Categoria: Novo Testamento

  • João, 3

    NASCER DO ALTO

    1-2Havia um homem do partido dos fariseus chamado Nicodemos, um desta-cado líder entre os judeus. Certa vez, ele visitou Jesus, tarde da noite, e disse: “Rabi, sabemos que o senhor é um mestre que vem de Deus. Ninguém poderia realizar esses atos que revelam a realidade de Deus se Deus não fosse com ele”.

    3Jesus disse: “Você está absolutamente correto. Preste atenção: a não ser que alguém nasça do alto, não é possível ver aquilo que estou apresentando — o Reino de Deus”.

    4“Como pode alguém nascer, se já nasceu e cresceu?”, estranhou Nicodemos. “Não é possível entrar de novo no útero materno e nascer outra vez. E que história é essa de nascer do alto’?”.

    5-6Jesus respondeu: “Você não entende. Deixe-me dizer de novo. A não ser que alguém se submeta a essa criação original, a criação na qual o vento pairava por sobre as águas’, o invisível movendo o visível, um batismo para uma nova vida, não lhe será possível entrar no Reino de Deus. Quando você olha para um bebê, vê apenas isto: um corpo que se pode contemplar e tocar. Mas a pessoa que tem um nascimento interior é formada por algo que você não pode ver nem tocar — o Espírito — e se torna um espírito vivo.

    7-8“Portanto, não fique surpreso quando digo que você tem de nascer do alto’ — de fora desse mundo, por assim dizer. Você sabe muito bem que o vento sopra pra lá e pra cá. Você o ouve sussurrando pelas árvores, mas não tem ideia de onde ele vem nem para onde vai. O mesmo acontece com aquele que é nascido do alto’ pelo vento de Deus, o Espírito de Deus”

    9Nicodemos perguntou: “O que o senhor quer dizer com isso? Como acontece?”.

    10-12Jesus disse: “Você é um mestre respeitado em Israel e não conhece o básico? Ouça com atenção. Esta é a pura verdade. Falo apenas a respeito do que conheço por experiência. Dou testemunho apenas do que tenho visto com os próprios olhos. Não me baseio em boatos. Mas, em vez de encarar as evidências e aceitá-las, você as evita com perguntas. Se, quando digo coisas claras como o dia você não acredita em mim, por que eu falaria de coisas que você não pode ver, das coisas de Deus?

    13-15“Ninguém jamais esteve na presença de Deus senão aquele que veio daquela Presença, o Filho do Homem. Assim como Moisés levantou a serpente no deserto para que o povo pudesse vê-la e crer, é necessário que o Filho do Homem seja levantado — para que todos os que olharem para ele com confiança e com esperança legítima recebam a vida real, a vida eterna.

    16-18“Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho, seu único filho, pela seguinte razão: para que ninguém precise ser condenado; para que todos, crendo nele, possam ter vida plena e eterna. Deus não se deu ao trabalho de enviar seu Filho apenas para poder apontar um dedo acusador e dizer à humanidade como ela é má. Ele veio para ajudar, para pôr o mundo nos eixos outra vez. Quem confiar nele será absolvido, mas quem não confiar terá sobre si, sem o saber, uma sentença de condenação; E por quê? Porque não foi capaz de crer no único Filho de Deus quando este lhe foi apresentado.

    19-21“Esta é a situação: a luz de Deus invadiu o mundo, mas a humanidade inteira correu para as trevas. Fugiram porque não estavam interessados em agradar a Deus. Aquele que pratica o mal, é viciado em negar a realidade e iludir-se e odeia a luz de Deus não vai querer se aproximar dela, para não ser submetido a uma exposição dolorosa. Mas quem crê e vive na verdade e na realidade recebe de coração a luz de Deus, de modo que sua obra pode ser vista, pois é a obra de Deus”.

    O AMIGO DO NOIVO

    22-26Depois dessa conversa, Jesus foi com seus discípulos para o interior da Judeia e descansou um pouco com eles ali. Ele também batizava. Ao mesmo tempo, João batizava em Enom, perto de Salim, onde há muita água. Isso foi antes de João ser preso. Os discípulos de João tiveram uma discussão com a elite judaica a respeito da natureza do batismo e foram perguntar a ele: “Rabi, o senhor conhece aquele que estava contigo do outro lado do Jordão? Aquele a quem o senhor confirmou com seu testemunho? Pois bem, ele agora está competindo conosco. Ele está batizando também, e todos estão se tornando seguidores dele em vez de se unir a nós!”.

    27-29João respondeu: “É impossível alguém ter sucesso — falo de sucesso eterno — sem ajuda celestial. Vocês mesmos estavam lá quando deixei muito claro que não sou o Messias, mas apenas aquele enviado adiante dele, para preparar o caminho. Aquele que recebe a noiva é, por definição, o noivo. E o amigo do noivo, seu ‘padrinho’ — no caso, eu —, a postos ao seu lado, de onde pode ouvir cada palavra, está feliz de verdade. Como poderia sentir inveja, se sabe que a festa acabou e que o casamento terá um bom começo?

    29-30“É por isso que meu cálice está transbordando. Chegou a hora de ele ocupar o centro das atenções e de eu chegar para o lado.

    31-33“Aquele que vem de cima é muito superior aos outros mensageiros de Deus. Quem nasceu na terra é terreno e fala uma língua da terra, enquanto ele apresenta a evidência do que viu e ouviu nos céus. Ninguém quer enfrentar esses fatos. Mas qualquer um que examinar essa evidência poderá apostar sua vida nisto: o próprio Deus é a verdade.

    34-36“Aquele que Deus enviou nos comunica a própria Palavra de Deus. E não pensem que ele divide o Espírito como se partisse um pão. O Pai ama o Filho de modo imensurável e tudo entregou a ele, para que ele passasse tudo adiante — uma generosa distribuição de dons. É por isso que quem aceita o Filho e confia nele tem tudo: vida plena e eterna! Também preciso dizer que quem rejeita o Filho e não confia nele vive na escuridão e não vê a vida. Tudo que experimenta de Deus são trevas e ira tenebrosa no final”.


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  • João, 2

    DA ÁGUA PARA O VINHO

    1-3Passados três dias, houve uma festa de casamento na cidade de Caná, na Galiléia. A mãe de Jesus estava lá. Jesus e seus discípulos também foram convidados. Quando o vinho estava quase no fim, a mãe de Jesus comentou com ele: “O vinho está acabando”.

    4Jesus respondeu; “E isso é da nossa conta, mãe? Minha hora não chegou ainda. Não me apresse”.

    5Mesmo assim, ela orientou os empregados: “Façam exatamente o que ele disser”.

    6-7Havia ali seis grandes potes de pedra, usados pelos judeus para as lavagens rituais, A capacidade de cada pote era de oitenta a cento e vinte litros. Jesus ordenou aos empregados: “Encham os potes de água”. E eles os encheram até a borda.

    8“Agora, encham suas taças e levem-nas ao mestre de cerimônias”, disse Jesus, e eles obedeceram.

    9-10Quando o mestre de cerimônias provou a água transformada em vinho (ele não sabia o que tinha acontecido, mas os empregados sabiam), ele disse ao noivo: “Todas as pessoas que conheço começam com os vinhos melhores e, depois que os convidados já beberam bastante, servem os inferiores. Mas você guardou o melhor até agora!”.

    11Esse ato de Jesus, em Caná da Galiléia, foi o primeiro sinal, o primeiro vislumbre de sua glória. E os seus discípulos creram nele.

    12Depois disso, ele voltou para Cafarnaum com a mãe, os irmãos e os discípulos e ficou ali um bom tempo.

    DERRUBEM ESTE TEMPLO…

    13-14A festa da Páscoa, celebrada pelos judeus na primavera, estava para acontecer, e Jesus viajou para Jerusalém. Ele encontrou o templo infestado de vendedores de gado, ovelhas e pombas. Os agiotas também estavam ali, trabalhando a todo vapor.

    15-17Jesus fez um chicote com tiras de couro e os expulsou do templo. O gado e as ovelhas fugiram. Ele virou as mesas dos agiotas, e as moedas rolavam para todo lado. Aos vendedores de pombas, ele ordenou: “Peguem suas coisas e caiam fora daqui! Não transformem a casa do meu Pai em mercado!”. Foi nessa hora que os discípulos dele se lembraram de um texto das Escrituras: “O zelo pela tua casa me consome”.

    18-19Mas os judeus estavam incomodados e perguntaram: “Com que autoridade você faz isso?” Jesus respondeu: “Derrubem este templo, e em três dias eu o reconstruirei”.

    20-22Eles ficaram indignados: “Foram necessários quarenta e seis anos para edificar o templo, e você vai reconstruí-lo em três dias?!”. Mas Jesus estava falando do seu corpo. Mais tarde, depois que ele se levantou dos mortos, seus discípulos se lembraram dessa declaração. Então, ajuntaram as peças do quebra-cabeça e creram nas Escrituras e no que Jesus tinha dito.

    23-25Durante o tempo em que ele permaneceu em Jerusalém, nos dias da festa, muitos observaram os sinais que ele realizava e, percebendo que apontavam diretamente para Deus, entregaram sua vida a ele. Mas Jesus não confiava neles. Ele os conhecia muito bem, por dentro e por fora, e sabia que não eram dignos de confiança. Não precisava de nenhuma ajuda para conhecê-los por dentro.


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  • João, 1

    A LUZ DA VIDA

    1-2Antes de tudo, havia a Palavra, a Palavra presente em Deus, Deus presente na Palavra. A Palavra era Deus, Desde o princípio à disposição de Deus.

    3-5Tudo foi criado por meio dele; nada — nada mesmo! — veio a existir sem ele. O que veio à existência foi a Vida, e a Vida era a Luz pela qual se devia viver. A Luz da Vida brilhou nas trevas; as trevas nada puderam fazer contra a Luz.

    6-8Houve um homem, chamado João, enviado por Deus para apontar o caminho para a Luz da Vida. Ele veio dizer a todos para onde olhar, em quem deviam crer. João não era a Luz; ele estava ali para mostrar o caminho para a Luz.

    9-13A Luz da Vida era verdadeira; Cada pessoa que entra na Vida é conduzida à Luz. Ele estava no mundo, e o mundo existe por causa dele; mesmo assim, o mundo não o acolheu. Ele veio para seu povo, mas eles não o quiseram. Mas houve os que o quiseram de verdade, que acreditaram que ele era o que afirmava ser e que fez o que disse ter feito. Ele fez deles seu povo, os filhos de Deus. Filhos nascidos de Deus, não nascidos do sangue, não nascidos da carne, não nascidos do sexo.

    14A Palavra tornou-se carne e sangue, e veio viver perto de nós. Nós vimos a glória com nossos olhos, uma glória única: o Filho é como o Pai, Sempre generoso, autêntico do início ao fim.

    15João apontou para ele e disse: “Este é o Messias! O Messias que eu afirmei que viria depois de mim, mas de fato é superior a mim. Ele sempre foi maior que eu, sempre teve a primeira palavra”.

    16-18Todos sempre vivemos de sua generosidade, recebendo dádivas, uma após a outra. O essencial veio por meio de Moisés; foi, então, que chegou esse exuberante dar e receber, Esse conhecer e entender sem fim — tudo veio por meio de Jesus, o Messias. Ninguém jamais viu Deus, no máximo fora um vislumbre. Foi, então, que essa Expressão única de Deus, que existe no próprio coração do Pai, se revelou, com a clareza do dia.

    TROVÃO NO DESERTO

    19-20Os judeus de Jerusalém enviaram um grupo de sacerdotes e oficiais para perguntar a João quem ele era, e João foi honesto com eles. Não disfarçou e contou a verdade: “Eu não sou o Messias”.

    21Eles o pressionaram: “Quem é você, então? Elias?” “Não sou.” “O Profeta?” “Não.”

    22Exasperados, perguntaram: “Quem, então?”. Precisamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Diga-nos alguma coisa — qualquer coisa! — a seu respeito”.

    23“Eu sou um trovão no deserto: ‘Preparem um caminho reto para Deus!’. Estou fazendo o que o profeta Isaías anunciou.”

    24-25Os que o interrogavam eram do partido dos fariseus, mas tinham sua própria pergunta: “Se você não é o Messias, nem Elias nem o Profeta, por que você batiza?”.

    26-27João respondeu: “Eu batizo apenas com água. Uma pessoa que vocês não conhecem já está entre nós. Ele vem depois de mim, mas é muito mais importante. Na verdade, não sou digno nem de carregar a sua mala”.

    28Essa conversa aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.

    REVELANDO A DEUS

    29-31No dia seguinte, João viu Jesus vindo em sua direção e exclamou: “Aqui está ele, o Cordeiro pascal de Deus! Ele perdoa os pecados do mundo! Este é o homem de quem falei. Aquele ‘que viria depois de mim, mas de fato é superior a mim’. Eu não sabia nada a respeito dele. Só sabia que minha missão era deixar Israel preparado para reconhecê-lo como o homem que veio nos mostrar Deus. É por isso que vim, batizando com água, dando um bom banho em vocês e limpando os pecados de cada um, para que pudessem ter um novo começo com Deus”.

    32-34João fortaleceu seu testemunho, dizendo: “Vi o Espírito, como uma pomba voando pelo céu, fazendo dele sua morada. Repito, não sei nada a respeito dele a não ser isto: aquele que me autorizou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer batizará com o Espírito Santo’. Foi exatamente isso que vi acontecer, por isso digo a vocês, e não há dúvida: este é o Filho de Deus”.

    VEJA VOCÊ MESMO

    35-36No dia seguinte, João estava de volta ao seu posto com dois discípulos, que observavam. Ele ergueu os olhos, viu Jesus caminhando e disse: “Aqui está ele, o Cordeiro pascal de Deus”.

    37-38Os dois discípulos, ouvindo isso, passaram a seguir Jesus. Ele olhou para trás e perguntou: “O que procuram?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer ‘Mestre’), onde o senhor costuma ficar?”.

    39Ele respondeu: “Venham e vejam vocês mesmos”. Eles foram, viram onde Jesus estava vivendo e ficaram ali o resto do dia, pois já estava anoitecendo.

    40-42André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram o testemunho de João e que haviam começado seguir Jesus. A primeira coisa que ele fez depois de descobrir onde Jesus vivia foi procurar seu irmão, Simão, e dizer: “Encontramos o Messias.” (isto é, ‘o Cristo’). Ele imediatamente o levou a Jesus. Jesus olhou para ele e disse: “Você é Simão, filho de João? De agora em diante seu nome será Cefas” (ou Pedro, que significa “pedra”).

    43-44No dia seguinte, Jesus decidiu ir para a Galiléia. Ao chegar, encontrou Filipe e disse: “Venha, siga-me”. (Filipe era de Betsaida, a mesma cidade de André e Pedro.)

    45-46Filipe foi com ele. Mais adiante, encontrou Natanael e disse: “Encontramos aquele a respeito de quem Moisés escreveu na Lei, aquele anunciado pelos profetas. É Jesus, filho de José. Ele veio de Nazaré!”. Natanael perguntou: “Nazaré? Você está brincando!”. Mas Filipe insistiu: “Venha, veja você mesmo”.

    47Quando Jesus viu Natanael se aproximar, disse: “Aí está um autêntico israelita, em quem não há falsidade”.

    48Natanael estranhou: “De onde tirou essa ideia? Você não me conhece”. Jesus respondeu: “Um dia, bem antes de Filipe ir chamá-lo, vi você debaixo da figueira”.

    49Natanael exclamou: “Rabi! O senhor é o Filho de Deus, o Rei de Israel!”

    50-51Jesus disse: “Você acreditou porque eu disse que o vi debaixo da figueira? Você ainda não viu nada! Antes que esta história acabe, você verá os céus abertos, e os anjos de Deus descendo e subindo sobre o Filho do Homem”.


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  • Lucas, 24

    ELE QUE ESTÁ VIVO

    1-3Nas primeiras horas do domingo, as mulheres foram à tumba. Levavam as especiarias que haviam preparado para o sepultamento. Encontraram a pedra da entrada da tumba fora do lugar e entraram. Mas não encontraram o corpo de Jesus lá dentro.

    4-8Confusas, tentavam imaginar o que teria acontecido. Então, de repente, dois homens, com luzes brilhando ao redor, apareceram ali. Elas ficaram apavoradas e se curvaram em reverência. Os homens disseram: “Por que vocês estão procurando aqui aquele que está vivo? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrem-se do que ele disse, quando ainda estava na Galiléia, que tinha de ser entregue aos pecadores, ser morto numa cruz e ressuscitar no terceiro dia?”. Então, elas se lembraram das palavras de Jesus.

    9-11Deixaram o túmulo e contaram tudo aos Onze e aos demais. Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago, e as outras mulheres que estavam com elas relataram os fatos aos apóstolos, mas eles não acreditaram numa só palavra que disseram, achando que era coisa da cabeça das mulheres.

    12Mas Pedro correu até a tumba. Olhou para dentro e viu apenas alguns lençóis, nada mais. Abalado e admirado, ele voltou balançando a cabeça.

    NO CAMINHO DE EMAÚS

    13-16Naquele mesmo dia, dois discípulos caminhavam em direção à cidade de Emaús, a uns dez quilômetros de Jerusalém. Eles conversavam a respeito de todas as coisas que aconteceram. No meio da conversa, Jesus apareceu e os acompanhou, mas não o reconheceram.

    17-18Ele perguntou: “O que vocês estavam discutindo tão compenetrados?”. Eles pararam, cheios de tristeza, como se tivessem perdido o melhor amigo. Um deles, chamado Cleopas, respondeu: “Você deve ser a única pessoa de Jerusalém que não sabe o que aconteceu nos últimos dias”.

    19-24Ele perguntou: “E o que foi?” Eles disseram: “As coisas que aconteceram a Jesus, o Nazareno. Ele era um homem de Deus, um profeta, que falava e fazia como ninguém; era abençoado por Deus e amado pelo povo. Mas nossos líderes e principais sacerdotes o traíram, o sentenciaram à morte e o crucificaram. Tínhamos esperança de que ele fosse o Libertador de Israel. Mas hoje é o terceiro, dia desde que tudo aconteceu, e algumas das mulheres do nosso grupo nos deixaram confusos. Hoje, de manhã bem cedo, elas estiveram no túmulo. Não encontraram o corpo e voltaram com a história de terem visto anjos e que esses afirmaram que ele está vivo. Alguns dos nossos amigos foram ao túmulo para verificar e o encontraram vazio, como as mulheres disseram, mas não viram Jesus”.

    25-27“Vocês não entendem?”, suspirou Jesus. “Como demoram para crer! Por que não acreditam em tudo que os profetas disseram? Não percebem que tudo isso tinha de acontecer, que o Messias tinha de sofrer antes de entrar na glória?” Então, ele começou do princípio, com os livros de Moisés, e percorreu todos os Profetas, explicando tudo que as Escrituras diziam a respeito dele.

    28-31Quando chegaram à entrada da cidade de destino deles, Jesus fez como se fosse seguir adiante, mas eles insistiram: “Fique e jante conosco. Já é quase noite. O dia já se foi”. Então, ele foi com os dois. E foi isto que aconteceu: ele se assentou à mesa com os dois. Tomando o pão, ele o abençoou, partiu e deu a eles. Nesse momento, seus olhos se abriram e eles o reconheceram. Então, ele desapareceu.

    32Impressionados, comentavam: “Não sentíamos um fogo enquanto ele conversava conosco no caminho, enquanto nos explicava as Escrituras?”

    UM FANTASMA NÃO TEM MÚSCULOS E OSSOS

    33-34Eles não perderam um minuto e voltaram para Jerusalém. Encontraram os Onze e seus amigos reunidos ali, dizendo: “Aconteceu mesmo! O Mestre ressuscitou — Simão o viu!”.

    35Então, os dois contaram o que havia acontecido no caminho e como o reconheceram quando ele partira o pão.

    36-41Enquanto falavam, Jesus apareceu no meio deles e disse: “Paz seja com vocês!” Mas eles pensaram que estavam vendo um fantasma e ficaram morrendo de medo. Ele, porém, os tranquilizou: “Não fiquem preocupados nem deixem que a dúvida os domine. Olhem minhas mãos. Olhem meus pés — sou eu mesmo! Toquem em mim. Examinem-me da cabeça aos pés. Um fantasma não tem músculos e ossos”. Enquanto dizia isso, mostrou a eles as mãos e os pés. Eles ainda não conseguiam acreditar no que estavam vendo. Era bom demais para ver verdade.

    41-43Ele perguntou: “Vocês têm comida aqui?” Eles trouxeram peixe que haviam assado. E ele comeu o peixe na presença de todos.

    VOCÊS SÃO AS TESTEMUNHAS

    44Em seguida, ele declarou: “Tudo que eu disse enquanto estava com vocês confirma: todas as coisas escritas a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos tinham de se cumprir”.

    45-49Ele continuou a abrir o entendimento deles com relação à Palavra de Deus, mostrando como se devia interpretar a Bíblia: “Vocês podem ver agora que está escrito que o Messias sofreria e se levantaria dentre os mortos no terceiro dia, e uma mudança radical de vida, por meio do perdão de pecados, é proclamada em seu nome a todas as nações — começando aqui, em Jerusalém! Vocês são os primeiros a ouvir e ver tudo. Vocês são as testemunhas. O que virá depois é muito importante: enviarei o que meu Pai prometeu a vocês; então, permaneçam na cidade até que recebam, até que sejam capacitados com o poder que vem do alto”.

    50-51Depois ele os levou para fora da cidade, até perto de Betânia. Levantando as mãos, abençoou-os e, enquanto os abençoava, foi elevado aos céus.

    52-53Eles se ajoelharam, adorando-o. Voltaram para Jerusalém explodindo de alegria; e passavam todo o tempo no templo, louvando a Deus. Amém.


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  • Lucas, 23

    PILATOS

    1-2Em seguida, eles levaram Jesus a Pilatos e começaram a apresentar acusações contra ele: “Encontramos este homem desrespeitando nossa lei e nossa ordem, proibindo o pagamento de impostos a César, designando-se o Rei-Messias”.

    3Pilatos perguntou a ele: “É verdade que você é o ‘Rei dos judeus’?”. “Palavras suas, não minhas”, respondeu Jesus.

    4Pilatos declarou aos principais sacerdotes e à multidão que os acompanhava: “Não vejo nada de errado aqui. Ele me parece inofensivo”.

    5Mas eles estavam irredutíveis: “Ele incita o povo com seu ensino, perturba a paz em toda parte, começando pela Galiléia e agora por toda a Judeia. Ele é um homem perigoso, que põe a paz em risco”.

    6-7Quando Pilatos ouviu isso, perguntou: “Quer dizer, então, que ele é galileu?”. Compreendendo que Jesus estava sob a jurisdição de Herodes, passou o bastão para o rei, que estava em Jerusalém naqueles dias.

    8-10Herodes ficou contente quando Jesus apareceu. Havia muito tempo, desejava conhecê-lo, pois tinha ouvido muita coisa a seu respeito e esperava que ele fizesse algo espetacular. Herodes o interrogou demoradamente, mas Jesus não disse uma única palavra. Os principais sacerdotes e líderes religiosos, porém, insistiam em suas espalhafatosas acusações.

    11-12Profundamente ofendido, Herodes voltou-se contra Jesus. Seus soldados se juntaram a ele, com suas zombarias. Então o vestiram com uma fantasia de rei e o enviaram de volta a Pilatos. Daquele dia em diante, Herodes e Pilatos se tornaram amigos. Antes mantinham distância um do outro.

    13-16Pilatos convocou os principais sacerdotes, os líderes e outros judeus e disse: “Vocês me trouxeram este homem e o acusam de perturbador da paz. Interroguei-o na frente de todos vocês e descobri que a acusação não procede. Herodes também não confirmou nada, porque o enviou de volta para mim sem acusação alguma. Está claro que ele não fez nada de errado, nada que mereça a morte. Vou adverti-lo para tomar cuidado e deixá-lo ir”.

    18-20Nessa hora, a multidão começou a gritar: “Mate-o! Solte Barrabás!”. (Barrabás havia sido preso por iniciar uma rebelião na cidade e também por assassinato.) Pilatos ainda queria soltar Jesus e o defendeu.

    21Mas eles continuavam a gritar: “Crucifique-o! Crucifique-o!”.

    22Pilatos interveio pela terceira vez: “Mas por qual crime? Ele não fez nada que mereça a morte. Vou dar-lhe uma advertência e deixá-lo ir”

    23-25Mas a turba, furiosa, exigia que ele fosse crucificado. Finalmente eles o venceram. Pilatos desistiu e cedeu. Libertou o homem que estava preso por rebelião e assassinato e entregou Jesus ao povo para que fizessem o que bem entendiam.

    A COLINA DA CAVEIRA

    26-31Enquanto o levavam, obrigaram Simão, um homem de Cirene que estava chegando do interior, a carregar a cruz atrás de Jesus. Uma grande multidão os acompanhava, e algumas mulheres choravam. Num determinado momento, Jesus virou-se para elas e disse: “Filhas de Jerusalém, não chorem por mim. Chorem por vocês mesmas e por seus filhos. Chegará o tempo em que será dito: ‘Felizes as mulheres que nunca conceberam! Felizes as mulheres que nunca deram à luz! Felizes os seios que nunca amamentaram!’. Elas vão pedir às montanhas: ‘Caiam sobre nós’; e às colinas: ‘Soterrem-nos!’. Se o povo faz essas coisas com uma árvore verde e viva, imaginem o que farão com a madeira seca!”.

    32Dois outros homens, ambos criminosos, foram levados com ele para a execução.

    33Quando chegaram ao lugar chamado colina da Caveira, eles o crucificaram, e também aos dois criminosos, um à direita e outro à esquerda.

    34-35Então, Jesus orou: “Pai, perdoa esta gente! Eles não sabem o que estão fazendo”. Eles dividiram suas roupas com apostas. O povo ficou ali, encarando Jesus, e os líderes zombavam: “Ele salvou os outros. Vamos ver se salva a si mesmo! O Messias de Deus. O Escolhido! Ah! Ah!”.

    36-37Os soldados também começaram a zombar e deram vinagre para ele beber, dizendo: “Quer dizer que você é o Rei dos judeus! Salve-se, então!”.

    38Acima da cabeça dele, puseram uma placa: Este é o Rei dos judeus.

    39Um dos criminosos crucificados ao seu lado blasfemava: “Que bela espécie de Messias é você! Salve a você mesmo! E a nós também!”.

    40-41Mas o outro o censurou: “Você não tem temor de Deus? Está recebendo o mesmo castigo que ele. Nós o merecemos, mas ele não. Ele não fez nada para merecer isto”.

    42Então, ele disse: “Jesus, lembre-se de mim quando o senhor entrar no seu Reino!”.

    43Jesus disse: “Pode ter certeza. Hoje você irá comigo para o paraíso”.

    44-46Era meio-dia. Toda a terra ficou em trevas, e a escuridão durou três horas — uma escuridão total. A cortina do templo partiu-se ao meio, de alto a baixo. Jesus gritou: “Pai, entrego minha vida em tuas mãos!”. E deu o último suspiro.

    47O capitão da guarda testemunhou tudo aquilo e, com temor, deu glória a Deus: “Este homem era mesmo inocente. Um homem bom e inocente!”.

    48-49Todos os que estavam ali na expectativa de ver um show ficaram arrasados quando viram o que realmente aconteceu e voltaram para casa. Os que conheciam bem Jesus e as mulheres que o seguiram desde a Galiléia ficaram a uma certa distância, observando.

    50-54Havia um homem, chamado José, membro do Concílio judaico, pessoa de bom coração e bom caráter, cuja terra natal era a cidade de Arimatéia. Ele não concordava com os planos e com as ações do Concílio e era um dos que aguardavam o Reino de Deus. José procurou Pilatos e pediu o corpo de Jesus, que foi enrolado num lençol de linho e posto numa tumba cavada na rocha que nunca havia sido usada. Isso aconteceu no dia anterior ao sábado, e o sábado estava para começar.

    55-56As mulheres que vieram com Jesus da Galiléia também acompanharam esses procedimentos. Elas viram a tumba onde o corpo de Jesus foi posto e voltaram para preparar as especiarias e os bálsamos para o sepultamento. Mas descansaram no sábado, conforme o mandamento.


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  • Lucas, 22

    A CEIA DA PÁSCOA

    1-2A festa dos Pães sem Fermento, também chamada Páscoa, estava próxima. Os principais sacerdotes e líderes religiosos procuravam um meio de se livrar de Jesus, mas, com medo do povo, queriam fazer isso sem alarde.

    3-6Foi quando Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes. Ele era um dos Doze. Deixando os demais, ele se aconselhou com os principais sacerdotes e com os guardas do templo a respeito de como poderia trair Jesus. Eles não conseguiam acreditar na sorte que estavam tendo e concordaram em pagar-lhe bem. Judas lhes deu sua palavra e começou a procurar um meio de trair Jesus, mas longe da vista da multidão.

    7-8O dia dos Pães sem Fermento chegou, quando o cordeiro era sacrificado. Então, Jesus pediu a Pedro e João: “Vão preparar a Páscoa! Vamos comer a ceia juntos”.

    9Eles perguntaram: “Onde queres que preparemos a ceia da Páscoa?”

    10-12Ele disse: “Fiquem de olhos abertos quando entrarem na cidade. Um homem com um jarro de água encontrará vocês. Sigam-no. Perguntem ao proprietário da casa em que ele entrar: ‘O Mestre quer saber em qual aposento ele poderá comer a ceia da Páscoa com seus discípulos’. O homem mostrará a vocês uma sala no segundo andar, espaçosa, limpa e arrumada. Façam ali os preparativos”.

    13Eles saíram, encontraram tudo como ele disse que encontrariam e prepararam a ceia.

    14-16Quando chegou a hora, ele se sentou com os apóstolos e declarou: “Vocês não fazem ideia de quanto desejei comer esta ceia com vocês antes de começar o grande sofrimento da minha missão. Será a última ceia, até que todos a comamos outra vez no Reino de Deus”.

    17-18Tomando o cálice, ele o abençoou e disse: “Tomem e distribuam-no entre vocês. Não beberei vinho outra vez até que venha o Reino de Deus”.

    19Tomando o pão, ele o abençoou, partiu e deu a eles, dizendo: “Isto é meu corpo, dado por vocês. Comam-no em memória de mim”.

    20Ele fez o mesmo com o cálice após a ceia, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado por vocês.

    21-22“Vocês sabiam que a mão daquele que vai me trair está aqui nesta mesa? É certo que o Filho do Homem irá trilhar um caminho já estabelecido —nenhuma surpresa. Mas para aquele que o entregar será uma desgraça, pois ele é nada menos que o traidor do Filho do Homem”.

    23Imediatamente, começaram a suspeitar um do outro e a perguntar um ao outro quem estaria prestes a fazer aquilo.

    PREPARANDO-SE PARA ENFRENTAR OS PROBLEMAS

    24-26Minutos depois, eles começaram a discutir sobre qual deles era o maior; então, Jesus interferiu: “Os reis gostam de mostrar seu poder, e os líderes gostam de se dar títulos pomposos. Com vocês não será assim: que o maior de vocês se torne o menor. Quem quer ser líder deve se tornar servo.

    27-30“Quem vocês preferem ser: o que come o jantar ou o que o serve? Vocês preferem comer e ser servidos? Mas eu assumi entre vocês o lugar de quem serve. E vocês têm estado comigo em meus momentos difíceis. Agora, confiro a vocês a autoridade real que meu Pai conferiu a mim, para que eu possa comer e beber na minha mesa no Reino e ser fortalecido enquanto vocês assumem responsabilidades em meio ao povo de Deus.

    31-32“Simão, fique firme! Satanás fez o que pôde para separar você de mim, assim como se separa a palha do trigo, mas orei por você em particular, para que você não desanime nem desista. Quando passar por alguma provação, pense em seus companheiros e fortaleça-os”.

    33Pedro disse: “Senhor, estou pronto para qualquer coisa. Eu iria para a cadeia por ti. Eu morreria por ti!”.

    34Jesus reagiu: “Sinto muito, Pedro, mas antes que o galo cante você negará que me conhece três vezes”.

    35Ele acrescentou: “Quando eu os enviei e disse para viajarem com pouca coisa, levando apenas o absolutamente necessário, vocês fizeram isso?”. “Sem dúvida!”, responderam.

    36-37Ele disse: “Agora é diferente. Preparem-se para enfrentar problemas. Providenciem tudo de que vão precisar. Tempos difíceis virão. Penhorem suas roupas e consigam uma espada. Aquilo que foi registrado nas Escrituras — ‘Ele foi contado com os criminosos’ — encontra seu significado final em mim. Tudo que foi escrito a meu respeito agora vai se cumprir”.

    38Eles disseram: “Senhor, aqui estão duas espadas!”. Mas ele disse: “Basta! Chega dessa conversa sobre espadas!”

    UMA NOITE ESCURA

    39-40Saindo dali, como costumava fazer, ele foi para o monte das Oliveiras. Os discípulos o seguiram. Quando chegaram a determinado lugar, ele disse: “Orem, para que não caiam em tentação”.

    41-44Ele se afastou um pouco, à distância de um arremesso de pedra, ajoelhou-se e orou: “Pai, afasta este cálice de mim. Mas, por favor, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres”. Imediatamente um anjo do céu apareceu ao seu lado e o consolou. Ele orava com tanta intensidade que o suor, como gotas de sangue, escorria por sua face.

    45-46Ele se levantou da oração, voltou para os discípulos e os encontrou dormindo, entorpecidos de tristeza. Ele os censurou: “Por que estão dormindo? Levantem-se! Orem, para que não caiam em tentação”.

    47-48Mal ele falou, uma multidão apareceu, liderada por Judas, que fazia parte dos Doze. Ele foi até onde Jesus estava para beijá-lo. Jesus perguntou: “Judas, você trai o Filho do Homem com um beijo?”.

    49-50Quando os que estavam com Jesus perceberam o que estava acontecendo, perguntaram: “Senhor, vamos lutar?”. Um deles deu um golpe no servo do sacerdote principal, cortando a orelha direita do homem.

    51Jesus disse: “Parem!” Então, tocando a orelha do servo, curou o ferimento.

    52-53Aos que tinham vindo buscá-lo — principais sacerdotes, polícia do templo e líderes religiosos —, ele disse: “O que vem a ser isto? Estão me atacando com espadas e paus, como se eu fosse um bandido perigoso? Dia após dia, estive diante de vocês no templo, e ninguém levantou um dedo contra mim. Mas façam como quiserem — esta é uma noite de trevas, uma hora escura”.

    E O GALO CANTOU…

    54-56Depois de prender Jesus, eles o levaram para a casa do sacerdote principal. Pedro seguiu o grupo, mas a uma distância segura. No meio do pátio, algumas pessoas haviam feito uma fogueira e estavam assentadas ao redor dela, para se aquecer. Uma das empregadas sentadas perto da fogueira o notou, olhou com mais atenção e disse: “Este homem estava com ele!”

    57Pedro negou: “Mulher, nem o conheço!”

    58Pouco depois, outra pessoa disse: “Você é um deles”. Mas Pedro negou: “Não, não sou”.

    59Cerca de uma hora depois, outra pessoa afirmou convicta: “Ele deve ter estado com ele! É claro que ele é galileu”.

    60-62Pedro reagiu: “É sério, não sei do que você está falando”. Assim que ele acabou de falar, um galo cantou. Então, Jesus virou-se e olhou para Pedro. O discípulo lembrou-se das palavras do Senhor: “Antes que o galo cante, você vai me negar três vezes”. Saindo dali, chorou amargamente.

    VIOLÊNCIA

    63-65Os homens que vigiavam Jesus começaram a ridicularizá-lo, batendo nele. Puseram nele uma venda e o ridicularizavam: “Quem bateu em você desta vez?” E eles se divertiam à custa dele.

    66-67Pela manhã, os líderes do povo, líderes religiosos e os principais sacerdotes reuniram-se, trouxeram-no diante do Concílio e perguntaram a ele: “Você é o Messias?”.

    67-69Ele respondeu: “Se eu dissesse que sim, vocês não acreditariam em mim. Se perguntasse o que querem dizer com essa pergunta, não me responderiam. Então, aqui está o que tenho para dizer: daqui em diante, o Filho do Homem toma seu lugar à direita de Deus, o lugar de poder”.

    70Eles disseram: “Então, você confirma sua alegação de que é o Filho de Deus?”. “Vocês é que insistem em dizer isso”, ele respondeu.

    71Mas eles já haviam decidido: “Para que precisamos de outra prova? Todos nós ouvimos muito bem o que ele disse”.


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  • Lucas, 21

    1-4Ele estava observando o povo e viu os ricos depositarem ofertas no gazofilácio. Viu também uma viúva pobre depositar duas moedinhas. Ele comentou: “A pura verdade é que esta viúva deu muito mais que a maior oferta de hoje. Os outros fizeram ofertas de um dinheiro do qual não terão falta, enquanto ela deu o que não podia dar — tudo o que possuía!”

    CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS

    5-6Um dia, algumas pessoas estavam ao redor de Jesus, conversando a respeito do templo. Tinham orgulho de sua beleza, do esplendor de suas pedras e das ofertas memoriais. Jesus afirmou: “Chegará o dia em que tudo isso que vocês admiram, este edifício, vai virar um monte de ruínas”.

    7Eles perguntaram: “Mestre, quando isso vai acontecer? Que sinal teremos de que isso ocorrerá?”.

    8-9Jesus disse: “Cuidado com os enganadores. Muitos líderes vão aparecer com identidade falsa, alegando: ‘Eu sou o Messias’, ou: ‘O fim está próximo’. Não caiam nessa armadilha. Quando ouvirem falar. de guerras e ameaças de guerra, não entrem em pânico. Assim é a História: ainda não é o fim”.

    10-11Ele continuou: “Nação lutará contra nação e governo contra governo, em escala crescente. Grandes terremotos ocorrerão em vários lugares, Também haverá fome. Em alguns momentos, parecerá que o céu está caindo.

    12-15“Mas, antes que alguma dessas coisas aconteça, vocês serão presos, perseguidos e levados aos tribunais e à prisão. A situação irá de mal a pior. Vocês serão torturados e perseguidos por causa do meu nome. Vocês serão intimados a testemunhar, mas fiquem tranquilos desde agora, não se preocupem com isso. Vou dar palavras e sabedoria a vocês. Seus acusadores ficarão sem resposta.

    16-19“Vocês serão entregues por pais, irmãos, parentes e amigos. Alguns de vocês serão mortos. Não há como dizer quem exatamente irá odiar vocês por minha causa. Mesmo assim, cada detalhe do corpo e da alma de vocês — até os cabelos da cabeçal — está sob meu cuidado: nada irá se perder. Fiquem firmes, é a única exigência. Fiquem firmes até o fim. Vocês não vão se arrepender, pois serão salvos”.

    O DIA DA VINGANÇA

    20-24“Quando vocês virem soldados acampados ao redor de Jerusalém, saberão que ela está prestes a ser devastada. Se nesse tempo estiverem vivendo na Judeia, fujam para as colinas. Se estiverem na cidade, saiam correndo. Se estiverem no campo, não passem em casa para pegar um agasalho. Esse será o dia da vingança — tudo que está escrito a respeito desse dia irá se cumprir. Será muito difícil para as grávidas e para as que amamentam. Uma tragédia terrível: grande ira! Muitos irão morrer como moscas; outros serão presos. Jerusalém estará sob o domínio dos estrangeiros, até que as nações terminem o que tiveram permissão para fazer.

    25-26“Vai parecer que o Universo descontrolou: o Sol, a Lua, as estrelas, a Terra, o mar enfurecido, o mundo inteiro em pânico, o vento soprando ruidoso pela ameaça do juízo, os poderes existentes abalados em sua estrutura.

    27-28“Então, eles verão o Filho do Homem. Ele será recebido em grande estilo — uma recepção gloriosa! Quando tudo isso começar a acontecer, fiquem firmes, de cabeça erguida. A vitória está chegando!”.

    29-33Como ilustração, ele contou uma história: “Olhem para a figueira. Qualquer figueira. Quando as folhas começam a aparecer, o verão está chegando. Será a mesma coisa naquele dia: quando virem essas coisas acontecerem, estejam certos de que o Reino de Deus está próximo. Não façam pouco caso do que digo: não estou falando apenas a uma geração futura, mas a esta também. Essas coisas vão acontecer. O céu e a terra vão desaparecer, mas as minhas palavras jamais.

    34-36“Fiquem atentos. Não permitam que a esperança de vocês se perca na roda-viva de festas, bebidas e compras. Senão, aquele dia pegará vocês de surpresa, como uma armadilha, pois virá para todos, em toda parte e de uma vez. Por isso, não durmam no ponto. Orem sempre a fim de terem força e sabedoria para encarar a situação e permaneçam firmes na presença do Filho do Homem”.

    37-38Ele passava os dias no templo, ensinando, mas à noite ia para o monte das Oliveiras. Todo o povo chegava bem cedo no templo para ouvi-lo.


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  • Lucas, 20

    1-2Certo dia, ele estava ensinando o povo no templo, proclamando a Mensagem. Os principais sacerdotes, os líderes religiosos e os líderes do povo exigiram: “Mostre-nos suas credenciais. Quem deu a você autorização para falar e agir desse modo?”

    3-4Jesus respondeu: “Primeiro, farei uma pergunta a respeito do batismo de João. Quem deu autoridade a ele: os céus ou os homens?”

    5-7Eles ficaram num beco sem saída. Fizeram uma roda para confabular: “Se dissermos: ‘Os céus’, ele vai nos perguntar por que não acreditamos nele. Se dissermos: ‘Os homens’, o povo acaba com a gente, pois para eles João era profeta de Deus”. Tiveram de admitir que Jesus os vencera ali e responderam que não sabiam.

    8Jesus disse: “Então, também não vou responder à pergunta de vocês”

    A HISTÓRIA DOS LAVRADORES MAUS

    9-12Jesus contou outra história ao povo: “Um homem plantou uma vinha, que foi arrendada para alguns lavradores, e foi viajar. Esteve fora por longo tempo, depois enviou um empregado para receber sua parte do lucro, mas eles o espancaram e o mandaram de volta de mãos vazias. Ele decidiu tentar novamente e enviou outro empregado. Sem sucesso, fez a terceira tentativa. Mais uma vez, eles bateram no empregado e o jogaram na estrada.

    13“Então, o proprietário da vinha disse: ‘Sei o que vou fazer: vou enviar meu filho amado. A ele vão respeitar!

    14-15“Mas, quando os lavradores o viram chegando, pensaram: ‘É a nossa chance. Esse é o herdeiro! Vamos matá-lo e ficar com tudo’. Então o mataram e o jogaram numa vala.

    15-16“O que vocês acham que o dono da vinha irá fazer? Sem dúvida, vai exterminar esses perversos e entregar a vinha para outros”. Os que o ouviam discordaram: “Oh, não! Ele nunca faria isso!”.

    17-18Mas Jesus insistiu: “Por que, então, está escrito: A pedra que os pedreiros rejeitaram é agora a principal. “Quem cair sobre essa pedra quebrará todos os ossos do corpo. Se ela cair sobre alguém, ele será esmagado”.

    19Quando os líderes religiosos ouviram a história, entenderam que o recado era para eles. Por isso, queriam prender Jesus, mas, receosos da opinião pública, recuaram.

    PAGANDO IMPOSTOS

    20-22Esperando uma chance de apanhá-lo, eles enviaram espiões que se fingiam de honestos, com a intenção de levar Jesus a dizer algo que o pusesse em situação complicada perante a lei. Um grupo veio perguntar: “Mestre, sabemos que o senhor é íntegro e não tem meias palavras, que não favorece ninguém e ensina o caminho de Deus com muito zelo. Diga-nos: é ou não correto pagar impostos a César?”.

    23-24Sabendo que eles estavam mal intencionados, Jesus pediu: “Mostrem-me uma moeda. Quem é este que aparece na moeda? Que nome está gravado nela”.

    25“César”, disseram. Jesus disse: “Então, deem a César o que lhe pertence e a Deus o que lhe é devido”.

    26Assim, o plano de levá-lo a dizer algo que o incriminasse foi por água abaixo. A resposta dele pegou-os desprevenidos e os deixou sem argumento.

    CASAMENTO E RESSURREIÇÃO

    27-33Vieram alguns saduceus, o grupo que nega a ressurreição, e perguntaram: “Mestre, Moisés nos escreveu que, se um homem morre sem filhos, o irmão dele é obrigado a casar-se com a viúva e ter filhos com ela. Pois bem, havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. O segundo casou-se com a mulher dele e morreu também; depois o terceiro; por fim todos os sete morreram, mas sem filhos. Por fim, a mulher morreu. A pergunta é esta: na ressurreição, de quem ela será esposa? Afinal, ela foi casada com cada um deles!”

    34-38Jesus prosseguiu: “O casamento é uma experiência daqui, mas não de lá. Depois da ressurreição, o casamento já não mais existirá nem a morte. Estaremos numa outra realidade. Toda intimidade estará concentrada em Deus. A exclamação de Moisés, na sarça ardente, remete à ressurreição: ‘Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó!’ Ora, Deus não é Deus de mortos, mas dos vivos”.

    39-40Alguns dos líderes religiosos disseram: “Mestre, excelente resposta!” Passou-se algum tempo sem que alguém ousasse interrogá-lo outra vez.

    41-44Então, ele fez uma pergunta aos seus opositores: “Gomo explicar que o Messias é filho de Davi? No livro dos Salmos, Davi declara: Deus disse ao meu Senhor, ‘Assente-se aqui ao meu lado direito até que eu faça dos seus inimigos um descanso para os pés’. “Se Davi chama o Messias de ‘meu Senhor’, como pode ele ser, ao mesmo tempo, seu ‘filho’?”.

    45-47Jesus disse aos seus discípulos, mas para que todos ouvissem: “Cuidado com os líderes religiosos. O prazer deles é ostentar títulos acadêmicos, receber elogios publicamente, desfrutar posições de destaque, assentar-se nos lugares principais durante o serviço religioso. Além disso, o tempo todo eles exploram os fracos e indefesos. Quanto mais oram, pior fica a situação deles. Mas no fim irão pagar por tudo isso”.


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  • Lucas, 19

    ZAQUEU

    1-4Jesus entrou em Jericó e caminhava pela cidade. Havia ali um morador chamado Zaqueu, o principal cobrador de impostos, que era muito rico. Ele queria a todo custo ver Jesus, mas a multidão estava no caminho. Como era baixinho, não conseguia olhar por cima do povo. Então, correu adiante deles e subiu numa figueira. Dali poderia ver Jesus quando este passasse.

    5-7Quando chegou perto da árvore, Jesus olhou para cima e disse: “Zaqueu, desça depressa! Hoje é o dia de eu me hospedar em sua casa”. Zaqueu pulou da árvore, ainda sem acreditar no que ouvia, feliz da vida com a oportunidade de receber Jesus. Os que presenciavam a cena ficaram indignados e reclamaram: “Como ele pode se sentir tão à vontade com esse bandido?”

    8Parado diante de Jesus, Zaqueu não sabia o que fazer. Gaguejando, disse: “Senhor, vou dar metade do meu patrimônio para os pobres e, de tudo o que roubei pagarei quatro vezes mais pelo prejuízo”.

    9-10Então, Jesus declarou: “Hoje é dia de salvação nesta casa! Aqui está Zaqueu, filho de Abraão! Pois o Filho do Homem veio buscar e restaurar o que estava perdido!”

    UMA HISTÓRIA SOBRE INVESTIMENTOS

    11Por estarem se aproximando de Jerusalém, crescia a expectativa de que o Reino de Deus se manifestasse a qualquer momento. Enquanto tinha a atenção deles, Jesus aproveitou para contar a seguinte história:

    12-13“Certa vez, um homem, descendente de uma casa real, precisou fazer uma longa viagem de volta à capital do reino a fim de conseguir autorização para seu governo. Antes de partir, chamou dez empregados, entregou a cada um certa quantia de dinheiro e os orientou: ‘Negociem até que eu volte’.

    14“Mas os cidadãos daquele reino o odiavam e enviaram uma comissão com uma petição assinada ao governo geral: ‘Não queremos que esse homem nos governe’.

    15No entanto, quando ele voltou, trazia a autorização e chamou os dez empregados a quem havia confiado o dinheiro para saber o que tinham feito com ele.

    16O primeiro informou: ‘Senhor, dupliquei seu dinheiro’.

    17Ele disse: ‘Bom empregado! Bom trabalho! Já que você se mostrou confiável nesse pequeno empreendimento, eu darei a você o governo de dez cidades’.

    18O segundo disse: ‘Senhor, consegui um lucro de cinquenta por cento com seu dinheiro’.

    19Ele disse: ‘Vou designar você para um cargo sobre cinco cidades’:

    20-21O terceiro empregado disse: ‘Senhor, aqui está seu dinheiro, são e salvo. Eu o guardei num cofre. Para dizer a verdade, estava com um pouco de medo. Sei que o senhor tem padrões muito elevados e detesta negligência. Também não tolera que ninguém cometa erros’.

    22-23O homem respondeu: ‘Você está certo. Não tolero gente que comete erros — e foi o que você fez! Por que não investiu o dinheiro em ações, para conseguir pelo menos um pequeno lucro?’.

    24Então, ele ordenou aos que estavam ali: ‘Tirem o dinheiro dele e entreguem ao que duplicou o capital’.

    25Eles estranharam: ‘Mas, Senhor, ele já tem o dobro!’.

    26Ele explicou: ‘É o que estou tentando dizer: Quem arrisca a vida ganhará mais do que nunca sonhou. Quem tem cautela demais acabará sem nada.

    27‘Quanto aos que assinaram a petição contra meu governo, tirem-nos daqui! Não quero vê-los na minha frente de novo!’”.

    DEUS EM PESSOA

    28-31Depois de dizer essas coisas, Jesus retomou o caminho para Jerusalém. Quando se aproximou de Betfagé e de Betânia, no monte chamado das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos com as seguintes instruções: “Vão à aldeia que está adiante. Assim que entrarem, acharão um jumentinho amarrado, que ninguém cavalgou ainda. Desamarrem-no e tragam-no. Se alguém perguntar: ‘O que vocês estão fazendo?’, digam: ‘O Senhor precisa dele’”.

    32-33Os dois foram e encontraram o animal, como Jesus tinha dito. Enquanto o desamarravam, os donos perguntaram: “Por que estão desamarrando o jumentinho?”.

    34Eles disseram: “O Senhor precisa dele”.

    35-36Eles trouxeram o jumentinho a Jesus. Puseram seus mantos sobre o animal e ajudaram o Senhor a montar. O povo, então, começou a reverenciá-lo, lançando suas capas no caminho.

    37-38Lá no alto do monte das Oliveiras, onde começa a descida, a multidão dos discípulos irrompeu num louvor entusiasmado, por causa de todas as obras poderosas que haviam testemunhado: “Bendito é ele que vem, o rei em nome de Deus! Paz no céu! Glória nas alturas!”

    39Alguns fariseus que acompanhavam a multidão disseram: “Mestre, controle seus discípulos!”

    40Mas Jesus reagiu: “Se eles se calarem, as pedras vão falar por eles”.

    41-44Quando viu a cidade, ele chorou por causa dela e disse: ‘Ah, se ao menos você tivesse reconhecido este dia e entendido quanto seria bom para você! Mas agora é tarde. O que vem por aí é a guerra. O cerco e a pressão virão por todos os lados. Você e seus filhos serão esmagados. Nenhuma pedra ficará intacta. Tudo isso porque você não reconheceu Deus nem o recebeu quando ele veio em pessoa!”

    45-46Quando chegou ao templo, ele começou a expulsar todos os que tinham pontos de venda ali, onde se comprava qualquer coisa. Ele disse: “Está nas Escrituras: Minha casa foi designada casa de oração; Mas vocês a transformaram em ponto de encontro de ladrões”.

    47-48Depois Jesus passou a ensinar diariamente no templo. Os principais sacerdotes, os líderes religiosos e os líderes do povo tentavam encontrar uma forma de se livrar dele. Mas, com o povo atento a cada palavra que ele dizia, nada conseguiram.


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  • Lucas, 18

    A HISTÓRIA DA VIÚVA PERSISTENTE

    1-3Jesus contou uma história para mostrar que é necessário orar sempre, sem desistir: “Havia um juiz em determinada cidade que não se importava com Deus nem com as pessoas; mas uma viúva estava sempre atrás dele, pedindo: ‘Meus direitos estão sendo violados. Faça alguma coisa!’.

    4-5“Ele nunca dava atenção à mulher, mas, como ela não desistia, ele disse a si mesmo: ‘Não me importo com Deus, e menos ainda com as pessoas. Mas essa viúva não vai me dar sossego. Melhor eu tomar providências para que ela receba justiça. Do contrário, vou acabar maluco com essa insistência’”.

    6-8Então, o Senhor disse: “Vocês ouviram o que disse aquele juiz, apesar de ser tão mau. Por que pensar, então, que Deus não fará justiça ao seu povo escolhido, que sempre clama por ajuda? Acham que ele não vai ajudá-los? Garanto a vocês que vai, e sem demora. Mas a pergunta é: quanto dessa fé persistente o Filho do Homem vai encontrar na terra quando voltar?”.

    O COBRADOR DE IMPOSTOS E O FARISEU

    9-12Para alguns que se julgavam bons, estavam satisfeitos com sua condição moral e olhavam de nariz empinado para o povo simples, Jesus contou a seguinte história: “Dois homens foram ao templo para orar, um fariseu e um cobrador de impostos. O fariseu, cheio de pose, orava: ‘Oh, Deus! Sou grato por não ser como esse bando de ladrões, trambiqueiros, adúlteros ou como este cobrador de impostos. Sabes que jejuo duas vezes por semana e dou dízimo de toda a minha renda’.

    13“Enquanto isso, o cobrador de impostos, de cabeça baixa num canto, com as mãos no rosto, não ousava nem olhar para cima. Apenas dizia: ‘Deus, tem misericórdia! Perdoa este pecador’

    14Jesus comentou: “Quem voltou para casa justificado diante de Deus foi o cobrador de impostos, não o outro. Se você andar por aí de nariz empinado, vai acabar de cara no chão, mas, se com humildade enxergar quem você é, acabará se tornando uma pessoa melhor”. UI

    15-17As pessoas traziam crianças a Jesus, esperando que ele as abençoasse. Quando os discípulos viram isso, quiseram afastá-las, mas Jesus as chamou de volta e os repreendeu: “Não tentem afastar essas crianças! Não as impeçam de vir a mim! O Reino de Deus é feito de pessoas que são como crianças”. Prestem atenção: a não ser que vocês aceitem o Reino de Deus com a simplicidade de uma criança, não irão entrar nele”.

    O HOMEM PÚBLICO RICO

    18Um dia, um importante homem público perguntou a Jesus: “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?”.

    19-20Jesus disse: “Por que você me chama ‘bom? Ninguém é bom, só Deus. Você conhece os mandamentos, não conhece? Não cometa adultério, não mate, não roube, não minta, honre pai e mãe”.

    21Ele respondeu: “Guardo todos esses mandamentos desde que me entendo por gente”.

    22Ao ouvir a resposta, Jesus acrescentou: “Há ainda uma coisa que você deve fazer: venda tudo que possui e dê aos pobres. Toda a sua riqueza estará no céu. Depois venha me seguir”.

    23Aquela era a última coisa que o homem esperava ouvir. Ele era muito rico, por isso ficou abatido. Sendo muito apegado aos seus bens, não queria abrir mão de tudo.

    24-25Vendo sua reação, Jesus comentou: “Vocês têm ideia de como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus? Vocês não imaginam como é difícil. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha”.

    26“Se é assim, quem tem chance?”, perguntaram.

    27“Ninguém tem chance, se pensam que conseguirão por esforço próprio. A única maneira é deixar Deus agir. Só ele tem o poder de fazer”.

    28Pedro, falando pelos outros, lembrou: “Nós não deixamos tudo para te seguir?”

    29-30Jesus respondeu: “Sim, e não vão se arrepender disso. Ninguém que tenha sacrificado casa, cônjuge, irmãos e irmãs, pais, filhos — seja o que for — sairá perdendo. Tudo voltará multiplicado muitas vezes nesta vida. No final, receberá ainda o prêmio da vida eterna”.

    QUERO ENXERGAR DE NOVO

    31-34Jesus levou os Doze para um lugar à parte e disse: “Ouçam com atenção. Estamos a caminho de Jerusalém. Tudo que está escrito nos Profetas a respeito do Filho do Homem vai acontecer. Ele será entregue aos romanos, que vão caçoar dele e cuspir nele. Depois ainda irão matá-lo. Mas em três dias ele retomará — vivo!” Mas eles não entenderam absolutamente nada.

    35-37Ele chegou à periferia de Jericó, e um cego estava assentado à beira da estrada, pedindo esmolas. Quando ele ouviu o ruído da multidão, perguntou o que estava acontecendo. Alguém disse: “Jesus, o Nazareno, está passando”.

    38Ele começou a gritar: “Jesus, Filho de Davi! Misericórdia! Tem misericórdia de mim!”

    39Os que caminhavam à frente de Jesus mandavam o homem ficar quieto, mas ele gritava ainda mais alto: “Filho de Davi! Misericórdia! Tem misericórdia de mim!”

    40Jesus parou e ordenou que o trouxessem. O mestre, então, perguntou: “O que você quer de mim?”

    41Ele respondeu: “Mestre, quero enxergar de novo”.

    42-43Jesus disse: “Comece a enxergar outra vez! Sua fé curou e salvou você!” A cura foi instantânea: ele olhou para cima. Estava enxergando! Ele passou a seguir Jesus, glorificando a Deus. Todo os que presenciaram a cena davam louvor a Deus.


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