Categoria: 1a Reis

O Primeiro Livro dos Reis
Introdução
A história dos reis israelitas começa nos Livros de Samuel e continua no Primeiro Livro dos Reis. Este livro pode ser dividido em três partes: 1) O começo do reinado de Salomão em Israel e em Judá e a morte do seu pai, Davi. 2) O reinado e as realizações de Salomão, especialmente a construção do templo em Jerusalém. 3) A divisão da nação em dois reinos, o do Norte e o do Sul, e a história dos reis que os governaram até a metade do século nono antes de Cristo.
Nos dois Livros dos Reis, cada rei é julgado de acordo com a sua fidelidade a Deus: o progresso da nação depende da fidelidade do seu rei, ao passo que a idolatria e a desobediência levam à desgraça. Os reis do Reino do Norte falharam todos nessa prova, enquanto que em Judá alguns reis falharam, e outros não.
No Primeiro Livro dos Reis aparecem os profetas de Deus, homens corajosos que falavam em nome dEle e que diziam ao povo que não adorasse ídolos nem desobedecesse a Deus. Especialmente notáveis são Elias e a história da sua discussão com os profetas de Baal (cap. 18).

  • 1a Reis, 12

    ROBOÃO
    1-2 Roboão foi para Siquém, onde todo o Israel tinha se reunido para coroá-lo rei. Jeroboão estava no Egito, onde havia se exilado por causa de Salomão. Mas, quando soube da morte de Salomão, ele voltou.

    3-4 Roboão reuniu-se com Jeroboão e todo o povo. Disseram a Roboão: “Seu pai foi muito severo conosco. Sempre tivemos de trabalhar pesado, sem descanso. Alivie a nossa carga de trabalho e o peso das obrigações e nos submetermos ao senhor de bom grado.”

    5 “Peço que me deem três dias para pensar, e, então, dou a resposta a vocês”, propôs Roboão.

    6 O rei Roboão perguntou aos que tinham sido conselheiros de seu pai, Salomão “O que me dizem? O que me aconselham responder a esse povo?”

    7 Eles responderam: “Se você quiser servir ao povo, procure entender às necessidades deles e tenha compaixão. Se você fizer o que estão pedindo, não há dúvida de que eles farão qualquer coisa por você.”

    8-9 Mas Roboão fez pouco caso do conselho daqueles homens experientes e perguntou aos jovens com quem ele tinha crescido e que agora tinham interesse em ajudá-lo: “O que acham? O que devo dizer a esse povo, que está pedindo: ‘Alivie a carga pesada de trabalho que seu pai impôs a nós’?.”

    10-11 Seus jovens amigos responderam: ‘Diga a esse povo que está reclamando que seu pai foi muito severo com eles: ‘Meu dedo mínimo é mais grosso que a cintura do meu pai. Se vocês acham que a vida estava difícil no remado de meu pai, ainda não viram nada. Meu pai castigou vocês com chicotes, mas eu vou castigá-los com correntes!’.”

    12-14 Três dias depois, Jeroboão e o povo voltaram, como Roboão os havia instruído: “Peço que me deem três dias para pensar; depois, voltem” A resposta do rei foi curta e grossa, Ele desprezou o conselho dos oficiais mais experientes. Preferiu seguir o conselho dos jovens amigos: “Se vocês achavam que a vida no reinado dc meu pai era difícil, ainda não viram nada. Meu pai castigou vocês com chicotes, mas eu vou castigá-los com correntes!”

    15 Roboão não quis ouvir o povo. O Eterno estava por trás disso, confirmando a mensagem que ele deu a Jeroboão, filho de Nebate, por intermédio de Aías, de Siló.

    16-17 Quando Israel percebeu que o rei não estava disposto a atender As suas reivindicações, gritaram palavras de ordem: “Já chega de Davi! Não queremos mais saber do filho de Jessé! Vamos embora, Israel! Vamos depressa! De agora em diante, Davi que vá cuidar da própria vida.” Com isso, o povo foi embora. Mas Roboão continuou governando sobre os habitantes das cidades de Judá.

    18-19 O rei Roboão pediu que Adonirão, encarregado dos trabalhos forçados, fosse falar com os israelitas, mas eles o apedrejaram, e ele morreu. O rei Roboão subiu no seu carro e fugiu para Jerusalém, sem perda de tempo. Desde então, os israelitas se rebelam contra a dinastia de Davi.

    JEROBOÃO DE ISRAEL
    20 Quando correu a notícia de que Jeroboão estava de volta e à disposição, o povo reunido o chamou e o proclamou rei sobre lodo o Israel. Judá foi a única tribo que permaneceu com a dinastia de Davi.

    21 Depois de voltar a Jerusalém, Roboão convocou todos os homens de Judá e da tribo de Benjamim, cento e oitenta mil dos melhores soldados, para atacar Israel e recuperar o reino para Roboão, filho de Salomão.

    22-24 Nessa ocasião, veio a palavra de Deus a Semaías homem de Deus: “Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, a todos os moradores de Judá e de Benjamim e a todos os que estiverem com eles: ‘O Eterno diz: Não marchem para atacar seus irmãos, os israelitas. Voltem todos para casa. Sou eu o responsável por essa situação’.” Eles obedeceram à ordem do Eterno e voltaram para casa

    25 Jeroboão construiu uma fortaleza em Siquém, nas montanhas de Efraim, e passou a residir ali. Também construiu uma fortaleza em Peniel.

    26-27 Mas, depois, Jeroboão pensou: “Não vai demorar para o reino voltar à dinastia de Davi. Depois que o povo voltar a adorar no templo do Eterno, em Jerusalém, vai acabar aceitando Roboão de Judá como o seu rei. Por fim, eles vão me matar e voltar a servir a Roboão.”

    28-30 Por isso, o rei decidiu fazer dois bezerros e anunciou: “Para que vocês não tenham o trabalho de subir a Jerusalém para prestar culto, olhem para estes deuses que tiraram vocês do Egito!” Ele pôs um bezerro em Betel e outro em Dã. Foi um pecado terrível. Os israelitas viajavam até Dã para adorar o bezerro! 31-33 Mas ele não parou por aí. Jeroboão construiu altares proibidos em tudo que era lugar e contratou sacerdotes onde quer que os encontrasse, sem se preocupar se eram aptos para o serviço. Para piorar, estabeleceu a festa sagrada de Ano Novo, celebrada no dia

    15 do oitavo mês, em substituição à festa de Judá. Era um festival religioso completo, com sacrifícios oferecidos sobre o altar em Betel, diante dos bezerros que ele tinha posto ali. O rei convocou para Betel os sacerdotes de todos os locais em que havia altares. A iniciativa de competir com as festas de Judá partiu do próprio Jeroboão. Ele promoveu, com o maior entusiasmo, uma festa exclusivamente para Israel. O próprio rei se dispôs a conduzir o sacrifício sobre o altar.

  • 1a Reis, 11

    1-5 O rei Salomão era louco por mulheres. A filha do faraó foi apenas a primeira de inúmeras mulheres estrangeiras que ele teve, as moabitas, as amonitas, as edomitas, as sidônias e as hititas. Ele as tomava das nações pagãs ao redor, embora o Eterno tivesse advertido com veemência os israelitas: “Vocês não se casarão com tais mulheres, porque elas induzirão vocês a adorar ídolos.” Mesmo assim, Salomão se apaixonava por elas e não as rejeitava. Ele teve setecentas princesas e trezentas concubinas. Mil mulheres! E elas, de fato, o levaram a se desviar de Deus. À medida que Salomão envelhecia, suas mulheres o atraíam para o lado dos deuses estrangeiros, e sua fidelidade ao Eterno foi esmorecendo. Ele não se manteve leal ao Eterno, como seu pai Davi. Salomão virou devoto de Astarote, a deusa dos sidônios, e de Moloque, o abominável deus dos amonitas.

    6-8 Salomão desprezou abertamente o Eterno, não seguiu os passos de seu pai, Davi. Ele construiu sobre uma colina a leste de Jerusalém um altar para Camos, o odioso deus de Moabe, e outro para Moloque, o abominável deus dos amonitas. Ele construiu altares semelhantes para os ídolos de todas as mulheres estrangeiras. Elas poluíram a terra com a fumaça e o incenso dos seus sacrifícios.

    9-10 O Eterno fitou furioso com Salomão, por vê-lo abandonar o Deus de Israel, que tinha aparecido a ele duas vezes e ordenado claramente que não se associasse com outros deuses. Salomão desobedeceu às ordens de Deus.

    11-13 Então, o Eterno disse a Salomão: “Já que você não tem a menor intenção de ser leal a mim e de obedecer ao que ordenei a você, vou tirar o reino de você e entregá-lo a outro. Mas, por respeito a seu pai, Davi, não farei isso durante a sua vida. Seu filho pagará por isso. Vou arrancar o reino da mão dele. Mesmo assim, não vou tirar tudo: uma tribo ficará, por respeito ao meu servo Davi e a Jerusalém, cidade que escolhi.”

    14-20 O Eterno incitou Hadade, descendente do rei de Edom, a atacar Salomão. Muito tempo antes, quando Davi destruiu Edom, Joabe, comandante do exército, a caminho de enterrar os mortos, massacrou todos os homens de Edom. Joabe e o seu exército permaneceram na região seis meses e, nesse tempo, mataram todos os homens de Edom. Hadade, que era um garoto na época, fugiu com alguns edomitas que trabalhavam para seu pai. Eles viajaram por Midiã e chegaram a Parã. Juntaram-se com alguns homens em Parã e foram para o Egito. O faraó deu casa, comida e até um pedaço de terra para Hadade. O rei do Egito gostou tanto dele que deu a ele em casamento uma irmã de sua mulher, a rainha Tafnes. Ela deu à luz um filho, Genubate, que foi criado como membro da família real. O menino cresceu no palácio com os filhos do faraó.

    21 Ainda no Egito, Hadade soube que Davi e Joabe, comandante do exército, haviam morrido. Ele pediu ao faraó: “Despeça-me com a sua bênção. Quero voltar para o meu país.”

    22 O faraó perguntou: “Mas por quê? Porque você nos deixaria? Alguma coisa está desagradando a você? ” Hadade respondeu: “Não tenho do que reclamar, mas quero voltar para o meu país. Por favor, deixe-me ir! “

    23-25 Deus levantou outro adversário contra Salomão: Rezom, filho de Eliada, que tinha desertado de seu senhor, Hadadezer, rei de Zobá. Depois que Davi tinha massacrado os arameus, Rezom tinha arregimentado um bando de sujeitos de má índole e era o líder deles. Mais tarde, eles se transferiram para Damasco, e, ali, Rezom se tornou o rei da cidade. Hadade e Rezom foram um espinho para Israel durante toda a vida de Salomão. Hadade foi rei da Síria e odiava Israel.

    OS ADVERSÁRIOS
    26 A última gota foi Jeroboão, filho de Nebate, que se rebelou contra o rei. Ele era efraimita de Zeredá, e sua mãe era uma viúva chamada Zerua. Ele trabalhava na administração do governo de Salomão.

    27-28 Ele se rebelou, porque Salomão construiu uma defesa, o Milo, e restaurou as fortificações destruídas da época de seu pai Davi. Jeroboão era competente e hábil na área da construção. Quando Salomão viu que ele era um trabalhador dedicado, encarregou-o do trabalho forçado na tribo de José.

    29-30 Certo dia, Jeroboão saía de Jerusalém e encontrou Aías, o profeta de Siló, que vestia uma capa nova. Os dois estavam sozinhos naquele lugar deserto da estrada, e Aías tirou a capa e cortou-a em doze pedaços.

    31-33 Ele disse a Jeroboão: “Fique com estes dez pedaços, pois a ordem do Eterno, o Deus de Israel, é esta: ‘Veja o que estou fazendo. Estou arrancando o reino das mãos de Salomão e dando a você dez tribos. Por respeito a meu servo Davi e a Jerusalém, a cidade que escolhi, ele ficará com uma tribo. O motivo é que ele me abandonou e foi servir a Astarote, deusa dos sidônios, Camos, deus dos moabitas, e Moloque, deus dos amonitas. Ele não segue mais as minhas orientações, ignora a minha vontade, não segue as minhas instruções e desobedece às minhas ordens. É bem diferente de seu pai.

    34-36 “Apesar disso, não vou tirar todo o reino das mãos dele. Serei leal a ele durante toda a sua vida por causa do meu servo Davi, a quem escolhi e que seguiu as minhas instruções e obedeceu às minhas ordens. Mas vou tirar o reino do controle do filho dele, e dez tribos serão entregues a você. Deixarei uma tribo com o filho dele, como testemunha. a favor do meu servo Davi em Jerusalém, a cidade que escolhi como memorial do meu nome.

    37-39 “‘Mas você terá o comando do restante. Domine conforme o desejo do seu coração! Você será o rei de Israel. Se me ouvir, viver de acordo com as minhas orientações e fizer o que me agrada, seguindo as minhas instruções e obedecendo às minhas ordens, como fez o meu servo Davi, serei leal a você, não importa o que acontecer. Seu reino será tão sólido quanto o que estabeleci para Davi. Israel será seu! Estou provocando dor e tristeza aos descendentes de Davi, mas essa provação não será para sempre’.”

    40 Salomão decretou a morte de Jeroboão, mas ele fugiu para o Egito e obteve asilo com o rei Sisaque. Ele permaneceu no exílio até a morte de Salomão.

    41-43 O restante da vida e do reinado de Salomão, suas obras e sua sabedoria, está tudo registrado nas Crônicas de Salomão. Salomão reinou em Jerusalém e governou Israel durante quarenta anos. Ele morreu e foi sepultado na Cidade de Davi. Seu filho Roboão foi o seu sucessor.

  • 1a Reis, 10

    A VISITA DA RAINHA DE SABÁ
    1-5 A rainha de Sabá ficou sabendo da fama de Salomão por causa do nome do Eterno. Ela veio testá-lo com perguntas difíceis. Chegou a Jerusalém em grande estilo, trazendo uma comitiva e camelos carregados de especiarias e grande quantidade de ouro e pedras preciosas. Na audiência com Salomão, ela falou a respeito de tudo que era do seu interesse, abrindo o coração diante dele. Salomão respondeu a todas as suas dúvidas, sem demonstrar embaraço em nenhum momento. Depois que a rainha de Sabá ouviu, de primeira mão, a sabedoria de Salomão e viu com os próprios olhos o palácio dele, a comida que era servida, as acomodações dos altos funcionários da corte, a roupa impecável dos criados, a exuberância dos cristais e a generosa oferta sacrificada no templo do Eterno, ela ficou abismada.

    6-9 Ela disse ao rei: “Tudo que ouvi a seu respeito é verdade! A reputação de suas realizações e de sua sabedoria em meu país se confirmou. Eu não teria acreditado se eu mesma não tivesse visto. Não foi exagero o que ouvi! Sabedoria a elegância muito além do que eu poderia imaginar. Felizes os homens e mulheres que trabalham para você, pois têm o privilégio de estar perto de você todos os dias e ouvir suas sábias palavras! Bendito seja o Eterno, o seu Deus, que se agradou de você e o constituiu rei. Sem dúvida, o amor do Eterno para com Israel está por trás disso tudo. Ele o constituiu rei para manter a ordem e a justiça.”

    10 Ela deu de presente ao rei mais de quatro toneladas de ouro e grande quantidade de especiarias e pedras preciosas. Nunca se viu tantas especiarias juntas quanto as que a rainha de Sabá trouxe para Salomão.

    11-12 Os navios de Hirão também importavam ouro de Ofir e grandes quantidades de madeira de sândalo e pedras preciosas. Da madeira de sândalo, o rei fez os corri mãos do templo do Eterno e do palácio real. Também a utilizou para fabricar harpas e liras para os músicos. Nunca mais foi recebida uma carga de madeira de sândalo como aquela.

    13 Salomão, em troca, deu à rainha de Sabá tudo que ela desejou e pediu, além dos generosos presentes que ela já tinha recebido dele. Satisfeita com o que viu, ela voltou para seu país com sua comitiva.

    14-15 Salomão recebia, todos os anos, vinte e cinco toneladas de ouro, sem contar o que recebia de impostos e de lucro do comércio com mercadores e diversos reis e governadores.

    16-17 O rei Salomão mandou fazer duzentos escudos grandes de ouro batido. Cada escudo pesava três quilos e seiscentos gramas. Fez também trezentos escudos menores, de um quilo e oitocentos gramas de ouro batido cada um. Ele guardou os escudos no Palácio da Floresta do Líbano.

    18-20 O rei construiu um imenso trono de marfim revestido de ouro puro. O trono tinha seis degraus, e o seu encosto era arredondado. Ao lado de cada braço do trono, havia um leão. Na ponta de cada degrau, também havia um leão. Não havia um trono parecido com esse nos reinos ao redor.

    21 Todas as taças do rei Salomão eram feitas de ouro puro, assim como todos os utensílios do Palácio da Floresta do Líbano. Na época, não se fazia nada de prata, pois era material barato e muito comum.

    22 O rei tinha uma frota de navios que viajava junto com os navios de Hirão. A cada três anos, a frota trazia uma carga de ouro, prata, marfim, macacos e pavões.

    23-25 O rei Salomão era o mais sábio e rico de todos os reis da terra. Ele superava todos eles. Gente de todos os cantos da terra vinha conhecer Salomão e sorver um pouco da sabedoria que Deus tinha dado a ele. Todos os anos, os visitantes chegavam em grandes levas, e todos traziam presentes: artigos de ouro e de prata, roupas, armas modernas, especiarias exóticas, cavalos e mulas.

    26-29 Salomão juntou carros e cavalos: mil e quatrocentos carros e doze mi] cavalos! Ele os deixava em cidades reservadas especialmente para eles e também em Jerusalém. O rei fez que a prata fosse comum como pedra, e o cedro, como as figueiras das planícies. Seus cavalos eram importados do Egito e da Cilicia, adquiridos pelos agentes do rei. Os carros do Egito custavam sete quilos e duzentos gramas de prata; e um cavalo, cerca de um quilo e oitocentos gramas de prata. Salomão os comercializava com os palácios reais dos hititas e dos arameus.

  • 1a Reis, 9

    1-2 Depois de Salomão terminar a construção do templo do Eterno e do palácio real, realizando, assim, o seu desejo, o Eterno apareceu outra vez a Salomão, como tinha acontecido em Gibeom.

    3-5 O Eterno disse: “Ouvi atentamente sua oração e suas súplicas fervorosas. Já santifiquei o templo que você construiu: o meu nome está firmado nele para sempre, e os meus olhos e meu coração estarão sobre ele para sempre. Quanto a você, se viver diante de mim como seu pai, Davi, que tinha um coração puro e um procedimento correto; se agir conforme as minhas instruções; se respeitar as minhas orientações e a minha correção, eu mesmo vou garantir a sustentação do seu reinado sobre Israel, a mesma garantia que dei a seu pai, Davi: ‘Você sempre terá um descendente sobre o trono de lsrael’.

    6-9 “Mas, se você e seus descendentes me traírem e desprezarem as minhas instruções e a minha correção e se associarem a deuses estranhos, prestando culto a eles e servindo-lhes, a garantia será suspensa. Eliminarei Israel da terra e rejeitarei o templo que acabei de santificar para a honra do meu nome. Israel será reduzido a nada e será ridicularizado entre todos os povos da terra. Esse majestoso templo será objeto de desprezo. Pessoas estranhas passarão por ele balançando a cabeça e dizendo: O que aconteceu aqui? Porque ele está em ruínas?’. E alguém dirá: ‘O povo que vivia aqui traiu o Eterno, o seu Deus, que tirou seus antepassados do Egito. Eles se associaram a deuses estranhos, adoraram e serviram a outros deuses. Foi isso que aconteceu. O Eterno permitiu essa destruição’.”

    10-12 Depois de vinte anos de construção do templo do Eterno e do palácio real, Salomão deu de presente ao rei Hirão, de Tiro, como retribuição, vinte cidades do distrito da Galiléia. Hirão tinha fornecido todo o cedro, pinho e ouro que Salomão tinha desejado. Hirão saiu de Tiro para conhecer as cidades, mas não gostou do que viu.

    13-14 Ele disse: “Que presente é esse, meu amigo? Que cidades mais inúteis! ” Até hoje, o povo se refere assim àquelas cidades. Essa foi a única recompensa que Hirão recebeu de Salomão pelos quatro mil e duzentos quilos de ouro que forneceu!

    15 Esse é o registro das realizações da força de trabalho de Salomão para construir o templo do Eterno, o seu palácio real, o sistema de defesa em Milo, os muros de Jerusalém e as cidades fortificadas de Hazor, Megido e Gezer.

    16-17 O faraó, rei do Egito, atacou, conquistou e incendiou Gezer e matou todos os moradores cananeus. Depois, deu a cidade como presente de casamento a sua filha, mulher de Salomão, e o rei de Israel a reconstruiu.

    17-19 Ele também construiu Bete-Horom Baixa, Baalate e Tadmor no deserto, cidades afastadas, para servir de armazéns, e aldeias para os cavalos e carros de guerra. Salomão construiu tudo que desejou em Jerusalém, no Líbano e em qualquer lugar de sua escolha.

    20-23 Os remanescentes dos antigos habitantes da terra, os amorreus, os hititas, os ferezeus, os heveus, os jebuseus, ou seja, os não israelitas, sobreviventes das guerras, Salomão arregimentou para trabalhos forçados. Até hoje, continuam fazendo isso. Mas os verdadeiros israelitas não foram tratados dessa maneira. Eles eram utilizados no exército e na área administrativa, como líderes do governo, comandantes dos carros de guerra e condutores de carros. Eram também oficiais encarregados dos projetos e da execução das construções. Ele tinha quinhentos e cinquenta encarregados sobre o pessoal submetido a trabalhos forçados.

    24 Depois que a filha do faraó subiu solenemente da Cidade de Davi para ocupar a residência no palácio construído especialmente para ela, Salomão construiu o sistema de defesa em Milo.

    25 Salomão oferecia sacrifícios no altar do Eterno três vezes ao ano. Ele apresentava ofertas queimadas, ofertas de paz e queimava incenso na presença do Eterno. Tudo que estivesse ligado ao templo, Salomão cuidava para que fosse feito com esmero e generosidade.

    26-28 O rei Salomão também fabricou navios em Eziom-Geber, perto de Elate, em Edom, no litoral do mar Vermelho. Hirão enviou marinheiros experientes para auxiliar os marinheiros de Salomão. Eles foram até Ofir, de onde trouxeram dezesseis toneladas de ouro para Salomão.

  • 1a Reis, 8

    1-2 Para celebrar o encerramento dos trabalhos, o rei Salomão convocou todos os líderes de Israel, os chefes das tribos e dos clãs patriarcais para trazer a arca da aliança do Eterno de Sião, a Cidade de Davi. Todo o Israel se reuniu diante do rei Salomão no mês de etanim, o sétimo mês, para a grande festa de outono.

    3-5 Com todos os líderes de Israel presentes, os sacerdotes carregaram a arca do Eterno e a levaram junto com a Tenda do Encontro e seus utensílios consagrados. O rei Salomão e toda a comunidade de Israel estavam diante da arca, adorando e sacrificando muitas ovelhas e bois. Eram tantos animais que não se podia contar.

    6-9 Os sacerdotes levaram a arca da aliança do Eterno ao lugar designado no santuário interior, o Lugar Santíssimo, sob as asas dos querubins. As asas abertas dos querubins se estendiam sobre a arca e suas varas. As varas eram tão compridas que as pontas podiam ser vistas da entrada do santuário interior — de mais longe não era possível vê-las. Elas continuam lá até hoje. Dentro da arca, estavam apenas as duas tábuas de pedra que Moisés tinha guardado, ainda no Horebe, onde o Eterno fez uma aliança com lsrael depois de tirar o seu povo do Egito.

    CONCLUSÃO, DEDICAÇÃO E OCUPAÇÃO DO TEMPLO
    10-11 Quando os sacerdotes saíram do Lugar Santíssimo, uma nuvem encheu o templo do Eterno. Os sacerdotes não puderam cumprir suas obrigações sacerdotais por causa da nuvem, pois a glória do Eterno encheu o templo.

    12-13 Então, Salomão orou: “O Eterno disse que habitaria numa nuvem escura, na qual ninguém poderia vê-lo. Ó Deus, eu construí este majestoso templo como sinal permanente da tua presença invisível.”

    14 Depois, o rei virou-se para a comunidade e abençoou o povo:

    15-16 “Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, que falou pessoalmente a meu pai, Davi, pois agora ele cumpriu o que Unha prometido, dizendo: ‘Desde que eu trouxe o meu povo Israel do Egito, não separei uma cidade entre as tribos de Israel para construir um templo em que estabelecesse o meu nome. Mas escolhi Davi para governar sobre o meu povo lsrael’.

    17-19 “Meu pai, Davi, queria construir um templo para a honra do nome do Eterno, o Deus de Israel. Mas o Eterno disse: ‘É bom saber que você deseja construir um templo para me honrar, mas não será você, e, sim, seu filho que o construirá, para a honra do meu nome’.

    20-21 “O Eterno cumpriu o que prometeu. Eu sou o sucessor de meu pai, Davi, no governo de Israel, como o Eterno prometeu. Construí um templo para honrar o Eterno, o Deus de Israel, e designei um lugar para a arca, que contém os termos da aliança que o Eterno fez com nossos antepassados quando os tirou da terra do Egito.”

    22-25 Diante de toda a comunidade de Israel, Salomão ficou de pé diante da arca, levantou as mãos ao céu e orou: “Ó Eterno, Deus de Israel, não há Deus igual a ti em cima nos céus ou em baixo na terra, que guarde fielmente a aliança com seus servos e tenha um amor inabalável pelos que vivem em sincera obediência aos teus caminhos. Tu cumpriste a promessa feita a meu pai Davi. Fizeste exatamente o que tinhas prometido. A prova disso está diante dos nossos olhos hoje! Ó Eterno, Deus de Israel, continua guardando as promessas feitas ao meu pai, Davi, quando disseste: ‘Você sempre terá um descendente para representar o meu governo sobre o trono de Israel, com a condição de que seus descendentes sejam fiéis a mim, como você é.

    26 Ó Deus de Israel, que isso aconteça! Confirma e concretiza essas promessas.

    27-32 É possível Deus morar no nosso meio? Nem o próprio Universo é suficiente para conter o seu ser, muito menos o templo que construí. Mesmo assim, ouso pedir: Atenta para a minha oração de intercessão e súplica, ó Eterno, Deus meu. Ouve a minha insistente oração, que faço diante de ti. Olha para este templo, dia e noite, o lugar a respeito do qual disseste: Aqui o meu nome será honrado’. Ouve a oração que faço aqui. Ouve da tua habitação no céu e perdoa o pecado. Quando alguém ofender o próximo e decidir corrigir o erro, apresentando-se diante do teu altar neste templo e orar a ti, ouve do céu e age com justiça. Julga os teus servos, permitindo que o ofensor pague pela ofensa, e livra o ofendido de toda acusação;

    33-34 Quando teu povo, Israel, for derrotado pelo inimigo por ter pecado contra ti e vier te buscar neste templo, reconhecendo o teu domínio com uma súplica fervorosa, Ouve da tua habitação no céu, perdoa o pecado do teu povo Israel e traze-o de volta para a terra que deste aos seus antepassados.

    35-36 Quando o céu retiver a água e não houver chuva porque o teu povo pecou contra ti, e o povo vier aqui para orar, reconhecendo o teu domínio e abandonando seus pecados por causa do castigo que sofreram, Ouve da tua habitação no céu e perdoa o pecado dos teus servos, do teu povo Israel. Depois, renova o teu cuidado para com eles. Ensina-os a viver como se deve. Envia chuva sobre a terra que deste ao teu povo como herança.

    37-40 Quando ocorrerem calamidades, fomes, catástrofes, fracasso ou doença na lavoura, invasão de gafanhotos e larvas, ou quando um inimigo os atacar, toda oração que qualquer pessoa do teu povo, Israel, fizer, reconhecendo as consequências do seu erro, e estender as mãos na direção deste templo, suplicando a tua ajuda, Ouve da tua habitação no céu. Perdoa e age. Dá a cada um o que ele merece, pois conheces o coração de cada um (só tu conheces o coração humano), para que possa viver diante de ti em constante reverência e obediência nesta terra que deste aos nossos antepassados.

    41-43 Não te esqueças do estrangeiro, que não faz parte do teu povo Israel, mas veio de um país longínquo por causa da tua fama. Pessoas de todos os povos virão para cá por causa do teu grande nome, por causa das maravilhas do teu poder, pessoas que virão orar neste templo. Ouve da tua habitação no céu. Atende a oração do estrangeiro para que os povos, em todo o mundo, saibam quem és e vivam em reverente obediência diante de ti, como o teu povo Israel. Para que saibam que tu, e ninguém mais, fazes deste templo que construí o que ele é.

    44-51 Quando o teu povo sair para a guerra contra seus inimigos, na hora e ao lugar que tu determinares, e orar ao Eterno, voltado para a cidade que escolheste e para este templo que construí para a honra do teu nome, Ouve do céu a oração e a súplica do teu povo e defende a causa deles. Quando o teu povo pecar contra ti, e por certo pecará, pois não há ninguém que não peque, e, na tua ira, o entregares ao inimigo para ser levado prisioneiro à terra dele, seja próxima, seja distante, mas se arrepender na terra do cativeiro e orar do exílio com sinceridade de coração: ‘Nós pecamos. Cometemos um grande erro. Agimos com perversidade’, e mudarem seu coração, com determinação na terra do inimigo que os conquistou, e orarem a ti, voltados para esta terra, a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para este templo que construí para honrar o teu nome, Ouve da tua habitação no céu as orações persistentes e fervorosas e defende a causa deles. Perdoa o teu povo que pecou contra ti. Perdoa a terrível rebeldia e faz que seus opressores sejam compassivos com eles. Afinal, são todos teu povo, tua herança valiosa, a quem resgataste do meio daquela fornalha de fundição, o Egito!

    52-53 Ouve com atenção as orações do teu servo e do teu povo Israel. Ouve todas as vezes que clamarem a ti! Tu mesmo os escolheste entre todos os povos da terra para serem teu povo, como disseste por meio de teu servo Moisés, quando tiraste nossos antepassados da terra do Egito.”

    54-55 Tendo acabado de orar ao Eterno dessa maneira ousada e eloquente, Salomão ficou de pé diante do altar do Eterno, no qual tinha estado de joelhos todo o tempo, com os braços estendidos para o céu. Já de pé, ele abençoou toda a congregação de Israel, clamando em alta voz:

    56-58 “Bendito seja o Eterno que concedeu paz a seu povo, como tinha prometido. Nenhuma de todas as maravilhosas promessas que fez por meio de Moisés se perdeu. Que o Eterno, o nosso Deus. esteja conosco, assim como esteve com os nossos antepassados, e nunca desista de nós nem nos abandone. Que estejamos sempre atentos e dedicados a ele e. assim, possamos seguir o caminho que traçou para nós, atentando para suas orientações, andando no compasso e no ritmo que ele estabeleceu para nossos antepassados

    59-61 “Que as palavras que proferi na presença do Eterno estejam sempre diante dele, dia e noite, para que ele faça o que é certo para mim e garanta justiça para o seu povo Israel, dia após dia. Então, todos os povos da terra saberão que o Eterno é o Deus verdadeiro e que não há outro Deus. Quanto a vocês, vivam em total obediência ao Eterno, o nosso Deus, seguindo o caminho que ele traçou para nós. Estejam atentos a tudo que ele nos mostrou hoje.”

    62-63 O rei e todo o Israel adoraram, oferecendo sacrifícios ao Eterno. Salomão apresentou ofertas de paz, sacrificou ao Eterno vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Foi assim que todo o Israel e o rei dedicaram o templo do Eterno.

    64 Naquele mesmo dia, o rei dedicou a parte central do pátio, que ficava diante do templo do Eterno, para uso sagrado. Ali, ele sacrificou ofertas queimadas, ofertas de cereal e a gordura das ofertas de paz, pois o altar de bronze não comportava todas essas ofertas.

    65-66 Foi assim que Salomão celebrou a festa do outono com todo o Israel. Havia gente desde o extremo nordeste, em Lebo-Hamate, ate o extremo sudoeste, no ribeiro do Egito. Uma grande multidão. A festa durou sete dias e, depois, mais sete! Duas semanas de festa! Depois, ele os despediu. O povo abençoou o rei e voltou para casa, todos entusiasmados e com o coração agradecido por todas as coisas boas que o Eterno tinha feito pelo seu servo Davi e por todo o povo de Israel.

  • 1a Reis, 7

    1-5 Salomão demorou mais treze anos para terminar a construção do seu palácio. Ele construiu o Palácio da Floresta do Líbano, com quarenta e cinco metros de comprimento, vinte e dois e meio de largura e treze e meio de altura. Tinha quatro fileiras de colunas de cedro, que sustentavam quarenta e cinco vigas de cedro, quinze em cada fileira. Por cima, estavam cobertas com cedro. Dos dois lados, havia janelas em grupos de três. As portas eram retangulares e estavam organizadas simetricamente.

    6 Construiu um pátio com colunas medindo vinte e dois metros e meio de comprimento e treze e meio de largura. Na frente, havia outro pátio coberto, e a cobertura se estendia além das colunas.

    7 Fez também um salão para audiências, também chamado Salão da justiça, no qual ele julgava as causas. O salão foi inteiramente revestido de cedro.

    8 Construiu seu palácio particular atrás do Salão da Justiça de maneira muito parecida. Salomão também construiu outro palácio semelhante para a filha do faraó, com quem tinha se casado.

    9-12 Ele não economizou Todas as pedras utilizadas, dentro e fora, desde a fundação até o telhado, eram de primeira linha, cortadas, lavradas e polidas com precisão. As pedras da fundação eram enormes, entre três metros e sessenta centímetros e quatro metros e meio. Eram de excelente qualidade. Por cima, foram postas as melhores pedras, cortadas sob medida, e vigas de cedro. O grande pátio foi cercado por um muro de três camadas de pedras e uma de tábuas de cedro, como no pátio interior do templo do Eterno.

    13-14 O rei Salomão mandou chamar Hurào de Tiro. A mãe de Hurão era uma viúva da tribo de Naftali. O pai dele era de Tiro e artesão em bronze. Hurão também era um artesão muito hábil. Fazia qualquer trabalho em bronze. Ele veio ajudar Salomão e fez todo o trabalho de bronze.

    15-22 Antes de tudo, fundiu duas colunas de bronze. Cada uma media oito metros e dez centímetros de altura e cinco metros e quarenta centímetros de circunferência. Também fundiu dois c téis de bronze para a parte de cima das colunas. Cada um deles media dois metros e vinte e cinco centímetros de altura e tinha o formato de lírio. Cada c tel era ornamentado com um conjunto de sete correntes entrelaçadas e duas fileiras de duzentas romãs, que cobriam os c téis no alto das colunas. Ele levantou as colunas do pórtico, à entrada do templo. À coluna do lado sul, ele deu o nome de Segurança (Jaquim), e à do lado norte. Estabilidade (Boaz). Os c téis, no alto das colunas, tinham o formato de lírios.

    22-24 Depois que terminou o trabalho das colunas, Hurão começou a fazer um enorme tanque redondo, de metal fundido. Media quatro metros e meio de diâmetro, dois metros e vinte e cinco centímetros de altura e treze metros e meio de circunferência. Abaixo da borda, havia duas fileiras de enfeites em formato de frutas, uma a cada cinco centímetros, fundidas numa só peça com o tanque.

    25-26 O tanque apoiava-se sobre doze touros, três voltados para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste. A cabeça dos touros ficava para fora, e o tanque repousava sobre as costas dos touros. A espessura do tanque era de quatro dedos, e a borda tinha acabamento como de um cálice ou como um lírio. Tinha capacidade para quarenta mil litros.

    27-33 Hurão também fez dez suportes de bronze. Cada um media um metro e oitenta centímetros de largura e de comprimento e um metro e trinta e cinco centímetros de altura. Do lado, havia painéis presos à moldura. Havia neles figuras de leões, bois e querubins gravados. Na moldura, abaixo e acima dos leões e dos bois, havia pendentes de metal, como uma grinalda. Cada suporte era montado sobre quatro rodas e dois eixos de bronze. As molduras eram fundidas com obras ornamentais. Cada suporte possuía uma abertura redonda de quarenta e cinco centímetros de profundidade sobre uma base de setenta centímetros quadrados. O suporte, propriamente, era quadrado. Os eixos eram presos sob o suporte, e as rodas, nos eixos. As rodas mediam setenta centímetros de diâmetro e eram como de carruagem. Eram feitas inteiramente de bronze fundido: os eixos, as rodas, os raios e os cubos.

    34-37 Em cada canto do suporte, havia um cabo fundido numa peça com o suporte. No alto do suporte, havia um aro de vinte e dois centímetros de altura. As molduras e os cabos estavam fundidos com o suporte. Toda a superfície era gravada com querubins, leões e palmeiras rodeadas com um entalhe de grinaldas. Todos os suportes eram idênticos e fundidos no mesmo molde.

    38-40 Ele também fez dez pias de bronze, uma para cada suporte, com capacidade para oitocentos litros, com um metro e oitenta centímetros de diâmetro. Pôs cinco desses suportes no lado sul do templo e cinco no lado norte. O tanque foi posto no canto sudeste do templo. Hurão terminou todos os utensílios: baldes, pás e bacias.

    40-45 Hurão completou todo o trabalho do templo do Eterno determinado pelo rei Salomão: duas colunas; dois c téis sobre as colunas; dois conjuntos de correntes para enfeitar os c téis: quatrocentas romãs para as correntes (em duas fileiras de correntes); dez suportes, cada um com uma pia; o tanque; doze touros debaixo do tanque; diversos baldes, pás e bacias.

    45-47 Todos os utensílios que Hurão fez a pedido do rei Salomão para o templo do Eterno eram de bronze polido. Ele os fundiu em moldes de argila na planície do Jordão entre Sucote e Zaretã. Esses utensílios nunca foram pesados. Eram muitos objetos! Ninguém tem a menor ideia de quanto bronze foi utilizado. 48-50 Salomão também mandou fa

    2 er toda a mobília e os demais acessórios internos do templo do Eterno: o altar de ouro; a mesa de ouro sobre a qual ficava o pão da presença; os candelabros de ouro puro, distribuídos cinco à direita e cinco à esquerda na frente do santuário interior; as flores, as lâmpadas e as tenazes de ouro; as vasilhas, os cortadores de pavio, as bacias para aspersão, as tigelas e os incensários de ouro puro; as dobradiças das portas do santuário interior, o Lugar Santíssimo, também as dobradiças das portas do santuário principal.

    51 Assim, foi concluído o trabalho do rei Salomão no templo do Eterno. Depois, ele trouxe os utensílios consagrados por seu pai Davi: a prata, o ouro e os utensílios, e tudo foi levado para o tesouro do templo do Eterno.

  • 1a Reis, 6

    1-6 Quatrocentos e oitenta anos após a saída dos israelitas do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre lsrael, no mês de zive, o segundo mês, Salomão começou a construir o templo do Eterno. O templo que o rei Salomão construiu para o Eterno tinha vinte e sete metros de comprimento, nove de largura e treze e meio de altura. Havia um pórtico ao longo dos nove metros de largura do templo que avançava quatro metros e meio. O templo tinha janelas com grades estreitas. Junto à parede externa, o rei construiu uma estrutura de sustentação que continha diversas salas de pequeno tamanho. O pavimento inferior tinha dois metros e vinte e cinco centímetros de largura, o do meio tinha dois metros e setenta centímetros de largura e o terceiro tinha três metros e quinze centímetros de largura Ele fez saliências na parede externa do templo para apoiar as vigas.

    7-10 Os blocos de pedra para a construção do templo foram todos lavrados na pedreira; por isso, não se ouvia, no canteiro de obras, barulho de martelo, talhadeira ou qualquer outra ferramenta de ferro. A entrada do pavimento inferior ficava do lado sul do templo. Uma escadaria levava para o segundo andar e, depois, para o terceiro. Assim foi feita e concluída a construção. Salomão fez um forro com estrutura de madeira e tábuas de cedro. A estrutura, ao longo das paredes externas, estava unida ao templo com vigas de cedro, e as salas laterais tinham dois metros e vinte e cinco centímetros de altura.

    11-13 A palavra do Eterno veio a Salomão: “Quanto ao templo que você construiu, é importante que você viva de acordo com o que eu determinei e obedeça a tudo que eu disser, seguindo as minhas instruções com toda a atenção e obediência, para que eu cumpra em você a promessa que fiz ao seu pai Davi. Eu, pessoalmente, vou habitar entre os israelitas. Não vou abandonar o meu povo, lsrael.”

    14-18 Salomão construiu e concluiu o templo. Ele fez o acabamento interior, desde o chão até o teto, com tábuas de cedro. O assoalho foi feito com tábuas de pinheiro. Ele separou nove metros no fundo do templo para fazer o santuário interno, o Lugar Santíssimo. Revestiu-o com tábuas de cedro do chão ao teto. Como piso, usou tábuas de pinho. Em frente, o santuário principal media dezoito metros. Todo o interior do templo era revestido de cedro entalhado com desenhos de frutas e flores. Não se via nenhuma pedra. Tudo foi revestido com madeira.

    19-22 O santuário interior do templo era o local da arca da aliança do Eterno. Esse santuário interior tinha nove metros de altura, nove de largura e nove de comprimento. Tudo foi revestido com ouro puro. O altar de cedro também recebeu um revestimento de ouro puro. Todo o interior do templo foi revestido de ouro. Havia correntes de ouro penduradas na frente do santuário interior, nas paredes, no teto, no chão e no altar. Enfim, ouro por toda parte.

    23-28 Ele fez também dois querubins de madeira de oliveira, com quatro metros e meio de altura. Os dois tinham o mesmo tamanho e as mesmas medidas. As asas abertas mediam dois metros e vinte e cinco centímetros. De uma ponta a outra da asa, eram quatro metros e meio. Ele pôs os querubins no santuário interior. As asas abertas dos dois querubins se estendiam por toda a extensão da sala. A ponta da asa, de um querubim tocava a parede de um lado, e a ponta da asa do outro querubim tocava a parede do outro lado. No meio, as asas se tocavam. Os querubins também foram revestidos de ouro.

    29-30 Também entalhou figuras de querubins, palmeiras e botões de flores em todas as paredes do santuário principal e do santuário interior. O assoalho, tanto no interior quanto no exterior, também foi revestido de ouro.

    31-32 Ele fez portas de madeira de oliveira para a entrada do santuário interior. Os batentes tinham cinco lados. As portas também eram entalhadas com querubins, palmeiras e flores e revestidos de ouro.

    33-35 Da mesma forma, ele construiu a entrada do santuário principal com batentes de madeira de oliveira, mas esses batentes tinham quatro lados. As portas eram de pinho, com duas folhas. Cada folha da porta abria separadamente. Elas também eram entalhadas com querubins, palmeiras e flores e revestidos de ouro batido.

    36-38 Ele construiu o pátio interno com três camadas de pedras lavradas e uma última camada de tábuas de cedro. O alicerce do templo do Eterno foi lançado no quarto ano, no mês de zive. A construção foi terminada em todos os detalhes, tudo conforme o planejado, no décimo primeiro ano, no mês de bul, o oitavo mês. Salomão levou sete anos para construir o templo.

  • 1a Reis, 5

    FAMA INTERNACIONAL
    1-4 Hirão, rei de Tiro, quando soube que Salomão tinha sido coroado rei no lugar de Davi, mandou embaixadores a Israel. Esse rei sempre teve bom relacionamento com Davi. Salomão mandou dizer a ele: “Você sabe que meu pai, Davi, não pôde construir um templo em homenagem ao Eterno, porque teve de lutar o tempo todo e em toda parte, até que o Eterno pusesse todos os seus inimigos sob o seu domínio. Agora, o Eterno concedeu paz a todo o território. Não temos inimigos, não enfrentamos hostilidades.

    5-6 “Creio que é o momento certo para construir um templo em homenagem ao meu Deus, de acordo com a promessa do Eterno a meu pai: ‘Seu filho, que o substituirá no seu trono, construirá uma casa em minha homenagem’. Por isso, preciso da sua ajuda. Peço que autorize o corte de cedros na floresta do Líbano. Meus lenhadores trabalharão em parceria com os seus, e pagarei aos seus funcionários o salário que for estipulado. Você sabe que, entre o meu povo, não há ninguém que saiba cortar madeira como os sidônios.”

    7 Quando Hirão recebeu a mensagem de Salomão, ficou muito contente e exclamou: “Bendito seja o Eterno, que deu a Davi um filho tão sábio para governar aquela grande nação!”

    8-9 Ele mandou dizer a Salomão: “Recebi seu pedido de cedros e pinheiros. Você terá tudo que desejar. Os meus lenhadores levarão a madeira da floresta do Líbano até o mar, e eu a farei flutuar até o local que você determinar. Ali, ela será desamarrada para você poder levar. Peço apenas que se responsabilize pela alimentação dos meus funcionários.”

    10-12 Foi assim que Hirão forneceu toda a madeira de cedro e de pinheiro que Salomão desejava. Em troca, Salomão deu a Hirão vinte mil tonéis de trigo e vinte mil tonéis de azeite de oliva puro. A mesma quantidade era enviada cada ano. O Eterno deu sabedoria a Salomão, como tinha prometido. Houve paz entre Hirão e Salomão, formalizada por meio de um tratado.

    O INÍCIO DAS OBRAS DO TEMPLO
    13-18 O rei Salomão arregimentou trinta mil homens de todas as partes de lsrael. Ele os agrupou em lurnos de dez mil por mês para trabalhar na floresta do Líbano. Fies trabalhavam um mês e descansavam dois. Adonirão era o chefe dos trabalhadores. Salomão também tinha setenta mil trabalhadores não qualificados e outros oitenta mil cortadores de pedra nas montanhas. Tinha ainda três mil e trezentos mestres de obra para supervisionar o trabalho e os funcionários. Seguindo as ordens do rei, eles transportavam enormes blocos de pedra, que serviriam de fundação para o templo. Os construtores de Salomão e de Hirão, em parceria com os homens de Gebal, cortaram e prepararam a madeira e as pedras para a construção do templo.

  • 1a Reis, 4

    1-2 O rei Salomão começou bem o seu reinado sobre Israel. Estes eram os principais oficiais de seu governo:

    2-6 O sacerdote: Azarias, filho de Zadoque. Secretários: Eliorefe e Aías, filhos de Sisa. Historiador: Josafá, filho de Ailude. Comandante do exército: Benaia, filho de Joiada. Sacerdotes: Zadoque e Abiatar. Superintendente dos administradores regionais: Azarias, filho de Natã. Sacerdote e conselheiro do rei: Zabude, filho de Natã. Administrador do palácio: Aisar. Supervisor dos trabalhos forçados: Adonirão, filho de Abda.

    7-19 Salomão tinha doze administradores regionais distribuídos em Israel. Eles forneciam mantimento para o rei e sua administração. Cada um era responsável por fornecer o mantimento durante um mês do ano. Estes são os nomes deles: Ben-Hur, nos montes de Efraim. Ben-Dequer, em Macaz, Saalbim, Bete-Semes e Elom-Bete-Hana. Ben-Hesede, em Arubote, Socó e em toda a região de Héfer. Ben-Abinadabe, em Nafote-Dor. (Ele era casado com Tafate, filha de Salomão.) Baaná, filho de Ailude, em Taanaque e em Megido, e em toda a Bete-Seã, perto de Zaretã, abaixo de Jezreel; desde Bete-Seã até Abel-Meolá, adiante do território de Jocmeão. Ben-Geder, em Ramote-Gileade e nas aldeias de Jair, filho de Manassés, em Gileade, e na região de Argobe, em Basã, junto com suas sessenta cidades muradas e com trancas de bronze nas portas. Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim. Aimaás, em Naftali. Ele se casou com Basemate, filha de Salomão. Baaná, filho de Husai, em Aser e em Bealote. Josafá, filho de Parua, em Issacar. Simei, filho de Elá, em Benjamim. Geber, filho de Uri, em Gileade, a terra de Seom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã. Ele administrava sozinho todo o distrito.

    A PROSPERIDADE DE SALOMÃO
    20-21 A população de Judá e de Israel tinha crescido muito. Era numerosa como a areia da praia! Todas as suas necessidades eram supridas. O povo comia, bebia e estava contente. Salomão dominava sobre todos os reinos, desde o rio Eufrates, a leste, até o território dos filisteus, a oeste, estendendo-se até a fronteira do Egito. Esses reinos pagavam impostos e estiveram sob o domínio de Salomão durante toda a sua vida. 22-23 O suprimento diário do palácio de Salomão era: 30 tonéis de farinha da melhor qualidade; 60 tonéis de farinha comum; 10 novilhos gordos; 20 bois de pasto; 100 ovelhas; veados, gazelas, corças e aves domésticas em grande número.

    24-25 Salomão dominava sobre os reinos e reis a oeste do rio Eufrates, de Tifsa a Gaza. Todo o território estava em paz. Durante a vida de Salomão, todos os habitantes de Israel e Judá, desde Dã, ao norte, até Berseba, ao sul, viviam em segurança e tinham saúde. Todos estavam satisfeitos com o que possuíam.

    26-28 Salomão tinha quarenta mil cocheiras para os cavalos que puxavam os carros de guerra e doze mil cavaleiros. Os administradores regionais, de acordo com o mês designado, entregavam os suprimentos destinados ao rei Salomão e a todos os que eram sustentados pelo palácio. Sempre havia fartura. Eles também levavam ao lugar designado a cota de cevada e de pasto para os cavalos.

    29-34 Deus concedeu a Salomão muita sabedoria, conhecimento profundo e inteligência sem medida. Não havia nada que não estivesse ao alcance de seu intelecto. Sua sabedoria superava em muito a dos sábios do Oriente e sobressaía ao saber do Egito. Ele era mais sábio que qualquer outra pessoa: mais que Etã, o ezraíta; mais que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol. Ele era famoso em todas as nações ao redor. Compôs três mil provérbios, e seus cânticos chegaram a mil e cinco. Ele conhecia tudo sobre plantas, desde os grandes cedros que crescem no Líbano até o hissopo que cresce nas frestas do muro. Ele entendia tudo de mamíferos, aves, répteis e peixes. As pessoas vinham de todas as nações para ouvi-lo falar. Eram, na maioria, emissários de reis que souberam da sua reputação e sabedoria.

  • 1a Reis, 3

    1-3 Salomão fez um acordo com o faraó, casando-se com a filha do rei do Egito. Ele a trouxe para a Cidade de Davi, até que a construção do palácio real fosse concluída, bem como a do templo do Eterno e a do muro de Jerusalém. Enquanto isso, o povo adorava em santuários locais, porque, até então, não tinha sido construído um templo ao nome do Eterno. Salomão amava ao Eterno e perseverava em viver de acordo com as determinações de seu pai, Davi, mas prestava culto nos santuários locais, oferecendo sacrifícios e queimando incenso.

    4-5 O rei foi oferecer sacrifícios em Gibeom, o mais conhecido dos santuários locais. Ele sacrificou ali mil ofertas queimadas sobre o altar. Naquela noite, em Gibeom, o Eterno apareceu a Salomão num sonho. Deus disse: “O que você deseja? Peça o que quiser.”

    6 Salomão disse: “Foste muito generoso para com meu pai Davi, e ele se manteve fiel a ti. Seus relacionamentos eram corretos e justos. Agora, continuas demonstrando esse imenso amor, providenciando um sucessor que hoje se assenta no trono dele.

    7-8 “Aqui estou. Tu, ó Eterno, meu Deus, fizeste o teu servo reinar no lugar de meu pai, Davi. Sou muito jovem e ainda não tenho a experiência necessária para esta tarefa. Mas, estou aqui, no meio do povo que escolheste, um povo forte e muito numeroso.

    9 “Portanto, o meu pedido é este: Dá-me um coração compreensivo para conduzir o teu povo, para que eu possa entender bem a diferença entre o bem e o mal. Pois quem poderá, por si só, dirigir um povo tão grande?.”

    10-14 O Senhor Deus se agradou do pedido de Salomão e disse a ele: “Já que não pediu longevidade, riquezas nem a destruição dos inimigos, mas a capacidade para administrar e governar bem, você terá o que pediu. Vou dar a você um coração sábio e maduro. Nunca houve ninguém igual a você antes, e nunca haverá depois de você. E, como bônus, você também terá riqueza e fama, coisas que não pediu. Nenhum rei da terra se igualará a você. Se você não abandonar os meus caminhos e seguir os ensinamentos que seu pai seguiu, você terá uma vida longa.”

    15 Salomão acordou e pensou: “Que sonho!” Ele voltou para Jerusalém, pôs-se diante da arca da aliança do Senhor e adorou, sacrificando ofertas queimadas e ofertas de paz. Em seguida, ofereceu um banquete a todos os que estavam a seu serviço.

    16-21 Um dia, duas prostitutas compareceram diante do rei. Uma delas disse: “Meu senhor, esta mulher e eu vivemos na mesma casa. Enquanto estávamos juntas, eu tive um bebê. Três dias depois, ela também teve um bebê. Não tinha mais ninguém na casa, e o bebê desta mulher morreu durante a noite, quando ela, dormindo, deitou sobre a criança. Eu dormia profundamente, então, ela se levantou, pegou o meu filho e o pôs ao seu lado e, depois, acomodou o filho morto ao meu lado. Quando acordei, de madrugada, para amamentar meu filho, estava ali o bebê morto! Mas, depois de clarear o dia, percebi que não era o meu bebê.”

    22 A outra mulher interrompeu: “Não foi assim. O bebê vivo é meu, o morto é que é seu!” A primeira mulher protestou: “De jeito nenhum! Seu filho está morto, o meu é o que está vivo.” E começaram a bater boca diante do rei.

    23 O rei disse: “O que devemos fazer? Você diz que o filho vivo é seu e o morto é dela. Ela diz que não, que o morto é seu e o vivo é dela.”

    24 Depois de refletir alguns momentos, o rei ordenou: “Tragam-me uma espada.” E trouxeram a espada para o rei.

    25 Ele ordenou: “Cortem o bebê vivo em dois. Deem metade para uma e metade para a outra.”

    26 A verdadeira mãe do bebê vivo, comovida pelo filho, disse: “Não, meu senhor! Dê a ela o bebê, mas não o mate!” Mas a outra disse: “Se não posso ficar com ele, você também não ficará. Pode cortar o bebê!”

    27 O rei deu seu veredito: “Deem o bebê vivo à primeira mulher. Ninguém matará o bebê. Ela é a verdadeira mãe.”

    28 A noticia sobre a perspicácia do rei se espalhou por todo o Israel. Todos ficaram admirados de sua capacidade de julgar, sabendo que era a sabedoria proveniente do Eterno.