1-2Por causa disso, decidi não fazer outra visita, pois poderia ser dolorosa para vocês e para mim. Se minha presença, de algum modo, fosse constrangedora para vocês, como poderiam espontaneamente me saudar e animar?
3-4Por essa razão escrevi uma carta em vez de ir — para não perder tempo, desapontando os amigos que eu esperava que me saudassem. Enquanto escrevo, estou convencido de que foi melhor para mim e para vocês. O tempo passava, e já foi doloroso demais escrever a carta. O pergaminho tinha mais lágrimas que tinta. Mas não escrevi para causar sofrimento, e sim para que vocês soubessem quanto me preocupo — de fato, era mais que preocupação: foi para mostrar quanto amo vocês!
5-8Agora, corri respeito àquele que começou tudo isso e provocou toda essa dor, quero que saibam que, na ocasião, não fui o único ofendido, mas também todos vocês, com algumas exceções. Assim, não quero, estando aí, mostrar-me muito severo. O que a maioria de vocês concordarem como disciplina é suficiente. É hora de perdoar esse homem e ajudá-lo a se erguer. Se vocês aumentarem o sentimento de culpa dele, ele acabará se afogando nessa culpa. Meu conselho agora é derramar amor.
9-11O propósito dá minha carta não é exigir a punição do ofensor, mas levar vocês a se responsabilizarem pela saúde da igreja. Se vocês o perdoarem, eu também o perdoo. Não pensem que estou levando uma lista de ressentimentos pessoais. O fato é que estou me juntando ao ato de perdão de vocês, assim como Cristo faz conosco. Afinal, não queremos, inconscientemente, dar a Satanás uma abertura para causar mais dano. Estamos muito bem atentos para os seus caminhos dissimulados.
UMA PORTA ABERTA
12-14Quando cheguei a Trôade para proclamar a Mensagem do Messias, senti plena abertura: Deus havia escancarado a porta. Mas Tito não estava esperando por mim com notícias sobre vocês, por isso não consegui relaxar. Preocupado, fui para a Macedônia à procura de Tito e de alguma notícia que me tranquilizasse a respeito de vocês. E consegui, graças a Deus!
14-16No Messias, em Cristo, Deus nos leva de lugar em lugar num desfile de vitória perpétua. Por meio de nós, ele traz o conhecimento de Cristo. Aonde quer que vamos, o povo aspira o excelente perfume desse conhecimento. Por causa de Cristo, exalamos uma doce fragrância que sobe até Deus e é reconhecida pelos que trilham o caminho da salvação — um aroma com agradável cheiro de vida. Mas aqueles que estão no caminho da destruição nos tratam mais como se exalássemos o cheiro desagradável de um cadáver.
16-17É uma responsabilidade gigantesca. Quem é capaz de assumi-la? Pelo menos não adulteramos a Palavra de Deus nem a pomos à venda. Permanecemos na presença de Cristo quando falamos, e Deus nos olha no rosto. Falamos o que recebemos diretamente de Deus e o fazemos da maneira mais honesta possível.
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1-2Eu, Paulo, fui enviado pelo Messias, Jesus, numa missão especial, planejada pelo próprio Deus. Escrevo à comunidade de Deus em Corinto e aos cristãos de toda a província da Acaia. Que todos os dons e benefícios que vêm de Deus, nosso Pai, e do Senhor, Jesus Cristo, sejam de vocês! Timóteo, que alguns de vocês conhecem e confiam, está comigo nesta saudação.
O RESGATE
3-5Todo louvor ao Deus e Pai de nosso Senhor, Jesus, o Messias! Pai de toda misericórdia! Deus de toda cura e restauração! Ele está ao nosso lado quando passamos momentos difíceis e, antes que percebamos, ele nos leva para o lado de alguém que também está sofrendo, para que possamos ajudar aquela pessoa assim como ele nos ajudou. Muitas das situações difíceis que enfrentamos são consequências de seguirmos o Messias, mas os bons tempos de seu conforto restaurador compensam em muito o sofrimento.
6-7O sofrimento por Jesus traz cura e salvação para vocês. Se somos bem tratados, recebendo ajuda ou uma palavra de encorajamento, isso também coopera para o benefício de vocês, incentivando-os a prosseguir. Os momentos difíceis de vocês são os nossos momentos difíceis. Quando percebemos que estão dispostos a suportar os momentos difíceis e também a desfrutar momentos agradáveis, sabemos que vocês vão conseguir.
8-11Amigos, não queremos que vocês continuem sem saber como foi difícil passar pelo que nos aconteceu na província da Ásia. Foi tão difícil que chegamos a pensar que era o fim. Sentíamos como se nos tivessem mandado para o corredor da morte, que para nós tudo estava acabado. Mas, quando tudo passou, foi a melhor coisa que nos poderia ter acontecido. Em vez de confiar em nossa força ou em nossa capacidade de nos salvar, fomos forçados a confiar totalmente em Deus — uma ideia nada má, considerando que ele é o Deus que ressuscita os mortos! E ele o fez, resgatando-nos da destruição certa. E ele fará tudo de novo, nos resgatará quantas vezes forem necessárias. Vocês e suas orações são parte da operação de resgate — também não quero que vocês fiquem na ignorância sobre a questão. Agora mesmo, posso ver os rostos da comunidade, erguidos em louvor pelo livramento que Deus nos deu, um resgate em que a oração tem um papel fundamental.
12-14Agora que o pior já passou, temos a alegria de informar que saímos de tudo isso com a consciência e a fé intactas e podemos encarar o mundo. Mais importante, estar de cabeça erguida diante de vocês. Mas isso não foi resultado de manobras da nossa parte. Foi Deus que nos manteve voltados para ele o tempo todo. Não tentem ler nas entrelinhas nem procurem alguma mensagem subliminar na carta. Estamos falando a verdade de modo claro e sem rodeios, na esperança de que vocês vejam o quadro todo tão bem como já viram alguns detalhes. Queremos que vocês se orgulhem de nós tanto quanto nos orgulhamos de vocês quando estamos juntos perante o Senhor Jesus.
15-16Certo da boa acolhida por parte de vocês, eu havia planejado duas visitas: passar aí a caminho da província da Macedônia e outra vez na viagem de retorno. Então, poderíamos fazer uma festa de despedida quando vocês me enviassem para a Judeia. Esse era o plano.
17-19Agora vocês me acusam de ser descuidado com minhas promessas porque o plano não se cumpriu? Acham que tenho duas palavras — um “sim” volúvel num momento e um “não” volúvel no minuto seguinte? Pois bem, vocês estão errados. Tento ser tão verdadeiro com minha palavra quanto Deus é com a dele. Nossa palavra a vocês não foi um “sim” descuidado, anulado por um “não” indiferente. Como poderia ser? Quando Silas, Timóteo e eu proclamamos o Filho de Deus entre vocês, vocês tiveram de escolher entre um “sim” e um “não”? Por acaso não foi um “sim”, claro e seguro?
20-22Seja o que for que Deus prometeu, tem a marca do “sim” de Jesus. Nele, isso é o que pregamos e oramos, o grande “amém”, o “sim” de Deus e também o nosso “sim” inequívoco. Deus nos afirma, certificando-nos em Cristo, pondo seu “sim” dentro de nós. Pelo seu Espírito, ele nos marcou com sua eterna garantia — um início certo para o que ele está disposto a realizar.
23Pois bem, vocês estão preparados para saber a verdadeira razão por que não os visitei em Corinto? Tendo Deus por testemunha, o único motivo foi que eu quis poupar vocês da dor. Foi por causa da minha consideração por vocês. Não fui indiferente nem manipulador.
24Não somos responsáveis pelo modo segundo o qual vocês vivem a fé. Não nos comportamos como inspetores, e sim como companheiros, trabalhando com vocês num ambiente de alegre expectativa. Sei que vocês permanecem firmes por sua própria fé, não pela nossa.
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1-4No caso da oferta que está sendo arrecadada para ajudar os cristãos pobres, dou a vocês as mesmas instruções que dei às igrejas da Galácia. Todo domingo, cada um traga sua oferta. Sejam generosos. Guardem o que for recolhido para que, quando eu chegar, tudo esteja pronto e eu não precise fazer nenhum apelo. Depois da minha chegada, escreverei cartas de recomendação aos responsáveis pela entrega da oferta em Jerusalém. Se acharem melhor que eu vá junto, ficarei feliz em viajar com eles.
5-9Planejo visitar vocês depois de passar pelo norte da Grécia. Não pretendo ficar muito tempo lá, mas pode ser que eu fique com vocês até passar o inverno. Talvez vocês possam me ajudar quando eu partir para a próxima missão. Não quero visitá-los apenas de passagem. Meu desejo é demorar um bom tempo, se o Senhor quiser. Por enquanto, permaneço aqui em Éfeso. Uma grande porta de trabalho se abriu aqui, apesar da oposição.
10-11Se Timóteo aparecer, cuidem bem dele. Façam que ele se sinta em casa. Como eu, ele é incansável no trabalho do Senhor. Não permitam que ninguém o menospreze. Depois de algum tempo, enviem-no de volta a mim com a bênção de vocês. Digam-lhe que eu o estou esperando, bem como a quem o estiver acompanhando.
12Quanto ao nosso amigo Apolo, estou ajeitando tudo para que ele possa visitá-lo. Ele não acha que este é o melhor momento; mas haverá “melhor ocasião”.
13-14Fiquem de olhos abertos, sejam firmes na fé, compartilhem o que receberam, sejam corajosos e sempre ajam com amor.
15-16Gostaria de pedir um favor: deem atenção especial à família de Estéfanas. Como sabem, eles foram os primeiros convertidos na Grécia e sempre se dedicaram a servir os cristãos. Quero que honrem e cuidem de gente assim, companheiros e trabalhadores que tanto nos ajudam e inspiram.
17-18Quero que saibam como estou feliz por ter Estéfanas, Fortunato e Acaico comigo. Eles me suprem a falta que vocês fazem! E renovaram minhas forças, mantendo-me em contato com vocês. Valorizem gente como eles.
19As igrejas aqui na Província da Ásia enviam saudações. Áquila, Priscila e a igreja que se reúne na casa deles enviam saudações.
20Todos os amigos aqui enviam saudações. Transmitam as saudações com abraços santos!
21E eu, Paulo, de próprio punho, envio meus cumprimentos.
22Se alguém não ama o Senhor, perderá a bênção! Aguardem a vinda do Senhor!
23Por sua graça, o Senhor Jesus está sempre de braços abertos para vocês.
24E eu amo todos vocês no Messias, em Jesus. Amém.
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1-2Amigos, permitam-me repassar a Mensagem com vocês mais uma vez — a Mensagem que proclamei e foi recebida por vocês; nela vocês permanecem firmes e por ela foram salvos. (Entendo que a fé que possuem é verdadeira, não um interesse passageiro, e que nela estão firmes de verdade.)
3-9A primeira coisa que fiz foi apresentar a vocês de coração a Mensagem que recebi: o Messias morreu pelos nossos pecados, exatamente como dizem as Escrituras; foi sepultado e se levantou da morte no terceiro dia — mais uma vez, exatamente como dizem as Escrituras. Falei a vocês que ele apareceu vivo a Pedro, depois aos seus seguidores mais próximos e mais tarde a mais de quinhentos seguidores ao mesmo tempo — muitos deles estão por aí (ainda que alguns já tenham morrido) —, depois, ele passou um tempo com Tiago e com o restante dos que chamou para falar em seu nome, e, finalmente, apareceu vivo a mim. Faz todo sentido que eu viesse por último, pois nem mereço ser incluído no grupo original, como vocês bem sabem, já que passei anos perseguindo a igreja de Deus.
10-11Mas a mim foi concedida a graça bondosa de Deus. E a ela devo tudo que sou. Não posso permitir que sua graça seja desperdiçada. Não trabalhei mais que qualquer um dos outros? Embora os resultados não tenham dependido de mim, mas sim de Deus que me deu sua graça. Então, não, faz diferença se vocês ouviram a Mensagem de mim ou de outro: nós falamos a verdade de Deus e vocês a receberam e creram.
12-15Agora, quero fazer uma pergunta difícil, mas importante. Se vocês se tornaram cristãos crendo que Cristo está vivo, ressuscitado dos mortos, como podem alguns de vocês afirmar que não há ressurreição? Se não há ressurreição, Cristo não está vivo. Se Cristo não ressuscitou, tudo que ensinamos a vocês está errado, e vocês investiram a vida em uma ilusão. Além disso, se não há ressurreição, somos culpados de mentir a vocês sobre Deus, e tudo o que apresentamos como testemunho de que Deus ressuscitou Cristo não passa de engano.
16-20Se os mortos não podem ressuscitar, então Cristo não ressuscitou, porque ele morreu de fato. E, se Cristo não ressuscitou, vocês continuam na escuridão, mais perdidos que nunca. Para quem morreu, é ainda pior, porque morreram esperando a ressurreição em Cristo. Se tudo que temos de Cristo serve apenas para alguns poucos anos de vida, coitados de nós. Mas a verdade é que Cristo ressuscitou, sendo o primeiro de muitos que voltarão à vida.
21-28Há aqui um paralelo importante a ser ressaltado: no princípio, a morte nos alcançou por causa de um homem, mas agora a ressurreição dos mortos também nos alcança por causa de outro homem. Todos morrem em Adão, e todos tornam a viver em Cristo. Mas temos de esperar nossa vez: Cristo é o primeiro, depois os que estarão com ele em sua vinda, a grande consumação. Nessa ocasião, depois de ter conquistado plena vitória, ele entregará o Reino ao Pai. Ele não desistirá até vencer o último inimigo — e o último inimigo é a morte! Como disse o salmista: “Ele os venceu a todos e os pisoteou’. É claro que isso não inclui o próprio Deus, porque, quando tudo finalmente estiver sob o domínio de Deus, o Filho virá, ocupando o seu devido lugar. E o domínio de Deus alcançará sua plenitude — um final perfeito!
29Como entender que alguns de vocês se ofereceram para ser batizados em favor dos mortos? Se não existe ressurreição, para que este batismo? Não é uma contradição?
30-33E por que devo eu continuar arriscando a vida de forma tão perigosa? Encaro a morte praticamente todos os dias. Acham que eu faria isso se não estivesse convencido de que nossa ressurreição está garantida pelo Senhor ressuscitado? Acham que eu estava apenas bancando o herói quando enfrentei feras em Éfeso e por pouco não morri? É a ressurreição que motiva minhas palavras e ações, a minha vida. Se não há ressurreição, deveríamos seguir o ditado: “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”. Mas não se enganem. Não se deixem levar pela conversa de que não há ressurreição. Lembrem-se: ‘As más companhias destroem os bons hábitos”.
34Pensem bem. Busquem a santidade de vida. Não desprezem a realidade da ressurreição, pois a ignorância a respeito de Deus traz grande prejuízo. A verdade é que uma discussão prolongada como essa é inútil!
35-38Um cético pode perguntar: “Como pode haver ressurreição? Mostre-me! Quero ver com os olhos! Com que esse ‘corpo da ressurreição’ se parece?”. Na verdade, essa pergunta é absurda. Isso não se vê com os olhos. Entende-se por uma ilustração. Quando plantamos uma semente, ela morre e logo nasce uma planta. A semente e a planta são bem diferentes. A semente de uma laranja não se parece com uma laranjeira. O que plantamos é diferente do que colhemos. Assim também, o corpo que é sepultado, como se fosse uma semente, e o corpo da ressurreição são muito diferentes.
39-41Observem que a variedade de corpos é impressionante. Assim como há diferentes tipos de sementes, há diferentes tipos de corpos: corpo humano, corpo dos mamíferos, das aves e dos peixes. Vendo toda essa diversidade, temos uma ideia da glória da ressurreição, pois além dos corpos da terra, há também outros corpos no espaço: o Sol, a Lua e as estrelas, vistos em sua diversidade, beleza e esplendor. O que contemplamos agora são apenas as “sementes” antes da ressurreição. Imaginem como serão belas e gloriosas as “plantas” da ressurreição?
42-44A ilustração da semente que, depois de plantada, morre e ressurge como planta viva é, na melhor das hipóteses, uma simples comparação, mas talvez lance alguma luz sobre o mistério do corpo da ressurreição. É preciso, porém, ter em mente que seremos ressuscitados para valer, que estaremos vivos para sempre! O corpo que morre não manifesta beleza, mas, quando ressuscitar, será glorioso. Sepultado em fraqueza, ressurgirá poderoso. A semente plantada é natural. Essa semente faz nascer o que é sobrenatural. É a mesma semente, o mesmo corpo! Mas que diferença entre o que morre fisicamente e o que ressurge em imortalidade espiritual!
45-49Para prosseguir, devemos voltar a atenção para as Escrituras: o Primeiro Adão recebeu a vida; Cristo, o Último Adão, é Espírito doador de vida. A vida física vem primeiro, depois a espiritual — o início se dá na terra, o desfecho se dá no céu. O Primeiro Homem veio da terra, e daí em diante os seres humanos são chamados terrenos; o Segundo Homem veio do céu, e por isso seremos celestiais. Assim como somos o reflexo do que está em nossa origem terrena, seremos o reflexo do nosso desfecho celestial.
50Amigos, eu preciso enfatizar que a vida natural, terrena, não nos leva ao Reino de Deus. Sua própria “natureza” é morrer. Portanto, ela não poderia terminar “naturalmente” na Vida do Reino, que dura para sempre.
51-57Mas quero compartilhar algo maravilhoso, um mistério que talvez eu nunca entenda totalmente. Nem todos os cristãos vão morrer — mas todos serão transformados. O toque da última trombeta soará, num piscar de olhos, e o fim chegará. Ao sinal da trombeta celeste, os mortos se levantarão para nunca mais morrer, pois a morte perderá seu poder. Do mesmo modo, todos nós seremos transformados. Na ressurreição será assim: o que é perecível será substituído pelo que é imperecível, o mortal substituído pelo imortal. Então fará sentido o ditado: Finalmente foi a Morte derrotada pela Vida! Ó morte, não está agora vencida? Ó morte, quem temerá a que era temida? Foi o pecado que tornou a morte tão terrível, e foi o código legal da culpa que conferiu ao pecado sua influência destruidora. Mas agora, graças a Deus, que por um só ato vitorioso da Vida, derrotados estão o pecado, a culpa e a morte. E tudo graças ao nosso Senhor, Jesus Cristo!
58Diante de tudo isso, prezados amigos, permaneçam firmes. Força! Nada de desânimo! Dediquem-se inteiramente ao trabalho do Senhor, pois nada do que fazem para ele jamais será perda de tempo.
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1-3Procurem viver uma vida de amor como se a vida dependesse disso — porque de fato depende. Entreguem-se aos dons que Deus dá. Acima de tudo, proclamem sua verdade. Se vocês o louvam quando falam línguas, Deus os entende, e ninguém mais, pois vocês estão compartilhando aspectos pessoais, e isso é entre vocês e ele. Mas, quando proclamam sua verdade na linguagem comum, vocês permitem que outros conheçam a verdade e com isso possam crescer, fortalecer-se e experimentar a presença de Deus com vocês.
4-5Aquele que ora usando uma “língua de oração” em particular obtém muito proveito disso, mas proclamar a verdade de Deus à igreja na língua comum produz crescimento e fortalecimento para a comunidade. Meu desejo é que todos vocês desenvolvam intimidade com Deus em oração, mas não parem aí. Prossigam e proclamem sua verdade com clareza aos outros. É mais importante permitir o acesso ao conhecimento e ao amor de Deus por meio de uma língua que todos entendem que cultivar a presença de Deus em oração num idioma misterioso — a não ser, é claro, que alguém possa interpretar o que vocês estão dizendo, para o benefício de todos.
6-8Amigos, pensem bem: se diante de vocês eu orar de um modo que só Deus entende, que proveito vocês terão? Se eu não falar claramente com alguma instrução, verdade, proclamação ou ensino, não terei nenhuma utilidade para vocês. Se os instrumentos musicais — flautas ou harpas — não são tocados de modo que cada nota seja distinta e esteja no tom, como se poderá identificar a melodia e apreciar a música? Se o toque da trombeta não é nítido, como será possível apresentar-se para a batalha?
9-12Então, se vocês falam de um modo que ninguém entende, por que abrem a boca? Há muitas línguas no mundo e todas têm significado para alguém. Mas, se eu não entendo a língua, de nada me servirá. Não é diferente com vocês. Já que estão tão ansiosos por tomar parte no que Deus está fazendo, por que não se concentram em fazer o que é proveitoso para toda a igreja?
13-17Portanto, quando orarem em “língua de oração”, não guardem para vocês mesmos a experiência. Orem para poder compartilhá-la com outros. Se oro em línguas, meu espírito ora, mas minha mente fica inativa, e não há proveito nenhum. Assim, qual a solução? A resposta é simples. Façam as duas coisas. Devo ser espiritualmente livre quando oro, mas ao orar devo também refletir e ser cuidadoso. Devo cantar com o espírito e também com a mente. Se você abençoa usando uma “língua de oração” que ninguém mais entende, como poderia um recém-chegado, que não tem ideia do que está acontecendo, saber a hora de dizer “amém”? Sua bênção pode ter alguma beleza, mas você deixou de fora quem não entende.
18-19Sou grato a Deus pelo dom que nos concedeu de orar e louvar em línguas. Esse dom nos permite desfrutar uma intimidade maravilhosa com ele. Eu participo disso tanto quanto vocês, ou até mais. Só que quando estou com a igreja reunida para o culto prefiro dizer cinco palavras que todos entendem a dizer dez mil que não façam nenhum sentido para os ouvintes.
20-25Para ser franco, estou impaciente com a infantilidade de vocês. Quanto tempo vai demorar para que cresçam e usem a cabeça — como adultos? Tudo bem quando há uma falta de familiaridade infantil com o mal. Nesse caso, tudo de que precisamos é um simples “não”. No entanto, para dizer “sim” a alguma coisa se exige algo mais. Só uma inteligência madura e bem exercitada poderá salvá-los de cair na ingenuidade. Dizem as Escrituras: Em idiomas estranhos e pela boca de estrangeiros Vou pregar a este povo, mas eles não vão ouvir nem acreditar. Assim, aonde esse falar em línguas que ninguém entende levará vocês? Isso não ajuda os cristãos e deixa os descrentes ainda mais confusos. Mas também é certo que essas línguas falam diretamente ao coração dos cristãos, sem alcançar os descrentes. Se a igreja estiver reunida e alguns descrentes estiverem ali, quando vocês começarem a orar em línguas, dizendo coisas sem sentido para eles, pensarão que vocês perderam o juízo e sairão dali o mais rápido que puderem. Mas, se houver descrentes num culto em que a verdade de Deus é transmitida com clareza, as palavras compreensíveis irão tocar o coração deles. E logo estarão ajoelhados diante de Deus, reconhecendo que ele está no meio de vocês.
26-33Assim quero que vocês façam o seguinte: Quando se reunirem no culto, cada um de vocês esteja preparado para fazer o que for proveito para todos: cantar um hino, ensinar uma lição, contar uma história, fazer uma oração, interpretar línguas. Se forem feitas orações em línguas, que sejam no máximo duas ou três, mas apenas se estiver presente alguém que possa interpretar o que estão dizendo. Se não houver, que isso fique entre vocês e Deus. E que não haja mais de duas ou três pessoas falando por culto. E os demais ouçam e guardem tudo no coração. Cada um por sua vez faça sua parte, sem que ninguém assuma o controle. Assim, cada pessoa que falar tem a chance de dizer algo especial da parte de Deus, e vocês irão aprender uns com os outros. Se escolherem falar, são também responsáveis pelo modo e pelo momento de falar. Quando adoramos da maneira certa, não há confusão. Deus nos conduz à harmonia. Isso vale para todas as igrejas.
34-36As mulheres não devem interromper o culto, falando quando deveriam estar ouvindo, nem fazer perguntas que poderiam ser feitas aos maridos, em casa. Quanto a isso, o Livro da lei de Deus orienta nossos procedimentos. As mulheres não têm licença para usar o momento de culto em conversas desnecessárias. Vocês — homens e mulheres — acham que são os grandes “ungidos” do Senhor, que definem o certo e o errado? Pensam que tudo gira em torno de vocês?
37-38Se alguém acha que tem alguma palavra da parte de Deus ou se sente inspirado a fazer alguma coisa, preste muita atenção ao que escrevi, pois essas são orientações do Senhor. Se vocês não as seguirem, não serão usados por Deus.
39-40Três conselhos resumem tudo o que falei. Quando transmitirem a verdade de Deus, falem de todo o coração. Se alguém estiver orando em línguas que vocês não entendem, não lhe digam como deve orar. Façam tudo de maneira cortês e organizada em todas as situações.
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1Se eu falar com eloquência humana e com êxtase própria dos anjos e não tiver amor, não passarei do rangido de uma porta enferrujada.
2Se eu pregar a Palavra de Deus com poder, revelando todos os mistérios e deixando tudo claro como o dia, ou se eu tiver fé para dizer a uma montanha: “Pule!” e ela pular e não tiver amor, não serei nada.
3-7Se eu der tudo que tenho aos pobres e ainda for para a fogueira como mártir mas não tiver amor, não cheguei a lugar algum. Assim, não importa o que eu diga, no que eu creia ou o que eu faça: sem amor, estou falido. O amor nunca desiste. O amor se preocupa mais com os outros que consigo mesmo. O amor não quer o que não tem. O amor não é esnobe, Não tem a mente soberba, Não se impõe sobre os outros, Não age na base do “eu primeiro”, Não perde as estribeiras, Não contabiliza os pecados dos outros, Não festeja quando os outros rastejam, Tem prazer no desabrochar da verdade, Tolera qualquer coisa, Confia sempre em Deus, Sempre procura o melhor, Nunca olha para trás, Mas prossegue até o fim.
8-10O amor nunca morre. A palavra inspirada um dia será esquecida; a oração em línguas vai passar; o entendimento alcançará seu limite. Nós conhecemos apenas parte da verdade e o que dizemos a respeito de Deus é sempre incompleto. Mas, quando o que é Completo chegar, tudo que é incompleto em nós deixará de existir.
11Quando eu era bebê, no colo da minha mãe, eu balbuciava como qualquer bebê. Depois que cresci, deixei para sempre essas coisas de bebê.
12Hoje, não vemos as coisas com clareza. Estamos como que num nevoeiro, enxergando com dificuldade por entre a neblina. Mas isso não vai durar muito. O tempo vai melhorar, e o Sol vai aparecer! Então veremos tudo tão claramente quanto Deus nos vê, conhecendo-o diretamente, assim como ele nos conhece!
13Mas, por enquanto, até chegar a perfeição, temos três coisas que nos guiam até a consumação de tudo: confiança firme em Deus, esperança inabalável e amor extravagante. E o melhor desses três é o amor.
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1-3Quero agora falar sobre as várias maneiras pelas quais o Espírito de Deus se manifesta em nossa vida. O tema é complexo e quase sempre mal compreendido, mas vocês precisam ser informados. Vocês se lembram de como eram quando não conheciam Deus, mudando de um deus falso para outro, sem saber o que estavam fazendo, apenas imitando o que todos faziam? Na vida cristã é diferente. Deus quer que usemos a inteligência. Por exemplo, usando o raciocínio, vocês sabem perfeitamente que o Espírito de Deus jamais induzirá alguém a dizer: “Maldito Jesus!”. E ninguém deseja dizer: “Jesus é Senhor!” sem o discernimento do Espírito Santo.
4-11Os dons variados de Deus são distribuídos por toda parte, mas todos têm origem no Espírito de Deus. Os variados ministérios são desenvolvidos em toda parte, mas todos têm origem no Espírito de Deus. As variadas expressões do poder de Deus se manifestam em toda parte, mas o mesmo Deus está por trás de tudo. A cada cristão é dado algo a fazer, que mostre como Deus é: todos ganham, todos são beneficiados. Todo tipo de dom é distribuído pelo Espírito, para todo tipo de pessoa. A variedade é maravilhosa: conselho sábio; entendimento claro; confiança sincera; cura dos enfermos; milagres; proclamação da Palavra; discernimento de espíritos; línguas; interpretação de línguas. Todos esses dons têm uma origem comum, mas são distribuídos um a um pelo Espírito de Deus. Ele decide quem recebe o que e quando.
12-13É fácil entender como essa diversidade funciona se olharmos para o corpo humano. Nosso corpo está dividido em muitas partes — membros, órgãos, células. Mas, a despeito de tantas partes, ainda é um corpo. Ocorre o mesmo com Cristo. Por meio do seu Espírito único, dissemos adeus à nossa vida incompleta e sem sentido. Costumávamos tomar decisões de forma independente, mas agora vivemos uma vida plena e integrada, em que ele tem a palavra final em tudo. (É o que proclamamos em palavra e ação quando fomos batizados.) Cada um de nós é, agora, uma parte de seu corpo ressuscitado, renovado e sustentado por uma fonte — seu Espírito — da qual todos nós bebemos. Nossos antigos rótulos como judeu ou grego, escravo ou livre, não têm mais utilidade. Precisamos de algo maior, mais abrangente.
14-18Quero que entendam que tudo isso faz vocês terem mais importância. Um corpo não é apenas uma parte ampliada. O corpo é o conjunto de partes diferentes, mas semelhantes em combinação e que funcionam em conjunto. Faz algum sentido o pé dizer: “Não sou tão elegante quanto a mão, embelezada com anéis, por isso acho que não pertenço a este corpo”? Se o ouvido disser: “Não sou importante como o olho, que tudo vê, por isso não mereço estar na cabeça”, vocês iriam querer tirá-lo do corpo? Se o corpo fosse todo olho, como poderia ouvir? Se fosse todo ouvido, como poderia cheirar? Mas, sendo do jeito que é, podemos perceber que Deus pôs cada parte do corpo exatamente onde quis.
19-24Quero também que entendam que a diversidade mantém a importância de cada parte, impedindo que cada um de valor apenas a si mesmo. Por melhores que sejam, vocês só têm importância por fazerem parte do corpo. Um olho enorme ou uma mão gigante não seria um corpo, e sim um monstro. O que temos é um corpo com muitas partes, cada uma do tamanho apropriado e em seu devido lugar. Nenhuma parte é importante por si mesma. Vocês podem imaginar o olho dizendo para a mão: “Fora! Não preciso de você”? Ou a mão dizendo para o pé: “Você está dispensando! Não preciso mais de você”? De fato, na prática acontece o contrário: muitas vezes o que é “menos proeminente”, é mais fundamental e também mais necessário. Por exemplo, vocês podem viver sem um olho, mas não sem o estômago. Quando seu corpo sofre, não faz nenhuma diferença se é um membro externo ou interno, maior ou menor. Todas as partes sofrem junto. Pois cada parte tem a devida dignidade e importância. No entanto, vocês têm mais preocupação com as partes menos proeminentes. Se vocês tivessem de escolher, não iriam preferir uma boa digestão a um cabelo bonito?
25-26O modo pelo qual Deus formou o corpo humano é um modelo que nos ajuda a entender nossa vida comunitária na igreja. Cada parte depende da outra: as partes que mencionamos e as que não mencionamos; as partes que vemos e as que não vemos. Se uma parte se fere, todas as outras partes estão envolvidas. Se uma parte vai bem, todas as outras desfrutam esse bem-estar.
27-31Vocês são o corpo de Cristo. É o que vocês são, jamais se esqueçam disso. Só depois que vocês reconhecem que participam desse corpo é que a “parte” de vocês adquire algum significado. Vocês conhecem algumas partes que Deus estabeleceu na igreja, que é seu “corpo”: apóstolos; profetas; mestres; operadores de milagres; gente com dom de cura; gente com capacidade para ajudar; gente com capacidade de administrar; gente que ora em línguas. Não é óbvio que a igreja de Cristo é um corpo completo, marcada pela diversidade? Nem todos são apóstolos, profetas, operadores de milagres, gente com dom de cura; nem todos oram em línguas, nem todos são intérpretes de línguas. Mesmo assim, alguns de vocês ficam competindo, querendo ser uma das partes “importantes”. Mas agora quero apresentar a vocês um caminho muito melhor.
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1-2Fico feliz por saber que vocês continuam a se lembrar de mim e a me honrar, guardando as tradições da fé que ensinei. Toda autoridade verdadeira vem de Cristo.
3-9No relacionamento conjugal, existe autoridade da parte de Cristo para o marido e da parte do marido para a esposa. A autoridade de Cristo é a autoridade de Deus. Qualquer homem que fala com Deus ou sobre Deus sem respeito pela autoridade de Cristo está desonrando o Senhor. E a esposa que fala com Deus sem respeito para com a autoridade do marido está desonrando seu marido. Pior ainda, está desonrando a si mesma — uma cena lamentável. É como se estivesse com a cabeça rapada. Essa é a origem do costume de a mulher cobrir a cabeça no culto, enquanto o homem tira o chapéu. Com esses atos simbólicos, homens e mulheres, que muitas vezes batem de frente um como outro, submetem sua “cabeça” ao Cabeça: Deus.
10-12A propósito, não valorizem demais as diferenças entre homem e mulher. Nem o homem nem a mulher podem caminhar sozinhos ou reivindicar prioridade. O homem foi criado primeiro, como belo reflexo resplandecente de Deus — é verdade. Mas a mulher brilha com mais beleza, tendo por cabeça o seu marido. É verdade que a primeira mulher veio do homem — mas daí em diante todo homem vem de uma mulher! E, uma vez que, na prática, todas as coisas vêm de Deus, vamos deixar de lado essa discussão sobre “quem vem primeiro”.
13-16Vocês não concordam que fica bem uma mulher com seu belo cabelo, orar a Deus em adoração? Isso nos lembra a atitude dos anjos. Também não fica bem um homem orar a Deus com a cabeça coberta em reverência, mostrando submissão? Não há um belo simbolismo natural aqui? Todavia, espero que não fiquem debatendo sobre isso. Todas as igrejas de Deus veem a questão dessa maneira. Não quero que vocês sejam exceção.
17-19Quanto ao próximo item, não estou satisfeito. Soube que, quando vocês se reúnem, o pior em vocês aparece, não o melhor! Para começar, temos as divisões, pois vocês competem e se criticam mutuamente. Estou relutante em crer nisso, mas entendo o que se passa. O que posso dizer é que todas essas diferenças trarão à luz a verdade e a confirmarão.
20-22Descobri também que vocês levam suas divisões para o culto. Vocês se reúnem, mas, em vez de comer da mesa do Senhor, trazem comida aos montes e comem feito animais. Alguns ficam de fora e vão pára casa com fome, enquanto outros precisam ser carregados, pois ficam bêbados demais para andar. Não posso acreditar! Vocês não têm casa para comer e beber? Por que profanar a igreja de Deus? Por que humilhar os pobres? Custa-me acreditar que vocês chegaram a esse ponto! Eu não posso ficar calado.
23-26Permitam-me recordar a vocês o que acontece na ceia do Senhor e por que ela é de importância fundamental. Recebi instruções do próprio Senhor e as transmiti a vocês. O Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão depois de dar graças, ele o partiu e disse: Isto é meu corpo, partido por vocês. Façam isso pára se lembrarem de mim. Depois da ceia, ele fez o mesmo com o cálice: Este cálice é meu sangue, minha nova aliança com vocês. Toda vez que beberem deste cálice, lembrem-se de mim. O que vocês precisam entender é que toda vez que comem esse pão e bebem desse cálice, estão revivendo em palavras e ações a morte do Senhor. E repetirão esse ato até que o Senhor retorne. Vocês não devem permitir que o costume anule a reverência.
27-28Quem come o pão ou bebe do cálice do Senhor de modo desrespeitoso é como a multidão que zombou do Senhor e cuspiu nele no momento de sua morte. Vocês querem tomar parte nessa “lembrança”? Examinem suas motivações, testem o coração e venham para a ceia com santo temor.
29-32Se vocês não pensam no corpo partido do Senhor quando comem e bebem, correm o risco de enfrentar sérias consequências. É por isso que muitos de vocês estão doentes e apáticos, enquanto outros morreram antes do tempo. Se nos corrigirmos agora, não precisaremos ser corrigidos mais tarde. Melhor ser repreendido pelo Senhor agora que enfrentar o castigo depois.
33-34Portanto, meus amigos, quando vocês se reúnem na mesa do Senhor, sejam reverentes e educados. Se vocês estiverem com fome a ponto de não poderem esperar para ser servidos, é melhor ir comer em casa. Mas, de modo algum, transformem a ceia do Senhor em comilança e bebedeira ou em briga de família. Trata-se de uma refeição espiritual, uma festa de amor. Quanto às outras perguntas que vocês me fizeram, responderei pessoalmente, na minha próxima visita.
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1-5Amigos, lembrem-se da nossa história e aprendam. Nossos antepassados foram todos guiados por uma nuvem e conduzidos milagrosamente através do mar. Eles passaram através das águas, num batismo como o nosso, enquanto Moisés os levava da morte da escravidão para a vida de salvação. Todos comeram e beberam a mesma comida e bebida, providenciadas diariamente por Deus. Eles beberam da rocha, uma fonte de Deus, que os acompanhava por onde fossem. E a rocha era Cristo. Mas experimentar as maravilhas e graças de Deus não pareceu significar muito, porque muitos deles foram vencidos pela tentação no terrível deserto, e Deus não ficou satisfeito.
6-10O mesmo pode acontecer conosco. Precisamos estar atentos para nunca sermos apanhados trilhando um caminho próprio, como eles fizeram. Não podemos fazer a religião virar um circo como eles fizeram — “primeiro festejaram, depois dançaram”. Não podemos cair na promiscuidade — eles pagaram caro por isso, lembrem-se, nada menos de vinte e três mil mortes num só dia. Não cometam o erro de pensar que Cristo deve nos servir! Nós é que o servimos. Eles fizeram isso, e Deus enviou-lhes cobras venenosas. Devemos tomar cuidado para não incentivar a reclamação — foi ela que os destruiu.
11-12Esses incidentes são sinais de alerta da nossa história, escritos para que não venhamos a repetir os erros deles. Historicamente, vivemos situações semelhantes — eles no início e nós no fim — e podemos confundir tudo, assim como eles. Não sejam tão ingênuos e autoconfiantes. Vocês não são diferentes. Podem fracassar tão facilmente como qualquer um. Nada de confiar em vocês mesmos. Isso é inútil! Mantenham a confiança em Deus.
13Nenhuma tentação, nenhum teste que surge no caminho de vocês é maior que o enfrentado por outros. Tudo que vocês precisam lembrar é que Deus não deixará que fracassem. Ele nunca permitirá que sejam pressionados além do limite, mas estará sempre com vocês para ajudá-los a vencer a tentação.
14Portanto, prezados amigos, quando virem alguém reduzindo Deus a algo que possam usar ou controlar, como um ídolo, afastem-se dessa pessoa o mais rápido que puderem.
15-18Reconheço que estou me dirigindo a cristãos maduros. Tirem suas conclusões: quando bebemos o cálice da bênção, não estamos participando do sangue, da própria vida de Cristo? E não ocorre o mesmo com o pão que partimos e comemos? Não estamos participando do corpo, da própria vida de Cristo? Por haver um pão é que, apesar de muitos, nos tornamos um. Cristo não está dividido em nós. Em vez disso, nós nos tornamos um nele. Não reduzimos Cristo ao que somos: ele nos eleva ao que ele é. É o que aconteceu no antigo Israel — os que comeram os sacrifícios oferecidos no altar de Deus participaram da ação de Deus no altar.
19-22Percebem a diferença? Sacrifícios oferecidos a ídolos são oferecidos a nada, pois o ídolo não é nada! Ou pior do que nada, um demônio. Não quero que vocês se tornem parte de algo que os diminua. E vocês não podem estar em dois caminhos, participando do banquete do Senhor num dia e festejando com demônios no outro. O Senhor não suporta isso! Ele nos quer por inteiro — é tudo ou nada! Acham que podem aborrecê-lo sem prejuízo?
23-24Analisando a situação por certo ângulo, vocês poderiam dizer: “Tudo está certo. Por causa da imensa generosidade e da graça de Deus, não precisamos dissecar nossos atos para saber se serão aprovados”. Mas a questão não é apenas confirmar se está certo. Queremos viver bem, mas nosso objetivo principal deve ser ajudar os outros a viver bem.
25-28Se partirem desse princípio, o bom senso os conduzirá pelo resto do caminho. Comam qualquer coisa vendida no açougue. Não é preciso encarar tudo como um “teste de idolatria”. “A terra”, afinal de contas, “é de Deus, e tudo que há nela”. Esse “tudo” inclui todo tipo de carne. Se um descrente o convida para jantar e você deseja ir, não recuse o convite. Aproveite, coma de tudo que for oferecido. Seria falta de educação e de espiritualidade investigar na hora a pureza de cada prato. Mas, se ele disser que a comida foi sacrificada a um deus, você deve recusar. Ainda que isso seja indiferente para você, não é para ele, e você não vai querer deixá-lo confuso a respeito da sua fé.
29-30Mas, com exceção de casos como esses, não vou ficar pisando em ovos, preocupado com o que gente de mente fechada pode dizer. Tenho toda liberdade, pois conheço muito bem o que nosso Senhor nos ensinou. Se como o que me oferecem, agradecido a Deus pelo que está na mesa, deveria eu me preocupar com o que alguém vai dizer? Dei graças a Deus pela comida, ele a abençoou e ponto final!
31-33Assim, façam suas refeições com prazer, sem se preocupar com o que alguém possa dizer, pois vocês estão comendo para a glória de Deus, acima de tudo, não para agradar a essas pessoas. Façam tudo desse modo, de todo o coração e com liberdade, para a glória de Deus. Ao mesmo tempo, não se esqueçam de agir com misericórdia. Evitem pisar no calo dos que não têm liberdade como vocês, Tenho feito o que posso para levar em consideração os sentimentos dos outros e espero que vocês façam o mesmo.
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1-2Não me digam que não tenho autoridade para escrever deste modo. Não acham que devo sentir-me perfeitamente livre para fazê-lo? Não recebi esta tarefa? Não fui chamado para esta obra num encontro face a face com Jesus, nosso Senhor? Vocês não são provas do que tenho feito para o Senhor? Ainda que ninguém mais admita a legitimidade do meu chamado, vocês não podem negá-lo. Pois meu trabalho com vocês é a prova viva da minha autoridade!
3-7Não tenho medo dos críticos. Nós, que atuamos na obra missionária para Deus, temos direito a acomodações decentes e ao sustento para nós e nossa família. Parece que vocês não levantaram objeção sobre isso para os outros apóstolos, nem para os irmãos do Senhor, nem para Pedro. Então, por que só no meu caso? Será que só Barnabé e eu temos de ir desacompanhados e ainda pagar do próprio bolso? Será que um soldado trabalha por conta própria? Que lavrador é proibido de comer dos frutos do próprio trabalho? Que fazendeiro não bebe o leite de seu rebanho?
8-12Não estou exagerando apenas por estar irritado. Tudo isso está escrito na Lei de Moisés: “Não amordace o boi impedindo-o de comer os grãos enquanto debulha”. Vocês acham que Moisés estava preocupado com o gado? Não acham que a preocupação era Conosco? Claro que sim! Lavradores trabalham ansiosos pelo tempo da colheita. Assim, se plantamos sementes espirituais entre vocês, é errado esperar que nos sirvam uma ou duas refeições? Outros até exigem isso de vocês. Será que nós, que nunca exigimos nada, não merecemos mais?
12-14Mas não vamos começar a reivindicar agora o que sempre tivemos o direito de fazer. Nossa decisão é desistir de qualquer coisa que nos desvie da Mensagem de Cristo. Minha preocupação agora é que vocês não usem nossas decisões para tirar vantagem ou privar alguém dos seus direitos. Vocês sabem que quem trabalha no templo sempre teve a garantia de poder viver dos rendimentos da casa de Deus. Também os que oferecem sacrifícios no altar podem se alimentar do que é sacrificado. Seguindo o mesmo raciocínio, o Senhor determinou que quem proclama a Mensagem deve ser sustentado por aqueles que creem nela.
15-18Mesmo assim, quero deixar claro que nunca peguei nada para mim e que não estou escrevendo agora para exigir alguma coisa. Prefiro morrer a permitir que duvidem de mim ou questionem meus motivos. Se proclamo a Mensagem, não é para ganhar alguma coisa. Sou impelido a fazer isso, e ai de mim se não o fizer! Se eu considerasse este trabalho apenas um meio de ganhar a vida, eu esperaria algum pagamento. Mas como não penso assim, pois creio que ele me foi confiado de modo muito especial, por que esperaria ser pago? Então, acham que estou ganhando algo com isso? Na verdade, estou: o prazer de proclamar a Mensagem sem que vocês tenham de pagar por isso. Vocês não precisam nem bancar minhas despesas!
19-23Ainda que eu esteja livre das exigências e expectativas de todos, tornei-me um servo voluntário de todos para alcançar todo tipo de gente: religiosos, não religiosos, moralistas, libertinos, fracassados, desmoralizados — não importa. Não adoto o estilo de vida deles. Mantenho meu comportamento baseado em Cristo, mas entrei no mundo deles e compartilhei da realidade deles. Tornei-me servo em minha tentativa de levar alguns dos que eu encontrei pelo caminho para uma vida salva por Deus. Fiz tudo por causa da Mensagem. Eu não queria apenas falar dela: eu queria estar nela!
24-25Todos vocês já foram ao estádio e viram as corridas. Vários atletas correm, mas apenas um vence. Correr para vencer: é para isso que os bons atletas treinam duro. Eles fazem isso por uma medalha de ouro, que perde o brilho e o valor, mas vocês estão atrás da medalha que nunca envelhecerá.
26-27Não sei sobre vocês, mas eu estou correndo a toda velocidade rumo à linha de chegada. Estou dando tudo de mim. Nada de pegar leve. Estou alerta e preparado. Não vou ser apanhado dormindo no ponto. Depois de mostrar o caminho para os outros, nem posso pensar que eu poderia perder.
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