Categoria: Antigo Testamento

  • 1a Reis, 4

    1-2 O rei Salomão começou bem o seu reinado sobre Israel. Estes eram os principais oficiais de seu governo:

    2-6 O sacerdote: Azarias, filho de Zadoque. Secretários: Eliorefe e Aías, filhos de Sisa. Historiador: Josafá, filho de Ailude. Comandante do exército: Benaia, filho de Joiada. Sacerdotes: Zadoque e Abiatar. Superintendente dos administradores regionais: Azarias, filho de Natã. Sacerdote e conselheiro do rei: Zabude, filho de Natã. Administrador do palácio: Aisar. Supervisor dos trabalhos forçados: Adonirão, filho de Abda.

    7-19 Salomão tinha doze administradores regionais distribuídos em Israel. Eles forneciam mantimento para o rei e sua administração. Cada um era responsável por fornecer o mantimento durante um mês do ano. Estes são os nomes deles: Ben-Hur, nos montes de Efraim. Ben-Dequer, em Macaz, Saalbim, Bete-Semes e Elom-Bete-Hana. Ben-Hesede, em Arubote, Socó e em toda a região de Héfer. Ben-Abinadabe, em Nafote-Dor. (Ele era casado com Tafate, filha de Salomão.) Baaná, filho de Ailude, em Taanaque e em Megido, e em toda a Bete-Seã, perto de Zaretã, abaixo de Jezreel; desde Bete-Seã até Abel-Meolá, adiante do território de Jocmeão. Ben-Geder, em Ramote-Gileade e nas aldeias de Jair, filho de Manassés, em Gileade, e na região de Argobe, em Basã, junto com suas sessenta cidades muradas e com trancas de bronze nas portas. Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim. Aimaás, em Naftali. Ele se casou com Basemate, filha de Salomão. Baaná, filho de Husai, em Aser e em Bealote. Josafá, filho de Parua, em Issacar. Simei, filho de Elá, em Benjamim. Geber, filho de Uri, em Gileade, a terra de Seom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã. Ele administrava sozinho todo o distrito.

    A PROSPERIDADE DE SALOMÃO
    20-21 A população de Judá e de Israel tinha crescido muito. Era numerosa como a areia da praia! Todas as suas necessidades eram supridas. O povo comia, bebia e estava contente. Salomão dominava sobre todos os reinos, desde o rio Eufrates, a leste, até o território dos filisteus, a oeste, estendendo-se até a fronteira do Egito. Esses reinos pagavam impostos e estiveram sob o domínio de Salomão durante toda a sua vida. 22-23 O suprimento diário do palácio de Salomão era: 30 tonéis de farinha da melhor qualidade; 60 tonéis de farinha comum; 10 novilhos gordos; 20 bois de pasto; 100 ovelhas; veados, gazelas, corças e aves domésticas em grande número.

    24-25 Salomão dominava sobre os reinos e reis a oeste do rio Eufrates, de Tifsa a Gaza. Todo o território estava em paz. Durante a vida de Salomão, todos os habitantes de Israel e Judá, desde Dã, ao norte, até Berseba, ao sul, viviam em segurança e tinham saúde. Todos estavam satisfeitos com o que possuíam.

    26-28 Salomão tinha quarenta mil cocheiras para os cavalos que puxavam os carros de guerra e doze mil cavaleiros. Os administradores regionais, de acordo com o mês designado, entregavam os suprimentos destinados ao rei Salomão e a todos os que eram sustentados pelo palácio. Sempre havia fartura. Eles também levavam ao lugar designado a cota de cevada e de pasto para os cavalos.

    29-34 Deus concedeu a Salomão muita sabedoria, conhecimento profundo e inteligência sem medida. Não havia nada que não estivesse ao alcance de seu intelecto. Sua sabedoria superava em muito a dos sábios do Oriente e sobressaía ao saber do Egito. Ele era mais sábio que qualquer outra pessoa: mais que Etã, o ezraíta; mais que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol. Ele era famoso em todas as nações ao redor. Compôs três mil provérbios, e seus cânticos chegaram a mil e cinco. Ele conhecia tudo sobre plantas, desde os grandes cedros que crescem no Líbano até o hissopo que cresce nas frestas do muro. Ele entendia tudo de mamíferos, aves, répteis e peixes. As pessoas vinham de todas as nações para ouvi-lo falar. Eram, na maioria, emissários de reis que souberam da sua reputação e sabedoria.

  • 1a Reis, 3

    1-3 Salomão fez um acordo com o faraó, casando-se com a filha do rei do Egito. Ele a trouxe para a Cidade de Davi, até que a construção do palácio real fosse concluída, bem como a do templo do Eterno e a do muro de Jerusalém. Enquanto isso, o povo adorava em santuários locais, porque, até então, não tinha sido construído um templo ao nome do Eterno. Salomão amava ao Eterno e perseverava em viver de acordo com as determinações de seu pai, Davi, mas prestava culto nos santuários locais, oferecendo sacrifícios e queimando incenso.

    4-5 O rei foi oferecer sacrifícios em Gibeom, o mais conhecido dos santuários locais. Ele sacrificou ali mil ofertas queimadas sobre o altar. Naquela noite, em Gibeom, o Eterno apareceu a Salomão num sonho. Deus disse: “O que você deseja? Peça o que quiser.”

    6 Salomão disse: “Foste muito generoso para com meu pai Davi, e ele se manteve fiel a ti. Seus relacionamentos eram corretos e justos. Agora, continuas demonstrando esse imenso amor, providenciando um sucessor que hoje se assenta no trono dele.

    7-8 “Aqui estou. Tu, ó Eterno, meu Deus, fizeste o teu servo reinar no lugar de meu pai, Davi. Sou muito jovem e ainda não tenho a experiência necessária para esta tarefa. Mas, estou aqui, no meio do povo que escolheste, um povo forte e muito numeroso.

    9 “Portanto, o meu pedido é este: Dá-me um coração compreensivo para conduzir o teu povo, para que eu possa entender bem a diferença entre o bem e o mal. Pois quem poderá, por si só, dirigir um povo tão grande?.”

    10-14 O Senhor Deus se agradou do pedido de Salomão e disse a ele: “Já que não pediu longevidade, riquezas nem a destruição dos inimigos, mas a capacidade para administrar e governar bem, você terá o que pediu. Vou dar a você um coração sábio e maduro. Nunca houve ninguém igual a você antes, e nunca haverá depois de você. E, como bônus, você também terá riqueza e fama, coisas que não pediu. Nenhum rei da terra se igualará a você. Se você não abandonar os meus caminhos e seguir os ensinamentos que seu pai seguiu, você terá uma vida longa.”

    15 Salomão acordou e pensou: “Que sonho!” Ele voltou para Jerusalém, pôs-se diante da arca da aliança do Senhor e adorou, sacrificando ofertas queimadas e ofertas de paz. Em seguida, ofereceu um banquete a todos os que estavam a seu serviço.

    16-21 Um dia, duas prostitutas compareceram diante do rei. Uma delas disse: “Meu senhor, esta mulher e eu vivemos na mesma casa. Enquanto estávamos juntas, eu tive um bebê. Três dias depois, ela também teve um bebê. Não tinha mais ninguém na casa, e o bebê desta mulher morreu durante a noite, quando ela, dormindo, deitou sobre a criança. Eu dormia profundamente, então, ela se levantou, pegou o meu filho e o pôs ao seu lado e, depois, acomodou o filho morto ao meu lado. Quando acordei, de madrugada, para amamentar meu filho, estava ali o bebê morto! Mas, depois de clarear o dia, percebi que não era o meu bebê.”

    22 A outra mulher interrompeu: “Não foi assim. O bebê vivo é meu, o morto é que é seu!” A primeira mulher protestou: “De jeito nenhum! Seu filho está morto, o meu é o que está vivo.” E começaram a bater boca diante do rei.

    23 O rei disse: “O que devemos fazer? Você diz que o filho vivo é seu e o morto é dela. Ela diz que não, que o morto é seu e o vivo é dela.”

    24 Depois de refletir alguns momentos, o rei ordenou: “Tragam-me uma espada.” E trouxeram a espada para o rei.

    25 Ele ordenou: “Cortem o bebê vivo em dois. Deem metade para uma e metade para a outra.”

    26 A verdadeira mãe do bebê vivo, comovida pelo filho, disse: “Não, meu senhor! Dê a ela o bebê, mas não o mate!” Mas a outra disse: “Se não posso ficar com ele, você também não ficará. Pode cortar o bebê!”

    27 O rei deu seu veredito: “Deem o bebê vivo à primeira mulher. Ninguém matará o bebê. Ela é a verdadeira mãe.”

    28 A noticia sobre a perspicácia do rei se espalhou por todo o Israel. Todos ficaram admirados de sua capacidade de julgar, sabendo que era a sabedoria proveniente do Eterno.

  • 1a Reis, 2

    1-4 Perto de sua morte, Davi deu as seguintes instruções a Salomão: “Estou prestes a seguir o caminho de toda a terra, mas você seja forte e aja como homem! Faça o que o Eterno disser. Ande no caminho que ele mostrar: Siga à risca as suas instruções, leve a sério seus ensinamentos e ordenanças, suas instruções de vida conforme revelou a Moisés, e você será bem-sucedido em tudo que fizer e aonde quer que você for. O Eterno confirmará o que me prometeu, dizendo: ‘Se seus descendentes forem sensatos e absolutamente leais a mim, sempre haverá um sucessor para você sobre o trono de lsrael’.

    5-6 “Não se esqueça do que Joabe, filho de Zeruia, fez aos dois comandantes do exército de Israel, a Abner, filho de Ner, e a Amasa, filho de Jéter. Ele os assassinou a sangue-frio, agindo em tempo de paz como se estivesse na guerra, e. desde então, ficou manchado com todo esse sangue. Faça com ele o que achar melhor, mas de maneira alguma o deixe escapar. Ele tem de pagar pelo que fez.

    7 “Mas seja generoso para com os filhos de Barzilai, de Gileade. Receba-os com toda a cordialidade. Foi assim que eles me trataram quando eu fugia de seu irmão Absalão.

    8-9 “Você também terá de cuidar do caso de Simei, filho de Gera, o benjamita de Baurim, aquele que me amaldiçoou de maneira tão cruel quando eu ia para Maanaim. Quando fui recebido de volta no Jordão, prometi em nome do Eterno que não o mataria. Mas você não deve tratá-lo como se nada tivesse acontecido. Você é sábio, saberá como lidar com isso e saberá o que fazer para que ele pague pelo que fez antes de morrer.” Ill

    10-12 Depois disso, Davi descansou com seus antepassados. Foi sepultado na Cidade de Davi. Davi reinou quarenta anos sobre Israel, sete anos em Hebrom e trinta e três em Jerusalém. Salomão ocupou o trono de seu pai Davi, e o seu reino se consolidou.

    SALOMÃO
    13-14 Adonias, filho de Hagite, foi conversar com Bate-Seba, mãe de Salomão. Ela perguntou: “Você vem em paz?.” Ele respondeu: “Sim. Posso dizer algo a você?.” Ela respondeu: “Claro, pode falar.”

    15-16 “Você sabe que o reino estava em minhas mãos, e todos esperavam que eu fosse o rei, mas deu tudo ao contrário, e o reino acabou nas mãos de meu irmão. O Eterno quis assim. Agora, quero fazer um pedido. Por favor, não me negue isto!’’. Ela disse: “Prossiga. O que você deseja?.” 17

    18 “Peça ao rei Salomão que me dê por mulher Abisague, a sunamita. Ele não negará esse pedido a você.” Bate-Seba disse: “Sem problema. Falarei com o rei a seu favor.”

    19 Bate-Seba foi transmitir ao rei Salomão o pedido de Adonias. O rei levantou-se e a recebeu, inclinando-se respeitosamente; depois, voltou a se sentar no trono. Ele pediu que pusessem um trono ao lado do seu para sua mãe. Ela se sentou do seu lado direito.

    20 Bate-Seba começou a falar; “Tenho um pequeno favor a pedir. Por favor, não me negue isto!” O rei disse: “Pode falar, mãe. É claro que não vou negar nada a você.”

    21 Ela disse: “Dê a sunamita Abisague por mulher a seu irmão Adonias.”

    22 O rei Salomão respondeu a sua mãe: “Que favor é esse? Por que está pedindo a sunamita Abisague para Adonias? Por que já não pede o reino de uma vez? Ele é meu irmão mais velho e tem o sacerdote Abiatar e Joabe, filho de Zeruia, como aliados!”

    23-24 O rei Salomão jurou em nome do Eterno: “Que Deus faça o que quiser comigo se Adonias não pagar esse desaforo com a própria vida! Juro pelo Eterno, o Deus que me estabeleceu no trono de meu pai Davi e pôs sobre mim a responsabilidade do reino, como tinha prometido, que Adonias morrerá ainda hoje!”

    25 O rei Salomão deu ordens a Benaia, filho de Joiada, que matou Adonias.

    26 Depois, o rei disse ao sacerdote Abiatar: “Você ficará exilado na sua terra, em Anatote. Você merece morrer, mas não vou matar você — pelo menos não agora, porque você estava encarregado da arca do Senhor Eterno nos dias de meu pai, Davi, e porque esteve com ele em todos os momentos difíceis da vida dele.”

    27 Salomão exonerou Abiatar do sacerdócio do Eterno em cumprimento à palavra do Eterno, em Siló, a respeito da família de Eli.

    28-29 Quando ficou sabendo disso, Joabe, que tinha conspirado com Adonias apesar de ter sido leal no caso de Absalão, refugiou-se no santuário do Eterno, agarrando-se a uma das pontas do altar, para se proteger. O rei Salomão foi informado de que Joabe tinha se refugiado no santuário do Eterno e estava agarrado ao altar. Imediatamente, enviou Benaia, filho de Joiada, e outros homens com ordem de matá-lo.

    30 Benaia entrou no santuário do Eterno e disse a Joabe: “Saia daí, por ordem do rei!” Ele respondeu: “Não saio! Vou morrer aqui dentro.” Benaia voltou ao rei e contou o que tinha acontecido.

    31-33 O rei disse: “Pois faça o que ele diz. Mate-o e mande sepultá-lo. Que eu e a família de meu pai sejamos inocentes da culpa do sangue que Joabe derramou injustamente. Ele matou dois homens muito mais dignos do que ele. Contra a vontade de meu pai, assassinou Abner, filho de Ner, comandante do exército de lsrael, e Amasa, filho de Jéter, comandante do exército de Judá. A culpa desses crimes brutais recairá sobre Joabe e seus descendentes, mas que a paz do Eterno esteja sobre Davi e seus descendentes, sobre sua dinastia e seu reino.”

    34-35 Benaia, filho de Joiada, matou Joabe. Ele foi sepultado no túmulo da família, que ficava no campo. Como substituto de Joabe, o rei designou Benaia, filho de Joiada, comandante do exército, e substituiu Abiatar pelo sacerdote Zadoque.

    36-37 Em seguida, o rei mandou chamar Simei e disse a ele: “Construa uma casa em Jerusalém. Você vai morar aqui e não poderá mais sair da cidade. Se ultrapassar o limite do vale do Cedrom, estará assinando a sua sentença de morte.”

    38 Simei respondeu ao rei: “Está bem! Seu servo fará exatamente o que o meu senhor, o rei, ordenou.” Simei veio morar em Jerusalém.

    39-40 Mas, passados três anos, dois escravos de Simei fugiram para a casa de Aquis, filho de Maaca, rei de Gate, e alguém disse a Simei: “Seus escravos estão em Gate.” Simei imediatamente selou seu jumento e foi para Gate, à procura dos seus escravos. Depois de encontrá-los, trouxe-os de volta.

    41 Salomão foi informado disto: “Simei saiu de Jerusalém. Foi até Gate e está de volta.”

    42-43 O rei mandou chamar Simei e perguntou: “Não fiz você prometer, em nome do Eterno, e não deixei bem avisado que você não saísse de Jerusalém? Eu não disse que, se deixasse a cidade, estaria assinando a sua sentença de morte? Você não concordou, dizendo: ‘Está bem! Farei exatamente o que o senhor ordenou’? Por que, então, você não cumpriu a promessa, feita em nome do Eterno, de obedecer à minha ordem?”

    44-45 Então, o rei disse a Simei: “No fundo do seu coração, você tem consciência do mal que causou a meu pai Davi. Agora, o Eterno fará recair sobre você o mal que você fez. Mas o rei Salomão será abençoado, e o reinado de Davi se consolidará sob a proteção do Eterno.”

    46 Dito isso, o rei ordenou que Benaia executasse a sentença, e ele matou Simei. O reino se consolidou sob o comando de Salomão.

  • 1a Reis, 1

    DAVI
    1-4 O rei Davi envelheceu. Os anos o alcançaram. Apesar de o cobrirem com vários cobertores, ele não se aquecia. Por isso, alguém sugeriu: “Podemos trazer uma jovem virgem para ficar a seu lado e cuidar de nosso senhor, o rei. Ela se deitará com o senhor e o aquecerá.” Eles procuraram em Israel a mais bela jovem que pudessem encontrar. Acharam Abisague, uma sunamita, e a trouxeram ao rei. A moça era muito bonita. Ela ficou ao lado dele e cuidou do rei, mas o rei não teve relações com ela

    5-6 Na ocasião, Adonias, cuja mãe se chamava Hagite, se gabava dizendo: “Eu sou o sucessor do rei!” Ele providenciou carros, cavaleiros e cinquenta homens para correrem à sua frente. Seu pai o criou muito mimado, nunca o repreendia. Ele também tinha boa aparência e vinha logo depois de Absalão.

    7-8 Adonias conversou com Joabe, filho de Zeruia, e com o sacerdote Abiatar, e eles o apoiaram. Mas o sacerdote Zadoque, Benaia, filho de Joiada, o profeta Natã, Simei, Rei e a guarda pessoal de Davi não apoiaram Adonias.

    9-10 Adonias ofereceu uma festa de coroação. Sacrificou ovelhas, bois e novilhos gordos na rocha de Zoelete, perto da fonte de En-Rogel. Ele convidou Iodos os seus irmãos, os filhos do rei, e todos os servidores mais influentes do rei que havia em Judá, mas não receberam convite o profeta Natã, Benaia, a guarda pessoal do rei e seu irmão Salomão.

    11-14 Natã procurou Bate-Seba, mãe de Salomão, e disse: “Sabia que Adonias, filho de Hagite, proclamou-se rei, e nosso senhor Davi não está sabendo de nada? Agora, deixe-me dizer como você poderá salvar a própria vida e a de Salomão. Vá imediatamente ao rei Davi e diga a ele: ‘O meu senhor e rei não me prometeu: Seu filho Salomão será o meu sucessor como rei e ocupará o meu trono? Então, por que Adonias foi coroado rei?’. Enquanto você estiver conversando com o rei, eu vou entrar e confirmar o que você diz.”

    15-16 Bate-Seba correu para o quarto do rei. Ele estava muito velho, e Abisague eslava a seu lado, cuidando dele. Quando Bate-Seba se prostrou em reverência ao rei, ele perguntou: “O que você deseja?”

    17-21 Ela respondeu: “Meu rei, o senhor me prometeu, em nome do Eterno, seu Deus: ‘Seu filho Salomão será o meu sucessor como rei e ocupará o meu trono’. Mas agora, veja o que está acontecendo: Adonias foi coroado rei, e o meu senhor, o rei, nem está sabendo! Ele deu uma grande festa de coroação, oferecendo bois, novilhos gordos e ovelhas. Convidou os filhos do rei, o sacerdote Abiatar e Joabe, comandante do exército. Mas seu servo Salomão não foi convidado. Todos em lsrael estão observando o rei. Querem ver o que o senhor fará. Estão ansiosos para saber quem ocupará o trono, depois do senhor. Se não fizer nada, no dia em que o senhor for sepultado, eu e meu filho estaremos condenados à morte.”

    22-23 Enquanto ela relatava os fatos ao rei, o profeta Natã chegou ao palácio. O rei foi avisado: “O profeta Natã está aqui.” Ele veio à presença do rei e prostrou-se com o rosto em terra em reverência.

    24-27 Natã começou a talar: “Ó rei, meu senhor, por acaso o senhor disse: Adonias será o meu sucessor como rei e ocupará o meu trono’? Pois é o que está acontecendo. Ele deu uma enorme festa de coroação com bois, novilhos gordos e ovelhas. Convidou todos os filhos do rei, os oficiais do exército e o sacerdote Abiatar. Eles estão em grande festa, comendo, bebendo e clamando: ‘Viva o rei Adonias!’. Mas eu, o sacerdote Zadoque, Benaia, filho de Joiada, e seu servo Salomão não fomos convidados. Será que o rei, o meu senhor, está fazendo isso sem o nosso conhecimento, sem nos contar que desejava que Adonias fosse o seu sucessor?.”

    28 O rei Davi reagiu imediatamente à notícia e ordenou: “Tragam Bate-Seba de volta aqui” Ela voltou ao quarto.

    29-30 O rei prometeu solenemente: “Assim como vive o Eterno, o Deus que me livrou de todas as aflições, vou cumprir o que prometi a você em nome do Eterno. Seu filho Salomão será o meu sucessor como rei e ocupará o meu lugar no trono. E farei isso hoje mesmo.”

    31 Bate-Seba prostrou-se com o rosto em terra. Ajoelhada, em reverência ao rei, ela disse: “Viva para sempre o rei Davi, o meu senhor!”

    32 O rei Davi disse: “Chamem o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e Benaia, filho de Joiada.” Eles vieram à presença do rei.

    33-35 Davi deu a eles as seguintes ordens: “Reúnam o pessoal do palácio, ponham meu filho Salomão sobre a mula real e conduzam o cortejo até Giom. Quando chegarem lá, o sacerdote Zadoque e o profeta Natã o ungirão rei sobre Israel. Em seguida, soem a trombeta e clamem: ‘Viva para sempre o rei Salomão!’. Depois, vocês o acompanharão até ele entrar e ocupar o meu trono, tornando-se, assim, o meu sucessor. Eu o designei rei sobre Israel e sobre Judá.”

    36-37 Benaia, filho de Joiada, apoiou o rei, dizendo: “Assim seja! Que o Eterno, o Deus do meu senhor, o rei, confirme isso! Assim como o Eterno esteve com o rei, o meu senhor, assim esteja com Salomão, e que o seu domínio seja ainda maior que o do meu senhor, o rei Davi!”

    38-40 O sacerdote Zadoque, o profeta Natã, Benaia, filho de Joiada, e a guarda pessoal do rei, os queretitas e os peletitas, desceram, puseram Salomão sobre a mula do rei Davi e o conduziram até Giom. O sacerdote Zadoque trouxe um frasco de azeite do santuário e ungiu Salomão. Fizeram tocar as trombetas, e todos gritaram: “Viva para sempre o rei Salomão!” O povo se juntou à celebração, tocando instrumentos e cantando. O chão tremia com o barulho.

    41 Adonias e todos os seus convidados estavam no fim da sua festa de coroação quando receberam a notícia. Quando Joabe ouviu o som da trombeta, perguntou: “O que está acontecendo? Por que todo esse tumulto?”

    42 No meio da conversa, Jônatas, filho do sacerdote Abiatar, chegou. Adonias disse: “Bem-vindo! Um homem bom e corajoso como você deve trazer boas notícias.”

    43-48 Mas Jônatas respondeu: “Infelizmente, não! O rei Davi acabou de proclamar Salomão rei! E o novo rei tem o apoio do sacerdote Zadoque, do profeta Natã, de Benaia, filho de Joiada, e dos queretitas e peletitas. Eles puseram Salomão sobre a mula real. O sacerdote Zadoque e o profeta Matã o ungiram rei em Giom e, agora, a comitiva está subindo, cantando e festejando! A cidade toda está alvoroçada! É isto mesmo que você está ouvindo: Salomão está sentado no trono! Mas não é só isso! Os oficiais do rei foram felicitar o rei Davi, dizendo: ‘Que Deus torne Salomão ainda mais famoso que o senhor, e o governo dele se estenda além do seu!’. Mesmo na cama, o rei orou a Deus: ‘Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, que providenciou um sucessor para o meu trono e permitiu que eu vivesse para vê-lo!’

    49-50 Os convidados de Adonias, apavorados, se dispersaram. Adonias, com medo de Salomão, refugiou-se no santuário e agarrou-se a uma das pontas do altar.

    51 Disseram a Salomão: “Adonias, com medo do rei Salomão, refugiou-se no santuário e agarrou-se a uma das pontas do altar, dizendo: ‘Não sairei daqui até que o rei Salomão prometa que não vai me matar’

    52-53 Salomão disse: “Se ele for um homem de respeito, não cairá sequer um fio de cabelo da sua cabeça, mas, se ele tem más intenções, será morto.” Salomão mandou chamá-lo, e o tiraram do altar. Adonias chegou, inclinou-se em respeito diante do rei. Salomão o dispensou: “Volte para casa.”

  • 2a Reis, 25

    1-7 A revolta de Zedequias começou no décimo mês do nono ano do seu reinado. Nabucodonosor e todo o seu exército rumaram para Jerusalém. Montaram acampamento, cercaram a cidade e preparam rampas de ataque. A cidade ficou dezenove meses sob o cerco, até o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias. No quarto mês do décimo primeiro ano do reinado de Zedequias, a fome se agravou: não havia nem migalhas para o povo comer. Mas foi percebida uma brecha nas linhas inimigas, e, à noite, todo o exército fugiu pela passagem entre os dois muros próximos ao jardim do rei. Passaram pelos babilônios que estavam em volta da cidade e foram na direção do Jordão, no vale da Arabá. Mas os babilônios saíram em perseguição do rei e o alcançaram nas campinas de Jericó. O exército de Zedequias tinha desertado e estava espalhado por todos os lugares. Os babilônios prenderam Zedequias e o levaram ao rei da Babilônia, que estava em Ribla. Ali mesmo o julgaram e o sentenciaram. Os filhos de Zedequias foram executados na presença dele. Foi a última coisa que ele viu, porque, depois disso, eles furaram os olhos dele. Em seguida, levaram-no algemado para a Babilônia.

    8-12 No nono ano do reinado de Nabucodonosor da Babilônia, no dia 7 do quinto mês, Nebuzaradã, chefe da guarda do rei da Babilônia, chegou a Jerusalém. Ele incendiou o templo do Eterno, depois, destruiu o palácio real, as casas e todas as construções de Jerusalém. As tropas babilônicas que o acompanhavam derrubaram os muros da cidade. Por fim, reuniu todos os que ainda estavam na cidade e os que tinham desertado e os entregou ao rei da Babilônia e os levou para o exílio. Mas deixou alguns pobres agricultores cuidando do que tinha sobrado das vinhas e das lavouras.

    13-15 Os babilônios derrubaram as colunas de bronze, os suportes de bronze e o tanque de bronze que estavam no templo do Eterno. Eles levaram todo o bronze para a Babilônia. Também levaram todos os utensílios de bronze usados para o sacrifício no templo, os incensários e as bacias de aspersão de ouro e de prata. Não ficou nada, todo o metal precioso que encontraram foi levado.

    16-17 A quantidade de bronze tirada das duas colunas, do tanque e dos suportes que Salomão tinha feito para o templo do Eterno era tanta que não se podia medir. Cada coluna tinha oito metros e dez centímetros de altura, fora o c tel no alto da coluna, que tinha um metro e trinta e cinco centímetros de altura e era enfeitado ao redor com uma fileira de romãs de bronze.

    18-21 O comandante da guarda levou prisioneiros o sacerdote principal Seraías, o sacerdote auxiliar Sofonias, três guardas do templo, o oficial que era comandante do exército, cinco conselheiros do rei, o tesoureiro, o chefe do alistamento militar e sessenta homens que ainda restavam do povo. Nebuzaradã, comandante da guarda do rei, conduziu-os em marcha até Ribla, onde estava o rei da Babilônia. Em Ribla, na terra de Hamate, o rei da Babilônia os matou a sangue-frio. Judá foi para o exílio, para longe da sua terra.

    22-23 Nabucodonosor, rei da Babilônia, nomeou Gedalias, filho de Aicam, filho de Safã, governador sobre os que restaram em Judá. Quando Ismael, filho de Netanias, Joanã, filho de Careá, Seraías, filho de Tanumete, o netofatita, e Jezanias, filho de um maacatita, todos oficiais do exército, souberam que Nabucodonosor tinha nomeado Gedalias, foram conversar com ele em Mispá.

    24 Gedalias tranquilizou os oficiais e seus soldados, dizendo: “Não fiquem com medo dos oficiais babilônios. Voltem para suas terras e suas famílias e respeitem o rei da Babilônia. Não se preocupem, tudo ficará bem.”

    25 Passado um tempo, no sétimo mês, Ismael, filho de Netanias, filho de Elisama, da linhagem real, retornou com dez homens e matou Gedalias, bem como os judeus e os oficiais babilônios que estavam com ele em Mispá.

    26 Mas, com medo da retaliação dos babilônios, eles fugiram para o Egito, levando os líderes e o povo, desde as crianças até os velhos.

    27-30 No trigésimo sétimo ano do exílio de Joaquim, rei de Judá, Evil-Merodaque começou a reinar na Babilônia e libertou Joaquim da prisão. Foi no dia

    27 do décimo segundo mês. O rei o tratou com cortesia e dispensou a ele um tratamento especial, diferente do que se fazia aos outros prisioneiros políticos da Babilônia. Joaquim pôde deixar de lado a roupa de prisioneiro e comeu na companhia do rei pelo resto de sua vida. O rei providenciou tudo de que ele precisava para uma vida tranquila.

  • 2a Reis, 24

    1 Durante seu reinado, Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu Judá. Jeoaquim passou a servi-lo. Mas, depois de três anos, se rebelou.

    2-4 O Eterno enviou vários exércitos contra ele: babilônios, arameus, moabitas e amonitas. O objetivo era destruir Judá, para se cumprir o que o Eterno tinha anunciado por meio dos profetas. Nada aconteceu sem um propósito. O Eterno estava castigando Judá por causa dos pecados de Manassés, pelo derramamento de sangue inocente que tinha inundado as ruas de Jerusalém. O Eterno não estava disposto a perdoar esses crimes.

    5-6 O restante da vida e dos feitos de Jeoaquim está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Jeoaquim morreu e foi sepultado com seus antepassados. Seu filho Joaquim foi seu sucessor.

    7 O Egito não era mais uma ameaça, pois deixou de sair com seu exército para invadir outros países. O rei da Babilônia tinha conquistado todas as terras entre o ribeiro do Egito e o rio Eufrates, que antes eram controladas pelo rei do Egito.

    JOAQUIM DE JUDÁ
    8-9 Joaquim tinha 18 anos de idade quando começou a reinar. Reinou apenas três anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Neusta, filha de Elnatã. Ela era de Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno, como seu pai tinha feito.

    10-12 Certo dia, os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacaram Jerusalém e montaram um cerco em torno dela. Enquanto os seus oficiais montavam o cerco em voltada cidade, Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez uma visita pessoal a Jerusalém. E Joaquim, rei de Judá, com sua mãe, seus oficiais, seus conselheiros e os líderes do governo renderam-se a ele.

    12-14 No oitavo ano do seu reinado, Joaquim foi levado cativo pelo rei da Babilônia. Nabucodonosor retirou todos os tesouros do templo do Eterno e do palácio real e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha feito para o templo do Eterno. Não era de admirar, pois o Eterno já tinha anunciado que isso aconteceria. Depois, levou para o exílio todo o povo de Jerusalém, os líderes, os soldados, todos os artesões e os ferreiros — cerca de dez mil pessoas. Apenas os mais pobres ficaram.

    15-16 Nabucodonosor também levou Joaquim cativo para a Babilônia. Joaquim foi acompanhado de sua mãe, suas mulheres, seus principais oficiais e líderes. Foram deportados para a Babilônia sete mil soldados de combate e mais de mil ferreiros e artesões.

    17 O rei da Babilônia nomeou Matanias, tio de Joaquim, rei sobre Judá e mudou seu nome para Zedequias.

    ZEDEQUIAS DE JUDÁ
    18 Zedequias tinha 21 anos de idade quando começou a reinar. Reinou em Jerusalém onze anos. Sua mãe chamava-se Hamutal, filha de Jeremias. Ela era de Libna.

    19 Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos de Jeoaquim.

    20 Tudo isso aconteceu a Jerusalém e a Judá por causa da ira do Eterno. Finalmente, ele os expulsou da sua presença. Depois, Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia.

  • 2a Reis, 23

    1-3 O rei convocou imediatamente todas as autoridades de Judá e de Jerusalém. Subiu ao templo do Eterno acompanhado de todos os homens de Judá, de todos os moradores de Jerusalém, desde os nobres até os mais simples, dos sacerdotes e dos profetas. Depois, leu publicamente tudo que estava escrito no Livro da Aliança encontrado no templo do Eterno. O rei ficou de pé, ao lado da coluna e, diante do Eterno, fez um juramento, comprometendo-se a seguir ao Eterno, a confiar nele e a obedecer a ele. Prometeu acatar de corpo e alma as suas instruções com respeito ao que deveriam crer e fazer e praticar tudo que estava prescrito na aliança, todas as coisas escritas no livro. O povo ficou de pé, em sinal de concordância e todos se comprometeram também, unanimemente.

    4-9 O rei ordenou ao sacerdote principal Hilquias, aos sacerdotes auxiliares e à guarda do templo que tirassem do templo do Eterno tudo que estivesse ligado à adoração a Baal, a Aserá e aos poderes cósmicos e que o limpassem. Depois, determinou que tudo fosse queimado fora de Jerusalém nos campos do Cedrom, jogando as cinzas em Betel. Ele despediu os sacerdotes pagãos que os reis de Judá tinham contratado para supervisionar os altares das divindades ligadas às orgias religiosas nas cidades de Judá e nos arredores de Jerusalém. Limpou a nação da poluição do incenso contínuo oferecido a Baal, ao Sol, à Lua, aos astros e a todos os poderes cósmicos. Retirou o poste sagrado de Aserá do templo do Eterno e o levou para o vale do Cedrom, fora de Jerusalém, onde o queimou. Depois, espalhou as cinzas no cemitério. Derrubou os aposentos dos prostitutos cultuais, que tinham sido construídos no templo do Eterno, que as mulheres também usavam para tecer tendas para os postes de Aserá. Eliminou das cidades de Judá os sacerdotes pagãos e derrubou os altares às divindades ligadas às orgias religiosas, nos quais esses sacerdotes ofereciam incenso, desde Geba até Berseba. Derrubou também os altares da entrada de Josué, governador da cidade, os altares que ficavam do lado esquerdo de quem entra. Apesar de esses sacerdotes não terem profanado o altar do Eterno em Jerusalém, eles comiam com seus colegas sacerdotes; por isso, também foram eliminados.

    10-11 Depois, Josias destruiu Tofete, no vale de Ben-Hinom, para que não mais sacrificassem seus filhos a Moloque. Demoliu as estátuas de cavalos que os reis de Judá tinham posto na entrada do templo em honra do deus-sol. Eles ficavam no pátio, perto da sala do oficial Natã-Meleque. Ele queimou os carros consagrados ao Sol.

    12-15 O rei esmigalhou os altares do terraço de Acaz, os altares erguidos pelos reis de Judá e os altares de Manassés espalhados pelo pátio do templo. Retirou todo o entulho deles e jogou no vale do Cedrom. O rei também retirou todos os altares das divindades ligadas às orgias religiosas espalhados a leste de Jerusalém, na encosta sul da colina da Destruição, os que o rei Salomão tinha construído para a deusa -prostituta Aserá, dos sidônios, para Camos, o ídolo dos moabitas, e para Moloque, o deus abominável dos amonitas. Quebrou os altares, reduziu a nada os postes sagrados de Aserá e espalhou ossos humanos sobre eles. Depois, foi a vez do altar de Betel que Jeroboão, filho de Nebate, tinha construído, o mesmo Jeroboão que levou Israel a viver em pecado. Quebrou o altar, queimou o santuário, reduzindo tudo a cinzas. Depois, queimou também o poste sagrado de Aserá.

    16 Josias olhou ao redor e viu os túmulos no alto da colina. Ele mandou que se retirassem os ossos e os cremassem sobre as ruínas dos altares, para profanar os altares pagãos. Assim, cumpriu-se a palavra do Eterno dita pelo homem de Deus muito tempo antes, quando Jeroboão se pusera ao lado do altar na santa convocação.

    17 Então, o rei perguntou: “Que monumento é este?.” Os homens da cidade disseram: “É o túmulo do homem de Deus que profetizou contra o altar de Betel, que você acabou de cumprir.”

    18 Josias disse: “Deixem os ossos dele em paz.” Então, deixaram os ossos dele, com os ossos do profeta de Samaria.

    19-20 Mas Josias não parou por aí. Ele percorreu todas as cidades de Samaria em que os reis de Israel tinham edificado altares para as divindades ligadas às orgias religiosas e que provocaram a ira do Eterno. Matou todos os sacerdotes responsáveis pelos sacrifícios e cremou-os sobre os próprios altares, profanando-os. Depois disso, Josias voltou para Jerusalém.

    21 Em seguida, o rei ordenou ao povo: “Celebrem a Páscoa do Eterno, o seu Deus, exatamente como está escrito no Livro da Aliança.”

    22-23 A Páscoa não era celebrada desde os dias dos juízes de Israel. Nenhum dos reis de Judá ou de Israel a tinha celebrado. Mas, no décimo oitavo ano do reinado de Josias, foi celebrada a Páscoa perante o Eterno, em Jerusalém.

    24 Josias limpou a terra eliminando os que consultavam espíritos, os ídolos domésticos e as imagens esculpidas, todo tipo de relíquias e imagens obscenas e profanas espalhadas por todos os cantos de Judá e Jerusalém. Josias fez isso para cumprir as palavras da Revelação do Eterno registradas no livro que o sacerdote Hilquias encontrou no templo do Eterno.

    25 Não houve, antes nem depois, outro rei comparável a Josias, que se mostrasse de corpo e alma obediente ao Eterno, em seguir as instruções reveladas e registradas por Moisés. Nunca mais se viu um rei como Josias.

    26-27 Mas, apesar de Josias, a ira do Eterno não se extinguiu por causa de tudo que Manassés tinha feito para provocar sua ira. Por isso, o Eterno disse: “Eliminarei Judá da minha presença, da mesma forma em que eliminei Israel. Virarei as costas para a cidade de Jerusalém, que escolhi, e também para o templo, a respeito do qual eu disse: ‘Meu nome habitará aqui para sempre

    28-30 O restante da vida e dos feitos de Josias está escrito nas Crônicas dos Reis de Judá. Josias morreu quando o faraó Neco, rei do Egito, aliou-se ao rei da Assíria, na região do rio Eufrates. Josias tentou resistir em Megido, mas Neco o matou ali. Os servos de Josias levaram seu corpo num carro de volta para Jerusalém, onde o sepultaram no seu túmulo. O povo escolheu Jeoacaz, filho de Josias e o ungiu rei para suceder seu pai.

    JEOACAZ DE JUDÁ
    31 Jeoacaz tinha 23 anos de idade quando começou a reinar. Reinou apenas três meses em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hamutal, filha de Jeremias. Ela era de Libna.

    32 Ele agiu mal perante o Eterno, seguindo os caminhos dos seus antecessores.

    33-34 O faraó Neco capturou Jeoacaz em Ribla, na região de Hamate, e o prendeu, não deixando que ele reinasse em Jerusalém. Exigiu que Judá pagasse tributo de três toneladas e meia de prata e trinta e cinco quilos de ouro. Depois, o faraó Neco designou Eliaquim, filho de Josias, rei no lugar dele e mudou seu nome para Jeoaquim. Jeoacaz foi levado para o Egito e morreu ali.

    35 Enquanto isso, Jeoaquim, como serviçal exemplar, pagava os tributos de ouro e prata exigidos pelo faraó. Ele arrecadava o ouro e a prata na forma de imposto cobrado do povo, para poder cumprir seus compromissos.

    JEOAQUIM DE JUDÁ
    36-37 Jeoaquim tinha 25 anos de idade quando começou a reinar. Reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Zebida, filha de Pedaías. Ela era de Ruma. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os caminhos dos seus antepassados.

  • 2a Reis, 22

    JOSIAS DE JUDÁ
    1-2 Josias tinha 8 anos de idade quando começou a reinar. Ele reinou trinta e um anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jedida, filha de Adaías. Ela era de Bozcate. Ele agiu corretamente diante do Eterno e seguiu os passos de seu antepassado Davi, sem se desviar para a direita nem para a esquerda.

    3-7 No décimo oitavo ano do seu reinado, o rei Josias mandou o secretário do palácio, Safã, filho de Azalias e neto de Mesulão, ao templo do Eterno com a tar o dinheiro do templo do Eterno que o porteiro arrecadou do povo. Peça que ele entregue tudo ao superintendente da obra do templo do Eterno para pagar os que estão trabalhando na reforma do templo: os carpinteiros, os construtores e os pedreiros. Dê a ele autorização para comprar madeira e pedras lavradas para os reparos. Não precisa exigir recibo do dinheiro que você entregar, porque eles são pessoas honestas.”

    8 O sacerdote principal Hilquias relatou a Safã, secretário do palácio: “Acabei de encontrar o Livro da Revelação do Eterno que contém as instruções do Eterno para nós! Encontrei-o no templo.” Ele o entregou a Safã, e este o leu.

    9 O secretário do palácio voltou ao rei e deu este relatório: “Seus servos contaram o dinheiro que foi entregue no templo e o entregaram para o superintendente dos que estão trabalhando na reforma.”

    10 Depois, Safã disse ao rei: “O sacerdote principal Hilquias também me entregou um livro.” O secretário do palácio leu o livro para o rei.

    11-13 Quando o rei ouviu o que estava escrito na Revelação do Eterno, rasgou a própria roupa e deu esta ordem ao sacerdote Hilquias, a Aicam, filho se Safã, a Acbor, filho de Micaías, ao próprio Safã e a Asaías, assistente do rei: “Intercedam ao Eterno por mim e por todo o povo de Judá. Procurem saber o que fazer a respeito do que está escrito no livro que foi encontrado. O Eterno deve estar furioso conosco, pois nossos antepassados não obedeceram ao que está escrito neste livro nem seguiram as instruções dele.”

    14-17 O sacerdote Hilquias, Aicam, Acbor, Safã e Asaías procuraram a profetiza Hulda, mulher de Salum, filho de Ticvá, filho de Haras, encarregada do guarda-roupa do palácio. Ela morava na parte mais nova de Jerusalém. Eles a consultaram, e ela respondeu: “Assim diz o Eterno, o Deus de Israel: Digam ao homem que enviou vocês que estou para castigar este lugar e esta gente. Todas as palavras escritas no livro que o rei de Judá acabou de ler serão cumpridas. Por quê? Porque este povo me abandonou e adorou outros deuses. Eles provocaram a minha ira quando começaram a fabricar ídolos. A minha ira se acendeu contra este lugar, e ninguém a extinguirá.

    18-20 “No entanto, já que o rei de Judá mandou vocês consultarem o Eterno, digam também a ele: ‘Assim diz o Eterno sobre o livro que você leu: Já que você levou a sério as ameaças de castigo contra este lugar e esta gente e já que você se humilhou, arrependido, rasgando a própria roupa e chorando diante de mim, também vou levar você a sério. Assim diz o Eterno: Vou cuidar de você. Você morrerá tranquilo e será sepultado em paz. Não verá o castigo que trarei a este lugar.’” Os homens levaram a mensagem ao rei.

  • 2a Reis, 21

    MANASSÉS DE JUDÁ
    1-6 Manassés tinha 12 anos de idade quando começou a reinar. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hefzibá. Ele agiu mal diante do Eterno. Reintroduziu todas as práticas imorais e perversas dos povos que o Eterno tinha expulsado de diante dos israelitas. Reconstruiu os altares de prostituição que seu pai, Ezequias, destruíra. Construiu altares e postes sagrados para o deus da fertilidade, Baal, e para a deusa da prostituição, Aserá, como Acabe, rei de Israel, tinha feito. Adorou todo tipo de astros. Construiu altares pagãos até dentro do templo de Jerusalém, dedicado exclusivamente por decreto do Eterno: “Em Jerusalém, estabelecerei o meu nome.” Construiu, ainda, altares a todo tipo de astros e os colocou nos dois pátios do templo do Eterno. Ofereceu o próprio filho em sacrifício. Praticou magia e feitiçaria; consultou espíritos dos mortos. Enfim, provocou a ira do Eterno, cometendo todo tipo de profanação.

    7-8 A gota d’água foi pôr a imagem da deusa da prostituição Aserá dentro do templo do Eterno, uma afronta flagrante à declaração do Eterno a Davi e a Salomão: “Neste templo e na cidade de Jerusalém, que escolhi entre todas as tribos de lsrael, estabelecerei o meu nome para sempre. Nunca mais deixarei o meu povo Israel andar errante fora da terra que dei aos seus antepassados, contanto que obedeçam a tudo que ordenei por meio de meu servo Moisés.”

    9 Mas o povo não deu ouvidos. Manassés fez o povo se desviar e conseguiu ser pior que as nações pagãs que o Eterno tinha destruído.

    10-12 O Eterno disse, por meio dos seus servos, os profetas: “Já que Manassés, rei de Judá, cometeu tamanho pecado, superando até os pecados dos amorreus que o antecederam, tornando Judá uma nação de pecadores com ídolos falsos, assim diz o Eterno, o Deus de Israel: ‘Causarei desgraça sobre Jerusalém e Judá. Será tão terrível que, quando as pessoas ouvirem as notícias, não acreditarão.

    13-15 “‘Repetirei em Jerusalém o que fiz em Samaria: darei o mesmo destino que a descendência de Acabe. Limparei a sujeira de Jerusalém como se limpa um prato, jogando fora os restos e deixando secar. Eliminarei o que resta de minha herança, lançando-os sobre seus inimigos. Se os inimigos quiserem se aproveitar de alguma coisa, poderão fazê-lo. Esse povo só me causa desgosto, desde o dia em que seus antepassados saíram do Egito. Cheguei ao limite: não aceitarei mais suas práticas profanas.’”

    16 Além de todos os pecados que levou o povo a cometer, Manassés também matava indiscriminadamente. Encheu Jerusalém com o sangue inocente de suas vítimas e transformou o povo numa nação de pecadores.

    17-18 O restante da vida e dos feitos de Manassés, tudo que realizou e a lista dos seus pecados, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Manassés morreu e descansou com seus antepassados. Foi sepultado no jardim do palácio, no jardim de Uzá. Seu filho Amom foi seu sucessor.

    AMOM DE JUDÁ
    19-22 Amom tinha 22 anos de idade quando começou a reinar. Reinou apenas dois anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Mesulemete, filha de Haruz. Ela era de Jotbá. Ele agiu mal diante do Eterno, como seu pai Manassés. Seguiu os passos de seu pai, servindo e adorando ídolos falsos que seu pai servia. Ele abandonou os caminhos do Eterno.

    23-24 Os servos de Amom se revoltaram e o assassinaram. Eles o mataram dentro do próprio palácio. Mas o povo matou os assassinos e coroou Josias, filho de Amom, rei sobre Judá.

    25-26 O restante da vida e dos feitos de Amom está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Eles o sepultaram no túmulo do jardim de Uzá. Seu filho Josias o sucedeu.

  • 2a Reis, 20

    1 Depois de um tempo, Ezequias adoeceu e quase morreu. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e disse: “Assim diz o Eterno: ‘Deixe em ordem os seus negócios. Você não tem muito tempo de vida

    2-3 Ezequias virou o rosto, dirigiu-se ao Eterno e orou: “Lembra-te, ó Eterno, de quem eu sou e do que realizei! Tenho vivido honestamente diante de ti, O meu coração tem sido íntegro e constante, Vivi para te agradar e fazer o que desejavas.” Ezequias chorou amargamente.

    4-6 Isaías estava saindo, mas, antes de deixar o pátio interior, veio a ele a palavra do Eterno, dizendo: “Volte e diga a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o Eterno, o Deus do seu antepassado Davi: Eu ouvi sua oração e vi suas lágrimas. Vou curar você. Daqui três dias, você irá andando por conta própria ao templo do Eterno. Acrescentei quinze anos à sua vida. Estou livrando você do rei da Assíria e protegendo esta cidade com meu escudo, por causa do meu nome e por amor a Davi.’”

    7 Isaías disse ainda: “Preparem uma pasta de figo.” Prepararam a pasta e a aplicaram na úlcera. Logo depois, Ezequias começou a se recuperar.

    8 Ezequias disse a Isaías: “Como saberei que isso vem do Eterno? Qual é o sinal de que o Eterno está me curando e, daqui três dias, irei andando por conta própria ao templo do Eterno?.”

    9 Isaías respondeu: “Este é o sinal de que o Eterno cumprirá o que prometeu: você escolhe se quer que a sombra avance ou recue dez graus.”

    10 Ezequias respondeu: “Seria fácil fazer a sombra do Sol avançar dez graus. Então, prefiro que recue dez graus.”

    11 Então, Isaías orou ao Eterno, e a sombra recuou dez graus no relógio de Acaz.

    12-13 Logo depois, Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, ouviu a respeito da enfermidade de Ezequias e mandou uma carta e um presente ao rei. Ezequias ficou contente e apresentou aos mensageiros o palácio e lhes mostrou toda a prata, o ouro, as especiarias, os perfumes e todo o estoque de armas. Mostrou todas as suas posses valiosas. Ezequias não deixou de mostrar a eles nada do seu palácio e do seu reino.

    14 Mais tarde, o profeta Isaías perguntou ao rei: “Quem eram aqueles homens? De onde vieram e o que estavam fazendo aqui?” Ezequias respondeu: “Vieram de uma terra distante, da Babilônia.”

    15 O profeta perguntou: “O que eles viram em seu palácio?” Ezequias respondeu: “Tudo. Mostrei tudo, não escondi nada.”

    16-18 Isaías disse a Ezequias: “Ouça o que o Eterno tem a dizer: ‘Virá o dia em que tudo quanto pertence a você e tudo que seus antepassados deixaram como herança será levado para a Babilônia: não restará nada. É o Eterno quem está dizendo. Pior ainda, alguns dos seus descendentes serão levados para servir de eunucos no palácio do rei da Babilônia.”

    19 Ezequias disse a Isaías: “Se essa palavra vem do Eterno, é boa.” Mas ele pensava: “Isso não vai acontecer enquanto eu estiver vivo. Terei paz e segurança enquanto viver.”

    20-21 O restante da vida e dos feitos de Ezequias, seus projetos e principalmente a obra do tanque superior e a maneira em que abasteceu a cidade com água, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Ezequias morreu e foi sepultado com seus antepassados. Seu filho Manassés foi seu sucessor.