Autor: clodh

  • 1a Samuel, 8

    O GOVERNO DE DEUS É REJEITADO
    1-3 Quando Samuel envelheceu, ele nomeou seus filhos líderes de Israel. Seu filho mais velho chamava-se Joel, e o outro, Abias. Eles foram designados para Berseba. Mas eles não seguiram os passos do pai: procuravam os próprios interesses, recebiam suborno e corrompiam a justiça.

    4-5 Os chefes de Israel se reuniram e foram reclamar com Samuel em Ramá: “Você já está idoso, e seus filhos não agem com a mesma integridade. Queremos que faça o seguinte: Nomeie um rei para nos governar, como é normal entre os outros povos.”

    6 Quando eles pediram um rei para governá-los, Samuel ficou abalado e orou ao Eterno.

    7-9 O Eterno respondeu: “Vá em frente! Faça o que eles pedem. Eles não estão rejeitando você. O que não querem é que eu seja o rei deles. Desde que os tirei da terra do Egito até agora, eles agem assim, o tempo todo me abandonando para servir outros deuses. Agora estão fazendo isso com você. Por isso, deixe que recebam o que estão pedindo. Mas faça que entendam as consequências desse pedido. Mostre como um rei trabalha e como ele vai tratá-los.”

    10-18 Samuel explicou com clareza as implicações de se ter um rei, como ordenou o Eterno: “Vou dizer como agirá o rei que vocês estão querendo. Ele recrutará seus filhos para seu exército, para os carros de guerra, para a cavalaria e infantaria, e os arregimentará em batalhões e esquadrões. Alguns serão submetidos a trabalhos forçados nas terras dele. Outros serão designados para fabricar armas e equipamentos para os carros. Ele convocará suas filhas para trabalhar como estilistas, copeiras e cozinheiras. Ele confiscará as melhores lavouras, vinhas e pomares de vocês para entregá-las a seus protegidos. Ele cobrará impostos da produção das lavouras e vinhas de vocês para manter a máquina governamental. O melhor da mão de obra e dos animais de vocês ele usará para benefício próprio e cobrará impostos sobre os rebanhos. Vocês não serão muito diferentes dos escravos. Um dia, vocês vão chorar de desespero por causa desse rei que tanto desejam agora. Mas não pensem que o Eterno ouvirá vocês.”

    19-20 Mas o povo não deu atenção a Samuel. Eles insistiam: “Não estamos preocupados com isso! Queremos um rei para nos governar! Queremos ser como os outros povos. Nosso rei governará sobre nós, será o nosso líder e comandará nossas tropas na guerra.”

    21-22 Samuel ouviu a resposta deles e relatou tudo ao Eterno. O Eterno disse a Samuel: “Faça o que eles pedirem. Nomeie um rei sobre eles.” Então, Samuel despediu os homens de Israel, dizendo: “Voltem cada um para a sua casa.”

  • 1a Samuel, 7

    1 Os homens de Quiriate-Jearim foram buscar a arca do Eterno e a deixaram na casa de Abinadabe, que ficava na colina. Designaram seu filho Eleazar responsável pela arca do Eterno.

    2 Passou-se muito tempo desde que a arca foi levada para Quiriate-Jearim: nada menos do que vinte anos. Em todo o Israel, havia respeito absoluto pelo Eterno.

    3 Um dia, Samuel propôs ao povo de Israel: “Se vocês quiserem mesmo voltar para o Eterno, livrem-se dos deuses estranhos e das deusas da fertilidade. Depositem a sua confiança no Eterno, sirvam apenas a ele, e ele livrará vocês da opressão dos filisteus.”

    4 Eles obedeceram. Destruíram os deuses e as deusas, as imagens de Baal e Astarote, e passaram a se dedicar exclusivamente ao serviço do Eterno.

    5 Em seguida, Samuel disse: “Reúnam todos em Mispá para que eu interceda pelo povo.”

    6 Todos os israelitas se reuniram em Mispá. Eles tiraram água do poço e a derramaram perante o Eterno, como ritual de purificação. Depois de jejuar o dia todo, confessaram: “Pecamos contra o Eterno!” Assim, Samuel preparou os israelitas para a guerra santa ali em Mispá. “

    NESTE LUGAR, O ETERNO NOS AJUDOU
    7 Quando os filisteus souberam que os israelitas estavam reunidos em Mispá, os líderes dos filisteus partiram para a ofensiva. Israel foi informado da mobilização deles e teve medo. Os filisteus os estavam ameaçando outra vez!

    8 O povo suplicou a Samuel: “Ore com toda intensidade e não pare de orar! Interceda ao Eterno, o nosso Deus, para que ele nos livre dos filisteus.”

    9 Samuel ofereceu um cordeiro que ainda não tinha sido desmamado como oferta queimada ao Eterno. Ele intercedeu por Israel, e o Eterno respondeu.

    10-12 Enquanto Samuel oferecia o sacrifício, os filisteus se aproximavam, dispostos a atacar Israel. Naquele momento, o Eterno trovejou sobre os filisteus, e eles entraram em pânico. A confusão foi total. Todos correram de Israel, cada um para um canto. Israel, de Mispá, disparou na perseguição a eles, matando os filisteus em toda parte, até as proximidades de Bete-Car. Samuel assentou uma pedra entre Mispá e Sem e deu a ela o nome de Ebenézer (Rocha da Ajuda), dizendo: “Neste lugar, o Eterno nos ajudou.”

    13-14 Os filisteus aprenderam a lição e ficaram quietos em seu lugar. Não atravessaram mais a fronteira. O Eterno foi severo com os filisteus durante toda a vida de Samuel. Todas as cidades que os filisteus tinham tomado de Israel, de Ecrom a Gate, foram recuperadas. Israel também livrou os territórios ao redor delas do domínio dos filisteus, e houve paz entre Israel e os amorreus.

    15-17 Samuel liderou Israel com firmeza durante toda a sua vida. Todos os anos, ele percorria as cidades de Betel, Gilgal e Mispá. Em cada lugar, julgava as causas do povo, mas sempre retornava a Ramá, onde residia. Sua base de governo estava ali. Nessa cidade, ele erigiu um altar ao Eterno.

  • 1a Samuel, 6

    TUMORES E RATOS DE OURO
    1-2 A arca do Eterno estava entre os filisteus havia sete meses, e os líderes do povo foram consultar as autoridades religiosas, os sacerdotes e os especialistas em fenômenos sobrenaturais e perguntaram: “Gomo vamos nos livrar da arca do Eterno? Como nos livraremos sem que aconteça o pior? Precisamos saber.”

    3 Eles responderam: “Se vocês quiserem devolver a arca do Deus de Israel, não a devolvam simplesmente, sem oferecer nada. Será preciso uma compensação. Assim, vocês serão curados, pois Deus aliviará o castigo.”

    4-6 “E o que, exatamente, seria uma boa compensação?” Eles responderam: “Cinco tumores de ouro e cinco ratos de ouro, de acordo com o número de líderes filisteus. Já que todos vocês, os líderes e o povo, foram atingidos pela mesma praga, façam imitações dos tumores e dos ratos que devastam a nação e apresentem esses itens como oferta, para a glória do Deus de Israel. Assim, talvez ele deixe de castigar vocês, os seus deuses e a sua nação. Não sejam obstinados, como os egípcios e o faraó. Deus os feriu até que deixassem os hebreus sair. Só assim, ele os deixou em paz.

    7-9 “Portanto, façam o seguinte: tomem uma carroça nova e duas vacas que nunca puxaram carroça. Amarrem os animais à carroça e prendam suas crias no curral. Ponham a arca do Eterno sobre a carroça. Num saco ao lado da arca, ponham as imitações de ouro dos tumores e dos ratos que vocês estão oferecendo como compensação. Depois, deixem as vacas por conta própria e fiquem observando. Se elas seguirem direto para a terra de onde vieram, na direção de Bete-Semes, está claro que essa catástrofe veio por juízo divino. Caso contrário, saberemos que não foi castigo de Deus, mas foi algo acidental.”

    10-12 Eles seguiram as instruções. Amarraram duas vacas a uma carroça, puseram as crias no curral e acomodaram a arca do Eterno e o saco com os ratos e os tumores de ouro sobre a carroça. As vacas seguiram direto pela estrada de Bete-Semes: não se desviaram nem para a direita nem para a esquerda. Os líderes dos filisteus as seguiram até perto de Bete-Semes.

    13-15 Os moradores de Bete-Semes estavam colhendo trigo no vale. De repente, eles avistaram a arca. Eufóricos, correram ao encontro dela. A carroça entrou no campo de Josué, morador de Bete-Semes, e ali estacionou, perto de uma grande rocha. Os ceifeiros desmancharam a carroça, transformando-a em lenha, e sacrificaram as vacas como oferta queimada ao Eterno. Os levitas puseram a arca do Eterno e o saco com as ofertas de ouro sobre a grande rocha. Naquele dia, os moradores de Bete-Semes, muito animados, ofereceram sacrifícios e adoraram ao Eterno.

    16 Os líderes filisteus observaram toda aquela movimentação e, depois, retornaram para Ecrom.

    17-18 As cinco imitações de ouro dos tumores foram oferecidas pelos filisteus em compensação pelas cidades de Asdode, Gaza, Ascalom, Gate e Ecrom. Os cinco ratos de ouro correspondiam ao número das cidades dos filisteus, pequenas e grandes, governadas pelos cinco líderes. A grande pedra sobre a qual foi posta a arca do Eterno continua até hoje no campo de Josué, em Bete-Semes.

    VOLTANDO PARA DEUS
    19-20 O Eterno feriu alguns homens de Bete-Semes que, por curiosidade e irreverência, espiaram dentro da arca do Eterno. Setenta homens morreram, e toda a cidade ficou de luto, chocada com o rigor do Eterno, e questionava: “Quem pode permanecer na presença do Eterno, esse Deus santo? Quem vai se responsabilizar pela arca?”

    21 Eles mandaram mensageiros a Quiriate-Jearim, dizendo: “Os filisteus devolveram a arca do Eterno. Venham buscá-la.”

  • 1a Samuel, 5

    AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO
    1-2 Depois que os filisteus tomaram a arca de Deus, eles a levaram de Ebenézer para Asdode e a depositaram no santuário deles, perto do ídolo de Dagom.

    3-5 Na manhã seguinte, quando os moradores de Asdode se levantaram, ficaram chocados ao encontrar Dagom tombado no chão, diante da arca do Eterno. Eles o levantaram e o puseram de volta no lugar. Na manhã seguinte, lá estava ele de novo, prostrado diante da arca do Eterno. Dessa vez, a cabeça e os braços do ídolo estavam quebrados, espalhados pela soleira. Só o tronco ficou inteiro. (Por isso, os sacerdotes de Dagom e os que trazem oferendas ao santuário de Dagom, em Asdode, até hoje evitam pisar na soleira).

    6 O Eterno castigou com severidade o povo de Asdode, provocando tumores na população. Isso aconteceu na cidade e nos arredores. Ele permitiu que os ratos proliferassem ali. Os roedores saíram dos navios e tomaram conta da cidade! Os moradores ficaram aterrorizados.

    7-8 Quando viram o que estava acontecendo, os líderes de Asdode concluíram: “A arca do Deus de Israel precisa ser levada embora. Nem nós nem nosso deus Dagom podemos suportar mais esta situação!” Eles convocaram todos os líderes filisteus e os consultaram: “Como vamos fazer para nos livrar da arca do Deus de lsrael?” Os líderes decidiram: “Mandem a arca para Gate.” Assim, a arca do Deus de Israel foi enviada para aquela cidade.

    9 Mas, assim que a arca chegou a Gate, o Eterno também castigou aquela cidade severamente. O pânico era geral! Os cidadãos contraíram tumores, que infectaram toda a população da cidade, jovens e velhos.

    10-12 Por isso, decidiram enviar a arca de Deus para Ecrom, mas antes de ela entrar na cidade, o povo gritou em protesto: “Vocês vão nos matar, trazendo a arca do Deus de Israel para cá!” O povo foi procurar os líderes dos filisteus e exigiu: “Tirem a arca do Deus de Israel daqui. Que ela volte para o seu lugar, porque estamos ameaçados de extinção!” Estavam todos apavorados porque Deus já os estava castigando enquanto a arca ainda se aproximava. Quem não morria era atingido por tumores. Por toda a cidade, as pessoas gritavam de dor, e havia gente chorando em todo lugar.

  • 1a Samuel, 4

    A ARCA DO ETERNO É CAPTURADA
    1-3 Tudo que Samuel dizia era anunciado por todo o Israel. Um dia, Israel saiu à guerra contra os filisteus. Os israelitas armaram acampamento em Ebenézer, e os filisteus, em Afeque. Os filisteus marcharam contra Israel. A luta se intensificou, e Israel sofreu uma amarga derrota — cerca de quatro mil homens caíram mortos no campo de batalha. Quando as tropas retornaram ao acampamento, os líderes de Israel disseram: “Por que o Eterno permitiu que os filisteus nos derrotassem? Vamos trazer a arca da aliança do Eterno, que está em Siló. Ela vai nos acompanhar e nos livrar da opressão de nossos inimigos.”

    4 O exército mandou emissários a Siló, e eles trouxeram a arca da aliança do Senhor dos Exércitos de Anjos, que está entronizado entre os querubins. Os filhos de Eli, Hofni e Fineias, acompanharam a arca.

    5-6 Quando a arca da aliança do Eterno chegou ao acampamento, todos vibraram de alegria. Os gritos pareciam um trovão, e o chão tremia. Ouvindo os gritos, os filisteus tentavam adivinhar o que estava acontecendo e se perguntavam: “Que gritaria é essa entre os hebreus?”

    6-9 Mais tarde, eles descobriram que a arca do Eterno tinha chegado ao acampamento dos hebreus e entraram em pânico: “Os deuses deles chegaram ao acampamento! Nunca aconteceu algo assim conosco. Estamos perdidos! Quem nos livrará das garras desses deuses poderosos? São os mesmos deuses que feriram os egípcios com tudo que era praga no deserto. Levantem-se, filisteus! Coragem! Corremos o risco de nos tornar escravos dos hebreus, assim como eles foram nossos escravos. Mostrem sua força! Lutem pela sua vida!”

    10-11 Eles lutaram como nunca e puseram Israel para correr. Massacraram os israelitas sem dó nem piedade. Os soldados sobreviventes fugiram, deixando atrás de si trinta mil mortos. Como se não bastasse, a arca de Deus foi levada. Os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, foram mortos nessa batalha.

    ISRAEL PERDE A GLÓRIA
    12-16 Um benjamita, que tinha saído da linha de combate, correu para Siló. Quando chegou à cidade, tinha a camisa rasgada e o rosto sujo. Eli estava sentado na sua cadeira, perto do caminho, aguardando notícias, pois estava muito preocupado com a arca de Deus. Quando o rapaz entrou na cidade para dar a notícia, o povo, chocado com a notícia, começou a chorar. Eli ouviu o choro e perguntou: “O que está acontecendo?” O mensageiro contou a notícia ao sacerdote. Eli tinha 98 anos de idade e estava cego. O rapaz disse a Eli: “Acabei de voltar da linha de combate. Quase perdi a vida.” Eli perguntou: “O que aconteceu, meu filho?”

    17 O mensageiro respondeu: “Israel fugiu dos filisteus. Foi uma derrota catastrófica, com muitas baixas. Seus filhos, Hofni e Fineias, morreram, e a arca de Deus foi levada.”

    18 Quando Eli ouviu que a arca de Deus tinha sido capturada, caiu da cadeira para trás, perto da porta, onde estava sentado. Ele era velho e gordo e, quando caiu, quebrou o pescoço e morreu. Ele tinha servido Israel durante quarenta anos.

    19-20 Sua nora, esposa de Fineias, estava grávida, e faltava pouco tempo para dar à luz. Quando ouviu que a arca de Deus tinha sido levada e que seu sogro e seu marido estavam mortos, ela entrou em trabalho de parto. Ela estava morrendo, e a parteira disse: “Fique tranquila. Você teve um menino!” Mas ela não respondeu.

    21-22 A arca de Deus foi levada, o sogro estava morto, o marido também; então, ela deu ao filho o nome de Icabode (Foi-se a Glória), dizendo: “Israel perdeu a glória, já que a arca de Deus foi capturada.”

  • 1a Samuel, 3

    “FALA, DEUS. TEU SERVO ESTÁ PRONTO PARA OUVIR”
    1-3 O menino Samuel servia ao Eterno sob a orientação de Eli. Naquele tempo, raramente se via ou ouvia alguma revelação do Eterno. Certa noite, Eli já estava dormindo (sua vista já estava fraca, ele não enxergava direito). Bem antes do amanhecer, quando a lâmpada do santuário ainda estava acesa, Samuel dormia no santuário do Eterno, no qual estava a arca de Deus.

    4-5 Naquela noite, o Eterno o chamou: “Samuel, Samuel.” Samuel respondeu: “Pois não! Estou aqui.” E foi até onde Eli estava, dizendo: “Eu ouvi o senhor me chamar. Estou aqui.” Eli disse: “Não chamei você. Volte para a cama.” Samuel voltou.

    6-7 O Eterno o chamou novamente: “Samuel, Samuel!” Samuel levantou-se e foi de novo falar com Eli: “Eu ouvi o senhor me chamar. Estou aqui.” Outra vez, Eli disse: “Filho, não chamei você. Volte para a cama.” (Isso aconteceu antes que Samuel conhecesse o Eterno. Foi antes de o Eterno se revelar a ele pessoalmente).

    8-9 O Eterno o chamou pela terceira vez: “Samuel!” Mais uma vez, Samuel se levantou, foi até onde Eli estava e disse: “Pois não! Ouvi o senhor me chamar. Estou aqui.” Então, Eli percebeu que o Eterno estava chamando o menino. O sacerdote disse a Samuel: “Volte para a cama. Se você ouvir a voz outra vez, diga: ‘Fala, Deus. Teu servo está pronto para ouvir.’” Samuel voltou para a cama.

    10 O Eterno veio, ficou do lado dele, como nas outras vezes, e o chamou: “Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “Fala, Deus. Teu servo está pronto para ouvir.”

    11-14 O Eterno disse a Samuel: “Preste atenção. Estou prestes a fazer algo em Israel que deixará o povo abalado. Chegou a hora de cumprir o que eu disse que faria à família de Eli. Ele ficará sabendo que o tempo chegou. A família dele está condenada. Ele sabe o que está acontecendo, que seus filhos profanam o nome e o santuário de Deus, e ele nunca tomou providência. Minha sentença contra a família de Eli é esta: o pecado da família de Eli jamais será eliminado por algum sacrifício ou alguma oferta.”

    15 Samuel ficou deitado até o amanhecer. Levantou-se bem cedo e foi cumprir a sua obrigação, que era abrir as portas do santuário. Mas não estava querendo contar a visão a Eli.

    16 Mais tarde, Eli chamou Samuel: “Samuel, meu filho!” Samuel veio depressa: “Pois não! Em que posso ajudar?”

    17 “O que o Eterno disse a você? Conte-me tudo. Não esconda nada, não amenize nem mesmo uma palavra. Deus é seu juiz! Quero saber tudo que ele disse a você.”

    18 Samuel contou tudo a Eli. Não escondeu nada. Eli disse: “É o Eterno. Que ele faça o que achar melhor.”

    19-21 Samuel crescia. O Eterno estava com ele, e a reputação profética de Samuel era impecável. Todos em Israel, de Dã, ao norte, até Berseba, ao sul, reconheciam que Samuel era íntegro, um verdadeiro profeta do Eterno. O Eterno continuou aparecendo em Siló. Ele se revelava por meio de sua palavra a Samuel.

  • 1a Samuel, 2

    1 Ana orou: “Canto de alegria por causa das notícias do Eterno! Estou andando nas nuvens. Estou rindo dos meus rivais. Estou dançando minha salvação.

    2-5 “Não há santo como o Eterno, nenhum rochedo como Deus. Não falem com arrogância — não saiam de sua boca palavras de orgulho! Pois o Eterno conhece todas as coisas. Ele mede tudo que acontece. As armas dos fortes são esmigalhadas, mas os fracos são revigorados. Os mais abastados agora mendigam o pão nas ruas, mas os famintos têm comida em dobro. A mulher estéril está com a casa cheia de filhos, mas a mãe de muitos ficou sem eles.

    6-10 O Eterno traz a morte e o Eterno traz a vida, faz descer à cova e faz ressurgir. O Eterno faz empobrecer e envia riquezas; ele rebaixa e exalta. Ele põe o pobre de pé outra vez; anima os esgotados com nova esperança, Restaura na vida deles a dignidade e o respeito; faz que tenham um lugar ao sol! Pois, ao Eterno, pertencem as próprias estruturas da terra; ele estabeleceu a terra sobre um fundamento bem firme. Ele protege os amigos fiéis o tempo todo, mas deixa o perverso tropeçar na escuridão. Ninguém consegue sucesso nesta vida por esforço próprio! Os inimigos do Eterno serão destruídos com rajadas do céu: serão amontoados e queimados. O Eterno estabelecerá a justiça sobre toda a terra, ele dará força ao rei, ele estabelecerá o seu ungido sobre todo o mundo!”

    11 Elcana voltou para sua casa, em Ramá. O menino ficou servindo ao Eterno sob os cuidados do sacerdote Eli.

    SAMUEL SERVE AO ETERNO
    12-17 Os filhos de Eli não eram flor que se cheirasse. Eles não acreditavam no Eterno e levavam o ofício sacerdotal na brincadeira. Quando alguém oferecia um sacrifício, era costume o ajudante do sacerdote chegar e, enquanto a carne estava ainda cozinhando, meter o garfo de três pontas na panela. O que ele tirasse com o garfo era a porção do sacerdote. Mas os filhos de Eli agiam de outro modo com os israelitas que vinham oferecer sacrifício em Siló. Antes mesmo de se queimar a gordura para Deus, eles mandavam o ajudante do sacerdote dizer ao que estava oferecendo o sacrifício: “Dê um pouco desta carne para o sacerdote assar. Ele não gosta de carne cozida, só de carne mal passada.” Se a pessoa resistisse, dizendo: “Deixe primeiro queimar a gordura, a porção de Deus! Depois, leve o que quiser”, o ajudante insistia: “Não. Preciso agora. Se não me der, vou ter de tomá-la à força.” Era horrível o pecado que os dois jovens cometiam — bem na presença do Eterno! —, profanando a oferta sagrada.

    18-20 Era essa a situação na época em que Samuel, ainda menino, costumava usar uma túnica de linho e servia ao Eterno. Todo ano, sua mãe fazia uma pequena túnica, de acordo com o tamanho de Samuel, e entregava a ele quando ela e o marido vinham para o sacrifício anual. Eli abençoava Elcana e sua mulher, dizendo: “O Eterno dê filhos no lugar do menino que vocês dedicaram ao Eterno.” Com isso, voltavam para casa.

    21 O Eterno foi muito bondoso para com Ana: ela teve mais três filhos e duas filhas! O menino Samuel permaneceu no santuário e crescia diante do Eterno.

    SOFRIMENTO E LÁGRIMAS
    22-25 Na época, Eli já era um homem idoso. Ele ficou sabendo que seus filhos tratavam mal o povo e dormiam com as mulheres que ajudavam no santuário. O pai chamou a atenção deles: “O que está acontecendo? Por que estão agindo desse modo? A toda hora ouço conversas sobre a maldade e o péssimo comportamento de vocês. Ah, meus filhos, isso não está certo! O povo do Eterno está dizendo coisas terríveis a respeito de vocês! Se vocês pecarem contra outra pessoa, ainda há esperança — Deus tem compaixão. Mas, se estão pecando contra o Eterno, quem os defenderá?”

    25-26 Mas eles estavam tão obcecados pela maldade que as palavras do pai entraram por um ouvido e saíram pelo outro. Diante disso, a paciência do Eterno se esgotou, e ele decretou a morte daqueles rapazes. Mas o jovem Samuel era dedicado ao trabalho, abençoado pelo Eterno e estimado pelo povo.

    27-30 Um homem de Deus certa vez disse a Eli: “O Eterno diz: ‘Eu me revelei a seus antepassados quando eles eram escravos do faraó no Egito. De todas as tribos de Israel, escolhi sua família para que vocês sejam meus sacerdotes: para presidir o altar, queimar o incenso e vestir as roupas sacerdotais na minha presença. Encarreguei seus ancestrais de todas as ofertas de sacrifício em Israel. Por que vocês, agora, tratam as ofertas de sacrifício que ordenei para minha adoração como simples pilhagem? Por que você dá mais valor a seus filhos que a mim, permitindo que eles engordem com as ofertas, ignorando a minha vontade? Por isso, esta é a palavra do Eterno, o Deus de Israel: ainda que eu tenha prometido a seus antepassados que vocês seriam meus sacerdotes para sempre, agora — lembre-se, palavra do Eterno! — não é possível continuar assim. “‘Eu honro os que me honram; mas os que me desprezam serão humilhados.

    31-36 “‘Saiba disto: muito em breve, eliminarei sua família e sua descendência. Ninguém de sua família chegará à idade avançada! Você verá coisas boas acontecerem em Israel e ficará triste, porque ninguém de sua família viverá para desfrutá-las. Deixarei uma pessoa da família para continuar servindo no meu altar, mas a vida será sofrida, com muitas lágrimas. O restante de sua família morrerá cedo. O que acontecer com seus filhos, Hofni e Fineias, será a prova disso: ambos morrerão no mesmo dia. Então, estabelecerei para mim um sacerdote de verdade. Ele fará o que eu desejo e será o que eu quero que ele seja. Eu o protegerei, e ele cumprirá o seu dever livremente no serviço do meu ungido. Os que sobreviverem de sua família vão pedir esmolas a ele, dizendo: Por favor, deixe-nos fazer algum trabalho de sacerdote, para ao menos termos o que comer!.’”

  • 1a Samuel, 1

    ANA ABRE SEU CORAÇÃO PARA DEUS
    1-2 Havia um homem que morava em Ramataim. Era descendente da família de Zufe, das montanhas de Efraim. Seu nome era Elcana. (O parentesco dele com Zufe de Efraim era por parte de seu pai, Jeroão, seu avô Eliú e seu bisavô Toú.) Ele tinha duas mulheres. A primeira chamava-se Ana. A outra, Penina. Penina tinha filhos, mas Ana não.

    3-7 Todo ano, esse homem viajava até Siló para adorar e oferecer sacrifício ao Senhor dos Exércitos de Anjos. Eli e seus dois filhos, Hofni e Fineias, eram os sacerdotes do Eterno. Elcana oferecia o sacrifício e servia a refeição sagrada a sua mulher Penina e a seus filhos, mas sempre dava uma porção generosa para Ana, porque a amava muito e pelo fato de o Eterno não ter dado filhos a ela. Sua rival a provocava sem dó, irritando-a e sempre lembrando-a de que o Eterno a deixara sem filhos. Isso acontecia todos os anos. Sempre que a família ia ao santuário do Eterno, Ana já sabia que seria provocada. Ela chorava e até perdia o apetite.

    8 Certa vez, Elcana, o marido, perguntou: “Ana, por que você sempre chora? Por que não come? Por que está tão triste? Não sou melhor para você que dez filhos?”

    9-11 Naquele dia, depois de comer, Ana se recompôs e, de mansinho, escapuliu para o santuário. O sacerdote Eli, como de costume, estava sentado numa cadeira à entrada do santuário do Eterno. Aflita, Ana orou ao Eterno. Desconsolada, ela chorava. Então, fez um voto: “Ó Senhor dos Exércitos de Anjos, Se atentares para o meu sofrimento, Se deixares de me ignorar e agires a meu favor, Dando-me um filho, Eu o dedicarei sem reservas a ti. Eu o separarei para uma vida de santa disciplina.”

    12-14 Enquanto ela orava ao Eterno, Eli a observava atentamente. Ana orava em silêncio, com o coração. Seus lábios se mexiam, mas não saía som algum de sua boca. Eli pensou que ela estivesse embriagada; por isso, se aproximou dela e perguntou: “Você está bêbada? Até quando vai ficar assim? Largue esse vício, mulher!”

    15-16 Ana respondeu: “Não, senhor! Estou muito angustiada. Não andei bebendo. Não bebi vinho nem qualquer outra bebida forte. Estou apenas abrindo o meu coração para o Eterno. Não pense çgie sou uma mulher sem moral. Estou desesperada e sofro muito; por isso, estou aqui há tanto tempo.”

    17 Ele disse: “Vá em paz! Que o Deus de Israel atenda ao seu pedido.”

    18 Ela pediu: “Pense sempre bem de mim!” Depois disso, voltou para junto do marido e comeu com apetite. Agora estava radiante.

    19 Eles se levantaram bem cedo, adoraram ao Eterno e retornaram para Ramá. Elcana teve relações com Ana, e o Eterno lembrou-se do seu pedido.

    DEDICAÇÃO DO FILHO A DEUS
    20 Antes do final do ano, Ana engravidou e teve um filho. Deu a ele o nome Samuel, pois disse: “Eu o pedi ao Eterno.”

    21-22 Quando chegou, outra vez, a época de Elcana voltar a Siló para o sacrifício anual e para cumprir o seu voto, Ana não o acompanhou. Ela disse ao marido: “Depois que o menino for desmamado, eu o levarei e o apresentarei ao Eterno. Ele ficará ali para sempre.”

    23-24 Elcana respondeu: “Faça o que você achar melhor. Fique em casa até o menino estar desmamado. Sim! Que o Eterno conclua o que ele começou!” Naquele ano, ela ficou em casa e amamentou o filho. Depois que o desmamou, ela o levou a Siló, com uma oferta generosa para a refeição sagrada: um novilho de três anos, farinha e vinho. O menino ainda era bem novo!

    25-26 Eles mataram o novilho e, depois, levaram o menino a Eli. Ana disse: “Senhor! Acredita que eu sou aquela mulher que estava neste mesmo lugar, diante do senhor, orando ao Eterno? Eu orava por esta criança, e o Eterno concedeu a mim o que pedi. Agora, eu o estou dedicando ao Eterno — por toda a vida.” Eles adoraram ao Eterno ali.

  • 2a Samuel, 24

    1-2 Mais uma vez, o Eterno se enfureceu contra Israel. Ele testou Davi, dizendo: “Faça um censo de Israel e de Judá.” Davi deu ordens a Joabe e aos oficiais do exército, dizendo: “Percorram todas as tribos de lsrael, desde Dã até Berseba, e façam o levantamento de toda a população. Quero saber o número de habitantes”.

    3 Joabe resistiu e disse ao rei: “Que o Eterno multiplique cem vezes o número de pessoas à vista do meu senhor, mas qual a necessidade disso? “

    4-9 O rei, entretanto, insistiu, e Joabe e os oficiais do exército se despediram do rei e saíram para levantar o censo de Israel. Atravessaram o Jordão, começando em Aroer, pela cidade no vale de Gade, perto de Jazer. Prosseguiram para Gileade, passaram o Hermom, depois, seguiram para Dã e contornaram Sidom. Percorreram a fortaleza de Tiro e todas as cidades dos heveus e dos cananeus. Finalmente, chegaram ao Neguebe de Judá, em Berseba. Percorreram todo o país e, depois de nove meses e vinte dias, voltaram para Jerusalém. Joabe entregou os resultados do censo ao rei. Em lsrael, havia oitocentos mil homens capazes de lutar, e em Judá, quinhentos mil.

    10 Mas, depois de tudo feito, Davi se sentiu culpado por ter levantado o censo da população, confiando nos dados apurados. Davi orou ao Eterno: “Pequei contra ti no que acabei de fazer. Mas peço-te que perdoes a minha culpa. Fui imprudente.”

    11-12 No dia seguinte, quando Davi se levantou, veio a palavra do Eterno ao profeta Gade, conselheiro espiritual de Davi: “Vá dizer a Davi: ‘O Eterno diz o seguinte: Há três castigos que posso dar. O que você escolher, eu executarei’”.

    13 Gade entregou a mensagem: “O senhor prefere três anos de seca na terra, três meses fugindo dos seus inimigos enquanto eles o perseguirem ou três dias de epidemia no país? Pense e resolva. O que devo dizer a quem me enviou?”

    14 Davi disse a Gade: “São todos terríveis! Mas prefiro ser punido pelo Eterno, cuja misericórdia não tem fim, a cair nas mãos dos homens.”

    15-16 O Eterno enviou uma epidemia desde cedo até a noite. Desde Dã até Berseba, morreram setenta mil pessoas. Mas, quando o anjo chegou para destruir Jerusalém, o Eterno percebeu o sofrimento e o terror e ordenou ao anjo que estava executando a sentença: “Basta! Já chega!” O anjo do Eterno tinha acabado de chegar à eira de Araúna, o jebuseu. Davi olhou e viu o anjo se movendo entre a terra e o céu com a espada pronta para ferir Jerusalém. Davi e seus conselheiros se curvaram em oração e se vestiram de pano de saco.

    17 Quando Davi viu o anjo pronto para matar o povo, orou, dizendo: “Ah! Fui eu que pequei. Eu, o pastor, cometi esse erro. Mas o que estas ovelhas fizeram de errado? Castigue a mim e a minha família, mas não a eles.”

    18-19 Naquele mesmo dia, Gade procurou Davi e disse: “Construa um altar na eira de Araúna, o jebuseu.” Davi foi cumprir a ordem do Eterno, transmitida por Gade.

    20-21 Quando Araúna viu Davi e seus homens se aproximando, prostrou-se com o rosto em terra e, respeitosamente, disse ao rei: “Por que meu senhor, o rei, veio me ver?.” Davi respondeu: “Vim comprar a sua eira para construir um altar ao Eterno e pôr fim a esta calamidade.”

    22-23 Araúna disse: “Meu senhor, pode pegar e sacrificar o que quiser. Ali está um boi para o holocausto. A canga e as tábuas para debulhar podem servir de lenha para a fogueira. Dou tudo isso ao rei! Que o Eterno, seu Deus, tenha misericórdia do senhor.”

    24-25 Mas o rei disse a Araúna: “De modo algum! Quero pagar preço justo por tudo isso. Não oferecerei ao Eterno, meu Deus, sacrifícios que não me custem nada.” Então, Davi comprou a eira e o boi por cinquenta peças de prata. Ele construiu um altar ao Eterno e sacrificou ofertas queimadas e ofertas de paz. O Eterno ouviu a sua oração e fez cessar a calamidade.

  • 2a Samuel, 23

    1 Estas foram as últimas palavras de Davi: “Voz do filho de Jessé, voz do homem que Deus conduziu até o topo, A quem o Deus de Jacó tornou rei e o cantor mais conhecido de Israel!

    2-7 O Espírito do Eterno faiou por meu intermédio, suas palavras se formaram em meus lábios. O Deus de Israel falou a mim, a Rocha de Israel me disse: Aquele que governa de maneira justa e correta, que administra com o temor de Deus, É como a luz do amanhecer num dia sem nuvens; Como a grama verde que cobre o chão, crescendo sob o ar puro’. Foi assim a minha dinastia, pois Deus cumpriu seu acordo comigo. Ele fez uma promessa e a cumpriu fielmente. Todas as minhas vitórias e todos os meus desejos, ele fará prosperar. Mas os ímpios são como espinhos amontoados e lançados fora. Neles não se deve tocar: mantenham distância com um rasteio ou um cabo. São excelentes como lenha!”

    8 Estes foram os valentes guerreiros de Davi: Jabesão, um tacmonita. Era chefe dos três principais oficiais. Certa vez, com sua lança, atacou oitocentos homens e matou todos num só dia.

    9-10 Em segundo lugar entre os três estava Eleazar, filho de Dodô, o aoíta. Ele estava com Davi quando os filisteus os enfrentaram em Pas-Damim. Quando os filisteus se prepararam para a batalha, Israel retrocedeu. Mas Eleazar permaneceu onde estava e matou filisteus a torto e a direito até ficar exausto, mas sem largar a espada! Naquele dia, o Eterno concedeu grande vitória. O exército se juntou outra vez a Eleazar, mas apenas para saquear os filisteus.

    11-12 Samá, filho de Agé, de Harar, era o terceiro. Os filisteus se reuniram para a batalha em Lei, onde havia uma lavoura de lentilhas. Israel fugiu dos filisteus, mas Samá ficou no meio da plantação e a defendeu com coragem. Os filisteus foram derrotados. Outra grande vitória concedida pelo Eterno!

    13-17 Certa vez, no período da colheita, os três se separaram dos trinta e se juntaram a Davi na caverna de Adulão. Havia um grupo de filisteus acampados no vale de Refaim. Enquanto Davi se escondia na caverna, os filisteus acamparam em Belém. Um dia, Davi suspirou: “Como gostaria de beber água do poço da entrada de Belém!” Então, os três entraram no acampamento dos filisteus, tiraram água do poço que ficava na entrada de Belém e a trouxeram para Davi. Mas Davi não quis beber. Ele a derramou como oferta ao Eterno, dizendo: “De modo algum, ó Eterno, eu beberia esta água, porque não é apenas água: é o sangue dos três. Eles arriscaram a própria vida para trazê-la até mim!” Por isso, Davi se recusou a beber. Era esse tipo de coisa que esses três guerreiros faziam.

    18-19 Abisai, irmão de Joabe e filho de Zeruia, era chefe dos trinta. Certa vez, ele foi condecorado por matar trezentos homens com sua lança, mas nunca recebeu as mesmas honras que os três. Ele era o mais respeitado dos trinta e era o c tão, mas não estava incluído entre os três guerreiros principais.

    20-21 Benaia, filho de Joiada, de Cabzeel, era um soldado corajoso, responsável por atos heróicos. Certa vez, ele matou dois leõezinhos em Moabe. Outra vez, no meio da neve, entrou num buraco e matou um leão. Em outra ocasião, matou um egípcio de grande estatuía. O egípcio estava armado com uma lança, e Benaia o enfrentou apenas com uma vara. Ele arrancou a lança da mão do egípcio e o matou com ela.

    22-23 Benaia, filho de Joiada, ficou famoso por esses atos, mas não alcançou o posto dos três. Ele era muito respeitado pelos trinta, mas não estava incluído entre os três. Davi o pôs como chefe de sua guarda pessoal.

    OS TRINTA
    24-39 Os trinta eram: Asael, irmão de Joabe; Elanã, filho de Dodô, de Belém; Samá e Elica, de Harode; Helez, de Pelete; Ira, filho de Iques, de Tecoa; Abiezer, de Anatote; Mebunai, de Husate; Zalmom, de Aoí; Maarai, de Netofate; Helede, filho de Baaná, de Netofate; Itai, filho de Ribai, de Gibeá de Benjamim; Benaia, de Piratom; Hidai, dos riachos de Gaás; Abi-Albom, de Arbate; Azmavete, de Baurim; Eliaba, de Saalbom; Jasém, de Gizom; Jônatas, filho de Samá, de Harar; Aião, filho de Sarar, de Harar; Elifelete, filho de Aasbai, de Maaca; Eliã, filho de Aitofel, de Gilo; Hezrai, do Carmelo; Paarai, de Arabe; Igal, filho de Natã, de Zobá; o filho de Hagri; Zeleque, de Amom; Naarai, de Beerote, escudeiro de Joabe, filho de Zeruia; Ira e Garebe, de Jatir; e o hitita Urias. Ao todo trinta e sete.