Categoria: Antigo Testamento

  • 2a Crônicas, 4

    OS UTENSÍLIOS DO TEMPLO
    1 Salomão fez o altar de bronze de nove metros de comprimento, nove metros de largura e quatro metros e meio de altura.

    2-5 Fez o tanque, um enorme recipiente redondo de metal fundido de quatro metros e meio de diâmetro e dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. Sua circunferência era de treze metros e meio. Abaixo da borda e ao redor, havia duas faixas paralelas com figuras de touros a cada cinco centímetros, fundidos numa só peça com o tanque. O tanque estava assentado sobre doze touros, três voltados para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste. Todos os touros tinham o rosto para fora e sustentavam o tanque sobre sua parte traseira. O tanque tinha quatro dedos de espessura, e a borda era como a de um cálice. Tinha capacidade para sessenta mil litros.

    6 Fez dez pias, cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo. Eram utilizadas para lavar tudo que era usado nas ofertas queimadas. Os sacerdotes se lavavam no tanque.

    7 Fez dez candelabros, de acordo com o modelo prescrito. Pôs cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo.

    8 Fez dez mesas e pôs cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo. Também fez cem tigelas de ouro.

    9 Construiu um pátio especialmente para os sacerdotes e o pátio principal com suas portas. As portas foram revestidas de bronze.

    10 Pôs o tanque ao lado direito do templo, no canto sudeste.

    11-16 Fez também baldes, pás e bacias. Assim, Hurão completou o trabalho para o qual tinha sido contratado pelo rei Salomão: duas colunas; dois c téis em forma de taça em cima das colunas; duas correntes para enfeitar os c téis; quatrocentas romãs para as correntes dos c téis (duas fileiras de romãs para cada conjunto de correntes); dez suportes com suas pias; um tanque e os doze touros que ficavam debaixo dele; diversas bacias, garfos, pás e tigelas.

    16-18 Todos esses utensílios que Hurão-Abi fez para o rei Salomão e para o templo do Eterno eram de bronze polido. O rei mandou fundi-los em moldes de barro na planície do Jordão, entre Sucote e Zeredá. Esses utensílios nunca foram pesados. Era muito bronze. Ninguém soube quanto bronze foi utilizado.

    19-22 Salomão também mandou fazer os móveis e demais utensílios do templo de Deus: o altar de ouro; as mesas sobre as quais ficava o pão da presença; os candelabros de ouro puro com suas lâmpadas, que eram acesas diante do santuário interior, o Lugar Santíssimo; as flores, as lâmpadas e as tenazes de ouro maciço; os cortadores de pavio, as bacias, as tigelas e os incensários de ouro; as portas de ouro do templo, as portas do Lugar Santíssimo e as portas do santuário principal.

  • 2a Crônicas, 3

    1-4 Finalmente, Salomão começou a construir a casa para o Eterno em Jerusalém, sobre o monte Moriá, no qual o Eterno tinha aparecido a Davi, seu pai. O local foi o que Davi tinha determinado: na eira de Araúna, o jebuseu. Ele começou a construção no segundo dia do segundo mês do quarto ano do seu reinado. Este era o tamanho da casa de Deus que Salomão estava construindo: vinte e sete metros de comprimento por nove metros de largura, conforme o padrão antigo de medida. O pórtico da entrada tinha nove metros de altura, e a largura da construção era a mesma: nove metros.

    4-7 O interior era revestido de ouro puro. Salomão revestiu a entrada principal com cipreste folheado a ouro puro com desenhos entalhados de palmeiras e correntes. Ornamentou o prédio com pedras preciosas e ouro de Parvaim. Revestiu tudo com ouro: as vigas, os batentes, as paredes e as portas. Nas paredes, foram entalhadas figuras de querubins.

    8-9 Fez o Lugar Santíssimo de nove metros de largura, nove metros de comprimento e nove metros de altura. Revestiu seu interior com vinte e uma toneladas de ouro. Os pregos também eram de ouro e pesavam seiscentos gramas. As salas superiores também foram revestidas de ouro.

    10-13 Esculpiu para o Lugar Santíssimo e revestiu de ouro dois querubins, enormes figuras com aparência de anjos. Os dois juntos, com as asas abertas, mediam nove metros. Cada asa media dois metros e vinte e cinco centímetros, e elas se estendiam de uma parede a outra. Eles ficavam de pé, de frente para o pátio principal.

    14 Decorou a cortina de azul, roxo, vermelho e linho fino. Desenhou nela querubins.

    15-17 Levantou duas enormes colunas de dezesseis metros cada uma. Em cima delas, havia um c tel de dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. O topo de cada coluna foi enfeitado com correntes, em forma de colar, e nelas estavam penduradas duzentas romãs. Pôs as colunas na entrada do templo, uma do lado direito e outra do lado esquerdo. A da direita recebeu o nome de Jaquim (Segurança), e a da esquerda, de Boaz (Estabilidade).

  • 2a Crônicas, 2

    A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO
    1 Salomão determinou que se começasse a construção da casa de adoração em homenagem ao Eterno e de um palácio para si.

    2 Salomão nomeou setenta mil carregadores, oitenta mil cortadores de pedra nas montanhas e três mil e seiscentos encarregados da obra.

    3-4 Em seguida, Salomão mandou esta mensagem a Hirão, rei de Tiro: “Mande-me cedros, como você enviou ao meu pai Davi quando ele construiu um palácio. Estou me preparando para construir uma casa de adoração em homenagem ao Eterno, o meu Deus, um santuário para queimar incenso aromático, apresentar o pão consagrado, oferecer ofertas queimadas de manhã e à tarde, nos sábados, na lua nova e nas festas sagradas. Essa é a obrigação de Israel para sempre.

    5-10 “A casa que estou construindo deve ser grande, pois o nosso Deus é maior que todos os deuses. Mas quem é capaz de construir uma estrutura assim? Pois nem o céu nem mesmo o Universo são capazes de contê-lo. E quem sou eu para construir uma casa adequada para Deus, a não ser para queimar incenso diante dele? Assim, preciso de sua ajuda: Mande-me um artífice que saiba trabalhar com ouro, prata, bronze, ferro e tecidos roxo, vermelho e azul e que saiba entalhar, para supervisionar os artesões de Judá e de Jerusalém que meu pai treinou. Mande também madeira de cedro, cipreste e sândalo do Líbano. Sei que seus lenhadores têm muita experiência em tirar madeira das matas do Líbano. Eu mandarei funcionários para ajudar seus trabalhadores a cortar bastante madeira. Vou precisar de muita madeira, pois a casa que estou construindo será majestosa. A alimentação dos seus lenhadores fica por minha conta. Mandarei vinte mil tonéis de trigo, vinte mil tonéis de cevada, dois mil barris de vinho e dois mil barris de azeite.”

    11 Hirão, rei de Tiro, respondeu por escrito a Salomão: “Está claro que o Eterno ama seu povo; por isso, constituiu você rei sobre ele.”

    12-14 A carta continuava: “Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, Criador do céu e da terra, que deu ao rei Davi um filho tão sábio, inteligente e com tanto discernimento para construir um templo para o Eterno e um palácio para você. Já estou enviando Hurão-Abi, um construtor muito competente. A mãe dele é de Dã, e seu pai, de Tiro. Ele tem muita habilidade para trabalhar com ouro, prata, bronze, ferro, pedra, madeira e tecido roxo, azul e vermelho. Também trabalha muito bem com entalhes. É competente para fazer os desenhos com seus desenhistas e arquitetos e com os de seu pai Davi, meu senhor.

    15-16 “Mande o trigo, a cevada, o azeite e o vinho para meus trabalhadores como você falou. Tiraremos a madeira necessária das matas do Líbano, e vou providenciar para que ela flutue até Jope. De lá, você a levará para Jerusalém.”

    17-18 Salomão fez um levantamento de todos os estrangeiros que moravam em Israel, como seu pai tinha feito. Eram cento e cinquenta e três mil e seiscentos estrangeiros. Ele nomeou setenta mil carregadores, oitenta mil cortadores de pedras nas montanhas e três mil e seiscentos encarregados das equipes de trabalho.

  • 2a Crônicas, 1

    O REI SALOMÃO
    1-6 Salomão, filho de Davi, conseguiu se firmar em seu reino. O Eterno estava com ele e o ajudou muito. Salomão falou a todo o Israel, os comandantes, os c tães, os juízes, os líderes e os chefes de família. Salomão e todo o povo foram para Gibeom, onde estava a Tenda do Encontro que Moisés, o servo do Eterno, tinha feito no deserto. Mas a arca de Deus estava em Jerusalém. Davi tinha levado a arca de Quiriate-Jearim para o lugar especialmente preparado para ela, a uma tenda em Jerusalém. Já o altar de bronze que Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, tinha feito, estava em Gibeom, diante do Tabernáculo do Eterno. Salomão e toda a congregação consultaram o Eterno. Salomão ofereceu sacrifício ao Eterno sobre o altar de bronze que estava diante da Tenda do Encontro. Ele ofereceu mil ofertas queimadas sobre o altar.

    7 Naquela noite, Deus apareceu a Salomão e disse: “O que você quer de mim? É só pedir.”

    8-10 Salomão respondeu: “Foste muito generoso para com meu pai Davi e ainda me fizeste rei neste lugar. Agora, cumpre as promessas feitas ao meu pai, pois me constituíste rei sobre um povo tão numeroso quanto o pó da terra. Por isso, dá-me sabedoria e conhecimento em tudo que eu fizer com relação ao povo, pois quem seria capaz de governar sozinho essa gente tão numerosa?”

    11-12 Deus respondeu a Salomão: “Já que é isso que você quer e já que não pediu riqueza, bens, fama ou a destruição dos inimigos, nem mesmo pediu longevidade, mas apenas sabedoria e conhecimento para governar bem o meu povo, sobre o qual eu o constituí rei; então, receberá o que pediu: sabedoria e conhecimento. Mas também acrescentarei riqueza, fama e bens, mais que qualquer outro rei antes e depois de você já teve.”

    13 Salomão voltou de Gibeom, onde ficava a Tenda do Encontro, para Jerusalém e começou a governar sobre Israel.

    14-17 Salomão adquiriu muitos carros e cavalos: tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavalos. Ele os mantinha em estábulos distribuídos entre várias cidades e também perto do rei, em Jerusalém. O rei fez que a prata e o ouro fossem tão comuns em Jerusalém quanto as pedras, e os cedros, como as figueiras das planícies. Seus cavalos eram trazidos do Egito e da Cilicia, especialmente importados pelos agentes do rei. Cada carro do Egito custava sete quilos e duzentos gramas de prata, e um cavalo, um quilo e oitocentos gramas. Salomão os exportava para os reis dos hititas e dos arameus.

  • Esdras, 10

    ESDRAS TOMA UMA INICIATIVA
    1 Esdras chorava, prostrado diante do templo de Deus. Enquanto orava e fazia essa confissão, uma multidão imensa de homens, mulheres e crianças de Israel se aglomerou em torno dele, e todos começaram a chorar compulsivamente.

    2-3 Secanias, filho de Jeiel, da descendência de Elão, na condição de porta-voz do povo, disse a Esdras: “Traímos o nosso Deus, casando-nos com mulheres estrangeiras dos povos ao redor. Mas nem tudo está perdido, ainda há esperança para Israel. Vamos fazer uma aliança, agora mesmo, com o nosso Deus: vamos mandar embora todas essas mulheres e seus filhos, de acordo com o que o meu senhor e aqueles que respeitam os mandamentos de Deus estão dizendo.

    4 “Agora, Esdras, levante-se! Tome a iniciativa, e nós o apoiaremos. E não volte atrás.”

    5 Assim, Esdras arrancou dos sacerdotes, dos levitas e de todo o Israel a promessa solene de acatar a proposta de Secanias. E eles honraram a promessa.

    6 Esdras deixou a praça que ficava em frente do templo de Deus e foi para a casa de Joanã, filho de Eliasibe, onde se hospedou. Ele continuou jejuando, sem comer nem beber nada, e chorando por causa da traição dos exilados.

    7-8 Depois disso, foram enviados mensageiros a todo o território de Judá e por toda a Jerusalém, convocando os exilados a se reunirem em Jerusalém. Quem não aparecesse dentro de três dias, conforme a decisão dos líderes e das autoridades, teria seus bens confiscados e seria eliminado da comunidade.

    9 Três dias depois, todos os homens de Judá e de Benjamim estavam em Jerusalém. No dia 20 do nono mês, todos se sentaram na praça em frente do templo de Deus, impacientes, inquietos e ansiosos por causa da relevância do assunto da reunião e porque chovia muito.

    10-11 Finalmente, o sacerdote Esdras levantou-se e declarou: “Vocês são traidores! Casaram-se com mulheres estrangeiras e, assim, aumentaram a culpa de Israel. Agora, reconheçam seu erro diante do Eterno, o Deus de seus antepassados, e façam o que ele exige de vocês: mantenham distância dos povos da terra e separem-se das mulheres estrangeiras.”

    12 Toda a congregação respondeu a uma só voz: “Sim! Faremos tudo que você mandar!”

    13-14 Mas havia uma ressalva: “Veja bem, tem muita gente aqui, e estamos na época da chuva. Você não espera que resolvamos isso agora, debaixo de chuva, não é? Vai ser preciso esperar um pouco, porque foram muitos os que cometeram esse erro. Devemos deixar que nossos líderes decidam pela congregação e que cada homem que viva em nossas cidades e tenha se casado com uma estrangeira compareça aqui numa data determinada, acompanhado das autoridades e dos juízes da cidade. Faremos isso até que o furor da ira do nosso Deus se afaste de nós.”

    15-17 Os únicos que se opuseram à sugestão foram Jônatas, filho de Asael, e Jaseías, filho de Ticvá, apoiados por Mesulão e pelo levita Sabetai. Então, os exilados decidiram pôr o plano em prática. O sacerdote Esdras escolheu pessoalmente homens que eram chefes de famílias. No primeiro dia do décimo mês, eles se reuniram para estudar a questão. No primeiro dia do primeiro mês, todos os casos de homens que se haviam casado com mulheres estrangeiras estavam resolvidos.

    18-19 Entre as famílias dos sacerdotes, os que se casaram com mulheres estrangeiras foram: Da família de Jesua, filho de Jozadaque e seus irmãos: Maaseias, Eliézer, Jaribe e Gedalias. Todos se comprometeram em despedir suas mulheres e deram um aperto de mão, como sinal de compromisso. Também trouxeram um carneiro do rebanho como oferta de reparação.

    20 Da família de Imer: Hanani e Zebadias.

    21 Da família de Harim: Maaseias, Elias, Semaías, Jeiel e Uzias.

    22 Da família de Pasur: Elioenai, Maaseias, Ismael, Natanael, Jozabade e Eleasa.

    23 Entre os levitas: Jozabade, Simei, Quelaías, isto é, Quelita, Petaías, Judá e Eliézer.

    24 Entre os cantores: Eliasibe. Entre os guardas do templo: Salum, Telém e Uri.

    25 Entre os outros israelitas: Da família de Parós: Ramias, Jezias, Malquias, Miamim, Eleazar, Malquias e Benaia.

    26 Da família de Elão: Matanias, Zacarias, Jeiel, Abdi, Jeremote e Elias.

    27 Da família de Zatu: Elioenai, Eliasibe, Matanias, Jeremote, Zabade e Aziza.

    28 Da família de Bebai: Joanã, Hananias, Zabai e Atlai.

    29 Da família de Bani: Mesulão, Maluque, Adaías, Jasube, Seal e Jeremote.

    30 Da família de Paate-Moabe: Adna, Quelal, Benaia, Maaseias, Matanias, Bezalel, Binui e Manassés.

    31-32 Da família de Harim: Eliézer, Issias, Malquias, Semaías, Simeão, Benjamim, Maluque e Semarias.

    33 Da família de Hasum: Matenai, Matatá, Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei.

    34-37 Da família de Bani: Maadai, Anrão, Uel, Benaia, Bedias, Queluí, Vanias, Meremote, Eliasibe, Matanias, Matenai e Jaasai.

    38-42 Da família de Binui: Simei, Selemias, Natã, Adaías, Macnadbai, Sasai, Sarai, Azareel, Selemias, Semarias, Salum, Amarias e José.

    43 Da família de Nebo: Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel e Benaia.

    44 Todos esses se casaram com mulheres estrangeiras, e alguns deles tiveram filhos com elas.

  • Esdras, 9

    ESDRAS ORA: “OLHA PARA NÓS”
    1-2 Depois de tudo pronto, os líderes vieram conversar comigo. Disseram: “O povo de Israel e os sacerdotes e levitas não se separaram dos povos vizinhos nem das práticas perversas e obscenas dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus. Eles deram suas filhas em casamento a esses povos e seus filhos se casaram com as filhas deles. A linhagem santa agora está misturada com esses povos. Os nossos líderes e oficiais foram os primeiros a cometer esse pecado.”

    3 Quando ouvi isso, rasguei minha roupa — até minha túnica —, arranquei cabelo da cabeça e da barba e me joguei no chão, desesperado.

    4-6 Muitos estavam tremendo de medo em virtude do que Deus estava dizendo sobre a traição dos exilados. Eles se reuniram ao meu redor e se sentaram, muito aflitos, aguardando o sacrifício da tarde. Na hora do sacrifício, criei coragem, levantei-me e, com a roupa rasgada e a túnica na altura do joelho, levantei as mãos para o Eterno e orei:

    6-7 “Meu Deus, estou tão envergonhado que nem consigo olhar para ti. Nossos pecados são maiores que nós e nos impedem de enxergar: nossa culpa chegou até o céu. Estamos atolados em culpa desde os tempos de nossos antepassados. Por causa do nosso pecado, nós, nossos reis e sacerdotes fomos entregues a reis estrangeiros para sermos mortos, levados cativos, saqueados e envergonhados, como acontece hoje.

    8-9 “Agora, por um breve momento, o Eterno, o nosso Deus, permitiu que alguns de nós escapassem e pisassem de novo este santo lugar. Assim, fez nossos olhos brilharem e aliviou um pouco o nosso sofrimento. Éramos escravos, mesmo assim, o nosso Deus não nos abandonou. Ele nos fez obter o favor dos reis da Pérsia e nos tem dado coragem para reconstruir o templo do nosso Deus, restaurar suas ruínas e construir um muro de defesa para Judá e Jerusalém.

    10-12 “Agora, ó Deus, depois disso tudo, o que podemos dizer? Pois desprezamos os teus mandamentos, que nos deste por meio dos teus servos, os profetas. Eles nos disseram: ‘A terra que vocês vão possuir está poluída, entulhada com a perversidade do povo que vive ali. Eles a contaminaram com suas práticas abomináveis. Por isso, jamais entreguem suas filhas em casamento aos filhos daqueles povos nem deixem que as filhas deles se casem com seus filhos. Não permitam que esses povos se sintam à vontade no meio de vocês. Não se envolvam com eles nem se tornem amigos deles, para que vocês se tornem um povo forte, ganhem bastante dinheiro e deixem um patrimônio razoável para os filhos’.

    13-15 “Depois de tudo que sofremos por causa de nossos erros e da culpa que acumulamos, ainda que o castigo tenha sido muito menor que o merecido, porque tu nos livraste da opressão, estamos outra vez quebrando os teus mandamentos: nossos filhos estão se casando com pessoas que praticam perversidades. Não seria isso motivo para que elimines este povo, sem deixar um único remanescente, sem dar a ninguém a chance de escapar? Tu és o Deus justo de Israel, e hoje não passamos de um pequeno bando de exilados que conseguiram sobreviver. Olha para nós, que estamos diante de ti com toda essa culpa, mas sabemos que não vamos aguentar esta situação por muito tempo.”

  • Esdras, 8

    1-14 Estes foram os chefes das famílias e os que se alistaram para sair comigo da Babilônia, no reinado do rei Artaxerxes: Da família de Fineias: Gerson; Família de Itamar: Daniel; Família de Davi: Hatus; Família de Secanias; Família de Parós: Zacarias com 150 homens registrados; Família de Paate-Moabe: Elioenai, filho de Zeraías, com 200 homens; Família de Zatu: Secanias, filho de Jaaziel, com 300 homens; Família de Adim: Ebede, filho de Jônatas, com 50 homens; Família de Elão: Jesaías, filho de Atalias, com 70 homens; Família de Sefatias: Zebadias, filho de Micael, com 80 homens; Família de Joabe: Obadias, filho de Jeiel, com 218 homens; Família de Bani: Selomite, filho de Josifias, com 160 homens; Família de Bebai: Zacarias, filho de Bebai, com 28 homens; Família de Azgade: Joanã, filho de Hacatã, com 110 homens; Família de Adonicão, trazendo os últimos: Elifelete, Jeuel, Semaías, com 60 homens; Família de Bigvai: Utai e Zabude, com 70 homens.

    15-17 Eu os reuni próximo ao canal que desce para Aava. Acampamos ali três dias. Descobri que no grupo só havia leigos e sacerdotes, mas nenhum levita. Por isso, mandei chamar os líderes Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulão, e os mestres Joiaribe e Elnatã. Depois, mandei que falassem com Ido, chefe da cidade de Casifia. Expliquei o que deveriam dizer a Ido e a seus parentes que moram em Casifia: “Mande-nos ministros para o templo do nosso Deus.”

    18-20 A boa mão de Deus estava conosco; por isso, eles trouxeram um homem sábio da família de Mali, filho de Levi, filho de Israel, que se chamava Serebias. Entre filhos e irmãos, vieram dezoito homens. Trouxeram também Hasabias e Jesaías, da família de Merari — entre filhos e irmãos, eram vinte homens. Também vieram duzentos e vinte servidores do templo, descendentes dos que ministravam no templo que Davi e os oficiais haviam designado para auxiliar os levitas em seu trabalho. Todos foram registrados pelo nome.

    21-22 Perto do canal de Aava proclamei um jejum, pois era hora de demonstrar humildade diante do nosso Deus e de orar por sua orientação e proteção na viagem, pelas pessoas e pelos bens que estávamos transportando. É que eu tinha ficado sem jeito de pedir uma escolta ao rei contra os assaltos na estrada. Em vez disso, dissemos a ele: “O nosso Deus protege todos os que o buscam, mas se desvia daqueles que o abandonam.”

    23 Assim, jejuamos e oramos por nossa viagem. E Deus nos ouviu.

    24-27 Depois, escolhi a doze dos principais sacerdotes, Serebias, Hasabias e dez de seus irmãos, e pesamos a prata, o ouro, os utensílios e as ofertas para o templo de nosso Deus que o rei, os seus conselheiros e todos os israelitas haviam doado. O resultado: 25 toneladas de prata; 100 utensílios de prata no valor de quase quatro toneladas de ouro; 20 tigelas de ouro de oito quilos e meio; 2 vasilhas de bronze polido, tão valioso quanto o ouro.

    28-29 Depois da contagem, declarei: “Vocês e esses utensílios estão consagrados ao Eterno. A prata e o ouro são ofertas voluntárias para o Eterno, o Deus de seus antepassados. Guardem esses objetos até que possam pesá-los no templo do nosso Deus, diante dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das famílias que estão em Jerusalém.”

    30 Os sacerdotes e os levitas ficaram responsáveis por tudo que foi pesado e entregue a eles e tomaram todas as providências para levá-los ao templo de nosso Deus em Jerusalém.

    31 Saímos do canal de Aava no dia 12 do primeiro mês, em direção a Jerusalém. Deus esteve conosco durante toda a viagem e nos protegeu de assaltos e de bandidos nas estradas.

    32-34 Chegamos a Jerusalém e aguardamos três dias. No quarto dia, a prata, o ouro e os utensílios foram pesados no templo do nosso Deus e entregues a Meremote, filho do sacerdote Urias. Eleazar, filho de Fineias, estava com ele, além dos levitas Jozabade, filho de Jesua, e Noadias, filho de Binui. Tudo foi contado e pesado, e registraram o peso total.

    35 Quando chegaram os exilados, eles ofereceram ofertas queimadas ao Deus de Israel, como segue: 12 bois, representando as tribos de Israel; 96 carneiros; 77 cordeiros; 12 cabritos como oferta de perdão. Tudo isso foi oferecido como oferta queimada ao Eterno.

    36 Também divulgaram as ordens do rei aos administradores das províncias nomeados no território a oeste do Eufrates, e eles deram todo apoio ao povo na obra do templo de Deus.

  • Esdras, 7

    A CHEGADA DE ESDRAS
    1-5 A chegada de Esdras se deu após esses acontecimentos. Foi durante o reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia. Esdras era filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias, filho de Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube, filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote, filho de Zeraías, filho de Uzi, filho de Buqui, filho de Abisua, filho de Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote principal.

    6-7 Esse era Esdras. Ele veio da Babilônia e era profundo conhecedor da Revelação de Moisés, dada pelo Eterno, o Deus de Israel. Como a mão do Eterno estava com Esdras, o rei concedeu tudo que ele havia pedido. Alguns israelitas, os sacerdotes, os levitas, os cantores, os guardas e os servidores do templo o acompanharam na viagem a Jerusalém, no sétimo ano do reinado de Artaxerxes.

    8-10 Eles chegaram no quinto mês daquele ano. Esdras tinha saído da Babilônia no primeiro dia do primeiro mês, e a chegada a Jerusalém aconteceu no primeiro dia do quinto mês, sob a direção protetora de Deus. Esdras dedicou-se a estudar e a praticar a Revelação de Deus, e a ensinar aos israelitas as verdades contidas no livro.

    11 Esta é a carta que o rei Artaxerxes entregou a Esdras, sacerdote e estudioso, mestre em questões relativas aos ensinamentos do Eterno para Israel:

    12-20 “Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, estudioso dos mandamentos do Deus do céu. “Paz e sucesso! Estabeleço, por meio deste decreto, que qualquer israelita cidadão do meu reino que queira subir a Jerusalém, até mesmo seus sacerdotes e levitas, estão autorizados a ir. Vocês estão sendo enviados pelo rei e seus sete conselheiros para verificar como está Judá e Jerusalém em relação à obediência ao Ensino do seu Deus, que vocês estão levando em mãos. Vocês também estão autorizados a levar a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros estão doando para o Deus de Israel, que habita em Jerusalém, e a prata e o ouro arrecadados por meio da contribuição generosa de toda a Babilônia, incluindo a do povo e dos sacerdotes, para o templo do seu Deus em Jerusalém. Utilizem esse dinheiro criteriosamente para comprar bois, carneiros, cordeiros e os ingredientes para as ofertas de cereal e de bebida. Depois, ofereçam-nas sobre o altar do templo do seu Deus em Jerusalém. Fiquem à vontade para utilizar o restante da prata e do ouro naquilo que vocês e seus parentes acharem melhor, conforme a vontade do seu Deus. Entreguem ao Deus de Jerusalém os utensílios que foram devolvidos a vocês para o serviço no templo do seu Deus. Se precisarem de mais alguma coisa para o templo, paguem com os recursos da tesouraria do reino.

    21-23 “Eu, o rei Artaxerxes, autorizo solenemente e determino a todos os tesoureiros do território a oeste do Eufrates que forneçam ao sacerdote Esdras, o estudioso dos mandamentos do Deus do céu, tudo de que ele precisar, até a quantia de três toneladas e meia de prata, cem tonéis de trigo, dez barris de vinho, dez barris de azeite e sal à vontade. Tudo que o Deus dos céus exigir para o templo deve ser entregue sem hesitação. Por que o rei e seus filhos arriscariam provocar sua ira?

    24 “Fique claro que ninguém poderá cobrar tributos, taxas ou impostos de nenhum sacerdote, levita, cantor, guarda do templo, servidor do templo ou qualquer trabalhador vinculado ao templo de Deus.

    25 “Eu o autorizo, Esdras, com a sabedoria que Deus deu a você, a nomear magistrados e juízes para administrar a justiça a todo o povo do território a oeste do Eufrates que viva de acordo com os mandamentos de Deus. Você tem a missão de ensinar os mandamentos de Deus aos que não os conhecem.

    26 “Quem não obedecer aos mandamentos do seu Deus e às leis do rei deve ser imediatamente processado e punido com morte, exílio, multa ou prisão.”

    ESDRAS: “ESTOU PRONTO PARA IR”
    27-28 Bendito seja o Eterno, o Deus de nossos antepassados, que concedeu ao rei o propósito de honrar o templo do Eterno em Jerusalém! Além do mais, Deus fez que o rei e todos os seus conselheiros e oficiais influentes fossem benevolentes para comigo. O Eterno, o meu Deus, esteve ao meu lado; por isso, estou pronto para ir. Já organizei a viagem de todos os líderes de Israel que irão me acompanhar.

  • Esdras, 6

    1-3 O rei Dario mandou procurar aqueles registros nos arquivos da Babilônia, foi encontrado um rolo na fortaleza de Ecbatana, na província da Média, com o seguinte registro: Memorando “No primeiro ano do seu reinado, Ciro promulgou um decreto com respeito ao templo de Deus em Jerusalém, nos seguintes termos:

    3-5 “‘O templo, no qual foram oferecidos sacrifícios, deve ser reconstruído sobre novos alicerces. Terá vinte e sete metros de altura e vinte e sete metros de largura com três camadas de pedras grandes e uma de madeira. O custo da obra será pago pela tesouraria do reino. Os utensílios de ouro e de prata do templo de Deus que Nabucodonosor levou para a Babilônia deverão ser devolvidos ao templo de Jerusalém, cada um ao seu devido lugar. Ordeno que sejam postos de volta no templo de Deus.”

    6-7 Dario respondeu: “Agora ouçam, Tatenai, governador do território a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai, seus companheiros e todos os oficiais do território: não os impeçam. Deixem o governador e os líderes dos judeus em paz, para que possam dedicar-se à reconstrução do templo de Deus.

    8-10 “Portanto, determino oficialmente que vocês ajudem os líderes dos judeus na reconstrução do templo de Deus da seguinte forma: “1. Todos os custos da construção serão pagos pela tesouraria do reino, dos tributos arrecadados do território a oeste do Eufrates. Paguem-nos em dia, para que a obra não seja interrompida. “2. O que for preciso para a adoração deles — novilhos, carneiros e cordeiros, para as ofertas queimadas ao Deus dos céus, e todo o trigo, sal, vinho e azeite que os sacerdotes de Jerusalém solicitarem — deve ser entregue a eles sem demora, para que possam oferecer seus sacrifícios ao Deus dos céus e orar pela vida do rei e dos seus filhos.

    11-12 “Determino ainda que qualquer um que violar essa ordem seja pendurado numa viga tirada da própria casa do réu, depois que ela for reduzida a um monte de entulho. Que o Deus, cujo nome foi posto naquele local, destrua qualquer rei ou povo que ouse desrespeitar esse decreto e destruir o templo de Deus em Jerusalém. “Eu, Dario, o decretei. Executem exatamente como está determinado, e r damente.”

    13 Tatenai, governador do território a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros cumpriram à risca o decreto de Dario.

    O TÉRMINO DA CONSTRUÇÃO. DEDICAÇÃO ENTUSIASMADA
    14-15 Assim, os líderes dos judeus deram prosseguimento à construção. A obra continuava exatamente como os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, haviam anunciado. A obra foi terminada sob a ordem do Deus de Israel e a autorização de Ciro, Dario e Artaxerxes, reis da Pérsia. O templo foi concluído no dia 3 do mês de adar, no sexto ano do reinado do rei Dario.

    16-18 Os israelitas, os sacerdotes, os levitas, e o restante dos exilados celebraram entusiasticamente a dedicação do templo de Deus. Para a cerimônia de dedicação, ofereceram cem novilhos, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros. Como oferta de perdão, ofereceram doze cabritos, um para cada tribo de Israel. Distribuíram os sacerdotes pelos seus turnos e os levitas conforme suas funções no serviço de Deus em Jerusalém, tudo de acordo com o que está escrito no livro de Moisés.

    19 No dia 14 do primeiro mês, os exilados celebraram a Páscoa.

    20 Todos os sacerdotes e levitas, sem exceção, se consagraram. Estavam todos ritualmente puros, e os levitas ofereceram o cordeiro da Páscoa pelos exilados, por seus companheiros sacerdotes e por si mesmos.

    21-22 Os israelitas que voltaram do exílio e todos os que abandonaram as práticas profanas das nações vizinhas para se unir a eles e buscar o Eterno, o Deus de Israel, participaram da refeição da Páscoa. Os sete dias da festa dos Pães sem Fermento foram uma alegre celebração. O Eterno tinha mesmo dado a eles razão para muita alegria, pois havia mudado a mente do rei da Assíria e conquistado para eles seu apoio na construção do templo de Deus, o Deus de Israel.

  • Esdras, 5

    REINICIO DA CONSTRUÇÃO: “AJUDEM OS LÍDERES DOS JUDEUS”
    1-2 Enquanto isso, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, pregavam aos judeus, em Judá e em Jerusalém, com autoridade concedida pelo Deus de Israel. Por isso, Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, reiniciaram a reconstrução do templo de Deus em Jerusalém. Os profetas de Deus vieram ajudá-los.

    3-4 Tatenai, governador do território a oeste do Eufrates na época, Setar-Bozenai e seus companheiros procuraram os israelitas e perguntaram: “Quem deu autorização a vocês para reconstruir o templo e restaurar os muros?.” Então, informamos a eles os nomes dos encarregados da construção.

    5 Mas Deus estava atento aos líderes dos judeus; por isso, a obra não foi interrompida até Dario ser informado e enviar a resposta oficial.

    6-7 Tatenai, governador do território a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros, os oficiais do território, enviaram uma carta ao rei Dario. Este é o conteúdo: “Ao rei Dario. Paz e sucesso!

    8 Queremos relatar ao rei que fomos à província de Judá, ao templo do grande Deus que está sendo reconstruído com enormes pedras. No momento, estão pondo as vigas de madeira nas paredes. A obra está sendo executada com empenho e r dez.

    9-10 Perguntamos aos líderes: ‘Quem deu autorização a vocês para reconstruir o templo e restaurar os muros?’. Também pedimos os nomes dos responsáveis, para que pudéssemos informar quem são os encarregados da construção.

    11-12 Eles nos disseram o seguinte: ‘Somos servos do Deus dos céus e da terra. Estamos reconstruindo o templo que foi construído muito tempo atrás. Um grande rei de Israel construiu toda esta estrutura. Mas nossos antepassados deixaram o Deus dos céus furioso; por isso, ele os entregou nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, que destruiu o templo e levou o povo cativo para a Babilônia.

    13-16‘Mas, quando Ciro se tornou rei da Babilônia, no seu primeiro ano, autorizou a reconstrução do templo de Deus. Além disso, devolveu os utensílios de ouro e de prata do templo de Deus que Nabucodonosor tinha levado embora e posto no templo na Babilônia. O rei Ciro retirou-os do templo da Babilônia e os entregou a Sesbazar, a quem nomeou governador. Ele disse a Sesbazar: Ponha estes utensílios de volta no templo de Jerusalém. Desde então, estamos reconstruindo o templo, mas ainda não terminamos’.

    17 Agora, se o rei concordar, procure nos registros dos arquivos reais da Babilônia se, de fato, o rei Ciro autorizou a reconstrução do templo de Deus em Jerusalém. Então, por favor, informe-nos da decisão do rei sobre o assunto.”