Categoria: Mateus

O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS
Introdução
O Evangelho de Mateus apresenta Jesus como o Messias, o Salvador que Deus tinha prometido enviar ao mundo. O Evangelho começa com a lista dos antepassados de Jesus, ligando-o assim à história do povo de Deus. Jesus é aquele em quem se cumprem as promessas feitas ao rei Davi e a Abraão, o pai do povo escolhido. Em seguida, o autor fala do nascimento de Jesus, citando, passo a passo, textos do Antigo Testamento a fim de provar que Jesus é, de fato, o Messias que Deus enviou (1.23; 2.5-6; 2.15; 2.17-18; 2.23).
Neste Evangelho, os fatos da vida de Jesus aparecem na mesma ordem seguida no Evangelho de Marcos. Depois de ser batizado no rio Jordão por João Batista, Jesus é tentado no deserto e em seguida vai para a Galileia, onde ensina multidões, cura doentes e expulsa demônios.
Mateus dá muita importância aos ensinamentos de Jesus e junta muitos deles em cinco grandes discursos: 1) o sermão do monte, em que Jesus fala a respeito do caráter, dos deveres, dos privilégios e do destino daqueles que pertencem ao Reino do Céu (caps. 5—7); 2) instruções dadas aos doze apóstolos para a sua missão de anunciar a vinda do Reino do Céu e de curar os doentes (cap. 10); 3) os segredos do Reino do Céu, apresentados em forma de parábolas (cap. 13); 4) ensinamentos a respeito da Igreja, a nova comunidade composta dos seguidores de Jesus (cap. 18); 5) ensinamentos sobre o fim dos tempos e a vinda do Reino do Céu (caps. 24—25). Além desses cinco discursos, Mateus registra outras palavras de Jesus, como, por exemplo, as condenações que ele faz contra os mestres da Lei e os fariseus (23.1-36).

  • Mateus, 18

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    Mateus, Capítulo 18

    DE VOLTA À SIMPLICIDADE

    1 Naquele momento, os outros discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino de Deus?”

    2-5 Como resposta, Jesus chamou uma criança para o meio da sala e disse: “Digo a vocês de uma vez por todas que, se não começarem do princípio, como crianças, não terão a chance nem de ver o Reino, muito menos de entrar nele. Quem se tornar simples de novo, como esta criança, será o maior no Reino de Deus. Além disso, quando vocês recebem os que se fizeram crianças por minha causa, é como se estivessem recebendo a mim.

    6-7 “Mas, se vocês os prejudicarem, intimidando-os ou tirando proveito da simplicidade deles, logo irão desejar nunca ter feito isso. Seria melhor que vocês se jogasse no meio do mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. Ai do mundo, que causa aborrecimento a essas crianças que creem em Deus! As dificuldades são inevitáveis, mas vocês não precisam piorá-las. Se o fizerem, será o dia do juízo para você.

    8-9 “Se sua mão ou seu pé os atrapalha na caminhada de Deus, é melhor cortar e jogar fora. É preferível viver mutilado ou aleijado do que ter duas mãos e dois pé que o levem para a fornalha de fogo eterno. Se seu olho desvia sua atenção de Deus arranque-o e jogue-o fora. É preferível viver com apenas um olho do que ter uma visão perfeita no fogo do inferno.

    10 “Tomem cuidado para não tratar com arrogância um único desses que são como crianças. Vocês devem saber que os anjos deles estão em contato permanente com meu Pai no céu”.

    CONSERTANDO A SITUAÇÃO

    12-14 “Prestem atenção. Se alguém tem cem ovelhas e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove para ir atrás da que se perdeu? Quando a encontrar, não fica mais satisfeito por causa dela que pelas noventa e nove? O Pai de vocês, no céu, sente o mesmo. Ele não quer perder nem um desses crentes simples.

    15-17 “Se um dos que dizem ser seu irmão na fé prejudicar você, converse com ele. Consertem a situação entre vocês. Se ele ouvir, você fez um amigo. Se não ouvir, tome uma ou duas pessoas, para que a presença de testemunhas torne o ato legítimo, e tente de novo. Se ainda assim ele não ouvir, leve o caso à igreja. Se ele também não ouvir a igreja, comece do zero, tratando-o como um descrente: alerte-o da necessidade de arrependimento e ofereça outra vez o amor perdoador de Deus.

    18-20 “Levem isto muito a sério: um ‘sim’ na terra é um ‘sim’ no céu; um ‘não’ na terra é um ‘não’ no céu. O que vocês dizem um ao outro é eterno. Estou falando sério. Quando dois de vocês concordam em algo e oram por isso, meu Pai no céu entra em ação. E, quando dois ou três de vocês se reunirem por minha causa, não tenham dúvidas de que estarei ali”.

    UMA HISTÓRIA DE PERDÃO

    21 Nesse instante, Pedro teve a coragem de perguntar: “Mestre, quantas vezes tenho de perdoar o irmão que me prejudica? Sete?”.

    22 Jesus respondeu: “Sete é pouco. Tente setenta vezes sete.

    23-25 “O Reino de Deus é como um rei que decide acertar as contas com seus serviçais. Trouxeram à sua presença um servo que lhe devia o equivalente a trezentas toneladas de prata. Ele não podia pagar uma dívida tão vultosa. Então, o rei ordenou que o homem, com esposa, filhos e bens, fosse leiloado no mercado de escravos.

    26-27 “O infeliz lançou-se aos pés do rei e implorou: ‘Dá-me uma chance, e pagarei tudo’. Sensibilizado com o pedido, o rei deixou-o ir, cancelando a dívida.

    28 “O servo perdoado mal havia saído da sala quando se encontrou com um companheiro que lhe devia apenas cem moedas de prata. Furioso, agarrou-o pelo pescoço e ordenou: ‘Pague-me! Agora!’.

    29-31 “O pobre homem lançou-se aos pés dele e implorou: ‘Dê-me uma chance, e pagarei tudo’. Mas o outro continuou irredutível. Mandou-o para a cadeia, com ordem de ser solto só depois de pagar a dívida. Alguns servos que presenciaram a cena ficaram revoltados e relataram o fato ao rei.

    32-35 “O rei mandou chamar o servo de volta e disse: ‘Você é mau-caráter! Perdoei sua dívida quando você implorou por misericórdia. Não deveria você também ser misericordioso diante das súplicas de seu companheiro?’. O rei estava furioso e mandou que aquele servo ficasse na prisão até pagar toda a dívida. Meu Pai, no céu, fará exatamente a mesma coisa com aquele que não perdoar incondicionalmente qualquer um que peça misericórdia”.

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  • Mateus, 17

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    Mateus, Capítulo 17

    A FACE RESPLANDECENTE DE JESUS

    1-3 Seis dias depois, três dos discípulos viram isso acontecer. Jesus levou Pedro, Tiago e João a um alto monte. Ali, sua aparência mudou diante deles. Um brilho intenso emanava de seu rosto. Suas roupas pareciam banhadas em luz. De repente, eles perceberam que Moisés e Elias estavam ali também, conversando com Jesus.

    4 Então, Pedro interrompeu a conversa: “Mestre, que grande momento! Que tal se eu construísse três memoriais aqui na montanha — um para o senhor, um para Moisés e um para Elias?”

    5 Enquanto ele falava, uma nuvem brilhante os envolveu, e da nuvem ouviu-se uma voz: “Este é o meu Filho, marcado pelo meu amor e alegria da minha vida. Ouçam-no!”

    6-8 Quando os discípulos ouviram a voz, caíram com o rosto em terra, amedrontados. Jesus, porém, tocou-os e disse: “Não precisam ter medo”. Eles abriram os olhos e olharam em volta. Somente Jesus estava com eles.

    9 Enquanto desciam a montanha, Jesus os fez prometer que guardariam o segredo: “Não digam nada a ninguém sobre o que vocês viram, até que o Filho do Homem se levante dos mortos”.

    10 Os discípulos fizeram uma pergunta: “Por que os líderes religiosos dizem que Elias tem de vir primeiro?”

    11-13 Jesus explicou: “Elias vem para deixar tudo pronto. A verdade, porém, é que Elias já veio, mas eles não o reconheceram. Eles o desprezaram, assim como irão tratar o Filho do Homem”. Foi aí que os discípulos entenderam que ele falava de João, o Batista.

    A FÉ

    14-16 Ao sopé da montanha, uma multidão os aguardava. Enquanto se aproximavam, um homem saiu do meio do povo e ajoelhou-se implorando: “Mestre, tem misericórdia do meu filho. Ele tem acessos de loucura e sofre terrivelmente com as convulsões. Às vezes cai no fogo, outras vezes no rio. Eu o trouxe aos teus discípulos, mas eles não puderam fazer nada”.

    17-18 Jesus suspirou: “Mas que geração! Vocês não conhecem Deus e são muito maus! Até quando vou ter de aguentar esse tipo de coisa? Quantas vezes ainda vou ter de passar por isso? Tragam o menino aqui!” Ele ordenou que o demônio que o afligia saísse — e o demônio foi embora. Na mesma hora, o menino ficou bem.

    19 Quando os discípulos ficaram a sós com Jesus, eles lhe perguntaram: “Por que não pudemos expulsá-lo?”

    20-21 “Porque vocês ainda não levam Deus a sério”, foi a resposta. “A verdade simples é que, se vocês tivessem fé, pequena como uma semente de mostarda, poderiam dizer a esta montanha: ‘Saia daqui!’, e ela sairia. Não haveria nada que vocês não pudessem enfrentar”.

    22-23 De volta à Galileia, Jesus declarou: “O Filho do Homem está para ser traído por gente que não quer nada com Deus. Eles o matarão, mas três dias depois ele aparecerá — vivo!” Com isso, os discípulos ficaram muito aflitos.

    24 Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores de impostos perguntaram Pedro: “O mestre de vocês paga impostos?”

    25 Pedro respondeu: “Claro”. Mas, assim que chegaram em casa, Jesus o confrontou: “Simão, o que você acha? Quando um rei decreta impostos, quem paga — seus filhos ou seus súditos?”

    26-27 Pedro respondeu: “Seus súditos”. Jesus continuou: “Então os filhos estão isentos, certo? Mas, para que não nos preocupemos desnecessariamente, vá até o mar, lance o anzol e puxe o primeiro peixe que fisgar. Abra a boca do peixe e encontrará uma moeda. Entregue-a aos cobradores de impostos. Será o bastante para nós dois”.

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  • Mateus, 16

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    Mateus, Capítulo 16

    O FERMENTO DO MAL

    1-4 Os fariseus e saduceus voltaram a pressionar Jesus, para que ele desse alguma prova de quem ele era. Sua resposta foi: “Vocês têm um ditado que diz: ‘Quando o céu fica vermelho de noite, o marinheiro fica contente; quando o céu fica vermelho de manhã, o marinheiro fica alerta! Se para vocês é fácil a previsão do tempo, por que têm dificuldades para interpretar os sinais dos tempos? Esta geração má e devassa está sempre em busca de sinais e maravilhas. No entanto, o único sinal que terão é o de Jonas”. Dito isso, deu-lhes as costas e foi embora.

    5-6 No trajeto até o outro lado do mar, os discípulos perceberam que haviam esquecido o pão. Aproveitando a oportunidade, Jesus aconselhou-os: “Fiquem de olho no fermento dos fariseus e saduceus”.

    7-12 Pensando que ele os repreendia por haverem esquecido o pão, começaram a culpar um ao outro. Percebendo o que se passava, Jesus perguntou: “Por que estão discutindo por haverem esquecido o pão? Crentes pela metade! Não entenderam ainda? Não se lembram dos cinco pães que demos aos cinco mil? Quantos cestos de sobras vocês recolheram? Ou dos setes pães para os quatro mil? Quantos cestos de sobras vocês recolheram? Ainda não perceberam que o problema não é o pão? O problema é o fermento — o fermento dos fariseus e saduceus”. Então, eles entenderam. Jesus não estava preocupado com o pão, mas com o ensino dos fariseus e saduceus.

    O MESSIAS, O FILHO DE DEUS

    13 Quando chegou às vilas de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou aos discípulos: “O que o povo anda dizendo a respeito do Filho do Homem?”

    14 Eles responderam: “Alguns pensam que é João, o Batista. Outros acham que é Elias. Há quem pense que é Jeremias ou algum dos profetas”.

    15 Ele insistiu: “E vocês? Quem acham que eu sou?”.

    16 Simão Pedro declarou: “Tu és o Cristo, o Messias, o Filho do Deus vivo!”

    17-18 Jesus afirmou: “Deus o abençoe, Simão, filho de Jonas! Você não retirou a resposta dos livros nem citou algum professor. Meu Pai no céu, o próprio Deus, revelou a você o segredo sobre quem sou de fato. Agora vou dizer quem você é de verdade. Você é Pedro, uma pedra. Essa é a pedra sobre a qual vou edificar minha igreja, uma igreja tão exuberante e tão cheia de energia que nem as portas do inferno serão capazes de obstruir seu avanço.

    19 “E isso não é tudo. Vocês terão acesso livre e total ao Reino de Deus e chaves para abrir qualquer porta, sem mais barreiras entre o céu e a terra, a terra e o céu. Um ‘sim’ na terra é um ‘sim’ no céu. Um ‘não’ na terra é um ‘não’ no céu”.

    20 Ele exigiu segredo dos discípulos: fez que prometessem não contar a ninguém que ele era o Messias.

    QUEM ESTÁ NO COMANDO

    21-22 Jesus deixou claro aos discípulos que precisava ir a Jerusalém, Ali, haveria de sofrer nas mãos dos líderes do povo, dos sacerdotes e dos líderes religiosos e seria morto, mas no terceiro dia iria ressuscitar. Pedro segurou-lhe o braço, protestando: “Impossível, Mestre! Não pode ser!”.

    23 Jesus, porém, ficou firme: “Pedro, saia do meu caminho. Fora, Satanás! Você não tem ideia de como Deus trabalha”.

    24-26 Então, Jesus orientou os discípulos: “Quem quiser seguir-me tem de aceitar minha liderança. Quem está na garupa não pega na rédea. Eu estou no comando. Não fujam do sofrimento. Abracem-no. Sigam-me, e eu mostrarei a vocês como agir. Autoajuda não é ajuda, de jeito nenhum. O autossacrifício é o caminho — o meu caminho — para que vocês descubram sua verdadeira identidade. Qual é a vantagem de conquistar tudo que se deseja, mas perder a si mesmo? O que vocês teriam para dar em troca da sua alma?

    27-28 “Não fiquem obcecados em fazer negócios. Antes que percebam, o Filho do Homem virá com todo o esplendor do Pai, acompanhado por um exército de anjos. Então, vocês obterão tudo que sempre desejaram. Não é sonho. Alguns de vocês aqui verão tudo isto acontecer: o Filho do Homem vindo na glória do Reino”.

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  • Mateus, 15

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    Mateus, Capítulo 15

    A VERDADEIRA CONTAMINAÇÃO

    1-2 Depois disso, os fariseus e os líderes religiosos saíram de Jerusalém e procuraram Jesus apenas para reclamar: “Por que os seus discípulos não levam as leis a sério?”.

    3-9 Jesus reagiu: “E por que vocês usam as próprias regras para não levar os mandamentos de Deus a sério? Deus diz claramente: ‘Respeitem seu pai e sua mãe! Diz também: ‘Quem desrespeitar o pai ou a mãe será morto. Mas vocês driblam o mandamento, alegando que é perfeitamente aceitável dizer ao pai ou à mãe: ‘Vou ofertar a Deus a ajuda financeira que eu deveria dar a vocês’. Assim, vocês se livram da obrigação que têm para com os pais. Vocês anulam a Palavra de Deus e a trocam por suas próprias regras. Impostores! A profecia de Isaías a respeito de vocês acertou em cheio: Esse povo faz um grande show, dizendo as coisas certas, mas o coração deles não está nem aí para o que dizem. Fazem de conta que me adoram, mas é tudo encenação. Eles me usam apenas como desculpa para ensinar o que se adapta ao seu gosto”.

    10-11 Dirigindo-se à multidão, ele acrescentou: “Ouçam agora e prestem bastante atenção: não é o que vocês comem que contamina a vida, mas o que sai de vocês”.

    12 Mais tarde, os discípulos lhe disseram: “Os fariseus ficaram bastante irritados com as tuas declarações”.

    13-14 Jesus deu de ombros: “Toda árvore que não tenha sido plantada por meu Pai no céu será cortada pela raiz. Esqueçam-se deles. São cegos guiando outros cegos. Quando um cego guia outro cego, ambos caem no buraco”.

    15 Pedro disse: “Não entendi. O senhor poderia ser mais claro?”

    16-20 Jesus respondeu: “Você também? Será que não entende? Não sabe que o que se come é digerido no estômago e depois é eliminado? Mas o que vem da boca sai do coração. É do coração que vomitamos maus pensamentos, assassinato, adultério, imoralidade, roubo, mentira e calúnia. É isso que contamina. Comer ou deixar de comer alguns alimentos, lavar ou não as mãos — isso não tem importância”.

    CURANDO O POVO

    21-22 Dali Jesus viajou para Tiro e Sidom. Mal chegaram, e uma mulher cananeia desceu as colinas e suplicou: “Misericórdia, Mestre, Filho de Davi! Minha filha está cruelmente afligida por um espírito maligno”.

    23 Jesus a ignorou. Mas os discípulos reclamaram: “Ela está nos perturbando. Atenda-a, por favor! Ela vai nos deixar malucos!”

    24 Jesus continuou a ignorá-la, dizendo: “Estou ocupado agora com as ovelhas perdidas de Israel”.

    25 Então, a mulher ajoelhou-se diante dele e implorou: “Mestre, ajuda-me!”

    26 Ele respondeu: “Não é certo tirar o pão da boca dos filhos e dá-lo aos cães”.

    27 Ela foi rápida: “Entendo, Mestre. Mas os cães não comem das migalhas que caem da mesa do dono?”

    28 Jesus disse: “Ah, mulher! Sua fé é impressionante! Pois o que você deseja acontecerá”. Naquele momento, a filha dela ficou boa.

    29-31 Depois disso, Jesus contornou o mar da Galileia e acomodou-se num lugar alto, pronto para atender o povo. E eles vieram, milhares deles, trazendo paraplégicos, cegos, mudos, aleijados — todo tipo de necessidade havia ali — e deixando-os aos pés de Jesus para ver o que ele faria. Jesus curou todos eles. Quando viu os mudos falando, os aleijados restaurados, os paraplégicos andando e os cegos enxergando, o povo ficou maravilhado e foi dizer a todos que Deus estava vivo, atuando de maneira tremenda no meio deles.

    32 Jesus, no entanto, não havia acabado. Ele chamou os discípulos e disse: “Estou com o coração partido por esta gente. Há três dias estão comigo, e não têm o que comer. Não posso mandá-los embora com fome —vão acabar desmaiando no caminho”.

    33 Os discípulos perguntaram: “Mas onde vamos encontrar comida suficiente para todos neste lugar deserto?”

    34-39 Jesus perguntou: “Quantos pães vocês têm?”. “Sete pães e alguns peixes”, informaram. Jesus, então, mandou que o povo se assentasse. Ele tomou os sete pães e os peixes, deu graças e os repartiu com o povo. Todos comeram à vontade, e foram necessários sete grandes cestos para recolher as sobras. Os que participaram da refeição foram cerca de quatro mil, fora mulheres e crianças. Depois de despedir a multidão, Jesus entrou no barco e chegou às colinas de Magadã.

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  • Mateus, 14

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    Mateus, Capítulo 14

    A MORTE DE JOÃO

    1-2 Nessa mesma época, Herodes, que governava a região, ficou sabendo das atividades de Jesus. Ele disse aos seus assessores: “Esse deve ser João, o Batista, que voltou dos mortos, por isso é capaz de fazer milagres”.

    3-5 Herodes havia mandado prender João, que foi acorrentado e lançado numa cela para aplacar a raiva de Herodias, mulher de seu irmão Filipe. Pois João havia irritado Herodes por denunciar o adultério do rei. Herodes queria matá-lo, mas tinha medo do povo, que reverenciava João como profeta de Deus.

    6-12 A chance surgiu na celebração do aniversário do rei. A filha de Herodias entrou na sala do banquete e dançou para os convidados. Ela encantou Herodes e todos os presentes. Embalado pelo vinho, prometeu dar-lhe qualquer coisa que ela quisesse. Já orientada pela mãe, foi rápida em responder: “Dê-me numa bandeja a cabeça de João, o Batista”. O pedido deixou o rei abalado, mas, para não perder o prestígio entre os convidados, viu-se obrigado a concordar. Ordenou que cortassem a cabeça de João e a trouxessem à moça numa bandeja. A jovem, por sua vez, entregou-a à sua mãe. Mais tarde, os discípulos de João vieram buscar o corpo, deram-lhe um sepultamento digno e foram dar a notícia a Jesus.

    COMIDA PARA CINCO MIL

    13-14 Quando Jesus ficou sabendo do fato, entrou num barco e foi para um lugar para ficar sozinho. Mas não adiantou, porque alguém o reconheceu, e a notícia se espalhou. Imediatamente, o povo das cidades vizinhas rodeou o mar da Galiléia para ir ao encontro dele. Quando ele viu o povo chegando, compadeceu-se deles e curou os que estavam doentes.

    15 Quando estava anoitecendo, os discípulos aproximaram-se dele e aconselharam: “Estamos no meio do nada, e está ficando tarde. Despede o povo, para que eles saiam e consigam o que comer nas cidades”.

    16 Jesus, porém, respondeu: “Não há necessidade de despedi-los. Vocês é que vão dar comida a eles”. “Mas tudo que temos são cinco pães e dois peixes!”, disseram. Jesus ordenou: “Tragam-nos aqui”. Em seguida, mandou o povo assentar-se na grama. Ele tomou os cinco, pães e os dois peixes, olhou para o céu, orou, abençoou o pão, partiu-o e entregou tudo aos discípulos. Eles repartiram com o povo, e todos comeram e ficaram satisfeitos. Os discípulos recolheram doze cestos de sobras. E os que participaram da refeição foram cerca de cinco mil, fora mulheres e crianças.

    ANDANDO SOBRE O MAR

    22-23 Terminada a refeição, ele insistiu em que os discípulos entrassem no barco e fossem para o outro lado, enquanto ele despedia o povo. Em seguida, subiu a uma montanha onde pôde ficar sozinho e orar. E ali ficou até tarde da noite.

    24-26 O barco já estava longe quando começou a ventar muito forte, e a embarcação era sacudida pelas ondas. Por volta das quatro horas da madrugada, Jesus foi na direção deles, andando sobre o mar. Aterrorizados, eles nem conseguiam pensar direito. “Um fantasma!” gritaram apavorados.

    27 Jesus tratou de tranquilizá-los: “Calma! Sou eu. Não tenham medo”.

    28 Pedro, num ímpeto de coragem, pediu: “Mestre, se és tu mesmo, faça que eu vá até aí andando sobre a água também”.

    29-30 Jesus disse: “Venha”. Pedro pulou do barco e começou a caminhar sobre a água na direção de Jesus. Mas, quando ele olhou para baixo e viu as ondas batendo e fazendo barulho sob seus pés, sua tranquilidade se foi, e ele começou a afundar. “Mestre, salva-me!”, gritou.

    31 Jesus foi rápido. Alcançou Pedro, segurou-o pela mão e o censurou: “Que homem sem coragem! O que aconteceu com você?”

    32-33 Os dois subiram no barco, e o vento acalmou. Os discípulos, que haviam observado tudo de dentro do barco, adoraram Jesus, exclamando: “Não há dúvida: tu és o Filho de Deus!”

    34-36 Concluíram a travessia e ancoraram o barco em Genesaré. Quando o povo soube que ele estava de volta à cidade, espalharam a notícia pela vizinhança e reuniram os doentes, que pediam permissão para tocar a orla da roupa de Jesus. E todos que a tocaram foram curados.

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  • Mateus, 13

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    Mateus, Capítulo 13

    A HISTÓRIA DA SEMENTE

    1-3 Instantes depois Jesus deixou a casa e assentou-se à beira da praia. Não demorou muito, e uma multidão ajuntou-se à sua volta, obrigando-o a entrar num barco. Usando o barco como púlpito, contou uma história ao povo.

    3-8 “O que vocês acham? Um agricultor estava semeando. Enquanto fazia seu trabalho, algumas sementes caíram pelo caminho, e as aves as comeram. Outras caíram no meio dos pedregulhos. Brotaram rapidamente, mas não aprofundaram raízes. Com o calor do Sol, secaram tão rapidamente quanto haviam brotado. Outras ainda caíram no meio das ervas daninhas. As sementes chegaram a brotar, mas foram sufocadas. Por fim, algumas, porém, caíram em boa terra e produziram uma colheita que superou todas as expectativas.

    9 “Vocês estão entendendo?”

    POR QUE CONTAR HISTÓRIAS

    10 Os discípulos perguntaram: “Por que contar histórias?”.

    11-15 Ele respondeu: “Vocês já ouviram bastante a respeito do Reino de Deus. Conhecem as suas verdades. Mas nem todos tiveram esse privilégio. Quando alguém tem o coração preparado, a compreensão é real. Mas, se não houver receptividade no coração, logo desaparece. Por isso conto histórias. Meu objetivo é criar disposição, levar o povo a receber a Mensagem. Nas condições em que se encontram, eles ficarão ouvindo até o dia do juízo e não entenderão nada. Vão ficar irritados por ouvir tanto e não entender coisa alguma. Que não se repita a previsão de Isaías: Seus ouvidos estão abertos, mas não entendem uma palavra. Seus olhos estão abertos, mas não veem nada. Esse povo é cabeça-dura! Eles tapam os ouvidos com os dedos para não ter de escutar. Eles fecham os olhos para não serem obrigados a ver, e, assim, evitam ficar comigo face a face e me deixar curá-los.

    16-17 “Vocês, no entanto, têm olhos abençoados por Deus — olhos que veem! E ouvidos abençoados por Deus — ouvidos que ouvem! Muita gente, profetas e crentes humildes, daria qualquer coisa para ver o que vocês estão vendo e ouvir o que vocês estão ouvindo, mas nunca tiveram chance”.

    O SIGNIFICADO DA HISTÓRIA SOBRE A COLHEITA

    18-19 “Reflitam sobre a história do agricultor e as sementes. Quando alguém ouve as novas do Reino e não se apropria delas, elas permanecem na superfície, então vem o Maligno e as arranca do coração do ouvinte. Essa é a semente que o agricultor espalhou pela estrada.

    20-21 “A semente lançada nos pedregulhos corresponde àquele que ouve e instantaneamente recebe a mensagem com grande entusiasmo, mas a Palavra não cria raízes. Assim, diante de alguma dificuldade ou quando passa a emoção, a mensagem é esquecida, e não sobra nada.

    22 “A semente lançada no meio das ervas daninhas é aquele que ouve a mensagem do Reino, mas é vencido pela preocupação e pela ilusão de manter o que tem e de ganhar mais. A mensagem é sufocada, e não sobra nada.

    23 “A semente lançada na terra boa é a pessoa que ouve a Palavra e a acolhe, e a colheita supera todas as expectativas”.

    24-26 Ele contou outra história: “O Reino de Deus é semelhante a um fazendeiro que plantou semente de boa qualidade em suas terras. Na mesma noite, enquanto os empregados dormiam, seu rival misturou sementes de ervas daninhas aos grãos de trigo e fugiu antes do amanhecer. Os primeiros brotos surgiram, e o grão começou a crescer, mas a erva daninha também apareceu.

    27 “Os lavradores perguntaram ao fazendeiro: ‘Patrão, se o senhor plantou semente de boa qualidade, de onde veio a erva daninha?’.

    28 “Ele respondeu: ‘Algum inimigo fez isso’. “‘Devemos arrancar as ervas daninhas?’, quiseram saber os lavradores.

    29-30 “Ele respondeu: ‘Não, pois, se arrancarem as ervas daninhas, vocês vão arrancar o trigo também. Deixe que cresçam juntos até a época da colheita. Vou instruir os ceifeiros a arrancar as ervas daninhas e amarrá-las em fardos para o fogo e ajuntar o trigo para guardá-lo no celeiro’”.

    31-32 Outra história: “O Reino de Deus é como a semente de mostarda plantada por um agricultor. É uma das menores sementes, mas, uma vez plantada, germina e cresce tanto que os pássaros fazem ninhos em seus ramos.

    33 Mais uma história: “O Reino de Deus é como o fermento que uma mulher põe na massa para fazer muitos pães — e fica esperando a massa crescer”.

    34-35 Tudo que Jesus fez naquele dia foi contar histórias — uma longa tarde de histórias. Também foi o cumprimento de uma profecia: Abrirei minha boca e contarei histórias. Trarei a público coisas ocultas desde o primeiro dia da existência do mundo.

    O DESFECHO DA HISTÓRIA

    36 Jesus dispensou o povo e foi para casa. Os discípulos, então, pediram: “Explica-nos a história das ervas daninhas na lavoura”.

    37-39 Ele explicou: “O agricultor que tem a semente pura é o Filho do Homem. O campo é o mundo, as sementes verdadeiras são os súditos do Reino, as ervas daninhas são os súditos do Diabo e o inimigo que as semeia é o próprio Diabo. A colheita é o fim dos tempos, o desfecho da História. Os ceifeiros são os anjos.

    40-43 “A cena em que as ervas daninhas são enfeixadas e queimadas faz parte do último ato. O Filho do Homem enviará seus anjos, arrancará as ervas daninhas de seu Reino e as jogará no lixo. Será o fim delas. Ainda tentarão reclamar com o céu, mas ninguém as escutará. Ao mesmo tempo, as vidas prontas, santas e maduras irão adornar o Reino do Pai. “Vocês estão entendendo?

    44 “O Reino de Deus é como um tesouro escondido num campo por muitos anos, até ser acidentalmente encontrado por uma pessoa. Elá fica eufórico com a descoberta e vende tudo que possui a fim de reunir a quantia necessária para comprar aquele campo.

    45-46 “O Reino de Deus também é como um comerciante de joias que busca as melhores pérolas. Um dia, encontra a pérola perfeita e imediatamente vende tudo que possui para comprá-la.

    47-50 “O Reino de Deus também é como uma rede de pesca lançada ao mar, que apanha toda espécie de peixes. Quando está cheia, é puxada até a praia. Os peixes bons são recolhidos e guardados num tonel; os que não estão bons são jogados fora. Assim será feito no desfecho da História. Os anjos virão, separarão os peixes ruins e os jogarão fora. Haverá muita reclamação e desespero, mas isso não vai fazer nenhuma diferença.”

    51 Jesus perguntou: “Vocês estão entendendo?” Eles responderam: “Sim”.

    52 Ele acrescentou: “Então vocês já devem ter notado que o aluno bem instruído no Reino de Deus é como o proprietário de uma loja, que tira da prateleira o que necessita, novo ou usado, no momento em que precisa”.

    53-57 Jesus terminou de conta essas histórias e partiu dali. Voltou para sua cidade e começou a ensinar na sinagoga. Os ouvintes ficaram impressionados. “Ele é muito bom!”, comentavam. “De onde vem tanta sabedoria, tanta capacidade?”, perguntavam-se. Não demorou, porém, e já estavam falando mal dele: “Ora, nós o conhecemos desde menino: é o filho do carpinteiro! Conhecemos sua mãe, Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas. Suas irmãs também vivem aqui. Quem ele pensa que é?” E o desprezavam.

    58 Jesus observou: “Um profeta só não é importante em sua terra e em sua família, nas ruas em que brincou quando criança”. Por causa da indiferença e da hostilidade deles, não fez muitos milagres ali.

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  • Mateus, 12

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    Mateus, Capítulo 12

    O SENHOR DO SÁBADO

    1-2 Num sábado, Jesus e os discípulos atravessavam uma plantação de cereal. Famintos, os discípulos descascaram algumas espigas e comeram. Alguns fariseus disseram a Jesus: “Seus discípulos estão quebrando as regras do sábado!”

    3-5 Jesus reagiu: “É mesmo? Vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam com fome? Ele entrou no santuário e comeu o pão fresco do altar, que ninguém podia comer, senão os sacerdotes. Também nunca leram na Lei de Deus que os sacerdotes, cumprindo seus deveres no templo, quebravam as regras do sábado o tempo inteiro, e não eram condenados por isso?

    6-8 “Na lei do sábado, há muito mais que religião. Se vocês tivessem a menor ideia do significado daquela passagem da Escritura que diz: ‘Desejo um coração sensível, não um ritual inflexível’, vocês não seriam críticos de detalhes. O Filho do Homem não é escravo do sábado; é o Senhor dele”.

    9-10 Depois de passar pela plantação, Jesus entrou na sinagoga. Estava ali um homem que tinha uma das mãos aleijada. Alguns dos presentes, com a intenção de acusar Jesus, perguntaram: “É permitido curar no sábado?”.

    11-14 Ele respondeu: “Existe alguém aqui que, se encontrar no sábado um cordeiro seu caído numa ribanceira, não irá tirá-lo de lá? A bondade para com as pessoas é tão conforme a lei quanto a bondade para com os animais!”. Então, ele disse ao homem: “Estenda a mão”. Ele obedeceu e foi curado. Os fariseus saíram furiosos, discutindo como acabar com Jesus.

    O SENHOR DE TUDO

    15-21 Sabendo que corria perigo, Jesus deixou a sinagoga, mas um grupo o seguiu, e ele curou todos eles. Aconselhou-os, entretanto, a manter as curas em segredo, de acordo com as orientações de Isaías: Observem bem meu servo, meu escolhido: eu o amo muito, e tenho muita alegria nele. Meu Espírito nele está. Ele decretará justiça às nações. Mas ele não gritará, não levantará a voz; não haverá comoção nas ruas. Ele não desrespeitará os sentimentos de ninguém, nem o deixará de lado. Antes que você perceba, a justiça triunfará. O simples som do seu nome infundirá esperança, mesmo entre os que vivem longe e não creem.

    SATANÁS CONTRA SATANÁS

    22-23 Logo depois, um pobre coitado, afligido por demônios, cego e surdo foi trazido à presença dele. Jesus o curou, dando-lhe visão e audição. O povo que viu isso ficou impressionado. “Esse tem de ser o Filho de Davi!”, diziam.

    24 Já os fariseus, quando souberam do acontecido, reagiram com ceticismo. “É magia negra”, disseram. “Ele tirou algum truque diabólico da manga.”

    25-27 Jesus contestou a calúnia: “Um juiz que emite vereditos opostos sobre a mesma pessoa cai em contradição. Uma família que vive brigando se desintegrará. Se Satanás expulsa Satanás, não irá se destruir? Se vocês me caluniam, afirmando que sou um demônio que expulsa demônios, a mesma calúnia não se aplica aos exorcistas de vocês?

    28-29 “Mas, se é pelo poder de Deus que expulso demônios, então com certeza o Reino de Deus está aqui. Acham que é possível, em plena luz do dia, entrar na casa de um homem forte e acordado e roubar seus bens, sem amarrá-lo primeiro? Amarrem-no e, então, poderão roubá-lo.

    30 “Isso é guerra, e não há território neutro. Se vocês não estão do meu lado, são meus inimigos; se não ajudam, estão atrapalhando.

    31-32 “Não há nada dito ou feito que não possa ser perdoado. Mas, se vocês persistirem nas calúnias contra o Espírito Santo de Deus, estarão deliberadamente rejeitando aquele que perdoa. Se rejeitarem o Filho do Homem por algum juízo equivocado, poderão ser perdoados, mas, se rejeitarem o Espírito Santo, estarão rompendo relações com aquele que os sustenta.

    33 “Se vocês crescerem como uma árvore saudável, irão produzir frutos saudáveis. Mas, se a árvore for doente, os frutos serão podres. Os frutos nos revelam a verdade sobre a árvore.

    34-37 “A mente de vocês parece um ninho de cobras. Como dar crédito ao que dizem, já que são tão tolos? É o coração, não o dicionário, que dá significado às palavras. A pessoa de bem produz boas obras e boas palavras todo o tempo, mas a pessoa má é como praga no pomar. Permitam-me dizer uma coisa: cada uma dessas palavras impensadas voltará para assombrá-los. A hora da prestação de contas vai chegar. As palavras são poderosas. Levem-nas a sério. Elas podem ser a sua salvação, mas também podem condená-los”.

    A EVIDÊNCIA DE JONAS

    38 Mais tarde, alguns líderes religiosos e fariseus interpelaram Jesus: “Mestre, queremos ver suas credenciais, uma prova conclusiva de que Deus está com você. Que tal um milagre?”.

    39-40 Jesus respondeu: “Vocês procuram uma prova, mas estão procurando o tipo errado de prova. Tudo que querem é algo para satisfazer a curiosidade, o desejo de ver milagres. A única evidência que terão é a que se parece com uma total ausência de provas: o sinal de Jonas. Assim como Jonas ficou três dias e três noites no ventre do peixe, o Filho do Homem, por três dias e três noites, será posto numa cova profunda.

    41-42 “No dia do juízo, os ninivitas se levantarão e apresentarão a prova que condenará esta geração, porque, quando Jonas pregou em Nínive, eles mudaram de vida. Aqui está um pregador mais importante que Jonas, e vocês querem ‘provas’. No dia do juízo, a rainha de Sabá virá de longe e apresentará uma prova que condenará esta geração, porque ela viajou de uma região remota da terra para ouvir o sábio Salomão, e diante de vocês está a sabedoria maior que a de Salomão, mas vocês se preocupam com ‘provas’.

    43-45 “Quando é expulso de alguém, o espírito maligno vagueia pelo deserto, procurando um oásis, uma alma distraída que possa atormentar. Se não encontra nada, diz consigo mesmo: ‘Vou retornar para minha antiga casa’. Quando retorna, encontra a pessoa limpa, porém vazia. Então, o espírito reúne outros sete espíritos ainda piores, e todos se instalam ali. O estado da pessoa agora é pior do que antes. “É assim que esta geração se parece. Vocês pensam que, por remover o lixo de sua vida, estão prontos para Deus, mas, como não foram receptivos à Mensagem do Reino que eu prego, os demônios estão voltando”.

    MAIS VALE A OBEDIÊNCIA QUE LAÇOS DE SANGUE

    46-47 Ele ainda falava à multidão, quando sua mãe e seus irmãos apareceram. Eles estavam do lado de fora, tentando mandar-lhe um recado. Foi quando alguém informou: “Sua mãe e seus irmãos estão aqui. Querem falar com o senhor”.

    48-50 Jesus não deu uma resposta direta, mas perguntou: “Quem vocês acham que são minha mãe e meus irmãos?”. Ele, então, apontou para seus discípulos. “Olhem bem. Estes são minha mãe e meus irmãos. Mais vale a obediência que laços de sangue. Quem faz a vontade de meu Pai celestial é meu irmão, irmã e mãe”.

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  • Mateus, 11

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    Mateus, Capítulo 11

    1 Depois de transmitir essas instruções aos seus doze trabalhadores, ele saiu a ensinar e pregar em diversas vilas.

    2-3 Nesse meio-tempo, João foi preso e, quando soube o que Jesus estava fazendo, enviou seus discípulos para perguntar: “O senhor é aquele que estávamos esperando, ou teremos de esperar mais?”.

    4-6 Jesus lhes disse: “Voltem e digam a João o que está acontecendo: Os cegos veem, Os paralíticos andam, Os leprosos são purificados, Os surdos ouvem, Os mortos ressuscitam, Os marginalizados da terra ficam sabendo que Deus está do lado deles. É o que vocês estavam esperando? Então, considerem-se muito abençoados!”

    7-10 Enquanto os discípulos de João voltavam com a resposta, Jesus resolveu explicar às multidões quem era João. “O que vocês esperavam quando foram vê-lo no deserto? Alguém aproveitando o fim de semana? Um magnata em roupa de grife? Esse tipo de gente que vive rodeado de celebridades? Afinal, o que vocês foram ver? Não foi um profeta? Com certeza, um profeta! Talvez o mais importante que vocês terão a oportunidade de ouvir. Ele é o profeta que Malaquias anunciou quando escreveu: ‘Estou enviando meu profeta adiante de vocês, para preparar a estrada para vocês’.

    11-14 “Permitam-me dizer o que está acontecendo. Ninguém na história humana é mais importante que João, o Batista, mas, no Reino para o qual ele preparou vocês, a pessoa mais humilde é mais importante que ele. Há muito tempo que se tenta uma entrada forçada no Reino de Deus. Mas, se lerem com atenção os Profetas e a Lei de Deus, vocês perceberão que tudo culmina em João, unindo-se a ele na preparação do caminho para o Messias do Reino. Olhando por esse ângulo, João é o ‘Elias’ que vocês esperavam chegar para apresentar o Messias.

    15 “Vocês estão me ouvindo? Entendem o que digo?

    16-19 “Com que posso comparar esta geração? As pessoas se comportam como crianças mimadas, reclamando dos pais: ‘Queremos pular corda, mas vocês estão sempre cansados. Queremos conversar, mas vocês estão sempre ocupados’. João veio jejuando, e foi chamado de louco. Eu cheguei festejando, e me chamaram de beberrão, amigo da ralé. As pesquisas de opinião parecem não valer muita coisa, não é? Só com a experiência é que se comprova a verdade”.

    OS RITMOS LIVRES DA GRAÇA

    20 Em seguida, Jesus censurou algumas cidades, nas quais trabalhara muito, mas com pouco resultado, porque o povo se mostrara cético e indiferente:

    21-24 “Ai de você, Corazim! Pobre Betsaida! Se Tiro e Sidom tivessem visto metade dos milagres que vocês presenciaram, teriam caído de joelhos na mesma hora. No dia do juízo, elas vão se sair bem, em comparação com vocês. E Cafarnaum! Pomposos como pavões, vocês irão acabar no abismo. Se o povo de Sodoma tivesse tido as oportunidades que vocês tiveram, aquela cidade ainda estaria de pé. No dia do juízo, elas vão se sair bem, em comparação com vocês”.

    25-26 Inesperadamente, Jesus irrompeu numa oração: “Obrigado, Pai, Senhor do céu e da terra! Escondeste teus caminhos dos eruditos e sabichões e os revelaste aos mais simples. Sim, Pai, esse é o teu modo de agir”.

    27 Jesus retomou seu discurso, agora com ternura. “Tudo que tenho para fazer e dizer é incumbência do Pai. Essa é uma operação exclusiva de Pai e Filho, resultante da intimidade e do conhecimento que desfrutam um do outro. Ninguém conhece o Filho como o Pai o conhece, nem o Pai como o Filho o conhece. Mas não estou guardando isso para mim: estou pronto a revelar todos os detalhes a qualquer um que deseje ouvir.

    28-30 “Vocês estão cansados, enfastiados de religião? Venham a mim! Andem comigo e irão recuperar a vida. Vou ensiná-los a ter descanso verdadeiro. Caminhem e trabalhem comigo! Observem como eu faço! Aprendam os ritmos livres da graça! Não vou impor a vocês nada que seja muito pesado ou complicado demais. Sejam meus companheiros e aprenderão a viver com liberdade e leveza”.

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  • Mateus, 10

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    Mateus, Capítulo 10

    OS DOZE TRABALHADORES

    1-4 Assim que acabou de orar, a oração foi respondida. Jesus chamou doze de seus seguidores e enviou-os a colher nos campos. Deu a eles a capacidade de expulsar espíritos malignos e dar carinhosa atenção aos sofredores. Esta é a lista dos doze que ele enviou: Simão (também chamado Pedro, ou “a Rocha”); André, irmão dele; Tiago, filho de Zebedeu; João, irmão dele; Filipe; Bartolomeu; Tomé; Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o zelote; Judas Iscariotes (que o traiu).

    5-8 Jesus enviou os doze trabalhadores com esta responsabilidade: “Para converter quem não crê, não comecem viajando para longe. Não tentem ser dramáticos, travando batalhas contra algum inimigo público. Procurem os perdidos, os que se sentem confusos aqui mesmo na vizinhança. Digam-lhes que o Reino já está aqui. Levem saúde para os doentes. Ressuscitem os mortos. Toquem os que são considerados imundos. Expulsem demônios. Vocês são tratados com generosidade, por isso vivam generosamente.

    9-10 “Não pensem que será preciso iniciar uma campanha para levantar fundos antes de começar. Não será necessário muito equipamento. Vocês são o equipamento. Tenham em mente que tudo de que precisam são três refeições por dia. Não carreguem muito peso na viagem.

    11 “Quando entrarem numa cidade ou numa vila, não procurem nenhuma hospedagem de luxo. Consigam um lugar simples, onde haja pessoas simples: não queiram mais do que isso.

    12-15 “Quando baterem à porta de uma casa, sejam educados. Se forem bem recebidos, sejam gentis na conversa. Se não forem, retirem-se sem estardalhaço, sem fazer cena. É hora de dar de ombros e continuar o caminho. Estejam certos de que no dia do juízo eles irão lamentar o que fizeram, mas isso não será mais problema de vocês.

    16 “Mantenham-se alerta. Eu os estou incumbindo de um trabalho perigoso. Vocês serão como ovelhas correndo no meio de um bando de lobos, portanto não chamem atenção para vocês. Sejam espertos como a serpente, mas inofensivos como as pombas.

    17-20 “Não sejam ingênuos. Alguns irão contestar as motivações de vocês; outros tentarão manchar sua reputação — só porque vocês creem em mim. Não fiquem deprimidos se forem levados perante as autoridades civis. Sem saber, eles fazem a vocês — e a mim — um grande favor, dando-lhes um palanque para pregar as novas do Reino! E não se preocupem com o discurso. As palavras certas serão ditas. O Espírito do Pai de vocês irá providenciá-las.

    21-23 “Quando o povo perceber que é o Deus vivo que vocês apresentam, não algum ídolo que os faça sentir-se bem, eles irão se voltar contra vocês, até mesmo membros da família. Aqui está uma grande ironia: proclamar tanto amor e experimentar tanto ódio. Mas não desistam. Não se deixem abater. No final, valerá a pena. Vocês não estão perseguindo o sucesso, mas apenas tentando sobreviver. Sejam sobreviventes! Antes que se esgotem as opções, o Filho do Homem estará de volta.

    24-25 “O aluno não ocupa uma posição mais elevada que a do professor. O empregado não ganha mais que o patrão. Portanto, deem-se por satisfeitos quando vocês, meus alunos, meus trabalhadores na colheita, receberem o mesmo tratamento que eu recebi. Se a mim, que sou o Mestre, eles chamam ‘demônio das moscas’, o que os criados podem esperar?

    26-27 “Não fiquem com medo. No tempo oportuno, tudo será manifesto, e todos irão saber como as coisas realmente são. Assim, não vacilem em torná-las públicas agora.

    28 “Não se calem diante dos blefes e das ameaças de valentões, porque não há nada que eles possam fazer contra a alma de vocês. Mantenham-se tementes a Deus: ele é quem sustenta em suas mãos a vida — corpo e alma — de todos”.

    A RENÚNCIA DE SI MESMO

    29-31 “Qual o preço de um pardal? Alguns trocados, não é mesmo? Pois Deus cuida deles mais que vocês cuidam. E a vocês ele dispensa tanta atenção que chega a contar os fios de cabelo da cabeça de cada um! Portanto, hão fiquem intimidados com esta conversa assustadora. Vocês valem mais que um milhão de pardais.

    32-33 “Defendam-me contra a opinião do mundo, e eu os defenderei na presença do meu Pai no céu. Mas não pensem que vou protegê-los se vocês se acovardarem e fugirem!

    34-37 “Não pensem que vim tornar a vida de vocês agradável. Vim para promover cisões — rupturas entre pai e filho, filha e mãe, nora e sogra. Vim para romper agradáveis arranjos domésticos e libertar vocês para servir a Deus. Familiares bem-intencionados podem ser seus piores inimigos. Se me rejeitarem por preferirem o pai ou a mãe, vocês não me merecem. Se forem mais dedicados ao filho ou à filha que a mim, vocês não me merecem.

    38-39 “Se não forem até o fim comigo, ainda que o caminho seja acidentado, vocês não me merecem. Se a prioridade de vocês é cuidar de vocês mesmos, jamais irão se encontrar. Mas, se vocês se esquecerem de vocês mesmos e me buscarem, irão encontrar-se e a mim também.

    40-42 “Estamos intimamente comprometidos nessa colheita. Quem consentir no que vocês fazem estará aceitando a mim, ou seja, aquele que enviou vocês. Qualquer um que aceita o que eu faço aceita meu Pai, que me enviou. Acolher um mensageiro de Deus é tão bom quanto ser mensageiro de Deus. Aceitar ajuda de alguém é tão bom quando ajudar alguém. Convoquei vocês para um trabalho difícil, mas não desanimem! É melhor um começo humilde. Por exemplo, dar um copo de água a um sedento. O menor ato de dar ou receber faz de vocês aprendizes. Vocês nunca sairão perdendo”.

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  • Mateus, 9

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    Mateus, Capítulo 9

    QUEM PRECISA DE MÉDICO

    1-3 De volta ao barco, o Mestre e seus discípulos atravessaram o mar e regressaram à cidade de Jesus. Mal saíram do barco, alguns homens que carregavam um paralítico numa maca se aproximaram e o puseram diante deles. Impressionado com tanta fé, Jesus disse ao paralítico: “Anime-se, filho. Eu perdoo seus pecados”. Mas alguns líderes religiosos cochicharam entre si: “Que blasfêmia!”.

    4-8 Conhecendo o pensamento deles, Jesus lhes perguntou: “Por que o cochicho? O que acham que é mais fácil: dizer ‘Eu perdoo seus pecados’ ou ‘Levante-se e ande!’? Pois bem, para que fique claro que sou o Filho do Homem e estou autorizado a fazer uma coisa e outra — voltou-se para o paralítico e ordenou: — “Levante-se! Pegue sua maca e vá para casa!” E o homem assim o fez. A multidão ficou ao mesmo tempo atemorizada, maravilhada e satisfeita por constatar que Deus havia autorizado Jesus a realizar tal milagre no meio deles.

    9 Enquanto caminhava, Jesus avistou um cobrador de impostos. Seu nome era Mateus. Jesus o convidou: “Venha comigo!”. Mateus levantou-se e passou a segui-lo.

    10-11 Mais tarde, Jesus estava jantando na casa de Mateus com seus seguidores mais próximos, e um grupo de pessoas de má reputação se juntou a eles. Quando os fariseus viram Jesus no meio daquela gente, ficaram indignados e foram tomar satisfação com os discípulos: “Que exemplo está dando seu Mestre, andando com essa gente desonesta e essa ralé?”

    12-13 Jesus escutou a crítica e reagiu: “Quem precisa de médico: quem é saudável ou quem é doente? Pensem no significado deste texto das Escrituras: ‘Procuro misericórdia, não religião’. Estou aqui para dar atenção aos de fora, não para mimar os da casa, que se acham justos”.

    A VINDA DO REINO

    14 Pouco depois, os seguidores de João aproximaram-se e perguntaram: “Por que nós e os fariseus adotamos a disciplina do jejum, mas os teus seguidores não?”

    15 Jesus respondeu: “Numa festa de casamento, vocês não economizam no bolo nem no vinho, porque estão festejando. Depois, poderão até precisar economizar, mas não durante a festa. Enquanto o noivo e a noiva estão com vocês, é tudo alegria. Depois que os noivos forem embora, o jejum pode começar. Ninguém joga água fria na fogueira enquanto tem gente em volta. Essa é a vinda do Reino!”

    16-17 E continuou: “Ninguém corta um cachecol de seda para remendar uma roupa velha. Usa-se um remendo que combine. Ninguém guarda vinho em garrafas rachadas”

    APENAS UM TOQUE

    18-19 Assim que acabou de falar, um oficial local apareceu, curvou-se educadamente e disse: “Minha filha acabou de morrer, mas, se o senhor impuser as mãos sobre ela, tenho certeza de que ela viverá”. Jesus foi com ele, e os discípulos o seguiram.

    20-22 No caminho, uma mulher que estava sofrendo de hemorragia havia doze anos esgueirou-se por trás dele e tocou-lhe levemente a roupa. Ela pensava: “Basta eu tocar em sua roupa para ficar boa”. Entretanto, Jesus virou-se e a surpreendeu, mas logo a tranquilizou: “Coragem, filha. Você se arriscou por causa de sua fé, e agora ficará bem”. No mesmo instante, a mulher ficou curada.

    23-26 O grupo chegou à casa do oficial e abriu caminho entre os fofoqueiros, sempre ávidos por uma novidade, e pelos vizinhos, que haviam trazido comida. Jesus foi ríspido com eles: “Afastem-se! A menina não está morta”. Assim que se livrou da multidão, ele entrou, pegou a mão da menina e a levantou — viva! A notícia logo se espalhou e correu por toda a região.

    DEPENDE DA FÉ

    27-28 No caminho de volta, Jesus foi seguido por dois cegos, que gritavam: “Misericórdia, Filho de Davi! Tem misericórdia de nós”. Ele entrou em casa, e os cegos entraram com ele. Jesus perguntou: “Vocês realmente acreditam que sou capaz de curá-los?”. Eles responderam: “Sim, Mestre!”.

    29-31 Ele tocou os olhos deles e disse: “Seja como vocês creem”. E aconteceu. Eles passaram a enxergar. Mas Jesus advertiu-os com severidade: “Não deixem ninguém saber como isto aconteceu”. No entanto, mal saíram pela porta e começaram a contar a todos que encontraram sobre o ocorrido.

    32-33 Os dois ainda estavam saindo, quando um homem acometido de mudez por causa de um espírito maligno foi trazido a Jesus, que expulsou o espírito atormentador. O homem desandou a falar como nunca. As pessoas aplaudiram: “Nunca houve algo assim em Israel”.

    34 Os fariseus saíram resmungando: “Isso não passa de um truque. Ele provavelmente fez pacto com o Diabo”.

    35-38 Depois disso, Jesus passou por todas as cidades e vilas da região. Ele ensinava nas sinagogas, onde o povo costumava se reunir, apresentando as notícias do Reino, curando os corpos doentes e restaurando vidas marcadas pelo sofrimento. Ver as multidões diante de si lhe fazia doer o coração. O povo estava confuso e sem rumo, eram como ovelhas sem pastor. “Que grande colheita temos aqui!”, disse aos discípulos, “mas tão poucos trabalhadores! Ajoelhem-se e orem, pedindo mais trabalhadores”.

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