1-4Foi nesse meio-tempo que o rei Herodes pôs na cabeça a ideia de perseguir alguns membros da igreja. Mandou assassinar Tiago, irmão de João, e, quando viu que isso fez subir sua popularidade entre os judeus, ordenou a prisão de Pedro — tudo isso durante a semana da Páscoa. O apóstolo ficou na cadeia, vigiado por quatro grupos de quatro soldados. O rei planejava deixar que o povo o linchasse depois da Páscoa.
5Durante todo o tempo em que Pedro esteve sob severa vigilância na cadeia, a igreja orou fervorosamente por ele.
6O dia em que Herodes havia marcado para a morte de Pedro estava chegando. Naquela noite, guardado por dois soldados, um de cada lado, Pedro dormia como um bebê. Havia ainda guardas na porta, vigiando o lugar — Herodes não queria correr riscos.
7-9De repente, apareceu um anjo ao lado do prisioneiro, e uma luz inundou a cela. O anjo acordou Pedro: “Depressa!”. As algemas caíram dos pulsos do apóstolo, e o anjo ordenou: “Vista-se! Calce os sapatos”. Pedro obedeceu. O anjo disse ainda: “Vista o casaco, e vamos sair daqui!” Pedro o seguiu, mas não acreditava que tudo aquilo fosse verdade. Achou apenas que estava sonhando.
10-11Depois de passar por dois grupos de guardas, eles chegaram ao portão de ferro que conduzia à cidade, que se abriu automaticamente. Eles chegaram à rua, sem nenhum impedimento. Na primeira esquina, o anjo o deixou e seguiu seu caminho. Foi quando Pedro percebeu que não estava sonhando. “Não posso acreditar! Isto é real! O Senhor enviou seu anjo e me livrou das garras de Herodes e do espetáculo que a multidão judaica esperava.”
12-14Ainda sacudindo a cabeça, maravilhado, ele foi para a casa de Maria, mãe de João. A casa estava cheia de amigos, que oravam. Quando bateu à porta no pátio, uma jovem chamada Rode veio atender. Mas, quando ela reconheceu a voz de Pedro, ficou tão alegre e ansiosa que correu contar a novidade a todos, esquecendo-se de abrir a porta e deixando-o na rua.
15-16Mas eles recusaram-se a acreditar na palavra dela. “Você perdeu o juízo”, disseram. Mas ela insistia em sua história. Ainda céticos, começaram a dar asas à imaginação: “Deve ser o anjo dele”. Durante todo esse tempo, o pobre Pedro ficou na rua, batendo à porta.
16-17Finalmente, abriram a porta e quando viram que era ele mesmo, não sabiam o que dizer! Pedro os acalmou com um gesto. Depois de contar como o Senhor o havia tirado da cadeia, pediu: “Digam a Tiago e aos irmãos o que aconteceu”. Em seguida, retirou-se dali.
18-19Ao raiar do dia, a cadeia estava em polvorosa. “Onde está Pedro? O que aconteceu com ele?”, queriam saber. Herodes mandou que trouxessem Pedro, e, como ninguém sabia onde ele estava nem conseguia explicar o que havia acontecido, os guardas é que foram executados. “Cortem a cabeça deles!”, ordenou. Cansado da Judeia e dos judeus, Herodes foi de férias para Cesaréia.
A MORTE DE HERODES
20-22As coisas não iam mesmo bem para Herodes. O povo de Tiro e Sidom fazia oposição a ele. Mas pediram a Blasto, braço direito do rei, uma audiência com Herodes. Uma delegação tentaria, de boa vontade, acertar a situação. O motivo é que dependiam da Judeia, porque vinha dessa província seu suprimento de comida, e a situação estava se tornando insustentável. No dia combinado, Herodes, vestido a rigor, tomou seu lugar no trono e os encantou com seu linguajar pomposo e vazio. O povo também contribuiu com sua cota de falsidade, gritando louvores insinceros: “A voz de Deus! A voz de Deus!”
23Foi a gota d’água. Farto da arrogância de Herodes, Deus enviou um anjo para feri-lo. Herodes não dava nenhum crédito a Deus: Assim, ali ele caiu. Podre até a alma, de modo horrível morreu comido de bichos.
24Enquanto isso, a Palavra de Deus se espalhava sem parar.
25Depois de entregar as doações à igreja de Jerusalém, Barnabé e Saulo voltaram a Antioquia. Dessa vez, levaram João, também chamado Marcos.
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1-3A notícia espalhou-se rapidamente, e não demorou muito para que os líderes e os cristãos de Jerusalém soubessem do ocorrido. Eles foram informados de que alguns estrangeiros, não judeus, agora eram parte da “comunidade”. Quando Pedro voltou para Jerusalém, alguns de seus antigos companheiros, preocupados com a questão da circuncisão, vieram censurá-lo: “O que você pensa que está fazendo, envolvendo-se com essa gente, comendo o que é proibido e arruinando nossa reputação?”
4-6Começando do princípio, Pedro contou toda a história: “Eu estava na cidade de Jope, orando. Entrei em êxtase espiritual e tive uma visão: um lençol imenso, sustentado por cordas nas quatro pontas, desceu do céu e parou no chão, bem na minha frente. No lençol estavam animais do campo e selvagens, répteis e aves — todo tipo de bicho. Fascinado, fiquei pensando naquilo.
7-10“Então, ouvi uma voz: ‘Vá em frente, Pedro: mate e coma!’. Respondi: ‘De jeito nenhum, Senhor. Nunca comi nada que não fosse preparado segundo os preceitos judaicos’. Mas a voz falou de novo: ‘Se Deus diz que está tudo bem, está tudo bem. Isso aconteceu três vezes. Depois o lençol foi puxado de volta para o céu.
11-14“Foi aí que três homens de Cesaréia apareceram na casa em que eu estava hospedado. O Espírito ordenou que eu fosse com eles, sem fazer perguntas. Eu os acompanhei, com seis amigos, até a casa do homem que havia mandado me chamar. Ele contou que tinha visto um anjo em sua casa, tão real quanto uma pessoa! O anjo lhe ordenara: ‘Mande buscar Simão em Jope, aquele que é chamado de Pedro. O que ele vai dizer salvará sua vida. Na verdade, sua e de todos os seus’.
15-17“Então, comecei a falar. Eu tinha apenas começado a falar, quando o Espírito Santo desceu sobre eles, exatamente como aconteceu conosco no princípio. Naquele momento, lembrei-me das palavras de Jesus: ‘João batizou com água, mas vocês serão batizados com o Espírito Santo’. Então, pergunto a vocês: se Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós quando cremos no Senhor Jesus Cristo, como eu poderia me opor a Deus?”.
18Ao ouvir o relato, eles ficam quietos e, em seguida, começaram a louvar a Deus: “Então aconteceu! Deus se manifestou a outras nações, abrindo para elas o caminho da Vida!”.
19-21Os que haviam sido dispersos pela perseguição, iniciada com a morte de Estêvão, foram parar na Fenícia, em Chipre e em Antioquia, mas ainda falavam e se relacionavam apenas com outros judeus. Então, alguns homens de Chipre e Cirene foram a Antioquia e começaram a pregar a Mensagem aos gregos. Deus gostou do que fizeram e mostrou sua plena aprovação: muitos gregos creram e se converteram ao Senhor.
22-24Quando a igreja de Jerusalém tomou conhecimento disso, enviou Barnabé a Antioquia, para analisar a situação. Tão logo chegou, ele viu que Deus estava por trás de tudo. Por esse motivo se lançou à obra com eles, ajudando-os a permanecer firmes na fé para o resto da vida. Ele era um homem bom, cheio de entusiasmo, que confiava no agir do Espírito Santo. A comunidade cresceu e se fortaleceu no Senhor.
25-26Algum tempo depois, Barnabé foi a Tarso, à procura de Saulo. Ele o encontrou e o trouxe para Antioquia. Passaram um ano inteiro ali, dirigindo as reuniões da igreja e ensinando o povo. E foi em Antioquia que os discípulos pela primeira vez foram chamados “cristãos”.
27-30Por essa mesma época, alguns profetas chegaram a Antioquia. Vinham de Jerusalém. Um deles, chamado Ágabo, levantou-se um dia e, impelido pelo Espírito, anunciou que uma fome severa estava para devastar o país (que de fato aconteceu, no reinado de Cláudio). Então, os discípulos decidiram enviar, cada um, o que pudesse para ajudar os cristãos da Judeia. Coube a Barnabé e Saulo a tarefa de entregar a oferta aos líderes, em Jerusalém.
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1-3Havia em Cesaréia um homem chamado Cornélio, comandante da Guarda Italiana na cidade. Era um homem muito bom e levou todos os de sua casa a adorar a Deus com sinceridade. Estava sempre ajudando os necessitados e tinha o hábito da oração. Certo dia, por volta das três da tarde, ele teve uma visão. Um anjo de Deus, tão real quanto uma pessoa, apareceu a ele e disse: “Cornélio”.
4-6Cornélio olhou para o anjo, imaginando que estava vendo coisas, e perguntou: “O que queres?” O anjo disse: “Suas orações e seus atos de bondade chamaram a atenção de Deus. Agora, faça o seguinte: mande alguns homens a Jope para buscar Simão, aquele que todos chamam de Pedro. Ele está hospedado na casa de Simão, o curtidor de couro, que fica perto do mar”.
7-8Assim que o anjo saiu, Cornélio chamou dois empregados e um soldado de confiança. Contou o que havia acontecido e enviou-os a Jope.
9-13No dia seguinte, enquanto os três viajantes se aproximavam da cidade, Pedro foi ao terraço para orar. Era quase meio-dia. Sentindo fome, começou a pensar no almoço. Enquanto a comida era preparada, caiu em êxtase espiritual e teve uma visão. Viu os céus se abrirem e algo parecido com um lençol imenso amarrado por cordas nas quatro pontas desceu até o chão. Nele estava toda espécie de animal: répteis, aves e todo tipo de bicho. Então, ele ouviu uma voz: “Vá em frente, Pedro: mate e coma!”
14Pedro respondeu: “De jeito nenhum, Senhor. Nunca comi nem provei comida que não fosse preparada segundo os preceitos judaicos”.
15A voz insistiu: “Se Deus diz que está tudo bem, está tudo bem”.
16Isso aconteceu três vezes. Depois o lençol foi puxado de volta para o céu.
17-20Confuso, Pedro ainda tentava entender o significado da visão quando os homens enviados por Cornélio chegaram à porta da casa onde ele estava. Chamaram o dono da casa e perguntaram se havia um Simão, chamado Pedro, hospedado ali. Pedro, concentrado em seus pensamentos, não os ouviu; mas o Espírito lhe disse: “Há três homens batendo à porta, procurando por você. Desça e vá com eles. Não faça perguntas. Fui eu que os enviei”.
21Pedro obedeceu e disse aos homens: “Sou o homem que vocês estão procurando. O que aconteceu?”
22-23Eles responderam: “O capitão Cornélio, adorador do verdadeiro Deus e bem conhecido por sua vida justa — pode perguntar a qualquer judeu desta parte do país —, recebeu de um anjo a ordem de mandar buscá-lo, para que ele ouça o que o senhor tem a dizer”. Pedro pediu que entrassem e os deixou à vontade.
DEUS NÃO TEM PREDILETOS
23-26Na manhã seguinte, ele se levantou e foi com eles. Alguns amigos de Jope os acompanharam. Chegaram a Cesaréia após um dia de viagem. Cornélio os aguardava, e não estava sozinho: havia reunido os parentes e amigos mais chegados. No instante em que Pedro passou pela porta, Cornélio pôs-se em pé, saudou-o — e se curvou para adorá-lo! Mas Pedro o fez levantar-se na hora: “Não faça isso! Sou apenas um homem, um homem igual ao senhor”.
27-29Conversando, eles entraram na casa, e Cornélio apresentou Pedro a todos os presentes. Dirigindo-se a eles, Pedro disse: “Estou fazendo algo totalmente fora dos padrões, porque os judeus não visitam pessoas de outros povos nem se associam com elas. Mas Deus me mostrou que ninguém é melhor que ninguém. Por isso, tão logo fui enviado eu vim, sem fazer perguntas. Mas agora gostaria de saber por que vocês me procuraram”.
30-32Cornélio explicou: “Há quatro dias, mais ou menos a esta hora, por volta das três horas da tarde, eu estava em casa, orando. De repente, um homem apareceu na minha frente, inundando o quarto de luz. Ele disse: ‘Cornélio, suas orações diárias e seus atos de bondade chamaram a atenção de Deus. Mande alguém a Jope buscar Simão, também chamado Pedro. Ele está hospedado com Simão, o curtidor de couro, perto do mar’.
33“E foi o que fiz; mandei chamá-lo, e agradeço sua atenção em ter vindo. Agora estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir o que o Senhor pôs em seu coração para nos falar”.
34-36Pedro, então, passou a contar-lhes as boas notícias: “Esta é a verdade de Deus, nada pode ser mais claro: Deus não tem prediletos! Não importa sua etnia ou sua origem. Se têm sede de Deus e estão prontos a fazer o que ele diz, a porta está aberta. A Mensagem que ele enviou aos israelitas é que por meio de Jesus Cristo toda as coisas estão sendo restauradas. E agora vejo que ele está fazendo isso em toda parte, com todo mundo.
37-38“Vocês devem saber o que aconteceu na Judeia. Começou na Galiléia, quando João apareceu pregando uma mudança de vida radical. Depois chegou Jesus de Nazaré, ungido por Deus com o Espírito Santo. Ele percorreu a nação, ajudando o povo e curando todos os que eram oprimidos pelo Diabo. Ele podia fazer isso porque Deus estava com ele.
39-43“Nós mesmos fomos testemunhas de tudo que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém, onde o mataram, pregando-o numa cruz. Mas três dias depois Deus o ressuscitou, e ele foi visto, mas não por todos. Ele não se apresentou publicamente, como antes. Nós somos as testemunhas escolhidas por Deus! Fomos nós que comemos e bebemos com Jesus depois que ele voltou dos mortos. Ele nos deu a tarefa de anunciar essa verdade, de apresentar o solene testemunho de que ele é aquele que Deus designou Juiz dos vivos e dos mortos. Mas não estamos sozinhos nisso. Afirmamos que é somente por meio dele que recebemos o perdão dos pecados, o que é confirmado por todos os profetas”.
44-46Mal a mensagem foi anunciada, o Espírito Santo desceu sobre os ouvintes. Os judeus convertidos que acompanhavam Pedro não podiam acreditar no que viam, não podiam crer que o dom do Espírito Santo fosse derramado sobre não judeus, e como! — e eles os ouviram falar em línguas e louvar a Deus.
46-48Pedro perguntou: “Podemos negar o batismo com água a esta gente? Há alguma objeção? Afinal, eles receberam o Espírito Santo, como nós”. Não havendo oposição, ordenou que eles fossem batizados em nome de Jesus Cristo. E Pedro foi convidado a ficar com eles alguns dias.
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1-2Durante todo esse tempo, Saulo promovia uma perseguição incansável aos discípulos do Senhor, ansioso por exterminá-los. Ele solicitou ao sacerdote principal ordens de prisão para apresentar às sinagogas de Damasco. Assim, caso encontrasse ali alguém que pertencesse ao Caminho, mulher ou homem, poderia prendê-los e levá-los a Jerusalém.
3-4Ele partiu. Já pelas redondezas de Damasco, foi surpreendido por um raio de luz, que o cegou. Ele caiu ao chão e ouviu uma voz: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” .
5-6Ele perguntou: “Quem és, Senhor?”. “Sou Jesus, aquele que você persegue. Quero que se levante e entre na cidade. Ali receberá instruções sobre o que fazer depois.”
7-9Seus companheiros ficaram desnorteados, porque podiam ouvir o som, mas não viam ninguém. Quando se levantou, Saulo percebeu que havia ficado cego. Eles tiveram de levá-lo a Damasco pela mão. Ele continuou cego por três dias e durante esse tempo não comeu nem bebeu nada.
10Havia um discípulo em Damasco chamado Ananias, e o Senhor lhe disse numa visão: “Ananias”. “Sim, Senhor”, ele respondeu.
11-12“Levante-se e vá à rua Direita. Quando chegar à casa de Judas, pergunte por um homem de Tarso. Seu nome é Saulo. Ele está lá, orando. Acabou de ter um sonho em que viu um homem chamado Ananias entrar na casa e impor as mãos sobre ele para que pudesse enxergar outra vez.”
13-14Ananias protestou: “Senhor, não pode ser! Todos falam desse homem e das coisas terríveis que tem feito, do terror que causa contra o povo do Senhor em Jerusalém. E agora ele está aqui, com documentos do sacerdote principal que o autorizam a fazer o mesmo conosco!”
15-16Mas o Senhor disse: “Não discuta! Eu o escolhi como meu representante pessoal entre judeus, outros povos e reis e agora estou prestes a mostrar a ele o que o aguarda — o sofrimento que acompanhará a tarefa”.
17-19Ananias obedeceu. Achou a casa, impôs as mãos sobre Saulo e disse: “Irmão Saulo, o Senhor me enviou, o mesmo Jesus que apareceu quando você vinha para cá. Ele me enviou para que você volte a enxergar e seja cheio do Espírito Santo”. Mal o discípulo acabou de falar, algo semelhante a escamas caiu dos olhos de Saulo: e ele estava enxergando de novo! Saulo se levantou, foi batizado e depois participou de uma boa refeição.
A TRAMA CONTRA SAULO
19-21Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, mas logo pôs mãos à obra, sem perda de tempo, pregando nas sinagogas que Jesus era o Filho, de Deus. Mas o povo se mostrava arredio, sem saber se podia confiar nele, pois diziam: “Não é este o homem que odiava os cristãos em Jerusalém? Ele não veio aqui para fazer o mesmo — nos prender, levar a Jerusalém e condenar na presença dos sacerdotes?”
22Mas as suspeitas não detiveram Saulo nem por um minuto. Seu ânimo era crescente e deixava desconcertados os judeus de Damasco com seu esforço para provar que Jesus era o Messias.
23-25Depois de certo tempo, alguns judeus tramaram matá-lo, mas Saulo escapou. Entretanto, seus inimigos vigiavam as portas da cidade o dia inteiro, na esperança de capturá-lo. Por isso, certa noite, os discípulos o ajudaram na fuga, descendo-o pela muralha dentro de um cesto.
26-27De volta a Jerusalém, Saulo procurou os discípulos, mas todos estavam com medo dele. Não. confiavam nele nem um pouco. Então, Barnabé deu-lhe o maior apoio e o apresentou aos apóstolos. Ele defendeu Saulo, contando como tinha visto Jesus e falado com ele na estrada de Damasco e como arriscara a vida por defender com ousadia o nome de Jesus em Damasco.
28-30Dessa maneira, Saulo foi aceito por eles, entrando e saindo de Jerusalém sem ser interrogado, pregando com liberdade no nome do Senhor. No entanto teve problemas com o grupo dos helenistas. Envolveu-se numa discussão com eles, e o grupo planejou matá-lo. Os amigos tiraram Saulo da cidade quando souberam do plano e o levaram para Cesaréia. De lá, ele embarcou para Tarso.
31Depois disso, a perseguição foi amenizada, e a igreja caminhou em paz por um tempo. Por todo o país — Judeia, Samaria, Galiléia — foi constatado seu crescimento. Tudo era permeado por um profundo sentimento de temor a Deus. O Espírito Santo estava com eles e os fortalecia. Eles cresciam maravilhosamente.
TABITA
32-35Em sua missão de visitar todas as igrejas, Pedro chegou a Lida e se encontrou com os cristãos da cidade. Havia ali um homem chamado Eneias; ele vivia paralítico numa cama havia oito anos. Pedro disse; “Eneias, Jesus Cristo o cura. Levante-se e arrume sua cama!”. O homem pulou da cama na hora. Vendo o homem andar, os habitantes de Lida e Sarona perceberam que Deus estava vivo e ativo no meio deles.
36-37Em Jope, havia uma discípula chamada Tabita, nome que quer dizer “gazela” no grego. Ela era bem conhecida por fazer o bem e ajudar os outros. Enquanto Pedro visitava a região, ela adoeceu e morreu. Os amigos prepararam seu corpo para o funeral e o puseram numa sala apropriada.
38-40Alguns discípulos ouviram que Pedro estava nas vizinhanças de Lida e enviaram dois homens, que o convidaram a ir com eles. Pedro concordou, e eles o levaram à sala em que o corpo de Tabita havia sido posto. Suas velhas amigas, na maioria viúvas, estavam chorando na sala. Elas mostraram a Pedro peças de roupa que Gazela havia feito. Pedro retirou as viúvas da sala, ajoelhou-se e orou. Depois ordenou à morta; “Tabita, levante-se!”.
40-41Ela abriu os olhos e, quando viu Pedro, sentou-se. Ele a tomou pela mão e a ajudou. Em seguida, chamou os cristãos e as viúvas e apresentou-a viva.
42-43A notícia do milagre correu toda a cidade de Jope. Com isso, muitos passaram a confiar no Senhor. Pedro ficou um longo tempo na cidade como convidado de Simão, o curtidor de couro.
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1E Saulo estava ali, comemorando com os assassinos.
2Esse fato desencadeou uma perseguição terrível contra a igreja em Jerusalém. Os cristãos, com exceção dos apóstolos, foram todos dispersos pela Judeia e por Samaria. Alguns homens bons e corajosos sepultaram Estêvão, dando a ele um funeral digno. Quase todos choraram naquele dia!
3-8Saulo mostrou-se muito cruel, devastando a igreja, invadindo as casas, levando homens e mulheres para a cadeia. Forçados a deixar seus lares, os seguidores de Jesus se tornaram missionários. Onde quer que se refugiassem, começavam a pregar a Mensagem. Descendo a uma cidade samaritana, Filipe proclamou a Mensagem do Messias. Quando o povo ouviu sua pregação e viu os milagres — claros sinais da ação de Deus —, eles se apegaram a cada palavra. Pessoas que não podiam ficar em pé nem andar foram curadas naquele dia. Os espíritos malignos protestavam e faziam estardalhaço, mas eram expulsos. Houve muita alegria naquela cidade!
9-11Antes da chegada de Filipe, um tal Simão costumava praticar magia na cidade, ganhando fama com isso e manipulando os samaritanos com sua feitiçaria. Todos comiam na mão dele, das criancinhas aos mais velhos. O povo acreditava que Simão tinha poderes sobrenaturais e o chamavam de Grande Mago. Ele morava ali havia algum tempo, e todos o admiravam.
12-13Mas, quando Filipe veio à cidade, anunciando as novas do Reino de Deus e proclamando o nome de Jesus Cristo, eles se esqueceram de Simão e foram batizados, depois de se tornarem cristãos. O próprio Simão creu, foi batizado e, a partir daí, tornou-se a sombra de Filipe. Estava tão fascinado com os sinais e milagres de Deus que não saía de perto dele.
14-17Quando os apóstolos, em Jerusalém, tomaram conhecimento de que Samaria tinha aceitado a Mensagem, enviaram Pedro e João para orar por eles, a fim de que recebessem o Espírito Santo. Até aquele momento, eles tinham sido batizados apenas no nome do Senhor Jesus — o Espírito Santo ainda não tinha vindo sobre eles. Então, os apóstolos impuseram as mãos sobre eles, e eles receberam o Espírito Santo.
18-19Quando Simão viu que os apóstolos concediam o Espírito com a simples imposição de mãos, ofereceu-lhes muito dinheiro, entusiasmado: “Vendam-me o segredo de vocês! Como conseguem fazer isso? Quanto querem? Façam um preço!”.
20-23Mas Pedro reagiu: “Para o inferno, você e seu dinheiro! Como ousa pensar que pode comprar o dom de Deus? Você nunca vai tomar parte da obra de Deus com suborno e barganha. Trate já de mudar de vida! Peça ao Senhor que o perdoe por querer usar Deus para ganhar dinheiro. Vejo que não deixou o velho hábito. Sua ganância está acabando com você!”
24“Oh!”, exclamou Simão. “Orem por mim! Orem ao Senhor para que nada disso aconteça comigo!”
25Depois disso, os apóstolos prosseguiram seu caminho, continuando a testemunhar e a espalhar a Mensagem da salvação de Deus, pregando nas cidades samaritanas que encontravam no caminho de volta para Jerusalém.
O EUNUCO ETÍOPE
26-28Certo dia, um anjo de Deus disse a Filipe: “Ao meio-dia de hoje, quero que vá àquela estrada deserta que liga Jerusalém a Gaza”. Ele foi e deparou com um eunuco etíope que vinha pela estrada. O homem voltava para a Etiópia depois de uma peregrinação a Jerusalém. Ele era ministro naquele país, responsável pelas finanças de Candace, rainha dos etíopes. Ele viajava numa carruagem e lia o profeta Isaías.
29-30O Espírito disse a Filipe: “Suba na carruagem”. Correndo ao lado do veículo, Filipe ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Você entende o que está lendo?”
31-33Ele respondeu: “Como, se não tenho quem me explique?”, e convidou Filipe para que subisse na carruagem. A passagem que ele estava lendo era esta: Como uma ovelha levada ao matadouro, silencioso como um cordeiro na tosquia, Ele estava quieto, sem dizer nada. Foi ridicularizado e humilhado, não teve um julgamento justo. Mas agora quem pode contar seus parentes, uma vez que ele foi tirado da terra?
34-35O eunuco perguntou: “Diga-me, a quem o profeta se refere: a ele mesmo ou a outro?” Filipe não perdeu a oportunidade. Partindo daquela passagem, deu testemunho de Jesus.
36-39Em certo ponto da estrada aproximaram-se de um lugar com águas correntes. O eunuco disse: “Olhe, aqui há água. O que me impede de ser batizado?”. Assim, ele ordenou ao condutor da carruagem que parasse. Ambos desceram, e Filipe o batizou ali mesmo. Quando saíram da água, o Espírito de Deus, de repente, levou Filipe. Foi a última vez que o eunuco o viu. Feliz da vida, o eunuco continuou sua jornada, pois agora possuía o que tanto havia buscado.
40Filipe apareceu em Azoto e depois rumou para o norte, pregando a Mensagem em todas as cidades pelo caminho até chegar a Cesaréia.
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1 Então, o sacerdote principal perguntou: “O que você tem a dizer sobre isso?”
2-3 Estêvão respondeu: “Amigos, pais e irmãos, o Deus da glória apareceu ao nosso pai Abraão quando ele ainda vivia na Mesopotâmia, antes de se mudar para Harã, e ordenou: ‘Deixe sua terra e sua família e vá para a terra que vou mostrar a você’.
4-7 “Ele deixou a terra dos caldeus e foi para Harã. Depois da morte do seu pai, migrou para cá, onde vocês vivem agora, mas Deus não lhe deu nada, nem um palmo sequer, prometendo que a terra seria dada ao seu filho, ainda que Abraão não tivesse filho na época. Deus revelou que sua descendência se mudaria para uma terra estranha e ali seriam duramente escravizados por quatrocentos anos, mas prometeu: ‘Vou tomar providências contra os seus dominadores e trazer meu povo para cá, para que me adorem aqui’.
8 “Deus firmou uma aliança com Abraão e a assinou na carne do patriarca, pela circuncisão. Abraão teve seu filho Isaque e oito dias depois fez o sinal da circuncisão no menino também. Isaque tornou-se pai de Jacó; Jacó, pai dos doze ‘pais’, e cada um passou adiante o sinal da aliança.
9-10 “Certo dia, os ‘pais’, cheios de inveja, venderam José como escravo para o Egito. Mas Deus estava lá com ele e não só o livrou de todas as suas lutas como o levou até a presença do faraó, rei do Egito, que ficou tão impressionado com José que o pôs como responsável de todo o Egito, até mesmo de seus assuntos pessoais.
11-15“Mais tarde, uma fome atingiu a região, do Egito a Canaã, com terríveis consequências. Na fome, nossos pais procuraram comida em toda parte, mas a despensa continuava vazia. Jacó soube que havia comida no Egito e enviou nossos pais para investigar. Confirmada a notícia, eles voltaram ao Egito segunda vez para comprar comida. Nessa visita, José revelou sua identidade aos seus irmãos e apresentou a família de Jacó ao rei do Egito. Então, José mandou buscar seu pai, Jacó, e os demais membros da família, setenta e cinco ao todo. Foi assim que a família de Jacó chegou ao Egito.
15-16 “Jacó morreu, e nossos pais depois dele. Eles foram levados a Siquém e sepultados num túmulo que Abraão havia comprado dos filhos de Hamor por um bom dinheiro.
17-19 “Quando os quatrocentos anos estavam para se completar, o tempo em que Deus prometeu a Abraão libertar Israel, o nosso povo no Egito já era imenso, e estava sob um rei do Egito que nunca tinha ouvido falar de José. Ele explorou nosso povo sem piedade, a ponto de nos forçar a abandonar os recém-nascidos, condenando-os a uma morte cruel.
20-22 “Foi nessa época que Moisés nasceu. E que bebê bonito! Ficou escondido em casa por três meses. Quando não era mais possível escondê-lo, ele foi tirado de casa — e imediatamente salvo pela filha do faraó, que cuidou dele como se fosse um filho. Moisés recebeu a melhor educação do Egito e se destacou tanto acadêmica como fisicamente.
23-26 “Aos quarenta anos, Moisés quis saber como era a vida de seus parentes hebreus e foi verificar a situação deles. Um dia viu um egípcio maltratando um deles e interferiu, e matou o egípcio para vingar o irmão humilhado. Imaginava que seus irmãos ficariam contentes ao saber que ele estava do lado deles e que iriam vê-lo como instrumento de Deus para libertá-los. Mas eles não entenderam nada disso. No dia seguinte, dois deles estavam brigando, e Moisés tentou interferir, sugerindo que fizessem as pazes e se entendessem: ‘Amigos, vocês são irmãos, por que estão brigando?’.
27-29 “O que havia começado a briga retrucou: ‘Quem deu a você autoridade sobre nós? Vai me matar como matou o egípcio ontem?’. Quando Moisés ouviu isso, percebeu que a notícia havia se espalhado e fugiu. Exilou-se em Midiã e, durante os anos do exílio, teve dois filhos.
30-32 “Quarenta anos depois, no deserto do monte Sinai, um anjo lhe apareceu num arbusto em chamas. Maravilhado com aquilo, Moisés foi conferir de perto e ouviu a voz de Deus: ‘Eu sou o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”. Morrendo de medo, Moisés fechou os olhos e virou o rosto.
33-34 “Deus lhe disse: “Ajoelhe-se e ore! Você está num lugar santo, em terra santa. Tenho visto a agonia do meu povo no Egito. Ouvi seus gemidos. Vim para ajudá-los. Prepare-se: eu mandarei você de volta ao Egito.”
35-39 “E esse era o mesmo Moisés que antes haviam rejeitado, dizendo: ‘Quem deu a você autoridade sobre nós?’. É aquele Moisés que Deus, usando o anjo no arbusto, enviou de volta como líder e libertador. Ele os tirou da escravidão para a liberdade, realizando coisas maravilhosas, sinais da parte de Deus por todo o Egito, no mar Vermelho e no deserto por quarenta anos. E foi isso que Moisés disse à comunidade: ‘Deus levantará um profeta como eu entre vocês’. Esse é o Moisés que ficou entre o anjo que falava no Sinai e os seus antepassados reunidos no deserto, que recebeu as palavras de vida que lhe foram entregues e as comunicou a nós, palavras que nossos pais rejeitaram.
39-41 “Eles tinham saudade dos costumes egípcios e reclamaram com Arão: “Faça para nós deuses a quem possamos ver e seguir. Esse Moisés que nos trouxe para este fim de mundo, nem sabemos o que lhe aconteceu!”. Foi nessa ocasião que fizeram um ídolo em forma de bezerro, ofereceram-lhe sacrifícios e festejaram o ídolo que confeccionaram.
42-43 “Deus não estava satisfeito, mas os deixou agir conforme desejassem: adorar cada novo deus que aparecia — e viver com as consequências, descritas pelo profeta Amós: Vocês me trouxeram oferendas de animais e grãos durante quarenta anos no deserto, ó Israel? Que nada. Estavam ocupados demais, construindo santuários para os deuses da guerra e as deusas do sexo, Adorando-os de todo o coração e com toda a força. Foi por isso que eu os mandei para o exílio na Babilônia.
44-47 “Durante todo esse tempo, nossos antepassados tiveram um santuário em forma de tenda para o verdadeiro culto, feito conforme as especificações que Deus dera a Moisés. Esse santuário os acompanhava enquanto seguiam Josué, quando Deus eliminou os pagãos da terra; eles ainda o tinham no tempo de Davi. Foi então que Davi pediu a Deus para construir um lugar permanente de adoração, mas foi Salomão que o construiu.
48-50 “Mas isso não quer dizer que o Deus Altíssimo viva num edifício feito por homens. O profeta Isaías expressa com muita clareza essa questão: ‘O céu é a minha sala do trono; eu descanso meus pés na terra. Então, que tipo de casa vocês pensam construir para mim?’, Deus pergunta, ‘Onde eu possa descansar e sossegar? Ela já está pronta, e eu a construí’.
51-53 “A verdade é que vocês continuam teimosos, com o coração insensível e com os ouvidos fechados. Vocês deliberadamente ignoram o Espírito Santo, como fizeram seus antepassados. Houve pelo menos um profeta que não tenha recebido o mesmo tratamento? Seus antepassados mataram todos os que ousaram anunciar a vinda do Justo. E vocês mantêm a tradição da família — são traidores e assassinos, todos vocês! Receberam a lei de Deus, que foi entregue por anjos — como um presente! —, mas vocês a desprezaram.”
54-56 Mal ele acabou de falar, o povo deu vazão à fúria, com vaias, assobios e ofensas. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, nem prestou atenção — tinha olhos apenas para Deus, porque o estava vendo em toda a sua glória, com Jesus ao lado. Ele exclamou: “Oh! Vejo os céus abertos, e o Filho do Homem ao lado de Deus!”
57-58 Gritando e vaiando, a multidão arremeteu contra ele, como um estouro de boiada. Arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram. Os líderes pediram a um jovem chamado Saulo que tomasse conta das roupas dele.
59-60 Enquanto as pedras caíam como chuva, Estêvão orava: “Senhor Jesus, recebe meu espírito”. Em seguida, ajoelhou-se e orou alto o bastante para que todos ouvissem: “Senhor, não os culpe por causa deste pecado!” Foram suas últimas palavras. E, depois, ele morreu.
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1-4Nesse meio-tempo, enquanto o número de discípulos crescia bastante, surgiu certo ressentimento entre os crentes de fala grega, os “helenistas”, contra os crentes de fala hebraica, porque as viúvas gregas estavam sendo discriminadas na distribuição diária de comida. Os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: “Não é certo que abandonemos nossa responsabilidade na pregação e no ensino da Palavra de Deus para administrar a assistência aos pobres. Por isso, amigos, escolham sete homens dentre vocês, em quem todos confiem e que sejam cheios do Espírito Santo e de bom senso, e lhes designaremos essa tarefa. Assim, continuaremos com a tarefa de que fomos incumbidos: oração e anúncio da Palavra de Deus”.
5-6A comunidade concluiu que era uma grande ideia, então escolheram: Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas Nicolau, convertido ao judaísmo de Antioquia. Feita a escolha, a comunidade apresentou-os aos apóstolos, que, orando, impuseram as mãos sobre eles e os comissionaram para aquela tarefa.
7A Palavra de Deus prosperava. O número dos discípulos em Jerusalém crescia dramaticamente. Além disso, um grande número de sacerdotes passou a seguir a fé;
8-10Estêvão, cheio do poder e da graça de Deus, realizava obras maravilhosas entre o povo, sinais inconfundíveis de que Deus estava entre eles. Mas alguns homens das sinagogas, cujos membros eram escravos libertos, cireneus, alexandrinos e gente da Cilicia e da Ásia, passaram a atacá-lo, a fim de impedir seu trabalho. Entretanto, eles não eram páreo para a sabedoria e a força com que Estêvão falava.
11Por isso, subornaram homens para que dissessem a seguinte mentira: “Nós o ouvimos amaldiçoar Moisés e Deus”.
12-14A denúncia incitou os ânimos do povo, de seus líderes e dos mestres religiosos. Eles agarraram Estêvão e o levaram perante o Concílio. Apresentaram testemunhas subornadas que diziam: “Este homem não para de falar contra o Lugar Santo e contra a Lei de Deus. Até o ouvimos dizer que Jesus de Nazaré destruiria este lugar e que daria fim a todos os costumes instituídos por Moisés”.
15Os membros do Concílio olharam para Estêvão e não conseguiram mais tirar os olhos dele, porque seu rosto parecia o rosto de um anjo!
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1-2Mas um homem chamado Ananias, com a conivência da esposa, Safira, vendeu uma propriedade e guardou parte do valor da venda para si. Em seguida, entregou o restante aos apóstolos, como oferta.
3-4Mas, inesperadamente, Pedro lhe disse: “Ananias, como você permitiu que Satanás o levasse a mentir ao Espírito Santo, escondendo parte do dinheiro da venda da propriedade? Antes de vendê-la, tudo era seu; depois que a vendeu, poderia ter gastado o dinheiro como quisesse. Como foi cair nessa armadilha? Você não mentiu aos homens, mas a Deus”.
5-6Assim que ouviu essas palavras, Ananias caiu morto, e todos os que ouviram a conversa ficaram apavorados. Em seguida, alguns jovens levaram o corpo e o sepultaram.
7-8Passadas não mais de três horas, chegou a esposa dele, sem saber o que havia acontecido. E Pedro lhe perguntou: “Diga-me, essa oferta foi o preço total da sua propriedade?”. “Sim, foi esse o preço”, ela respondeu.
9-10Pedro prosseguiu: “O que a levou a ser conivente nessa conspiração contra o Espírito do Senhor? Os homens que sepultaram seu marido estão para chegar, e você será a próxima”. Mal ele pronunciou essas palavras, ela caiu morta. Quando os jovens chegaram, encontraram o corpo da mulher, que foi carregado e sepultado ao lado do corpo do marido.
11Nesse tempo a igreja inteira e todos os que tomaram conhecimento do fato sentiram um respeito profundo por Deus. Eles perceberam que com Deus não se pode brincar.
REUNIÕES REGULARES
12-16O trabalho dos apóstolos resultou em muitos sinais da parte de Deus entre o povo. Coisas maravilhosas aconteceram. Eles se reuniam regularmente no templo, no pórtico de Salomão, e a harmonia entre eles era notável. Mas ainda que os admirasse, o povo hesitava em unir-se a eles. Apesar disso, o número dos que passaram a confiar no Senhor aumentava sempre, homens e mulheres vindos de todos os lugares. Eles chegavam a deixar os doentes na calçada sobre macas, esperando que fossem tocados pela sombra de Pedro quando ele passasse. Multidões vinham das cidades ao redor de Jerusalém trazendo os enfermos, e todos eram curados.
OBEDECER A DEUS, NÃO AOS HOMENS
17-20Sentindo-se afrontados com tudo isso, o sacerdote principal e seus aliados, principalmente os saduceus, entraram em ação: prenderam os apóstolos e os lançaram na cadeia da cidade. No entanto, durante a noite, um anjo de Deus abriu a porta da cadeia e os libertou, e lhes disse: “Vão ao templo e fiquem firmes. Digam ao povo tudo que precisa ser dito a respeito dessa Vida”. Eles obedeceram: entraram no templo ao raiar do dia e prosseguiram com seu ensinamento.
21-23Alheios a isso, o sacerdote principal e seus companheiros convocaram o Concílio judaico e mandaram buscar os prisioneiros. Ao chegar à cela, os guardas não encontraram ninguém. Voltaram imediatamente e informaram: “Encontramos a cela trancada e os guardas na portas, mas, quando entramos, não havia ninguém”.
24O chefe da guarda do templo e os sacerdotes ficaram confusos: “Afinal, o que está acontecendo aqui?”
25-26Alguém, então, apareceu e disse: “Os senhores sabiam que os homens que foram presos estão de volta no templo, ensinando o povo?” Então, o chefe e os guardas foram atrás deles, mas os trataram bem, temendo uma reação violenta do povo.
27-28Os guardas os levaram de volta e os conduziram ao Concílio. O sacerdote principal interrogou: “Nós não havíamos dado ordens estritas para que não ensinassem no nome de Jesus? E vocês não só encheram Jerusalém com seu ensino como estão nos culpando pela morte desse homem!”
29-32Pedro e os apóstolos responderam: “É necessário obedecer a Deus, não aos homens. O Deus dos nossos antepassados ressuscitou Jesus, a quem vocês mataram, pendurando-o numa cruz. Mas Deus o levou para as alturas, ao seu lado, o Príncipe e Salvador, para dar a Israel o dom de uma vida transformada e de pecados perdoados. Nós somos testemunhas dessas coisas. O Espírito Santo, que Deus concede aos que a ele obedecem, confirma cada detalhe”.
33-37Quando ouviram isso, as autoridades ficaram furiosas quiseram matá-los ali mesmo. Mas um dos membros do Concílio interferiu, um fariseu chamado Gamaliel, mestre da Lei de Deus e honrado por todos. Ele ordenou que os homens se retirassem da sala por um momento e fez este pronunciamento: “Caros israelitas, cuidado com o que pretendem fazer a esses homens. Não faz muito tempo, Teudas fez grande estardalhaço, alegando ser alguém, e conseguiu quatrocentos seguidores. Ele foi morto, seus seguidores foram dispersos e nada aconteceu. Pouco tempo depois, na época do censo, Judas, o Galileu, apareceu e arrebanhou alguns homens. Ele também fracassou, e seus seguidores se dispersaram por toda parte.
38-39“Portanto, digo a vocês: tirem as mãos desses homens! Deixem-nos em paz! Se o projeto deles é algo meramente humano, irá fracassar; mas, se é de Deus, não há nada que possamos fazer — e é melhor que vocês não sejam flagrados lutando contra Deus”. O argumento os convenceu. Eles chamaram os apóstolos de volta. Após mandarem açoitá-los, eles os advertiram a não falar no nome de Jesus e os expulsaram dali. Os apóstolos saíram do Concílio exultantes por terem a honra de ser maltratados por causa do Nome. E não perderam um minuto sequer: todos os dias estavam no templo e nas casas, ensinando e pregando a respeito de Cristo Jesus.
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14Enquanto Pedro e João falavam ao povo, os sacerdotes, o chefe da guarda do templo e alguns saduceus se aproximaram, indignados com o fato de aqueles apóstolos pretensiosos estarem instruindo o povo e afirmando que Jesus havia ressuscitado dos mortos. Os dois foram presos e ficaram no cárcere até o dia seguinte, pois já era tarde da noite. Mas a essa altura muitos dos que tinham ouvido a Mensagem haviam crido — cerca de cinco mil pessoas!
5-7No dia seguinte foi convocada uma reunião em Jerusalém. Os governantes, líderes religiosos e mestres da lei judaica, o sacerdote principal Anás, e os demais: Caifás, João, Alexandre — enfim todos que tinham alguma influência estavam lá. Eles puseram Pedro e João no meio da sala e os pressionaram: “Quem deu autoridade a vocês? O que pretendem com isso?”.
8-12E, naquela hora, cheio do Espírito Santo, Pedro respondeu: “Governantes e líderes do povo, se fomos trazidos a julgamento hoje por ajudar um homem doente; se estamos sendo investigados por causa desta cura, vou ser bem claro com vocês: não temos nada a esconder. Foi pelo nome de Jesus Cristo de Nazaré, aquele que vocês mataram numa cruz e que Deus ressuscitou dos mortos; é pelo nome dele que este homem está na presença de vocês, saudável e curado. Jesus é a pedra que os pedreiros rejeitaram, que agora é a principal’. A salvação não vem por outro caminho. Nenhum outro nome foi ou será designado para nossa salvação, somente o de Jesus”.
13-14Eles não conseguiam desviar os olhos de Pedro e João, porque eles se mostravam confiantes e seguros! A fascinação aumentou quando perceberam que os dois eram leigos, isto é, sem formação teológica e com pouca educação formal. Eles reconheceram os antigos companheiros de Jesus, mas com o homem diante deles, de pé e curado, o que poderiam argumentar? 15-17 Eles os mandaram sair da sala por um instante, para que pudessem elaborar uma estratégia. Disseram: “O que vamos fa
2er com esses homens? A esta hora, todos na cidade devem saber do milagre e que eles estão por trás disso. Não há como refutar. Para que isso não vá adiante, temos de ameaçá-los para que eles não mencionem o nome de Jesus a mais ninguém”.
18-20Eles os chamaram de volta e os advertiram a não mais fazer menção ao nome de Jesus nem ensinar em seu nome. Mas Pedro e João reagiram: “Decidam os senhores se é justo aos olhos de Deus ouvir a ele ou a vocês. Nós não temos dúvida: não podemos nos calar a respeito do que vimos e ouvimos”. 21-22 Os líderes religiosos fizeram mais ameaças, mas depois os deixaram ir, pois contra eles nada podiam provar que justificasse a prisão. Todo o povo estava louvando a Deus pelo que havia acontecido e sem dúvida iria se revoltar contra essa decisão. Além disso, o homem que havia sido curado tinha mais de 40 anos de idade.
UM SÓ CORAÇÃO, UMA ÚNICA MENTE
23-26Assim que saíram, Pedro e João se reuniram com seus amigos e contaram o que os principais sacerdotes e líderes religiosos tinham dito. Ouvindo o relato, eles ergueram a voz numa bela e harmoniosa oração: “Deus Forte, que fizeste os céus, a terra e o mar e tudo que há neles. Pelo Espírito Santo, falaste pela boca do teu servo e nosso pai Davi: Nações, por que tanto tumulto? Povos, por que tantos planos? Os líderes da terra brigam por posições, Poderosos se encontram em reuniões de cúpula, Os que negam Deus e se rebelam contra o Messias.
27-28“Pois de fato eles se reuniram — Herodes e Pôncio Pilatos com nações e povos, e até mesmo Israel! — nesta cidade para planejar contra seu santo Filho Jesus, aquele a quem fizeste Messias, para levar adiante os planos que elaboraste há muito tempo.
29-30“Agora, eles atacam de novo! Cuida destas ameaças e dá aos teus servos confiança e coragem para pregar tua Mensagem. Estenda a mão para realizar curas, milagres e maravilhas em nome do teu santo Servo Jesus”.
31Enquanto eles oravam, o lugar em que estavam reunidos tremeu. Eles foram cheios do Espírito Santo e continuaram a proclamar a Palavra de Deus com coragem e confiança.
32-33Toda a comunidade de cristãos estava unida — um só coração, uma única mente! Eles não alegavam direito de propriedade nem do que era deles. Ninguém dizia: “Isto é meu, e de ninguém mais”. Eles compartilhavam tudo. Os apóstolos davam um testemunho poderoso da ressurreição do Senhor Jesus, e a graça repousava sobre todos eles.
34-35Além disso, ninguém do grupo passava necessidade. Os que possuíam campos ou casas vendiam essas propriedades e entregavam o dinheiro da venda aos apóstolos, como oferta. Os apóstolos, por sua vez, distribuíam esses recursos de acordo com a necessidade de cada um.
36-37José, que os apóstolos chamavam de Barnabé (que significa “Filho da Consolação”), levita nascido em Chipre, vendeu uma propriedade que possuía, trouxe o dinheiro e o entregou como oferta aos apóstolos.
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1-5Certo dia, às três horas da tarde, Pedro e João foram ao templo para uma reunião de oração. No mesmo instante um homem, aleijado de nascença, estava sendo carregado para lá. Todos os dias, ele ficava sentado perto da porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmolas aos que ali entravam. Quando ele viu que Pedro e João se dirigiam à entrada do templo, pediu uma esmola. Pedro, junto com João, olhou-o bem nos olhos e disse: “Olhe para nós”. Ele olhou, na esperança de ganhar uns trocados.
6-8Pedro continuou: “Não tenho um centavo para dar a você, mas vou dar o que tenho: em nome de Jesus Cristo de Nazaré, comece a andar!”. Dito isso, segurou o mendigo pela mão direita e puxou-o. Num segundo os pés e tornozelos do homem se firmaram. Ele deu um salto e começou a andar.
8-10O homem entrou no templo com eles, andando para todo lado, dançando e louvando a Deus. Todos os que estavam ali puderam vê-lo andando e louvando a Deus. Eles esfregavam os olhos, custando a acreditar no que viam, pois reconheceram imediatamente o aleijado que pedia esmolas perto da porta do templo.
11O homem, empolgado, dançava em torno de Pedro e João. Os que estavam presentes cercaram o trio no Pórtico de Salomão, para conferir de perto o milagre.
DE VOLTA PARA DEUS
12-16Quando Pedro percebeu a plateia ali formada, dirigiu a palavra a eles: “Caros israelitas, por que tanto espanto? Por que nos olham como se o homem estivesse andando por causa do nosso poder ou devoção? O Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus dos nossos antepassados, glorificou seu Filho Jesus. Aquele que Pilatos declarou inocente e vocês rejeitaram. Vocês rejeitaram o Santo, o Justo, e pediram um assassino em seu lugar. Vocês mataram o Autor da Vida, que Deus ressuscitou dos mortos — e nós somos testemunhas disso. A fé no nome de Jesus pôs de pé este homem, cuja condição vocês conheciam bem. Sim, a fé, e nada menos que a fé deixou este homem curado diante de todos vocês.
17-18“Agora, amigos, sei que nem vocês nem seus líderes tinham ideia do que estavam fazendo quando mataram Jesus. Mas Deus, que pela pregação de todos os profetas já havia determinado que o Messias seria morto, sabia exatamente o que vocês iriam fazer e usou isso para cumprir seu plano.
19-23“Mas é hora de mudar de vida! Voltem para Deus, para que ele limpe os seus pecados e derrame bênçãos para renová-los e envie o Messias, a saber, Jesus, que ele preparou para seu povo. Por enquanto, ele precisa permanecer nos céus, até que tudo seja restaurado, a fim de pôr em ordem outra vez tudo aquilo que Deus anunciou por meio dos seus santos profetas. Moisés, por exemplo, disse: ‘Do meio de vocês Deus levantará um profeta como eu. Ouçam cada palavra que ele disser. Quem se recusar a ouvir esse profeta será eliminado do povo’.
24-26“Todos os profetas, desde Samuel, afirmaram com veemência a mesma coisa: que este tempo chegaria. Esses profetas, somados à aliança que Deus fez com os antepassados de vocês, são sua árvore genealógica. Os termos da aliança que Deus fez com Abraão são estes: ‘Pelo seu descendente, todas as famílias da terra serão abençoadas’. Mas vocês são os primeiros da fila. Deus ressuscitou seu Filho e o enviou para abençoar vocês, um a um, para que se convertam dos seus maus caminhos”.
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