Categoria: Novo Testamento

  • Lucas, 7

    SANTO MISTÉRIO

    1-5Quando acabou de falar, ele entrou em Cafarnaum. O criado de um capitão romano estava à beira da morte. O oficial o estimava muito e queria vê-lo curado. Quando soube que Jesus estava de volta à cidade, enviou os líderes da comunidade judaica pedindo a sua cura. Os homens insistiram com Jesus: “Ele merece isso, porque ama nosso povo. Até construiu nossa sinagoga”.

    6-8Jesus os acompanhou. Ainda faltava muito para chegar, quando um grupo de amigos enviado pelo capitão veio ao encontro dele com este recado: “Senhor, não quero que o senhor tenha todo esse trabalho. O senhor sabe que não sou uma boa pessoa. Eu nem mereço a sua ajuda. Basta uma ordem sua, e meu criado ficará bom. Sou um homem que recebe e dá ordens. Eu digo a um soldado: ‘Vá!’, e ele vai; a outro: ‘Venha!’ e ele vem; ao meu escravo: ‘Faça isso!’, e ele faz”.

    9-10Surpreso, Jesus declarou: “Ainda não vi esse tipo de fé singela em Israel, o povo que deveria saber como Deus atua”. Quando os mensageiros chegaram à casa do capitão, encontraram o criado com perfeita saúde.

    11-15Não muito depois desse episódio, Jesus resolveu visitar uma cidade chamada Naim. Seus discípulos estavam com ele, e uma multidão imensa os seguia. Quando se aproximavam da cidade, viram que estava passando um funeral: o filho único de uma viúva ia ser sepultado. Quando viu a pobre mãe, cheio de compaixão, Jesus lhe disse: “Não chore”. Em seguida, tocou no caixão. Então, os carregadores pararam. Foi aí que Jesus lhe ordenou: “Jovem, !”. Na mesma hora ele se levantou e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe.

    16-17Todos perceberam que havia ali um santo mistério: Deus estava agindo no meio deles. Foram tomados por um temor reverente, mas não podiam conter a explosão de alegria. Não paravam de falar: “Deus está de volta! Ele olhou para as necessidades do seu povo!”. As notícias a respeito de Jesus se espalharam por todo o país.

    JOÃO, O BATISTA

    18-19Os seguidores de João informaram seu mestre de tudo isso, e ele enviou dois deles para perguntar a Jesus: “O senhor é aquele que estávamos esperando, ou teremos de esperar mais?”.

    20Os homens apresentaram-se a Jesus e disseram: “João, o Batista, nos enviou para perguntar: ‘O senhor é aquele que estávamos esperando, ou teremos de esperar mais?’”

    21-23Naquela hora, Jesus curou muita gente de doenças, problemas e espíritos malignos e vários cegos. Só depois deu a resposta: “Voltem e digam a João o que vocês acabaram de ver e ouvir: Os cegos veem, Os paralíticos andam, Os leprosos são purificados, Os surdos ouvem, Os mortos ressuscitam, Os marginalizados da terra ficam sabendo que Deus está do lado deles. “É o que vocês estavam esperando? Então, considerem-se muito abençoados”.

    24-27Depois que os mensageiros de João voltaram com a resposta, Jesus resolveu explicar às multidões quem era João: “O que vocês esperavam quando foram vê-lo no deserto? Alguém aproveitando o fim de semana? Um magnata em roupa de grife? Esse tipo de gente vive rodeado de celebridades. Afinal, o que vocês foram ver? Não foi um profeta? Com certeza, um profeta! Talvez o mais importante de que vocês ouviram falar. Ele é o profeta que Malaquias anunciou quando escreveu: Enviei meu mensageiro adiante de vocês, Ele preparará a estrada para vocês.

    28-30“Permitam-me dizer o que está acontecendo. Ninguém na história humana é mais importante que João, mas, no Reino para o qual ele preparou vocês, a pessoa mais humilde é mais importante que ele. A prova disso é que João batizou gente comum e discriminada, enquanto os fariseus e líderes religiosos desprezavam todos e, achando-se superiores, recusaram o caminho de Deus e o batismo.

    31-35“Com o que posso comparar esta geração? As pessoas se comportam como crianças mimadas, reclamando dos pais: ‘Queremos pular corda, mas vocês estão sempre cansados; queremos conversar, mas vocês estão sempre ocupados’. João Batista veio jejuando, e vocês o chamam de louco. Eu cheguei festejando, e me chamaram de beberrão, amigo da ralé. As pesquisas de opinião parecem não valer muito, não é? Só com a experiência é que se comprova a verdade”.

    UNGINDO OS PÉS DE JESUS

    36-39Um dos fariseus convidou Jesus para um jantar. Ao chegar à casa do fariseu, Jesus tomou lugar à mesa. Uma mulher, prostituta na cidade, tendo ouvido que Jesus era convidado do fariseu, apareceu no jantar com um frasco de perfume muito caro e derramou-o nos pés de Jesus. Chorando muito, derramava lágrimas sobre os pés dele. Soltando os cabelos, enxugou os pés do Senhor, beijou-os e os ungiu com um perfume. Quando o fariseu, dono da casa, viu a cena, disse consigo mesmo: “Se este homem fosse o profeta que pensei, saberia que tipo de mulher ela é”.

    40Jesus lhe disse: “Simão, tenho algo para dizer a você”. “É mesmo? Diga-me.”

    41-42“Dois homens deviam a um banqueiro. Um devia quinhentas moedas de prata; e outro, cinquenta. Nenhum dos dois tinha como pagar, por isso o banqueiro perdoou a dívida de ambos. Qual deles teria ficado mais agradecido?”.

    43-47Simão respondeu: “Acho que aquele que recebeu o perdão maior”. “Tem razão”, disse Jesus. Então, voltou-se para a mulher, mas, ainda falando a Simão, perguntou: “Vê essa mulher? Eu vim à sua casa, e você não me trouxe água para os pés; ela, porém, derramou lágrimas nos meus pés e os enxugou com os cabelos. Você nem me cumprimentou direito, mas, desde a hora em que cheguei aqui, ela não se cansa de beijar meus pés. Você não me recebeu como é nosso costume, derramando azeite em minha cabeça, mas ela perfumou meus pés. Não foi assim mesmo? A razão de tudo é que ela foi perdoada de muitos pecados, por isso está tão agradecida. Quem recebe pouco perdão mostra pequena gratidão”.

    48Em seguida, Jesus disse à mulher: “Eu perdoo seus pecados”.

    49Na mesma hora, os outros convidados começaram a criticá-lo pelas costas: “Quem ele pensa que é para perdoar pecados?”

    50Ele os ignorou e disse à mulher: “Sua fé a salvou. Vá em paz”.


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  • Lucas, 6

    AUTORIDADE SOBRE O SÁBADO

    1-2Num sábado, Jesus atravessava uma plantação de cereal. Enquanto caminhavam, seus discípulos colheram algumas espigas, as descascaram e comeram. Alguns fariseus reclamaram: “Vocês estão quebrando as regras do sábado!”.

    3-4Jesus reagiu: “É mesmo? Vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam com fome? Como ele entrou no santuário e comeu o pão fresco do altar, que ninguém podia comer, senão os sacerdotes?”.

    5Jesus acrescentou: “O Filho do Homem não é escravo do sábado: é o Senhor dele!”.

    6-9Então, ele disse aos presentes: “Que atitude é coerente com o sábado: fazer o bem ou o mal? Ajudar as pessoas ou deixá-las sem ajuda?”.

    10-11Ele os encarou um a um e ordenou ao homem: “Estenda a mão!”. Ele a estendeu —, ela ficou perfeita! Seus críticos ficaram furiosos e começaram a discutir como dar um basta em tudo aquilo.

    OS DOZE APÓSTOLOS

    12-16Por essa mesma época, ele foi orar na montanha. Ali ficou a noite inteira em oração, na presença de Deus. No dia seguinte, reuniu seus discípulos e escolheu doze deles e os designou como apóstolos: Simão, a quem chamou de Pedro; André, irmão dele; Tiago; João; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado zelote; Judas, filho de Tiago; Judas Iscariotes (que o traiu).

    A VERDADEIRA FELICIDADE

    17-21Descendo a montanha com o grupo, Jesus parou na planície. Estava rodeado de discípulos e logo foi cercado também por uma multidão imensa, um mundaréu de gente da Judeia, de Jerusalém e até mesmo das cidades litorâneas de Tiro e Sidom. Vieram desejosos de ouvi-lo e de serem curados de suas enfermidades. Todos tentavam tocar nele. E, quando dele saía poder, quem nele tocava era curado! Ele começou a falar: “Abençoados são vocês, quando nada têm para oferecer. Quando vocês saem de cena, há mais de Deus e do seu governo. “Abençoados são vocês, quando sentem fome de verdade. Ele é comida e bebida — é alimento incomparável. “Abençoados são vocês, que sofrem por terem perdido o que mais amavam. Só assim poderão ser abraçados por aquele que é a fonte de toda alegria.

    22-23“Considerem-se abençoados sempre que forem odiados, agredidos, expulsos ou caluniados para me desacreditar. Isso significa que a verdade está perto o suficiente para os consolar — consolo que os outros não têm. Alegrem-se quando isso acontecer. Comemorem, porque, ainda que eles não gostem disso, eu gosto! E os céus aplaudem, pois sabem que vocês estão em boa companhia. Meus profetas e minhas testemunhas sempre enfrentaram essa mesma dificuldade”.

    24“Mas coitados de vocês, que amam os seus bens materiais. Vocês não receberão mais nada. Coitados de vocês que estão satisfeitos com vocês mesmos e com o que têm. Vocês passarão necessidade. Coitados de se vocês que vivem apenas se divertindo. Vocês conhecerão o que é dor de verdade.

    26“Coitados de vocês que dependem da aprovação dos outros, sempre preocupados em agradar a todos. Essa escravidão compromete a sinceridade. Lembrem-se de quantos profetas corruptos receberam aprovação dos seus antepassados! Não repitam o mesmo erro.

    27-30“A vocês, que estão preparados para a verdade, digo o seguinte: amem seus inimigos. Deixem que tirem o melhor de vocês, não o pior. Se alguém fizer mal a vocês, reajam com a força da oração. Se alguém bater no seu rosto, ofereçam-lhe o outro lado. Se alguém tomar a sua camisa, dêem-lhe de presente o melhor casaco. Se alguém aproveitar-se de vocês para levar vantagem injustamente, aproveite a ocasião para praticar a vida de servo. Nada de pagar na mesma moeda. Vivam generosamente.

    31-34“Aqui está um guia simples e objetivo de conduta: pergunte a você mesmo o que quer que os outros façam a você, e, então, faça o mesmo a eles. Se tudo que vocês fazem é amar apenas quem é amável, que recompensa esperam receber? Qualquer um pode fazer isso. Querem uma medalha por cumprimentar apenas os que são simpáticos com vocês? Qualquer pecador desqualificado age assim. Vocês dão apenas esperando algo em troca? Só agem quando há interesse e lucro? O pior dos agiotas age assim.

    35-36“Digo a vocês: amem seus inimigos. Não esperem retorno das suas doações nem da ajuda que prestarem. Garanto que nunca irão se arrepender. Assumam sua identidade, criada por Deus. Procurem imitá-lo! Vejam como ele se relaciona conosco, como ele é generoso e bondoso, mesmo quando fazemos o mal. Sejam bondosos uns para com os outros, pois o nosso Pai age com bondade com vocês.

    37-38“Não bombardeiem de críticas as pessoas quando elas cometem um erro, a menos que queiram receber o mesmo tratamento. Não pisem nos que estão por baixo: a situação pode se inverter. Tratem todos com bondade, e a vida será muito melhor. Entreguem a vida! Vocês a receberão de volta, e não só isso: o retorno será cheio de recompensa e de bênçãos. Dar é o caminho, não ganhar. Generosidade produz generosidade”.

    39-40Ele citou um provérbio: “Pode um cego guiar outro cego? Não caem ambos no buraco? O aluno não ensina ao mestre. O importante é escolher com cuidado aquele que será o seu mestre.

    41-42“É fácil ver uma mancha no rosto do próximo e esquecer-se do feio riso de escárnio no próprio rosto. Vocês têm o cinismo de dizer: ‘Deixe-me limpar o seu rosto’, quando o rosto de vocês está distorcido pelo desprezo! Isso também é teatro, é fazer o jogo do ‘sou mais santo que você’, em vez de simplesmente viver a vida. Tire o cinismo do rosto, e, então, você poderá oferecer uma toalha ao seu próximo, para que ele também limpe o rosto.

    APLICANDO AS PALAVRAS DE CRISTO

    43-45“Ninguém colhe frutos podres de uma árvore boa, nem frutos bons de uma árvore doente. O estado do fruto indica o estado da árvore. Lembrem-se que vida produz vida. O que conta é o que vocês são, não o que dizem e fazem. Isso se comprova por seus atos e palavras.

    46-47“Por que vocês estão sempre dizendo: ‘Senhor, Senhor, mas nunca fazem nada do que digo? As palavras que digo não são meros adendos ao seu estilo de vida, como a reforma de uma casa, que resulta em melhora de padrão. Elas são o próprio alicerce, a base da sua vida.

    48-49“Se vocês puserem essas palavras em prática, serão como pedreiros competentes, que constroem sua casa sobre a solidez da rocha. Quando o rio saiu do leito e investiu contra a casa, ela nem oscilou. Foi construída para durar. Mas, se vocês usarem minhas palavras apenas para fazer estudos bíblicos, sem nunca aplicá-las à própria vida, não passarão de pedreiros tolos, que constroem sua casa sem dar atenção aos fundamentos. Quando o rio transbordou e avançou contra a casa, ela ruiu como um castelo de cartas. Perda total”.


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  • Lucas, 5

    EM ÁGUAS PROFUSAS

    1-3Certa ocasião, ele estava na praia do lago de Genesaré, e a multidão se acotovelava para ouvir melhor a Palavra de Deus. Então, avistou dois barcos amarrados, deixados ali pelos pescadores, que lavavam as redes. Jesus entrou no barco que era de Simão e pediu ao discípulo que o afastasse um pouco da margem. Usando o barco como púlpito, sentado ele ensinava a multidão.

    4Quando acabou de falar, disse a Simão: “Vá para as águas profundas e lance a rede”.

    5-7Simão respondeu: “Senhor, pescamos a noite inteira e não pegamos nem um peixinho. Mas, se o senhor está mandando, vou lançar a rede”. Dito e feito: eles pegaram tantos peixes que faltou pouco para arrebentar a rede. Foi preciso pedir ajuda aos companheiros do outro barco. Ainda assim, os dois barcos ficaram tão abarrotados de peixes que quase afundaram.

    8-10Assim que presenciou aquilo, Simão Pedro ajoelhou-se diante de Jesus e pediu: “Senhor, afaste-se de mim. Sou um pecador e o senhor é santo demais para mim. Deixe-me sozinho”. Quando foram conferir a quantidade de peixes, Simão e todos os outros que estavam com ele ficaram boquiabertos. Tiago e João, filhos de Zebedeu, companheiros de trabalho de Simão, tiveram a mesma reação.

    10-11Então, Jesus disse a Simão: “Não há o que temer. De agora em diante, você vai pescar pessoas”. Eles empurraram os barcos até a praia, largaram ali as redes e tudo o mais e o acompanharam.

    CONVITE AOS DE FORA

    12Certo dia, numa cidade, havia um homem coberto de lepra. Quando viu Jesus, ajoelhou-se diante dele e disse: “Mestre, se o senhor quiser, pode me purificar”.

    13Jesus estendeu a mão, tocou o leproso e disse: “Quero! Fique limpo!”. A lepra desapareceu na hora.

    14-16Jesus, então, lhe ordenou: “Não diga nada a ninguém. Apenas se apresente ao sacerdote para que ele confirme a cura, e leve a oferta de gratidão a Deus, ordenada por Moisés pela purificação. Que sua vida purificada e grata, não suas palavras, dê testemunho do que eu fiz”. Mas o homem não conseguiu se conter, e a notícia se espalhou. Logo uma multidão imensa se ajuntou para ouvir e buscar a cura para suas doenças. Assim que pôde, Jesus se retirou para um lugar isolado a fim de orar.

    17Certo dia, ele estava ensinando, e alguns fariseus e líderes religiosos estavam presentes. Gente de quase todas as cidades da Galiléia e da Judeia e até mesmo da distante Jerusalém se reuniu ali. O poder de Deus para curar estava sobre ele.

    18-20Alguns homens chegaram, carregando um paralítico em sua maca. Eles procuravam um meio de entrar na casa e levá-lo até onde Jesus estava. Como não havia jeito de passar pela multidão, eles subiram ao telhado, removeram algumas telhas e o desceram por ali até o meio do povo e diante de Jesus. Impressionado com tanta fé, Jesus disse: “Amigo, eu perdoo seus pecados”. A declaração irritou os líderes religiosos e os fariseus, que cochichavam: “Quem ele pensa que é? Isso é blasfêmia! Só Deus pode perdoar pecados!”

    22-26Sabendo o motivo do alvoroço, Jesus lhes perguntou: “Por que tanto cochicho? O que acham que é mais fácil: dizer ‘Eu perdoo seus pecados’, ou: ‘Levante-se e ande’? Pois bem, para que fique claro que sou o Filho do Homem é estou autorizado a fazer uma coisa e outra — voltou-se para o paralítico e ordenou: — “Levante-se! Pegue sua maca e vá para casa”. Sem hesitar, o homem levantou-se, pegou sua maca e foi para casa, dando glória a Deus pelo caminho. As pessoas esfregavam os olhos, custando a acreditar no que viam, e louvavam a Deus. Atemorizadas, diziam: “Nunca vimos nada assim!”.

    27-28Depois disso, Jesus saiu, viu um homem chamado Levi, que era cobrador de impostos e convidou-o: “Venha comigo”. Levi levantou-se, deixou tudo e passou a segui-lo.

    29-30Levi ofereceu a Jesus um grande jantar em sua casa. Parecia que todos os cobradores de impostos e gente de má reputação haviam sido convidados. Os fariseus e os líderes religiosos foram tomar satisfação com os discípulos: “Que exemplo vocês estão dando, andando com essa gente desonesta e essa ralé?”.

    31-32Jesus escutou a crítica e reagiu: “Quem precisa de médico: quem é saudável ou quem é doente? Estou aqui para dar atenção aos de fora, não para mimar os da casa, que se acham justos”. Eles também questionaram: “Os discípulos de João têm o costume de jejuar e orar. Os discípulos dos fariseus também. Mas vocês vivem comendo e bebendo. Por quê?”.

    34-35Jesus respondeu: “Numa festa de casamento, vocês não economizam no bolo nem no vinho, porque estão festejando. Depois, poderão até precisar economizar, mas não durante a festa. Enquanto o noivo e a noiva estão com vocês, é tudo alegria. Depois que os noivos forem embora, o jejum pode começar. Ninguém joga água fria na fogueira enquanto tem gente em volta. Essa é a vinda do Reino!

    36-39Ele continuou: “Ninguém corta um cachecol de seda para remendar uma roupa velha. Usa-se um remendo que combine. Também não põem vinho em garrafas rachadas. Digo ainda: ninguém que tenha provado um vinho velho da melhor qualidade irá trocá-lo por um vinho novo”.


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  • Lucas, 4

    A PROVA

    1-2Cheio do Espírito Santo, Jesus deixou o Jordão e foi levado pelo Espírito para o deserto. Durante quarenta dias e quarenta noites ele ficou sozinho e passou por uma Prova, foi testado pelo Diabo. Não comeu nada todo esse tempo e por fim teve muita fome.

    3Percebendo que ele estava com fome, o Diabo aplicou a primeira prova: “Já que você é o Filho de Deus, dê a ordem que transformará essas pedras em pães”.

    4Citando Deuteronômio, Jesus respondeu: “É preciso mais que pão para viver de verdade”.

    5-7Para a segunda prova, o Diabo transportou-o até o pico de uma imensa montanha. Tentando ser convincente, mostrou-lhe todos os reinos da terra num relance. Então, fez a proposta: “Tudo isso é meu. Eu mando em tudo aqui e posso entregar estes reinos com o seu fascínio a quem eu quiser. Basta que você me adore, e tudo será seu!”

    8A resposta de Jesus foi direta e mais uma vez recorreu a Deuteronômio: “Adore somente ao Senhor seu Deus. Sirva ao Senhor com absoluta inteireza de coração”.

    9-11Para a terceira prova, o Diabo levou Jesus a Jerusalém. Ele o pôs na parte mais alta do templo e o desafiou: “Já que você é o Filho de Deus, pule! Para instigá-lo, o Diabo citou o salmo 91: “Ele o entregou ao cuidado dos anjos. Tanto o protegerão que você não machucará o dedo numa pedra”.

    12Jesus contra-atacou com outra citação de Deuteronômio: “Não tenha a ousadia de testar o Senhor seu Deus”.

    13Foi o fim da Prova. O Diabo retirou-se por um tempo, esperando outra oportunidade.

    LIBERTAÇÃO DOS OPRIMIDOS

    14-15Jesus voltou para a Galiléia, cheio do poder no Espírito, e a notícia de seu regresso correu a região. Ele começou a ensinar nas sinagogas, sendo recebido com entusiasmo e satisfação.

    16-21Ele voltou para Nazaré, onde havia sido criado. Como de costume, foi à sinagoga no sábado. Quando se levantou para ler, tinha nas mãos o livro do profeta Isaías. Abrindo-o, encontrou a seguinte passagem: O Espírito de Deus está sobre mim; ele me escolheu para pregar a Mensagem das boas-novas aos pobres, Enviou-me para anunciar perdão aos prisioneiros e a recuperação da vista aos cegos, Para libertar os oprimidos e indefesos, para anunciar: “Este é o ano em que Deus irá agir!” Fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se. Todos os olhares eram para ele. Então, ele se pronunciou: “Vocês acabam de presenciar o cumprimento dessa profecia.”

    22Todos os presentes — interessados e curiosos — ficaram surpresos com a declaração, mas logo alguém lembrou: “Este não é o filho de José, que conhecemos desde novo?”

    23-27Ele respondeu: “Suponho que vocês irão agora citar o provérbio: ‘Médico, cura-te a ti mesmo. Faz aqui em tua cidade tudo que nos disseram que fizeste em Cafarnaum’. Pois bem, vou dizer uma coisa: nenhum profeta é bem recebido em sua terra. Não havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, naqueles três anos e meio de seca, quando a fome devastou a terra? Mas a única viúva a quem Elias foi enviado estava em Sarepta, em Sidom. Havia muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu, mas o único purificado foi Naamã, o sírio”.

    28-30O argumento deixou todos enfurecidos. Eles o agarraram e o levaram para fora, até o cume de uma montanha situada nos limites da cidade, e queriam jogá-lo lá do alto. Entretanto, ele conseguiu fugir e tratou logo de sair dali.

    31-32Depois, foi para Cafarnaum, cidade da Galiléia. No sábado, passou a ensinar o povo. Eles estavam impressionados com seu ensino direto e claro, transmitido com autoridade, bem diferente dos discursos recheados de sofismas e citações com os quais estavam acostumados.

    33-34Na sinagoga, naquele dia, havia um homem perturbado por um espírito maligno. Ele gritou: “Ei! O que você quer conosco, Nazareno? Sei o que você pretende. Você é o Santo de Deus e está aqui para nos destruir”.

    35Jesus ordenou: “Quieto! Saia dele!”. O espírito demoníaco derrubou o homem na frente de todos, mas saiu sem o ferir.

    36-37O povo ficou espantado. Todos cochichavam entre si: “O que está acontecendo aqui? Alguém que com uma palavra faz as coisas acontecerem? Alguém que ordena aos espíritos demoníacos que saiam, e eles saem?”. Jesus era o assunto da cidade.

    CURANDO TODOS

    38-39Jesus deixou a sinagoga e foi para a casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta, e pediram a ele que fizesse algo por ela. Aproximando-se dela, ele ordenou à febre que a deixasse — e aconteceu exatamente assim. Antes que eles percebessem, ela estava preparando o jantar para eles.

    40-41Quando o Sol se pôs, todos os que tinham alguém doente ou com algum problema vieram procurá-lo. Ele impôs as mãos sobre todos e os curou. Os demônios saíam gritando: “Filho de Deus! Você é o Filho de Deus!”. Mas ele não permitia que se pronunciassem porque sabiam que ele era o Messias.

    42-44No dia seguinte, ele procurou um lugar isolado, mas o povo foi atrás dele. Quando o encontraram, imploraram para que não saísse da região. A resposta foi: “Vocês não percebem? Tenho de pregar a Mensagem do Reino de Deus em outras cidades, porque essa é a obra que Deus me mandou fazer”. Nesse meio-tempo, continuou a pregar nas sinagogas da Galiléia.


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  • Lucas, 3

    UM BATISMO PARA MUDANÇA DE VIDA

    1-6No décimo quinto ano do governo de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia; Herodes era rei da Galiléia; seu irmão Filipe, da Itureia e de Traconites; e Lisânias, de Abilene. Quando Anás e Caifás eram principais sacerdotes, João, filho de Zacarias, que vivia no deserto, recebeu uma mensagem da parte de Deus. Ele saiu percorrendo a terra ao redor do rio Jordão, pregando um batismo de mudança de vida para perdão de pecados, como descrito nas palavras de Isaías, o profeta: Trovão no deserto! Preparem-se para chegada de Deus! Tornem o caminho plano e reto! Toda estrada esburacada será consertada, Todo obstáculo será eliminado, Os desvios serão alinhados, Todas as estradas de terra serão pavimentadas. Todos estarão lá para ver O desfile da salvação de Deus.

    7-9Multidões vieram à procura do batismo, apenas porque parecia ter virado moda, e João esbravejou: “Raça de serpentes! O que pretendem, rastejando até o rio? Acham que um pouco de água nessa pele de cobra vai fazer alguma diferença? É a vida de vocês que precisa mudar, não a pele! E não pensem que podem melhorar a situação invocando Abraão como pai. Ser descendente de Abraão não ajuda nesse caso. Os descendentes de Abraão são muitos. Mas até destas pedras Deus pode fazer descendentes de Abraão. O que conta mesmo é a vida. A vida de vocês mostra frutos? Se estiver como madeira morta, só serve para o fogo”.

    10A multidão lhe perguntou: “O que devemos fazer, então?”

    11“Quem tiver duas mudas de roupa dê uma para alguém”, ele disse, “e façam o mesmo com a comida”.

    12Alguns cobradores de impostos também queriam ser batizados e perguntaram: “Mestre, o que devemos fazer?”

    13Ele respondeu: “Nada de extorsão. Cobrem apenas o que a lei exige”.

    14A pergunta dos soldados foi: “E nós, o que devemos fazer?” Ele respondeu: “Nada de violência nem de chantagens, e estejam satisfeitos com o salário de vocês”.

    15O povo, então, começou a prestar mais atenção ao pregador. Eles se perguntavam: “Será que João é o Messias?”

    16-17João não deu resposta às indagações deles: “Eu batizo vocês aqui no rio. O protagonista desse drama, perante o qual sou apenas um figurante, acenderá a vida do Reino em vocês, um fogo interior, o Espírito Santo dentro de vocês, operando a mudança de dentro para fora. Ele vai limpar a casa. Fará uma varredura completa na vida de vocês. Tudo que for autêntico será posto no lugar certo, na presença de Deus; o que for contrário à verdade será jogado fora com o lixo, para ser queimado”.

    18-20João ainda disse ao povo muitas outras palavras de encorajamento. Era a Mensagem! O rei Herodes, porém, não aceitava a censura de João ao seu adultério com Herodias, mulher de seu irmão Filipe; assim, aumentou sua longa lista de maldades com este desatino: mandou prender João Batista.

    21-22Depois que todo o povo foi batizado, Jesus também foi batizado. Enquanto ele orava, o céu se abriu, e o Espírito Santo, na forma de uma pomba, desceu sobre ele. Com o Espírito, ouviu-se uma voz: “Você é o meu Filho, escolhido e marcado pelo meu amor, a alegria da minha vida”.

    FILHO DE ADÃO, FILHO DE DEUS

    23-38Jesus iniciou sua vida pública com cerca de

    30anos de idade. Era filho (de acordo com a compreensão pública) de José, que era — filho de Eli, filho de Matate, filho de Levi, filho de Melqui, filho de Janai, filho de José, filho de Matatias, filho de Amós, filho de Naum, filho de Esli, filho de Nagai, filho de Máate, filho de Matatias, filho de Semei, filho de Joseque, filho de Jodá, filho de Joanã, filho de Ressa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Neri, filho de Melqui, filho de Adi, filho de Cosã, filho de Elmadã, filho de Er, filho de Josué, filho de Eliézer, filho de Jorim, filho de Matate, filho de Levi, filho de Simeão, filho de Judá, filho de José, filho de Jonã, filho de Eliaquim, filho de Meleá, filho de Mená, filho de Matatá filho de Natã, filho de Davi, filho de Jessé, filho de Obede, filho de Boaz, filho de Salmom, filho de Naassom, filho de Aminadabe, filho de Admim, filho de Arni, filho de Esrom, filho de Perez, filho de Judá, filho de Jacó, filho de Isaque, filho de Abraão, filho de Terá, filho de Naor, filho de Serugue, filho de Ragaú, filho de Faleque, filho de Éber, filho de Salá, filho de Cainã, filho de Arfaxade, filho de Sem, filho de Noé, filho de Lameque, filho de Matusalém, filho de Enoque, filho de Jarede, filho de Maalaleel, filho de Cainã, filho de Enos, filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus.


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  • Lucas, 2

    O NASCIMENTO DE JESUS

    1-5Naquele tempo, César Augusto ordenou o recenseamento de todo o império. Esse foi o primeiro recenseamento do período em que Quirino era governador da Síria. Cada habitante do império teve de viajar até sua cidade natal para se cadastrar. Por essa razão, José saiu de Nazaré, na Galiléia, e foi a Belém, na Judeia, a Cidade de Davi. Como descendente do rei Davi, ele precisava comparecer em Belém. Maria, sua noiva, que estava grávida, o acompanhou.

    6-7Enquanto estavam em Belém, chegou a hora de Maria dar à luz, quando nasceu o tão esperado primeiro filho. Com todo cuidado, envolveu-o em panos e o deitou numa manjedoura. Com tanto gente na cidade, não havia lugar para eles na hospedaria.

    GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS

    8-12Havia pastores de ovelhas na vizinhança que se revezavam em turnos para tomar conta delas durante a noite. De repente, um anjo de Deus apareceu no meio deles, e a glória de Deus brilhou no lugar onde estavam. Eles ficaram aterrorizados, mas o anjo os tranquilizou: “Não tenham medo. Eu vim para anunciar a melhor notícia do mundo: o Salvador acaba de nascer na Cidade de Davi! Ele é o Messias, o Senhor. Vocês o acharão! O bebê está envolto em panos e deitado numa manjedoura”.

    13-14Imediatamente, junto ao anjo surgiu um imenso coro angelical, cantando louvores a Deus: “Glória a Deus nas maiores alturas, Paz a todos os homens e mulheres na terra que lhe agradam”.

    16-18Enquanto o coral de anjos se recolhia ao céu, os pastores disseram eufóricos: “Vamos logo a Belém para ver o que Deus nos revelou”, Eles saíram correndo e encontraram Maria, José e o bebê deitado na manjedoura. Foi ver para crer! E eles saíram contando a todos o que os anjos disseram a respeito do menino. Todo mundo ficou impressionado e estarrecido.

    19-20E, atenta, Maria guardava no coração tudo que acontecia. Os pastores voltaram ao trabalho, louvando a Deus pelas maravilhas que tinham visto e ouvido. Tudo aconteceu exatamente como lhes fora dito!

    BÊNÇÃOS PARA O MENINO

    21Em seu oitavo dia de vida, o dia da circuncisão, o bebê recebeu o nome dado pelo anjo antes do nascimento: Jesus.

    22-24Quando se completaram os dias estabelecidos por Moisés para a purificação, seus pais levaram-no a Jerusalém para consagrá-lo a Deus, como ordenado na Lei de Deus: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado a Deus”. Deveriam também sacrificar “duas rolinhas ou dois pombinhos” — outra prescrição da Lei.

    25-32Naquele tempo, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Alma bondosa, vivia em oração, na expectativa da chegada do auxílio divino para Israel. Em comunhão com o Espírito Santo, este lhe revelou que ele veria o Messias antes de morrer. Guiado pelo Espírito, entrou no templo naquele dia. Quando os pais do bebê Jesus chegaram para cumprir os rituais da Lei, Simeão pegou o menino nos braços e louvou a Deus: “Deus soberano, agora teu servo já pode ser despedido; vou-me em paz, pois tuas promessas tens cumprido. Com meus olhos, vi tua salvação; e todos contemplaram a sua manifestação: Uma luz para as outras nações, para que Deus seja revelado; uma glória para Israel, teu povo amado”.

    33-35O pai e a mãe de Jesus ficaram calados, surpresos com as palavras do ancião. Então, Simeão os abençoou e disse a Maria: “Este menino marcará para muitos fracasso cruel, mas para tantos outros grande recuperação em Israel, Ele será mal compreendido e alvo de muita contradição — e, no seu caso, a dor de uma espada lhe atravessará o coração. Mas a rejeição revelará quem possui integridade: Deus mostrará quem de fato está do lado da verdade”.

    36-38Ana, a profetisa, também estava ali. Era filha de um homem chamado Fanuel, da tribo de Aser, e já estava bem idosa. Ela estivera casada sete anos, ficara viúva e contava agora com oitenta e quatro anos. Nunca deixava a área do templo, adorando noite e dia com jejum e oração. Na hora em que Simeão estava orando, ela apareceu, irrompeu num hino de louvor a Deus e entregou uma mensagem a respeito da criança, dirigida a todos os que aguardavam com expectativa a libertação de Jerusalém.

    39-40Depois de fazer tudo que era requerido na Lei, o casal voltou para a Galiléia, para a cidade deles, Nazaré. Ali o menino cresceu com saúde e sabedoria. A graça de Deus repousava sobre ele.

    ENCONTRADO NO TEMPLO

    41-45Todos os anos, os pais de Jesus viajavam para Jerusalém a fim de participar da festa da Páscoa. Quando o menino estava com doze anos, fizeram a peregrinação de costume. Ao terminar a festa, eles tomaram o caminho de casa, e o menino Jesus ficou para trás, em Jerusalém, mas seus pais não perceberam. Pensando que ele estava em algum lugar com os outros peregrinos, viajaram um dia inteiro e, então, começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos, mas foi em vão. Por isso, voltaram a Jerusalém para ver se o encontravam.

    46-48No dia seguinte, eles o encontraram no templo, assentado entre os líderes religiosos, ouvindo-os e fazendo perguntas. Os mestres estavam deslumbrados com ele e impressionados com as suas respostas precisas. Mas José e Maria ficaram preocupados e aborrecidos. Sua mãe repreendeu-o: “Por que você fez isso conosco? Seu pai e eu estávamos desesperados, procurando você!”.

    49-50Ele disse: “Por que estavam procurando por mim? Não sabiam que eu tinha de estar aqui, tratando dos assuntos do meu Pai?”. Mas eles não tinham ideia do que ele estava falando.

    51-52Então, Jesus voltou para Nazaré com eles. Era um filho obediente. Sua mãe guardava todas essas coisas no coração, enquanto Jesus crescia, com saúde e sabedoria, abençoado por Deus e pelos homens.


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  • Lucas, 1

    ELE QUE ESTÁ VIVO

    1-3Nas primeiras horas do domingo, as mulheres foram à tumba. Levavam as especiarias que haviam preparado para o sepultamento. Encontraram a pedra da entrada da tumba fora do lugar e entraram. Mas não encontraram o corpo de Jesus lá dentro.

    4-8Confusas, tentavam imaginar o que teria acontecido. Então, de repente, dois homens, com luzes brilhando ao redor, apareceram ali. Elas ficaram apavoradas e se curvaram em reverência. Os homens disseram: “Por que vocês estão procurando aqui aquele que está vivo? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrem-se do que ele disse, quando ainda estava na Galiléia, que tinha de ser entregue aos pecadores, ser morto numa cruz e ressuscitar no terceiro dia?”. Então, elas se lembraram das palavras de Jesus.

    9-11Deixaram o túmulo e contaram tudo aos Onze e aos demais. Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago, e as outras mulheres que estavam com elas relataram os fatos aos apóstolos, mas eles não acreditaram numa só palavra que disseram, achando que era coisa da cabeça das mulheres.

    12Mas Pedro correu até a tumba. Olhou para dentro e viu apenas alguns lençóis, nada mais. Abalado e admirado, ele voltou balançando a cabeça.

    NO CAMINHO DE EMAÚS

    13-16Naquele mesmo dia, dois discípulos caminhavam em direção à cidade de Emaús, a uns dez quilômetros de Jerusalém. Eles conversavam a respeito de todas as coisas que aconteceram. No meio da conversa, Jesus apareceu e os acompanhou, mas não o reconheceram.

    17-18Ele perguntou: “O que vocês estavam discutindo tão compenetrados?”. Eles pararam, cheios de tristeza, como se tivessem perdido o melhor amigo. Um deles, chamado Cleopas, respondeu: “Você deve ser a única pessoa de Jerusalém que não sabe o que aconteceu nos últimos dias”.

    19-24Ele perguntou: “E o que foi?” Eles disseram: “As coisas que aconteceram a Jesus, o Nazareno. Ele era um homem de Deus, um profeta, que falava e fazia como ninguém; era abençoado por Deus e amado pelo povo. Mas nossos líderes e principais sacerdotes o traíram, o sentenciaram à morte e o crucificaram. Tínhamos esperança de que ele fosse o Libertador de Israel. Mas hoje é o terceiro, dia desde que tudo aconteceu, e algumas das mulheres do nosso grupo nos deixaram confusos. Hoje, de manhã bem cedo, elas estiveram no túmulo. Não encontraram o corpo e voltaram com a história de terem visto anjos e que esses afirmaram que ele está vivo. Alguns dos nossos amigos foram ao túmulo para verificar e o encontraram vazio, como as mulheres disseram, mas não viram Jesus”.

    25-27“Vocês não entendem?”, suspirou Jesus. “Como demoram para crer! Por que não acreditam em tudo que os profetas disseram? Não percebem que tudo isso tinha de acontecer, que o Messias tinha de sofrer antes de entrar na glória?” Então, ele começou do princípio, com os livros de Moisés, e percorreu todos os Profetas, explicando tudo que as Escrituras diziam a respeito dele.

    28-31Quando chegaram à entrada da cidade de destino deles, Jesus fez como se fosse seguir adiante, mas eles insistiram: “Fique e jante conosco. Já é quase noite. O dia já se foi”. Então, ele foi com os dois. E foi isto que aconteceu: ele se assentou à mesa com os dois. Tomando o pão, ele o abençoou, partiu e deu a eles. Nesse momento, seus olhos se abriram e eles o reconheceram. Então, ele desapareceu.

    32Impressionados, comentavam: “Não sentíamos um fogo enquanto ele conversava conosco no caminho, enquanto nos explicava as Escrituras?”

    UM FANTASMA NÃO TEM MÚSCULOS E OSSOS

    33-34Eles não perderam um minuto e voltaram para Jerusalém. Encontraram os Onze e seus amigos reunidos ali, dizendo: “Aconteceu mesmo! O Mestre ressuscitou — Simão o viu!”.

    35Então, os dois contaram o que havia acontecido no caminho e como o reconheceram quando ele partira o pão.

    36-41Enquanto falavam, Jesus apareceu no meio deles e disse: “Paz seja com vocês!” Mas eles pensaram que estavam vendo um fantasma e ficaram morrendo de medo. Ele, porém, os tranquilizou: “Não fiquem preocupados nem deixem que a dúvida os domine. Olhem minhas mãos. Olhem meus pés — sou eu mesmo! Toquem em mim. Examinem-me da cabeça aos pés. Um fantasma não tem músculos e ossos”. Enquanto dizia isso, mostrou a eles as mãos e os pés. Eles ainda não conseguiam acreditar no que estavam vendo. Era bom demais para ver verdade.

    41-43Ele perguntou: “Vocês têm comida aqui?” Eles trouxeram peixe que haviam assado. E ele comeu o peixe na presença de todos.

    VOCÊS SÃO AS TESTEMUNHAS

    44Em seguida, ele declarou: “Tudo que eu disse enquanto estava com vocês confirma: todas as coisas escritas a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos tinham de se cumprir”.

    45-49Ele continuou a abrir o entendimento deles com relação à Palavra de Deus, mostrando como se devia interpretar a Bíblia: “Vocês podem ver agora que está escrito que o Messias sofreria e se levantaria dentre os mortos no terceiro dia, e uma mudança radical de vida, por meio do perdão de pecados, é proclamada em seu nome a todas as nações — começando aqui, em Jerusalém! Vocês são os primeiros a ouvir e ver tudo. Vocês são as testemunhas. O que virá depois é muito importante: enviarei o que meu Pai prometeu a vocês; então, permaneçam na cidade até que recebam, até que sejam capacitados com o poder que vem do alto”.

    50-51Depois ele os levou para fora da cidade, até perto de Betânia. Levantando as mãos, abençoou-os e, enquanto os abençoava, foi elevado aos céus.

    52-53Eles se ajoelharam, adorando-o. Voltaram para Jerusalém explodindo de alegria; e passavam todo o tempo no templo, louvando a Deus. Amém.


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  • Marcos, 16

    A RESSURREIÇÃO

    1-3 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé trouxeram especiarias para embalsamar Jesus. Na manhã de domingo, assim que o sol raiou, elas foram ao túmulo. Estavam preocupadas e diziam umas às outras: “Quem irá rolar a pedra do túmulo para nós?”

    4-5 Ao chegar, elas descobriram que a pedra já havia sido rolada — era uma pedra muito grande. Elas se aproximaram e viram um jovem vestido de branco assentado à direita. Ficaram muito assustadas.

    6-7 Então, ele lhes disse: “Não tenham medo. Sei que vocês procuram Jesus, o Nazareno, aquele que foi crucificado. Ele ressuscitou, não está mais aqui. Vejam vocês mesmas que o lugar está vazio. Agora, podem ir! Digam aos discípulos dele e a Pedro que ele vai adiante de vocês para a Galiléia. Vocês o verão lá, exatamente como ele disse”.

    8 Elas saíram o mais rápido que puderam, nervosas e ainda um tanto atordoadas. Amedrontadas, não disseram nada a ninguém.

    9-11 Depois de ressuscitar, Jesus apareceu bem cedo, na manhã de domingo, para Maria Madalena, a quem havia libertado de sete demônios. Ela procurou os antigos companheiros na fé, chorando, e deu a notícia a eles. Quando ouviram que ele estava vivo e que ela o tinha visto, não acreditaram nela.

    12-13 Mais tarde, ele apareceu, de forma diferente, a dois deles que caminhavam pelo campo. Eles voltaram e contaram aos demais, mas estes também não acreditaram no relato.

    14-16 Depois disso, quando os Onze estavam jantando, ele apareceu e os repreendeu severamente pela incredulidade, pois se recusavam a acreditar nos que o tinham visto ressuscitado. Então, ele ordenou: “Saiam pelo mundo. Vão a toda parte e anunciem a Mensagem com as boas notícias de Deus para todos. Quem crer e for batizado está salvo; quem se recusar a crer está condenado.

    17-18 Estes são alguns dos sinais que acompanharão os que crerem: eles vão expulsar demônios em meu nome, falar em novas línguas, pegar em serpentes e até beber veneno sem que nada lhes aconteça; também vão impor as mãos sobre os enfermos e curá-los”.

    19-20 Então, o Senhor Jesus, depois de orientá-los, foi elevado ao céu e assentou-se ao lado de Deus no lugar da mais alta honra. Os discípulos saíram por toda parte, pregando. O Senhor trabalhava com eles, confirmando a Mensagem com provas inquestionáveis.


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    Resumo: O texto narra o emocionante evento da ressurreição de Jesus Cristo, conforme descrito no Novo Testamento da Bíblia. Após as mulheres visitarem o túmulo, encontram-no vazio e são instruídas por um jovem vestido de branco a contar aos discípulos sobre a ressurreição de Jesus. No entanto, os discípulos inicialmente duvidam, mas Jesus aparece a eles, repreende sua incredulidade e os envia para espalhar a mensagem das boas notícias de Deus pelo mundo. O texto culmina com a ascensão de Jesus ao céu.

    O texto é uma passagem do Novo Testamento da Bíblia, especificamente sobre o evento da Ressurreição de Jesus Cristo. Aqui está um resumo dessa passagem:

    No primeiro dia da semana, após o sábado, Maria Madalena, Maria (mãe de Tiago) e Salomé foram ao túmulo de Jesus com especiarias para embalsamá-lo. Ao chegar lá, elas encontraram a pedra que cobria o túmulo já rolada e viram um jovem vestido de branco sentado à direita. Ele lhes disse que Jesus havia ressuscitado e não estava mais no túmulo, instruindo-as a contar isso aos discípulos, incluindo Pedro.

    As mulheres saíram apressadas, atordoadas e com medo, sem contar a ninguém. Mais tarde, Jesus apareceu primeiro para Maria Madalena, depois para dois discípulos enquanto caminhavam pelo campo, mas eles não foram inicialmente acreditados pelos outros discípulos.

    Em seguida, Jesus apareceu aos Onze discípulos enquanto estavam jantando e repreendeu-os por sua incredulidade. Ele os instruiu a espalhar a mensagem das boas notícias de Deus por todo o mundo, prometendo que sinais seguiriam aqueles que acreditassem, como expulsar demônios, falar em línguas, lidar com serpentes e curar os enfermos. Após dar essas instruções, Jesus foi elevado ao céu e sentou-se ao lado de Deus.

    Os discípulos obedeceram às instruções de Jesus, pregaram a mensagem e foram acompanhados pelo Senhor com evidências inquestionáveis do poder de Deus.

    Esta passagem é uma das histórias centrais do Cristianismo, descrevendo a ressurreição de Jesus, que é fundamental para a fé cristã, simbolizando a vitória sobre a morte e a promessa da vida eterna para os crentes.


    Palavras-chave: Ressurreição de Jesus, Novo Testamento, Mensagem das Boas Novas, Discípulos, Ascensão de Jesus.

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  • Marcos, 15

    PERANTE PILATOS

    1 A primeira luz do dia, os principais sacerdotes, os mestres da lei e os líderes religiosos convocaram uma sessão com todo o Concílio judaico. Eles amarraram Jesus com cuidado e foram levá-lo a Pilatos.

    2-3 Pilatos perguntou: “Você é o ‘Rei dos judeus’?”. Jesus respondeu: “Se você diz”. Os principais sacerdotes derramaram diante do governador um dilúvio de acusações.

    4-5 Pilatos insistiu: “Você não vai responder nada? São muitas acusações!” Mesmo assim, ele ficou em silêncio. Pilatos ficou impressionado.

    6-10 Havia o costume de se libertar um prisioneiro na festa, qualquer um que o povo pedisse. Na ocasião, havia outro prisioneiro, chamado Barrabás, preso com revoltosos que haviam cometido assassinato num levante contra Roma. A multidão logo iria apresentar seu pedido, e Pilatos se antecipou a eles: “Vocês querem que eu liberte o Rei dos judeus?” O governador sabia que fora por pura inveja que os sacerdotes haviam entregado Jesus.

    11-12 No entanto, os principais sacerdotes haviam orientado a multidão para que pedissem a libertação de Barrabás. Mas Pilatos perguntou: “Então, o que farei com este homem que vocês chamam Rei dos judeus?”

    13 Eles gritaram: “Crucifique-o!”.

    14 Pilatos objetou: “Mas por qual crime?”. Contudo, eles gritavam ainda mais alto: “Crucifique-o!”

    15 Pilatos atendeu ao pedido da multidão: libertou Barrabás e entregou Jesus para ser açoitado e crucificado.

    16-20 Os soldados levaram Jesus ao palácio (chamado Pretório) e reuniram uma tropa inteira. Vestiram-no com um manto de púrpura e puseram uma coroa de espinhos na cabeça dele. Então, começou a zombaria: “Viva o Rei dos judeus!”. Eles lhe batiam na cabeça com um bastão, cuspiam nele e se ajoelhavam diante dele, como se o reverenciassem. Quando cansaram das chacotas, tiraram-lhe o manto de púrpura e o vestiram de novo com as suas roupas. Então o levaram para crucificá-lo.

    A CRUCIFICAÇÃO

    21 Um homem estava passando, de volta do trabalho — Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo. Eles o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.

    22-24 Os soldados levaram Jesus ao Gólgota, que significa “colina da Caveira”. Ofereceram-lhe vinho misturado com mirra, para aliviar a dor, mas ele não aceitou. Então o pregaram na cruz. Depois fizeram um sorteio para ver quem ficaria com suas roupas.

    25-30 Jesus foi crucificado às nove horas da manhã. A acusação — O Rei dos judeus — foi escrita numa placa. Com ele, crucificaram dois criminosos, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam caçoavam, sacudindo a cabeça e ironizando: “Você alegou que poderia destruir o templo e reconstruí-lo em três dias — mostre agora seu poder. Salve-se! Se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz!”.

    31-32 Os principais sacerdotes e os líderes religiosos também estavam ali, misturados ao povo, divertindo-se e zombando de Jesus: “Ele salvou os outros, mas não pode se salvar! Ele é mesmo o Messias, o Rei de Israel? Então, desça da cruz, e todos nós acreditaremos em você”. Até os que estavam crucificados com ele participavam da zombaria.

    33-34 Então, do meio-dia às três da tarde, toda a terra ficou na escuridão. Cerca das três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: “Eloí, Eloí; lamá sabactâni que quer dizer: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”

    35-36 Alguns dos que viram aquilo o ouviram e disseram: “Ele está chamando Elias”. Um deles correu, pegou uma esponja mergulhada em vinagre e ergueu-a numa haste e deu de beber a Jesus, e disse: “Vamos ver se Elias vem para tirá-lo daí”.

    37-39 E depois de um grito de dor, Jesus deu seu último suspiro. Naquele instante, a cortina do templo rasgou-se ao meio, de alto a baixo. Quando o capitão da guarda viu que Jesus já não respirava mais, exclamou: “Ele era o Filho de Deus!”

    LEVADO PARA O TÚMULO

    40-41 Algumas mulheres observavam a distância, entre elas Maria Madalena, Maria, mãe do jovem Tiago e de José, e Salomé. Quando Jesus estava na Galiléia, elas o seguiam e serviam e tinham vindo com ele para Jerusalém.

    42-45 Mais tarde, sendo o Dia da Preparação (isto é, a véspera do sábado), apareceu José de Arimatéia, membro respeitado do Concílio judaico. Ele aguardava com expectativa a vinda do Reino de Deus. Enchendo-se de coragem, procurou Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos duvidou que ele tivesse morrido tão rapidamente e mandou o capitão verificar se Jesus estava de fato morto. Com a garantia do capitão, ele entregou o corpo a José.

    46-47 José havia comprado um lençol de linho. Depois, envolveu o corpo e o depositou no túmulo que havia escavado na rocha. Pôs uma grande pedra na entrada. Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram o sepultamento.


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    Este trecho que você compartilhou descreve a crucificação e morte de Jesus Cristo, conforme narrado no Evangelho de Marcos. Aqui estão os principais eventos deste trecho:

    1. Perante Pilatos (Marcos 15:1-15): Jesus é levado diante de Pilatos, o governador romano da Judéia. Pilatos interroga Jesus, mas Ele permanece em silêncio. Pilatos, por costume, oferece a libertação de um prisioneiro na festa da Páscoa e pergunta ao povo se eles querem a libertação de Jesus, mas a multidão pede a libertação de Barrabás, um criminoso. Pilatos cede à pressão e entrega Jesus para ser crucificado.
    2. A Crucificação (Marcos 15:16-32): Jesus é levado ao Gólgota, onde é crucificado entre dois criminosos. A multidão zomba Dele, dizendo que Ele afirmava ser capaz de destruir o templo e reconstruí-lo em três dias. Durante as três horas da crucificação, a terra fica na escuridão. Jesus clama com as palavras: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” e, finalmente, Ele dá Seu último suspiro.
    3. A Morte e Reconhecimento (Marcos 15:33-39): Jesus morre na cruz. A cortina do templo se rasga de alto a baixo, e um centurião reconhece Jesus como o Filho de Deus.
    4. Levado para o Túmulo (Marcos 15:40-47): José de Arimatéia, membro do Concílio judaico e seguidor secreto de Jesus, pede o corpo de Jesus a Pilatos e o deposita em um túmulo que ele havia escavado na rocha. Maria Madalena e Maria, mãe de José, observam o sepultamento.

    Este trecho descreve eventos cruciais da Paixão de Cristo, que são centrais para a fé cristã.


    A Localização de Golgota O local onde Jesus foi crucificado.

    Há relatos de que o local chamado “Gordon’s Calvary” ou “Skull Hill”, ao norte das muralhas da cidade de Jerusalém, é mais compatível com as referências bíblicas. É mencionado também que esse local está próximo a uma tumba no jardim que se encaixa na descrição bíblica do túmulo onde Jesus foi colocado após a crucificação. Que seria o mesmo monte (Monte Sinai) onde Abraão fez dali um altar para sacrificar Isac (Gênesis, 22.10), que coincide com o mesmo lugar também onde Moisés falou com Deus no episódio da sarça ardente (Êxodo 3.2), que queimava e não se consumia.

    Seguidor Secreto de Jesus

    A ideia de “seguidores secretos de Jesus” nos dias de hoje é, de fato, uma possibilidade. Historicamente, muitos seguidores de Jesus enfrentaram perseguição e dificuldades por sua fé. Nos dias de hoje, em algumas partes do mundo, ainda existem áreas onde os cristãos enfrentam perseguição religiosa e discriminação por causa de sua fé em Jesus Cristo. Nessas regiões, alguns podem sentir a necessidade de manter sua fé em segredo para proteger suas vidas e as de suas famílias.

    Além disso, há pessoas que podem não se identificar abertamente como cristãs, mas têm uma fé pessoal em Jesus e praticam suas crenças de forma discreta. Isso pode ocorrer por várias razões, incluindo o ambiente social, pressões familiares ou medo de discriminação.

    É importante lembrar que a fé é uma questão pessoal e varia amplamente de pessoa para pessoa. Nem todos que têm fé em Jesus Cristo se identificam como cristãos de maneira aberta ou pública. Portanto, é possível que existam seguidores secretos de Jesus nos dias de hoje, embora isso dependa muito do contexto e das circunstâncias individuais de cada pessoa.


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  • Marcos, 14

    UNGINDO A CABEÇA

    1-2 Dali a dois dias começaria a festa da Páscoa, com oito dias de duração, e a festa dos Pães sem Fermento. Os principais sacerdotes e líderes religiosos estavam procurando um modo de prender Jesus e matá-lo. Eles concordaram em que não deveriam fazer isso durante a semana da Páscoa. “Não queremos iniciar uma guerra”, disseram.

    3-5 Jesus estava em Betânia, como convidado de Simão, o Leproso. Enquanto jantava, uma mulher apareceu com um frasco de perfume muito caro. Abrindo o frasco, ela derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. Alguns convidados ficaram indignados. “Que desperdício! Esse perfume poderia ser vendido pelo valor do salário de um ano, e o dinheiro, distribuído entre os pobres”. Eles fuzilavam a mulher com os olhos.

    6-9 Jesus, porém, disse: “Deixem-na em paz. Por que vocês a incomodam? Ela acaba de fazer algo tão maravilhoso para mim. Os pobres estarão sempre aí, todos os dias, mas eu não. Sempre que quiserem, poderão fazer algo por eles, mas não para mim, Ela fez o que pôde, quando pôde: ungiu meu corpo para o sepultamento. Tenham certeza de uma coisa: em qualquer lugar do mundo em que a Mensagem for pregada, o que ela fez aqui será lembrado e admirado”.

    10-11 Então, Judas Iscariotes, um dos Doze, procurou o sacerdote principal, determinado a trair Jesus. Eles mal podiam acreditar no que ouviam e lhe prometeram uma boa recompensa. Ele ficou apenas esperando o momento certo de entregá-lo.

    O TRAIDOR DO FILHO DO HOMEM

    12 No primeiro dia da festa dos Pães sem Fermento, dia de preparar o sacrifício da Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus: “Onde queres que preparemos a ceia da Páscoa?”.

    13-15 Ele orientou dois dos discípulos: “Vão para a cidade. Um homem com um jarro de água encontrará vocês. Sigam-no. Perguntem ao proprietário da casa em que ele entrar: ‘O Mestre quer saber em qual aposento ele poderá comer a ceia da Páscoa com seus discípulos’. O homem mostrará a vocês uma sala no segundo andar, espaçosa, limpa e arrumada. Façam ali os preparativos”.

    16 Os discípulos foram para a cidade, e tudo aconteceu como ele lhes dissera. Eles prepararam ali a refeição pascal.

    17-18 Depois do pôr do sol, ele chegou com os Doze. Quando estavam à mesa, Jesus disse: “Tenho algo difícil, mas importante, a dizer. Um de vocês me trairá, alguém que neste momento come comigo”.

    19 Chocados, começaram a dizer, um após o outro: “Eu não!”

    20-21 Ele respondeu: “É um dos Doze, alguém que come sempre comigo. O Filho do Homem sofrerá a dor da traição, já prevista nas Escrituras. Até aí, nenhuma surpresa. Mas ai do traidor do Filho do Homem. Melhor que ele nunca tivesse nascido”.

    “ISTO É MEU CORPO”

    22 Durante a refeição, depois de tomar o pão e abençoá-lo, Jesus o partiu, deu-o aos discípulos e disse: “Tomem, isto é meu corpo”.

    23-24 Tomando o cálice e dando graças a Deus, entregou-o a eles também e todos beberam. Ele disse: “Isto é meu sangue, A nova aliança de Deus, Derramado em favor de muitos.

    25“Não beberei vinho outra vez até o dia em que o beber no Reino de Deus”.

    26 Então, eles cantaram um hino e foram para o monte das Oliveiras.

    27-28 Jesus alertou-os: “Por causa do que vai acontecer comigo, vocês irão se dispersar. Isso é para cumprir um texto das Escrituras que diz: Vou ferir o pastor, e as ovelhas ficarão desorientadas. “Mas depois que eu ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galiléia”.

    29 Mas Pedro, todo afoito, declarou: “Ainda que todo mundo fuja, eu não fugirei”.

    30 Jesus respondeu: “Não tenha tanta certeza. Ainda esta noite, antes que o galo cante duas vezes você vai me negar três vezes”.

    31 Pedro protestou, falando sem pensar: “Ainda que eu tenha de morrer contigo, jamais te negarei!” Todos os outros disseram o mesmo.

    GETSÊMANI

    32-34 Então, eles foram para um jardim chamado Getsêmani. Jesus disse aos discípulos: “Fiquem aqui enquanto vou orar mais adiante”. Levando consigo Pedro, Tiago e João, ele mergulhou em grande agonia e declarou: “A tristeza que sinto é uma tristeza de morte. Fiquem aqui e vigiem comigo”.

    35-36 Indo um pouco mais adiante, prostrou-se no chão e orou: “Paizinho, Pai, tu podes me livrar! Afasta este cálice de mim. Mas, por favor, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres”.

    37-38 Quando voltou aos discípulos, encontrou os três dormindo e disse a Pedro: “Simão, você veio para dormir? Não pode aguentar nem uma hora? Fiquem atentos. Orem sempre para que não caiam em tentação antes mesmo de perceber o perigo. Uma parte de você está disposta a fazer qualquer coisa por Deus, mas a outra parte simplesmente não reage”.

    39-40 Depois disso, voltou ao seu lugar e fez a mesma oração. Retornando mais uma vez, ele os encontrou dormindo. Eles simplesmente não conseguiam manter os olhos abertos, e não tinham nem como se desculpar.

    41-42 Ele voltou pela terceira vez e disse: “Vocês vão dormir a noite toda? Minha hora chegou. O Filho do Homem está prestes a ser traído e entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se, vamos! O traidor chegou”.

    UM BANDO DE MAUS ELEMENTOS

    43-47 Ele mal acabou de falar, e Judas, do grupo dos Doze, apareceu, acompanhado por um bando de maus elementos enviados pelos principais sacerdotes, líderes religiosos e demais líderes. Eles traziam espadas e paus. O traidor havia combinado um sinal com eles: “Aquele a quem eu beijar é o procurado. Prendam-no. Não o deixem fugir”. Ele foi direto a Jesus e o beijou, dizendo: “Mestre!” Os homens, então, o prenderam, com muita brutalidade. Mas um dos que estavam com Jesus desembainhou a espada e atacou o servo do sacerdote principal, cortando-lhe a orelha.

    48-50 Mas Jesus reagiu: “O que é isto? Vieram me buscar com espadas e paus, como se eu fosse um bandido perigoso? Dia após dia, estive ensinando no templo, e vocês nunca moveram um dedo contra mim. Vocês acabam de confirmar os escritos proféticos”. Nessa hora, todos os discípulos já haviam fugido.

    51-52 Um jovem seguia o grupo de longe. Tudo que ele trazia sobre o corpo era um lençol. Alguns daqueles homens tentaram agarrá-lo, mas ele escapou. Fugiu nu, deixando o lençol para trás.

    CONDENADO À MORTE

    53-54 O grupo que prendeu Jesus levou-o ao sacerdote principal, que estava reunido com os principais sacerdotes, líderes do povo e líderes religiosos. Pedro os seguira a uma distância segura. Quando chegaram ao pátio do sacerdote principal, ele se misturou com os servos e foi se aquecer perto da fogueira.

    55-59 Os principais sacerdotes, conspirando com o Concílio judaico, tentavam achar acusações contra Jesus para condená-lo à morte. Não encontraram nada. Muitos davam falso testemunho, mas um depoimento contradizia o outro. Alguns homens apareceram com esta história: “Nós o ouvimos dizer: ‘Vou derrubar o templo, construído com tanto esforço, e em três dias construirei outro, sem ao menos erguer a mão”. Mesmo assim, não havia plena concordância entre os relatos.

    60-61 Nesse momento, o sacerdote principal levantou-se e perguntou a Jesus: “O que você tem a dizer dessa acusação?” Jesus não deu resposta. O sacerdote principal insistiu, mudando a pergunta: “Você é o Messias, o Filho do Deus Bendito?”.

    62 Jesus foi direto: “Sim, eu sou, e você mesmo verá — O Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso Vindo nas. nuvens do céu”.

    63-64 Nessa hora, o sacerdote principal perdeu a compostura. Rasgando a própria roupa, gritou: “Ouviram isso? Acham que precisamos de mais testemunhas? Vocês testemunharam a blasfêmia. Vão deixar que isso fique assim?” Por unanimidade, eles o condenaram. E foi sentença de morte.

    65 Alguns começaram a cuspir nele. Vendaram-lhe os olhos e batiam nele, provocando: “Quem bateu em você? Profetize!” Os guardas levaram-no dali, sem interromper o espancamento.

    PEDRO NEGA JESUS

    66-67 Enquanto isso, Pedro estava no pátio. E aconteceu que uma das empregadas do sacerdote principal, vendo Pedro se aquecer ali, olhou para ele e disse: “Você estava com Jesus, o Nazareno”.

    68 Mas ele negou: “Não sei do que você está falando”. Quando ele passou pelo pórtico, um galo cantou.

    69-70 A moça apontava para ele e dizia aos que estavam por ali: “Ele é um deles, tenho certeza”. E Pedro negou mais uma vez. Pouco depois, as pessoas ali começaram a insistir: “Você tem de ser um deles. Está na cara que você é galileu”.

    71-72 Então, Pedro ficou muito nervoso e jurou: “Nunca vi esse homem de quem vocês estão falando”. Na mesma hora, o galo cantou pela segunda vez. Pedro lembrou-se do que Jesus dissera: “Antes que o galo cante duas vezes, você vai me negar três vezes”. Sem se conter, desabou a chorar.


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    Resumo do Capítulo:

    Neste trecho do evangelho de Marcos, a história se desenrola em torno da traição de Judas e da negação de Pedro em relação a Jesus. Os líderes religiosos conspiram para prender Jesus, enquanto uma mulher unge sua cabeça com perfume caro, causando indignação entre alguns. Judas, um dos discípulos, decide trair Jesus em troca de dinheiro. Durante a última ceia da Páscoa, Jesus institui a Ceia do Senhor com seus discípulos. Em seguida, eles vão para o Monte das Oliveiras, onde Jesus entra em agonia na oração no Getsêmani. Os discípulos não conseguem ficar acordados e, eventualmente, Judas trai Jesus com um beijo. Jesus é levado diante das autoridades religiosas, onde Pedro nega conhecê-lo três vezes.


    UM BREVE EPISÓDIO MISTERIOSO

    O jovem que é mencionado no Evangelho de Marcos, que fugiu nu, deixando para trás o lençol, não é identificado pelo nome nas escrituras. Esse episódio é encontrado em Marcos 14:51-52:

    “51-52 Um jovem seguia o grupo de longe. Tudo que ele trazia sobre o corpo era um lençol. Alguns daqueles homens tentaram agarrá-lo, mas ele escapou. Fugiu nu, deixando o lençol para trás.”

    Esse é um episódio bastante breve e misterioso nos evangelhos, e a identidade desse jovem não é explicada nas escrituras. Portanto, não temos informações adicionais sobre quem era esse jovem ou qual era o seu papel na história.

    O jovem que fugiu nu e deixou o lençol para trás, como mencionado em Marcos 14:51-52, não é mencionado em nenhum dos outros evangelhos do Novo Testamento (Mateus, Lucas ou João). Esse é um episódio específico que aparece apenas no Evangelho de Marcos, e sua identidade e significado não são explicados nas escrituras. Portanto, não há informações adicionais sobre esse jovem em outros evangelhos.


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    2. Negativa de Pedro,
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    5. Conspiração religiosa,
    6. Julgamento de Jesus,

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