ter prazer em vê-los cambalear sob o peso e não movem um dedo para ajudar. A vida deles são contínuos shows de moda, orações enfeitadas com mantas num dia e preces floreadas no outro. Eles fazem questão de sentar-se à cabeceira da mesa nos jantares, primam por posições de destaque, enfeitam-se com o brilho da bajulação pública, colecionam títulos honoríficos e querem ser tratados por ‘Doutor’ e ‘Reverendo’.

    8-10 “Não permitam que eles também ponham vocês nesse pedestal. Porque há um único Mestre, e todos vocês são alunos. Não elejam especialistas na vida de vocês, permitindo que lhes digam o que fazer. Reservem essa autoridade apenas para Deus. Deixem que ele diga a vocês o que fazer. Ninguém mais deve ter o título de ‘Pai’. Vocês só têm um Pai, e ele está no céu. Não se deixem manipular por certas pessoas, a ponto de se sentirem responsáveis por eles. Há somente um Guia para a vida de vocês e para a vida deles — Cristo.

    11-12 “Quer se destacar? Humilhe-se. Seja um servo. Se ficar inflado de orgulho, será arrastado pelo vento. Mas, se estiver satisfeito em simplesmente ser você mesmo, você terá vida plena”.

    IMPOSTORES

    13 “Não aguento mais vocês, líderes religiosos e fariseus. Vocês são um caso perdido. Impostores! A vida de vocês é uma enorme barreira para o Reino de Deus. Vocês se recusam a entrar e não permitem que outros entrem.’

    15 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Viajam meio mundo para fazer um convertido e depois que conseguem o transformam numa réplica de vocês mesmos, duplamente condenado.

    16-22“Vocês são um caso perdido, um poço de estupidez e arrogância! Vocês dizem: ‘Se alguém faz uma promessa com os dedos cruzados, ela não vale nada, mas, se jurar com a mão sobre a Bíblia, então é sério’. Quanta ignorância! O couro da Bíblia é mais importante que a pele das suas mãos? Que tal esta bobagem: ‘Se você aperta a mão de alguém quando faz uma promessa, a promessa não tem valor, mas, se levanta as mãos, tomando Deus por testemunha, então ela é válida’? Que disparate! Que diferença faz apertar ou levantar as mãos? Promessa é promessa. Que diferença faz se ela foi feita dentro ou fora de uma casa de adoração? Promessa é promessa: Deus está presente, observando tudo, e chamará vocês à responsabilidade.

    23-24 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Mantêm registros contábeis meticulosos, dão dízimo de cada centavo que ganham, mas, no essencial da Lei de Deus, coisas como justiça, compaixão e compromisso — absolutamente básicas! —vocês deixam de lado, sem nenhum remorso. A atitude cuidadosa tem o seu valor, mas o essencial é indispensável. Vocês não imaginam quão tolos parecem, escrevendo uma história de vida equivocada do princípio ao fim, nessa preocupação com pontos e vírgulas?

    25-26 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Vocês dão polimento ao exterior de suas taças e vasilhas, para que possam brilhar ao sol, enquanto o interior está sujo com sua cobiça e glutonaria. Fariseus tolos! Esfreguem o interior, e, então, o exterior brilhante fará algum sentido.

    27-28 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Vocês são como as lápides das sepulturas: bem feitas, grama aparada e flores à volta, mas sete palmos abaixo o que existe são ossos podres e carne comida por vermes. Para quem olha, vocês parecem santos, mas, por baixo desse verniz, são uma fraude.

    29-32 “Vocês, líderes religiosos e fariseus, são um caso perdido. Impostores! Vocês constroem túmulos de granito para os profetas e monumentos de mármore para os santos. Dizem que, se tivessem vivido no tempo dos seus antepassados, não teriam sangue nas mãos. Conversa! Vocês e aqueles assassinos são farinha do mesmo saco, e cada dia acrescentam homicídios à sua ficha criminal.

    33-34 “Serpentes! Répteis traiçoeiros! Pensam que vão ficar sem castigo? Acham que vão sair sem pagar? É por causa de pessoas como vocês que envio profetas, guias sábios e mestres, geração após geração — e geração após geração vocês os tratam como lixo, incitando linchamentos e abusos contra eles.

    35-36 “Há uma coisa que vocês não podem evitar: cada gota de sangue justo derramada na terra, começando pelo sangue de Abel, um homem bom, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, assassinado por vocês enquanto orava, está sobre a cabeça de vocês. Afirmo que tudo isso será cobrado desta geração.

    37-39 “Jerusalém! Jerusalém! Assassina de profetas! Matadora dos mensageiros de Deus! Quantas vezes desejei abraçar seus filhos como a galinha recolhe seus pintinhos debaixo das asas, mas você não quis. Agora está desolada, não passa de uma cidade-fantasma. O que mais posso dizer? Apenas isto: estou de saída. Da próxima vez que me virem vocês irão dizer: ‘Oh! Ele é um bendito do Senhor e está vindo para instituir o governo de Deus!’”.

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  • Mateus, 22

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    Mateus, Capítulo 22

    A HISTÓRIA DA FESTA DO CASAMENTO

    1-3 Jesus continuou contando histórias. “O Reino de Deus”, disse, “é como um rei que promoveu um banquete de casamento para seu filho. Ele enviou os mensageiros para chamar os convidados, porém eles não vieram!

    4 “Mandou outro grupo, com a seguinte mensagem: ‘Já está tudo na mesa; a carne está pronta para assar. Venham para a festa!’.

    5-7 “Entretanto, eles deram de ombros. Um foi cultivar seu jardim, outro foi trabalhar em seu comércio. O restante, sem nada melhor para fazer, espancou e matou os mensageiros. O rei ficou furioso e enviou seus soldados para eliminar aquela corja e destruir a cidade deles.

    8-10 “Então, ele disse aos seus serviçais: ‘Temos um banquete de casamento preparado, mas não temos convidados. As pessoas que convidei não vieram. Vão para as esquinas mais movimentadas da cidade e convidem para o banquete qualquer um que encontrarem. Eles saíram às ruas, convocando qualquer um que achassem, sem distinguir os bons dos maus. Na hora do banquete, todos os lugares estavam preenchidos.

    11-13 “Quando o rei entrou na sala, observou que um homem não estava com a roupa apropriada e perguntou-lhe: ‘Amigo, como ousou entrar na festa vestido assim?’. O homem ficou sem fala. Então, o rei disse aos seus servos: ‘Tirem-no daqui, rápido! Amarrem esse sujeito e mandem-no para o inferno. Certifiquem-se de que ele não vai voltar’.

    14 “É isso que quero dizer quando afirmo: ‘Muitos são convidados, mas poucos participam’”.

    PAGANDO IMPOSTOS A CÉSAR

    15-17 A essa altura, os fariseus haviam preparado uma armadilha para Jesus, certos de que o iriam incriminá-lo. Para isso, enviaram seus próprios discípulos e alguns partidários de Herodes, com esta pergunta: “Mestre, conhecemos a sua integridade, sabemos que o senhor ensina o caminho de Deus com muito zelo, não se importa com a opinião popular e não explora seus discípulos. Diga-nos com toda a honestidade: é correto pagar impostos a César?”.

    18-19 Jesus percebeu de imediato as segundas intenções e disse: “Qual a razão desse joguinho? Por que tentam me pegar com essas armadilhas? Vocês têm uma moeda? Deixem-me vê-la”. Eles lhe entregaram uma moeda de prata.

    20-21 “Quem é este que aparece na moeda? Que nome está gravado nela?”. “César”, disseram. Jesus concluiu: “Deem a César o que pertence a ele e deem a Deus o que lhe é devido”.

    22 Os fariseus ficaram sem resposta e foram embora atordoados.

    CASAMENTO E RESSURREIÇÃO

    23-28 Naquele mesmo dia, os saduceus, o grupo que nega a ressurreição, se aproximaram de Jesus e perguntaram: “Mestre, Moisés disse que, se um homem morre sem filhos, o irmão dele é obrigado a casar-se com a viúva e ter filhos com ela. Pois bem, havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos, e sua esposa passou para o irmão dele. O segundo irmão também a deixou sem filhos, igualmente o terceiro e assim todos os sete. Por fim, a mulher morreu. Queremos saber o seguinte: na ressurreição, de quem ela será esposa? Afinal, ela foi casada com cada um deles”.

    29-33 Jesus respondeu: “Vocês estão raciocinando errado, e vou dizer por quê: Primeiro, não conhecem as Escrituras; segundo, não sabem como Deus atua. Depois da ressurreição, o casamento já não mais existirá. Assim como os anjos, toda a nossa atenção estará em Deus. Com respeito à ressurreição dos mortos, vocês nunca leram as Escrituras? A gramática é clara. Deus diz: ‘Eu sou — não eu era — o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó’ O Deus vivo é o Deus dos vivos, não dos mortos”. A multidão ficou impressionada ao ouvir esse diálogo.

    O MANDAMENTO MAIS IMPORTANTE

    34-36 Quando souberam que Jesus levara a melhor sobre os saduceus, os fariseus uniram forças para outro ataque. Um dos líderes religiosos, falando pelo grupo, apresentou uma questão que, na opinião deles, iria desmascarar Jesus: “Mestre, qual o mandamento mais importante na lei de Deus?”.

    37-40 Jesus respondeu: “‘Ame o Senhor seu Deus com toda a paixão, toda a fé e toda a inteligência’. Esse é o mais importante, o primeiro de qualquer lista. Mas há um segundo, ligado a esse: ‘Ame o próximo como a você mesmo’. Esses dois mandamentos são como elos de uma corrente: tudo que está na Lei de Deus e nos Profetas deriva deles”.

    MESTRE E FILHO DE DAVI

    41-42 Enquanto os fariseus se reorganizavam, Jesus desequilibrou-os com esta pergunta: “O que vocês pensam a respeito do Cristo? De quem ele é filho?”. Eles responderam: “De Davi”.

    43-45 Jesus prosseguiu: “Bem, se o Cristo é filho de Davi, como vocês explicam que Davi, inspirado, disse que o Cristo era seu ‘Senhor’? Deus disse ao meu Senhor: ‘Assente-se aqui ao meu lado direito até que eu faça dos seus inimigos um descanso para os pés’. “Se Davi o chama ‘Senhor’, como pode ele, ao mesmo tempo, ser seu filho?”.

    46 Isso deixou os fariseus aturdidos, literalistas que eram. Não querendo arriscar nova humilhação num debate público, desistiram de lhe fazer perguntas.

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  • Mateus, 21

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    Mateus, Capítulo 21

    A RECEPÇÃO REAL

    1-3 Quando se aproximaram de Jerusalém, à altura de Betfagé, próximo ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos com estas instruções: “Vão à aldeia que está adiante. Ali encontrarão uma jumenta amarrada com seu filhote. Desamarrem-nos e tragam-nos a mim. Se alguém perguntar o que vocês estão fazendo, digam: ‘O Senhor precisa deles, mas vai devolvê-los’

    4-5 Essa história já havia sido contada pelo profeta: Digam à filha de Sião: “Vejam, o seu rei está a caminho, elegante e preparado, montado Em um jumento, em um jumentinho cria de um animal de carga”.

    6-9 Os discípulos fizeram exatamente o que Jesus ordenara. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram seus mantos sobre eles, e Jesus o montou. A multidão estendia seus mantos pela estrada, dando a Jesus uma recepção de rei. Alguns cortaram ramos de árvores e os espalharam ao chão como um tapete de boas-vindas. Havia muita gente por todo lado, gritando: “Hosana ao Filho de Davi!”; “Bendito é o que vem em nome de Deus!”; “Hosana nos altos céus!”.

    10 Quando ele entrou em Jerusalém, houve comoção na cidade. As pessoas, irritadas, perguntavam: “O que está acontecendo aqui? Quem é esse?”

    11 A multidão respondeu: “É o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.

    JESUS DERRUBA AS MESAS

    12-14 Jesus foi direto ao templo e expulsou todos os que faziam comércio ali. Ele derrubou as mesas dos agiotas e as bancas dos vendedores de pombas, citando este texto: Minha casa foi designada casa de oração; Mas vocês a transformaram em ponto de encontro de ladrões. Agora havia espaço para os cegos e aleijados se reunirem. Eles vieram a Jesus, e ele os curou.

    15-16 Os líderes religiosos, vendo os atos chocantes de Jesus e que as crianças corriam e gritavam pelo templo: “Hosana ao Filho de Davi!”, foram repreendê-lo: “Está ouvindo o que essas crianças estão dizendo?”. Jesus respondeu: “Sim, eu as ouço. E vocês nunca leram na Palavra de Deus: ‘Da boca das crianças e bebês vou preparar um lugar de louvor’?”.

    17 Aborrecido, Jesus saiu dali e foi para a cidade de Betânia, onde passou a noite.

    A FIGUEIRA QUE SECOU

    18-20 Cedo, na manhã seguinte, Jesus voltava para a cidade, Ele sentiu fome e, ao avistar uma figueira à beira da estrada, aproximou-se dela, para encontrar figos, mas nada encontrou além de folhas. Então, disse: “Nunca mais haja figos nesta árvore!” A figueira secou no mesmo instante, completamente. Os discípulos, que presenciavam a cena, esfregavam os olhos e diziam, perplexos: “Será que vimos isso mesmo? Uma árvore cheia de folhas ficou completamente seca num minuto?”

    21-22 Jesus foi direto: “Sim! E, se vocês abraçarem a vida do Reino e não duvidarem de Deus, conseguirão fazer não apenas coisas pequenas, como fiz à figueira, mas também vencerão grandes obstáculos. Aquela montanha, por exemplo. Bastar ordenar: ‘Pule no mar, e ela obedecerá. Absolutamente tudo, do pedido menor ao maior, que vocês incluírem na oração, será atendido, se vocês de fato confiarem em Deus”.

    AS CREDENCIAIS DE JESUS

    23 Logo depois, ele estava de volta no templo, ensinando. Então, os principais sacerdotes e os líderes do povo exigiram: “Mostre-nos suas credenciais. Quem deu a você autoridade para falar e agir desse modo?”.

    24-25 Jesus respondeu: “Primeiro, respondam a uma pergunta. Se a responderem, também responderei à sua. No caso do batismo de João, quem o autorizou: Deus, ou os homens?”

    25-27 Eles ficaram numa situação difícil e sabiam disso. Confusos, cochichavam entre si: “Se dissermos: ‘Deus’, ele vai perguntar por que não acreditamos nele. Se dissermos: ‘Os homens’, estamos em apuros, porque o povo tinha João na conta de profeta’. Decidiram, então, dar a vitória a Jesus dessa vez. “Não sabemos”, responderam. Jesus concluiu: “Então, também não vou responder à pergunta de vocês”.

    A HISTÓRIA DOS DOIS FILHOS

    28-29 “Digam-me o que pensam da minha história: um homem tinha dois filhos. Ele se dirigiu ao primeiro e disse: ‘Filho, vá trabalhar na minha vinha. “O filho respondeu: ‘Não quero’. Mais tarde, pensou melhor e foi.

    30 “O pai deu a mesma ordem ao segundo filho. Ele respondeu: ‘Mas é claro, com prazer’. Mas nunca foi.

    31-32 “Qual dos dois filhos fez o que o pai pediu?”. Eles disseram: “O primeiro”. Jesus disse: “Sim, e digo a vocês que os malandros e as prostitutas entrarão antes de vocês no Reino de Deus. João veio mostrando o caminho certo. Vocês viraram as costas para ele, mas os malandros e as prostitutas creram nele. Mesmo quando vocês viram a vida deles transformada, não quiseram mudar a de vocês também e crer nele”.

    A HISTÓRIA DA VINHA

    33-34 “Vou contar outra história. Ouçam com atenção. Havia um homem, um rico fazendeiro, que plantou uma vinha. Cercou-a, fez um tanque de espremer as uvas, construiu uma torre de vigilância, arrendou-a aos lavradores e saiu em viagem. Quando chegou a época da colheita, ele enviou seus empregados para receber sua parte nos lucros.

    35-37 “Os lavradores agarraram o primeiro empregado e o espancaram. O segundo foi assassinado. Eles apedrejaram o terceiro. O fazendeiro enviou outros empregados, mas eles receberam o mesmo tratamento. Já quase sem esperanças, decidiu enviar seu filho, pensando: ‘Meu filho eles vão respeitar’.

    38-39 “Mas, quando os lavradores viram o filho do fazendeiro, esfregaram as mãos, cheios de cobiça, e disseram: ‘Esse é o herdeiro! Vamos matá-lo e ficar com a vinha. Então o agarraram e o mataram ali mesmo.

    40 “Digam-me, quando o fazendeiro da vinha voltar, o que acham que ele vai fazer com os lavradores?”.

    41 “Vai matá-los. Vai se livrar dessa gente. Depois arrendará a vinha a outros, que irão dividir os lucros com ele quando chegar a hora”.

    42-44 Jesus respondeu: “E vocês podem confirmar nas Escrituras: A pedra que os pedreiros rejeitaram é agora a principal. Isso é obra de Deus. Nós esfregamos os olhos, custando a crer nisso! “Assim é com vocês. O Reino de Deus será tirado de vocês e entregue a pessoas que viverão plenamente a vida do Reino. Quem tropeçar nessa Pedra será despedaçado, e aquele sobre quem a Pedra cair ficará esmagado”.

    45-46 Quando os líderes religiosos ouviram a história, entenderam que o recado era para eles. Por isso, queriam prender Jesus, mas, receosos da opinião pública, recuaram, pois muitos o consideravam um profeta de Deus.

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  • Mateus, 20

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    Mateus, Capítulo 20

    A HISTÓRIA DOS TRABALHADORES

    1-2 “O Reino de Deus é como um administrador de uma propriedade rural que saiu bem cedo de manhã a fim de contratar pessoas para trabalhar em sua vinha. Eles concordaram em receber uma moeda de prata por dia, e foram trabalhar.

    3-5 “Mais tarde, por volta das nove da manhã, o administrador viu alguns desempregados andando pela praça da cidade. Ele lhes propôs que fossem trabalhar em sua vinha a um preço justo. E assim foram.

    5-6 “O administrador fez o mesmo por volta do meio-dia e de novo às três da tarde. Às cinco horas, ele saiu e ainda encontrou homens desocupados. E perguntou a eles: ‘Por que estão aí o dia inteiro, sem fazer nada?’.

    7 “Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. “Então, ele os contratou também para trabalhar na vinha.

    8 “Quando o expediente terminou, o proprietário da vinha instruiu seu capataz: ‘Chame os trabalhadores e pague o salário deles. Comece com os que foram contratados por último e prossiga até os primeiros’.

    9-12 “Os que foram contratados às cinco horas da tarde vieram e cada um deles recebeu o mesmo valor acertado com os primeiros. Quando os que foram contratados primeiro viram isso, imaginaram que iriam ganhar mais. Contudo, receberam o mesmo valor. Revoltados, reclamaram com o administrador: ‘O último grupo trabalhou apenas uma hora, e você pagou a eles o mesmo que nós, que trabalhamos como escravos o dia inteiro debaixo de um sol escaldante’.

    13-15 “Ele respondeu ao que falava em nome de todos: ‘Amigo, não fui injusto. Nós concordamos com esse valor, não concordamos? Então, pegue seu dinheiro e vá embora. Decidi dar ao último grupo o mesmo que daria a você. Será que não posso fazer o que quero com meu dinheiro? Você vai se mostrar mesquinho por eu ter sido generoso?’.

    16 “Aí está, mais uma vez, a Grande Inversão: os primeiros terminando por último, e os últimos terminando primeiro”.

    BEBENDO DO CÁLICE

    17-19 De volta à estrada, eles foram para Jerusalém, Jesus chamou os Doze à parte e disse: “Ouçam-me com atenção. Estamos a caminho de Jerusalém. Quando chegarmos lá, o Filho do Homem será entregue aos líderes religiosos. Eles irão condená-lo à morte e o entregarão aos romanos, que irão zombar dele, torturá-lo e crucificá-lo. Mas depois de três dias, ele se levantará— vivo”.

    20 Foi nesse momento que a mãe dos irmãos Zebedeu se aproximou, acompanhada dos dois filhos, e ajoelhou-se peranteJesus com um pedido.

    21 “O que você deseja?”, Jesus perguntou. Ela disse: “Prometa que meus dois filhos tenham os lugares de maior honra em teu Reino, um à tua direita e o outro à tua esquerda”.

    22 Jesus respondeu: “Você não faz ideia do que está pedindo”. Dirigindo-se a Tiago e João, perguntou: “Vocês são capazes de beber do cálice que estou para beber?”. “Sem dúvida”, disseram eles. “Por que não?”

    23 Jesus disse: “Pensem nisto, vocês beberão do meu cálice, mas, quanto aos lugares de honra, isso já não é comigo. Meu Pai cuidará disso”.

    24-28 Os outros dez ouviram a conversa e ficaram indignados com Tiago e João. Então, Jesus os reuniu para consertar a situação. Ele disse: “Vocês já devem ter notado como o poder sobe à cabeça dos governantes deste mundo que logo se tornam tiranos. Vocês não devem agir assim. Quem quiser ser o maior deve se tornar servo. Quem quiser ser o primeiro deve se tornar escravo. É o que o Filho do Homem faz: Ele veio para servir, não para ser servido — e para dar a própria vida para salvar muita gente”.

    29-31 Enquanto deixavam Jericó, uma multidão imensa os seguia. De repente, passaram por dois cegos, que estavam assentados à beira do caminho. Quando souberam que Jesus passava por ali, gritaram: “Senhor, tem misericórdia de nós! Misericórdia, Filho de Davi!” A multidão tentava fazê-los calar, mas eles gritavam ainda mais alto: “Mestre, tem misericórdia de nós. Misericórdia, Filho de Davi!”

    32 Jesus parou e chamou-os: “O que vocês querem de mim?”

    33 Eles disseram: “Senhor, queremos ter os olhos abertos. Queremos ver!”.

    34 Profundamente compadecido, Jesus tocou-lhes os olhos. Eles recuperaram a visão na mesma hora e se ajuntaram à multidão.

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  • Mateus, 19

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    Mateus, Capítulo 19

    DIVÓRCIO

    1-2 Depois de transmitir esses ensinamentos, Jesus deixou a Galileia e foi para a região da Judeia, do outro lado do Jordão. Também ali as multidões andavam atrás dele, e ele curava o povo.

    3 Um dia, os fariseus vieram provocá-lo: “É permitido um homem divorciar-se da esposa por qualquer razão?”. Ele respondeu: “Vocês não leram que o Criador, no plano original, fez o homem e a mulher um para o outro, macho e fêmea? Por causa disso, um homem deixa pai e mãe e une-se à sua esposa, tornando-se uma carne com ela. Não são mais dois, mas apenas um. Deus criou uma união tão perfeita, que ninguém pode ter a ousadia de profaná-la, separando-os”.

    7 Eles retrucaram: “Se é assim, por que Moisés ordenou que o marido mandasse sua mulher embora, dando-lhe uma certidão de divórcio?”

    8-9 Jesus disse: “Moisés deixou o divórcio apenas como concessão por causa do coração duro de vocês, mas não era parte do plano original de Deus. Estou apresentando o plano original. Assim, se alguém se divorciar de uma esposa fiel e se casar com outra pessoa, a responsabilidade do adultério recairá sobre ele. A única exceção é o caso quando uma das partes comete imoralidade sexual”.

    10 Os discípulos de Jesus fizeram objeção: “Se essas são as condições do casamento, estamos sem saída. Por que se casar?”

    11-12 Jesus respondeu: “Ninguém é maduro o suficiente para viver a vida de casado. É preciso ter certa aptidão e graça. Casamento não é para qualquer um. Alguns, desde que nasceram, nunca pensaram em casamento. Outros nunca propõem nem aceitam. Outros ainda decidem não se casar por causa do Reino. Mas, se você é capaz de crescer até a grandeza do casamento, faça-o”.

    PARA ENTRAR NO REINO DE DEUS

    13-15 Um dia, alguns estavam trazendo crianças a Jesus, na esperança de que ele as abençoasse e orasse por elas. Mas os discípulos deram uma bronca nessa gente. Jesus, então, interferiu: “Não tentem afastar essas crianças! Não as impeçam de vir a mim! O Reino de Deus é feito de pessoas que são como crianças”. Depois de abençoá-las, ele partiu.

    16 Outro dia, enquanto Jesus caminhava, um homem o interrompeu e perguntou: “Mestre, o que de bom devo fazer para alcançar a vida eterna?”

    17 Jesus disse: “Por que você me questiona acerca do que é bom? Deus é o Único que é bom. Se você quer entrar na vida de Deus, basta fazer o que ele manda”.

    18-19 O homem perguntou: “O que exatamente?” Jesus disse: “Não mate, não cometa adultério, não roube, não minta, honre seus pais e ame o próximo como a você mesmo”.

    20 O jovem afirmou: “Tenho feito tudo isso. O que mais?”.

    21 Jesus prosseguiu: “Se quer mesmo dar tudo de você, venda seus bens e dê tudo aos pobres. Toda a sua riqueza, então, estará no céu. Depois venha me seguir”.

    22 Aquela era a última coisa que o jovem esperava ouvir. Assim, abatido, ele se foi. Sendo muito apegado aos seus bens, não queria abrir mão de tudo.

    23-24 Enquanto observava o jovem afastar-se, Jesus disse aos seus discípulos: “Vocês têm ideia de como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus? Vocês não imaginam como é difícil. É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha”.

    25 Os discípulos ficaram chocados: “Se é assim, quem tem chance?”.

    26 Jesus olhou bem firme para eles e disse: “Ninguém tem chance, se pensam que conseguirão por esforço próprio. A única maneira é deixar Deus agir. Só ele tem o poder de fazer”.

    27 Pedro, então, lhe disse: “Nós deixamos tudo para te seguir. O que ganharemos com isso?”

    28-30 Jesus respondeu: “Sim, vocês têm me seguido. Na recriação do mundo, quando o Filho do Homem reinará gloriosamente, vocês, que têm me seguido, irão governar, começando com as doze tribos de Israel. E não apenas vocês, mas qualquer um que sacrificar o lar, a família, propriedades — qualquer coisa — por minha causa terá tudo de volta, multiplicado cem vezes, sem mencionar o prêmio da vida eterna. Essa é a Grande Inversão: muitos dos primeiros terminando por último, e os últimos terminando primeiro”.

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    Antigo Testamento | Novo Testamento

    O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Portanto ninguém separe o que Deus uniu. O que Jesus quis dizer com isso?

    Jesus, ao dizer “O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Portanto, ninguém separe o que Deus uniu” (Mateus 19:5-6), estava reafirmando o plano original de Deus para o casamento e a importância da união matrimonial.

    1. O Plano Original de Deus para o Casamento

    Jesus cita Gênesis 2:24 para lembrar que o casamento foi instituído por Deus desde a criação. Ele é mais do que um contrato social; é uma aliança sagrada. O homem e a mulher se tornam “uma só carne”, ou seja, uma unidade inseparável diante de Deus.

    2. O Casamento como União Permanente

    A frase “Portanto, ninguém separe o que Deus uniu” enfatiza que o casamento não deve ser tratado com leviandade. Ele não é apenas um compromisso humano, mas algo que Deus estabelece. Dessa forma, Jesus ensina que o divórcio não deve ser visto como uma opção fácil.

    3. O Contexto da Declaração de Jesus

    Essa afirmação foi feita em resposta aos fariseus, que perguntaram se era lícito o divórcio por qualquer motivo (Mateus 19:3). No contexto judaico da época, alguns grupos defendiam que o homem poderia se divorciar por razões triviais. Jesus, no entanto, reforça que a intenção de Deus sempre foi a permanência do casamento.

    4. Unidade e Compromisso no Casamento

    Ser “uma só carne” não se refere apenas à intimidade física, mas também à unidade emocional, espiritual e familiar. No casamento, marido e mulher devem caminhar juntos, apoiando-se e crescendo em amor e compromisso.

    5. Exceções e a Dureza do Coração

    Jesus reconhece que, devido à dureza do coração humano, Moisés permitiu o divórcio (Mateus 19:8), mas essa não era a vontade original de Deus. Em Mateus 19:9, Ele menciona a única exceção legítima para o divórcio: a infidelidade conjugal (“imoralidade sexual”).

    Conclusão

    O ensinamento de Jesus nos desafia a valorizar e preservar o casamento como uma aliança sagrada. Ele nos convida a buscar o amor, a fidelidade e o compromisso, resistindo às influências que tentam fragilizar essa união.

    Aplicação: Como temos tratado o casamento? Temos buscado fortalecer nossa relação com amor, respeito e compromisso?

    IBGE constata aumento recorde de divórcios no Brasil

    O número de divórcios no Brasil bateu recorde e chega a 420 mil casos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O aumento foi de 8,6% em 2022 na comparação a 2021, um salto de 386 mil para 420 mil. Desse total 340.459 divórcios ocorreram por meio judicial e 79.580 extrajudiciais.

    Uma mudança que pode estar contribuindo para esse aumento é a de que agora existe a figura do divórcio extrajudicial, que desburocratiza os trâmites para o casal que não quer mais viver junto e cuja separação seja consensual

    Jesus respondeu: ― Moisés permitiu que vocês se divorciassem das suas mulheres por causa da dureza do coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. O que Jesus quis dizer com isso?

    Quando Jesus disse:

    “Moisés permitiu que vocês se divorciassem das suas mulheres por causa da dureza do coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio.” (Mateus 19:8)

    Ele estava explicando que o divórcio nunca foi o plano original de Deus para o casamento.

    1. O Propósito Original de Deus para o Casamento

    Desde a criação, Deus estabeleceu o casamento como uma união permanente entre um homem e uma mulher (Gênesis 2:24). O casamento foi projetado para ser uma aliança de compromisso, amor e fidelidade.

    2. O Divórcio como Consequência da Dureza do Coração

    Moisés permitiu o divórcio (Deuteronômio 24:1-4) porque o povo de Israel estava rebelde e com o coração endurecido. Isso significa que, devido ao pecado e à insensibilidade espiritual, muitos maridos tratavam suas esposas com desprezo e injustiça. A permissão do divórcio era uma concessão para proteger as mulheres de abusos e situações injustas, mas não representava a vontade perfeita de Deus.

    3. A Diferença entre Permissão e Propósito

    Jesus deixa claro que, embora o divórcio tenha sido permitido na Lei de Moisés, ele não era o desejo de Deus “desde o princípio”. Deus sempre quis que o casamento fosse duradouro e baseado no amor, na fidelidade e no compromisso mútuo.

    4. O Chamado à Restauração do Casamento

    Ao reafirmar o plano original de Deus, Jesus ensina que o casamento deve ser tratado com seriedade e que os casais devem buscar restaurar sua relação ao invés de recorrer ao divórcio como uma solução fácil.

    Conclusão

    O ensinamento de Jesus nos desafia a não apenas seguir regras externas, mas a transformar nosso coração. Ele nos convida a cultivar amor, perdão e compromisso dentro do casamento, em vez de ceder à dureza de coração que leva à separação.

    Aplicação: Temos tratado o casamento com a seriedade e o compromisso que Deus deseja? Estamos dispostos a trabalhar para manter um relacionamento saudável e restaurar o que foi quebrado?

    Um convite a viver com a mesma simplicidade, confiança e humildade das crianças

    Então, Jesus disse: ― Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam, pois o reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas. O que Jesus quis dizer com isso?

    Jesus, ao dizer “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam, pois o reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”, estava ensinando uma lição profunda sobre a fé, a humildade e a dependência de Deus.

    1. Simplicidade e Humildade

    As crianças, por sua natureza, são simples, humildes e sem arrogância. Elas não confiam em si mesmas, mas dependem totalmente dos pais para suas necessidades. Da mesma forma, para entrar no Reino dos Céus, é necessário abandonar o orgulho e confiar plenamente em Deus, reconhecendo nossa total dependência d’Ele.

    2. Coração Puro e Sincero

    As crianças têm um coração puro e sincero. Elas não vivem cheias de malícia, mas demonstram amor e confiança de forma genuína. Jesus ensina que aqueles que desejam fazer parte do Reino de Deus devem ter um coração transformado, sem hipocrisia ou falsidade.

    3. Fé e Confiança Absoluta

    As crianças têm uma fé natural e uma confiança inquestionável em quem cuida delas. Jesus nos chama a confiar n’Ele da mesma forma, sem duvidar de Sua Palavra e de Seu cuidado.

    4. Oposição aos Obstáculos Religiosos

    Os discípulos tentaram impedir que as crianças chegassem até Jesus, talvez por considerarem-nas insignificantes ou porque acreditavam que Ele estava ocupado com assuntos mais “importantes”. No entanto, Jesus repreendeu essa atitude, mostrando que o Reino de Deus não é para aqueles que se acham grandes e poderosos, mas para os que se tornam como crianças em espírito.

    Conclusão

    Jesus nos convida a viver com a mesma simplicidade, confiança e humildade das crianças. Isso não significa ser infantil, mas ter um coração aberto e receptivo a Deus, deixando de lado o orgulho e a autossuficiência.

    Aplicação: Podemos perguntar a nós mesmos: Será que temos buscado a Deus com um coração simples e humilde, como o de uma criança?

    Os perigos da riqueza

    Em verdade lhes digo que é difícil a um rico entrar no reino dos céus. E digo ainda que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus. O que Jesus quis dizer com isso?

    Quando Jesus disse:

    “Em verdade lhes digo que é difícil a um rico entrar no Reino dos Céus. E digo ainda que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.” (Mateus 19:23-24)

    Ele estava ensinando sobre os perigos da riqueza quando ela se torna um obstáculo para a fé e a dependência de Deus.

    1. O Contexto da Declaração

    Jesus disse essas palavras logo após o encontro com o jovem rico (Mateus 19:16-22). O jovem queria seguir Jesus, mas não estava disposto a abrir mão de suas riquezas. Ele se afastou triste porque tinha muitos bens e não queria colocá-los em segundo plano diante de Deus.

    2. O Perigo do Apego às Riquezas

    A riqueza em si não é o problema, mas o apego a ela pode impedir uma pessoa de buscar a Deus com sinceridade. Quando alguém confia mais no dinheiro do que em Deus, sua fé se torna fraca e superficial.

    Jesus usou uma hipérbole para ilustrar isso: um camelo, o maior animal conhecido na região, tentando passar pelo fundo de uma agulha – uma impossibilidade. Assim, Ele mostrou como é difícil para aqueles que confiam em suas riquezas abrirem mão delas para depender de Deus.

    3. A Riqueza Pode Criar Ilusões de Autossuficiência

    Os ricos muitas vezes acreditam que podem resolver todos os problemas com dinheiro, tornando-se autossuficientes e deixando Deus em segundo plano. Esse sentimento de independência pode levar à arrogância espiritual e à falta de fé genuína.

    4. A Solução: Confiar em Deus, Não no Dinheiro

    Jesus não estava dizendo que os ricos nunca podem entrar no Reino de Deus, mas que os que confiam mais no dinheiro do que em Deus terão grande dificuldade de fazê-lo. Em Mateus 19:26, Ele completa:

    “Para os homens isso é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis.”

    Isso significa que, se um rico estiver disposto a colocar Deus acima de sua riqueza, ele pode sim entrar no Reino dos Céus. O problema não está nos bens, mas no coração.

    Conclusão

    Jesus nos ensina que o dinheiro pode se tornar um obstáculo espiritual quando nos tornamos apegados a ele e o colocamos acima de Deus. A verdadeira segurança não vem da riqueza, mas de uma relação sincera com Deus.

    Aplicação

    Estamos colocando Deus em primeiro lugar ou confiando mais no dinheiro e nos bens materiais? Como podemos demonstrar que nossa fé está acima da nossa riqueza?