Categoria: Novo Testamento

  • Atos, 22

    1“Meus prezados irmãos e pais, ouçam com atenção o que vou dizer antes de tirarem conclusões a meu respeito”. Quando eles o ouviram falar em hebraico, ficaram ainda mais quietos. Ninguém queria perder uma palavra.

    2-3Ele prosseguiu: “Sou um bom judeu, nascido em Tarso, na província da Cilicia, mas educado aqui em Jerusalém, sob o olhar exigente do rabino Gamaliel, instruído com rigor em nossas tradições religiosas. Além disso, sempre me dediquei sinceramente a Deus, até o dia de hoje.

    4-5“Eu perseguia qualquer um que tivesse ligação com o Caminho. Agia com violência, disposto a matar por causa de Deus. Persegui homens e mulheres e lancei muita gente na prisão. Se têm alguma dúvida, perguntem ao sacerdote principal ou a qualquer membro do Concílio. Eles me conhecem muito bem. Certa vez, fui até nossos irmãos de Damasco, munido de documentos oficiais que me autorizavam caçar os seguidores de Jesus que viviam lá, prendê-los e trazê-los de volta a Jerusalém para serem sentenciados.

    6-7“Quando eu me aproximava de Damasco, por volta do meio-dia, uma luz intensa brilhou do céu, e caí ao chão, confuso. Então, ouvi uma voz: ‘Saulo, Saulo, por que você me persegue?’.

    8-9“‘Quem és, Senhor?’, perguntei. “Ele disse: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem você está perseguindo’. Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a conversa.

    10-11“Então, eu disse: ‘Senhor, o que devo fazer?’. Ele disse: ‘Levante-se e vá a Damasco. Ali será dito tudo que você deve fazer. Entramos em Damasco, mas não foi nada como eu tinha planejado. Eu estava cego, e meus companheiros tiveram de me guiar pela mão.

    12-13“Encontrei-me com Ananias, homem de reputação excelente, observador das nossas leis — a comunidade judaica de Damasco pode confirmar. Ele me deu o maior apoio e disse: ‘Volte a ver’. Olhei e logo eu estava olhando para ele. Eu estava enxergando outra vez!

    14-16“Ele disse: ‘O Deus dos nossos antepassados escolheu você para ser parte do seu plano. Você acabou de ver o Justo Inocente e o ouviu falar. Você será uma testemunha muito importante do que viu e ouviu. Levante-se, seja batizado e purificado dos seus pecados e conheça Deus pessoalmente!’

    17-18“Pois bem, aconteceu tudo como Ananias disse. Mais tarde, eu estava de volta a Jerusalém, orando um dia no templo, meio confuso na presença de Deus, e vi o Justo Inocente de Deus! Ele me disse: ‘Depressa! Saia daqui o mais rápido que puder. Nenhum judeu em Jerusalém vai aceitar o que você diz a meu respeito’.

    19-20“No início, questionei: ‘Mas quem tem melhores credenciais? Todos sabem que eu era obcecado por caçar quem te seguisse. Eu os agredia nas sinagogas e os jogava na cadeia. E, quando Estêvão, tua testemunha, foi assassinado, eu estava lá, segurando a capa dos assassinos. Agora eles me veem como convertido. Quem melhor do que eu para falar agora?’.

    21“Mas ele disse: ‘Não discuta. Vá. Eu o envio aos outros povos. Será uma longa jornada”.

    UM CIDADÃO ROMANO

    22-25O povo ouviu com atenção até esse ponto, mas perderam o controle e começaram a gritar: “Matem-no! Fora! Acabem com ele!”. Eles sacudiam os punhos e gritavam maldições. Foi quando o comandante interferiu e ordenou que Paulo fosse levado à fortaleza. Ficou chocado e decidiu interrogar Paulo sob tortura, para descobrir o que ele havia feito para provocar tanta violência. Enquanto o amarravam com tiras de couro, preparando-o para o açoitamento, Paulo perguntou ao centurião, que assistia a tudo: “Não é ilegal torturar um cidadão romano sem um julgamento justo?”.

    26Ao ouvir a pergunta, o centurião foi reclamar com o comandante da guarda: “Você percebe o que fez? Este homem é cidadão romano!”.

    27O comandante foi confirmar: “O que ouvi é verdade? Você é cidadão romano?” Paulo respondeu: “Claro que sim!”.

    28O comandante ficou impressionado. “Tive de pagar uma grande quantia de dinheiro pela minha cidadania. Quanto custou a você?” “Nada”, disse Paulo, “não me custou nada. Sou cidadão desde que nasci”.

    29O interrogatório foi suspenso, e o comandante ficou muito receoso. Havia ordenado prender um cidadão romano e chegado muito perto de mandar torturá-lo!

    30No dia seguinte, querendo livrar-se dá encrenca e querendo saber o que estava por trás da acusação dos judeus, o comandante libertou Paulo e convocou uma reunião com os principais sacerdotes e o Concilio para ver o que eles pretendiam fazer. Paulo foi levado à presença deles.


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  • Atos, 21

    TIRO E CESARÉIA

    1-4Assim, depois de uma despedida emocionada, seguimos caminho. Rumamos para Cós e, no dia seguinte, alcançamos Rodes e depois Pátara. Ali encontramos um navio que ia para a Fenícia, embarcamos e começamos a navegar. Chipre estava à nossa esquerda, mas logo não podia mais ser vista, pois mantivemos o curso para a Síria e finalmente atracamos no porto de Tiro. Enquanto a carga era desembarcada, procuramos os discípulos que viviam na cidade e ficamos com eles sete dias. A mensagem deles para Paulo, baseada numa percepção concedida pelo Espírito, foi: “Não vá a Jerusalém”.

    5-6Quando nosso tempo acabou, eles nos escoltaram até as docas. Vieram todos — homens, mulheres, crianças. Foi uma grande festa de despedida! Ajoelhamo-nos na praia e oramos. Então, após outra rodada de despedidas, subimos a bordo, enquanto eles voltavam para casa.

    7-9Uma rápida jornada de Tiro a Ptolemaida completou a viagem. Saudamos nossos amigos cristãos ali e ficamos com eles um dia. De manhã, fomos para Cesaréia e ficamos com Filipe, o Evangelista, um “dos Sete”. Filipe tinha quatro filhas, que eram virgens e profetizavam.

    10-11A visita durou vários dias, e um profeta da Judeia, chamado Ágabo, veio nos ver. Ele encaminhou-se diretamente para Paulo, pegou o cinto dele e, num gesto dramático, amarrou-se, mãos e pés, e disse: “Isto é o que o Espírito Santo diz: ‘Os judeus de Jerusalém irão prender o homem a quem este cinto pertence, desta maneira, e vão entregá-lo a pagãos muito maus’”.

    12-13Quando ouvimos isso, todos nós imploramos a Paulo que deixasse de ser teimoso e desistisse da viagem a Jerusalém. Mas ele foi irredutível: “Por que tudo isso? Por que todo esse drama, tornando as coisas ainda mais difíceis para mim? Vocês não entendem. A questão não é o que vão fazer a mim em Jerusalém, se vão me prender ou me matar, mas o que o Senhor Jesus irá fazer por meio da minha obediência. Não conseguem ver isso?”.

    14Percebendo que era inútil insistir, desistimos: “Está nas mãos de Deus. Senhor, seja feita a tua vontade!”.

    15-16Isso aconteceu pouco antes de pegarmos a bagagem para ir a Jerusalém. Alguns dos discípulos de Cesaréia foram conosco e nos levaram à casa de Mnasom, que nos recebeu calorosamente como hóspedes. Natural de Chipre, ele era do grupo dos discípulos mais antigos.

    JERUSALÉM

    17-19Em Jerusalém, nossos amigos nos receberam de braços abertos, com muita alegria. Logo na manhã seguinte fomos levar Paulo para ver Tiago. Todos os líderes da igreja estavam lá. Depois das saudações e de conversar um pouco, Paulo contou em detalhes o que Deus havia feito entre os não judeus pelo seu ministério. Eles ouviram com prazer e deram glória a Deus.

    20-21Eles também tinham uma história para contar: “Vejam o que está acontecendo aqui: milhares e milhares de judeus consagrados a Deus passaram a crer em Jesus! Mas há também um problema: eles estão mais zelosos do que nunca em observar as leis de Moisés e ouviram dizer que vocês aconselham esses judeus que vivem cercados por gente de outros povos a se afastar de Moisés, afirmando que eles não precisam circuncidar os filhos nem guardar as tradições. Isso desagradou muito a todos eles.

    22-24“Estamos preocupados com o que poderá acontecer quando descobrirem que você está na cidade. Isso vai dar problema. Aqui está o nosso conselho: quatro homens de nosso grupo fizeram um voto que envolve purificações rituais, mas não têm dinheiro para pagar as despesas. Junte-se a esses homens em seus votos e pague as despesas deles. Assim, todos vão ficar convencidos de que não há verdade nos boatos que circulam a seu respeito e que você é de fato zeloso das leis de Moisés.

    25“Ao fazer esse pedido, não estamos voltando atrás no acordo sobre os não judeus convertidos. Tudo que escrevemos naquela carta está de pé, a saber, o cuidado em não se envolver em nenhum tipo de idolatria, em não servir comida ofensiva aos judeus cristãos, como é o caso do sangue e da carne ritualmente impura, e em guardar a pureza moral no sexo e no casamento”.

    26Paulo concordou. Juntou-se àqueles homens em seus votos e pagou as despesas deles. No dia seguinte, foi ao templo oficializar o voto e ficou ali até que os sacrifícios adequados foram oferecidos e o tempo fosse cumprido.

    PAULO NA PRISÃO

    27-29Quando os sete dias de purificação estavam para se completar, alguns judeus de Éfeso reconheceram Paulo no templo. Imediatamente, puseram o lugar de cabeça para baixo. Agarraram Paulo e começaram a gritar a plenos pulmões: “Socorro! Israelitas, ajudem! Este é o homem que está viajando pelo mundo inteiro, dizendo mentiras contra nós, contra nossa religião e contra este lugar. Ele trouxe gregos aqui e contaminou este lugar santo!”. (Eles tinham visto Trófimo, o grego de Éfeso, caminhando com Paulo na cidade e logo concluíram que o apóstolo o levara ao templo.)

    30Logo a cidade inteira estava alvoroçada. Gente de toda parte corria para o templo a fim de saber o que estava acontecendo. Os judeus arrastaram Paulo para fora e trancaram as portas do templo, de modo que ele não pudesse entrar no santuário outra vez.

    31-32Tentavam matá-lo quando a notícia chegou ao comandante da guarda: “Um motim! A cidade inteira está polvorosa!” Ele agiu rápido. Os soldados e oficiais correram para o lugar imediatamente. Assim que a multidão viu o comandante e seus soldados, pararam de agredir o apóstolo.

    33-36O capitão prendeu Paulo. Ordenou que ele fosse algemado e depois perguntou quem era e o que tinha feito. Tudo que ele conseguiu da multidão foi uma gritaria ensurdecedora. Era impossível entender o que diziam. Por isso, decidiu levar Paulo para a fortaleza. Mas, ao chegar às escadarias do templo, a multidão se tornou tão violenta que os soldados tiveram de carregar o prisioneiro. Enquanto o transportavam, a multidão ia atrás dele, gritando: “Mata! Mata!”

    37-38Quando chegaram às escadas, antes de entrar, Paulo disse ao capitão: “Posso falar uma coisa?” Ele respondeu: “Eu não sabia que você falava grego. Pensei que fosse o egípcio que há pouco tempo iniciou uma rebelião aqui e se escondeu no deserto com quatro mil bandidos”.

    39Paulo respondeu: “Não, eu sou judeu, nascido em Tarso. Ainda sou um cidadão daquela cidade influente e tenho um pedido simples: permita que eu fale à multidão”.

    PAULO CONTA SUA HISTÓRIA

    40Em pé, na escada, Paulo virou-se e levantou os braços. A multidão silenciou quando ele começou a falar em hebraico:


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  • Atos, 20

    MACEDÔNIA E GRÉCIA

    1-2Com a situação normalizada, Paulo reuniu os discípulos e os incentivou a ficar firmes naquela boa obra em Éfeso. Despedindo-se deles, foi para a Macedônia. Viajou pelo país, indo de uma reunião para outra, sempre encorajando, animando e despertando neles uma nova esperança.

    2-4Depois foi para a Grécia e ficou três meses ali. Quando estava para embarcar para a Síria, os judeus armaram um complô contra ele. Assim, decidiu ir por terra, pela Macedônia, e os despistou. Seus companheiros de viagem eram Sópatro, filho de Pirro, de Bereia; Aristarco e Secundo, ambos tessalonicenses; Gaio, de Derbe; Timóteo; os dois discípulos da Ásia ocidental, Tíquico e Trófimo.

    5-6Eles foram na frente e esperaram por nós em Trôade. Enquanto isso, ficamos em Filipos para a semana da Páscoa e, depois, embarcamos. Cinco dias depois, estávamos outra vez em Trôade e ficamos ah uma semana.

    7-9Encontramo-nos no domingo para o culto e a celebração da ceia do Senhor. Paulo falou à comunidade. Nosso plano era sair de manhã bem cedo, mas Paulo falou muito, até depois da meia-noite. Estávamos reunidos num andar superior, bem iluminado. Um jovem chamado Êutico estava sentado numa janela. Como a palavra de Paulo se prolongou, Êutico dormiu e caiu da janela, do terceiro andar. Quando foram socorrê-lo, ele estava morto.

    10-12Paulo desceu também e sacudiu o rapaz, dizendo: “Nada de choro, ainda há vida nele”. Disse isso e subiu para servir a ceia do Senhor. Continuou a falar a respeito da fé até a madrugada! Encerrada a reunião, Paulo tomou seu caminho. O rapaz, vivo, foi com o pessoal da comunidade, que estavam muito felizes!

    13-16Enquanto isso, o resto de nós embarcou no navio e navegou até Assôs, onde planejávamos encontrar Paulo. Ele queria pregar ali e já havia feito os preparativos. Tudo ocorreu conforme o plano. Nós o encontramos em Assôs e o trouxemos a bordo. Dali navegamos até Mitilene. No dia seguinte, passamos por Quios e Samos e, um dia depois, finalmente aportamos em Mileto. Paulo havia decidido evitar Éfeso, para não ficar na província da Ásia. Ele tinha pressa, pois queria chegar a Jerusalém para a festa de Pentecoste.

    RUMO A JERUSALÉM

    17-21De Mileto, Paulo mandou chamar os líderes da comunidade. Quando chegaram, ele lhes disse: “Vocês sabem que desde o dia em que cheguei à Ásia me dediquei totalmente a vocês, oferecendo minha vida, servindo o Senhor como podia, enfrentando as armadilhas que os judeus prepararam contra mim. Em nada fui mesquinho. Vocês receberam toda verdade e encorajamento de que precisavam. Ensinei em lugares públicos e nos lares, exortando judeus e gregos, sem distinção, a uma mudança radical de vida na presença de Deus e a uma plena confiança em nosso Senhor Jesus.

    22-24“Mas agora há outra realidade urgente diante de mim. Sinto-me impelido a ir a Jerusalém. Não sei em absoluto o que irá acontecer quando chegar lá. Só sei que não será um mar de rosas, pois o Espírito Santo me alertou de que me aguardam sofrimentos e prisões. Mas isso pouco importa. O que mais me interessa é terminar o que Deus começou: a tarefa de que o Senhor Jesus me incumbiu: fazer que todos com os quais me encontre tomem conhecimento da extraordinária graça de Deus.

    25-27“Portanto, adeus. Vocês não me verão outra vez, nem eu a vocês, com quem tenho trabalhado tanto, proclamando as notícias do inaugurado Reino de Deus. Fiz o melhor que pude por vocês. Dei tudo de mim e não escondi nada do que era a vontade de Deus para vocês.

    28“Agora, é com vocês. Fiquem firmes, por vocês mesmos e pela comunidade. O Espírito Santo os responsabiliza agora por essas ovelhas, que são o povo de Deus. Vocês têm o dever de guardá-las e protegê-las. O próprio Deus considerou que valia a pena morrer por elas.

    29-31“Sei que, assim que eu partir, lobos ferozes aparecerão para atacar o rebanho, homens de suas fileiras que torcerão as palavras para seduzir os discípulos a segui-los, em vez de seguir Jesus. Por isso, fiquem atentos. Lembrem-se desses três anos nos quais velei por vocês, sem desistir, derramando meu coração por todos vocês.

    32“Agora me entrego a Deus, ao nosso Deus maravilhoso, cuja Palavra poderá moldar vocês para que sejam o que ele quer e conceder a vocês tudo de que precisem nesta comunidade de santos amigos.

    33-35“Vocês bem sabem que nunca fiz questão de riqueza ou de vestir do bom e do melhor. Com estas mãos limpas, cuidei das necessidades básicas, minhas e dos que trabalharam comigo. Em tudo que fiz, demonstrei a vocês que é preciso trabalhar a favor dos fracos, não explorá-los. Vocês não estarão errando se guardarem a lembrança daquilo que o Senhor disse: ‘Vocês são mais felizes dando que recebendo’”.

    36-38Depois de falar, Paulo ajoelhou-se. Os outros fizeram o mesmo, e todos oraram. Foi um rio de lágrimas. Muitos abraçaram Paulo, não querendo deixá-lo ir. Eles sabiam que não iriam vê-lo outra vez, como ele mesmo havia declarado. Com muita dor no coração, eles o acompanharam até o navio.


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  • Atos, 19

    1-2Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo seguiu caminho pelas montanhas e chegou a Éfeso, onde encontrou alguns discípulos. Assim que ali chegou, perguntou a eles: “Vocês receberam o Espírito Santo quando creram? Vocês o acolheram no coração? Ele está mesmo em vocês?”. “Nunca nem ouvimos falar de Espírito Santo! Deus dentro de nós?”

    3“Como foi, então, que vocês foram batizados?” perguntou Paulo. “No batismo de João”, responderam.

    4Paulo disse: “Isso explica tudo. João pregou um batismo de mudança radical de vida, para que o povo pudesse estar pronto para receber aquele que viria depois dele, Jesus. Se vocês foram batizados no batismo de João, agora estão preparados para o que realmente importa: Jesus”.

    5-7E eles estavam. Assim que ouviram isso, foram batizados no nome do Senhor Jesus. Paulo impôs-lhes as mãos sobre a cabeça, e o Espírito Santo veio sobre eles. E louvavam a Deus em línguas e falavam a respeito dos atos de Deus. Havia cerca de doze pessoas ali naquele dia.

    8-10Em seguida, Paulo foi para a sinagoga. Ficou na cidade três meses, trabalhando para apresentar a eles o Reino de Deus de maneira convincente. Mas começou a surgir resistência por parte de alguns, que começaram a espalhar boatos sobre o estilo de vida cristão. Paulo retirou-se, levando os discípulos com ele, e se estabeleceu na escola de Tirano, ministrando aulas diariamente. Fez isso por dois anos, dando a todos na província da Ásia, judeus e gregos, ampla oportunidade para ouvir a Mensagem do Senhor.

    A MUDANÇA DOS MAGOS E FEITICEIRAS

    11-12Deus fez coisas poderosas e incomuns por meio de Paulo. A notícia se espalhou, e as pessoas começaram a trazer peças de roupas — lenços, mantas e coisas semelhantes — para que tocassem com elas Paulo e depois os doentes. Foi impressionante: os doentes eram curados e restaurados.

    13-16Alguns exorcistas judeus itinerantes estavam na cidade e tentaram fazer o que pensavam ser o “jogo” de Paulo. Mencionavam o nome do Senhor Jesus às vítimas de espíritos malignos, dizendo: “Domino você pelo Jesus pregado por Paulo!” Os sete filhos de um tal de Ceva, sacerdote principal judeu, tentaram fazer isso com um homem, e o espírito maligno respondeu: “Conheço Jesus e já ouvi falar de Paulo, mas quem são vocês?”. Então, o possesso ficou enlouquecido: pulou sobre os exorcistas, que levaram uma boa surra e ficaram de roupa rasgada. Nus e sangrando, eles fugiram dali.

    17-20O fato se tornou conhecido de toda a Éfeso, entre judeus e gregos. Espalhou-se a convicção de que Deus estava por trás de tudo aquilo. A curiosidade a respeito de Paulo transformou-se em reverência pelo Senhor Jesus. Muitos dos que creram abandonaram a feitiçaria. Magos e feiticeiras vieram com seus livros de feitiços e fizeram uma fogueira imensa com eles. O valor dos livros chegou a cinquenta mil moedas de prata. Assim, ficou evidente que a Palavra do Senhor fora vitoriosa em Éfeso.

    A DEUSA ÁRTEMIS

    21-22Depois disso, Paulo decidiu que era tempo de ir para as províncias da Macedônia e da Acaia e de lá para Jerusalém. Ele disse: “Vou para Roma. Preciso ir para lá!” Ele enviou dois de seus assistentes, Timóteo e Erasto, para a Macedônia, mas ficou na Ásia para resolver alguns assuntos.

    23-26Antes de partir, ocorreu em Éfeso um grande tumulto a respeito do que era conhecido como “o Caminho”. Certo ourives, Demétrio, chefiava um negócio de manufatura de relicários da deusa Ártemis e empregava muitos artesãos. Ele reuniu seus empregados e outros que lhe prestavam serviços e disse: “Homens, vocês sabem que temos um bom negócio aqui e já viram como Paulo se intromete no que fazemos, para nos desacreditar, afirmando que não existem deuses feitos por mãos humanas. Muita gente o apoia, não apenas aqui em Éfeso, mas por toda a província da Ásia.

    27“Não apenas nosso negócio corre o risco de ir à falência, mas o templo da nossa famosa deusa Ártemis acabará em escombros, quando sua reputação gloriosa se for. Não se trata de um assunto local: o mundo inteiro adora nossa Ártemis!”

    28-31A multidão perdeu a cabeça. Correram à rua gritando: “Grande Ártemis dos efésios! Grande Ártemis dos efésios!”. Eles puseram a cidade inteira em polvorosa, correram ao estádio e agarraram dois dos companheiros de Paulo, os macedônios Gaio e Aristarco. Paulo queria ir também, mas os discípulos não deixaram. Alguns líderes religiosos de destaque da cidade, simpáticos a Paulo concordaram: “Não se aproxime daquela multidão de jeito nenhum!”

    32-34Alguns deles gritavam uma coisa, outros gritavam outra. Muitos nem tinham ideia do que estava acontecendo ou por que estavam ali. Enquanto os judeus empurraram Alexandre para que ficasse à frente do povo e assumisse o controle, diferentes facções reivindicavam sua liderança. Ele os repreendeu e os fez calar, gesticulando energicamente. Mas, no momento em que Alexandre abriu a boca, perceberam que ele era judeu e gritaram: “Grande Ártemis dos efésios! Grande Ártemis, dos efésios!” — e gritaram por duas horas. .

    35-37Finalmente, o escrivão da cidade fez a multidão se aquietar e disse: “Caros compatriotas, será que alguém, em algum lugar, não sabe que nossa querida cidade de Éfeso é a protetora da gloriosa Ártemis e da sua imagem sagrada de pedra, que caiu do céu? Considerando que isso não pode ser negado, é melhor que cada um de vocês vá cuidar da sua vida. Tal conduta é indigna de Ártemis. Os homens que vocês trouxeram aqui não fizeram nada para prejudicar nosso templo nem nossa deusa.

    38-41“Se Demétrio e sua associação de artesãos têm alguma queixa, poderão apresentá-la no tribunal e fazer as acusações que quiserem. Se alguma coisa mais os está incomodando, reclamem nas reuniões regulares da administração da cidade, deixando a questão a cargo dela. Não há desculpa para o que aconteceu hoje, pois pusemos a cidade em risco. Lembrem-se de que Roma não vê os agitadores com bons olhos”. Com isso, o povo se dispersou.


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  • Atos, 18

    CORINTO

    14De Atenas, Paulo foi para Corinto. Ali conheceu Áquila, judeu nascido no Ponto, e sua esposa, Priscila. Eles tinham chegado havia pouco tempo da Itália, porque o imperador Cláudio havia expulsado os judeus de Roma. Paulo ficou com eles, e trabalharam juntos na fabricação de tendas. Todos os sábados ele estava na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos a respeito de Jesus.

    5-6Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo teve condições de dedicar tempo integral à pregação e ao ensino, com o objetivo de persuadir os judeus de que Jesus era de fato o Messias de Deus. Mas não obteve muito êxito. Eles entravam em discórdia e o contradiziam o tempo todo. Muito aborrecido, Paulo por fim se cansou deles e desistiu: “Façam como quiserem. Vocês fizeram a cama, então deitem nela. De agora em diante, vou dedicar meu tempo às outras nações”.

    7-8Depois disso, ele foi morar na casa de Tício Justo, homem consagrado a Deus, vizinho da sinagoga. Mas os esforços de Paulo cornos judeus não foram de todo em vão, porque Crispo, chefe da sinagoga, passou a crer no Senhor. Toda a sua família creu com ele.

    8-11Ao ouvir Paulo, muitos coríntios creram e foram batizados. Certa noite, o Senhor falou a Paulo num sonho: “Fique firme, não permita que ninguém o intimide ou silencie. Não importa o que aconteça, estou com você, e ninguém poderá feri-lo. Você não imagina quantas pessoas tenho nesta cidade”. Era tudo de que ele precisava ouvir. Morou ali um ano e meio, ensinando a Palavra de Deus com fidelidade aos coríntios.

    12-13Mas, quando Gálio se tornou governador da província da Acaia, os judeus instigaram uma campanha contra Paulo, levaram-no ao tribunal e o acusaram: “Este homem está levando o povo a realizar cultos ilegais”.

    14-16Paulo estava prestes a se defender, quando Gálio o interrompeu e disse aos judeus: “Se isso fosse um caso de conduta criminosa, eu os ouviria de bom grado. Mas isso está me parecendo mais uma rixa entre judeus, uma disputa interminável sobre questões religiosas. Cuidem disso vocês mesmos. Não perderei tempo com um assunto desses”. Em seguida, mandou que desocupassem a sala de audiências.

    17A multidão na rua agrediu Sóstenes, o novo chefe da sinagoga, diante do tribunal. Gálio não moveu um dedo. Foi um descaso total.

    ÉFESO

    18Depois de ficar mais um pouco em. Corinto, chegou a hora de Paulo se despedir dos amigos e navegar para a Síria. Priscila e Áquila estavam com ele. Antes de embarcar na cidade portuária de Cencreia, Paulo rapou a cabeça como parte de um voto que tinha feito.

    19-21Eles aportaram em Éfeso. Priscila e Áquila desembarcaram e ficaram ali. Paulo deixou o navio apenas para pregar aos judeus na sinagoga. Eles queriam que ele ficasse mais tempo, mas Paulo disse que não podia. No entanto, depois de se despedir, prometeu: “Eu voltarei, se Deus quiser”.

    21-22De Éfeso, ele navegou para Cesaréia. Saudou a igreja ali e foi para Antioquia, completando a jornada.

    23Depois de passar um tempo considerável com os cristãos de Antioquia, Paulo partiu outra vez, agora para a Galácia e a Frigia, refazendo a antiga rota, cidade após cidade, sempre encorajando os discípulos.

    24-26Foi, então, que um homem chamado Apolo apareceu em Éfeso. Ele era judeu, nascido em Alexandria, no Egito, orador muito capaz, eloquente e excelente pregador. Conhecia bem o caminho do Senhor e era cheio de entusiasmo. Seu ensino a respeito de Jesus era preciso até certo ponto, pois ele só conhecia o batismo de João. Priscila e Áquila o ouviram quando ele pregou com poder na sinagoga. Depois o chamaram à parte e o deixaram a par do restante da história.

    27-28Apolo decidiu seguir caminho até a província da Acaia. Os amigos de Éfeso deram sua bênção e escreveram uma carta de recomendação, na qual pediam que ele fosse recebido de braços abertos. A boa recepção foi recompensada: Apolo revelou ser um grande auxílio para os convertidos pela imensa graça de Deus. Ele era muito bom no debate público com os judeus, pois apresentava provas convincentes, pelas Escrituras, de que Jesus era de fato o Messias de Deus.


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  • Atos, 17

    A PORTA SE ABRE PARA OS DE FORA

    1-2Pouco depois alguns judeus chegaram da Judeia, insistindo em que todos deveriam ser circuncidados. Diziam aos não judeus: “Se vocês não se circuncidarem conforme a Lei Mosaica, não poderão ser salvos”. Paulo e Barnabé protestaram. A igreja decidiu resolver a questão, enviando Paulo, Barnabé e outros discípulos para apresentar o problema aos apóstolos e líderes em Jerusalém.

    3No caminho, enquanto viajavam pela Fenícia e Samaria, eles anunciavam a todos como a Mensagem se abrira a todos os povos. Os que ouviam a novidade se alegravam — notícia maravilhosa!

    4-5Chegando a Jerusalém, Paulo e Barnabé foram muito bem recebidos pela igreja e pelos apóstolos e líderes. Eles apresentaram um relato da viagem e de como. Deus os usara para abrir as portas aos demais povos. Mas alguns fariseus puseram-se de pé para falar. Eles tinham se convertido, mas ainda mantinham a linha dura dos fariseus. Disseram: “Vocês têm de circuncidar os pagãos convertidos. É preciso fazê-los guardar a Lei de Moisés”.

    6-9Os apóstolos e líderes convocaram uma reunião especial para estudar o assunto. Enquanto os argumentos eram trocados, os ânimos esquentavam. Então, Pedro tomou a palavra: “Amigos, vocês bem sabem que há muito Deus deixou claro que era sua vontade que os pagãos ouvissem a Mensagem das boas-novas e a abraçassem, e isso aconteceu não de segunda mão ou de ouvir falar por aí, mas diretamente por meu intermédio. Deus, que não pode ser enganado por nenhum fingimento, mas sempre conhece o pensamento humano, concedeu a eles o Espírito Santo, exatamente como o deu a nós. Ele tratou os de fora exatamente como nos tratou, começando com o que eles eram e trabalhando desse ponto em diante. Depois que creram nele, tiveram a vida purificada.

    10-11“Então, por que vocês agora provocam Deus, oprimindo os novos convertidos com regras que oprimiram nossos antepassados e a nós também? Acreditamos que somos salvos pelo que o Senhor Jesus, por sua pura graça, maravilhosamente fez por nós e também pelos que não são da nossa nação. Por que estamos discutindo, então?”

    12-13Houve um silêncio geral. Ninguém dizia uma palavra. Nesse ambiente, Barnabé e Paulo relataram os milagres e as maravilhas que Deus havia feito nas outras nações pelo ministério deles. O silêncio agora era total. Não se ouvia um pio.

    13-18Foi aí que Tiago quebrou o silêncio: “Amigos, ouçam! Simão nos lembrou que Deus desde o princípio deixou claro que os não judeus seriam incluídos no seu plano. Isso está em perfeita harmonia com as palavras dos profetas: Depois disso, eu voltarei; reconstruirei a casa arruinada de Davi. Vou refazer tudo; Eu a farei como nova outra vez. Então, os outros povos que procuram vão encontrar, eles terão um lugar para ir. Todos os povos pagãos estão incluídos na obra que farei. Deus prometeu isso, e agora está fazendo. Não é um pensamento novo: ele sempre quis que fosse assim.

    19-21Por isso, esta é minha decisão: não vamos impor um peso desnecessário sobre os não judeus que se convertem ao Senhor. Vamos escrever uma carta com estes dizeres: ‘Não se envolvam com nenhum tipo de idolatria, guardem a pureza moral no sexo e no casamento, não sirvam comida ofensiva aos judeus cristãos, como é o caso do sangue e da carne ritualmente impura. Essa é a essência da Lei de Moisés, pregada e honrada há séculos todos os sábados, em todas as cidades que habitamos”.

    22-23Todos concordaram: apóstolos, líderes, todos os presentes. Eles escolheram Judas (também chamado Barsabás) e Silas, ambos muito respeitados na igreja, e os enviaram na companhia de Paulo e Barnabé com esta carta: Dos apóstolos e líderes, amigos de vocês, aos nossos amigos em Antioquia, Síria e Cilicia: Saudações!

    24-27Ouvimos falar que alguns homens das nossas igrejas procuraram vocês com ideias que os confundiram e entristeceram. Esclarecemos que eles não foram autorizados por nós. Nós não os enviamos. Concordamos agora, unanimemente, em escolher representantes e enviá-los a vocês com nossos bons amigos Barnabé e Paulo. Escolhemos homens confiáveis como Judas e Silas. Eles enfrentaram a morte várias vezes por causa do nosso Senhor Jesus Cristo. Nós os enviamos para confirmar, num encontro face a face com vocês, o que registramos por escrito.

    28-29Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós que vocês não fossem entristecidos por nenhum peso; acatem apenas estas exigências básicas: não se envolvam com nenhum tipo de idolatria, não sirvam comida ofensiva aos judeus cristãos, como é o caso do sangue e da carne ritualmente impura, e guardem a pureza moral no sexo e no casamento. Essas orientações são suficientes para que sejam mantidas relações agradáveis entre nós. Deus seja com vocês!

    BARNABÉ E PAULO SEGUEM CAMINHOS SEPARADOS

    30-33Assim, eles foram para Antioquia. Na chegada, reuniram a igreja e leram a carta. O povo ficou aliviado e satisfeito. Judas e Silas, bons pregadores, fortaleceram os novos irmãos com palavras de encorajamento e esperança. Na hora de ir para casa, os novos amigos se despediram deles com alegria e muitos abraços. Dessa maneira, voltaram para informar o resultado da missão aos que os tinham enviado.

    35Paulo e Barnabé permaneceram em Antioquia, ensinando e pregando a Palavra de Deus. Mas não estavam sozinhos. Já havia muitos mestres e pregadores na época em Antioquia.

    36Depois de alguns dias, Paulo disse a Barnabé: “Vamos voltar e visitar todos os nossos amigos em cada uma das cidades em que pregamos a Palavra de Deus. Vamos ver como eles estão”.

    3741Barnabé queria levar João, também chamado Marcos, mas Paulo não concordou. Não queria levar alguém que desistira com facilidade, que na primeira dificuldade os abandonou na Panfília. Os ânimos se exaltaram, e por fim eles seguiram caminhos separados. Barnabé navegou com Marcos para Chipre. Paulo escolheu Silas e, recomendados pelos amigos à graça do Senhor, rumou para a Síria e a Cilicia a fim de levar uma palavra de ânimo àquelas comunidades.


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  • Atos, 16

    O SONHO DE PAULO

    1-3Paulo foi primeiro a Derbe e depois a Listra. Ali encontrou um discípulo, Timóteo, filho de uma mãe judia muito consagrada e de pai grego. Todos os amigos em Listra e Icônio garantiram que ele era um rapaz excelente. Paulo quis levá-lo para admissão, mas primeiro o circuncidou, para não ofender os judeus que viviam naquela região. Todos sabiam que o pai dele era grego.

    4-5Enquanto viajavam de cidade em cidade, apresentavam as orientações que os apóstolos e líderes em Jerusalém haviam decidido. Essa medida se revelou bastante útil. Dia após dia, as igrejas se fortaleciam na fé e cresciam em número.

    6-8Eles foram para a Frigia e atravessaram a região da Galácia. O plano era seguir na direção oeste até a província da Ásia, mas o Espírito Santo impediu que prosseguissem. Eles foram para a Mísia e tentaram seguir para o norte, até a Bitínia, mas o Espírito de Jesus também não os deixou ir para lá. Depois de passar pela Mísia, desceram até o porto marítimo de Trôade.

    9-10Naquela noite, Paulo teve um sonho. Um macedônio estava de pé na praia e chamava do outro lado do mar: “Venha à Macedônia e ajude-nos!”. O sonho foi revelador para Paulo. Imediatamente ele começou a fazer os preparativos para a viagem à Macedônia. Tudo estava acertado. Agora sabíamos com certeza que Deus nos havia chamado para pregar aos europeus.

    11-12Embarcando em Trôade, fomos direto para Samotrácia. No dia seguinte, chegamos a Neápolis e fomos de lá até Filipos, a cidade principal daquela parte da Macedônia e, muito importante, uma colônia romana. Ficamos ali vários dias.

    13-14No sábado, deixamos a cidade e fomos ao rio, informados de que havia uma reunião de oração nesse lugar. Conversamos com as mulheres que se reuniam ali. Uma delas, chamada Lídia, de Tiatira, era negociante de tecidos caros e conhecida por ser mulher consagrada a Deus. Enquanto ouvia com atenção o que era dito, o Senhor lhe abriu o coração — e ela creu!

    15Depois que foi batizada, com todos os de sua casa, ela, num gesto de hospitalidade, nos convidou: “Se vocês confiam que sou uma de vocês e que creio no Senhor, venham para minha casa e sejam meus hóspedes”. Nós até hesitamos, mas ela não aceitaria um não como resposta.

    PRISÃO E SOFRIMENTO

    16-18Depois disso, num outro dia, a caminho do lugar de oração, uma escrava ficou andando atrás de nós. Ela tinha um espírito de adivinhação e havia ganhado muito dinheiro para seus donos. Ela começou a seguir Paulo por toda parte, chamando a atenção de todos para nós: “Estes homens servem o Deus Altíssimo. Eles estão abrindo o caminho da salvação para vocês”. Ela fez a mesma coisa durante vários dias, até que, não suportando mais, Paulo voltou-se e ordenou ao espírito: “Saia! Em nome de Jesus Cristo, saia dela!” E, na mesma hora, o espírito saiu.

    19-22Quando os donos dela perceberam que o negócio lucrativo tinha ido por água abaixo, foram atrás de Paulo e Silas e os levaram à praça do mercado. Os dois foram presos e levados ao tribunal com a seguinte acusação: “Estes homens estão perturbando a paz. São perigosos agitadores judeus que subvertem a ordem e a lei de Roma”. A multidão na mesma hora começou a pedir sangue.

    22-24Os juizes atenderam ao pedido da multidão. Mandaram rasgar as roupas de Paulo e Silas e ordenaram que fossem açoitados. Depois de baterem neles até cansar, mandaram ambos para a cadeia, recomendando ao carcereiro que os deixassem sob severa vigilância, para que não pudessem escapar. Ele os prendeu na cela de segurança máxima, com algemas de ferro nas pernas.

    25-26Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam fervorosamente a Deus. Os outros prisioneiros não podiam acreditar no que escutavam. Foi quando, de repente, aconteceu um terremoto! A cadeia inteira tremeu, todas as portas se abriram, e os prisioneiros ficaram livres.

    27-28Nisso, o carcereiro acordou e viu todas as portas da prisão abertas. Pensando que todos os prisioneiros tivessem escapado, sacou da espada e estava prestes a cometer suicídio, imaginando que seria morto, de qualquer maneira. Mas Paulo gritou: “Não faça isso! Estamos todos aqui! Ninguém fugiu!”.

    29-31Então, o carcereiro pegou uma tocha e entrou. Trêmulo, caiu diante de Paulo e Silas. Ele os levou para fora e perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo, para viver de verdade?” Eles responderam: “Deposite sua inteira confiança no Senhor Jesus, e você terá a salvação e saberá o que é viver de verdade — e todos os da sua casa também!”

    32-34Eles contaram a história do Senhor em detalhes — toda a família estava reunida agora. Ninguém quis dormir naquela noite. O carcereiro os deixou à vontade e cuidou dos ferimentos deles. Ele nem pôde esperar amanhecer e foi logo batizado, com toda a família. Depois ofereceu uma refeição em sua casa. O clima era de festa, uma noite para ninguém esquecer: ele e sua família creram em Deus, e todos na casa participaram da celebração.

    35-36Ao raiar do dia, os juizes enviaram oficiais de justiça com a seguinte ordem: “Libertem esses homens”. O carcereiro deu a notícia a Paulo: “Os juizes mandaram dizer que vocês estão livres para seguir o caminho de vocês. Estão livres! Vão em paz!”

    37Mas Paulo não se moveu e disse aos oficiais de justiça: “Eles nos espancaram em público e jogaram na cadeia legítimos cidadãos romanos! Agora querem resolver a situação por baixo dos panos? Nada disso! Se nos querem tirar daqui, que venham eles mesmos e nos libertem à vista de todos”.

    3840Os oficiais de justiça deram o recado, e os magistrados entraram em pânico, porque não imaginavam que Paulo e Silas fossem cidadãos romanos. Eles correram para lá, apresentaram suas desculpas e pessoalmente os acompanharam, implorando que saíssem da cidade pacificamente. Depois que saíram da cadeia, Paulo e Silas foram para a casa de Lídia, a fim de rever os amigos e encorajá-los na fé. Só então seguiram caminho.


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  • Atos, 15

    A PORTA SE ABRE PARA OS DE FORA

    1-2Pouco depois alguns judeus chegaram da Judeia, insistindo em que todos deveriam ser circuncidados. Diziam aos não judeus: “Se vocês não se circuncidarem conforme a Lei Mosaica, não poderão ser salvos”. Paulo e Barnabé protestaram. A igreja decidiu resolver a questão, enviando Paulo, Barnabé e outros discípulos para apresentar o problema aos apóstolos e líderes em Jerusalém.

    3No caminho, enquanto viajavam pela Fenícia e Samaria, eles anunciavam a todos como a Mensagem se abrira a todos os povos. Os que ouviam a novidade se alegravam — notícia maravilhosa!

    4-5Chegando a Jerusalém, Paulo e Barnabé foram muito bem recebidos pela igreja e pelos apóstolos e líderes. Eles apresentaram um relato da viagem e de como. Deus os usara para abrir as portas aos demais povos. Mas alguns fariseus puseram-se de pé para falar. Eles tinham se convertido, mas ainda mantinham a linha dura dos fariseus. Disseram: “Vocês têm de circuncidar os pagãos convertidos. É preciso fazê-los guardar a Lei de Moisés”.

    6-9Os apóstolos e líderes convocaram uma reunião especial para estudar o assunto. Enquanto os argumentos eram trocados, os ânimos esquentavam. Então, Pedro tomou a palavra: “Amigos, vocês bem sabem que há muito Deus deixou claro que era sua vontade que os pagãos ouvissem a Mensagem das boas-novas e a abraçassem, e isso aconteceu não de segunda mão ou de ouvir falar por aí, mas diretamente por meu intermédio. Deus, que não pode ser enganado por nenhum fingimento, mas sempre conhece o pensamento humano, concedeu a eles o Espírito Santo, exatamente como o deu a nós. Ele tratou os de fora exatamente como nos tratou, começando com o que eles eram e trabalhando desse ponto em diante. Depois que creram nele, tiveram a vida purificada.

    10-11“Então, por que vocês agora provocam Deus, oprimindo os novos convertidos com regras que oprimiram nossos antepassados e a nós também? Acreditamos que somos salvos pelo que o Senhor Jesus, por sua pura graça, maravilhosamente fez por nós e também pelos que não são da nossa nação. Por que estamos discutindo, então?”

    12-13Houve um silêncio geral. Ninguém dizia uma palavra. Nesse ambiente, Barnabé e Paulo relataram os milagres e as maravilhas que Deus havia feito nas outras nações pelo ministério deles. O silêncio agora era total. Não se ouvia um pio.

    13-18Foi aí que Tiago quebrou o silêncio: “Amigos, ouçam! Simão nos lembrou que Deus desde o princípio deixou claro que os não judeus seriam incluídos no seu plano. Isso está em perfeita harmonia com as palavras dos profetas: Depois disso, eu voltarei; reconstruirei a casa arruinada de Davi. Vou refazer tudo; Eu a farei como nova outra vez. Então, os outros povos que procuram vão encontrar, eles terão um lugar para ir. Todos os povos pagãos estão incluídos na obra que farei. Deus prometeu isso, e agora está fazendo. Não é um pensamento novo: ele sempre quis que fosse assim.

    19-21Por isso, esta é minha decisão: não vamos impor um peso desnecessário sobre os não judeus que se convertem ao Senhor. Vamos escrever uma carta com estes dizeres: ‘Não se envolvam com nenhum tipo de idolatria, guardem a pureza moral no sexo e no casamento, não sirvam comida ofensiva aos judeus cristãos, como é o caso do sangue e da carne ritualmente impura. Essa é a essência da Lei de Moisés, pregada e honrada há séculos todos os sábados, em todas as cidades que habitamos”.

    22-23Todos concordaram: apóstolos, líderes, todos os presentes. Eles escolheram Judas (também chamado Barsabás) e Silas, ambos muito respeitados na igreja, e os enviaram na companhia de Paulo e Barnabé com esta carta: Dos apóstolos e líderes, amigos de vocês, aos nossos amigos em Antioquia, Síria e Cilicia: Saudações!

    24-27Ouvimos falar que alguns homens das nossas igrejas procuraram vocês com ideias que os confundiram e entristeceram. Esclarecemos que eles não foram autorizados por nós. Nós não os enviamos. Concordamos agora, unanimemente, em escolher representantes e enviá-los a vocês com nossos bons amigos Barnabé e Paulo. Escolhemos homens confiáveis como Judas e Silas. Eles enfrentaram a morte várias vezes por causa do nosso Senhor Jesus Cristo. Nós os enviamos para confirmar, num encontro face a face com vocês, o que registramos por escrito.

    28-29Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós que vocês não fossem entristecidos por nenhum peso; acatem apenas estas exigências básicas: não se envolvam com nenhum tipo de idolatria, não sirvam comida ofensiva aos judeus cristãos, como é o caso do sangue e da carne ritualmente impura, e guardem a pureza moral no sexo e no casamento. Essas orientações são suficientes para que sejam mantidas relações agradáveis entre nós. Deus seja com vocês!

    BARNABÉ E PAULO SEGUEM CAMINHOS SEPARADOS

    30-33Assim, eles foram para Antioquia. Na chegada, reuniram a igreja e leram a carta. O povo ficou aliviado e satisfeito. Judas e Silas, bons pregadores, fortaleceram os novos irmãos com palavras de encorajamento e esperança. Na hora de ir para casa, os novos amigos se despediram deles com alegria e muitos abraços. Dessa maneira, voltaram para informar o resultado da missão aos que os tinham enviado.

    35Paulo e Barnabé permaneceram em Antioquia, ensinando e pregando a Palavra de Deus. Mas não estavam sozinhos. Já havia muitos mestres e pregadores na época em Antioquia.

    36Depois de alguns dias, Paulo disse a Barnabé: “Vamos voltar e visitar todos os nossos amigos em cada uma das cidades em que pregamos a Palavra de Deus. Vamos ver como eles estão”.

    3741Barnabé queria levar João, também chamado Marcos, mas Paulo não concordou. Não queria levar alguém que desistira com facilidade, que na primeira dificuldade os abandonou na Panfília. Os ânimos se exaltaram, e por fim eles seguiram caminhos separados. Barnabé navegou com Marcos para Chipre. Paulo escolheu Silas e, recomendados pelos amigos à graça do Senhor, rumou para a Síria e a Cilicia a fim de levar uma palavra de ânimo àquelas comunidades.


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  • Atos, 14

    1-3Quando chegaram a Icônio, procuraram a sinagoga, como sempre faziam, e pregaram ao povo. A Mensagem convenceu judeus e não judeus. E não foi pouca gente. Mas os judeus descrentes começaram a difamar Paulo e Barnabé, semeando desconfiança e suspeita na mente do povo. Os dois apóstolos ficaram ali um bom tempo, falando aberta e confiantemente, manifestando os dons de Deus, que confirmava a obra deles com milagres e maravilhas.

    4-7No entanto, a opinião pública se dividiu: alguns ficaram do lado dos judeus, e outros defendiam os apóstolos. Um dia, depois de saber que um grupo formado por judeus e não judeus havia sido organizado para linchá-los, Paulo e Barnabé fugiram para as cidades próximas da Licaônia: Listra, Derbe e região. Ali, prosseguiram anunciando a Mensagem.

    DEUSES OU HOMENS

    8-10Em Listra, havia um homem que não podia andar. Vivia sentado, pois era aleijado desde que nascera. O aleijado estava entre os que ouviam Paulo falar, e, olhando-o nos olhos, o apóstolo viu que ele estava pronto para a obra de Deus, pronto para crer. Então, disse bem alto para que todos ouvissem: “Ponha-se de pé!” O homem levantou-se e começou a pular e a andar com se tivesse feito aquilo a vida toda.

    11-13Quando viu o milagre, a multidão gritou entusiasmada no dialeto licaônico: “Os deuses desceram a nós! Estes homens são deuses!” Para eles, Barnabé era Zeus; Paulo, Hermes, o mensageiro dos deuses (pois era Paulo quem falava). O sacerdote do santuário de Zeus organizou uma procissão com bois enfeitados e o povo, em fila, caminhando para os portões, prontos para o ritual de sacrifício.

    14-15Quando Barnabé e Paulo perceberam o que estava acontecendo, trataram logo de impedi-los. Sacudindo os braços, interromperam a procissão, dizendo: “O que é isso? O que pensam que estão fazendo? Não somos deuses! Somos homens como vocês e estamos aqui para trazer a Mensagem, para convencê-los a abandonar essas superstições e a abraçar o Deus vivo. O Deus que nos fez e tudo o mais: céu, terra, mar e tudo que neles há.

    16-18“Nas gerações antes de nós, Deus permitiu que cada povo seguisse seu caminho. Mesmo assim, não os deixou sem pistas de sua existência, pois é o autor da bela criação, derrama a chuva e concede grandes colheitas. Se vocês estão alimentados e de coração alegre, isso é evidência de uma bondade que não merecem”. Com tal protesto enérgico e com dificuldade, os dois conseguiram impedir o sacrifício que os teria honrado como deuses.

    19-20Logo depois, alguns judeus de Antioquia e de Icônio apareceram na cidade e induziram a multidão a se revoltar contra eles. Eles surraram Paulo até deixá-lo inconsciente, arrastaram-no para fora da cidade e, pensando que estivesse morto, o deixaram ali. Quando os discípulos chegaram ao lugar em que o apóstolo estava, ele voltou a si e se levantou. Retornou à cidade, mas, no dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé.

    TEMPOS DIFÍCEIS

    21-22Depois de proclamar a Mensagem em Derbe e estabelecer um bom grupo de discípulos, eles refizeram o caminho até Listra, depois até Icônio e, em seguida, a Antioquia, encorajando os discípulos e exortando-os a prosseguir na fé e a não desistir. Também deixaram claro para todos que não seria fácil: “Todo que está a caminho do Reino de Deus enfrentará tempos difíceis”.

    23-26Paulo e Barnabé escolheram líderes em cada igreja. Depois de orar e jejuar, consagraram os novos líderes ao Senhor a quem haviam confiado a própria vida. Fizeram o caminho de volta, sempre trabalhando, e, através da Pisídia, chegaram a Panfília e pregaram em Perge. Por fim, chegaram a Atália e embarcaram num navio de volta para Antioquia, onde tudo havia começado. Tinham sido enviados pela graça de Deus e agora estavam a salvo em casa, pela graça de Deus, depois de fazer um excelente trabalho.

    27-28Na chegada, reuniram a igreja e apresentaram o relatório da viagem, contando em detalhes como Deus os tinha usado para escancarar a porta da fé para que gente de todas as nações pudesse entrar. Ficaram ali algum tempo, descansando com os discípulos.


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  • Atos, 13

    BARNABÉ, SAULO E O CHARLATÃO

    1-2A comunidade em Antioquia era abençoada com um grande número de profetas-pregadores e mestres: Barnabé Simão, também chamado de Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, conselheiro do rei Herodes, Saulo. Um dia, enquanto adoravam a Deus — também estavam jejuando enquanto esperavam por orientação —, o Espírito Santo disse: “Comissionem Barnabé e Saulo para a obra que determinei que fizessem”.

    3Eles obedeceram. Naquele ambiente de fervor, obediência, jejum e oração, impuseram as mãos sobre os dois homens e os despediram.

    4-5Guiados pelo Espírito Santo na nova tarefa, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e pegaram um navio para Chipre. A primeira coisa que fizeram quando chegaram a Salamina foi pregar a Palavra de Deus nas sinagogas da cidade. João estava com eles como auxiliar.

    6-7Eles viajaram pela ilha, e em Pafos encontraram um mago judeu que havia conquistado a confiança do governador Sérgio Paulo, homem inteligente, que não se deixava enganar com facilidade. O nome do mago era Barjesus, um homem que não merecia confiança.

    7-11Desejoso de ouvir a Palavra de Deus, o governador convidou Barnabé e Saulo. Mas o “Sabe-tudo” (pelo menos ele se julgava assim) provocou um tumulto, tentando impedir a conversão do governador. Então Saulo (ou Paulo), cheio do Espírito Santo, olhando-o bem nos olhos, disse: “Você é um falso, um verdadeiro diabo! Você passa as noites inventando esquemas para enganar o povo. Mas agora, que você desafiou Deus, o jogo acabou. Você vai ficar cego. Não vai ver a luz do Sol por um bom tempo”. Na mesma hora, ele perdeu a visão. Começou a tropeçar nas coisas e pediu que alguém o guiasse pela mão.

    12Diante de tudo isso, o governador tornou-se cristão, muito impressionado com tudo que era dito a respeito do Senhor.

    NÃO FAÇAM POUCO CASO DA PALAVRA

    13-14De Pafos, Paulo e seus companheiros navegaram até Perge, na Panfília. Ali João desistiu da viagem e voltou para Jerusalém. De Perge, o restante do grupo viajou até Antioquia, na Pisídia.

    14-15No sábado, foram à sinagoga. Depois da leitura das Escrituras — a Lei de Deus e os Profetas —, o líder da reunião lhes perguntou: “Amigos, vocês têm algo a dizer? Uma palavra de encorajamento, talvez?”

    16-20Paulo se pôs de pé, fez uma pausa, respirou fundo e disse: “Meus patrícios e amigos de Deus, ouçam: Deus teve um interesse especial por nossos antepassados, libertou nosso povo, que vivia oprimido no Egito, e os tirou de lá em grande estilo. Cuidou deles durante cerca de quarenta anos naquele deserto e depois, tendo eliminado sete inimigos que os enfrentavam, deu a eles a terra de Canaã. Tudo isso aconteceu num período de cerca de quatrocentos e cinquenta anos.

    20-22“Até o tempo do profeta Samuel, Deus deu a eles juizes para liderá-los. Então, eles pediram um rei, e Deus designou Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim. Depois de Saul ter governado quarenta anos, Deus lhe tirou o trono e o entregou a Davi, com esta declaração: ‘Vasculhei a terra e encontrei Davi, filho de Jessé. O seu coração está em sintonia com o meu coração, e ele fará toda a minha vontade.

    23-25“Dos descendentes de Davi, Deus fez surgir um Salvador para Israel: Jesus! Foi como prometera, mas somente depois de João ter anunciado sua vinda ao povo, preparando-os para uma mudança radical de vida. No final de seu ministério, João esclareceu: ‘Vocês pensam que sou o Messias? Não, não sou o Messias. Mas aquele que vocês aguardaram todos esses anos está para chegar, e eu estou prestes a sair de cena.

    26-29“Prezados irmãos e irmãs, filhos de Abraão e amigos de Deus, essa mensagem de salvação foi enviada exatamente a vocês. O povo e os líderes de Jerusalém não o reconheceram como Messias e o condenaram à morte. Mesmo sem encontrar um bom motivo, exigiram que Pilatos o executasse. Eles fizeram apenas o que os profetas disseram que fariam, mas não tinham ideia de que estavam seguindo ao pé da letra o que os profetas haviam previsto, embora os escritos desses profetas fossem lidos todos os sábados nas sinagogas que eles frequentavam.

    29-31“Depois de terem feito tudo que os profetas haviam previsto, eles o tiraram da cruz e o sepultaram. Deus, então, o ressuscitou dos mortos. Não há dúvida! Ele apareceu várias vezes e em vários lugares aos que o haviam acompanhado por anos na Galiléia, e essas pessoas continuam a dar testemunho de que ele está vivo.

    32-35“Agora, estamos hoje aqui trazendo a boa notícia a vocês: a Mensagem, que Deus prometeu aos pais, tornou-se real para os filhos — para nós! Ele ressuscitou Jesus, exatamente como está escrito no salmo segundo: Meu Filho! Meu próprio Filho! Hoje eu o celebro! “Quando ele o levantou dos mortos, fez isso de modo definitivo. Ele não vai voltar a morrer e se decompor, porque Isaías afirmou: ‘Vou dar a todos vocês as bênçãos prometidas a Davi’. Essa é também a oração do salmista: ‘Tu não vais deixar que teu Santo se decomponha e apodreça’.

    36-39“Depois de cumprir a missão para a qual Deus o designou, Davi morreu e está sepultado há muito tempo e seu corpo se decompôs. Mas aquele que Deus ressuscitou não se decompôs! Quero que vocês saibam, meus prezados, que é por causa do Jesus ressuscitado que o perdão dos pecados pode ser prometido a vocês. Ele realiza, naqueles que creem, tudo que a Lei de Moisés nunca pôde realizar. Mas qualquer um que crê no Jesus ressuscitado é declarado bom e justo diante de Deus.

    40-41“Não façam pouco caso do que estou dizendo. Não queiram que a palavra do profeta se aplique a vocês: Cuidado, cínicos! Olhem bem — observem o mundo de vocês se despedaçar. Vou fazer algo bem diante dos seus olhos, Em que vocês não vão acreditar, ainda que estejam vendo”.

    42-43Quando a reunião acabou, Paulo e Barnabé foram convidados a pregar no sábado seguinte. Depois que a maioria do povo se dispersou, alguns judeus e convertidos ao judaísmo vieram reunir-se com Paulo e Barnabé, que os exortaram, numa longa conversa, a ficar firmes na nova vida que estavam começando a viver, na graça de Deus.

    44-45No sábado seguinte, praticamente a cidade inteira foi ouvir a Palavra de Deus. Vendo a multidão, alguns judeus roeram-se de inveja e começaram a fazer oposição a Paulo, contradizendo tudo que ele dizia — um espetáculo deprimente.

    46-47Mas Paulo e Barnabé ficaram firmes e declararam: “Era necessário que a Palavra de Deus fosse pregada primeiro a vocês, judeus. Mas, como vocês não querem nada com ela, deixando claro que não abrem o coração para a vida eterna —, a porta está aberta aos de fora. Vamos prosseguir neste caminho, obedecendo às ordens de Deus, que disse: Eu o estabeleci como luz às nações. Você proclamará a salvação aos quatro ventos e pelos sete mares!”

    48-49Quando os “de fora”, isto é, os que não são judeus ouviram isso, mal se seguravam de tanta alegria, e todos os que estavam destinados à vida plena depositaram a confiança em Deus. Eles honraram a Palavra de Deus, recebendo essa vida. E a Mensagem se espalhou como fogo incontrolável por toda a região.

    50-52Alguns judeus convenceram as mulheres mais respeitadas e os homens de alta posição na cidade de que o agradável estilo de vida deles estava ameaçado. Alarmados, forçaram Paulo e Barnabé a sair da cidade. Os dois discípulos deram de ombros e foram para a cidade seguinte, Icônio. Estavam felizes, transbordantes de alegria e do Espírito Santo.


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